quarta-feira, 30 de agosto de 2017

4o Internationl Wine Show: Sucesso e bons vinhos!

A quarta edição da “International Wine Show” - tradicional evento de degustação de vinhos de todo o mundo - aconteceu no último mês de julho no Centro de Convenções Frei Caneca, na capital paulista. No total foram mais de 40 expositores participantes e cerca de 270 rótulos de vinhos de mais de 120 vinícolas, diversos deles premiados pelos melhores guias de vinhos do mundo, dentro os quais podemos destacar as importadoras e vinícolas: Adega Alentejana, Barrinhas, Bodega, Bruck, Calix, Cantu, Casa Flora, Casa Perini, Casa Valduga, Caves Santa Cruz, Chandon, Decanter, Devinum, Don Bonifacio, Epice, Galeria dos Vinhos, Inovini, Interfood, Italia Mais, KMM, La Charbonnade, La Pastina, Lidio Carraro, Lusovini, Miolo, Mistral, Mr. T, Obra Prima, Orion, Portus, Premium Drink, Qualimpor, RGB Importadora, Santar, Sogrape, Terra Vinis, TW Vinhos, VCT, Vinci, Vinícola Aurora, Winebrands, Worldwine, Zahil e Vina Carmen.


Vale ressaltar aqui que, para um evento deste porte (com o número de expositores mais público visitante), a organização foi impecável. O local era amplo, com uma boa disposição entre os expositores, pontos de aperitivos, água e locais de "descanso". Porém, a grande sacada da organização este ano foi atender a um pedido recorrente de jornalistas e formadores de opinião: a abertura antecipada em uma hora para que este público especializado pudesse ter acesso aos importadores/produtores ainda com a possibilidade de se conversar com mais calma e atenção dos mesmos. E funcionou muito bem. Além disso, durante o evento, os vinhos degustados estavam a preços promocionais e muito convidativos.


Convenhamos que, devido ao porte e número de rótulos a se degustar, fica um tanto quanto difícil falar sobre todos eles e, assim sendo (além de respeitar o mote do blog de não se tornar repetitivo/cansativo) optamos por selecionar alguns poucos rótulos para falar sobre. Acompanhem conosco nas próximas linhas.


O primeiro vinho que venho a destacar é o Inconsciente Tempranillo Blanco 2015, produzido pela Bodegas Mateos e trazido ao Brasil pela Importadora Bodegas de Los Andes. Este vinho era um lançamento na feira e me chamou a atenção justamente por ser vinificado em branco a partir de uma casta tinta. Feito em Rioja, na Espanha, o vinho passa pelo processo de leve esmagamento dos bagos a fim de se obter seu suco e pouco após o término deste processo, as cascas e outros agentes "corantes" são removidos a fim de se manter o mosto "branco". É feita então a fermentação e após o processo, o vinho permanece sobre as leveduras por 6 meses em tanques de inox. Finalmente o vinho é engarrafado e liberado ao mercado. Como resultado obtêm-se um vinho de cor amarelo dourada com reflexos verdeais, límpido e com bom brilho. No nariz, o vinho trouxe aromas de frutos tropicais e algo de frutos cítricos, toques minerais e florais. Na boca o corpo era médio e a acidez muito boa com o retrogosto confirmando o olfato. Um bom vinho e uma ótima surpresa, sem dúvidas.


O próximo vinho que iremos destacar é o Léon Perdigal Côtes du Rhone 2015, um tradicional corte de uvas da região do Rhône (Grenache, Syrah, Cinsault, Carignan e Mourvèdre) cultivadas em quatro diferentes zonas dentro da região. O vinho é produzido e nomeado em homenagem a um famoso toneleiro da região de Ogier. Não tem passagem por madeira o que nos dá como resultado um vinho de coloração violácea de média intensidade com bom brilho e limpidez. No nariz o vinho trouxe aromas de frutos vermelhos e especiarias (pimenta preta em destaque). Na boca, corpo médio e boa acidez criam um bom conjunto com os taninos suaves. Um vinho considerado de entrada mas que surpreende pela qualidade. É trazido ao Brasil pela Épice


Por fim, gostaria de falar dos vinhos Toscanos do tenor Andrea Bocelli. Flutuando entre algumas das regiões mais famosas da Toscana (Chiantti, Bolgheri, Morellino) por quase 3 séculos, o tenor e sua família tem produzido vinhos da mais alta gama e espalhado um pouco da cultura italiana pelo mundo. Aqui destaco dois vinhos, o Bocelli Chianti DOCG e o Bocelli Tenor Red IGT. O primeiro é um blend de 80% Sangiovese e 20% Merlot com passagem em inox e concreto para amadurecimento. Trás muita tipicidade nos aromas com frutos vermelhos, flores, especiarias e algo de chocolate. Já o segundo é um vinho feito a partir de um corte de partes iguais de Cabernet Sauvignon (Bolgheri), Sangiovese e Merlot (Morellino) sendo que cerca de 10% do mosto amadurece em barris de carvalho francês por 8 meses. Com isso temos um vinho mais encorpado, denso com aromas de frutos escuros, especiarias, café com leite e leve tostado. Dois baita vinhos que representam bem o estilo toscano de fazer vinhos. São trazidos ao Brasil pela importadora Itália Mais.

Mais um belo evento que pudemos registrar e onde tivemos oportunidade de provar muitos vinhos, da mais variada gama de preços, tipos e origens. Mal podemos aguardar o ano que vem. Se você, caríssimo leitor, participou do evento e quer compartilhar suas experiências, fique a vontade e utilize o espaço de comentários ao final deste post.

Até o próximo!

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Stambolovo Estate Sauvignon Blanc 2016

O vinho de hoje é produzido pela Stambolovo Winery, vinícola esta que tem as suas vinhas e instalações situadas no sul da Bulgária, em estreita proximidade com as fronteiras com a Grécia e a Turquia. A região é de importância geográfica chave. O caminho mais curto da Europa para a Ásia e Ásia Menor passa por estas terras. Muito provavelmente esse foi o caminho pelo qual as primeiras videiras foram trazidas para o que é hoje o território da Bulgária. Com uma história de quase 80 anos no negócio, atualmente a vinícola está entre os principais produtores de vinho na Bulgária. Devido às características benéficas climáticas e terroir da região, bem como com a qualidade e tradição comprovada pelo tempo, hoje a marca Stambolovo é considerado pela maioria dos profissionais de negócios de vinho, a vinícola com os melhores, da mais alta qualidade e mais típicos vinhos Merlot na Bulgária.


Falando mais especificamente sobre o Stambolovo Estate Sauvignon Blanc 2016, podemos afirmar que é um vinho feito 100% com uvas Sauvignon Blanc sem qualquer estágio em madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração dourada com reflexos verdes, ótimo brilho e limpidez.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos cítricos (abacaxi e maracujá) e grama recém cortada.

Na boca o vinho apresentou corpo leve e uma acidez deliciosa mas sem ser "agressiva" como a maioria dos irmão chilenos da mesma casta apresentam, por exemplo. O retrogosto confirmou o olfato e acrescentou um toque mineral ao vinho. O final era de média duração.

A meu ver mais um excelente vinho búlgaro apresentado por aqui, um vinho no mínimo diferente e que difere dos hermanos de mesma casta. Vale conhecer e provar. Foi o fiel escudeiro de um jantar num rodízio de comida japonesa aqui em sampa. Este é mais um vinho que foi apresentado pelo Winelands Clube do Vinho, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Wines of Chile: Qualidade e Diversidade a toda prova!

No início do mês de Agosto tivemos o prazer de participar de mais um evento promovido pela Wines of Chile em conjunto com a CH2A Comunicação, aqui em Sampa. O 7º Tasting Wines of Chile em São Paulo, um dos principais eventos de vinho realizados no Brasil, tinha como mote “Love wine love Chile” e versava sobre a qualidade e a diversidade presente nos vinhos vindos de lá, uma vez que o Chile tem uma vasta extensão territorial no sentido norte-sul, mesmo que a leste-oeste seja bem estreita, o que acarreta numa grande variedade de terroirs a serem explorados, dadas condições climáticas, ambientais e geográficas que mudam constantemente ao longo deste território. Além disso, a presença da Cordilheira dos Andes de um lado e o Oceano Pacífico de outro também ajudam a criar lugares muito específicos e únicos para o cultivo de vinhas de diversas cepas. Além dos fatos listados acima, vale ressaltar que o Brasil é quase uma "menina dos olhos" para o Chile no quesito importação de vinhos.


Abrindo a programação tivemos acesso a uma Masterclass exclusiva para profissionais, imprensa e correlatos com o título "Vinhos do Chile: Qualidade e Diversidade". A degustação foi conduzida pelo especialista Jorge Lucki e contou com a presença dos enólogos e representantes das vinícolas que integraram a degustação. Encerrando a Masterclass, o chef chileno Matías Palomo fez um cooking show inspirado em Pablo Neruda. Foram degustados 11 vinhos durante a masterclass e para não tornar maçante este post, vou destacar alguns vinhos que de alguma forma chamaram minha atenção durante a "aula".


Primeiro vou falar do vinho que provavelmente mais me chamou a atenção, pela raridade e pela história da uva que compõe o mesmo, a uva César. Estou falando do Limited Release Sucesor Romano 2015, produzido pela Casa Donoso que é trazida ao Brasil pela BEV Group. A uva César (também conhecida como Romain) é originária da Borgonha, mas mesmo por lá, foi esquecida e está restrita a poucas regiões/vinhos. Seu nome faz referência ao Imperador Romano de mesmo nome, uma vez que a variedade nasceu quando existia domínio romano na região. Focando um pouco no vinho em si, o mesmo é um corte de 85% de uva César e 15% de uva Carignan (Vale do Maipo) com passagem de 12 meses em barricas francesas. Como resultado temos um vinho que trás aromas de frutos negros maduros, leve toque de especiarias e algo que me trouxe lembrança de mineralidade. Na boca era duro, rústico com uma boa acidez e um corpo orbitando entre o leve e o médio. A meu ver, um vinho para ser consumido com comida, diferente e muito bom.


Por fim, vou falar de um vinho que me chamou a atenção por ser de uma uva que, apesar de ser a uva símbolo do Chile, é ainda muito criticada por trazer vinhos de qualidade duvidosa. No caso do Casa Silva Carmenére Microterroir de los Lingues 2011, me parece que acertaram a mão. Como o próprio nome já diz, o vinho é produzido por uma das gigantes do Chile, a Casa Silva, e é trazido ao Brasil pela Vinhos do Mundo. Este é um vinho feito 100% com uvas Carmenére com passagem de 12 meses em barricas de carvalho francês. Como resultado temos um vinho com aromas de frutas negras maduras, tabaco, café mocha, especiarias e leve toque herbáceo. Um vinho muito bem feito e sem arestas.

É claro que tanto a Masterclass quanto o Tasting em si trouxeram muitos outros vinhos e outras descobertas, mas para não me tornar repetitivo, trouxe o que eu achei mais interessante. Espero que tenham gostado. E se você esteve no evento e quer agregar com informações, sinta-se a vontade de usar o espaço dos comentários.

Até o próximo!

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

O vinho pode torná-lo mais criativo, segundo nova pesquisa

O vinho tem sido associado a cura, ou redenção, dos males que afligem a sociedade moderna. Pesquisas o colocam como um aliado para o seu coração e reduz o risco de contrair câncer de cólon, por exemplo. Quando você o consome antes da dormir, dizem ajudá-lo a perder peso. Pode até atrasar o aparecimento de doenças como Parkinson e Alzheimer. Mas, embora geralmente pensemos em álcool como prejudicando nosso julgamento, em alguns casos, poderia realmente melhorar nossa capacidade de fazer um trabalho melhor. Na verdade, qualquer bebida alcoólica o fará. Mas não é por isso que você deve se afogar neste exato momento em cinco doses tiros de tequila e, em seguida, tentar fazer um número acrobático, mas isso significa que uma pequena taça de vinho ou uma cerveja pode torná-lo mais criativo.


Um estudo realizado por pesquisadores do Instituto de Psicologia da Universidade de Graz, da Áustria, descobriu que os participantes que haviam consumido uma pequena dose de cerveja obtiveram melhores resultados em um teste de solução criativa de problemas do que os participantes que consumiram uma cerveja não alcoólica e/ou placebo. O pesquisador mostrou aos participantes um conjunto de palavras não relacionadas, que os participantes tiveram que encontrar conexões inesperadas, também chamado de teste de Associações Remotas. Então, basicamente, consumir um pouco de vinho  pode ajudá-lo a encontrar essa solução que não estava vendo antes.

Vale a pena mencionar brevemente que houve outro teste de criatividade onde os participantes que consumiram a cerveja alcoólica não fizeram nada melhor do que aqueles que tinham o placebo. No teste de Pensamento Divergente, onde os participantes tiveram que dar usos criativos para objetos comuns, os dois grupos de participantes obtiveram resultados semelhantes. Então, mesmo nesse caso, o álcool certamente não atrapalhou, mas também não ajudou.

Definitivamente o que não é recomendável seria usar este estudo como uma desculpa para virar uma garrafa de vinho toda vez que você está tentando resolver um problema. Ainda assim, vale a pena saber disso, se algo está realmente te bloqueando, uma taça de vinho pode dar-lhe a pequena vantagem que você precisa para encontrar essa nova idéia que você estava procurando. Ou, pelo menos, quebrar a monotonia.



Matéria original em: http://www.foodandwine.com

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Enobrasil 2017, maior evento de vinhos brasileiros vem ai!

Você ai que gosta de vinho brasileiro ou que tem aprendido a admirar a evolução que estes tem apresentado nos últimos tempos irá ter uma grane oportunidade no próximo dia 28 de agosto aqui em São Paulo. Eu estou falando do Enobrasil 2017, um evento anual que foi criado com a proposta de aproximar o consumidor final da nova realidade dos vinhos e produtos brasileiros.


O Enobrasil surge em 2014 criando experiências sensoriais, como; música brasileira ao vivo, degustações de vinhos, pães, queijos, chocolates, azeites, palestras, arte e cultura. Estimulando a valorização do Brasil. A idéia aqui é expressar a qualidade e a riqueza brasileira através de uma atmosfera sensorial única, onde todos participantes se envolvem na causa de um Brasil mais forte. Não é apenas um evento, é uma causa em fortalecer a valorização dos produtos e produtores brasileiros.

Na edição deste ano teremos ainda uma novidades, haverão 7 palestras de até 30 minutos para até 20 pessoas conforme programação abaixo:

  • 17:30 - Vinícola Perini com o diretor Rogério Salazar
  • 18:00 - Enoturismo com Stella Aranha da Agência Stell Tour
  • 18:30 - Terroir de Inverno com o Especialista Eduardo Barbosa
  • 19:00 - Estrelas do Brasil com Sommelier Wilson Carraro
  • 19:30 - Vinhos do Nordeste com João Santos da Vinícola Rio Sol
  • 20:00 - Vinho e Poesia com o Artista Raimundo Gadelha 
  • 20:30 - Chocolate e Vinho com Mariana da Chianti Chocommelier

Você deve estar se perguntando quem está organizando o evento, certo? Pois bem, a organização fica a cargo da sommelière Mikaela Paim que dentre outras atividades, podemos citar que é sommelière desde 2007, Presidente da Confraria Vinhos do Brasil, colaboradora da Osteria Generale há 15 anos e ainda trabalha com consultorias e Eventos Enogastronômicos além de guiar grupos de viagens enoturísticas com a Agência Stell Tour Turismo.

Agora que você ficou curioso, vamos ao que interessa, seguem os detalhes do evento:

Data: 28 de Agosto de 2017
Horário: 17h às 21h
Local: Rua Dr. Fausto Ferraz – 163 – Osteria Generale – São Paulo

Vinícolas Participantes:
Tire suas dúvidas remanescentes e compre seu ingresso neste link.

E ai, nos vemos lá?

Até o próximo!

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Torcicoda Primitivo Salento 2015

Nomeada em função das antigas torres à beira-mar da região com vista para o Mar Adriático, a Tormaresca (produtora do vinho de hoje) acrescenta uma nova dimensão à paisagem vinícola de classe mundial da Itália. Na verdade, é o único produtor com vinhas em ambas as regiões vinícolas de elite da Puglia. A propriedade Bocca di Lupo está localizada dentro do Castel del Monte DOC, enquanto a propriedade Masseria Maìme está na área de Salento, o coração pulsante desta vibrante região vitivinícola. Tormaresca lidera o renascimento moderno da Puglia, combinando a vinificação clássica com as mais recentes técnicas vitivinícolas para criar vinhos excepcionais que estão à espera de serem descobertos. Todos os vinhos da Tormaresca são elaborados com 100% de frutas cultivadas por eles. Bocca di Lupo ocupa 250 acres de solo calcário a uma altitude de 800 pés acima do nível do mar em Murgia, perto do vulcão Vulture. Lá são cultivadas as variedades Chardonnay, Aglianico, Fiano, Moscato e Cabernet Sauvignon, produzindo vinhos com sabores frescos, vibrantes e elegantes. Os 625 hectares da propriedade de Masseria Maìme se estendem a meio quilômetro ao longo da costa do Adriático, proporcionando um ambiente ideal para o Negroamaro, Primitivo, Cabernet Sauvignon, Chardonnay e Fiano. Juntos, estas propriedades permitem que a Tormaresca cultive variedades nacionais e internacionais excepcionais no coração da Puglia.


Sobre o Torcicoda Primitivo Salento 2015, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito com uvas 100% Primitivo da região de Salento, na Puglia. Tais uvas são colhidas ligeiramente sobremaduras e após a fermentação, o vinho passa por amadurecimento de 10 meses em barricas de carvalho francês e húngaro. Finalmente envelhece 8 meses em garrafa antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e coloridas também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos em compota, especiarias com destaque para as doces como canela e cravo além de baunilha, chocolate e ligeiro tostado.

Na boca o vinho se mostrou encorpado com taninos firmes mas muito redondos e uma boa acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um ótimo vinho italiano provado por aqui que tende a agradar os mais variados paladares. Eu recomendo a prova. Este vinho é trazido pela Winebrands e vale o quanto custa. 

Até o próximo!

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Quinta das Carvalhas Douro Tinto 2013

A Real Companhia Velha, grupo ao qual pertence o produtor deste vinho (em conjunto com a rede televisiva portuguesa SIC, em homenagem a uma novela feita por eles), é a mais antiga e emblemática empresa de vinhos de Portugal, tendo celebrado 258 anos de existência e de atividade ininterrupta ao serviço do Vinho do Porto. Para trás, fica o registo de uma história fabulosa e de um passado glorioso. Para o futuro, permanece a vontade de manter um elevado padrão de qualidade dos seus vinhos e a confiança numa Companhia onde o rigor e a visão de fazer ainda mais história são uma preocupação constante. Desde a sua instituição por Alvará Regio de El-Rei D. José I, em 10 de Setembro de 1756, a importância desta Ex-Majestática Companhia ficou bem patente através dos valiosos serviços prestados à comunidade. Proprietária de algumas das melhores quintas do Douro, a Real Companhia Velha tem sabido preservar e honrar a sua tradição, apostando no futuro, através de um constante processo de modernização e experimentação na Região Demarcada do Douro.


A Quinta das Carvalhas é uma propriedade de grande beleza, com uma posição predominante na encosta da margem esquerda do Rio Douro no Pinhão, que se estende pelas encostas da margem direita do afluente Rio Torto. As mais antigas referências escritas sobre a Quinta remontam a 1759, estando as suas magníficas Vinhas Velhas, de plantação pós-filoxerica, a atingir a respeitável idade de um século. A propriedade atinge os 600 hectares de superfície, que integram 120 hectares de vinha intercalados por belíssimas florestas, matos mediterrânicos e olivais centenários. A sua privilegiada localização proporciona deslumbrantes vistas da região, dispondo ainda de uma estrada privada panorâmica com acesso ao cume da montanha onde se localiza a famosa Casa Redonda. 

Sobre o Quinta das Carvalhas Douro Tinto 2013 podemos ainda acrescentar que o vinho é um corte das uvas típicas da região do Douro com enfase na Touriga Nacional com passagem por madeira para amadurecimento. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média para grande intensidade com algum brilho e boa limpidez. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, flores, especiarias e toques de baunilha. 

Na boca o vinho mostrou corpo médio, boa acidez e taninos marcados mas de boa qualidade. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Mais um bom vinho português provado por aqui, este trazido com exclusividade pela rede Pão de Açúcar de supermercados e me cativou pela excelente relação custo benefício. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Starry Night Emoción Syrah 2012

Indo na contramão de quase tudo que vemos no novo mundo vitivinícola, encontramos a vinícola Starry Night, sócia do MOVI (Movimento dos Vinhateiros Independentes) do Chile, que busca não a quantidade mas sim a qualidade de seus vinhos. A Starry Night Vineyards & Winery está localizada em Maria Pinto, no sopé das montanhas da costa, numa área com influência costeira do Vale de Maipo e possui 4 hectares de Syrah e 4 hectares de Pinot Noir, rodeados por cerca de 300 hectares de floresta nativa. Toda a produção de vinhos da vinícola é feita em sua adega própria, que possui tudo o que é necessário para a produção dos mesmos. Podemos dizer que a vinícola tem como foco vinhos de "garagem" ou "vinhos de autor" onde a idéia é expressar toda filosofia de produção do produtor. 


Sobre o Starry Night Emoción Syrah 2012 podemos ainda acrescentar que é um vinho 100% feito a partir de uvas Syrah com passagem de 6 meses em barricas de carvalho francês para amadurecimento. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias, toques florais e de coco.

Na boca o vinho se mostrou encorpado com boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um ótimo Syrah chileno que apesar de se mostrar encorpadão é fácil de beber e não tem aqueles toques herbáceos que costumam incomodar. Eu recomendo a prova. É trazido ao Brasil pela La Charbonnade.

Até o próximo!

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Nomad Cabernet Sauvignon 2012

O vinho em questão é produzido por Domeniile Sahateni, vinícola romena de propriedade de Aurelia Visinescu, uma respeitável enóloga romena, e seu sócio. A vinícola é baseada na região Dealu Mare, onde o "terroir" provou que vinhos excepcionais podem ser alcançados, sendo composta por 70 ha de videiras. Investimentos da ordem de até 5 milhões de Euros foram feitos e dedicados ao plantio e replantio de vinhas, modernização da adega, ampliação de capacidade e outros. A capacidade total de produção é de 1.000.000 garrafas por temporada. Uma parte dos vinhos é envelhecido em barricas de carvalho romeno e também envelhecidos em garrafa na adega. As principais variedades de uvas são: Feteasca Neagra, Merlot, Cabernet Sauvignon, Pinot Noir - para os vinhos tintos e Feteasca Alba, Chardonnay, Riesling, Sauvignon Blanc, Tamăioasă Romaneasca e Muscat Ottonel para os vinhos brancos. O que vemos aqui é a utilização de castas internacionais mas também um grande uso de uvas autóctones romenas e pouco conhecidas por nós brasileiros, o que torna provar o vinho por si só já uma descoberta. São 3 linhas de vinhos: Nomad, Artisan e Anima. A primeira (Nomad), segundo a enóloga é focada em vinhos mais ao estilo novo mundo e visa àqueles que gostam se aventurar por tal estilo; já a segunda (Artisan) é uma linha mais dedicada às uvas autóctones romenas e a região de Dealu Mare; por fim, a terceira linha (Anima) é a linha de vinhos exclusivos, considerados os tops da vinícola.


Já sobre o Nomad Cabernet Sauvignon 2012 podemos ainda acrescentar que é um vinho 100% feito a partir de uvas Cabernet Sauvignon com alguma passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média para grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, especiarias, baunilha, toques florais e de tosta. 

Na boca o vinho apresentou corpo médio, acidez correta e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um bom Cabernet Sauvignon vindo de uma região até certo ponto desconhecida por aqui em nosso mercado mas que tende a agradar os paladares por não contar com aqueles aromas/sabores mais herbáceos/verdes que tanto incomodam. Eu recomendo a prova. Este é mais um vinho que tive acesso através do Winelands Clube do Vinho, o clube de vinhos que eu assino e recomendo. 

Até o próximo!

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Ceirós Tinto 2013

Com mais de 250 anos, a Quinta do Bucheiro, produtora do vinho de hoje, continua a ser totalmente independente, continuando orgulhosamente a pertencer à mesma família. A caminho do seu 3º centenário, a Quinta do Bucheiro mantêm os mesmos terrenos e a mesma tradição: produzir vinhos com uma qualidade superior. Implantada no Vale do Pinhão, na região do Alto Douro, numa das mais afamadas sub-regiões da Região Demarcada do Douro, reconhecida pela sua exposição a Nascente à altitude de 220 metros e com cerca de 40 hectares de vinha, sendo esta totalmente mecanizada, esta localização particular encontra-se abrangida por um microclima único que contribui, decididamente, para a tipicidade e diferenciação dos vinhos da Quinta do Bucheiro. As castas Touriga Nacional, Tinta Roriz e Tinta Barroca, para os vinhos tintos são juntamente com Malvasia Fina, Gouveio e Viozinho para os vinhos brancos, as castas selecionadas para a produção de um vinho com uma qualidade ímpar. O envelhecimento dos vinhos continua a ser feito nos seus velhos armazéns, dividindo-se o estágio pelos tonéis, pipas e meias pipas de carvalho francês, americano e português. Para os vinhos brancos não envelhecidos são utilizadas as cubas de inox. O processo de engarrafamento é executado na Quinta do Bucheiro por sistema automático e sanitizado após aprovação dos organismos reguladores e sob a responsabilidade do proprietário, Eng.º Enólogo, António Dias Teixeira.


Sobre o Ceirós Tinto 2013, podemos ainda afirmar que o vinho é feito a partir das principais castas durienses, Touriga Nacional, Tinta Roriz, Touriga Franca e Tinta Barroca cultivadas na região de Cima-Corgo. Após a fermentação o vinho passa por amadurecimento em barricas de carvalho francês durante 3 meses seguido pelo estagio final em cubas de inox. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média para grande intensidade com algum brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e quase incolores também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos e escuros, flores, especiarias, chocolate e algo de tostado no fundo de taça.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa persistência.

Mais um bom vinho português provado por aqui. Meu vício, com certeza, são os vinhos de lá. Ainda não encontrei custo benefício melhor.

Até o próximo!

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Herdade do Rocim Touriga Nacional 2015

A Herdade do Rocim é, sem dúvida, uma das propriedades mais impressionantes de todo Portugal. É além disso, principalmente, o resultado de um desejo e de um sonho. Lançando um projeto arquitetônico ousado, que prima beleza e delicadeza de detalhes, a vinícola se destaca também pela alta qualidade de seus vinhos. Situado nas imediações de Vidigueira, no Baixo Alentejo, ela conta com cerca de 120 hectares, entre os quais 70 de vinhas e 10 de olivais. Adquirida em 2000 pelo Grupo Movicortes, recebeu altos investimentos nas instalações, o que permitiu a vinícola implementar processos de produção muito mais modernos e atualizados. Graças à estrutura do projeto, além da fama do produto produzido, a vinícola se tornou uma fonte promocional para a região do Alentejo.


Falando sobre o Herdade do Rocim Touriga Nacional 2015, podemos ainda acrescentar que, como o próprio nome já diz, é um vinho feito com 100% de uvas Touriga Nacional fermentadas em grandes balseiros de carvalho. Após este processo, o vinho passa por 9 meses em barricas de carvalho para amadurecimento.Por fim, o vinho ainda envelhece por 3 meses em garrafa antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, de velocidade média e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, flores, especiarias com toques de baunilha e minerais. Um vinho de boa complexidade aromática.

Na boca o vinho apresentou um corpo de médio para encorpado, boa acidez e taninos macios e sedosos. O retrogosto confirmou o olfato e o final era de longa duração.

Mais um belo vinho português provado por aqui que demonstra acima de tudo uma boa estrutura podendo ser consumido agora mas que pode aguentar mais um bom tempo em garrafa. O vinho veio diretamente da terra pátria na bagagem da minha sogra e foi um presente de seu primo (meu xará) aos quais faço meu agradecimento público. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Degustação Vinhos Manuscrito com a enóloga Estela de Frutos

No último dia 28 de julho estive presente em um degustação bem especial de vinhos espanhóis que fogem do tradicional. Todos os rótulos de vinhos das linha Manuscrito são elaborados com uvas de procedências diferentes, que provém de vinhedos centenários. E a responsável por estes vinhos é ninguém menos que Estela de Frutos, que acompanha a vinícola/comercializadora Terra Furati, também na Espanha.

Estela de Frutos é uruguaia de nascimento (com o coração dividido entre Uruguai e Espanha) e sempre foi muito reconhecida com seu trabalho em amansar a uva Tannat (casta que ganhou notoriedade nos vinhos uruguaios) e seus trabalhos em prol da divulgação dos vinhos uruguaios mundo a fora. Mas após sua passagem por terras espanholas para estudos e trabalho, resolveu apostar em um projeto único. Como uma pessoa influente no meio, contou com a ajuda de amigos e conhecedores locais e descobriu não somente alguns terroirs pouco explorados em várias DOs espanholas como também vinhas centenárias de castas autóctones locais, com destaque para a Hondarrabi Zuri (que falaremos mais pra frente), buscando com isto mostrar em seus vinhos a identidade local. Segundo ela, seria uma forma de "encerrar a carreira" onde quase tudo havia começado. Como não possuem vinhedos próprios, Estela roda as DOs espanholas em busca das melhores uvas. A vinificação é feita em parceiros, uma vez que por legislação o vinho precisa ser vinificado na região a qual pertence para obter o status de DO. Nas próximas linhas irei comentar um pouco sobre os vinhos que se sobressaíram durante a degustação, um branco e um tinto, até para não tornar cansativa nossa conversa aqui. 


O primeiro destaque que trago aqui é o Manuscrito Hondarrabi Zuri 2014. As uvas Hondarrabi Zuri, e consequentemente os vinhos, são oriundos de uma DO pouco conhecida por aqui, Txakoli de Álava, sendo esta uma casta de uva branca nativa do País Basco. Por lá é cultivada desde o século XI e antes da praga de filoxera, cultivaram-se importantes extensões de vinhedos com a mesma, mas que hoje em dia estão restritos a poucas plantas. Após a fermentação, cerca de 50% do vinho passa um período sur lie para amadurecimento. E esta é uma grande sacada neste vinho. Como resultado temos um vinho de coloração amarelo palha com reflexos verdes (ainda bem jovem) e com aromas que trazem frutos cítricos, flores e toques minerais. Na boca porém é que o vinho se distingue com uma acidez bem pronunciada e um corpo de médio para encorpado. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso. Um excelente vinho branco sem dúvida.


Em se tratando de vinho tinto, pensei em fugir um pouco do óbvio mas iria trair minha preferência e acabei ficando mesmo com o Manuscrito Tempranillo 2014. Aqui entramos em uma DO muito conhecida no mercado brasileiro, a DO Ribeira Del Duero, porém de vinhedos situados nos extremos da região, em Valbuena del Duero e Baños de Valdearados (vinhedos com idades de 25 anos no primeiro e quase centenários no segundo). A elaboração dos vinhos é feita separadamente e depois é feito o corte (50 -50). Ambos fermentam em balseiros de carvalho francês de 8000 litros, onde permanecem até o final da fermentação maloláctica. Os vinhos Manuscrito não passam por barricas de carvalho para amadurecimento (sendo este o caso aqui também) e o objetivo aqui é que somente consigamos experimentar a verdadeira expressão da fruta. Como resultado temos um vinho de coloração rubi violácea de média intensidade com bom brilho e limpidez. No nariz o vinho trás aromas de frutos vermelhos e escuros, especiarias com algum toque mentolado. Na boca encontramos um vinho de corpo médio, boa acidez e taninos macios, sendo que o retrogosto acaba por confirmar o olfato. O final era de ótima persistência. O diferencial aqui é que em contra partida a muitos outros vinhos da mesma casta e origem, este não é marcado pela madeira mas pelo frescor, com a fruta em primeiro plano. Mais um primor de vinho.

Vale ressaltar que no Brasil são comercializados cinco vinhos da safra 2014 (onde estes dois se incluem), distribuídos pela importadora gaúcha La Charbonnade, que tem como representante em São Paulo o Sr. Atílio de Simone, também presente no evento. Excelentes vinhos, eu recomendo a prova.

Até o próximo!

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Vallado Tinto 2013: A vez do Douro na Confraria Brasileira de Enoblogs

Depois de um longo e tenebroso inverno (sem trocadilhos com a estação em que nos encontramos hoje) eis que voltamos a postar para a #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs. E o tema deste mês foi proposto pelo confrade Gil Mesquita (Vinho para Todos). A sua sugestão foi "Um tinto do Douro, de qualquer faixa de preço". E para meu deleite, pude continuar em um país que muito prazer me traz quando pensamos nos vinhos a preços acessíveis no mercado brasileiro, que é Portugal. Para a tarefa de hoje escolhemos o Vallado Tinto 2013.


A Quinta do Vallado, construída em 1716, é uma das quintas mais antigas e famosas do Vale do Douro, em Portugal. Pertenceu à lendária Dona Antónia Adelaide Ferreira e mantém-se até hoje na posse dos seus descendentes. A Quinta do Vallado é famosa pela produção de Vinhos do Douro e Vinhos do Porto de qualidade reconhecida mundialmente. Recentemente, fizeram a modernização de seu Wine Hotel para o receber ainda melhor os amantes da bebida de Bacco.

Falando um pouco do Vallado Tinto 2013, podemos afirmar que o vinho é feito com cerca de 80% das uvas provenientes de vinhas com cerca de 25 anos de Touriga Nacional, Tinta Roriz, Touriga Franca e Sousão e os restantes 20% de vinhas velhas com cerca de 70 anos. Já sobre envelhecimento, cerca de 70% do vinho estagiou durante 16 meses em cubas de aço inoxidável e o restante em barricas de 225 lt de carvalho Francês de 3º e 4º usos. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de média para grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e com alguma cor também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, flores e especiarias. Leve toque de baunilha ao fundo. 

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um bom vinho português que provamos por aqui, este em especial para a #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs. Foi comprado em uma promoção da rede Pão de Açúcar e valeu o quanto custou. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!