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Monday, November 5, 2018

Tahuan Siesta en el Tahuantinsuyu Bonarda 2013

Ernesto Catena, dono da Ernesto Catena Vineyards na Argentina, é o filho mais velho de Nicolás Catena de Catena Zapata. Um enólogo da 4ª geração, Ernesto viajou e viveu em todo o mundo, e ao longo do caminho ganhou um diploma de bacharel em Ciências da Computação e Economia, um mestrado em Design em Milão e uma licenciatura em história em Londres. Definido por muitos como o lado "boêmio" da família Catena, Ernesto é um leitor incansável e ávido, pintor, colecionador de arte, cavaleiro, polo e arqueiro. Enquanto presidente da Bodegas Escorihuela, Ernesto sentiu a necessidade de produzir vinhos que refletissem suas crenças básicas: alta qualidade, um estilo diferente da maioria dos vinhos produzidos na época, volumes menores e um forte conceito de marca. Em 2002, a Ernesto Catena Vineyards foi criada para expressar essas crenças.


Falando mais especificamente do Tahuan Siesta en el Tahuantinsuyu Bonarda 2013, podemos ainda acrescentar que o vinho é feito com uvas 100% Bonarda da região de La Vendimia, em Rivadavia, Mendoza. O vinho tem passagem de oito meses por carvalho francês e americano (meio a meio), sendo que destes 30% novos, 40% segundo e terceiros usos. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média para grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutos escuros, couro, mentolado, folhas secas e leve toque de baunilha.

Na boca o vinho mostrou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Uma boa opção de vinho argentino, que pode e deve contrapor aos já manjados Malbecs/Cabernets e afins. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Monday, September 17, 2018

Milénico Tempranillo 2012

A Bodegas Y Viñedos Milénico nasce nas margens do Douro, no município de San Martín de Rubiales, entre Roa e Peñafiel, no coração da Ribera del Duero, uma região com mais de mil anos ininterruptos de tradição e cultura vinícola. O clima é rigoroso, com flutuações diárias marcantes que forçam ciclos diários de atividade na planta, o que confere ao vinho um caráter inconfundível e distintivo. Milénico é o resultado da nossa dedicação e entusiasmo pela criação de vinhos excepcionais. Nosso relacionamento constante com a terra, com a vinha, com o vinho e nosso desejo de alcançar o melhor é a energia que inspira nosso dia a dia. O Milénico é possível graças à sua localização privilegiada, à origem de uma fruta extraordinária e à nossa busca pela perfeição, que se traduz em um cuidado e atenção contínuos e extremos aos detalhes ao longo da vida do Milénico.


Falando agora sobre o Milénico Tempranillo 2012, podemos ainda acrescentar que é um vinho cujas uvas vem de um seleção de uvas de 6 parcelas próprias e uma de terceiros. Esta á uma combinação de vinhas com mais de 50 anos junto a outras plantadas nos anos 90. Passa ainda por envelhecimento e amadurecimento de 12 meses em barricas de carvalho francês (85%) e americano (15%) de 225 e 500 litros além de 12 meses na garrafa. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de média para grande intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e coloridas também se faziam notar. 

No nariz o vinho apresentou aromas de bala toffee, frutos vermelhos, notas balsâmicas e toques de tostado. 

Na boca o vinho mostrou corpo médio, boa acidez e taninos de muita qualidade. O retrogosto confirma o olfato e incluí um toque mineral ao vinho. O final era de longa duração.

Um belo vinho espanhol que provamos por aqui que me faz cada vez mais tentar conhecer e descobrir novos vinhos vindos de lá. Eu recomendo e muito a prova. Este é mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

Monday, June 18, 2018

Russolo Refosco Dal Pedunculo Rosso IGT 2012

Por mais de um século a história da família Russolo foi entrelaçada com o mundo da enologia. Tudo começou no final dos anos 1800, quando Giovanni Russolo ficou conhecido como produtor de vinho na região de Pordenone. Nos anos 60, Rino Russolo tornou-se o protagonista de importantes páginas da história do vinho italiano. A empresa toma forma na atual dimensão, em 1974, quando Iginio, juntamente com sua esposa Sonia, dá vida a sua nova atividade. Com a compra de vinhas em San Quirino, que ocorreu em 1990, a quarta geração entra no modo de operação da Companhia e com o apoio e Antonella Rino vai enfrentar novos desafios. No início de 2000, a Russolo deixou suas antigas instalações para se mudar para a nova vinícola San Quirino, construída no centro da empresa principal chamada Ronco Calaj, uma cidade na parte superior do Friuli Ocidental caracterizada por uma notável proximidade com as Dolomitas de Pordenone.


Falando agora do Russolo Refosco Dal Pedunculo Rosso IGT 2012, podemo afirmar ainda que o vinho é feito com 100% de uvas Refosco oriundas do vinhedo Ronco Calaj, maior em tamanho e importância para a vinícola. No final da fermentação, o vinho é mantido em barris de carvalho francês e americano por cerca de 12 meses. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, balsâmico, herbáceo com ligeiro toque especiado. Ao fundo de taça era possível notar toques tostados.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos marcados. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um bom vinho italiano, diferente do usual e com uma uva que não é muito difundida por aqui. De qualquer maneira eu recomendo a prova. Este é mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

Tuesday, May 8, 2018

Alto de La Ballena Tannat Merlot Cabernet Franc 2012

Em 1998, o casal Paula Pivel e Alvaro Lorenzo decidiram estabelecer uma pequena vinícola no departamento de Maldonado, na região sudeste do Uruguai. Paula e o marido conheceram-se quando cursavam MBA e se casaram pouco depois. Sem mais experiência do que sendo consumidores de bons vinhos, partiram para encontrar um lugar que combinasse aptidão vitícola, belas paisagens e uma boa localização. A seleção do terroir, considerando topografia, solo e clima, foi decisiva para alcançar uma excelente qualidade das uvas, essencial na produção de vinhos de alta qualidade. Adquiriram então quase vinte hectares na Sierra de la Ballena, a poucos quilômetros do mar e de Punta del Este, o principal balneário da América do Sul, fundando então a vinícola Alto de La Ballena. O primeiro plantio de videiras foi feito na primavera de 2001, continuando nos anos seguintes até atingir 8 hectares. As vinhas são compostas pelas variedades Merlot, Tannat, Cabernet Franc, Syrah e Viognier. O que mais impressiona na propriedade é o solo em que as vinhas se encontram, muito pedregosos com presença de granitos, quartzos, nos mais variados tamanhos, tendo que ser abertos/preparados por ação mecanizada mas que por outro lado geram uma boa drenagem, essencial para o amadurecimento e qualidade das uvas. Complementam ainda o terroir a proximidade do oceano, de um grande lago, boa exposição solar, amplitudes térmicas generosas e brisas noturnas frias. Atualmente, os vinhos Alto de La Ballena são vendidos em lojas especializadas, espaços gourmet e nos melhores restaurantes do Uruguai, principalmente em Montevidéu e Punta del Este. Eles também estão presentes no México e no Brasil, e logo nos Estados Unidos, Suécia, Bélgica, Holanda, Suíça e Argentina.


Falando um pouco sobre o Alto de La Ballena Tannat Merlot Cabernet Franc 2012, podemos ainda afirmar que é um corte composto da seguinte maneira: 50% de uvas Tannat, 35% de uvas Merlot e 15% de uvas Cabernet Franc. Apenas a uva Tannat passa por 9 meses em barricas de carvalho de 2o e 3o usos pós fermentação. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média para grande intensidade com algum brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, especiarias , tabaco e algo herbáceo.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e daninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um belo vinho uruguaio que, apesar de conter em seu corte a emblemática Tannat, também mostrao potencial de outras castas na região. Eu recomendo a prova e, caso você tenha a oportunidade, a visita a vinícola quando estiver passeando pelo país vizinho: é um dos pôr do sol mais lindos que já vi na vida. É trazido ao Brasil pela Winebrands!

Até o próximo!

Monday, April 9, 2018

Angelus Estate Stallion Classic 2012

A Angelus Estate, produtora do vinho de hoje, está localizada perto da barragem de Zhrebchevo, em Nova Zagora (Bulgária), nas encostas de Sredna Gora e a partir desse local derivou-se o nome de Stallion, símbolo do surgimento de uma nova vida, cheia de energia e amor. Possui 106,5 ha de vinhas que incluem as seguintes variedades: Merlot, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Syrah, Petit Verdot, Chardonnay, Sauvignon Blanc, Traminer e Viognier. A sala de fermentação está sob o solo, com escotilhas de acesso no chão. Desse modo, as uvas chegam aos tanques de fermentação usando apenas gravidade.Existem duas caves para envelhecimento de vinhos em barricas tonéis e com níveis controlados por temperatura. Tudo isso resulta em alguns dos mais emblemáticos vinhos oriundos deste país do leste europeu.


Falando agora do Stallion Classic 2012, podemos ainda afirmar que o vinho é um blend das uvas Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Syrah e Merlot tendo estagiado por 6 meses em barricas de carvalho francês. Além disso, permanece algum tempo em garrafa nas caves da vinícola antes de ser liberado ao mercado.

Na taça o vinho apresentou coloração violácea profunda com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e bem coloridas também se faziam presentes.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutos escuros, especiarias, coco e algum toque terroso.

Na boca o vinho se mostrou encorpado com uma boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais uma boa opção de vinho búlgaro que tivemos o prazer de provar por aqui. Mais um vinho apresentado pelo clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

Thursday, February 15, 2018

Corimbo 2012: Peso pesado espanhol!

A Bodegas Roda embarcou em uma nova aventura depois de uma trajetória de mais de vinte anos como uma das mais prestigiadas vinícolas da DOCa Rioja. Aproveitando seu conhecimento e know-how buscou se diversificar na DO Ribera del Duero com a Bodegas La Horra. O projeto da nova adega tem, acima de tudo, a vontade de estar em sintonia com os momentos difíceis que correm, para isso, parte de duas premissas: respeito pelo meio ambiente e esforço na pesquisa e desenvolvimento. A Bodegas La Horra iniciou sua jornada passo a passo e de forma sustentável, chegando a um acordo com os produtores de videiras na área que têm 40 hectares de vinhas antigas e de meia idade para criar uma nova empresa na qual terão uma participação de 10%. O trabalho das vinhas será direcionado na sua totalidade pela equipe da Bodegas Roda. A primeira safra, a de 2008, foi lançada em junho de 2010 com apenas o vinho básico da vinícola, com uma produção de 40 mil garrafas. Na safra 2009, chegaram as 90 mil garrafas e já foi possível obter os dois vinhos da bodega. A safra 2010 atingiu 120 mil garrafas e, a partir da safra 2011, a meta foi 150 mil garrafas. Nos anos seguintes, a produção aumentou em cerca de 50 mil garrafas por ano, com a meta de 300 mil garrafas da safra de 2014, quando a Bodegas La Horra completará seu processo de crescimento.


Falando agora um pouco do Corimbo 2012, podemos ainda afirmar que o vinho é feito com uvas 100% Tempranillo (chamada de Tinta del País na região) oriundas de pequenas parcelas em La Horra, Roa e aldeias adjacentes (Burgos) com fermentação maloláctica em cubas de carvalho francês e posterior amadurecimento por 14 meses em carvalho, 80% de carvalho francês e 20% de carvalho americano. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e com alguma cor também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias, couro, baunilha, tabaco e toques tostados.

Na boca o vinho se mostrou encorpado, com boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato o final era de longa duração.

Um excelente vinho espanhol provado aqui, cuja fama já era conhecida e foi confirmada. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Tuesday, January 30, 2018

Vivanco Crianza 2012

A história da Família Vivanco teve início em 1915 quando, na cidade de Alberite, em La Rioja, Pedro González Vivanco começou a elaborar vinhos para consumo familiar, produção esta que manteve até 1940, quando comprou uma pequena propriedade e iniciou a comercialização de seus vinhos. Atualmente é considerada uma das adegas expoentes da chamada "nova Rioja", elaborando vinhos elegantes e equilibrados, que combinam muito bem tradição e modernidade. A adega foi projetada para maximizar em seus vinhos o caráter natural e único de suas diversas variedades e terroirs, resultando em uma gama de vinhos rica e complexa, que resumem o caráter empreendedor e inovador da Bodega Dinastía Vivanco.


Falando agora do Vivanco Crianza 2012, podemos ainda acrescentar que o vinho é um dos clássicos de Rioja, sendo produzido a partir de uvas Tempranillo, provenientes de videiras de 15 a 20 anos, colhidas à mão. A fermentação ocorre em pequenas cubas de carvalho onde também passa por amadurecimento por 16 meses (carvalho francês e americano). Após o engarrafamento, o vinho foi envelhecido por mais 6 meses em a garrafa antes da sua liberação comercial. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, flores vermelhas, especiarias doces, toques balsâmicos e baunilha.

Na boca o vinho se mostrou de corpo médio para encorpado com uma ótima acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final de longa duração.

Mais um belo vinho tinto espanhol que provamos por aqui, vinhos que realmente tem chamado minha atenção e que tem me deixado muito contente com o que tenho provado. Eu recomendo.

Até o próximo!

Wednesday, January 3, 2018

Viapiana Barricas Selecionadas Lote I

O último mês do ano de 2017 reservou diversos desafios a nós aqui do Balaio e, como consequência, estivemos um pouco ausentes como vocês já devem ter notado. Mas as coisas estão se acertando e finalmente pretendemos voltar com toda força já neste início de 2018, trazendo os vinhos que andamos provando neste período além é claro de muita informação e divulgação. Começo hoje com um vinho nacional que me foi apresentado por amigos de confraria e que deixou uma baita boa impressão. Este vinho é o Viapiana Barricas Selecionadas Lote I. Vamos conhecer um pouco mais sobre ele e sobre o produtor?


A história de vinhos na família Viapiana, cuja vinícola é homônima, chegou ao Brasil com a vinda dos primeiros imigrantes da Província de Mântova, na Itália. Datados de 1925, a família preserva o certificado e medalha recebidos pelo patriarca no primeiro concurso de vinhos em que participou, promovido no Brasil em comemoração ao cinquentenário da imigração italiana no país. Passada de geração em geração, a paixão pela produção de vinhos foi a motivação para, em 1986, ser elaborada a primeira safra da vinícola. Sempre atenta às novidades em tecnologia e processos, tanto em vinhedos quanto em vinícola, em pouco tempo a Viapiana se consolidou como sinônimo de qualidade e confiança. Em 2009, percebendo o potencial enoturístico da região, inaugurou o Enoespaço Viapiana, evidenciando diferenciação e consolidando a marca em conceito grife. O mesmo posicionamento é aplicado aos produtos, sempre elaborados em quantidade limitada. Limpos e atrativos, os rótulos de cada linha possuem um diferencial: os vinhos jovens apresentam obras de artistas renomados e as espumantes evidenciam o tempo de contato com as leveduras; já a linha premium alia elegância e descontração, através da apresentação de jogos interativos. Micro Lotes e Ícone são vinhos conceito, sinônimos de sofisticação em apresentação e complexidade de produto.

Já sobre o Viapiana Barricas Selecionadas Lote I, podemos ainda afirmar que o vinho é feito a partir de um corte de vinhos de diferentes castas e uvas, a saber: 60% Merlot 2012, 20% Cabernet Sauvignon 2012, 10% Cabernet Sauvignon 2011 e 10% Marselan 2012. O vinho conta ainda com estágio entre 25 a 38 meses em barricas de carvalho francesas e americanas (de acordo com a safra e/ou casta utilizada). Vamos finalmente as impressões sobre o vinho?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média para grande intensidade com algum brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, ligeiramente mais lentas e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, especiarias (em especial pimenta e canela/cravo da índia), coco, chocolate e algo de tostado.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos domados. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Mais um bom vinho nacional que conhecemos por aqui e que nos faz sempre questionar o por que do Brasil não conseguir criar e manter um mercado de vinhos mais sólido, tendo em vista que temos bons vinhos sendo feitos por aqui. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Tuesday, November 21, 2017

Cerro da Cruz Cabernet Tannat Merlot 2012

A Cooperativa Nova Aliança, produtora do vinho de hoje, une a força, a experiência e a solidez de uma história de mais de 80 anos de cinco tradicionais cooperativas vitivinícolas da Serra gaúcha: Cooperativa Aliança e a Cooperativa São Victor, de Caxias do Sul, a Cooperativa São Pedro e a Cooperativa Santo Antônio, de Flores da Cunha, e a Cooperativa Linha Jacinto, de Farroupilha. Juntas, decidiram se transformar em uma única família, reunindo pessoas, valores e histórias para formar a Cooperativa Nova Aliança, que tem a missão de semear um futuro de oportunidades e desenvolvimento com o firme propósito de ser referência em seus segmentos de atuação e reconhecida pela atitude cooperativa e resultados alcançados. A Cooperativa Nova Aliança congrega aproximadamente 900 famílias associadas, distribuídas em três regiões produtoras com distintas características, representando o que o país oferece de melhor para o cultivo de videiras: Serra Gaúcha, Encruzilhada do Sul, Sudeste e Campanha Gaúcha. Desde 2013 a produção de suco e o envase de vinho e de espumante estão concentrados na nova sede da Cooperativa, em Flores da Cunha, que conta com prédio de 24 mil metros quadrados e capacidade para processar até 60 milhões de quilos de uva por ano.


Sobre o Cerro da Cruz Cabernet Tannat Merlot 2012, podemos ainda acrescentar que o vinho é um blend das uvas Cabernet Sauvignon, Tannat e Merlot com amadurecimento de 14 meses em barricas de carvalho francês e americano com posterior envelhecimento em garrafa por um ano. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, mentolado, chocolate, flores e especiarias.

Na boca o vinho se mostrou de corpo médio para encorpado com uma boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um ótimo vinho nacional que degustamos por aqui, realmente impressionou pela complexidade e equilíbrio, assim como pela qualidade. Eu recomendo demais a prova.

Até o próximo!

Monday, November 6, 2017

Pedra Cancela Castas Nativas Touriga Nacional & Alfrocheiro 2012

Eis que me vejo novamente as voltas com vinhos portugueses, que cada vez mais tem feito parte do meu dia a dia, ainda mais tendo em vista que agora conheço um pouco mais da cultura patrícia "in loco" e a admiro cada dia mais. Sendo assim, falaremos hoje do Pedra Cancela Castas Nativas Touriga Nacional & Alfrocheiro 2012.


A Quinta Pedra da Cancela é fruto da paixão pelo vinho da família Gouveia. A exploração vitivinícola é uma atividade da família há várias gerações, no inicio entregavam as suas uvas na Adega Cooperativa. Em 1999, com o final dos estudos superiores em Viticultura e Enologia de João Paulo Gouveia, filho de João Coelho Gouveia, decidem criar o seu próprio vinho. Reestruturaram-se as vinhas, adquiriram-se outras e edificou-se uma adega moderna e com apurada tecnologia, tudo isto respeitando a cultura da região demarcada do Dão. Em 2014 a denominação da empresa passou a ser Pedra Cancela Vinhos do Dão Ltda. A Quinta, de aproximadamente 8 hectares, encontra-se em Oliveira de Barreiros, em Viseu, considerada a capital da região do Dão.

Sobre o Pedra Cancela Castas Nativas Touriga Nacional & Alfrocheiro 2012 podemos ainda afirmar que é um vinho feito a partir das castas Touriga Nacional e Afrocheiro com amadurecimento em barricas de carvalho por 6 meses além de envelhecimento de 3 meses em garrafa para posterior liberação ao mercado. Vamos então as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, especiarias e leve toque floral. Ao fundo também podíamos notar notas de baunilha e tostado.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Mais um excelente vinho português que provamos por aqui, este vindo do dão e que foi comprado numa promoção por aproximadamente 55 reais. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Monday, September 11, 2017

Visitando a Vinícola Casa Geraldo em MG

Após apenas dois anos da fundação da cidade de Andradas, no Sul de Minas Gerais, em 1892, as primeiras mudas de videiras começaram a ser plantadas por lá, trazidas por um imigrante italiano que viu na região condições ideais para a produção de uvas e a consequente mudança de vida com o dinheiro que viria do negócio. A partir daí se deu o desenvolvimento do que muitos chamam de a "Terra do Vinho" na região, com a criação de aproximadamente 56 adegas. A localização privilegiada aos pés da Serra da Mantiqueira, o clima seco, a amplitude térmica e a altitude da região criam um terroir diferenciado na região, o terroir de inverno como tem sido chamado hoje em dia.



A Vinícola Casa Geraldo é sinônimo de tradição e está profundamente ligada também a história da cidade. Geraldo Marcon e seu pai dividiram experiências e, na busca de prosperidade econômica, viram na produção de uvas uma solução. Parte do processo entretanto consistia na aquisição de propriedades para abrigar estas produções. Foi ai que se deu a expansão territorial da vinícola em solo mineiro e as primeiras produções de vinho de garrafão para venda a granel. Tudo isso em meados dos anos 60. Com o falecimento de Geraldo Marcon, assume seu filho, Luis Marcon, e assim sucessivamente até chegarmos aos dias atuais com a quinta geração da família a frente dos negócios. Mas é com a entrada das novas gerações que a busca pela aplicação de novas tecnologias e a produção de vinhos finos aconteceu e se desenvolve até os dias atuais. São efetuadas duas podas e duas safras anuais, uma com as uvas americanas e outra com a uvas viníferas contando com a ajuda da Embrapa. Hoje são produzidos cerca de 2,5 milhões de litros de vinhos, ainda que numa divisão de 65% de vinhos de mesa e 35% de vinhos finos e espumantes, aproximadamente. Aliás, uma curiosidade aqui é que a Casa Geraldo pode ser considerada a pioneira na produção de vinhos espumantes feitos fora do Sul do país.



O visitante que se dispõe a vir até Andradas vai poder conhecer um pouco mais de perto como é o terroir da Serra da Mantiqueira, a história da vinícola até os dias atuais, todo processo produtivo da empresa além é claro de provar vinhos e produtos da região. As instalações da vinícola contam ainda com um bar, restaurante, auditório e loja. Os carros chefe da vinícola, no tocante aos vinhos finos (nosso foco aqui), são vinhos feitos a partir das castas Syrah e Sauvignon Blanc, castas estas que aparentemente melhor se adaptaram ao terroir de inverno de Andradas. Entretanto podemos ainda encontrar uvas como Cabernet Sauvignon e outras. Como de praxe por aqui, vou destacar alguns vinhos que entendo serem relevantes para vocês que acompanham o blog. Espero que gostem.


O primeiro vinho a comentarmos por aqui é o Casa Geraldo Relicário Rosé Brut, um vinho espumante feito com 100% de uvas Pinot Noir pelo método charmat (segunda fermentação em tanques de inox). Um espumante de coloração rosada um pouco mais escura que a casca de uma cebola com bom brilho, limpidez e formação de perlage consistente. Aromas de frutos vermelhos, leve toque de panificação e algo floral. Na boca é fresco, leve e com boa persistência. Grata surpresa.


O próximo vinho que iremos comentar aqui é o Casa Geraldo Family Reserve Cabernet Sauvignon 2012, um vinho feito a partir de um lote experimental de uvas Cabernet Sauvignon que passou por 18 meses em barricas de carvalho para amadurecimento. Feito, num primeiro momento, apenas para ser servido nas reuniões da família Geraldo, acabou sendo compartilhado e se tornou um "ícone". Como resultado temos aqui um vinho de coloração intensa com pouco brilho e boa limpidez. No nariz o vinho trás os aromas de frutos escuros maduros, especiarias, baunilha, tabaco e algo de tostado. Na boca o vinho encorpado de boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração. Bom vinho principalmente para acompanhar refeições.



Por fim, falaremos de outro espumante por aqui, este mais elabora e duma linha considerada superior. Estou falando do Espumante Casa Geraldo Memórias, um espumante feito com uvas 70% Chardonnay e 30% Pinot Noir através do método champenoise (segunda fermentação em garrafa) com cerca de 36 meses de contato com as leveduras. Como resultado temos um vinho espumante de coloração amarelo palha de boa limpidez e brilho. Excelente formação de uma perlage persistente e elegante. No nariz aromas de frutos cítricos e tropicais, panificação, mel e flores. Muito fresco e untuoso com um retrogosto que confirma o olfato. Final longo e saboroso. Ótima pedida.


Depois de visitarmos todo complexo enoturístico da vinícola ainda pudemos provar e aproveitar o restaurante da mesma, onde o almoço é servido na forma de buffet self service além é claro, de todos os vinhos da vinícola. Ainda a noite participamos do que seria um dos eventos mais importantes da vinícola e da cidade: a festa da vindima. Muita musica italiana, muita comida e muito mais diversão no restaurante da vinícola.

Esta visita foi parte de um pacote de viagem enoturística preparada e apresentada pela Stelltour Viagens, uma agência de viagens que tem como mote viagens com destinos relacionados ao vinho. Atualmente a agência tem criado pacotes relacionados ao mundo do vinho no Brasil em conjunto com a sommeliére Mikaela Paim, que dentre outras atividades, podemos citar que é sommelière desde 2007, Presidente da Confraria Vinhos do Brasil, colaboradora da Osteria Generale há 15 anos e ainda trabalha com consultorias e Eventos Enogastronômicos. Eu recomendo tanto a visita como os pacotes de viagens da agência.

Até o próximo!

Monday, August 14, 2017

Starry Night Emoción Syrah 2012

Indo na contramão de quase tudo que vemos no novo mundo vitivinícola, encontramos a vinícola Starry Night, sócia do MOVI (Movimento dos Vinhateiros Independentes) do Chile, que busca não a quantidade mas sim a qualidade de seus vinhos. A Starry Night Vineyards & Winery está localizada em Maria Pinto, no sopé das montanhas da costa, numa área com influência costeira do Vale de Maipo e possui 4 hectares de Syrah e 4 hectares de Pinot Noir, rodeados por cerca de 300 hectares de floresta nativa. Toda a produção de vinhos da vinícola é feita em sua adega própria, que possui tudo o que é necessário para a produção dos mesmos. Podemos dizer que a vinícola tem como foco vinhos de "garagem" ou "vinhos de autor" onde a idéia é expressar toda filosofia de produção do produtor. 


Sobre o Starry Night Emoción Syrah 2012 podemos ainda acrescentar que é um vinho 100% feito a partir de uvas Syrah com passagem de 6 meses em barricas de carvalho francês para amadurecimento. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias, toques florais e de coco.

Na boca o vinho se mostrou encorpado com boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um ótimo Syrah chileno que apesar de se mostrar encorpadão é fácil de beber e não tem aqueles toques herbáceos que costumam incomodar. Eu recomendo a prova. É trazido ao Brasil pela La Charbonnade.

Até o próximo!

Friday, August 11, 2017

Nomad Cabernet Sauvignon 2012

O vinho em questão é produzido por Domeniile Sahateni, vinícola romena de propriedade de Aurelia Visinescu, uma respeitável enóloga romena, e seu sócio. A vinícola é baseada na região Dealu Mare, onde o "terroir" provou que vinhos excepcionais podem ser alcançados, sendo composta por 70 ha de videiras. Investimentos da ordem de até 5 milhões de Euros foram feitos e dedicados ao plantio e replantio de vinhas, modernização da adega, ampliação de capacidade e outros. A capacidade total de produção é de 1.000.000 garrafas por temporada. Uma parte dos vinhos é envelhecido em barricas de carvalho romeno e também envelhecidos em garrafa na adega. As principais variedades de uvas são: Feteasca Neagra, Merlot, Cabernet Sauvignon, Pinot Noir - para os vinhos tintos e Feteasca Alba, Chardonnay, Riesling, Sauvignon Blanc, Tamăioasă Romaneasca e Muscat Ottonel para os vinhos brancos. O que vemos aqui é a utilização de castas internacionais mas também um grande uso de uvas autóctones romenas e pouco conhecidas por nós brasileiros, o que torna provar o vinho por si só já uma descoberta. São 3 linhas de vinhos: Nomad, Artisan e Anima. A primeira (Nomad), segundo a enóloga é focada em vinhos mais ao estilo novo mundo e visa àqueles que gostam se aventurar por tal estilo; já a segunda (Artisan) é uma linha mais dedicada às uvas autóctones romenas e a região de Dealu Mare; por fim, a terceira linha (Anima) é a linha de vinhos exclusivos, considerados os tops da vinícola.


Já sobre o Nomad Cabernet Sauvignon 2012 podemos ainda acrescentar que é um vinho 100% feito a partir de uvas Cabernet Sauvignon com alguma passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média para grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, especiarias, baunilha, toques florais e de tosta. 

Na boca o vinho apresentou corpo médio, acidez correta e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um bom Cabernet Sauvignon vindo de uma região até certo ponto desconhecida por aqui em nosso mercado mas que tende a agradar os paladares por não contar com aqueles aromas/sabores mais herbáceos/verdes que tanto incomodam. Eu recomendo a prova. Este é mais um vinho que tive acesso através do Winelands Clube do Vinho, o clube de vinhos que eu assino e recomendo. 

Até o próximo!

Monday, July 3, 2017

Cabeça de Toiro Tinto Reserva 2012

Depois de um longo e tenebroso inverno (sem trocadilhos com a estação em que nos encontramos hoje) eis que voltamos a postar para a #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs. E o tema deste mês foi proposto pelos nossos colegas Maykel e Anna, do Vinho por 2, pensando justamente no pouco tempo que temos para escolher os vinhos. A sugestão deles foi a seguinte: "No ano de 2016 o segundo maior importador de vinhos do Brasil foi um supermercado. Por isso, nada melhor do que comentarmos o que tem de bacana nas gôndolas, falando de qualquer tipo de vinho, de qualquer faixa de preço, que seja encontrado em supermercado". E nós aqui do Balaio fomos de Cabeça de Toiro Tinto Reserva 2012.


O Grupo Enoport United Wines, dono da marca produtora do vinho de hoje (Caves Velhas), resultou da união de algumas das mais antigas e prestigiadas empresas de vinho portuguesas, todas elas com características familiares e cada uma delas detendo uma especialidade vincada e definida, que lhes valeu o reconhecimento nacional e internacional, tais como as Caves Velhas, Caves Dom Teodósio, Adegas Camillo Alves, Caves Acácio, Caves Monteiros e Caves Moura Basto. Unindo a experiência do passado com novas capacidades de gestão e tecnologia, novas empresas foram criadas com base em três grandes núcleos - Agroturismo / Produção / Distribuição - cada uma delas com objetivos de excelência e comprometimento com as atuais exigências dos mercados globais. A Enoport United Wines oferece vinhos de várias regiões de Portugal, de diferentes segmentos, premiados em vários concursos nacionais e internacionais.

Sobre o Cabeça de Toiro Tinto Reserva 2012, podemos ainda acrescentar que o vinho é feito a partir de um corte com as uvas Touriga Nacional e Castelão com estágio de 9 meses em barricas de carvalho francês. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média intensidade com halo granada, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e praticamente incolores também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, flores, baunilha e notas tostadas no fundo de taça.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Mais um bom portuga para o dia a dia, trazido pelo Pão de Açúcar, que aposta neste país para trazer vinhos exclusivos e de bom custo beneficio. Eu recomendo.

Até o próximo!

Monday, June 12, 2017

MontGras Intriga 2012

Os irmãos Hernán e Eduardo Gras, juntamente com o sócio Cristián Hartwig, deram vida à Vinícola MontGras em 1993, combinando tecnologia de ponta com o talento e a paixão de um grupo muito especial de pessoas. Com a inspiração de Hernán, que teve uma longa trajetória de vinificação no Canadá, juntamente com a visão empresarial do ponto de vista pragmático de seu irmão Eduardo e Cristián, eles fizeram uma combinação perfeita que converteu MontGras em um dos principais grupos vitivinícolas do Chile, com Presença nas principais regiões vinícolas do país - Colchágua, Maipo e Leyda-, além de uma alta participação nos mercados internacionais.


O MontGras Intriga 2012 é um vinho feito a partir de uvas Cabernet Sauvignon (85%), Cabernet Franc (9%) e Petit Verdot (6%) de vinhas plantadas na propriedade Intriga, sobre solos aluviais com idade média de 30 anos aos pés da majestosa Cordilheira dos Andes. O vinho passa por envelhecimento de 21 meses em barricas francesas 25% novo e 75% de segundo uso. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com algum brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, espaçadas e coloridas também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, ervas, especiarias, baunilha, flores, cedro, grafite e toques de aromas animais e tostados.

Na boca o vinho se mostrou encorpado com boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um belo vinho chileno, complexo e elegante que tende a agradar aos paladares em geral. Eu recomendo a prova. Foi comprado em promoção no Pão de Açúcar por cerca de 100 dinheiros e em minha opinião, valeu o quanto paguei.

Até o próximo!

Wednesday, May 31, 2017

Logodaj Shiraz & Cabernet Sauvignon 2012

Há pouco mais de 10 anos, houve uma revelação: o futuro da vinificação na Bulgária teve que seguir um novo caminho enológico, em busca de qualidade absoluta e harmonia total. Para atingir esse objetivo, era necessário o local adequado, o tempo adequado e as melhores pessoas. A Logodaj Winery, criada em 1994, é fruto desta revolução e está situada no coração do pitoresco vale de Struma. É a parte mais solitária e a mais gostosa da Bulgária, tendo história antiga e rica e tradições duradouras na vinificação. Os raios de sol quentes e o terreno contribuem grandemente para isso e o artesanato dos vinicultores foi reconhecido por muitos anos. Por lá, todos tem orgulho em trabalhar sob a consultoria do famoso enólogo Riccardo Cotarella, que usa tecnologias inovadoras para criar vinhos nobres e harmoniosos. 


Já sobre o Logodaj Shiraz & Cabernet Sauvignon 2012, podemos ainda acrescentar que o vinho é um corte das castas Syrah e Cabernet Sauvignon de vinhedos próprios tendo estagiado em barricas novas de carvalho francês por 12 meses e descansado por mais 3 meses em garrafas antes de ser lançado no mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média para grande intensidade com bom brilho, limpidez e leve traços granada próximos as bordas. Lágrimas finas, rápidas e quase incolores também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, bastante especiarias (pimentas em primeiro plano), baunilha e com toques de tostado ao fundo da taça.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

A meu ver mais um excelente vinho búlgaro apresentado por aqui, um vinho no mínimo diferente, evoluído e que agrada paladares um pouco mais exigentes e acostumados com o mundo do vinho. Vale conhecer e provar. Este é mais um vinho que foi apresentado pelo Winelands Clube do Vinho, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

Wednesday, May 3, 2017

Santa Rita Medalla Real Cabernet Sauvignon 2012

A Viña Santa Rita, produtora do vinho de hoje, foi fundada em 1880 por Domingo Fernandez, na mesma região onde hoje está a vinícola principal, em Alto Jauhel, no Vale do Maipo. No ano de 1980, o grupo Claro tornou-se o principal investidor e, pouco tempo depois, o único acionista da empresa. As décadas seguintes a esse acontecimento foram cruciais para o crescimento e expansão da empresa, que adquiriu as vinícolas chilenas Carmen e Terra Andina e Doña Paula na Argentina. Atualmente, o grupo Santa Rita possui um total de 5.000 hectares de vinhedos e produzem 24 milhões de garrafas por ano. A vinícola principal possui 1.000 hectares de terras nos principais e mais importantes vales do Chile: Maipo, Rapel, Lontué, Casablanca e Apalta. A equipe de enólogos é composta por oito pessoas lideradas por Cecília Torres e Andrés Ilbaca, que juntos são responsáveis pela produção de 19 milhões de garrafas. A vinícola é uma das maiores e mais importantes vinícolas do Chile com as estruturas de vinificação localizadas em Buin, Los Lirios, Palmilla e Lontué. A empresa tem a visão de ser referência mundial para vinhos premium e a missão de proporcionar às pessoas momentos agradáveis, através da busca pela excelência e comprometimento com a sustentabilidade. A Santa Rita foi a pioneira em obter em todos os seus vinhedos o certificado de sustentabilidade e respeito ao meio ambiente pela National Sustainability Code of Chilean Winemaking Industry.


Já sobre o Santa Rita Medalla Real Cabernet Sauvignon 2012, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito 100% com uvas Cabernet Sauvignon a partir de uvas de vinhedos do Alto Jahuel , no Vale do Maipo, Chile e uma parte do vinho é imediatamente transferida para barris de carvalho de 1°, 2° e 3° uso, para completar a fermentação malolatica enquanto o restante ocorre nos tanques de aço inox. O blend final ocorre 14 meses após o término da fermentação. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou cor violácea de grande intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas mais grossas, lentas e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, chocolate, especiarias, mentol, tabaco e algo de tostado.

Na taça o vinho se mostrou encorpado, de boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um belíssimo vinho chileno que degustamos aqui no Balaio, best buy e super conhecido no nosso mercado. É trazido ao Brasil pela WineBrands. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Monday, December 12, 2016

Chateau Rivière Lacoste Cuvée Prestige 2012

O vinho de hoje é produzido pelo Château Pont de Brion, cuja a maravilhosa história familiar se iniciou ainda em meados de 1931 com Paul Dauvin, que chegou a viver em Langon, uma comuna na região de Graves, ao sul de Bordeaux, na margem esquerda do Garonne, tendo plantado suas primeiras videiras adjacentes à propriedade presente. Em 1955, Jean Brussac, seu genro, assumiu o negócio que na época cobria 2 hectares. Foi somente quando Antonio Molinari, genro de Jean Brussac, juntou-se ao domínio em 1957 que este aumentou a 7 ha. Depois de uma carreira curta mas brilhante em TI, em 1988, Pascal, bisneto do fundador, começou um retorno ao negócio. Hoje, a propriedade é dirigida pela 5 ª geração, Charlotte, continuando firme à filosofia estabelecida no início, produzindo rótulos sob as marcas Ludeman les Cèdres, Pont de Brion e Rivière Lacoste.


Já sobre o Chateau Rivière Lacoste Cuvée Prestige 2012, podemos ainda afirmar que o vinho é um corte das uvas Cabernet Sauvignon, Petit Verdot e Merlot da região de Graves, em Bordeaux, o que por si só já nos dá uma idéia de que o vinho possa ser mais cuidadosamente elaborado tendo em vista que pertence a uma AOC com regras mais restritas quando comparada a uma apelação Bordeaux geral. Aparentemente não tem passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média para grande intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e quase incolores também se faziam notar. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos e escuros, algo de especiarias e leve toque terroso ao fundo.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios e sedosos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Mais uma boa opção de vinho de Bordeaux que provamos por aqui. O vinho era tão equilibrado, que nem percebi que a garrafa foi esvaziando. Impressionante! Eu recomendo, e muito, a prova do vinho. 

Até o próximo!

Thursday, December 1, 2016

Sant’Ilia Cabernet Sauvignon 2012

Em 2002, Edoardo Miroglio (produtor do vinho de hoje), um conhecido italiano produtor têxtil e de vinho , descobriu na região da Trácia, na Bulgária, o solo perfeito e ótimas condições climáticas para a produção de vinhos de qualidade na aldeia de Elenovo, 22 km a sudeste de Nova Zagora. Cercada por 220 hectares de vinhas, a Vinícola Edoardo Miroglio é uma impressionante combinação de arquitetura inspirada na antiguidade com as tecnologias modernas para a produção de vinho, combinadas naturalmente com o meio ambiente. As principais marcas produzidas pela vinícola são: Elenovo (reservas), Edoardo Miroglio (marca premium), Sant'Ilia, Soli e Sant'Ilia Estate (marcas comerciais). Acima da vinícola, existe o hotel boutique Soli Invicto (O sol invicto, do italiano), que dispõe de 10 quartos mobilados de forma única, salão de degustação de vinhos, restaurante requintado, lobby bar e piscina exterior.


Já sobre o Sant’Ilia Cabernet Sauvignon 2012, podemos ainda acrescentar que o vinho é feito a partir da casta Cabernet Sauvignon de vinhedos situados em Elenovo, na Bulgária, com amadurecimento 3 meses em barricas de carvalho búlgaro. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média intensidade, bom brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, espaçadas e quase sem coloração também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias, couro e toques terrosos. 

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos finos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um bom vinho para o dia a dia, alegre e fresco, sem maiores complicações. Uma boa alternativa aos vinhos que costumamos consumir no dia a dia. Tem um bom custo benefício. Este é mais um vinho do clube de vinhos Winelands, o clube que eu assino e recomendo. 

Até o próximo!

Wednesday, November 23, 2016

Chapelle Saint Pierre Lussac Saint-Émilion 2012

Eu devo confessar que minha litragem e conhecimento em vinhos de Bordeaux são pequenos, mas na medida do possível eu tenho tentado corrigir este defeito procurando boas oportunidades com estes vinhos e muita leitura sobre o assunto. Hoje eu trago uma boa experiência recente que tive com o Chapelle Saint Pierre Lussac Saint-Émilion 2012 e que eu gostaria de dividir com vocês. Eu realmente espero que gostem da matéria.


Este vinho vem de um negociante de Bordeaux, o que pode causar um pouco de preconceito a princípio. E explico o por que. O negociante pode, geralmente falando, comercializar qualquer tipo de vinho, seja este engarrafado por ele próprio ou por terceiros. Isso já nos dá um indício de que não existe um controle muito rígido sobre o que se coloca dentro da garrafa. Em contraponto a este fator, temos uma denominação de origem um pouco mais particular do que se lêssemos somente "AOC Bordeaux" no rótulo deste exemplar, no caso Lussac Saint-Émilion, o que pode nos dizer que existem algumas normas mais restritas que precisam ser seguidas na elaboração do mesmo. Somando-se a este fator, temos um nome de peso da região que é o responsável pela elaboração do vinho, que é Antoine Moueix.

Falando especificamente do Chapelle Saint Pierre Lussac Saint-Émilion 2012, podemos acrescentar que é um vinho feito a partir de um blend de uvas Merlot, Cabernet Franc e Cabernet Sauvignon, usual em se tratando de Bordeaux. A primeira (Merlot) é a que se encontra em maioria no corte, levando-se em conta que a região Lussac Saint-Émilion se encontra na margem direita de Bordeaux onde tal uva tem uma melhor adaptabilidade em virtude do clima/solo propícios. Não encontrei informações sobre passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi de média intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos frescos, especiarias e algo de couro. 

Na boca o vinho apresentou corpo médio, taninos macios e acidez na medida. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um bom vinho de Bordeaux, me pareceu bem didático e redondo, com todos os elementos bem ajustados (acidez, taninos, álcool, etc). Se tiverem a oportunidade de degustar, eu recomendo.

Até o próximo!