quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Café Journal & Torrevento Bolonero Castel del Monte 2014

Um dia desses que já ficou pra trás neste apressadinho ano que se esvai, tive a oportunidade de revisitar um local que a muito tempo não o fazia e que para corroborar com minha última visita, continua num nível de excelência gastronômica muito alta. Estou falando do Café Journal, na Zona Sul de São Paulo.

Parafraseando um post meu anterior, posso dizer que a casa consegue aliar com maestria um ambiente rústico e requintado ao mesmo tempo. Detalhes como tijolos a vista, antiguidades, obras de arte e cada mesa com sua vela fazem do local muito aconchegante e ideal para uma visita a dois. Embora se intitulem como um restaurante de gastronomia paulistana, entendo que a influência italiana é grande na escolha dos pratos, com massas e cortes de carne bem interessantes. Conta também com uma invejável carta de vinhos, que pode ser consultada em um Ipad além de uma enomatic, máquina onde você pode provar mais de um tipo de vinho, devidamente preservado a vácuo, e em porções menores, mantendo sempre sua qualidade. Uma coisa interessante de se notar é que, muito da qualidade do atendimento e do que lá é servido tem o dedo do proprietário, Denis Rezende, que está sempre por lá supervisionando sua turma.

No quadro de cima o Ossobuco, abaixo o bife ancho.

Sapeando o cardápio, não tive dúvidas do meu prato: Ossobuco de Angus com Polenta Cremosa, preparado sob lenta cocção e a baixas temperaturas, resultando em uma carne extremamente suculenta, soltando do osso e de sabor inigualável. Isso sem falar do tutano que preenche o centro do osso, uma iguaria rica em sabor e textura. Detalhe para o charme da panelinha onde a polenta é servida. Já minha esposa escolheu o Bife Ancho com arroz Biro Biro, também feito a partir de um corte de carne Angus servido com com molho chimichurri e Arroz Biro Biro com coco. O casamento do corte da carne com o molho tipicamente argentino é especial e o coco dá uma crocância a mais para o arroz.


O vinho escolhido para a hercúlea tarefa de acompanhar esta incrível refeição foi o Torrevento Bolonero Castel del Monte 2014, um vinho proveniente da região da Puglia, na Itália. A vínicola Torrevento está situada na zona mais dura e selvagem da região, no noroeste de Murgia, aos pés do imponente Castel del Monte, construção fortificada que servira de defesa para a propriedade em tempo ancestrais. Esta zona é chamada Torre do Vento (Torre del Vento, ou Torrevento numa contração), onde um antigo mosteiro do século XVIII, cercado por 400 hectares de terra, acolhe o coração da fazenda desde 1948. Falando sobre o Torrevento Bolonero Castel del Monte 2014 em si, o vinho é um blend das uvas Nero di Troia e Aglianico, sem passagem por madeira, somente um período em tanques de aço inox. Resulta em um vinho de coloração rubi violácea de média intensidade com bom brilho e limpidez. Nos aromas o vinho surpreende, contrastando sua simplicidade com certa complexidade, variando de frutos vermelhos para especiarias, folhas de ervas e chá e algo de defumado. Na boca tende a ficar entre um corpo médio e encorpado, com ótima acidez e taninos aveludados. O retrogosto confirmou o olfato e o final era de média para longa duração. Entendo que foi uma boa escolha levando-se em conta os pratos escolhidos.

Uma bela refeição e um belo vinho italiano para fechar um passeio romântico de maneira magistral. Eu recomendo a prova, do restaurante e do vinho. Quem ainda não foi, deve ir. Penso que não se arrependerá. Esta minha visita só veio a corroborar com a visão da qualidade gastronômica e atendimento especial que eu já possuía do local. Aproveite sem moderação. Não é barato, mas vale o quanto cobra.

Até o próximo!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Vale dos Amantes Douro 2014

A Emcodouro é uma empresa especializada em exportação para todo o mercado global de produtos oriundos da Região Demarcada do Douro, criada em 1756 pelo Marquês de Pombal. Entretanto, a empresa é relativamente recente no mundo dos vinhos. O conhecimento e habilidade com as uvas, porém, vem desde muito tempo. Os produtores vivem em um dos lugares mais pitorescos do Douro, em Nossa Senhora da Conceição, na Vila Real. 


Sobre o Vale dos Amantes Douro 2014, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir de castas autóctones portuguesas, entre elas Touriga Nacional, Tinta Roriz e Tinta Barroca, sem passagem por madeira e com estabilização de 6 meses em garrafa antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de média para grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos frescos, flores e toques de chocolate.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um bom vinho para o dia a dia, ainda mais se levarmos em conta o custo benefício (cerca de 40 dinheiros). Acompanhou uma costela de porco assada com sal grosso de maneira sublime. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Langtafel White Blend 2014

Eu gosto muito de variar os vinhos que bebo e, mais do que isso, procuro variar as regiões vinícolas que experimento para sempre poder aprender mais sobre os vinhos e suas peculiaridades. E hoje fomos até a um local que, na minha opinião, é até pouco explorado no nosso mercado mas que trás algumas gratas surpresas. Hoje falaremos de África do Sul e mais do que isso, falaremos de um bom vinho branco de lá com um corte não muito usual. Hoje é dia de Langtafel White Blend 2014.


O Langtafel White Blend 2014 é produzido pela Mooiplaas Wine Estate, situada entre as montanhas majestosas e férteis dos vales de Stellenbosch, na África do Sul. A propriedade é uma fazenda histórica cujos vinhedos estão plantados entre dois oceanos em encostas íngremes de antigos solos ricos em minerais nas ensolaradas colinas da região. É lá que Tielman e Louis Roos produzem uma gama de vinhos enraizados na tradição e técnicas artesanais que aproveitam ao máximo o terroir único da região. Uma das características mais marcantes da Mooiplaas é o terreno irregular, desde os prados no fundo do vale até a bacia hidrográfica no topo das colinas. Estes contrastes topográficos resultam em diferenças interessantes no microclima. Hoje, a Mooiplaas Wine State ocupa uma área de 243 hectares, dos quais cerca de 100 hectares são plantados com vinhas e 70 hectares dedicados a um parque natural privado.

Falando sobre o Langtafel White Blend 2014, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir de um blend das uvas Chenin Blanc, Sauvignon Blanc e Semillon sem qualquer estágio em madeira. Vamos, finalmente, as impressões sobre o vinho?

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo palha com reflexos levemente dourado com muito brilho e limpidez.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos cítricos e tropicais, aspargos e um toque mineral interessante no fundo.

Na boca o vinho apresentou corpo médio com boa acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e delicioso.

Um bom vinho para o dia a dia, mais um vez fugindo dos hermanos chilenos e argentinos. É excelente para se ampliar a litragem com vinhos de outros países menos consumidos por aqui além de ser super fácil de beber, daqueles que a garrafa seca logo. Eu recomendo a prova. Mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Chateau Rivière Lacoste Cuvée Prestige 2012

O vinho de hoje é produzido pelo Château Pont de Brion, cuja a maravilhosa história familiar se iniciou ainda em meados de 1931 com Paul Dauvin, que chegou a viver em Langon, uma comuna na região de Graves, ao sul de Bordeaux, na margem esquerda do Garonne, tendo plantado suas primeiras videiras adjacentes à propriedade presente. Em 1955, Jean Brussac, seu genro, assumiu o negócio que na época cobria 2 hectares. Foi somente quando Antonio Molinari, genro de Jean Brussac, juntou-se ao domínio em 1957 que este aumentou a 7 ha. Depois de uma carreira curta mas brilhante em TI, em 1988, Pascal, bisneto do fundador, começou um retorno ao negócio. Hoje, a propriedade é dirigida pela 5 ª geração, Charlotte, continuando firme à filosofia estabelecida no início, produzindo rótulos sob as marcas Ludeman les Cèdres, Pont de Brion e Rivière Lacoste.


Já sobre o Chateau Rivière Lacoste Cuvée Prestige 2012, podemos ainda afirmar que o vinho é um corte das uvas Cabernet Sauvignon, Petit Verdot e Merlot da região de Graves, em Bordeaux, o que por si só já nos dá uma idéia de que o vinho possa ser mais cuidadosamente elaborado tendo em vista que pertence a uma AOC com regras mais restritas quando comparada a uma apelação Bordeaux geral. Aparentemente não tem passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média para grande intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e quase incolores também se faziam notar. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos e escuros, algo de especiarias e leve toque terroso ao fundo.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios e sedosos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Mais uma boa opção de vinho de Bordeaux que provamos por aqui. O vinho era tão equilibrado, que nem percebi que a garrafa foi esvaziando. Impressionante! Eu recomendo, e muito, a prova do vinho. 

Até o próximo!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Bruma del estrecho 2014

A Bodegas Viña Elena, produtora do vinho de hoje, foi fundada em 1948 em Múrcia, na Espanha, por Francisco Pacheco, que começou a fazer vinho em uma modesta prensa no lagar de sua casa e que, mais tarde, passou para as mãos de seu filho, Paco Pacheco. Atualmente é a terceira geração que vem tocando este negócio familiar e com muita paixão pelo vinho. A principal variedade da área é a uva Monastrell, que encontra o seu habitat nesta área, servindo três requisitos fundamentais: combinação de casta, composição do solo e do clima. Os vinhedos estão localizados em parcelas com boa orientação solar em um terreno muito rochoso, que permite boa drenagem e conservação da umidade vinda das escassas chuvas da região. O que demonstra a perfeita adaptação desta variedade para o terreno, produzindo pequenas quantidades de uvas, mas de qualidade incomparável.


Sobre o Bruma del estrecho 2014, consegui algumas poucas informações como por exemplo que o vinho é feito com uvas 100% Monastrell, nome dado às uvas Mourvedre cultivadas em Espanha e que aparentemente não tem passagem por barrica. Vamos então as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média para grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, espaçadas e quase sem coloração também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, notas animais (couro), chá preto e algo de terroso.

Na boca o vinho tinha corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um delicioso vinho espanhol para o dia a dia e que me pareceu um grande curinga, irá muito bem com vários tipos de comidas e tal. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Las Maletas Cabernet Sauvignon 2014

O vinho de hoje é produzido pelo Grupo Peñaflor, um grupo de vinícolas argentinas, com prestígio nacional e internacional, reconhecido como um dos dez primeiros produtores de vinho a nível mundial. Através de suas vinícolas, oferecem ao consumidor a mais generosa e ampla gama de vinhos argentinos, dentre os quais se destacam as vinícolas Finca Las Moras, Trapiche e Sant Ana, por exemplo. Em dezembro de 2010, a Família Bemberg adquiriu a totalidade do pacote acionário do Grupo Peñaflor, o que significou o marco do começo de um novo ciclo para a companhia.


Já sobre o Las Maletas Cabernet Sauvignon 2014, podemos afirmar que o vinho é feito com uvas Cabernet Sauvignon da região de Salta, e passar por cerca de 9 meses em barricas de carvalho antes de ser liberado ao mercado. Como curiosidade, o nome "Las Maletas" vem da idéia de, assim como a famosa estrada Ruta 40 que cruza a Argentina de norte a sul, essa linha de vinhos reúna o que de melhor os vinhedos da companhia, espalhados por diversas áreas vitivinícolas, possam oferecer. Vamos finalmente as impressões?

Na taça o vinho mostrou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, espaçadas e ligeiramente coloridas também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias e algo de baunilha.

Na boca o vinho tinha corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um vinho leve e fácil de beber, fresco e que foi bem no churrasco do final de semana. E o preço?! A o preço vale a tentativa pois custa menos de 40 dinheiros. Eu recomendo.

Até o próximo!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Galodoro Branco 2015: Vinho branco português para a #CBE

Com um pouco de atraso, o Balaio do Victor chega com a sua postagem referente ao tema deste mês para a CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs. Desta vez, o tema foi proposto pelo Felipe Silva do blog Bebado Vinho, e era: "Como no fim do ano o pessoal gosta de saborear um bacalhau (eu me incluo), e como geralmente a noite de natal é uma noite quente, que tal um vinho branco português para acompanhar? De preferência feito com a uva Arinto (varietal ou com ela na composição). Mas caso não encontre, qualquer branco português está valendo". Como não conseguimos um varietal feito exclusivamente com a uva, fomos de Galodoro Branco 2015, que possui a Arinto em sua composição. 


O vinho é produzido pela Quinta do Conde, uma empresa familiar situada em Alenquer, na região de Lisboa. A família Santos Lima, a quem estas vinhas pertencem há várias gerações, dedica-se desde o final do século XIX à produção e exportação de vinho. Em 2005, esta sociedade deu início ao engarrafamento e à comercialização dos seus primeiros vinhos. Desde então, a “Quinta do Conde” tem vindo a aumentar a sua gama de marcas, contando, atualmente, com mais de 20 referências no seu portfólio.

Falando especificamente sobre o Galodoro Branco 2015, finalmente, podemos acrescentar que é um vinho feito a partir de um corte das uvas Arinto, Fernão Pires, Moscatel e Sauvignon Blanc sem qualquer passagem por madeira. Vamos ver o que este blend de uvas autóctones portuguesas e internacionais pode nos mostrar?

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo palha bem clarinha com reflexos esverdeados, bom brilho e ótima limpidez. Lágrimas finas, rápidas e incolores também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos tropicais e cítricos, flores e algo de mel.

Na boca o vinho tinha corpo leve para médio com uma acidez crocante. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo.

O vinho foi usado para harmonizar com culinária japonesa mas, dentro do proposto pelo tema do mês, acho que iria bem com pratos a base de bacalhau também. Eu recomendo a prova. É um excelente custo benefício sem dúvida: foi pago 34 reais na rede Pão de Açúcar.

Até o próximo!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Fã de Game of Thrones? Então você vai gostar dessa notícia!

O universo de Game of Thrones, seriado cult da rede televisiva americana HBO, se estende muito além de "A Muralha". Ele se estende muito além de Yeen (oh, você não sabe o que é Yeen? Bem, estamos juntos pois eu também não assisto a série ainda). 

© HBO/Vintage Wine Estates/FWx

A popularidade, primeiro dos livros e depois do seriado da HBO vencedor do prêmio Emmy, também trouxe o mundo de Westeros para dentro de nossas vidas na forma de livros de receitas, cervejas e agora, finalmente, vinhos (que costuma ser o assunto principal por aqui, certo?). A Vintage Wine Estates anunciou que eles fizeram uma parceria com a HBO para lançar oficialmente ao mercado três vinhos licenciados diferentes, o Game of Thrones Chardonnay (preço sugerido no mercado americano de $ 19,99), o Game of Thrones Red Blend (preço sugerido no mercado americano de $ 19,99) e o Game of Thrones Cabernet Sauvignon (preço sugerido no mercado americano de $ 39,99). 

Tyrion, um dos principais personagens dos livros e do seriado de tv, não mencionou qual o seu vinho preferido, mas com base em seu hábito de consumo de vinho (que pode ser visto no seriado), parece seguro afirmar que ele beberia todos estes sem qualquer problema.

Os detalhes específicos dos vinhos ainda estão sob sigilo, mas a Vintage Wine Estates diz que todos estarão disponíveis no mercado americano em março do ano que vem, bem antes da estréia da 7a temporada do seriado, que deve acontecer em julho.

 É um tempo longo até que se saiba os desdobramentos do ocorrido na atual temporada disponível (6a), mas pelo menos os fãs americanos terão algo para beber enquanto esperam. E de repente, se você, caríssimo leitor, estiver em viagem aos Estados Unidos nesta época, poderá nos contar um pouco sobre as impressões a cerca dos vinhos. O que acham?

Até o próximo!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Sant’Ilia Cabernet Sauvignon 2012

Em 2002, Edoardo Miroglio (produtor do vinho de hoje), um conhecido italiano produtor têxtil e de vinho , descobriu na região da Trácia, na Bulgária, o solo perfeito e ótimas condições climáticas para a produção de vinhos de qualidade na aldeia de Elenovo, 22 km a sudeste de Nova Zagora. Cercada por 220 hectares de vinhas, a Vinícola Edoardo Miroglio é uma impressionante combinação de arquitetura inspirada na antiguidade com as tecnologias modernas para a produção de vinho, combinadas naturalmente com o meio ambiente. As principais marcas produzidas pela vinícola são: Elenovo (reservas), Edoardo Miroglio (marca premium), Sant'Ilia, Soli e Sant'Ilia Estate (marcas comerciais). Acima da vinícola, existe o hotel boutique Soli Invicto (O sol invicto, do italiano), que dispõe de 10 quartos mobilados de forma única, salão de degustação de vinhos, restaurante requintado, lobby bar e piscina exterior.


Já sobre o Sant’Ilia Cabernet Sauvignon 2012, podemos ainda acrescentar que o vinho é feito a partir da casta Cabernet Sauvignon de vinhedos situados em Elenovo, na Bulgária, com amadurecimento 3 meses em barricas de carvalho búlgaro. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média intensidade, bom brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, espaçadas e quase sem coloração também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias, couro e toques terrosos. 

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos finos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um bom vinho para o dia a dia, alegre e fresco, sem maiores complicações. Uma boa alternativa aos vinhos que costumamos consumir no dia a dia. Tem um bom custo benefício. Este é mais um vinho do clube de vinhos Winelands, o clube que eu assino e recomendo. 

Até o próximo!

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Juan Gil Silver Label 2014

Desde 1916, quando Juan Gil Jiménez construiu sua vinícola, a Juan Gil Bodegas Familiares, apenas uma idéia clara moveu as seguintes gerações a cargo do mesmo: fazer um bom trabalho e se orgulhar do nome Juan Gil e de sua marca comercial. Juan Gil Guerrero, filho do fundador, em primeiro lugar, e depois seu neto Juan Gil González, melhoraram e consolidaram a vinícola, aplicando técnicas tradicionais que foram transmitidas de pais para filhos. Hoje em dia, a quarta geração, ligando a tradição à revolução tecnológica, é aquela que goza do resultado do trabalho feito pelos antecessores. O reconhecimento internacional da qualidade dos seus vinhos se resume ao nome Juan Gil. Jumilla, onde está localizada a vinícola (Espanha), possui um clima extremo e de forte contraste com verões quentes de sol intenso, longos e frios invernos, uma diferença de 25ºC entre dia e noite, quase total ausência de chuvas, e com um solo seco e pedregoso. Bartolomé Abellán é o enólogo e coordena o resto das divisões técnicas do grupo.


Falando um pouco do Juan Gil Silver Label 2014, podemos acrescentar ainda que é um vinho feito a partir de uvas Monastrell (também conhecido como Mourvédre) provenientes de de vinhas velhas em solos calcários e pedregosos. Após a fermentação, o vinho foi mantido durante 12 meses em barricas de carvalho francês. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, com média velocidade e com alguma cor também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros e vermelhos, notas esfumaçadas, de especiarias e também de chocolate.

Na boca o vinho era encorpado, tinha uma boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

Um belíssimo vinho espanhol que provamos por aqui, equilibrado, saboroso e que vale o quanto custa. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Peppi Campania Rosso 2013

Antimo Esposito percebeu que seu sonho, a vinícola Porto di Mola, começou a tomar forma quando seu tio, Antonio Capuano, e seu pai, Peppi, trabalharam juntos em uma fazenda de propriedade da família, adquirida em 1988, localizada entre Galluccio e Rocca D'Evandro, na Itália. Nesse tempo nasceu a paixão e a idéia de criar outras vinícolas. A aquisição de novos vinhedos de Falanghina e Aglianico, por exemplo, e o fortalecimento da marca Galluccio DOC em 1997 além da forte paixão de Antonio e Peppì fizeram da fazenda um verdadeiro projeto, que finalmente atingiu seu apogeu com Antimo Esposito. A escolha do nome da vinícola é uma homenagem a um antigo local romano Porto di Mola, localizado em Rocca D'Averno. Este local, objeto de escavações dirigidas pela Superintendência Arqueológica de Nápoles e Caserta no início dos anos 90, datado no primeiro e segundo século A.D., foi identificado como a principal área da produção romana em toda a área do Mediterrâneo. O cuidado e a atenção a cada ciclo de produção asseguram que o gosto de cada uva seja diretamente transferido para garrafas de vinho que os consumidores compram.


Falando um pouco sobre o Peppi Campania Rosso 2013, podemos afirmar que é um vinho feito majoritariamente a partir da casta Aglianico dos vinhedos mais antigos da vinícola assim como algumas outras castas que por lá também estariam plantadas. Este vinho nasceu do desejo de Antimo Esposito de lembrar seu pai, Giuseppe, mais conhecido como Peppi. A fermentação se realiza em pequenas cubas de castanheiro, onde o vinho continua a amadurecer por cerca de 8 meses. Após o engarrafamento, passa por cerca de 10 meses de afinamento em garrafas antes de ser liberado ao mercado. Vamos finalmente as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com algum brilho e limpidez. Lágrimas finas, espaçadas e ligeiramente coloridas também se faziam notar. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, especiarias, couro, notas terrosas e tostadas.

Na boca o vinho era encorpado com boa acidez e taninos marcados mas de boa qualidade.  O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

Um ótimo vinho italiano, trazido pela importadora mineira Casa Rio Verde, que também possui um clube de vinhos bem interessante que estou conhecendo e recomendando. Para ter mais informações visitem: VinhoSite e VinhoClube.

Até o próximo!

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Il Mulino: cozinha vibrante em sintonia com a magia da Disney!

Se você é, assim como eu, grande fã de alta gastronomia e quando está viajando gosta de aproveitar a oportunidade e conhecer os restaurantes que podem deixar uma boa memória, esta é uma dica para você. Nós brasileiros estamos muito acostumados, em nossa maioria, a visitar a Disney, em Orlando, na Flórida, algumas vezes em nossas vidas e foi na minha última visita que conheci o Il Mulino, filial do famoso restaurante de mesmo nome em Nova Iorque, também nos Estados Unidos.

Costoletta Di Vitello

De gastronomia italiana tradicional da região de Abruzzo, a inspiração deste elegante restaurante multifacetado cobre todos os sabores da região. Localizado dentro de um dos resorts da Disney (Swan), une a magia da Disney com uma cozinha vibrante e moderna. Em vez de pensar que você se encontra em uma parte do parque de diversões, você se sente no centro da cidade. O local é muito bonito, moderno, bem decorado e com garçons altamente preparados para te proporcionar uma noite inesquecível. Antepastos tradicionais como caponatas, linguiças artesanais se juntam a pratos como pizzas, risotos, massas deliciosas e até pratos com carne. A carta de vinhos é um show a parte, recheada principalmente em se tratando de vinhos americanos e italianos.

Rigatoni con Funghi

Para começar, os antepastos cortesia fizeram as honras, com linguiça curada, berinjela assada com legumes e uma seleção de pães quentinhos e azeite extra virgem da mais alta estirpe. Os pratos que selecionamos para nossa visita foram: Risotto con Funghi, Rigatoni con Funghi e Costoletta Di Vitello. Todos muito bem feitos, frescos e com ingredientes de boa qualidade. A massa e o risoto se encontravam al dente e saborosíssimas, com um molho cremoso e delicioso. A oferta de queijo complementar foi instantânea e abundante. A carne era tenra e saborosa, assada na medida e servida sobre uma cama de batatas rústicas. Uma coisa interessante é que todos os pratos de massa podem ser pedidos na versão de meia porção, o que pode ser bom para pessoas com apetites menos glutões, diferentemente dos nossos. Ao final da refeição, o destaque é para a dose de Limoncello servida, altamente digestivo.

Risotto con Funghi

Para acompanhar a refeição, não poderíamos fugir de um vinho italiano, no caso o Tenuta Di Arceno Chianti Clássico 2014, que é Toscana por excelência. A propriedade abrange 1.000 hectares de colinas, florestas verdejantes, ciprestes antigos, campos ensolarados, olivais, vinhas e castelos de pedra medievais. O Tenuta Di Arceno Chianti Clássico 2014 é composto por 80% de Sangiovese e 20% de Merlot com amadurecimento de 10 meses em carvalho francês. Resulta em um vinho de coloração rubi violácea de média para grande intensidade com bom brilho e boa limpidez. Aromas de frutos escuros, especiarias doces, flores e algo de alcaçuz. Corpo médio, excelente acidez e taninos macios. Belíssimo vinho, sem sombras de dúvidas.

Tenuta Di Arceno Chianti Clássico 2014

Uma bela experiência numa viagem inesquecível. Mas vá preparado, a conta não será barata. Entretanto, valerá cada centavo. Eu recomendo.

Até o próximo!

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Chapelle Saint Pierre Lussac Saint-Émilion 2012

Eu devo confessar que minha litragem e conhecimento em vinhos de Bordeaux são pequenos, mas na medida do possível eu tenho tentado corrigir este defeito procurando boas oportunidades com estes vinhos e muita leitura sobre o assunto. Hoje eu trago uma boa experiência recente que tive com o Chapelle Saint Pierre Lussac Saint-Émilion 2012 e que eu gostaria de dividir com vocês. Eu realmente espero que gostem da matéria.


Este vinho vem de um negociante de Bordeaux, o que pode causar um pouco de preconceito a princípio. E explico o por que. O negociante pode, geralmente falando, comercializar qualquer tipo de vinho, seja este engarrafado por ele próprio ou por terceiros. Isso já nos dá um indício de que não existe um controle muito rígido sobre o que se coloca dentro da garrafa. Em contraponto a este fator, temos uma denominação de origem um pouco mais particular do que se lêssemos somente "AOC Bordeaux" no rótulo deste exemplar, no caso Lussac Saint-Émilion, o que pode nos dizer que existem algumas normas mais restritas que precisam ser seguidas na elaboração do mesmo. Somando-se a este fator, temos um nome de peso da região que é o responsável pela elaboração do vinho, que é Antoine Moueix.

Falando especificamente do Chapelle Saint Pierre Lussac Saint-Émilion 2012, podemos acrescentar que é um vinho feito a partir de um blend de uvas Merlot, Cabernet Franc e Cabernet Sauvignon, usual em se tratando de Bordeaux. A primeira (Merlot) é a que se encontra em maioria no corte, levando-se em conta que a região Lussac Saint-Émilion se encontra na margem direita de Bordeaux onde tal uva tem uma melhor adaptabilidade em virtude do clima/solo propícios. Não encontrei informações sobre passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi de média intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos frescos, especiarias e algo de couro. 

Na boca o vinho apresentou corpo médio, taninos macios e acidez na medida. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um bom vinho de Bordeaux, me pareceu bem didático e redondo, com todos os elementos bem ajustados (acidez, taninos, álcool, etc). Se tiverem a oportunidade de degustar, eu recomendo.

Até o próximo!

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Salton Intenso Licoroso Chardonnay

Ainda em meados de julho deste ano, tivemos mais um Winebar com lançamentos da Vinícola Salton, em mais uma campanha de sucesso comprovado desta parceria, que na oportunidade contou com 3 vinhos para a degustação. Até aquela data, no entanto, não havíamos tido a chance de provar todos os três vinhos mas, neste final de semana, fechamos a trinca com o Salton Intenso Licoroso Chardonnay. Sobre a Vinícola Salton já cansamos de falar por aqui e por isso irei poupá-los de mais amolação e repetição de histórias ok? Vamos ver o que achamos sobre o vinho então?


O Salton Intenso Licoroso Chardonnay é, como o próprio nome já deixa a entender, um vinho fortificado, ou seja, após o esmagamento e extração dos sucos das uvas Chardonnay, uma fermentação é iniciada e subitamente finalizada com a adição de mais álcool (aguardente vínica) ao mosto. Neste ponto, o vinho é então conservado em barricas de carvalho francês de segundo uso. Após um ano se retira a metade da barrica e se completa com um novo mosto do ano (método de solera). Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo dourado bem escuro, tendendo quase a um acobreado com bom brilho e boa limpidez. Lágrimas grossas, lentas desciam pelas paredes da taça.

No nariz o vinho apresentou aroma de frutos cítricos e frutos secos, baunilha, pão com manteiga, nozes e mel. 

Na boca o vinho era encorpado mas com uma boa acidez, que contrabalanceava com a doçura residual. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

Um inusitado e delicioso vinho licoroso feito na Serra Gaúcha e que vai agradar em cheio o paladar do brasileiro. Em casa harmonizamos com uma bela torta de limão caseira que minha esposa fez e olha, que delícia de combinação. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Columbia Crest Two Vines Syrah 2012

Situada ao longo do rio Columbia, no leste de Washington (Estados unidos), a Columbia Crest Winery (produtora do vinho de hoje) abriu as suas portas no coração do aclamado Horse Heaven Hills, em 1983. Ano após ano, a vinícola mantém seu compromisso com a qualidade, tradição e inovação no cultivo da uva e produção excepcional de vinhos artesanais. O estado de Washington e o Columbia Valley representam o terroir perfeito para o cultivo de uvas , desde o clima ao solo onde estão plantados os vinhedos. Estas condições de cultivo, juntamente com práticas de viticultura em circulação e de vinificação, permitem a Columbia Crest Winery criar vinhos de alta qualidade que são fiéis ao seu caráter varietal.


Sobre o Columbia Crest Two Vines Syrah 2012 podemos ainda acrescentar que é um vinho feito com 100% de uvas Syrah oriundas da região de Columbia Valley, sendo que metade do vinho estagia em inox e a outra metade 14 meses em barricas francesas. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi violácea de grande intensidade com algum brilho e limpidez. Leve halo granada se faz notar também. Lágrimas finas, rápidas, espaçadas e quase sem cor finalizam o aspecto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros em compota, especiarias mais picantes, flores e algo de mentolado. 

Na boca o vinho se mostrou de médio corpo, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

O vinho se mostrou mais fresco e elegante do que eu esperava pra um Syrah, o que foi uma agradável constatação pois o vinho não se torna pesado nem chato para se beber. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Mega Spileo Moschato 2014

A Cavino Winery SA, produtora do vinho em questão, é um grupo grego que tem sua fundação ainda em meados dos anos 50 na região do Peloponeso, na Grécia, mas que passou por algumas grandes modificações em todo este caminho. Aparentemente o ano de 1999 é o que detém a marca mais recente na vinícola, quando começa a introduzir no mercado local e nos mercados internacionais vinhos de alta gama no quesito qualidade. De lá pra cá contou com uma expansão forte em mais de 26 países e construiu uma linha de engarrafamento que dizem ser o estado da arte no quesito tecnologia, com capacidade de produção de 7000 garrafas por hora. Como curiosidade, podemos ainda citar que a Cavino Winery foi eleita a melhor vinícola grega do ano de 2015 (acredite sempre desconfiando de tais "eleições).


Agora falando do Mega Spileo Moschato 2014, podemos dizer que o mesmo é feito 100% com uvas Moscato da região geográfica indicada de Achaia, com maturação sur lie em tanques de inox e portanto, sem passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo palha com reflexos esverdeados, muito brilhante e límpido.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas tropicais e cítricas e toques florais.

Na boca o vinho se mostrou de corpo médio e acidez quase crocante. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um bom vinho para o dia a dia, mais um vez fugindo dos hermanos chilenos e argentinos. É excelente para se ampliar a litragem com vinhos de outros países menos consumidos por aqui além de ser super fácil de beber, daqueles que a garrafa seca logo. Eu recomendo a prova. Mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Goedverwacht Crane Red Merlot 2013

Hoje em dia muito se tem batido na tecla de que a uva Merlot pode ser considerada a uva simbolo brasileira, seja por ser largamente plantada ou por uma mera forçação de barra (você decide), embora eu discorde desta afirmação (acho que outras uvas trazem melhores resultados em vinhos tintos por aqui), existem outros lugares que fazem alguns vinhos bacanas com esta casta. E o vinho de hoje, o Goedverwacht Crane Red Merlot 2013, é um exemplo disso. 


Hoje, a Goedverwacht Wine Estate, produtora do vinho em questão, está situada no belo vale a partir do qual a pequena cidade Bonnievale leva seu nome, próximo a parte ocidental da Cidade do Cabo, na África do Sul. O centro de degustação de vinhos foi projetado por Derek Van Zyl e a adega/casa da fazenda recém-construídas se assemelham a um celeiro centenário, renovado com características holandesas da cidade do Cabo, como vigas expostas e acabamentos rústicos. Na década de 1960, Gabriel Hendrik du Toit, um engenheiro civil, seguiu o seu sonho de se tornar um viticultor através da compra de duas fazendas vizinhas, totalizando 70 ha, no belo Breede River Valley, entre Robertson e Bonnievale. Ele acrescentou uma terceira propriedade para começar uma fazenda de gado leiteiro e chamou-lhe Soek Die Geluk, uma vez que ele acreditava firmemente que iria encontrar a felicidade neste empreendimento. Entre 1989 e 2003, Jan du Toit, o atual proprietário, acrescentou mais três fazendas para as propriedades originais e, atualmente, as duas fazendas cobrir um total de 220 ha. Desse total, 180 ha estão sob irrigação.

Já sobre o Goedverwacht Crane Red Merlot 2013, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito com 100% de uvas Merlot e que, curiosamente, passa por estágio em tanque de inox com pedaços de carvalho (chips) por aproximadamente 7 meses até seu engarrafamento. Sem maiores delongas, vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, de velocidade moderada e ligeiramente coloridas também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, especiarias e toques de chocolate amargo. Com mais algum tempo em taça foi possível também se sentir notas de café torrado.

Em boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Outra grata surpresa vinda da África do Sul, tão pouco explorada por nós enófilos brasileiros. As razões são muitas e já bati bastante nesta tecla e por isso nem vale repetir. de qualquer maneira, se estiver buscando boas experiências com vinhos sul africanos, eu recomendo que provem o Goedverwacht Crane Red Merlot 2013. Este é mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Magneto Vinho Alentejano Tinto 2015

Situada em Orada, concelho de Borba, a Herdade Penedo Gordo (produtora do vinho de hoje) está geograficamente localizada num microclima sublime para a produção dos vinhos Alentejanos. O clima seco, as amplitudes térmicas acentuadas e a complexidade dos vários tipos de solo, conferem à vinha uma capacidade única de produzir uvas com uma qualidade excepcional. A vinha é composta por 90ha das castas tintas Touriga Nacional, Alicante Bouschet, Aragonês, Trincadeira e Syrah e castas brancas Roupeiro e Antão Vaz. A vinificação é feita na adega localizada bem no centro da vinha, garantindo frescura e qualidade. Além da vinha a Herdade Penendo Gordo conta também com uma grande área de olival com as variedades Cobrançosa e Galega. A equipe de técnicos da Herdade Penedo Gordo acompanha atentamente a vinha para garantir uma vindima com uvas na maturação correta para produção de melhores vinhos.


Já sobre o Magneto Vinho Alentejano Tinto 2015, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir de um blend das seguintes castas: Aragonez, Trincadeira, Alicante Bouschet e Touriga Nacional, aparentemente sem qualquer passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com algum brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e com alguma cor também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, flores e algo de especiarias. 

Na boca o vinho tinha corpo médio, boa acidez e taninos finos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Mais um ótimo vinho português para o dia a dia, por cerca de 40 dinheiros na rede Pão de Açúcar. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Tonel 22 Reserva DOC Douro 2013

O Grupo Enoport United Wines, dono da marca Tonel 22 (produtora do vinho de hoje), resultou da união de algumas das mais antigas e prestigiadas empresas de vinho portuguesas, todas elas com características familiares e cada uma delas detendo uma especialidade vincada e definida, que lhes valeu o reconhecimento nacional e internacional, tais como as Caves Velhas, Caves Dom Teodósio, Adegas Camillo Alves, Caves Acácio, Caves Monteiros e Caves Moura Basto. Unindo a experiência do passado com novas capacidades de gestão e tecnologia, novas empresas foram criadas com base em três grandes núcleos - Agroturismo / Produção / Distribuição - cada uma delas com objetivos de excelência e comprometimento com as atuais exigências dos mercados globais. A Enoport United Wines oferece vinhos de várias regiões de Portugal, de diferentes segmentos, premiados em vários concursos nacionais e internacionais.


Já sobre o Tonel 22 Reserva DOC Douro 2013, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir das castas Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz, castas típicas e autóctones da região do Douro e com passagem por madeira (embora não tenha conseguido identificar o período). Vamos finalmente as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com algum brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, espaçadas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, especiarias (pimenta em primeiro plano) e toques de flores. Algo de tostado apareceu com o passar do tempo.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Mais um bom portuga para o dia a dia, também trazido pelo Pão de Açúcar, que aposta neste país para trazer vinhos exclusivos e de bom custo beneficio. Eu recomendo.

Até o próximo!

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Divulgação: Sherry Wine Week acontece de 07 a 11 de novembro

Hoje começa o Sherry Wine Week aqui no Brasil, festa internacional em comemoração aos vinhos espanhóis Jerez. Em seu terceiro ano no Brasil, o Sherry Wine Week conta com várias ações simultâneas nos principais bares e restaurantes da cidade


Mais de 2000 eventos realizados simultaneamente em 22 países, com a participação de 100.000 pessoas. Esses são alguns dos números que comprovam o sucesso do Sherry Wine Week - festa internacional de celebração em torno dos famosos vinhos espanhóis Jerez

No Brasil, o Sherry Wine Week acontece entre os dias 07 e 11 de novembro e conta com a participação de vinícolas locais, inclusive a maior referência da região, a González Byass, representada no país pela importadora Inovini. Em sua terceira edição brasileira, a vinícola promoverá eventos especiais com menus de harmonização, degustações e ações temáticas em restaurantes, wine bars, hotéis e empórios, tanto Brasil, como em outros países. 

A González Byass, foi eleita uma das melhores bodegas do mundo pela Wine & Spirits Magazine Top 100 e que esse ano lançou boas novidades, como o novo rótulo e embalagem do Solera 1847 e a premiação do Beronia Reserva 2011, eleito como o melhor vinho tinto do mundo na competição da International Wine Challenge.

Entre workshops, degustações com consumidor final e encontros com a imprensa, casas como o restaurante Torero Valese (Av. Horácio Lafer, 638 - Itaim Bibi) promoverá durante a semana do evento, a seguinte ação: na compra de uma taça de Tio Pepe (R$ 20), o cliente ganha uma tradicional tapa espanhola que pode ser: Croqueta de jamón com emmental; Tapa de rosbife e caviar; Tapa de sobrasada; Tapa de pulpo com crisp de alho-poró ou Tapa de chèvre e aspargo com redução de Jerez.

O descolado bar espanhol Jamón, Jamón (Av. Pedroso de Morais, 267 – Pinheiros) e o intimista restaurante Forquilha (Rua Vupabussu, 347) também participam da ação do famoso Jerez: na compra de uma taça de Tio Pepe (R$ 20), o cliente ganha uma tradicional tapa espanhola de jamón, tumaca, rúcula e parmesão.

“Queremos mostrar ao consumidor a versatilidade dos vinhos de Jerez. O Fino Tio Pepe, por exemplo, é excelente para a coquetelaria. Por ser um vinho fortificado e não um destilado, ele se mostra uma alternativa bastante interessante para a composição de drinks com menor teor alcoólico”, diz António Palácios da González Byass.

Agora é só escolher o local a visitar, e aproveitar. O que acham?

Até o próximo!

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Frentana Torre Vinaria Montepulciano D'Abruzzo 2014

O vinho de hoje é produzido pela Cantina Frentana, que desde 1958 tem sua história transmitida de geração para geração com muita paixão. Uma história com um gosto genuíno em que os jogadores podem ter mudado, mas os valores permanecem intocados. Esta terra, situada nas colinas da Majella e iluminada pelo esplendor da Costa dei Trabocchi, sempre foi consagrada ao cultivo de vinhas e à cultura do vinho. O generoso solo calcário, a doce alternância da brisa do mar e da terra, a sábia ação de mitigação do mar, são muito mais do que uma descrição fria desse território de excelência: são sua tradição e sua história, uma magia à qual naturalmente pertencem. Um patrimônio de Abruzzo: a maioria dos vinhedos estão localizados na área de Rocca San Giovanni, de onde se obtêm excelentes vinhos brancos e espumantes. Sua filosofia baseia-se na ética e na sustentabilidade, pelo que as pessoas e o seu vínculo com o território são essenciais: um projeto de qualidade total que envolve cerca de cem vinhas, utilizando técnicas inovadoras, mas respeitadoras do ambiente, oferecendo formação ao longo da vida e ajuda valiosa de agrônomos especializados. Por último, a escolha da agricultura biológica e o lançamento de projetos de melhoramento do ambiente e da biodiversidade, como com a variedade "Paleovite d'Abruzzo", a fim de salvaguardar o patrimônio genético das últimas videiras selvagens de Abruzzo descobertas em Oasi de Laccetta em Torino di Sangro.


Já sobre o FrentanaTorre Vinaria Montepulciano D'Abruzzo 2014, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a base de uvas Montepulciano com toques de Merlot e Cabernet Sauvignon. As uvas são colhidas à mão e fermentadas em tanques de aço com temperatura controlada, a maturação é em aço e tanques de cimento. A curiosidade aqui fica por conta de que o nome 'Frentana' é reservado para as variedades autóctones sendo que Torre Vinaria foi criado para vinhos atípicos. Sem mais delongas, vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas de média espessura e velocidade além de coloridas também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, couro, fumaça e toques herbáceos e de especiarias.

Na boca o vinho apresentou corpo médio para encorpado, boa acidez e taninos macios e redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e delicioso.

Um ótimo vinho italiano, foi muito bem com uma pizza margherita especial no jantar de ontem. O vinho é trazido pela importadora mineira Casa Rio Verde, que também possui um clube de vinhos bem interessante que estou conhecendo e recomendando. Para ter mais informações visitem: VinhoSite e VinhoClube.

Até o próximo!

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Terra Chã Tinto 2014: Bom custo benefício para a #CBE

Depois de um mês tumultuado e sem conseguir postar para a #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs, eis que o Balaio do Victor volta com tudo com o vinho do mês. E o tema proposto desta vez foi feito pela Fabiana Gonçalves, do blog Escrivinhos, que não titubeou: "Sei que como apreciadores de vinhos, nós adoramos quando encontramos um rótulo de boa relação entre preço e qualidade. Tanto é que até no supermercado a gente tenta “garimpar” alguma coisa legal, com um precinho camarada. Então, que tal procurar nas prateleiras das lojas ou mercados uma boa oferta? O ideal é que seja até R$ 40. Vamos à caçada"! E como por aqui missão dada é missão cumprida, chegamos com o Terra Chã Tinto 2014.


O Terra Chã Tinto 2014 é produzido pela Sociedade Agrícola Casal do Conde, que tem a sua origem no início do séc. XX em Vila Chã de Ourique na Região do Ribatejo (Portugal). Com uma raiz familiar, esta Sociedade fundada pelo vinicultor Manuel Henriques, foi sempre caracterizada por um crescimento dinâmico que lhe permitiu chegar ao início do século XXI como uma das maiores produtoras vinícolas do Ribatejo. A sua estratégia de aquisição de algumas das melhores quintas e vinhas da região como a Quinta d’ Arrancosa e as vinhas da Correchana, foram acrescentando capacidade produtiva, e permitiram seguir uma filosofia de produção de vinhos de qualidade. Em 2009, a Sociedade Agrícola Casal do Conde foi adquirida por um grupo de investidores de capitais luso-angolanos que veio a modernizar os seus processos de gestão, a sua estratégia de marketing e o seu posicionamento comercial, dotando-a de uma forte capacidade de investimento. Atualmente, a Sociedade Agrícola Casal do Conde dispõem de 137,5 ha das melhores terras do Vale do Tejo, das quais 75 ha estão cobertos por vinhas. A sua adega localizada junto à povoação de Porto de Muge, tem acompanhado a evolução tecnológica do setor, apostando nos mais avançados processos de vinificação e engarrafamento, espelhando a tradição vinícola da empresa, num contexto de modernidade e confiança no futuro da região vinícola do Tejo como uma referência na produção de vinhos de qualidade em Portugal.

Já sobre o Terra Chã Tinto 2014, podemos ainda acrescentar que o vinho é um blend típico de uvas autóctones portuguesas e internacionais, a saber: Alicante Bouschet, Aragonês, Castelão, Merlot, Syrah e Touriga Nacional. Aparentemente não tem passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se fizeram presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos e escuros, flores e leve toque especiado.

Na boca o vinho tinha corpo médio, boa acidez e taninos finos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um bom vinho para o dia a dia, um bom custo benefício e que pode ser encontrado na rede Pão de Açúcar por menos de R$ 40,00 e que a meu ver, vale o investimento. Mais um vinho degustado para #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Antichello Bardolino 2011

Fundada em 1811, a empresa vinícola Santa Sofia tem a sua sede e adegas em Pedemonte, ao norte de Verona (Itália), na vila aristocrata projetada por Andrea Palladio no século 16 e conhecida como Villa Sarego. Encontra-se em uma das zonas mais bonitas e temperadas da área de Valpolicella Classica. Em 1967 Giancarlo Begnoni, um enólogo que estudou na prestigiada escola de vinificação em Conegliano Veneto (na província de Treviso) e um grande entusiasta para as técnicas de produção de vinho, assumiu a empresa Santa Sofia, ampliando e melhorando a qualidade de seus produtos graças à introdução de elementos inovadores que combinaram a tradição com a tecnologia moderna. A Santa Sofia se define como uma "pequena empresa, mas que produz grande qualidade". Desde 1996, Villa Santa Sofia foi incluída entre os Sítios do Patrimônio Mundial da UNESCO, juntamente com as outras casas projetadas pelo arquiteto Andrea Palladio.


Falando sobre o Antichello Bardolino 2011, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir das uvas Corvina, Rondinella e Molinara sem passagem por madeira, somente breve passagem de 3 meses em aço inox e depois em garrafa. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e sem cor também se fizeram presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos silvestres, flores e um certo tom de licor ao fundo.

Na boca o vinho tinha corpo médio, taninos finos e boa acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Uma excelente surpresa este vinho italiano que foi comprado em uma promoção no Pão de Açúcar e que fez muito bonito acompanhando uma pizza marguerita. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Enigma Syrah 2014

A Caves Dom Teodósio foi fundada em 1924 por João Teodósio Barbosa, um visionário do seu tempo. Apostando na inovação, levou a empresa ao reconhecimento como uma das pioneiras no comércio de vinho engarrafado, no qual a conhecida marca Teobar é uma referência como a 1ª marca de vinho engarrafado em Portugal. Hoje em dia, a companhia está especializada na produção, engarrafamento, comercialização e exportação de vinhos, espumantes e bebidas espirituosas. A sede, em Rio Maior, no centro de Portugal, inclui instalações produtivas de engarrafamento, serviços comerciais, marketing e administrativo, armazéns de vinho e laboratório bem como o armazém central. Hoje a Caves Dom Teodósio pertence ao grupo Enoport, grupo este que juntou algumas das mais antigas e emblemáticas empresas de vinho portuguesas com reconhecimento nacional e internacional.


Falando sobre o Enigma Syrah 2014, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito com uvas Syrah oriundas da região do Tejo aparentemente sem passagem por madeira. Sem mais delongas então, vamos as impressões.

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e boa limpidez. Lágrimas mais grossas, um pouco mais lentas e ligeiramente coloridas.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas escuras maduras, especiarias e toques florais e herbáceos.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Mais um bom portuga para o dia a dia, também trazido pelo Pão de Açúcar, que aposta neste país para trazer vinhos exclusivos e de bom custo beneficio. Eu recomendo.

Até o próximo!

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Coração d'Ouro Tinto 2014

A Real Companhia Velha, produtora deste vinho (em conjunto com a rede televisiva portuguesa SIC, em homenagem a uma novela feita por eles), é a mais antiga e emblemática empresa de vinhos de Portugal, tendo celebrado 258 anos de existência e de atividade ininterrupta ao serviço do Vinho do Porto. Para trás, fica o registo de uma história fabulosa e de um passado glorioso. Para o futuro, permanece a vontade de manter um elevado padrão de qualidade dos seus vinhos e a confiança numa Companhia onde o rigor e a visão de fazer ainda mais história são uma preocupação constante. Desde a sua instituição por Alvará Regio de El-Rei D. José I, em 10 de Setembro de 1756, a importância desta Ex-Majestática Companhia ficou bem patente através dos valiosos serviços prestados à comunidade. Proprietária de algumas das melhores quintas do Douro, a Real Companhia Velha tem sabido preservar e honrar a sua tradição, apostando no futuro, através de um constante processo de modernização e experimentação na Região Demarcada do Douro.


Sobre o Coração d'Ouro Tinto 2014, podemos ainda afirmar que o vinho é um blend de quatro castas típicas da região do Douro, a Touriga Franca, Touriga Nacional, Tinta Roriz e Tinta Barroca aparentemente sem passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração violácea de média para grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, espaçadas e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros com toques herbáceos e de baunilha.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, ótima acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Mais um bom vinho português provado por aqui, este trazido com exclusividade pela rede Pão de Açúcar de supermercados e me cativou pela excelente relação custo benefício. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Rosso Piceno De Angelis 2014

A Tenuta De Angelis, de propriedade da família De Angelis, foi fundada nos anos 50 por Alighiero De Angelis e Ciabattoni Giovanna em uma pequena cidade Piceno, em Cossignano, na região do Marche, na Itália. As décadas que se seguiram foram anos de trabalho intenso e recompensas, sendo somente possíveis com uma adega em Cossignano e 50 hectares de vinhas distribuídas nos municípios de Offida, Castel di Lama e Cossignano. A empresa iniciou a produção com três vinhas históricas de uvas Montepulciano, Sangiovese e Trebbiano. Em 1985, com a chegada na companhia de Quinto Fausti, é construída uma nova adega na cidade de Castel di Lama para o relançamento qualitativo da empresa, passando da imensa quantidade de vinhos para pequenas produções de vinhos de qualidade "DOC" e colocando a empresa na elite dos produtores de vinho da região de Marche. Com a chegada da terceira geração, os netos do fundador, a empresa vai também confirmam seu foco histórico em produções locais, descobrindo duas variedades antigas, Pecorino e Passerina, e em conjunto com outras empresas tornou-se uma defensora da nova Offida DOC para produção de vinho de alto valor tipológico para a região.


Já sobre o Rosso Piceno De Angelis 2014, podemos ainda afirmar que o vinho é um corte das uvas Montepulciano (70%) e Sangiovese (30%) de vinhas que se encontram entre 200 a 350 metros acima do nivel do mar em solo argiloso nos municípios de Castel di Lama e Offida. O vinho também envelhece em silos de aço inoxidável por 4 meses, em seguida, em garrafas por aproximadamente 6 meses antes de ser liberado para o mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho abriu com aromas de frutos vermelhos frescos, flores e leve toque animal e terroso.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, ótima acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era e média para longa duração.

Um ótimo vinho italiano para o dia a dia, foi muito bem com um belo filé a parmigiana no jantar de ontem. O vinho é trazido pela importadora mineira Casa Rio Verde, que também possui um clube de vinhos bem interessante que estou conhecendo e recomendando. Para ter mais informações visitem: VinhoSite e VinhoClube.

Até o próximo!

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Perini Brut Champenoise

Os imigrantes Antonio e Giuseppe Perini chegavam ao Brasil trazendo da Itália a arte de transformar a uva em vinho há mais de 130 anos atrás, no entanto, a produção vinícola teve início mais tarde, com João Perini em 1928, quando a partir daí começou a expansão e, gradativamente, o aprimoramento do processo de elaboração em todos os aspectos, desde o cultivo de novas variedades viníferas até o produto final. Foi em 1970 que Benildo Perini, neto de Giuseppe e atual diretor da vinícola, iniciou a transformação do pequeno empreendimento familiar em empresa, engarrafando seu vinho com a marca Jota Pe em homenagem ao seu pai João Perini. Já em Garibaldi, as atividades têm início em 1996, quando a Perini terceiriza uma infraestrutura para elaborar seus Espumantes Casa Perini e no mesmo ano, a marca Casa Perini é lançada também para os vinhos finos da vinícola. Atualmente, a Vinícola Perini conta com 12 hectares de vinhedos localizados em Garibaldi e 80 hectares em Farroupilha, agregando uma área total de 92 hectares. (retirado do site do próprio produtor). Hoje com uma linha muito diversificada, a Vinícola Perini aposta em descomplicar o vinho e trazer para o mercado em todas suas linhas produtos de excelente custo benefício e que tendem a agradar uma vasta gama de paladares do brasileiro.


Sobre o Perini Brut Champenoise, podemos ainda acrescentar que é um vinho espumante feito a partir de uvas Chardonnay e Pinot Noir elaborado pelo Método Tradicional, método este no qual a segunda fermentação é realizada dentro da própria garrafa. Vamos as impressões?

Na taça o vinho espumante apresentou coloração amarelo palha com reflexos esverdeados, bom brilho e limpidez. Boa formação de uma perlage fina, consistente e intensa. 

No nariz o vinho espumante mostrou aromas de frutos cítricos, flores, panificação (fermento) e algo de nozes.

Na boca o vinho espumante mostrou bom corpo e bom frescor. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e muito fresco.

Mais um bom vinho espumante nacional degustado por aqui, uma opção bem econômica e que demonstra todo o potencial do sul do país para a fabricação de espumantes. Um vinho espumante que deve cair bem em qualquer ocasião, até pra ser bebido sozinho.

Até o próximo!

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

O que a legalização da maconha tem em comum com o vinho?

Depois de um período de férias e inatividade por aqui, retorno com muita energia disposto a divulgar e compartilhar com vocês muita coisa interessante por aqui que eu espero que vocês gostem. Logo de cara começamos com uma notícia que é, de maneira geral, sempre envolvida em muita polêmica. Na terça-feira, 8 de novembro de moradores da Califórnia irão votar a Proposição 64 - conhecida como o uso adulto da Lei Marijuana - o que poderia adicionar o Estado mais populoso dos EUA para o crescente número de lugares que permitem a maconha recreativa legal. E essa polêmica não é uma exclusividade americana, países sul americanos, por exemplo, como o Uruguai também discutem este tema a algum tempo. Mas o que isso teria em comum com o vinho, você poderia vir a perguntar. A resposta segue abaixo.

Foto propriedade de Mary Jane Wines

Como o Los Angeles Times escreveu recentemente, a legalização da maconha poderia mesmo ter ramificações interessantes para o outro enorme (e inebriante) ramo da indústria da Califórnia: a indústria do vinho. Um tipo de vinho com infusão de maconha, também conhecido como "green wine" (mas legalmente descrito como um "tinto"), tem sido discutido e produzido como uma "criação moderna", pelo menos desde a década de 1970, mas só saiu de seu "sigilo relativo" nos últimos anos graças ao sistema de uso de maconha medicinal da Califórnia. Segundo ainda o jornal, o primeiro dos "vinhos de infusão de maconha comercialmente disponíveis" da Califórnia é o Canna Vine, descrito como "um produto high-end de maconha que combina maconha e uvas cultivadas organicamente e biodinamicamente, respectivamente, feito com o cuidado e meticulosidade da famosa vinícola Opus One . O preço não é muito longe do Opus One ou seja, leia-se algo entre US $ 120 a US $ 400 por meia garrafa.

Com preços superlativos assim, o "green wine" pode vir a ser extremamente lucrativo para as vinícolas de mente aberta, isso se a Proposição 64 passar (e as pesquisas parecem estar apontando dessa forma). Louisa Sawyer-Lindquist da Verdad Wines, fornecedora do vinho utilizado na produção do Canna Vine já está pensando no futuro: "Eu não tenho idéia de como o mercado vai reagir ao vinho, mas o que eu faço é torna-lo seguro, feita a partir de ingredientes puros e, esperançosamente, delicioso", disse ela em recente entrevista. Enquanto isso, Lisa Molyneux, a proprietária da Santa Cruz, que realmente é quem faz os vinhos, admite que a mistura de álcool e maconha poderia apresentar obstáculos legais adicionais, mas já está conversando com seus advogados sobre o que o futuro pode lhes reservar. Claro, tudo isso depende do que acontece em novembro.

Você leitor que pretende fazer uma visita a região talvez queira considerar esperar um mês antes de reservar as suas férias, seja ela para degustação de vinhos ou para provar diversos tipos de Marijuana em uma viagem de turismo. Muito em breve, você poderá ser capaz de fazer as duas coisas em um fim de semana.


Matéria traduzida e adapatada de http://www.foodandwine.com/fwx/drink/marijuana-wine-california?xid=NL_FWx101816.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Castillo de Liria Bobal Shyraz 2015

A Vinícola Vicente Gandía foi fundada em 1885 em Valência (Espanha). Atualmente é dirigida pela quarta geração da família Gandía. É considerada a maior adega em Valência. Começou produzindo vinhos apenas para os familiares e hoje produz 15 milhões de garrafas por ano. Está entre as 15 melhores vinícolas espanholas e entre as TOP 100 da Europa. Em 2014, foi eleita como a melhor produtora de vinho espanhola pela AWC Vienna e uma das primeiras 50 adegas do mundo pela Best 50 Wineries of the World. Atualmente, a vinícola está presente em 85 mercados internacionais e atua como um embaixador dos vinhos espanhóis no mundo.


Quem está trazendo estes vinhos para o Brasil é a La Pastina, uma das principais importadoras de bebidas e alimentos gourmet do Brasil, presente desde 1947 no mercado, é responsável pela importação e distribuição exclusiva de marcas mundialmente conhecidas, além de contar com um portfólio de mais de 100 itens gourmets com a marca própria La Pastina, oferecendo ao consumidor brasileiro cada vez mais produtos diferenciados de alta qualidade e facilitando a vida daqueles que buscam transformar seu dia a dia em gastronomia. Dentre os rótulos disponíveis no Brasil, temos também os seguintes: Castillo de Liria Branco Viura Sauvignon Blanc Classic; Castillo de Liria Tinto Bobal Shyraz Classic; Castillo de Liria Tinto Cabernet Sauvignon; Castillo de Liria Viura Sauvignon Blanc; Castillo de Liria Tinto Crianza e Castillo de Liria Tinto Reserva.

Sobre o Castillo de Liria Bobal Shyraz 2015, podemos ainda dizer que este vinho tinto é elaborado com as castas Bobal (80%) e Syrah (20%). Após a colheita e seleção, as uvas são fermentadas em tanques de aço inoxidável e não tem passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de média para grande intensidade com excelente brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, algo de especiarias e toques sutis de flores. 

Na boca o vinho tinha corpo médio, ótima acidez e taninos fininhos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Uma delícia de vinho espanhol para o dia a dia, com preço sugerido em torno dos 30 dinheiros, se torna um best buy, sem dúvidas! Eu recomendo a prova.

Até o próximo!