terça-feira, 11 de abril de 2017

Cusumano Syrah Terre Siciliane IGT 2013

Finalizando a série de posts sobre a uva Syrah, temos um intruso de última hora e vejam só, do Velho Mundo. Hoje falaremos de um Syrah curioso, vindo diretamente da Sicília, na Itália. Estamos falando do Cusumano Syrah Terre Siciliane IGT 2013


A Cusumano é uma vinícola familiar que tem em torno de sessenta anos. Originalmente apenas um produtor de uvas em diversas regiões da Itália, o foco começou a mudar em 1993 e a primeira safra da vinícola foi lançada em 2000. Hoje a vinícola está em sua segunda geração sob a orientação de dois irmãos Alberto e Diego Cusumano. Alberto tem formação em enologia e dirige a produção na adega. Diego com seu background em negócios e propaganda controla o marketing e as vendas da empresa. Contam ainda com a consultoria do enólogo. A Cusumano possui várias vinhas em diferentes áreas da Sicília. A região de Ficuzza está no norte e é aproximadamente 220 m acima do nível do mar. Esta área é mais adequada para vinhos brancos. No centro da Sicília, onde os solos são brancos e calcários, a uva mais popular da Sicília, a Nero d'Avola é cultivada. Esta região é conhecida como San Giacomo. Além disso, a Cusumano está criando vinhos que representam uma perspectiva moderna e inovadora para os vinhos da Sicília. Eles estão fazendo grandes vinhos aos pés do Monte Etna e seus solos vulcânicos ao mesmo tempo que está transmitindo o importante papel da uva Nero d'Avola na cultura do vinho italiano e aproveitando as uvas internacionais de maneira inteligente e deliciosa.

Falando agora especificamente do Cusumano Syrah Terre Siciliane IGT 2013, podemos ainda acrescentar que este é um vinho feito 100% com uvas Syrah da região de Presti e Pegni, em Monreale, sendo que estas vinhas tem idade média de 13 anos. após a fermentação o vinho fica em contato com as borras envelhecendo em tanques de inox por aproximadamente 5 meses antes de ser engarrafado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média para grande intensidade com bordas levemente atijoladas. Bom brilho e limpidez somam-se a lágrimas finas e quase incolores.

No nariz o vinho se mostrou mais austero, com aromas de frutos vermelhos, especiarias, azeitonas e toque terrosos. Algo de fumaça ao fundo também apareceu com algum tempo do vinho em taça.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos marcados mas de boa qualidade. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Chegamos ao fim destas postagens com vinhos feitos a partir da uva Syrah e a sinceramente, não sei ao certo dizer qual mais me agradou. Este último tem um tom mais austero, aquela lembrança terrosa que normalmente me remete a vinhos italianos ao passo que os outros do novo mundo aquela pujância e força. Cada um tem sua ocasião e nenhum deles foi um vinho ruim. Eu recomendo a prova de todos.

Até o próximo!

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