sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Pazva Red Blend 2014

A Vinal Winery, produtora do vinho de hoje, foi criada em 1947 e está situada na cidade de Lovech (centro norte da Bulgária) na planície do Danúbio, uma das cinco principais regiões vitivinícolas do país. Mantém uma ampla gama de produção, incluindo vinhos brancos, roses e tintos (secos, semi-secos, semi-doces, sobremesas, espumantes), licores de frutas, vermute, vodka, gim, conhaque, etc. A produção média de vinho por ano é 8 500 000 e as instalações de armazenamento de vinho têm uma capacidade superior a 13 000 000 litros. Possui três linhas de engarrafamento e a tecnologia de fabricação disponível permite o engarrafamento de seus produtos em diversas dosagens, de 0,1 l a 3,0 l. As suas vinhas abrangem tanto variedades internacionais como autóctones de uva, incluindo Cabernet Sauvignon, Merlot, Pinot Noir, Cabernet Franc, Chardonnay, Muscat Ottonel, Mascate de Alexandria, Dimyat, Pamid, Gamza, Varna Muscatel e Viogner. A produção da Vinal é alocada tanto para o mercado interno como para exportação. A proporção é de 10% para o mercado interno e de 90% para os mercados de exportação. Os países de exportação incluem a Polônia, Rússia, EUA, Mongólia, Japão, República Tcheca, Inglaterra, Lituânia, Letônia, Croácia, Chipre, Ucrânia, Coréia do Sul, Iraque, Gana, Vietnã e outros.


Falando agora sobre o Pazva Red Blend 2014, podemos acrescentar que é um vinho feito a partir do corte das uvas Cabernet Franc , Merlot e Gamza (uva autóctone da região e conhecida na Bulgária como "orgulho do Norte") com passagem em barris franceses e húngaros por 12 meses. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média para grande intensidade com algum brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e com alguma cor também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas vermelhas, especiarias, café com leite, flores e um quê de tostado ao fundo.

Na boca o vinho tinha corpo médio, boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um blend muito diferente, provando mais uma vez que é sempre bom variar e conhecer vinhos de diversas regiões do mundo. Eu recomendo a prova. Foi o fiel escudeiro de uma noite de churrasco na sede do Balaio e fez bem o papel.  Este é mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Castell d'Olèrdola Cava Brut

O final do ano é sempre uma época de reflexão, de agradecimento, de planejamento e por que não, de celebração. E é por isso que eu sempre gosto de abrir ao menos um vinho espumante nesta época e, como é o caso de hoje, indicar coisas boas para meus seguidores. E a indicação de hoje é o Castell d'Olèrdola Cava Brut


O vinho espumante de hoje é produzido por uma das vinícolas do grupo Perelada, a Castell d’olèrdola. Mais de mil anos depois da sua construção, o Castell d'Olèrdola está em pé, ainda hoje, no coração da região de Cava. Construído no século 10, este castelo tipicamente medieval testemunhou vários conflitos ao longo de duzentos anos, desempenhando um papel importante na defesa e controle desta área de fronteira. Com a pacificação do território, a população se moveu gradualmente para as planícies, mais perto de vinhas e fontes de água. Hoje, Castell d'Olèrdola dá nome a estas cavas com um personalidade marcada pelo uso de variedades típicas da área, como Macabeo, Xarel·lo, Trepat ou Parellada.

Sobre o Castell d'Olèrdola Cava Brut, podemos ainda acrescentar que é um vinho espumante feito a partir das castas autóctones Macabeo (40%), Xarel·lo (30%) e Parellada (30%) onde a segunda fermentação ocorre na garrafa, seguindo o método tradicional. Permanece na adega mais de quinze meses em contato com as leveduras. A curiosidade aqui é que o nome de Cava deriva da palavra em espanhol para uma adega subterrânea, que se tornou o termo para o método de produção. Vamos as impressões?

Na taça o vinho espumante apresentou coloração amarelo palha com reflexos verdes, bom brilho e limpidez. Perlage muito fina e persistente, com pequeninas e barulhentas borbulhas. 

No nariz o vinho espumante apresentou aromas de frutas tropicais e cítricas, panificação e toques de flores brancas.

Na boca o vinho espumante se mostrou muito cremoso e fresco, com muito equilíbrio. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um belo vinho espumante que apresenta excelente relação custo benefício, pode ser um belo coringa para as celebrações de final de ano. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Monte das Promessas Tinto 2014

A Casa Santos Lima, produtora do vinho de hoje, é uma empresa familiar que se dedica à produção, engarrafamento e comercialização de vinhos portugueses. Trabalha diretamente ou indiretamente nas regiões de Lisboa, Algarve, Alentejo, Douro e Vinhos Verdes. Desta forma e a partir de cerca de 400 hectares de vinha, a empresa produz vinhos conhecidos pela sua excelente relação qualidade/preço e exporta cerca de 90% da sua produção total para perto de 50 países nos 5 continentes. Atualmente as principais instalações da empresa (escritórios, loja e as adegas de maiores dimensões) estão situadas na Quinta da Boavista em Alenquer, apenas a 45 km a Norte da cidade de Lisboa. Esta Quinta pertence à família Santos Lima há mais de 4 gerações e oferece condições ideais para a produção de vinho de qualidade.


Falando um pouco sobre o Monte das Promessas Tinto 2014, podemos acrescentar que este vinho é um regional alentejano feito a partir das castas Syrah, Touriga Nacional, Alicante Bouschet e Petit Verdot com estágio de quatro meses em barricas de carvalho francês e americano. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média para grande intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, de média velocidade e com alguma cor também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas escuras bem maduras, flores, especiarias e algo mineral.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos extremamente macios e sedosos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Mais uma boa opção de vinho português que encontramos por aqui em nosso mercado e que tem um bom custo benefício. Ah, eu amo esses patrícios.

Até o próximo!

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

Guaspari Viognier Vista do Bosque 2015

Uma família de origem ligada ao campo, com espírito inovador e empreendedor, chega em 2001 a uma região tradicionalmente cafeeira e identifica condições muito favoráveis à viticultura. Era o começo do sonho que se transformaria na Vinícola Guaspari. As terras altas de Espírito Santo do Pinhal se tornaram sinônimo da convivência em família e do prazer de estar junto. A paixão pelo vinho e o desejo de retribuir à região toda a alegria proporcionada foram acentuados por uma rica e curiosa combinação de fatores: a semelhança da paisagem da fazenda com a da Toscana, a origem italiana da maioria da população local e da família, o terreno granítico, a oportunidade de adquirir videiras de uma estação experimental e o desenvolvimento de uma nova tecnologia por um pesquisador brasileiro radicado em Bordeaux. Em 2006, foram plantadas as primeiras videiras, que ocuparam seis hectares. Eram mudas de diversas variedades francesas, escolhidas em virtude das características do terroir da região. Dois anos após o primeiro plantio, a vinícola foi construída. Tendo nascido em uma antiga tulha de café, com projeto que preservou o estilo arquitetônico das antigas fazendas da região, integrou-se à cultura e à estética locais. O primeiro vinho foi produzido em 2008, de maneira artesanal. Foram apenas 30 garrafas, que reforçaram o potencial do projeto. A partir desse momento, não se mediram esforços para trazer para a Guaspari o que havia de melhor no mercado mundial. Gradualmente a área de plantio de parreirais veio sendo ampliada. Hoje são 50 hectares de vinhedos próprios a partir dos quais todo o vinho é produzido.


Sobre o Guaspari Viognier Vista do Bosque 2015 podemos ainda afirmar que é um vinho feito a partir uvas Viognier advindas do vinhedo Vista do Bosque, com estágio de 10 meses em barris de carvalho francês de 300 e 600 litros. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo palha com reflexos dourados, muito brilhante e limpidez.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas tropicais, flores brancas, fósforo com leve toque de especiarias.

Na boca o vinho se mostrou ao mesmo tempo muito fresco e untuoso, com o retrogosto confirmando o que achamos no olfato. O final era de longa duração.

Vou ser sincero, provei alguns dos vinhos desta vinícola e este pra mim, é de longe o melhor deles. É típico, entrega o que promete e apesar do preço um pouco salgado, foi o que mais prazer me trouxe. Eu recomendo e muito a prova.

Até o próximo.