segunda-feira, 5 de junho de 2017

Trumpeter Malbec Syrah 2015

A tradição vinícola da Família Rutini começa no início do século XIX, em Le Marche, Itália, quando Francisco Rutini produzia e vendia vinhos artesanais entre os seus vizinhos de Ascoli Piceno. Mais tarde, seu único filho, Felipe Rutini, emigrou para a Argentina para continuar a tradição da família e legado. Foi em Coquimbito, uma pequena, mas próspero distrito de Maipú, na província de Mendoza, que Felipe começou seu projeto Rutini: a Bodega La Rural. Don Felipe continuou a desenvolver vinhedos em Maipú e, em seguida, expandir suas operações nas áreas de Los Corralitos (Guaymallén) e Medrano (Rivadavia). Esta expansão duplicou a capacidade que tinha até então. Após a sua morte, em 1919, seus filhos estão no comando do projeto. A família Rutini foi uma das pioneiras a se envolver com plantações de vinhas em Tupungato, no coração do Valle de Uco, em 1925. Naquela época, Tupungato nada mais era do que uma parada na estrada que levava às montanhas mendocinas. Hoje, 90 anos após a epopeia da família Rutini a Tupungato, o lugar é sem dúvida uma das regiões vinícolas mais famosas de Mendoza e da Argentina. Em outubro de 2008 a construção da nova adega no Vale do Uco começou. No final de fevereiro de 2009, o batismo das instalações foi realizada com a chegada das primeiras uvas. No total, a Rutini Wines (nome utilizado pelo empreendimento atualmente) tem uma propriedade de 385 hectares de vinhedos, todos em um intervalo de altitude de 1050 a 1250 metros. As linhas "Rutini" e "Trumpeter" são produzidas exclusivamente na adega de Tupungato. Já em La Rural, sua adega inicial em Coquimibito, Maipú, produz todas as outras marcas da família: San Felipe, La Vuelta, Pequeña Vasija, entre outras, focadas principalmente no mercado argentino.


Finalmente, sobre o Trumpeter Malbec Syrah 2015 podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir de um corte 50% - 50% de Syrah e Malbec oriundas de Tupungato e La Consulta, respectivamente, ambos em San Carlos, Mendoza. Tem passagem de 7 meses em barricas de primeiro e segundo usos. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade, bom brilho e ótima limpidez. Lágrimas finas, de média velocidade e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, flores, especiarias doces, chocolate e leve tostado ao fundo.

Na boca o vinho mostrou corpo médio para encorpado, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirmou o olfato e o final era de média para longa duração.

Um bom vinho argentino, que mostra toda a potência e elegância que os vinhos que usam uma mescla com a uva Syrah podem alcançar por lá. Foi comprado em um promoção no Pão de Açúcar. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

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