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Wednesday, February 26, 2020

Tapas At Embrujo: Valentine´s Day e Winterlicious

Aproveitando que aqui na América do Norte o dia dos namorados é agora em Fevereiro e, conforme disse no post anterior, estávamos no meio de um festival gastronômico pelos lados aqui de Toronto, que resolvemos antecipar nossa comemoração e conhecer mais um restaurante aqui da cidade. O escolhido foi o Tapas At Embrujo.

Vinho Montecillo Crianza Rioja

O estilo rústico do Tapas At Embrujo nos remete aos gostos e sons da Espanha com uma excelente combinação entre flamenco, artes e culinária espanhola. O misto de restaurante e bar não é muito grande mas é muito aconchegante, a idéia é realmente focar em permanecer fiel à autêntica experiência de tapas como um todo, existindo ainda um palco onde apresentações de música flamenca também podem ser acompanhadas. A cozinha fica a cargo do chef José Salgado, que já foi destaque em diversas emissoras televisivas por aqui.

Detalhes da decoração rústica

Decoração rústica e arte espanhola

Como o menu era do festival Winterlicious, nossas escolhas eram limitadas, mas completamente adequadas e bem servidas, o que vale destacar, me parece ser um diferencial deste festival em comparação aos brasileiros, conforme comentei também no post anterior. As entradas já foram um show a parte e mostraram todo o potencial do que o restaurante iria nos apresentar durante a noite. Começamos então, ela com tâmaras embrulhadas em bacon, mel, amêndoas tostadas e eu com croquetes de frango crocantes e cremosos. A mistura agridoce das tâmaras com o mel e o bacon era algo untuoso e que ascendia aos sentidos de uma maneira incrível ao passo que os croquetes só tinham um defeito: eles acabavam.

Tâmaras embrulhadas em bacon & mel

Croquetes de frango cremoso

Passamos então aos pratos principais, como de costume no festival. E mais uma vez não nos decepcionamos com o que pedimos, ela foi de um belo contra filé de angus com molho de uísque em uma cama de batatas fritas e eu com a famosa paella valenciana. O que dizer? A carne desmanchava ao ponto de quase não precisar ser cortada, deliciosa e saborosa na boca e a paella com seu arroz no ponto, muitos frutos do mar e uma porção generosa. 

Paella Valenciana

Contra filé de angus em cama de fritas

Para fechar o menu, não fomos assim tão criativos e ambos fomos de Tarta de Santiago, um misto de torta de limão e amêndoas típica espanhola que realmente é de cair o queixo. O recheio a base de ovos e o toque cítrico do limão deixam a sobremesa muito interessante.

Tarta de Santiago

E claro que não poderia faltar um bom vinho para acompanhar, não é mesmo? Com um belo menu destes, não fugimos do óbvio: um bom Rioja crianza. O escolhido foi o Montecillo Crianza Rioja, com aromas de frutos escuros, couro, cedro e baunilha. No paladar mostrou bom corpo, taninos firmes e acidez delicada. A escolha não poderia ser melhor.

Enfim, mais uma bela descoberta gastronômica na cidade de Toronto, um mix entre romântico e rústico, para amar ou para consagrar amizades além é claro, de belos pratos de comida. Eu recomendo a visita.

Até o próximo!

Tuesday, January 30, 2018

Vivanco Crianza 2012

A história da Família Vivanco teve início em 1915 quando, na cidade de Alberite, em La Rioja, Pedro González Vivanco começou a elaborar vinhos para consumo familiar, produção esta que manteve até 1940, quando comprou uma pequena propriedade e iniciou a comercialização de seus vinhos. Atualmente é considerada uma das adegas expoentes da chamada "nova Rioja", elaborando vinhos elegantes e equilibrados, que combinam muito bem tradição e modernidade. A adega foi projetada para maximizar em seus vinhos o caráter natural e único de suas diversas variedades e terroirs, resultando em uma gama de vinhos rica e complexa, que resumem o caráter empreendedor e inovador da Bodega Dinastía Vivanco.


Falando agora do Vivanco Crianza 2012, podemos ainda acrescentar que o vinho é um dos clássicos de Rioja, sendo produzido a partir de uvas Tempranillo, provenientes de videiras de 15 a 20 anos, colhidas à mão. A fermentação ocorre em pequenas cubas de carvalho onde também passa por amadurecimento por 16 meses (carvalho francês e americano). Após o engarrafamento, o vinho foi envelhecido por mais 6 meses em a garrafa antes da sua liberação comercial. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, flores vermelhas, especiarias doces, toques balsâmicos e baunilha.

Na boca o vinho se mostrou de corpo médio para encorpado com uma ótima acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final de longa duração.

Mais um belo vinho tinto espanhol que provamos por aqui, vinhos que realmente tem chamado minha atenção e que tem me deixado muito contente com o que tenho provado. Eu recomendo.

Até o próximo!

Monday, January 22, 2018

La Maldita Garnacha Tinto 2016

La Maldita Garnacha é uma nova gama de vinhos lançados pela vinícola Dinastia Vivanco, que inclui o vinho tinto do qual falaremos hoje, um branco e um rosé, todos os 100% Garnacha, porém produzidos dentro da DO Rioja, na Espanha. Esta coleção foi a resposta da Dinastia Vivanco ao seu importador americano que procurava uma Garnacha de Aragão para adicionar ao seu portfólio. Um rótulo colorido, arriscado e inovador, que é quase um grito de raiva ou guerra ante os vinhos clássicos. Essa idéia busca diferenciação da marca.


Falando um pouco mais especificamente sobre o La Maldita Garnacha Tinto 2016, com dito anteriormente é um vinho feito com 100% de uvas Garnacha das regiões de Tudelilla em Rioja Baja e a zona central de Rioja, nos municípios de Villamediana e Alberite. O vinho é envelhecido predominantemente em aço inoxidável sobre as leveduras por 3 a 4 meses, com uma porcentagem do vinho (cerca de 20%) passando em barris franceses e americanos posteriomente. pelo mesmo período. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração rubi violácea de média intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, flores, especiarias doces e um toque mineral.

Na boca o vinho tinha corpo de leve para médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um bom e decente Garnacha vindo de Rioja que, pelo preço e ousadia, fez um papel muito bacana quando pensamos em vinhos para o dia a dia e também em fugir do óbvio eixo Chile-Argentina. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Wednesday, August 30, 2017

4o Internationl Wine Show: Sucesso e bons vinhos!

A quarta edição da “International Wine Show” - tradicional evento de degustação de vinhos de todo o mundo - aconteceu no último mês de julho no Centro de Convenções Frei Caneca, na capital paulista. No total foram mais de 40 expositores participantes e cerca de 270 rótulos de vinhos de mais de 120 vinícolas, diversos deles premiados pelos melhores guias de vinhos do mundo, dentro os quais podemos destacar as importadoras e vinícolas: Adega Alentejana, Barrinhas, Bodega, Bruck, Calix, Cantu, Casa Flora, Casa Perini, Casa Valduga, Caves Santa Cruz, Chandon, Decanter, Devinum, Don Bonifacio, Epice, Galeria dos Vinhos, Inovini, Interfood, Italia Mais, KMM, La Charbonnade, La Pastina, Lidio Carraro, Lusovini, Miolo, Mistral, Mr. T, Obra Prima, Orion, Portus, Premium Drink, Qualimpor, RGB Importadora, Santar, Sogrape, Terra Vinis, TW Vinhos, VCT, Vinci, Vinícola Aurora, Winebrands, Worldwine, Zahil e Vina Carmen.


Vale ressaltar aqui que, para um evento deste porte (com o número de expositores mais público visitante), a organização foi impecável. O local era amplo, com uma boa disposição entre os expositores, pontos de aperitivos, água e locais de "descanso". Porém, a grande sacada da organização este ano foi atender a um pedido recorrente de jornalistas e formadores de opinião: a abertura antecipada em uma hora para que este público especializado pudesse ter acesso aos importadores/produtores ainda com a possibilidade de se conversar com mais calma e atenção dos mesmos. E funcionou muito bem. Além disso, durante o evento, os vinhos degustados estavam a preços promocionais e muito convidativos.


Convenhamos que, devido ao porte e número de rótulos a se degustar, fica um tanto quanto difícil falar sobre todos eles e, assim sendo (além de respeitar o mote do blog de não se tornar repetitivo/cansativo) optamos por selecionar alguns poucos rótulos para falar sobre. Acompanhem conosco nas próximas linhas.


O primeiro vinho que venho a destacar é o Inconsciente Tempranillo Blanco 2015, produzido pela Bodegas Mateos e trazido ao Brasil pela Importadora Bodegas de Los Andes. Este vinho era um lançamento na feira e me chamou a atenção justamente por ser vinificado em branco a partir de uma casta tinta. Feito em Rioja, na Espanha, o vinho passa pelo processo de leve esmagamento dos bagos a fim de se obter seu suco e pouco após o término deste processo, as cascas e outros agentes "corantes" são removidos a fim de se manter o mosto "branco". É feita então a fermentação e após o processo, o vinho permanece sobre as leveduras por 6 meses em tanques de inox. Finalmente o vinho é engarrafado e liberado ao mercado. Como resultado obtêm-se um vinho de cor amarelo dourada com reflexos verdeais, límpido e com bom brilho. No nariz, o vinho trouxe aromas de frutos tropicais e algo de frutos cítricos, toques minerais e florais. Na boca o corpo era médio e a acidez muito boa com o retrogosto confirmando o olfato. Um bom vinho e uma ótima surpresa, sem dúvidas.


O próximo vinho que iremos destacar é o Léon Perdigal Côtes du Rhone 2015, um tradicional corte de uvas da região do Rhône (Grenache, Syrah, Cinsault, Carignan e Mourvèdre) cultivadas em quatro diferentes zonas dentro da região. O vinho é produzido e nomeado em homenagem a um famoso toneleiro da região de Ogier. Não tem passagem por madeira o que nos dá como resultado um vinho de coloração violácea de média intensidade com bom brilho e limpidez. No nariz o vinho trouxe aromas de frutos vermelhos e especiarias (pimenta preta em destaque). Na boca, corpo médio e boa acidez criam um bom conjunto com os taninos suaves. Um vinho considerado de entrada mas que surpreende pela qualidade. É trazido ao Brasil pela Épice


Por fim, gostaria de falar dos vinhos Toscanos do tenor Andrea Bocelli. Flutuando entre algumas das regiões mais famosas da Toscana (Chiantti, Bolgheri, Morellino) por quase 3 séculos, o tenor e sua família tem produzido vinhos da mais alta gama e espalhado um pouco da cultura italiana pelo mundo. Aqui destaco dois vinhos, o Bocelli Chianti DOCG e o Bocelli Tenor Red IGT. O primeiro é um blend de 80% Sangiovese e 20% Merlot com passagem em inox e concreto para amadurecimento. Trás muita tipicidade nos aromas com frutos vermelhos, flores, especiarias e algo de chocolate. Já o segundo é um vinho feito a partir de um corte de partes iguais de Cabernet Sauvignon (Bolgheri), Sangiovese e Merlot (Morellino) sendo que cerca de 10% do mosto amadurece em barris de carvalho francês por 8 meses. Com isso temos um vinho mais encorpado, denso com aromas de frutos escuros, especiarias, café com leite e leve tostado. Dois baita vinhos que representam bem o estilo toscano de fazer vinhos. São trazidos ao Brasil pela importadora Itália Mais.

Mais um belo evento que pudemos registrar e onde tivemos oportunidade de provar muitos vinhos, da mais variada gama de preços, tipos e origens. Mal podemos aguardar o ano que vem. Se você, caríssimo leitor, participou do evento e quer compartilhar suas experiências, fique a vontade e utilize o espaço de comentários ao final deste post.

Até o próximo!

Tuesday, July 18, 2017

Arienzo de Marqués de Riscal Crianza 2013

A vinícola Marqués de Riscal foi inaugurada em 1858 na região de Elciego/Álava (Espanha). Foi a primeira bodega a elaborar vinhos de acordo com métodos bordaleses em território espanhol. No ano de 1895 alcança um fato histórico, onde o Marqués de Riscal foi o primeiro vinho, não francês, a conseguir o diploma de “Honor de la Exposición de Burdeos”. Graças ao vinhos brancos da Marqués de Riscal, a região “Rueda” se torna uma D.O no ano de 1890. Em 2006 outo fato histórico, a Marqués de Riscal foi eleita a melhor vinícola europeia pela revista norte americana Wine Enthusiast. Atualmente, os vinhos de Marqués de Riscal estão presentes em mais de 100 países. Os vinhos Marqués de Riscal representam uma marca ícone no Brasil dentro da categoria de vinhos premium espanhóis.


Sobre o Arienzo de Marqués de Riscal Crianza 2013, podemos ainda acrescentar que o vinho é produzido a partir das uvas Tempranillo, Mazuelo e Graciano oriundas de vinhedos situados em Laguardia e Elciego. Após a fermentação, o vinho passa por um período de 18 meses em barricas de carvalho americano antes de ser engarrafado e liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas de média velocidade e com alguma cor se faziam presentes. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, coco (lembrando até aquele danoninho de coco, sabe?), leve toque de especiarias e ao fundo de taça, toques de madeira tostada.

Na boca o vinho se mostrou encorpado com boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um ótimo vinho espanhol provado por aqui, valeu muito a pena, eu recomendo e muito a prova.

Até o próximo!

Thursday, June 1, 2017

Castillo De Albai Rioja Reserva 2010

O vinho de hoje é produzido pela Pagos del Rey La Rioja, que foi inaugurada em 2006 e faz parte do grupo Felix Solis Avantis, líder no setor vitivinícola internacional - com presença em mais de 115 países. A Felix Solis Avantis é uma empresa familiar dedicada à produção de vinhos de qualidade, suco de uva e sangria, propriedade dos irmãos Solís de terceira geração, a família se esforça para unir tradição e inovação. A sede em Valdepeñas evoluiu para se tornar uma das maiores instalações de produção de vinhos com tecnologia de ponta no mundo. Sua presença em seis regiões vitícolas importantes na Espanha permite oferecer a mais ampla gama de variedades na indústria espanhola. A adega Pagos del Rey é uma das maiores em La Rioja, estando localizada junto a um antigo leito de rio com vista para o pico da montanha de Rioja Alavesa. Combina a tradição com a arquitetura moderna. Grandes chaminés e revestimentos de aço dominam a paisagem em vez de um navio. No entanto, os pilares de madeira de abeto adornam a delicada adega de barril. A família Solís trabalha em parceria com mais de 1.000 produtores de vinhos familiares que cobrem 3.500 hectares em La Rioja.


Falando sobre o Castillo De Albai Rioja Reserva 2010, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito com 100% de uvas Tempranillo de vinhedos localizados ao norte da Espanha, perto do rio Ebro. Após a fermentação o vinho passa 18 meses em barricas novas de carvalho americano e mais 18 meses em garrafa antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas médias, ligeiramente coloridas também se mostraram presentes.

No nariz o vinho abriu com aromas de frutos vermelhos, coco, especiarias doces e picantes (pimentas, cravo, canela), toques animais e leve tostado ao fundo.

Na boca o vinho se mostrou encorpado com boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era longa duração.

Mais um belo vinho espanhol que passou aqui pela minha taça e que eu fiz questão de comentar por que eu acho que os espanhóis estão cada vez mais trazendo boas opções para o nosso mercado. Este, por exemplo, é vendido no Pão de Açúcar a preços acessíveis. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Monday, June 30, 2014

Bargaço Recife & Muga Branco 2012: Frutos do mar, Copa do Mundo, vinho


E eis que a oportunidade, talvez única na vida, apareceu para poder acompanhar um jogo ao vivo, de dentro do estádio, nesta Copa do Mundo de 2014 que esta ocorrendo aqui no Brasil. E quis o destino que mais do que isso, a cidade escolhida fosse Recife, lugar que eu ainda não conhecia mas que, mesmo sendo quase um bate e volta, eu tentaria fazer de tudo para aproveitar cada minuto na cidade. E no intuito de deixar as coisas mais simples pedi dicas a uma amiga, também blogueira (Fabiana Gonçalves do blog Escrivinhos), que mora em Recife e poderia me ajudar a poupar esforços. E foi assim que depois de acompanhar o jogo Croácia e México na Arena Pernambuco fui jantar no Restaurante Bargaço, em Recife.

Créditos da imagem: site do Bargaço

A rede de restaurantes Bargaço foi criada em Salvador há mais de quatro décadas, oferecendo a tradicional culinária baiana que sempre caracterizou seu cardápio, em especial os pratos de peixes e frutos do mar. Na unidade de Recife, a cozinha é comandada pelo chef Rosendo Victor. Localizado na praia do Pina, o restaurante Bargaço oferece uma gostosa vista para o mar e o ambiente climatizado de seu interior é gostoso e agradável para ir a dois ou mesmo em mais pessoas. A maioria das opções do cardápio serve duas pessoas mas é melhor perguntar ao seu garçom ou mesmo mensurar o tamanho da sua fome. Existem ótimas opções de entradinhas e petiscos que podem complementar sua refeição. Com um cardápio diversificado fica até difícil escolher, mas nossa opção foi o "Grelhado Misto" que conta com lagosta, camarões, polvo e peixe (não me recordo qual era o peixe, mas varia um pouco com a sazonalidade segundo nosso garçom) em quantidades mais do que suficientes para duas pessoas. O prato acompanha ainda um arroz de açafrão. Tudo estava muito gostoso, no ponto e saboroso. O serviço é um pouco lento e confuso mas dou um voto de confiança pois neste dia muitos estrangeiros estavam no restaurante de uma única vez e talvez isto tenha atrapalhado um pouco. Por um valor bem justo pelo padrão do restaurante, uma boa opção para quem está em viagem passando por Recife.




E claro que tudo isso não poderia deixar de ser regado a um bom vinho, não é mesmo? E a nossa opção recairia sobre um vinho branco numa tentativa de harmonização com o prato escolhido. Depois de uma boa olhada sobre a carta de vinhos, que é boa e diversificada, optamos pelo Muga Branco 2012, um vinho espanhol de renome e que a tempos eu tinha a curiosidade de provar. 

A Bodegas Muga é uma das mais famosas da região de Rioja, na Espanha, e está localizada no histórico bairro de La Estación (estação ferroviária do bairro) em Haro. As instalações tem quase dois séculos de idade, construídas principalmente de pedra e carvalho. Na verdade, o carvalho é primordial na adega. Há 200 depósitos de carvalho, bem como 14 mil barris, feitos de diferentes tipos de carvalho variando de carvalho francês (Allier, Tronçais ou Jupilles), americano, húngaro, russo e até mesmo uma pequena remessa de carvalho espanhol. Os vinhedos da Bodegas Muga estão localizados no sopé dos Montes Obarenses, dentro da área chamada de Rioja Alta. O clima local é excepcional, devido, por um lado, a geografia singular e orientação das vinhas e por outro lado, os climas climas-mediterrânica, Atlântica e Continental circundantes são combinados harmoniosamente, criando assim um local de clima adequado para o cultivo da uva. Sobre o Muga Branco 2012, ele é feito com uvas Viura (90%) e Malvasia (10%). A fermentação é feita em barricas de carvalho francês e depois de finalizada, o vinho permanece sobre as lias por 3 meses antes de ser engarrafado. Vamos as impressões?


Na taça o vinho apresentou uma bonita cor amarelo dourado com reflexos verdeais, bom brilho e transparência. . Lágrimas finas, um pouco mais lentar e sem cor também faziam parte do conjunto visual. 

No nariz o vinho mostrou aromas de frutos tropicais (abacaxi e pêssego), floral, além de toques de baunilha, mel e leve amanteigado. 

Na boca o vinho se mostrou ao mesmo tempo fresco (boa acidez) e untuoso (bom corpo). Retrogosto confirma o olfato. Final de longa duração.

Par perfeito para o nosso prato de frutos do mar, fechando com chave de ouro o nosso primeiro dia de estadia em Recife. E que viessem mais momentos agradáveis antes de regressarmos a São Paulo.

Até o próximo!

Wednesday, June 25, 2014

Domus Dei Reserva 2007: Vinho espanhol na taça

Em homenagem ao selecionado espanhol que decepcionou na Copa do Mundo 2014 no Brasil, resolvi tomar um vinho espanhol. E como em minha adega não tinha muitas opções, o vinho que veio parar em minha mesa foi o Domus Dei Reserva 2007

Domus Dei Reserva 2007

Pelo que entendi, a Bodega Domus Dei faz parte de um conglomerado de vinícolas espanholas, o Familia Belasco, que está no mundo do vinho desde 1881, vinícolas estas que estão espalhadas por diversas regiões da Espanha tais como Navarra, Toro, Rioja, Rueda e mais recentemente até na Argentina. Tais vinícolas se destacam em suas regiões por investirem em tecnologia e produzirem vinhos muito bons para o mercado nacional e internacional. Já sobre o vinho, o mesmo é feito com 100% de uvas Tempranillo da DO Rioja, sendo que passa por amadeurecimento de 18 meses em carvalho francês e mais 18 meses de descanso na garrafa antes de ser liberado ao mercado (segundo legislação e critérios da própria bodega). Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor rubi violácea com reflexos granada. Lágrimas finas, rápidas e sem cor escorriam pelas paredes da taça.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutos vermelhos e escuros bem maduros, especiarias, toques de baunilha e coco. Ao fundo da taça algo de tostado também.

Na boca o vinho se mostrou encorpado, com taninos redondos e macios e uma boa acidez. Retrogosto confirma o olfato. Final de longa duração.

Um belo vinho espanhol que, ao contrário do selecionado de futebol de seu país, não decepciona e entregou muita qualidade. Eu recomendo.

Até o próximo!

Tuesday, November 6, 2012

Confraria Pane, Vinum et Caseus: curiosidades do leste Europeu.

Narrar os encontros da Confraria Pane, Vinum et Caseus é sempre muito especial e marcante pra mim. E desta vez, de fato, o será mais ainda. Explico: depois de mais de ano participando da confraria (salvo ledo engano) estava de volta ao local de minha primeira reunião e onde eu criei todos os laços com o pessoal que me recebeu de maneira ímpar, a casa do Comandante e sua esposa! Por isso não estranhem se o texto hoje for mais carregado de emoções e menos de vinhos, afinal eu fico realmente emocionado com a lembranças e  com a maneira como sou sempre muito bem recebido e muito carinhosamente tratado nestas ocasiões, fazendo com que eu faça sempre o esforço de comparecer ao maior número de reuniões possíveis.

Desta vez a "temática" da reunião fora toda idéia do Comandante e sua esposa, uma vez que ambos voltaram recentemente de uma viagem ao Leste Europeu. Aliás, me desculpem se me geografia não estiver tão afiada assim. Estiveram visitando entre outros Hungria, República Tcheca, etc. 


Como já é de praxe fomos recepcionados com muitos petiscos e vinhos que teoricamente não faziam parte da seleção da confraria para a noite de sábado. Entre deliciosos patês de ricota com páprica ou de fígado de frango, ficamos a conversar com nossos confrades sobre amenidades. E o Comandante caprichou, trazendo vinhos Húngaros, pouco conhecidos e/ou encontrados por aqui, para nossa apreciação. Entre os três tintos apresentados, eu destaco um deles: o Egri Merlot Barrique 2006, do produtor Molnár Dinerszet, um vinho que apesar da idade apresentava uma bonita cor violácea com reflexos alaranjados, guiado por muita fruta e toques florais com bom corpo e taninos aveludados, excelente! Alem deste, um vinho de uma uva típica da Hüngria, o Vesztergombi Szekszárd Kadarka 2008 também não fez feio, um vinho simples, porém gostoso e que desce bem.


Para o jantar,o prato principal era um delicioso Goulash feito com alcatra, tenra e macia, acompanhado de batatas assadas e arroz branco. O tempero e o molho do Goulash estavam na medida e faziam com que cada garfada puxasse a outra. O vinho escolhido pela confraria para acompanhar foi o Clos Reserva,  um Rioja feito com Tempranillo e Mazuelo muito bacana e que levou bem o desafio da harmonização com o Goulash, levando em conta seus aromas/sabores frutados, especiados e com toques de baunilha no seu corpo médio e de boa acidez e taninos. E de sobremesa, mais um deleite: Strudel de maçã com sorvete de creme, um clássico que deixou a todos de queixo caído dado a crocância da massa folhada em contraponto com o recheio cremoso com toques de canela e o sorvete por cima, dando o toque final. Tudo maravilhosamente feito, com muito carinho e atenção por nossos confrades cozinheiros.

Evidentemente tivemos muitos outros vinhos servidos e muita conversa e comida compartilhados. Falar de tudo se torna muito difícil, lembranças ficam na memória e a certeza de que cada reunião é especial e única cada vez fica mais evidente. Ficamos a espera da próxima reunião! Mais uma vez agradeço aos anfitriões Comandante e sua esposa pela recepção calorosa em sua casa, além de todos os confrades pelas delícias e experiências trocadas!

Até o próximo!

Tuesday, October 2, 2012

Confraria Pane, Vinum et Caseus: Entre tapas & vinhos!

E chegamos àquela data especial de todo mês quando a confraria se reúne para degustar bons vinhos, comer belas comidas e mais do que isso, ter o convívio de pessoas incríveis e anfitriões de fazer você se sentir como se estivesse em casa conversando em família. O mais engraçado é que a cada mês o enfoque nos vinhos e na comida acaba sendo menor e as conversas, histórias e o enfoque na possibilidade de rever os amigos se torna mais evidente. E foi assim que fomos convidados a nos juntarmos para uma noite com apelo espanhol na Maison Piquet (apelido carinhoso que acabo de inventar).

O capricho e o carinho com que somos recepcionados desde o início da noite é de um prazer inenarrável aqui. Já que a temática da noite era espanhola, obviamente teríamos muitos vinhos e comidas típicas para apreciar. Mas nem por isso os recém iniciados no mundos dos vinhos ou que tem preferência pelo novo mundo são deixados de lado, com opções para todos os gostos. Eu seria muito pretensioso se quisesse discorrer sobre todos os vinhos por nós provados na noite, por isso resolvi apenas destacar alguns vinhos que me chamaram a atenção.


Começo então pelo rosé  Inurrieta Mediodía 2011, um vinho da região de Navarra e feito com a uva Garnacha, bem vivo e de coloração mais escura do que os rosés tradicionais, trazendo ainda aromas de frutas vermelhas em abundância com leves toques florais; já dos tintos uma boa pedida para o dia a dia foi o Paternina Banda Azul Crianza 2006, um Rioja bem típico feito com a uva Tempranillo e que apresentou aromas de frutos escuros, toques de especiarias e terrosos com um bom corpo e acidez na medida e segundo o "presidente da confraria" um vinho para algo em torno de 30 dinheiros, um baita custo benefício; para finalizar os vinhos destacados, o Pequeñas Bodegas Malbec, um bom exemplar de nossos hermanos (ainda sem importador aqui no Brasil), sem muita madeira aparente e com os típicos aromas de frutas escuras e flores em evidência, num corpo mediano com taninos já domados e boa acidez. Ainda tivemos muitos outros vinhos interessantes, mas estes foram meus destaques pessoais.


Já no lado das tapas, mais um deleite. A começar pela salada de frutos do mar com molho de limão siciliano sobre folhas de endívia preparada pela confrade Lucinéia, de cair o queixo com a textura dos moluscos/crustáceos utilizados (polvo/lulas/etc) e o toque amarguinho da endívia para quebrar um pouco da força do prato, passando por totillas preparadas pelo confrade John e sua esposa chegando ainda aos pães recheados (puxando o lado italiano da confraria, sempre presente) feitos pelo confrade Luiz, muito macios, recheados hora com calabreza, hora com queijo e presunto deixando a noite de todos muito agradável. E não foi só isso, ainda tivemos brusquetas deliciosas, embutidos típicos e deliciosas sobremesas feitas pelo casal anfitrião. Se eu fosse comentar individualmente de cada prato, precisaria de muitas outras linhas...

E assim que se passou mais uma agradável noite da confraria, com a certeza de que a cada reunião, amizades se fortalecem, descobertas gastronômicas e enofílicas são feitas e a vontade de que o mês se passe rápido para que a nova reunião aconteça. E eu estarei lá.

Só me resta agradecer mais uma vez aos anfitriões da noite por abrirem as portas de sua residência e nos receberem de uma forma tão calorosa e amigável, aos confrades pela oportunidade de nos reunirmos de novo e a todos envolvidos pela grande noite que tivemos.

Até o próximo!

Friday, June 8, 2012

Dios Ares Crianza 2007

Voltando a falar de vinhos espanhóis aqui no blog, já que estão em voga por ai, resolvi provar um que tinha por aqui e foi muito bem recomendado. Não decepcionou, mas também não foi tudo isso que alardearam por ai. Acho que os 90 pontos RP são um pouco exagerados mas enfim, segue o jogo.

Este vinho é feio pela Bodegas Pujança, de Rioja, região vinícola mais famosa da Espanha. Pujança tem ligação com força, poder, e talvez esse seja o sentido que o produtor quis implicar em seus vinhos. Mas não sei bem se o atingiu. Este pode ser considerado um vinho de entrada, apesar de por legislação ter a necessidade de passar determinado em madeira e em garrafa antes de ser liberado ao mercado (eis o por que do crianza no rótulo). Não achei entretanto os tempos específicos utilizados pela bodega, então ficaremos só com a informação de que o vinho é feito com uvas Tempranillo. Vamos as impressões.


Na taça uma cor rubi violácea com alguma tendência ao grená. Lágrimas finas, ligeiramente lentas e quase sem cor complementam o aspecto visual.

No nariz aromas de frutos vermelhos, leve toque de especiarias e alguma coisa de baunilha. Frutas em evidência.

Na boca o vinho apresentou um corpo médio, boa acidez e taninos finos, macios e redondos. Retrogosto frutado com alguma coisa de láctea, lembrando danone. Final de curta duração.

Um bom vinho, sem grandes atrativos, porém também sem defeitos. Custou cerca de R$ 55,00 numa promoção da Via Vini (loja on line) e pelo preço, acho que pode ser uma boa compra.

Até o próximo!

Tuesday, June 5, 2012

Beronia Reserva 2007

Pelo que tenho lido e acompanhado, me parece que os vinhos espanhóis estão na moda nos dias de hoje. E tem toda razão de ser, pois de um tempo pra cá pudemos observar um salta na qualidade dos vinhos e na divulgação destes vinhos no mercado internacional. E é justamente de lá que vem o vinho que será alvo deste post. 

Rioja pode ser considerada a região vinícola mais famosa da Espanha e é de lá que vem a maioria dos mais afamados vinhos. Atualmente também temos a região do Priorato com grande barulho no mercado internacional, mas isto é assunto para outro post.


Segundo o produtor, as uvas utilizadas neste vinho (Tempranillo 90% - Mazuelo 5% - Graciano 5%) são colhidas de suas vinhas mais velhas e passam por um estágio de envelhecimento em madeira por mais de 20 meses, sendo que esta madeira é um mix entre madeira francesa e americana. Além disso passa por um período de 18 meses em garrafa nas caves da bodega, antes de ser liberado para o consumo. Vamos as notas da prova.

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor violácea de média pra grande intensidade, pouca transparência e lágrimas ligeiramente espassadas, mais grossas e com certa cor.

No nariz o vinho abriu com aromas de frutas vermelhas e escuras em compota, num mix bem balanceado e fragrante. Ao fundo, notas de chocolate e madeira bem integradas e não mais presentes que a fruta. 

Na boca o vinho mostrou um corpo médio, boa acidez e taninos finos, macios e bem integrados com o restante do vinho. Retrogosto com muita fruta e chocolate num final de longa duração.

Um ótimo vinho, me parece em seu auge mas provavelmente deva ainda permitir um tempo em garrafa. Eu recomendo!

Até o próximo!

Thursday, May 3, 2012

Herderos Del Marqués de Riscal Reserva 2006

Com a chegada do frio e o feriado que tivemos no começo desta semana, nada melhor do que juntarmos coisas que gostamos de fazer: encontrar amigos e beber um bom vinho. E como não poderia deixar de ser, participei de mais um bela esbórnia enogastronômica neste final de semana e feriado prolongado. Começamos a noite com um velho conhecido de nós consumidores brasileiros, o Marques de Riscal Reserva, aquele mesmo da telinha dourada entrelaçada na garrafa. Só que esta garrafa veio diretamente da Espanha.

O vinho é produzido pela gigante espanhola Marqués de Riscal, cuja história de sua inauguração data de 1858 na região de Rioja, mais ao norte da península Ibérica e se confunde com a própria criação da DO da região, muito tempo depois. Conforme legislação vigente, tem em sua composição maior porcentagem (90%) de uvas Tempranillo de vinhas com mais de 15 anos e o restante (10%) complementados por uvas Graciano e Mazuelo. Por ter em seu rótulo a denominação reserva, passa 24 meses por envelhecimento em barricas de carvalho americano e depois mais 12 meses em garrafa antes de ser liberado para o mercado. Vamos então as impressões.


Na taça uma cor rubi violácea de média intensidade, com ligeiro halo de evolução nas bordas. Lágrimas finas, rápidas e abundantes também se faziam presentes. Confesso também que a luz não era a mais adequada para esta análise, mas caso já tenham degustado o vinho e discordem da minha análise, por favor estejam a vontade para comentar.

No nariz o vinho abriu com aromas de frutos escuros, algo de pimentas e ligeiro tostado ao fundo. Leve lembrança terrosa. Tudo muito discreto e em seu lugar, como os vinhos do velho mundo costumam se mostrar.

Na boca é que o vinho decepcionou um pouco. Corpo de leve para médio, boa acidez e taninos finos, macios e bem redondos. Ao que parece, faltava um pouco de extrato e força no meio da boca. Retrogosto essencialmente frutado, confirma os frutos escuros do nariz. Final de curta duração.

Um vinho correto mas que decepciona um pouco pela aparente fama que possui, criando uma expectativa um pouco maior. De qualquer forma não possui defeitos que fariam com que eu me negasse a prova-lo de novo.

Até o próximo!

Tuesday, April 3, 2012

Campillo Reserva 2004 - Uma surpresa espanhola

Continuando com os vinhos provados este final de semana, vamos agora para a Espanha e a região de Rioja, uma das mais famosas (senão a mais famosa) região vinícola de lá. Aliás, a Espanha tem criado um certo "hype" no mudo vinícola atualmente por ter aumentado significantemente sua qualidade dos vinhos, além de ter melhorado também sua presença em diversas partes do mundo e atingido preços mais elevados nos mercados mais expressivos. E este exemplar é ainda mais especial pois veio diretamente de lá, dentro da mala de viagem do irmão de uma amiga. 

A Bodegas Campillo, pelo que pude pesquisar, é uma empresa 100% familiar com boa reputação no exterior. Além de vinhedos em Rioja, possui também plantações em Ribeira Del Duero, Navarra e La Mancha, todas DOs espanholas de grande reputação vinícola. O vinho é feito com uvas Tempranillo e passa não menos que 20 meses em barricas americanas, além de passar por afinamento em garrafa antes de ganhar o mercado. Vamos as impressões sobre o vinho.


Na taça em contrapartida a sua idade avançada ainda possui uma cor violácea escura com algum halo de evolução. Lágrimas finas, sem cor e rápidas preenchiam as paredes da taça.

No nariz o vinho se mostrou muito frutado (um mix de frutas vermelhas e escuras bem maduras), com algum quê de especiarias e muito coco, com um final tostado. Tudo bem marcado e de fácil identificação.

Na boca é que o vinho realmente se mostrou. De bom corpo, acidez na medida e taninos macios, redondos mas se fazendo presentes, o vinho trazia de volta a fruta identificada no nariz com um quê especiado em um final longo e saboroso.

Não a toa, em minha humilde opinião, o vinho foi o melhor da noite. Não encontrei menções a ser importado por aqui, mas quem conhecer e puder provar, eu mais do que recomendo!

Até o próximo!