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Monday, April 15, 2019

El Contrabandista Banda de los Tres Sucios Petit Verdot 2016

Parafraseando grandes escritores, redatores e afins (ficando bem claro que não me enquadro em quaisquer destas categorias), me sinto com um misto de bloqueio criativo e falta de tempo (talvez seja uma desculpa que eu tento associar ao primeiro item) para colocar em palavras tudo que eu tenho tido o prazer de degustar, vivenciar ou mesmo perceber. E sei que com isso, ando decepcionando quem gosta do meu trabalho aqui. Tenho feito esforços para voltar, e pretendo que isso continue ao longo do tempo. Por isso não irei mais me desculpar pois entendo que meus leitores já devem estar cheios de desculpas e vamos ao que interessa, os vinhos. O vinho de hoje é um argentino que veio na mala diretamente da capital portenha e que, segundo o vendedor, é de um pequeno produtor que faz excelentes caldos. Estou falando do El Contrabandista Banda de los Tres Sucios Petit Verdot 2016.


Focando primeiramente no produtor, pude descobrir que a família Vicentin, responsável pelo vinho de hoje, é uma família com uma visão de progresso e trabalho que há mais de um século constrói o futuro em suas plantações na Argentina. O primeiro passo é a seleção dos vinhedos, alcançando a singularidade através das diferentes latitudes e longitudes da província de Mendoza e arredores . O segundo segredo é a tradição da família, uma visão e compromisso com o futuro. Embarcaram nesta viagem com amigos e grandes artistas que convertem e criam o néctar essencial do vinho, conseguem abrir uma garrafa vivendo um momento incomparável.

Finalmente falando do El Contrabandista Banda de los Tres Sucios Petit Verdot 2016, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito com uvas 100% Petit Verdot oriundas de Vista Flores, Los Chacayes, Tunuyan e Vale de Uco com cerca de 1120 metros acima do nível do mar. Ao término da fermentação, o vinho passa por 12 meses em barricas de carvalho francês. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, tabaco, fumaça, alcaçuz e algo de grafite.

Na boca o vinho apresentou corpo médio para encorpado, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Uma baita descoberta e um baita vinho este varietal. Eu curto muito varietais argentinos que fogem dos já batidos Malbecs e Cabernets. Se tiverem a chance, recomendo a prova.

Até o próximo!

Monday, November 5, 2018

Tahuan Siesta en el Tahuantinsuyu Bonarda 2013

Ernesto Catena, dono da Ernesto Catena Vineyards na Argentina, é o filho mais velho de Nicolás Catena de Catena Zapata. Um enólogo da 4ª geração, Ernesto viajou e viveu em todo o mundo, e ao longo do caminho ganhou um diploma de bacharel em Ciências da Computação e Economia, um mestrado em Design em Milão e uma licenciatura em história em Londres. Definido por muitos como o lado "boêmio" da família Catena, Ernesto é um leitor incansável e ávido, pintor, colecionador de arte, cavaleiro, polo e arqueiro. Enquanto presidente da Bodegas Escorihuela, Ernesto sentiu a necessidade de produzir vinhos que refletissem suas crenças básicas: alta qualidade, um estilo diferente da maioria dos vinhos produzidos na época, volumes menores e um forte conceito de marca. Em 2002, a Ernesto Catena Vineyards foi criada para expressar essas crenças.


Falando mais especificamente do Tahuan Siesta en el Tahuantinsuyu Bonarda 2013, podemos ainda acrescentar que o vinho é feito com uvas 100% Bonarda da região de La Vendimia, em Rivadavia, Mendoza. O vinho tem passagem de oito meses por carvalho francês e americano (meio a meio), sendo que destes 30% novos, 40% segundo e terceiros usos. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média para grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutos escuros, couro, mentolado, folhas secas e leve toque de baunilha.

Na boca o vinho mostrou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Uma boa opção de vinho argentino, que pode e deve contrapor aos já manjados Malbecs/Cabernets e afins. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Monday, April 23, 2018

Los Intocables Black Malbec 2016

No último dia 19 de abril tivemos a comemoração do Malbec Day em São Paulo, na Casa Traffo, evento este que acontece em diversos países, onde a Wofa - WINES OF ARGENTINA - exalta a uva ícone do país. Durante o evento foram abordados obviamente vinhos da uva Malbec e alguns outros. A celebração trouxe aos apreciadores e amantes dos vinhos, um evento descontraído, com música, food trucks, e com diferentes comidas para harmonizar com os diversos estilos de vinho que cada vinícola oferecerá para degustação. Como é de praxe por aqui resolvei trazer um destaque pessoal, um vinho que se sobressaiu neste mar de Malbecs que foi o Los Intocables Black Malbec 2016 da Finca Las Moras.


Criada em 1992 como uma vinícola experimental, a Finca Las Moras, após anos de estudos e experimentos, se transformou no primeiro produtor de vinhos de alta qualidade da região de San Juan, localizado ao norte de Mendoza, na Argentina. Seu nome provém de árvores que produzem um fruto chamado "mora" e que cercam a região da vinícola. Liderados pelo enólogo Eduardo Casademont e com uma proposta inovadora de redescobrir essa região, essa vinícola premiada como a melhor da Argentina em 2013 pela IWSC (International Wine & Spirit Competition), tem como objetivo produzir vinhos de qualidade e estilo internacional respeitando a natureza e aplicando práticas sustentáveis.

Falando um pouco especificamente sobre o Los Intocables Black Malbec 2016, podemos ainda dizer que o mesmo é feito a partir de uvas Malbec cuidadosamente selecionadas, com um rendimento muito baixo de cachos por planta e, vejam que curioso, passando por um processo de produção inovador, que contempla uma maturação do vinho de 12 meses em barricas de carvalho Bourbon. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e bem coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos em compota, chocolate, caramelo, fumaça e algo de flores. No fundo de taça também notei notas torradas.

Na boca o vinho se mostrou encorpado com boa acidez e taninos bem redondinhos. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

Um vinho que soube aliar muita elegância e complexidade a já conhecida pujância do Malbec argentino. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Tuesday, March 13, 2018

Pireko Malbec 2016

Rodolfo Spielmann nasceu e cresceu na Argentina, tendo fundado a Spielmann States seguindo seu sonho de produzir vinhos tintos premium em seu país de origem. Desenvolvou esse empreendimento tendo vivido e trabalhado mais de 25 anos no exterior, entre Europa, EUA e América do Sul. Aprendeu a apreciar e coletar vinhos das principais regiões vinícolas da Europa e dos EUA, decidindo elaborar seus próprios vinhos single vineyard em Mendoza. Em 2009, descobriu e adquiriu o vinhedo de 30 hectares com o núcleo de videiras de Malbec plantadas em 1910 e imediatamente concentrou sua gestão na produção de uvas premium. Obteve a primeira safra em 2010, o ano do centenário das vinhas de Malbec. A partir desse momento até o presente, o produtor de vinhos Pepe Galante e Spielmann mantiveram o foco nos vinhos ultra premium e aumentaram ligeiramente o portfólio de vinhos para quatro. Toda sua produçãoo tem como base 4 fatores: uma vinha única na Calle Cobos em Perdriel, Mendoza; velhas cepas de Malbec plantadas em seu porta-enxerto em 1910 que produzem alguns cachos de bagas concentradas; um foco em baixos rendimentos, com uma pequena quantidade de uvas por planta; micro-vinificação, um processo de vinificação para a melhor extração de cor, aroma e sabor das uvas.


Vamos falar agora do Pireko Malbec 2016, um vinho feito com uvas 100% Malbec oriundas do vinhedo da Spielmann em Cobos (Perdriel, Lujan de Cuyo, Mendoza), colhidas a mão. Como a intenção do enólogo e da vinícola é a expressão da fruta em si, este vinho não tem passgem por madeira, ambas a fermentação alcoólica a malolática ocorrem em tanques de inox onde o vinho descansa por alguns poucos meses antes de ser engarrafado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, ligeiramente mais lentas e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, flores e leve toque apimentado ao fundo.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um vinho com estilo jovem e fresco, com acidez equilibrada que lhe confere uma ótima elegancia, o que o faz notar porque convida a beber sempre o próximo gole. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Thursday, February 22, 2018

Hey Malbec 2016: Descontração e sutileza neste Malbec argentino

Matías Riccitelli nasceu em Cafayate - Salta, uma pequena cidade no norte da Argentina, onde se respira vinho. Viajante e sonhador incansável, já em Mendoza se desenvolveu como enólogo de uma das vinícolas mais prestigiadas da Argentina. Após inúmeras colheitas feitas pelo mundo, onde ele estava recolhendo pequenas e grandes histórias, decide misturar tudo que foi aprendido ao longo de sua carreira e os ensinamentos transmitidos por seu mentor e pai, Jorge Riccitelli, para criar em 2009 a Riccitelli Vinhos. A adega está localizada em Las Compuertas, a 1100 m de altitude, a área mais alta do tradicional Luján de Cuyo, onde possui 20 hectares de vinhas antigas. Trabalha também com os pequenos produtores nos melhores terroirs ao pé da Cordilheira dos Andes entre 1000 e 1700 metros acima do nível do mar, como Gualtallary, Chacayes, Altamira e La Carrera. Em 2015 nós iniciou um novo projeto, revalorizar vinhas velhas na Patagônia Argentina, criando sua linha de Vinhas Velhas, Semillon, Merlot e Malbec de vinhas plantadas no final dos anos 60, localizado nas margens do Rio Negro.


Falando agora sobre o Hey Malbec 2016, podemos ainda afirmar que o vinho é produzido 100% com uvas Malbec, "a mais emblemática da Argentina"(segundo o enólogo), de vinhas desde Lujan de Cuyo até as alturas do Vale de Uco. Cerca de 80% do vinho passa por um processo de fermentação tradicional, realizada a uma temperatura controlada em tanques de aço inox enquanto os 20% restantes tem os bagos colocados inteiros e fermentados por maceração carbônica. Por fim, 70% do vinhoamadurece em pequenas piscinas de concreto e os 30% restantes em barricas de carvalho francês. Vamos finalmente as impressões a cerca deste vinho?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea profunda com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, flores, especiarias e toques de baunilha.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, muita acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um Malbec argentino que mostra uma outra interpretação da uva, com mais acidez e frescor, deixando o vinho mais leve e gostoso de ser bebido. Foi o fiel escudeiro de uma costela de porco ao sal grosso e olha, não fez feio. Eu recomendo a prova. Este vinho é trazido pela Winebrands e vale o quanto custa.

Até o próximo!

Monday, June 5, 2017

Trumpeter Malbec Syrah 2015

A tradição vinícola da Família Rutini começa no início do século XIX, em Le Marche, Itália, quando Francisco Rutini produzia e vendia vinhos artesanais entre os seus vizinhos de Ascoli Piceno. Mais tarde, seu único filho, Felipe Rutini, emigrou para a Argentina para continuar a tradição da família e legado. Foi em Coquimbito, uma pequena, mas próspero distrito de Maipú, na província de Mendoza, que Felipe começou seu projeto Rutini: a Bodega La Rural. Don Felipe continuou a desenvolver vinhedos em Maipú e, em seguida, expandir suas operações nas áreas de Los Corralitos (Guaymallén) e Medrano (Rivadavia). Esta expansão duplicou a capacidade que tinha até então. Após a sua morte, em 1919, seus filhos estão no comando do projeto. A família Rutini foi uma das pioneiras a se envolver com plantações de vinhas em Tupungato, no coração do Valle de Uco, em 1925. Naquela época, Tupungato nada mais era do que uma parada na estrada que levava às montanhas mendocinas. Hoje, 90 anos após a epopeia da família Rutini a Tupungato, o lugar é sem dúvida uma das regiões vinícolas mais famosas de Mendoza e da Argentina. Em outubro de 2008 a construção da nova adega no Vale do Uco começou. No final de fevereiro de 2009, o batismo das instalações foi realizada com a chegada das primeiras uvas. No total, a Rutini Wines (nome utilizado pelo empreendimento atualmente) tem uma propriedade de 385 hectares de vinhedos, todos em um intervalo de altitude de 1050 a 1250 metros. As linhas "Rutini" e "Trumpeter" são produzidas exclusivamente na adega de Tupungato. Já em La Rural, sua adega inicial em Coquimibito, Maipú, produz todas as outras marcas da família: San Felipe, La Vuelta, Pequeña Vasija, entre outras, focadas principalmente no mercado argentino.


Finalmente, sobre o Trumpeter Malbec Syrah 2015 podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir de um corte 50% - 50% de Syrah e Malbec oriundas de Tupungato e La Consulta, respectivamente, ambos em San Carlos, Mendoza. Tem passagem de 7 meses em barricas de primeiro e segundo usos. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade, bom brilho e ótima limpidez. Lágrimas finas, de média velocidade e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, flores, especiarias doces, chocolate e leve tostado ao fundo.

Na boca o vinho mostrou corpo médio para encorpado, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirmou o olfato e o final era de média para longa duração.

Um bom vinho argentino, que mostra toda a potência e elegância que os vinhos que usam uma mescla com a uva Syrah podem alcançar por lá. Foi comprado em um promoção no Pão de Açúcar. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Wednesday, April 12, 2017

El Enemigo Chardonnay 2015

Como alguns já devem ter notado em minhas redes sociais, cujos links se encontram em outra aba aqui do blog, este mês é meio carregado de comemoração e emoções para minha pessoa, afinal é o mês em que comemoro minha passagem de primaveras e também, dois dias depois, comemoro o aniversário de casamento. Em virtude disso, sempre tentamos aproveitar as oportunidades e tomar alguns bons vinhos, comer boas refeições, enfim, brindar a tudo e a todos. E foi numa destas comemoração que tomamos o vinho alvo do post de hoje, o El Enemigo Chardonnay 2015.


A Bodega El Enemigo foi fundada em 2007 e se encontra aos pés dos Andes, com vinhedos espalhados por Mendoza, especialmente em Luján de Cuyo, se utilizando das altitudes favoráveis e de clima propenso a produção de uvas de grande qualidade. É também um projeto de dois nomes de peso no cenário argentino: o enólogo Alejandro Vigil, um dos mais talentosos enólogos argentinos da atualidade, e Adrianna Catena, filha de ninguém menos que Nicolás Catena, dois românticos no que fazem e que nutriam uma paixão em comum que veio a uni-los ao redor do vinho. Uma curiosidade é que o nome El Enemigo faz referência ao inimigo que todos temos que lidar no dia a dia: nós mesmos. Tendo à sua disposição uma ampla gama dos melhores vinhedos da região de Mendoza — pertencentes à família CatenaAlejandro Vigil selecionou parcelas específicas das uvas que pudessem dar origem a vinhos com uma personalidade distinta dos talhados por ele em Catena Zapata

Falando um pouco mais do El Enemigo Chardonnay 2015 em si, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito 100% com uvas Chardonnay com passagem de 12 meses em carvalho francês (35% novo). Sem mais delongas, vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo dourado muito brilhante e límpido. Lágrimas finas, de média velocidade e sem cor também compunham o aspecto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos cítricos e tropicais, fósforo, manteiga, mel e toques minerais. 

Na boca o vinho se mostrou untuoso e guloso mas com uma ótima acidez. O retrogosto confirma o o olfato e o final era longo e saboroso. 

Um grande vinho branco argentino sem dúvidas, tem aquela pegada da madeira mas que não sobrepõe a fruta e não a deixa em segundo plano. Ao mesmo tempo entrega um frescor que trabalha muito bem para a limpeza do palato. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Friday, March 31, 2017

La Celia Pioneer Reserva Malbec 2014

A Finca La Celia nasceu em 1890, quando Eugenio Bustos, depois de adquirir terras no Vale de Uco, começou a construir a sua vinícola. Sua filha, Celia Bustos, herdeira da propriedade após muito trabalho transformou a terra em prósperos vinhedos. A Finca La Celia foi a primeira vinícola a instalar-se no Vale do Uco, zona considerada uma das melhores de Mendoza. Seus vinhos estão presentes em mais de 35 países e são divididos em categorias que satisfazem as necessidades, preferências e exigências dos diversos consumidores.


Sobre o La Celia Pioneer Reserva Malbec 2014, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito 100% com uvas Malbec oriundas de San Carlos, Vale de Uco, em Mendoza na Argentina e cerca de 80% do vinho estagia por 9 meses em barricas de carvalho francês antes de ser liberado ao mercado. Sem mais delongas, vamos então às impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com bom brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, em grande quantidade e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos bem maduros, especiarias, flores e toques de chocolate e tostado.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, ótima acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um bom Malbec para o dia a dia, mais fresco e menos pesado do que comumente e que surpreendeu positivamente. Foi comprado em um promoção no Pão de Açúcar e valeu a prova, eu recomendo que provem.

Até o próxima!

Tuesday, March 7, 2017

Malma Finca la Papay Malbec 2014

A Bodega Malma nasceu como parte do novo desenvolvimento do projeto vitivinícola em San Patricio del Chañar, província de Neuquén, na Patagônia Argentina, uma região que desponta no mapa vitivinícola e destaca por seus vinhos de alta qualidade. A adega introduziu seus vinhos no mercado no ano 2004 e continua exportando seus produtos para o mundo desde esse momento. A Bodega Malma pertence às famílias Viola e Eurnekian, que adquiriram a adega no ano 2009, para continuar com o crescimento da região vitivinícola patagônica e se afirmar no negócio do vinho de alta gama no nível mundial. Junto com seu Enólogo, Sergio Pomar, e o Enólogo Consultor Roberto de la Mota, foi desenhado o portfólio de produtos e trabalhamos na pesquisa do potencial de cada micro-parcela de terra para as diferentes variedades.


Sobre o Malma Finca la Papay Malbec 2014, podemos afirmar que o mesmo faz parte de uma linha composta por vinhos mais jovens, com envelhecimento parcial em barricas o que pode conferir alguma complexidade. Em suma, um vinho 100% Malbec onde cerca de 20% do vinho permanece em barricas de carvalho francês e americano por 8 meses para envelhecimento. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, de média velocidade e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, flores, chocolate e toques minerais.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um bom Malbec argentino, fresco e bem fácil de beber. Foi bem com uma boa pizza em família. Eu recomendo a prova. 

Até o próximo!

Tuesday, December 6, 2016

Las Maletas Cabernet Sauvignon 2014

O vinho de hoje é produzido pelo Grupo Peñaflor, um grupo de vinícolas argentinas, com prestígio nacional e internacional, reconhecido como um dos dez primeiros produtores de vinho a nível mundial. Através de suas vinícolas, oferecem ao consumidor a mais generosa e ampla gama de vinhos argentinos, dentre os quais se destacam as vinícolas Finca Las Moras, Trapiche e Sant Ana, por exemplo. Em dezembro de 2010, a Família Bemberg adquiriu a totalidade do pacote acionário do Grupo Peñaflor, o que significou o marco do começo de um novo ciclo para a companhia.


Já sobre o Las Maletas Cabernet Sauvignon 2014, podemos afirmar que o vinho é feito com uvas Cabernet Sauvignon da região de Salta, e passar por cerca de 9 meses em barricas de carvalho antes de ser liberado ao mercado. Como curiosidade, o nome "Las Maletas" vem da idéia de, assim como a famosa estrada Ruta 40 que cruza a Argentina de norte a sul, essa linha de vinhos reúna o que de melhor os vinhedos da companhia, espalhados por diversas áreas vitivinícolas, possam oferecer. Vamos finalmente as impressões?

Na taça o vinho mostrou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, espaçadas e ligeiramente coloridas também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias e algo de baunilha.

Na boca o vinho tinha corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um vinho leve e fácil de beber, fresco e que foi bem no churrasco do final de semana. E o preço?! A o preço vale a tentativa pois custa menos de 40 dinheiros. Eu recomendo.

Até o próximo!

Tuesday, October 4, 2016

LoLo Torrontés Chardonnay 2014

A Família Falasco, produtora do vinho de hoje, tem mais de 70 anos de trajetória vitivinícola, que se iniciou em 1939 com Octavio Rufino Falasco e, em seguida, continuou com seu filho Haroldo Santos Falasco. Conta hoje com a terceira geração da família, na pessoa de Jorge Daniel Falasco, pra dirigir os negócios, sempre com o compromisso de garantir um excelente resultado em seus rótulos. Seus vinhedos estão localizados aos pés da Cordilheira dos Andes, em Mendoza, na Argentina, onde os solos arenosos, irrigados pelas águas puras do degelo, contam com ventos suaves e uma grande amplitude térmica. A combinação de todos esses fatores é que tornam possível a obtenção de vinhos de grande qualidade.


Sobre o LoLo Torrontés Chardonnay 2014, podemos acrescentar que o vinho foi criado especialmente para homenagear Haroldo “Lolo” Falasco, criador da Bodega e um dos enólogos mais renomados do país. Feito a partir das castas Torrontés (talvez a casta branca mais famosa da Argentina) e Chardonnay, aparentemente com alguma passagem em madeira durante a fermentação, sem maiores detalhes, mas eu apostaria na Chardonnay, uma vez que são vinificadas separadas (as castas). Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo dourado com alguns reflexos esverdeados com bom brilho e boa limpidez. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos tropicais e cítricas, flores, mel e algo ainda de baunilha ao fundo.

Na boca o vinho mostrou corpo médio com uma boa acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um bom vinho argentino para o dia a dia, alegre e fresco com um corte inusitado, que vale a pena conhecer. É mais um vinho do Clube de Vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

Thursday, September 1, 2016

Viejo Carretón Colección Diplomática Syrah 2014

E mais uma vez chegamos àquele dia que sempre esperamos com entusiasmo todos os meses, que é o dia do mês quando os membros da #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs - numa gostosa brincadeira, postam todos sobre um mesmo tema, relacionado ao vinho evidentemente. Neste mês o tema foi indicado pelo confrade Evandro Vanti (Vinhos que Provo), fazer a indicação: "um Syrah / Shiraz do novo mundo, sem limite de preço. Vale um 100% ou um corte, desde que a maior parcela seja dessa uva". Com a missão dada, fomos até a adega e tiramos o Viejo Carretón Colección Diplomática Syrah 2014 para degustarmos. Vamos ver o que descobrimos sobre ele?


A história da Viñas de America Del Sur, produtora do vinho de hoje, tem início nos anos de 1904 quando Nicolás Impellizieri e sua esposa, Josefa, chegaram a Argentina vindos da Itália para se estabelecer na primeira região vinícola da Província de Mendoza, como uma pequena família de vinicultores. No entanto, foi somente na colheita de 1988 que Luis Impellizieri começou a engarrafar seu próprio vinho para que esse fosse comercializado ao redor do país. A linha Viejo Carretón - Colleción Diplomática foi a primeira de relativo sucesso, o que possibilitou a vinícola se estabelecer no mercado e abrir as portas para linhas mais ousadas e premium. Em 2003, após quase um século de vida, houve o início da comercialização de seus vinhos mais top, a linha "Oculto", para outros países pelas mãos de Lucas Impellizieri, filho de Luis Impellizieri. Desde então e através destas 3 gerações da família, a Viñas de America Del Sur tem buscado atingir a excelência e a qualidade esperada em cada garrafa de seus vinhos, comercializados ao redor do globo.

Já sobre o Viejo Carretón Colección Diplomática Syrah 2014, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito com 100% de uvas Syrah proveniente de vinhedos orgânicos localizados aos pés da Cordilheira dos Andes sendo que estagiou por 8 meses em barricas de carvalho francês e passou mais 6 meses em garrafas nas caves, antes de ser comercializado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, espaçadas e ligeiramente coloridas fazem parte do conjunto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, especiarias, coco e algo de licor de cassis.

Na boca o vinho tinha corpo médio para encorpado, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

Um bom vinho argentino, que mostra toda a potência e elegância que os vinhos a partir da uva Syrah podem alcançar por lá. Eu recomendo a prova. Tarefa dada é tarefa cumprida, e que venha a próximo tarefa para a #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs. Mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!!

Wednesday, August 24, 2016

Susana Balbo e seus belíssimos vinhos

Ainda repassando os eventos passados que participei nestes últimos tempos, hoje venho falar de um evento que ocorreu no mês de julho passado e que também trouxe muita coisa boa, nova e também repaginadas. Estou falando de um um encontro com a Susana Balbo, que esteve em São Paulo e conduziu uma degustação com rótulos novíssimos de sua vinícola, além de seus já consagrados vinhos premium. Além disso, mostrou que o vinho não precisa ter essa cara sisuda com o qual é normalmente apresentado. Susana Balbo é a primeira enóloga mulher da Argentina e recebeu inúmeros prêmios devido à qualidade internacional de seus vinhos. Deste evento, trago alguns destaques nas linhas abaixo.


O primeiro destaque é a renovação dos rótulos e de toda comunicação visual da linha Crios, linha de entrada da Susana Balbo que definitivamente é a mais conhecida no nosso mercado brasileiro. Os vinhos desta linha são conhecidos por seu estilo frutado característico, descomplicado e para o dia a dia. Agora os rótulos da linha passam a ostentar um visual mais "vintage-moderno" buscando uma maior conexão com um público mais jovem e "descolado". O símbolo da linha Crios, a famosa mão espalmada, foi mantido, porém numa dimensão menor e ao lado de outras informações valiosas para "novatos" no mundo do vinho tais como breve descrição do vinho, notas de degustação e dicas de harmonização. Além disso, a vasta gama de uvas e blends faz com que o consumidor consiga descobrir características típicas de cada casta além de se aventurar em vinhos que transmitem certa segurança e excelente custo benefício. Dentre os destaques, um Torrontés fresco e bem com a cara do calor característico do nosso país e um Malbec distinto, menos opulento e potente, buscando muito frescor e a facilidade de se beber. Vale ressaltar que a entrada da nova geração da família de Susana, mais especificamente sua filha Ana Lucía Lovaglio, tem muita responsabilidade também nestas mudanças.


Em segundo lugar, gostaria de destacar também um lançamento feito na época do evento, que é o Susana Balbo Signature Rosé, ainda não disponível no mercado (tinha uma previsão de chegada de até 90 dias) mas que se mostrou um vinho delicioso e também com cara de Brasil. Um blend de Malbec e Pinot Noir com muito frescor, bom corpo e estrutura, muita fruta vermelha e cítrica, toques florais e minerais, daqueles vinhos que lembram uma boa piscina com amigos e familiares ou até um encontro com uma pessoa especial, por que não? O problema? O preço um pouco salgado que poderá afastar o público: será comercializado por cerca de 190 reais. De qualquer maneira vale conhecer, eu que não sou fã de rosés achei este vinho incrível.


Falando agora da linha considerada super premium, o destaque fica por conta do vinhaço BenMarco Expressivo, um blend das uvas Malbec, Cabernet Franc e Cabernet Sauvignon do terroir de Gualtallary, com estagio de 14 meses em barricas de primeiro uso. Um vinho que trás aromas de frutos escuros e vermelhos, chocolate, especiarias e que é opulento, suculento com taninos macios e redondinhos. Não é exatamente um lançamento, mas vale sempre provar este vinho. Eu o interpretei como o melhor da noite, mais pronto para o consumo mas que mesmo assim me parece ter ainda uma boa estimativa de guarda.


Por fim não poderia deixar de fora o vinho ultra premium e top do finíssimo Nosotros Francis, um belo blend das uvas Malbec, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Tannat oriundas do Vale do Uco com estágio de 15 meses em barricas de carvalho francesas de primeiro uso. Como resultado um vinhaço suculento, opulento, encorpado mas extremamente macio e saboroso, trazendo muita fruta vermelha e escura madura, especiarias, alcaçuz, baunilha e toques florais. Muita complexidade também é seu carro chefe. Como todo vinho top, seu preço é salgado mas vale para uma ocasião mais especial. Eu recomendo muitíssimo a prova, ao menos uma vez deste vinhão.

Vale lembrar que os vinhos da Susana Balbo são trazidos ao Brasil pela Cantu Importadora, que foi a organizadora deste belíssimo evento.Um evento ousado, descomplicado e que mostra como estamos atrasados em relação ao consumo de vinhos no Brasil. De qualquer maneira, precisamos de mais incentivos como estes. 

Até o próximo!

Tuesday, August 9, 2016

Winebar com Mendel Wines em destaque

Ontem a noite tivemos mais um oportunidade de acompanhar o Winebar, degustação virtual conduzida pelo apresentador, Daniel Perches, e um convidado sempre muito especial (normalmente enólogo ou sommelier ligado aos vinhos a serem discutidos). Falando especificamente da noite de ontem, tivemos pela primeira vez a presença de Roberto de La Mota, um dos mais conceituados enólogos argentinos e proprietário da Bodega Mendel. A idéia aqui era falar da diversidade de uvas produzidas na Argentina, muito além da famosa Malbec. E para ilustrar tal idéia, os vinhos que viriam a ser degustados eram o Mendel Semillon 2014 e o Lunta Tempranillo 2012.

A Viñedos y Bodega Mendel surge em 2003, da união de Roberto de la Mota, um dos mais respeitados e experientes enólogos argentinos, e de uma família argentina comprometida em obter vinhos da mais alta qualidade que expressam o carácter único das vinhas e os atributos incomparáveis do terroir de Mendoza. Seus vinhedos estão localizados em Perdiel- Finca dos Andes e Finca Mayor Drummond - entre 900 e 1.100 metros acima do nível do mar, na melhor e mas irrigada terra de Lujan de Cuyo.


Falando um pouco dos vinhos degustados, comecemos pelo Lunta Tempranillo 2012, vinho este que pode ser considerado de uma linha de entrada da vinícola. É um vinho feito com 100% de uvas Tempranilllo de Luján de Cuyo com 60% do vinho passando por madeira francesa por cerca de 8 meses, depois mais 6 meses em garrafa antes de ser comercializado. O resultado? Um vinho de coloração rubi violácea de grande intensidade com bom brilho e boa limpidez. Aromas de frutos vermelhos frescos, especiarias, algo de tabaco, baunilha e tostado. Na boca o vinho apresenta corpo médio, boa acidez e taninos suaves. um bom vinho que acompanhou costelas suínas ao sal grosso e repolho picante.



Agora passaremos ao que foi, na minha opinião, a estrela da noite: o Mendel Semillon 2014. Segundo Roberto, esta variedade branca foi trazida para a Argentina juntamente com a Malbec mas, não tendo feito o sucesso que sua irmão tinta, acabou sendo negligenciada. De qualquer maneira, este belíssimo exemplar é feito 100% com uvas Semillon de Altamira, em San Carlos provenientes de vinhas consideradas velhas (idade média de 73 anos) a uma altura de mais de 1000 metros acima do nível do mar. A fermentação ocorre em tanques de aço inoxidável e 15% do vinho passa por 6 meses em barricas de carvalho antes de ser engarrafado. Assim obtêm-se um vinho amarelo dourado com alguns reflexos ainda esverdeados, muito límpido e brilhante. No nariz muita fruta cítrica, algo de mel e floral. Na boca um vinho de boa untuosidade e excelente acidez. Final longo e saboroso. Uma delícia de vinho, daqueles que realmente se vai sem que percebamos. Acompanhou um belo risoto caprese e salmão assado. Sem dúvida o campeão da noite.


Assim finalizamos mais uma degustação com o pessoal do Winebar e esses excelentes vinhos argentinos da Mendel Wines. Vale ressaltar que os vinhos são trazidos ao Brasil pela Expand. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Monday, July 25, 2016

Bressia Sylvestra Pinot Noir Rose 2014

Eu confesso que não sou muito fã de vinhos rosés, não sei ao certo, mas não me agradam muito no paladar. Mas quando eu acho algum interessante, eu gosto de compartilhar com vocês por aqui. E este foi o caso do Bressia Sylvestra Pinot Noir Rose 2014, cujas informações trago abaixo, juntamente com minhas impressões, para que possamos discutir sobre ele. Fiquem comigo.


Walter Bressia costumava fazer vinhos para diferentes vinícolas de Mendoza. No entanto, em 2003, ele decidiu seguir seu sonho de fazer seus próprios vinhos e começou sua vinícola familiar com a ajuda de sua esposa e filhos na região de Agrelo. Entre vinhedos e um tranquilo jardim à beira de um riacho, a vinícola é uma bela casa no estilo das ‘villas’ italianas. Passeando pela vinícola você pode ver o processo de elaboração completo e aprender o estilo Bressia, focado em vinhos de alta qualidade e pequenas quantidades. Tudo isso em um ambiente aconchegante e descontraído, com o tour guiado por algum dos membros da família. A Bodega Bressia produz vinhos tintos, brancos, rosés, espumantes e sua própria grappa.

Sobre o Bressia Sylvestra Pinot Noir Rose 2014, posso ainda acrescentar que é um vinho feito com uvas 100% Pinot Noir da região do Vale do Uco, em Mendoza. O processo de fermentação é feito em tanques de inox e o contato com as cascas e outras matérias corantes é reduzido, afim de se obter este tom "salmão". Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração rosa salmão escuro, límpida e bem brilhante.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos frescos, algo cítrico com toques florais e defumados.

Na boca o vinho se mostrou de corpo médio e bem fresco. O retrogosto confirma o olfato e adiciona um toque mineral. O final era de média para longa duração.

Um bom vinho argentino, sem sombra de dúvidas. Para os que acreditam em pontuações e eleições no mundo do vinho (eu acredito desacreditando muitas vezes), este vinho foi eleito o melhor rosé da Argentina e recebeu 92 pontos no Guia descorchados. Vale a prova, eu recomendo.

Até o próximo!

Wednesday, June 29, 2016

Carmine Granata Pinot Nero 2015

Hoje venho aqui falar de um vinho que me surpreendeu a cada gole. Vejam, a uva Pinot Noir e seus vinhos (exceções feitas a alguns bons Borgonhas e outros tintos vindos da Nova Zelândia) nunca esteve entre as minhas preferidas. Por alguns motivos que nem fazem tanta diferença aqui. Mas este exemplar que trago aqui hoje realmente me fez repensar um pouco se eu devo dar mais uma chance e começar a provar sem preconceitos novamente. Vamos ver o que o Carmine Granata Pinot Nero 2015 nos mostrou.


A Bodega Carmine Granata é uma empresa familiar, fundada em 1931 por Carmine Granata, um imigrante italiano, no departamento de Luján de Cuyo em Mendoza, na Argentina. As vinhas, com mais de 80 anos de vida, são reconhecidas por sua produção de uvas de alta qualidade, possível graças as condições climáticas ideais em que se encontram e pelas excelentes características de seu sistema de formação do solo, além do método de irrigação, cujas vinhas são irrigadas com a água de degelo proveniente dos Andes. Tanto a adega e as vinhas passaram por uma evolução constante com a adição de avanços tecnológicos: unidades de refrigeração, tanques de aço inoxidável, barricas de carvalho francês e filtros de última geração maximizaram a elaboração, armazenagem e acabamento de vinho. A capacidade de armazenamento da adega é de 1,75 milhões de galões, e a produção é de 400.000 galões em 277 acres. Após a sua morte, este pioneiro da indústria do vinho, deixou os seus ideais com seus descendentes. Hoje, a terceira geração projeta seus pontos de vista e continua a produzir vinhos de primeira classe para o mundo.

Já sobre o Carmine Granata Pinot Nero 2015, podemos acrescentar que é um vinho produzido 100% com uvas Pinot Noir (aqui por influência da descendência do produtor, foram chamadas de Pinot Nero) de vinhedos cuja altura média chega a 900 metros acima do nível do mar. Para afinamento/envelhecimento, o vinho passa por 6 meses em barricas de carvalho francês. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi de média intensidade com bom brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e incolores também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, couro, toques terrosos e de folhas secas. 

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

Um belo exemplar argentino de vinho com a uva Pinot Noir, com bastante tipicidade sem deixar de carregar características do terroir argentino. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Monday, June 13, 2016

Punta de Flechas Malbec 2011

A paixão pelo vinho que corre no sangue francês da família Rothschild nasceu em 1868, quando James de Rothschild comprou o Château Lafite. Depois de mais de um século de história da família ligada ao mundo do vinho, Baron Edmond de Rothschild (bisneto de James) levou a aventura ainda mais adiante em 1973 com a aquisição de dois vinhedos Cru Bourgeois em Listrac e Moulis-en-Médoc: Château Clarke e Château Malmaison. Em seguida, ele fundou a Compagnie Vinicole Baron Edmond de Rothschild. Com cuidadosa atenção aos detalhes, as propriedades foram restauradas e modernizadas, as videiras foram replantadas, mantendo ao mesmo tempo uma sensação familiar. Desde então, a Compagnie Vinicole se abriu para o mundo sob a liderança do Barão Benjamin de Rothschild. Em particular, estabeleceu parcerias estratégicas com outras famílias que têm o mesmo espírito empreendedor e paixão pelo vinho. A Compagnie Vinicole comprou 250 hectares na Argentina, em 1999, perto da Cordilheira dos Andes para produzir vinhos de qualidade. As vinhas foram plantadas gradualmente a partir de 1999 em diante. A adega foi construída em 2003 e está em operação desde a colheita de 2004, que marcou o nascimento da Flechas de los Andes. A construção da adega foi um empreendimento ambicioso. A sua decoração e layout foram concebidos pelo artista de ficção científica Philippe Druillet e sua arquitetura é única. O uso de setas é a característica marcante da concepção, ecoando a marca visual da família Rothschild, ao mesmo tempo, honrando o estilo das fazendas tradicionais da Argentina. As estruturas e os detalhes arquitetônicos (pátio, galeria, portões, etc.) foram todos feitos por maçons locais, marceneiros, serralheiros e artesãos com ênfase em materiais regionais. Hoje, a adega em Flechas de los Andes é bem conhecida em toda a província de Mendoza.


Já sobre o o Punta de Flechas Malbec 2011, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito com 100% de uvas Malbec da região de Vista Flores, em Mendoza, na Argentina, com passagem de 14 meses em barricas de madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou cor violácea de grande intensidade com bom brilho e boa limpidez. Lágrimas ligeiramente mais lentas e gordinhas, além de coloridas, também compunham o conjunto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos frescos, flores, baunilha e leve toque especiado.

Na boca o vinho tinha corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um bom Malbec argentino, fresco e bem fácil de beber. Vai bem num dia desses de frio, como os que tem feito por aqui. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Monday, June 6, 2016

Finca Las Moras Black Label Cabernet - Cabernet 2012 para a #CBE

Chegamos ao dia da #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs aqui no Balaio, com certo atraso é verdade, mas com a sensação de missão cumprida. O tema do mês foi passado pelo confrade Deco Rossi, que foi: "vinho de corte, com 50% ou mais de cabernet franc". O tema foi desafiador e demorei mais do que o esperado para encontrar um vinho que se encaixasse no perfil, mas acho que consegui. Aqui no Balaio fomos de Finca Las Moras Black Label Cabernet - Cabernet 2012. Vamos ver o que descobrimos sobre a vinícola e sobre o vinho?


Criada em 1992 como uma vinícola experimental, a Finca Las Moras, após anos de estudos e experimentos, se transformou no primeiro produtor de vinhos de alta qualidade da região de San Juan, localizado ao norte de Mendoza, na Argentina. Seu nome provém de árvores que produzem um fruto chamado "mora" e que cercam a região da vinícola. Liderados pelo enólogo Eduardo Casademont e com uma proposta inovadora de redescobrir essa região, essa vinícola premiada como a melhor da Argentina em 2013 pela IWSC (International Wine & Spirit Competition), tem como objetivo produzir vinhos de qualidade e estilo internacional respeitando a natureza e aplicando práticas sustentáveis.


Falando agora sobre o Finca Las Moras Black Label Cabernet - Cabernet 2012, podemos acrescentar a nossa discussão que é um vinho feito com 50% Cabernet Franc (vinhas de 40 anos) e 50% Cabernet Sauvignon (vinhas 20 anos) oriundas das regiões do Vale de Pedernal (1.350 m.s.n.m.) e do Vale de Tulum (650 m.s.n.m.), ambos em San Juan, na Argentina. O vinho passa ainda por 15 meses em barricas novas de carvalho francês para afinamento. Vamos então as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com bom brilho e boa limpidez. Lágrimas ligeiramente mais lentas e gordinhas, além de coloridas, também se faziam notar,

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos e negros, especiarias, eucalipto, mentolado, baunilha e côco. 

Na boca o vinho se mostrou encorpado com boa acidez, taninos finos e macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo.


Mais um bom vinho argentino degustado por aqui, cumprindo a missão da #CBE. Para acompanhar resolvemos fazer um jantarzinho especial e fomos de picanha assada e risoto de queijo brie com crispies de alho poró. O casamento ficou muito bom, o vinho suportou bem todos os temperos da carne (marinada em vinho tinto com chimichurri e algumas especiarias) e a cremosidade e força do risoto de brie. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Monday, May 23, 2016

Finca Los Nobles Chardonnay 2014

Na última semana tive a oportunidade de participar do Decanter Wine Day, um evento, em formato de feira, promovido pela própria importadora Decanter com o intuito de promover a degustação de novidades em seu portfólio, entre elas Porto Fonseca, Chloe da Argentina, além de mais de 100 rótulos de outros países. O evento contou também com a presença de Alberto Arizu, da Bodegas Luigi Bosca, com os novos vinhos da bodega. E é exatamente de um dos vinhos que provei com ele que trago hoje aqui. Estou falando do Finca Los Nobles Chardonnay 2014.


A Bodegas Luigi Bosca foi fundada pela Família Arizu, e conta com uma trajetória de mais de 100 anos na indústria vitivinícola argentina. Dirigida atualmente pela terceira e quarta gerações, a Bodega Luigi Bosca constitui um dos poucos estabelecimentos vinícolas que, ao longo das décadas, permanecem em mãos da família fundadora e, por seu prestígio, tornou-se um paradigma do vinho argentino. A Bodega Luigi Bosca não só é um dos estabelecimentos produtores com maior participação no mercado local de vinhos premium; além disso, seus rótulos estão presentes nos cinco continentes e chegam a mais de 50 países do mundo. Atualmente, a vinícola produz 8 milhões de garrafas de vinho das quais 60% é vendido no mercado externo, principalmente nos Estados Unidos, no Canadá e no Brasil.

Falando especificamente sobre o Finca Los Nobles Chardonnay 2014 , podemos acrescentar que é um vinho feito 100% com uvas Chardonnay provenientes dos vinhedos Las Compuertas e Finca Los Nobles, ambos situados em Luján de Cuyo, em Mendoza na Argentina. As vinhas que se encontram por lá tem idade média de 90 anos e estão entre as mais antigas da bodega. Cerca de 50% do vinho é fermentado em cubas de aço inoxidável e os outros 50% em barricas novas de carvalho francês, onde depois é envelhecido durante 8 meses. As duas partes do vinho realizam sua fermentação malolática. Após o envelhecimento em madeira, é realizado o blend final. Antes de ser lançado ao mercado, é armazenado durante pelo menos um ano em garrafa. Vamos finalmente as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração amarelo palha com reflexos dourados, muito brilhante e bastante límpido.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas citricas e tropicais em calda (abacaxi e pêssego principalmente), notas amanteigadas e amendoadas, baunilha e mel.

Na boca o vinho era untuoso, com uma bela e equilibrada acidez. O retrogosto confirmava o olfato e o final era longo e saboroso.

Um belíssimo vinho argentino, provavelmente um dos mais bacanas Chardonnays argentino que eu já provei. Tem um jeitão que deve aguentar ainda alguns aninhos em garrafa. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Wednesday, May 4, 2016

Doña Paula Selección de Bodega Malbec 2011

Mais um achado diretamente da festa em celebração ao Dia Internacional da Malbec, ou simplesmente #malbecworldday, este Doña Paula Selección de Bodega Malbec 2011 pode se dizer que é uma bela expressão da casta em solo argentino, além de aliar muita elegância e frescor.


Fundada em 1997, a bodega Doña Paula (produtora do vinho), é considerada uma vinícola "Estate" por ter 100% das uvas utilizadas para produzir seus vinhos provenientes de vinhedos próprios. O cuidado minucioso para todos detalhes em suas vinhas garantem uma qualidade constante e um estilo próprio em seus vinhos, que mostram a expressão mais clara de cada terroir. A Doña Paula tem atualmente 703 hectares de vinhedos localizados nas melhores áreas de Mendoza, procurando em cada propriedade, o clima ideal e a combinação de solo para cada variedade.

Sobre o Doña Paula Selección de Bodega Malbec 2011, podemos acrescentar que é um vinho feito 100% com uvas Malbec, sendo o resultado de um blend de 3 terroirs distintos: Finca El Alto, cujos solos são principalmente argilosos; Finca Alluvia, que tem minerais e solos rochosos; e por fim Finca Los Indios, que tem solos calcários e arenosos. Estas vinhas velhas são plantadas em altitudes que variam entre 1.050 e 1.350 metros acima do nível do mar. O envelhecimento se dá por 16 meses em barricas de carvalho francês de primeiro e segundo usos. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com algum brilho e limpidez. Lágrimas ligeiramente mais gordinhas e lentas, além de coloridas, também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, flores, tabaco, couro e algo de especiarias. Depois de um tempo também apareceu um pouco de baunilha e tostado.

Na boca o vinho era encorpado, muito fresco e com taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e adiciona um toque que me lembrou algo mineral, sem conseguir identificar ao certo o que era. O final era longo.

Mais um belo vinho argentino postado por aqui, que se destaca pela elegância e pelo frescor ante o mar de vinhos hermanos desta uva que povoam o nosso mercado. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!