quarta-feira, 12 de abril de 2017

El Enemigo Chardonnay 2015

Como alguns já devem ter notado em minhas redes sociais, cujos links se encontram em outra aba aqui do blog, este mês é meio carregado de comemoração e emoções para minha pessoa, afinal é o mês em que comemoro minha passagem de primaveras e também, dois dias depois, comemoro o aniversário de casamento. Em virtude disso, sempre tentamos aproveitar as oportunidades e tomar alguns bons vinhos, comer boas refeições, enfim, brindar a tudo e a todos. E foi numa destas comemoração que tomamos o vinho alvo do post de hoje, o El Enemigo Chardonnay 2015.


A Bodega El Enemigo foi fundada em 2007 e se encontra aos pés dos Andes, com vinhedos espalhados por Mendoza, especialmente em Luján de Cuyo, se utilizando das altitudes favoráveis e de clima propenso a produção de uvas de grande qualidade. É também um projeto de dois nomes de peso no cenário argentino: o enólogo Alejandro Vigil, um dos mais talentosos enólogos argentinos da atualidade, e Adrianna Catena, filha de ninguém menos que Nicolás Catena, dois românticos no que fazem e que nutriam uma paixão em comum que veio a uni-los ao redor do vinho. Uma curiosidade é que o nome El Enemigo faz referência ao inimigo que todos temos que lidar no dia a dia: nós mesmos. Tendo à sua disposição uma ampla gama dos melhores vinhedos da região de Mendoza — pertencentes à família CatenaAlejandro Vigil selecionou parcelas específicas das uvas que pudessem dar origem a vinhos com uma personalidade distinta dos talhados por ele em Catena Zapata

Falando um pouco mais do El Enemigo Chardonnay 2015 em si, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito 100% com uvas Chardonnay com passagem de 12 meses em carvalho francês (35% novo). Sem mais delongas, vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo dourado muito brilhante e límpido. Lágrimas finas, de média velocidade e sem cor também compunham o aspecto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos cítricos e tropicais, fósforo, manteiga, mel e toques minerais. 

Na boca o vinho se mostrou untuoso e guloso mas com uma ótima acidez. O retrogosto confirma o o olfato e o final era longo e saboroso. 

Um grande vinho branco argentino sem dúvidas, tem aquela pegada da madeira mas que não sobrepõe a fruta e não a deixa em segundo plano. Ao mesmo tempo entrega um frescor que trabalha muito bem para a limpeza do palato. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Nenhum comentário:

Postar um comentário