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Tuesday, May 12, 2020

Hopes End Red Blend 2017

A história da Hopes End Wines começa com a viagem de um médico, Dr. William Thomas Angove, em 1886, de Londres na Inglaterra com direção a uma das mais distantes terras no planeta, a Austrália, em busca de uma vida melhor. Ao chegarem em Port Misery, ao sul da Austrália porém, se deparou com uma situação um pouco diferente da imaginada: um pântano escuro, uma terra sem leis e sem princípios, muito distante do que se imaginava por novos começos. Mas foi ai a grande sacada, imaginando que se fora o destino que havia o trazido pra lá, assim seria. E nomeou o lugar como "Hopes End", algo como sem esperanças em uma tradução livre de minha autoria. Este local se encontrava ficava no sopé de Adelaide. Depois de estabelecer uma prática médica, o Dr. Angove logo se viu experimentando a produção de vinho, inicialmente usando o que produzia como tônico para seus pacientes. Inicialmente, o Dr. Angove plantou 10 acres de vinha e produziu mesa seca e vinho fortificado. Ele logo encontrou uma crescente base de clientes rapidamente transformando seu hobby em um negócio.


Falando agora sobre o Hopes End Red Blend 2017, podemos dizer que o mesmo é um blend de uvas Syrah, Grenache, Petit Verdot e Malbec com alguma passagem por madeira, pequena é verdade. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração violácea de grade intensidade com bom brilho e muita limpidez .Lágrimas finas, de média velocidade e coloridas se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, couro, baunilha, chocolate e toques terrosos. 

Na boca o vinho apresentou corpo médio para encorpado, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso. 

Esse vinho foi o fiel escudeiro de costelinha de porco assada e purê de batatas, posição esta que assumiu com honras e glória, fazendo bonito no quesito harmonização.

Até o próximo!

Tuesday, April 28, 2020

Beso de Vino Syrah & Garnacha 2017

Hoje venho aqui pedir licença para vocês, leitores do blog, e mudar um pouco o assunto da postagem. Na verdade, não exatamente o assunto pois ainda falaremos de vinho por aqui, mas viajaremos alguns milhares de quilômetros pelo globo e pousaremos na Espanha, mais especificamente na região de Aragão. Hoje iremos falar do Beso de Vino Syrah & Garnacha 2017.


O vinho de hoje é produzido pela GRANDES VINOS, que está localizada na D.O.P. Cariñena, Aragão, uma das mais antigas Denominações de Origem Protegida oficialmente reconhecidas na Espanha, em 1932, segunda depois de Rioja, embora produza vinho há mais de 2000 anos. A Vinícola foi fundada em 1997 com a união de mais de 700 famílias de viticultores e com a missão de tornar sustentável e rentável a videira em Cariñena, agrupando um terço da produção total da D.O.P. , estabelecendo o desenvolvimento nos mercados de exportação como estratégia de crescimento. Beso de Vino é a principal marca da GRANDES VINOS, presente em mais de 40 países e nos principais distribuidores mundiais. Indo além dos Certificados ambientais, a Inteligência Ambiental aplicada à agricultura de precisão, a otimização da irrigação da vinha, o tratamento completo de resíduos e o uso de um campo solar na vinícola para reduzir o consumo de energia durante o processo de produção e as emissões de C02 a atmosfera os torna uma empresa líder no setor em questões ambientais. São mais de 4.000 hectares de vinhedos espalhados nos 14 municípios do distrito de Campo de Cariñena, atribuídos à Denominação de Origem Protegida Cariñena, são a principal força da Companhia. Uma das mais ricas e amplas variedades de paisagens, com vinhas crescendo entre 320 e 850 metros, em diferentes tipos de solo com diferentes condições climatológicas, a partir das quais uma vinícola pode produzir vinhos. A característica mais exclusiva são os antigos solos de pedra, camadas de rochas, minerais e terra que deram nome à campanha promocional "vinhos criados em pedra". O vento local forte, seco e frequentemente frio "Cierzo" sopra do norte, ajudando a regular as vinhas e a mantê-las livres de doenças.

Falando um pouco mais do Beso de Vino Syrah & Garnacha 2017, podemos ainda dizer que o vinho é feito a partir de um corte das duas uvas já citadas, com vinhedos de altitude média de 500m variando entre 15 anos (Syrah) a 40 anos (Garnacha). Após a fermentação, o vinho amadurece por 3 meses em barricas de carvalho, 70% americanas e 30% francesas. Vamos finalmente as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média para grande intensidade com bom brilho e limpidez.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros maduros, especiarias, fumaça e leve toque de baunilha.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Uma boa opção de custo benefício quando falamos de vinho espanhol, descontraído e até certo ponto surpreendente. Eu recomendo a prova. 

Até o próximo!

Saturday, April 25, 2020

Jackson-Triggs Proprietor's Selection Shiraz

No último post, trouxemos a primeira dica de vinho canadense por aqui, um vinho branco feito com a uva Chardonnay, fruto da paixão e comprometimento do proprietário da vinícola em criar vinhos de qualidade. Hoje traremos uma vinho tinto, fruto de uma das vinícolas mais tradicionais e premiadas aqui do Canadá. Hoje vai ser dia do Jackson-Triggs Proprietor's Selection Shiraz.


A Jackson-Triggs é uma vinícola canadense com vinhedos no vale de Okanagan, na Colúmbia Britânica e na Península de Niagara, em Ontário. Fundada em 2001, a Jackson-Triggs Niagara Estate Winery é uma das instalações de vinificação tecnologicamente mais avançadas do Canadá e emprega um sistema de vinificação assistida por fluxo de gravidade que elimina o bombeamento. Com ênfase na elaboração de vinhos VQA super e ultra premium, os 11,5 acres adjacentes à vinícola foram plantados apenas com os melhores clones e porta-enxertos de uvas viniferas, enxertados sob encomenda na França. Pinot Noir, Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc e Syrah são os mais cultivados no vinhedo de Delaine, enquanto variedades brancas como Chardonnay, Riesling, Sauvignon Blanc, Gewürztraminer e Sémillon completam as plantações. Além de fornecer uvas para o rótulo ultra-premium Jackson-Triggs Delaine Vineyard, o vinhedo também serve como um centro de pesquisa dedicado a maximizar a qualidade da fruta, rastreando o impacto de diferentes combinações de clones e porta-enxertos, técnicas de poda, solos e condições climáticas. variedade de variedades de uva.

Falando exclusivamente do Jackson-Triggs Proprietor's Selection Shiraz, podemos ainda dizer que é um vinho feito a partir do blend de uvas Syrah das melhores regiões produtoras de vinho no Canada e, até onde pude apurar, sem passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e com alguma cor também se faziam notar.

No nariz o vinho trouxe aromas de frutos escuros maduros, algo de noz moscada, pimenta sob um ligeiro fundo mineral.

Na boca o vinho tinha corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um Syrah de clima frio, sem exageros de madeira e coisas do gênero que se torna uma boa opção por aqui para tomar despropositadamente com amigos e família (pós quarentena) ou mesmo acompanhando algum prato de carne sem exagero de temperos. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Tuesday, April 23, 2019

Convento de Tomar Reserva 2013

A Herdade dos Templários é uma quinta vitivinícola familiar que se dedica à produção e comercialização de vinhos de qualidade desde 1989 em Valdonas, Tomar, na região do Tejo em Portugal. As vinhas estão plantadas em solo profundo de origem xistosa e argilo-calcária, seco à superfície e rico em água na transição para o subsolo. Dotadas de rega gotejamento, para controlar o nível de stress hídrico, as vinhas apresentam sistemas de condução que garantem a exposição solar e arejamento necessários para maturações mais equilibradas e uvas de alta qualidade assentes numa seleção das melhores castas regionais, nacionais e internacionais. Uma perfeita conjugação entre a tradição, a tecnologia e o know-how aliados a uma rigorosa seleção de castas e à arte de vinificar na própria adega as suas próprias uvas, sob o controle de uma experiente equipa técnica liderada pelo enólogo Hernâni Canavarro, tem permitido produzir em pequena escala, grandes vinhos. As medalhas e distinções obtidas nos mais conceituados concursos e revistas nacionais e internacionais corroboram perante o mercado a qualidade e consistência de seu néctares.


Falando sobre o Convento de Tomar Reserva 2013, podemos ainda acrescentar que o vinho é um corte de uvas típicas de Portugal e internacionais, a saber: Touriga Nacional (50%), Cabernet Sauvignon (25%) e Syrah (25%). Tem passagem de 6 meses em barricas de carvalho (novas e usadas) para afinamento. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média para grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e coloridas também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos negros, especiarias e flores. Ao fundo, algo de defumado também se fazia notar.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos redondinhos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Mais um vinho da terrinha provado e aprovado por aqui, ó pá! Esse vinho me foi apresentado pelo Winelands Clube do Vinho, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

Tuesday, September 11, 2018

Quinta da Alorna Tinto 2015

A Quinta da Alorna nasceu em 1723, mais tarde D. Pedro de Almeida, o I Marquês de Alorna, após ter liderado a conquista da praça-forte de Alorna na Índia, conferiu à propriedade o nome que hoje tem. Na margem do Rio Tejo e com a entrada marcada por uma árvore magnífica e rara no mundo, conhecida por bela sombra, a Quinta da Alorna destaca-se não só pela qualidade dos vinhos que produz como também pelos seus espaços naturais. Com uma área total de 2.800 hectares, localizada no centro de Portugal, próxima de Santarém, a Quinta tem vindo a diversificar as suas áreas de negócio tendo como princípios a sustentabilidade, responsabilidade social e conservação da natureza.


Falando um pouco sobre o Quinta da Alorna Tinto 2015, podemos acrescentar que o vinho é produzido a partir do blend das castas Tinta Roriz, Castelão, Syrah e Alicante Bouschet passando por fermentação (alcoólica e malolática) em tanques de aço inoxidavel, onde também passa por um estágio para amadurecimento e estabilização. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias, chocolate e café.

Na boca o vinho apresentou corpo médio +, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um bom vinho português que provamos por aqui, este vindo de uma promoção do Pão de Açúcar e que valeu o quanto foi pago. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Monday, August 6, 2018

Alexandra Estate Mourvedre & Syrah & Viognier 2015


Inovação, estilo e a busca dos melhores são a base do projeto Alexandra Estate. Tudo começou em 2012 com a compra de 200 acres de vinhedos na região de Sakar, uma das regiões vinícolas mais famosas da Bulgária. Os vinhedos de Alexandra Estate em Oreshets, Harmanli, já no primeiro ano de frutificação atraíram a atenção dos especialistas, e sua proximidade com a floresta de carvalhos de 100 anos e a localização no sopé dos Rhodopes orientais contribuem mais para sua seleção. As variedades incluídas nos vinhos da propriedade são: Syrah, Malbec, Cabernet Franc, Pinot Noir, Merlot, Chardonnay, Marsanne, Roussanne, Semillon e Viognier. Em 2013, a Alexandra Estate expandiu com outros 100 acres de vinhedos na vila de Rakitnitsa, Stara Zagora, localizada a 300 metros acima do nível do mar, e seus solos carbonatados contribuem para a excelente qualidade das uvas plantadas neles. O que distingue a Alexandra Estate no cultivo de vinhas, são os princípios da agricultura orgânica e biodinâmica. Em 2014, a Alexandra Estate produziu um total de 30.000 garrafas de vinho: branco, rosé e tinto. No mesmo ano começou a construção de uma adega na aldeia Rakitnitsa, que tem capacidade para até 60.000 garrafas. Para a vinificação são utilizados barris de carvalho francês com capacidade para 225 litros e 300 litros. Todos os vinhos, são fermentados e amadurecidos em barris, e até o Rosé é parcialmente fermentado em carvalho francês. Na Alexandra Estate o trabalho fica a cargo de profissionais conceituados: o cultivo das videiras é confiado a Atanas Shiderov e Eric Moro e para a produção de vinho e a criação de misturas cuidar Alexander Velyanov e Thierry Haberer.

Falando agora sobre o Alexandra Estate Mourvedre & Syrah & Viognier 2015, podemos afirmar que o vinho é um blend das uvas mencionadas no próprio nome do vinho, uvas estas oriundas da vila de Oreshets e da aldeia de Rakitnitsa. Após a fermentação, parte do vinho vai direto pra carvalho e outra parte permanece em inox para a fermentação malolática acontecer. Por fim, o vinho amadurece em barricas de carvalho francês de 225 litros por 10 meses de 100% da mistura, 80% dos barris são novos, de primeiro uso, e 20% são usados (2o e 3o usos). Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos e escuros, flores, chocolate e especiarias.

Na boca o vinho apresentou corpo médio para encorpado, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração

Mais uma ótima opção de vinho búlgaro que tivemos o prazer de provar por aqui. Como é um vinho bem potente, aconselho provar junto com comida. No meu caso, foi um belo corte de chorizo que o escortou. Mais um vinho apresentado pelo clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

Wednesday, July 11, 2018

Coyam 2014

A vinícola Viña Emiliana está localizada nos principais vales de vinho do Chile: Valle de Casablanca, Valle del Maipo, Valle del Cachapoal, Valle de Colchagua e Valle del Bio-Bio. Dessa maneira, aproveita-se ao máximo os benefícios que cada uma destas diferentes geografias têm à oferecer à cada variedade de uva e seus respectivos cultivos. Ela se caracteriza por produzir apenas vinhos orgânicos e biodinâmicos, de forma a preservar o equilíbrio natural da vida, do ser humano e do meio ambiente. Produzir vinhos desta maneira torna-os no final mais saudáveis, únicos e de melhor qualidade.


Falando sobre o Coyam 2014, podemos acrescentar que é um vinho feito a partir de uvas Cabernet Sauvignon (12%), Carmenère (17%), Malbec (3%), Merlot (31%), Mourvèdre (3%)e Syrah (34%). Após a colheita, seleção e fermentação das uvas, o vinho estagia durante 14 meses em barricas de carvalho (80% francês e 20% americano). Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea profunda, brilhante e limpida. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, especiarias, chocolate, toques terrosos e herbáceos.

Na boca o vinho se mostrou encorpado com boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

Um belo vinho chileno, ícone da vinícola e um dos tops quando falamos de vinhos do chile. Eu recomendo a prova. Foi o fiel escudeiro de um belo corte de short rib e fez a alegria da noite.

Até o próximo.

Wednesday, June 13, 2018

Kilikanoon Killerman's Run Clare Valley Shiraz 2013

A Kilikanoon foi fundada em 1997, quando o enólogo e proprietário Kevin Mitchell comprou a propriedade de mesmo nome na aldeia de Penwortham, no pitoresco Clare Valley, na Austrália Meridional. Vindo de uma longa linhagem de viticultores, Kevin teve a oportunidade de transformar a visão de criar sua própria marca de vinhos em realidade. O pai de Kevin, Mort Mitchell, tem sido uma influência definidora, plantando e cuidando dos vinhedos de Kilikanoon na Golden Hills, incluindo o famoso Mort's Block, por mais de 40 anos. O fascínio de Kevin pelo terroir é o resultado de anos passados ​​jogando e, eventualmente, trabalhando nessas vinícolas ao lado de seu pai. Os primeiros vinhos da marca Kilikanoon da safra de 1997 foram quatro vinhos únicos, cada um dos vinhedos de Kevin e Mort. Estes eram o 'Oracle' Shiraz, 'Prodigal' Grenache, 'Blocks Road' Cabernet e 'Mort's Block' Watervale Riesling. A expansão da Kilikanoon foi possível graças a parcerias inestimáveis, juntamente com a aquisição e o acesso a vinhedos excepcionais nas mais estimadas regiões de cultivo de uvas no sul da Austrália, incluindo o Barossa Valley e o McLaren Valley. De origens humildes com apenas 25.000 garrafas produzidas desde a primeira safra, a Kilikanoon cresceu significativamente, agora exportando para mais de 25 países. A marca se tornou uma das principais marcas de vinhos da Austrália.


Falando agora do Kilikanoon Killerman's Run Clare Valley Shiraz 2013, podemos ainda afirmar que o mesmo é feito a partir de parcelas premium de uvas Syrah selecionadas do outro lado do Clare Valley. O vinho faz parte das linha de entrada da vinícola. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, especiarias (tanto as doces como as pimentas), chocolate, pinho e toques de fumaça ao fundo. Com a taça mais vazia também se notava um certo quê de tostado.

Na boca o vinho se mostrou encorpado com taninos finos e boa acidez. O final era de loga duração.

Um belo vinho de uma região que não costumamos provar muito por aqui no Balaio. Dequalquer maneira, tem muita tipicidade e tende a agradar paladares diversos. Eu recomendo a prova.

Até o próximo.

Monday, April 9, 2018

Angelus Estate Stallion Classic 2012

A Angelus Estate, produtora do vinho de hoje, está localizada perto da barragem de Zhrebchevo, em Nova Zagora (Bulgária), nas encostas de Sredna Gora e a partir desse local derivou-se o nome de Stallion, símbolo do surgimento de uma nova vida, cheia de energia e amor. Possui 106,5 ha de vinhas que incluem as seguintes variedades: Merlot, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Syrah, Petit Verdot, Chardonnay, Sauvignon Blanc, Traminer e Viognier. A sala de fermentação está sob o solo, com escotilhas de acesso no chão. Desse modo, as uvas chegam aos tanques de fermentação usando apenas gravidade.Existem duas caves para envelhecimento de vinhos em barricas tonéis e com níveis controlados por temperatura. Tudo isso resulta em alguns dos mais emblemáticos vinhos oriundos deste país do leste europeu.


Falando agora do Stallion Classic 2012, podemos ainda afirmar que o vinho é um blend das uvas Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Syrah e Merlot tendo estagiado por 6 meses em barricas de carvalho francês. Além disso, permanece algum tempo em garrafa nas caves da vinícola antes de ser liberado ao mercado.

Na taça o vinho apresentou coloração violácea profunda com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e bem coloridas também se faziam presentes.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutos escuros, especiarias, coco e algum toque terroso.

Na boca o vinho se mostrou encorpado com uma boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais uma boa opção de vinho búlgaro que tivemos o prazer de provar por aqui. Mais um vinho apresentado pelo clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

Thursday, March 15, 2018

Quinta do Casal Monteiro Grande Reserva 2015

Após passar por um período conturbado desde o ínicio deste século, a Quinta do Casal Monteiro foi adquirida em Abril de 2009 por Cirilo de Jesus e Miguel de Jesus (pai e filho), encerrando o ciclo da família Cardoso Menezes à frente da sociedade e iniciando uma nova era onde se tem apostado fortemente na qualidade e internacionalização. Como consequência, todos os anos a qualidade dos seus vinhos tem aumentado e é o que se espera é que assim continue durante a presente década. O cada vez maior número de prêmios internacionais e reconhecimento em revistas internacionais da especialidade, são em si a melhor prova da evolução no aumento do padrão de qualidade. Com a adoção de métodos tradicionais e protecção integrada para trabalhar as vinhas, respeitam sobremanera o ambiente. Equipados com uma adega moderna, primam por tomar especial atenção em todos os passos do processo de vinificação. Desde a selecção criteriosa das uvas durante a vindima aos processos de fermentação, estágio e engarrafamento, o controle de qualidade assegura que apenas o melhor chega ao consumidor.


Falando agora do Quinta do Casal Monteiro Grande Reserva 2015, podemos afirmar que é um vinho feito através de um blend das castas Touriga Nacional, Syrah, Cabernet Sauvignon de parcelas com mais de 35 anos desde a sua plantação da região do Tejo, em Portugal. Vale ressaltar que cada casta foi fermentada separada quando acontece o blend final e o posterior amadurecimento do vinho po 16 meses em barricas novas de carvalho francês. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com algum brilho e limpidez.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, flores, especiarias, baunilha e leve tostato no fundo de taça.

Na boca o vinho se mostrou encorpado com boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Conheci este vinho na última Caravana de Vinhos do Tejo e posso dizer que foi um dos que mais me chamaram atenção, provavelmente um dos melhores que provei na feira. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Monday, January 15, 2018

Castillo Perelada Torre Galatea Reserva 2008

A elaboração de vinho na Castillo Perelada é documentada já na Idade Média, como evidenciado por vários documentos e pergaminhos do período que são mantidos na biblioteca. Quando Miguel Mateu comprou este complexo monumental em 1923, um dos seus principais objetivos foi a revitalização desta tradição vinícola, uma tradição que hoje está mais viva do que nunca e que incorporou a tecnologia mais moderna para produzir vinhos que aproveitam ao máximo as nuances dos solos e vinhas de Empordà, na Espanha.


Salvador Dalí e Miguel Mateu, empresário, patrono da cultura e fundador da Perelada, mantiveram uma estreita amizade ao longo de sua vida. O pintor universal do Empordà visitou com assiduidade o castelo que seu amigo havia adquirido em 1923 e pintou e deu discursos. O Castillo Perelada e a Fundação Gala-Salvador Dalí querem homenagear essa amizade com a Torre Galatea Reserva, um vinho que quer ser uma amostra da essência do Empordà, seus solos e seu clima. Um ambiente com o qual o artista coexistiu ao longo de sua vida e que foi uma fonte de inspiração para muitas de suas obras magistral. Uma parte dos lucros obtidos com a venda desta Perelada Torre Galatea Reserva são doados para a Fundação Gala-Salvador Dalí.

Falando finalmente sobre o Castillo Perelada Torre Galatea Reserva 2008 em si, podemos ainda acrescentar que o vinho é um corte feito a partir das castas Garnatxa (39%), Syrah (26%), Merlot (26%) e Cabernet Sauvignon (9%) com passagem de 21 meses em barris de carvalho americano e francês para amadurecimento. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com algum brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, especiarias, tostado, baunilha e notas balsâmicas.

Na boca o vinho se mostrou encorpado de boa acidez e com taninos muito macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um excelente vinho espanhol que provamos por aqui, uma bela pedida com boa complexidade e elegância. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Tuesday, December 5, 2017

Monte das Promessas Tinto 2014

A Casa Santos Lima, produtora do vinho de hoje, é uma empresa familiar que se dedica à produção, engarrafamento e comercialização de vinhos portugueses. Trabalha diretamente ou indiretamente nas regiões de Lisboa, Algarve, Alentejo, Douro e Vinhos Verdes. Desta forma e a partir de cerca de 400 hectares de vinha, a empresa produz vinhos conhecidos pela sua excelente relação qualidade/preço e exporta cerca de 90% da sua produção total para perto de 50 países nos 5 continentes. Atualmente as principais instalações da empresa (escritórios, loja e as adegas de maiores dimensões) estão situadas na Quinta da Boavista em Alenquer, apenas a 45 km a Norte da cidade de Lisboa. Esta Quinta pertence à família Santos Lima há mais de 4 gerações e oferece condições ideais para a produção de vinho de qualidade.


Falando um pouco sobre o Monte das Promessas Tinto 2014, podemos acrescentar que este vinho é um regional alentejano feito a partir das castas Syrah, Touriga Nacional, Alicante Bouschet e Petit Verdot com estágio de quatro meses em barricas de carvalho francês e americano. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média para grande intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, de média velocidade e com alguma cor também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas escuras bem maduras, flores, especiarias e algo mineral.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos extremamente macios e sedosos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Mais uma boa opção de vinho português que encontramos por aqui em nosso mercado e que tem um bom custo benefício. Ah, eu amo esses patrícios.

Até o próximo!

Monday, October 2, 2017

Tellus Syrah 2015

O vínculo entre a Família Cotarella e o mundo do vinho tem sua origem nos anos sessenta, quando Antonio e Domenico Cotarella, produtores em Monterubiaglio, fizeram a primeira adega para produzir seu próprio vinho. Os irmãos Renzo e Riccardo Cotarella, ambos vinicultores cresceram em uma terra de longas tradições vinícolas, impulsionada pela paixão de seu pai Domenico, fundando em 1979 a atual Vinícola Falesco, produtora do vinho de hoje, transformando o que era um pequeno negócio familiar em uma empresa de sucesso. Os investimentos feitos desde então, sem dúvida, têm sido de grande importância, mas hoje, após mais de trinta anos, pode ser considerado amplamente recompensado, especialmente em termos afetivos. Na empresa familiar, de fato, atualmente trabalham suas filhas Dominga, Marta e Enrica, com o mesmo entusiasmo e envolvimento de seus pais. A quarta geração de netos, então, sugere um futuro tão importante quanto, para a marca Falesco.


Falando agora sobre o Tellus Syrah 2015, podemos dizer que é um vinho feito com 100% de uvas Syrah de vinhedos localizados no Lazio a 300 metros de altitude, com posterior amadurecimento de 5 meses em carvalho francês de segundo uso. Como curiosidade, podemos ainda citar que Tellus é a deusa romana da terra. A garrafa do vinho, inspirada nas antigas garrafas do império romano, é diferente e chama a atenção por ser mais baixa e bojudinha que as convencionais e seu rótulo criado em 2009, é o quarto ganhador de um concurso com artistas no Castel Sant’Angelo, em Roma, para a criação da nova imagem do produto. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e coloridas também se faziam presentes. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos bem maduros, especiarias, baunilha e leve lembrança de tostado.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um ótimo vinho italiano provado por aqui que tende a agradar os mais variados paladares. Eu recomendo a prova. Este vinho é trazido pela Winebrands e vale o quanto custa. 

Até o próximo!

Tuesday, September 19, 2017

Comenda Grande Tinto 2014

A exploração agrícola da Comenda Grande, produtora do vinho de hoje, foi iniciada por Maria José de Almeida Margiochi, neta de José Maria Eugênio de Almeida (hoje Fundação Eugênio de Almeida). Herdada pela senhora D. Maria Madalena de Noronha e seu marido D. João de Noronha, esta exploração agrícola de referência da casa Margiochi é hoje continuada por sua filha Maria de Lourdes S.A. de Noronha Lopes, pelo seu marido Eng. António Lopes e pelos filhos, compreendendo uma área de 750 hectares. Na vinha instalada, em que cerca de 36 hectares são castas tintas e 7 hectares castas brancas, privilegiaram-se as castas mais marcantes do Alentejo – Trincadeira e Aragonez nas tintas e Arinto e Antão Vaz nos brancos mas existem outras tais como Alfrocheiro, Tinta Caiada, Alicante Bouschet, Cabernet Sauvignon, Touriga Nacional, Syrah e Baga nas tintas, bem como Verdelho, Sauvignon Blanc e Roupeiro nas brancas. A Comenda Grande está sediada em Arraiolos, Alentejo, Portugal.


Falando sobre o Comenda Grande Tinto 2014 especificamente, podemos acrescentar que é um vinho feito a partir de um corte das uvas Aragonez, Alicante Bouschet e Trincadeira complementadas por Syrah, Tinta Caiada, Alfrocheiro e Cabernet Sauvignon. Após a fermentação o vinho passa por amadurecimento de 12 meses em barricas de carvalho francês e envelhecimento em garrafa de 6 meses. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com ligeiro halo granada, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também faziam parte do conjunto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias doces, baunilha e flores.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, acidez na medida e taninos macios e redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um bom vinho português degustado e aprovado por aqui que vale a prova, eu recomendo.

Até o próximo!

Monday, September 18, 2017

Visitando a Vinícola Guaspari em SP

Eu confesso que sempre fui muito cético com vinhos nacionais, embora tenho visto uma boa evolução nos últimos anos, principalmente no tocante ao uso do termo terroir único e coisas correlatas. Afinal, mundo a fora, o termo terroir é empregado a locais "seculares" e que possuem toda uma cultura ancestral quando falamos de cultivo de uvas e produção de vinhos, coisa que o Brasil ainda não tem a curto e médio prazo. De qualquer forma, a descoberta de novas regiões produtoras de vinho de qualidade aqui no Brasil tem despertado atenção e portanto eu, como apreciador da bebida de Bacco, quis conhecer mais sobre o assunto. E em mais um "capítulo" da viagem enoturística adquirida junto a Stelltour Viagens, uma agência de viagens que tem como mote viagens com destinos relacionados ao vinho, fomos brindados com a visita a uma das vinícolas que muito tem se falado aqui no Brasil e também em alguns lugares do mundo, a Vinícola Guaspari.



A menos de 200 km de São Paulo encontramos a cidade de Espírito Santo do Pinhal, que possui aproximadamente 50.000 habitantes, onde está localizada a Vinícola Guaspari, uma das mais belas e premiadas vinícolas nacionais. O início da vinícola se deu em 2001, pelo menos conceitualmente, com a chegada de uma família muito ligada ao campo a esta região tradicionalmente cafeeira e identifica condições muito favoráveis à viticultura e depois fisicamente falando, com a aquisição de uma antiga propriedade, já em 2002. A altitude, clima seco, amplitude térmica elevada principalmente na época da colheita e demais característica do local foram o chamariz.




Na companhia de uma enólogo da casa, o passeio se inicia em frente a um imponente logo da empresa e segue até os vinhedos, que aprendemos mais tarde terem sido plantados em meados de 2006 com algumas mudas importadas da França, e que para obter-se o vinho ali, o sistema de dupla poda foi empregado, criando o que chamamos de "colheita de inverno". O termo "terroir de inverno" surge novamente. Aqui descobrimos que cerca de 80 ha da propriedade estão cobertas com vinhas, dentre as quais encontramos Sauvignon Blanc, Syrah, Cabernet Franc e Sauvignon, entre outras. Continuamos então a visita ao restante da vinícola, do recebimento das uvas a parte produtiva, tanques, engarrafamento, caves de envelhecimento em barricas e em garrafa até o derradeiro final na sala de degustação. Tudo com muita tecnologia empregada, afinal o investimento feito ali passa da casa do milhão de reais. Além disso, descobrimos também que a vinícola conta ainda com o enólogo-residente chileno Cristian Sepúlveda e consultoria do americano Gustavo González, que são quem assinam os rótulos. Além do visual acachapante da vinícola e da região, a hora mais esperada é a da degustação, e como de praxe por aqui, iremos destacar dois vinhos para vosso deleite.


O primeiro vinho a destacarmos aqui é o Sauvignon Blanc Vale da Pedra 2015, um vinho que apesar de ser feito com uvas 100% Sauvignon Blanc, passa por um "blend" onde parte da fermentação foi realizada em tanques de inox e tanques de concreto em formato de ovo de concreto (tecnologia que proporciona a micro-oxigenação e uma fermentação mais delicada) e a a outra parte do vinho estagiou em barrica de carvalho francês de 600 litros. Após 12 meses, fez-se uma assemblage do tanque com a barrica. Como resultado temos um vinho de coloração amarelo palha bem clarinha com alguns reflexos dourados. No nariz aromas de frutos cítricos e tropicais, aspargos e uma leve lembrança floral. Na boca apresentou corpo leve para médio, acidez na medida e retrogosto marcado pelo cítrico, mas que confirma o olfato. Um bom vinho, mais equilibrado que muitos chilenos disponíveis por aqui. 


O segundo vinho foi o Syrah Vista da Serra 2014, considerado um dos ícones da vinícola. Como o próprio nome já diz, o vinho é feito com uvas 100% Syrah da parcela que dá nome ao vinho, "Vista da Serra", com amadurecimento de 20 meses em barricas de carvalho francês. Como resultado, observamos um vinho de coloração violácea profunda, escura, com algum brilho e limpidez. No nariz o vinho apresentou aromas de frutos negros em compota, especiarias, chocolate e algo que lembrava eucalipto. Em boca o vinho se mostrou encorpado com boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso. Excelente vinho, bate de frente com a maioria de seus "concorrentes" chilenos e argentinos.



Incrível é quebrar paradigmas e verificar que o Brasil pode sim fazer bons vinhos, em diversas regiões do país, e que pode sim competir com alguns de nossos vizinhos. Tudo isso numa paisagem incrível e com muita organização, investimento e coisa e tal. O grande questionamento que eu deixo aqui é que, dadas todas as variáveis envolvidas no processo produtivo e de vendas de vinho (como a de taxação e impostos, a mais sensível no mercado nacional), o preço aplicado aos vinhos nacionais não me parecem compatíveis com o que o mercado consumidor está disposto a pagar, nem tem condições para tal. Gostaria de saber a opinião de vocês.

Conforme eu havia dito anteriormente, esta visita foi parte de um pacote de viagem enoturística preparada e apresentada pela Stelltour Viagens, uma agência de viagens que tem como mote viagens com destinos relacionados ao vinho. Atualmente a agência tem criado pacotes relacionados ao mundo do vinho no Brasil em conjunto com a sommeliére Mikaela Paim, que dentre outras atividades, podemos citar que é sommelière desde 2007, Presidente da Confraria Vinhos do Brasil, colaboradora da Osteria Generale há 15 anos e ainda trabalha com consultorias e Eventos Enogastronômicos. Eu recomendo tanto a visita como os pacotes de viagens da agência.

Até o próximo!

Thursday, September 14, 2017

La Conreria Priorat 2010

La Conreria d'Scala Dei, produtora do vinho de hoje, nasce da vontade e do entusiasmo de um grupo de pessoas historicamente ligadas ao Priorat, com o desejo de compartilhar com o mundo os vinhos magníficos que são feitos nesta terra. O nome da adega contém em si uma história e um legado que nos levam a conhecer uma antiga tradição. Situada na antiga vila de Scala Dei, à direita do belo Montsant (montanha santa) e ao lado do mosteiro do século 12, Cartoixa d' Scala-Dei, é hoje o símbolo da região de Priorat. Da antiga propriedade da família Rialp, houve a modernização de suas instalações para fazer os vinhos e compartilhar o legado histórico desta terra e suas pessoas nos magníficos arredores de Scala dei e Priorat e com seus visitantes. Com uma cuidadosa seleção de videiras e clusters, dos 265 hectares arrendados e de propriedade, e com todo esforço por trás de cada uma das 85.000 garrafas que são produzidas anualmente, esses vinhos se tornam realidade com a marca peculiar de El Priorat.


Sobre o La Conreria Priorat 2010, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir das castas Garnacha, Cabernet Sauvignon, Merlot, Syrah e Cariñena com fermentação malolática acontecendo em barrica onde permanece para amadurecimento sobre as leveduras por aproximadamente 3 meses. Após, o vinho ainda envelhece 4 meses em garrafa antes de ser liberado para o mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média para grande intensidade com algum brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e praticamente incolores também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, eucalipto, especiarias, ervas, tabaco e algo de café com leite.

Na boca o vinho se mostrou encorpado com boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um excelente vinho espanhol provado por aqui. elegante, complexo e que evolui com o tempo em taça. Creio estar em seu ápice. Eu recomendo a prova.

Até o próximo.

Monday, September 4, 2017

Wines of Uruguay Tannat Tasting Tour 2017

Atualmente, dos países vizinhos que produzem vinhos, o Uruguay tem sido o que mais me surpreende. E isto tem se devido principalmente a "domesticação" da rústica Tannat à descoberta de blends bem interessantes (usando até mesmo castas pouco usuais por estes lados) que tem sido criados por lá. E foi o que pude presenciar mais uma vez no Masterclass do Tannat Tasting Tour São Paulo, que aconteceu no Museu de Arte Contemporânea de São Paulo no último dia 22 de agosto, evento este organizado pela Wines of Uruguay


Não há como negar que, até como parte de um case de sucesso de marketing, a uva Tannat se tornou símbolo do país vizinho e, como não deveria deixar de ser, o mote da Masterclass é o uso da casta, seja em vinhos varietais e em cortes. Até grandes críticos do mundo do vinho acabaram por se render aos vinhos tintos vindos do Uruguay, como a aclamada Jancis Robinson, por exemplo. E o Brasil tem uma grande parcela contribuinte no consumo de vinhos vindos do nosso vizinho: cerca de 60% das exportações uruguaias tem como destino o nosso mercado, chegando a volumes que ultrapassam os 2 milhões de litros.


Sobre o evento em si, estavam disponíveis mais de 125 rótulos diferentes de vinhos além de representantes dos importadores e vinícolas, sempre solícitos no contato com o público em geral. O local escolhidos não poderia ser melhor: o visual de fim de tarde da cobertura do Museu de Arte Contemporânea de São Paulo (mesmo em um dia onde o clima não foi o parceiro ideal) adicionou um quê artístico ao tasting. Nas linhas abaixo vou destacar dois vinhos que me chamaram a atenção na Masterclass. Espero que tenham sido do agrado de vocês também.


O primeiro vinho que eu vou destacar é o Alto de La Ballena Tannat Viognier 2013, produzido por uma vinícola boutique localizada em Maldonado (Alto de La Ballena), muito próximo ao balneário de Punta Del Leste, numa belíssima serra da região. O vinho é feito a partir de um corte de Tannat (85%) e Viognier (15%). O interessante aqui é que as uvas Tannat são fermentadas em conjunto com as cascas da Viognier e o mosto da Viognier é fermentado separadamente. O vinho resultante do corte fica 9 meses em barricas de carvalho americano para amadurecimento. Temos como resultado um vinho de coloração rubi violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, flores, chocolate, especiarias e um fundo mineral. Na boca  o vinho se mostrou de corpo médio para encorpado, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo. Um vinho elegante e potente.

Por último falaremos do Don Julio Ariano Tannat/Merlot/Syrah 2013, um vinho feito a partir de uvas Tannat selecionadas de uma parcela especial acrescidas de Merlot e Syrah. O vinho estagia por 18 meses em barricas francesas e americanas para amadurecimento. Além disso, antes da liberação ao mercado, o vinho passa por 12 meses em garrafa para envelhecimento. Este vinho foi criado em homenagem a Don Julio Ariano, um dos pioneiros da família na propriedade. Como resultado temos um vinho de coloração violácea profunda, brilhante e límpida. Trouxe no nariz aromas de frutas em compota, chocolate, flores, baunilha, especiarias doces e leve toque de tabaco. Na boca é encorpado, carnudo, de boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso. Baita vinho!

Foi isso que eu quis trazer pra vocês, meus prezados leitores, entretanto caso você tenha participado da Masterclass ou da feira, deixem nos comentários suas impressões, vinhos que mais gostaram e afins. Fico no aguardo.

Até o próximo!

Wednesday, August 30, 2017

4o Internationl Wine Show: Sucesso e bons vinhos!

A quarta edição da “International Wine Show” - tradicional evento de degustação de vinhos de todo o mundo - aconteceu no último mês de julho no Centro de Convenções Frei Caneca, na capital paulista. No total foram mais de 40 expositores participantes e cerca de 270 rótulos de vinhos de mais de 120 vinícolas, diversos deles premiados pelos melhores guias de vinhos do mundo, dentro os quais podemos destacar as importadoras e vinícolas: Adega Alentejana, Barrinhas, Bodega, Bruck, Calix, Cantu, Casa Flora, Casa Perini, Casa Valduga, Caves Santa Cruz, Chandon, Decanter, Devinum, Don Bonifacio, Epice, Galeria dos Vinhos, Inovini, Interfood, Italia Mais, KMM, La Charbonnade, La Pastina, Lidio Carraro, Lusovini, Miolo, Mistral, Mr. T, Obra Prima, Orion, Portus, Premium Drink, Qualimpor, RGB Importadora, Santar, Sogrape, Terra Vinis, TW Vinhos, VCT, Vinci, Vinícola Aurora, Winebrands, Worldwine, Zahil e Vina Carmen.


Vale ressaltar aqui que, para um evento deste porte (com o número de expositores mais público visitante), a organização foi impecável. O local era amplo, com uma boa disposição entre os expositores, pontos de aperitivos, água e locais de "descanso". Porém, a grande sacada da organização este ano foi atender a um pedido recorrente de jornalistas e formadores de opinião: a abertura antecipada em uma hora para que este público especializado pudesse ter acesso aos importadores/produtores ainda com a possibilidade de se conversar com mais calma e atenção dos mesmos. E funcionou muito bem. Além disso, durante o evento, os vinhos degustados estavam a preços promocionais e muito convidativos.


Convenhamos que, devido ao porte e número de rótulos a se degustar, fica um tanto quanto difícil falar sobre todos eles e, assim sendo (além de respeitar o mote do blog de não se tornar repetitivo/cansativo) optamos por selecionar alguns poucos rótulos para falar sobre. Acompanhem conosco nas próximas linhas.


O primeiro vinho que venho a destacar é o Inconsciente Tempranillo Blanco 2015, produzido pela Bodegas Mateos e trazido ao Brasil pela Importadora Bodegas de Los Andes. Este vinho era um lançamento na feira e me chamou a atenção justamente por ser vinificado em branco a partir de uma casta tinta. Feito em Rioja, na Espanha, o vinho passa pelo processo de leve esmagamento dos bagos a fim de se obter seu suco e pouco após o término deste processo, as cascas e outros agentes "corantes" são removidos a fim de se manter o mosto "branco". É feita então a fermentação e após o processo, o vinho permanece sobre as leveduras por 6 meses em tanques de inox. Finalmente o vinho é engarrafado e liberado ao mercado. Como resultado obtêm-se um vinho de cor amarelo dourada com reflexos verdeais, límpido e com bom brilho. No nariz, o vinho trouxe aromas de frutos tropicais e algo de frutos cítricos, toques minerais e florais. Na boca o corpo era médio e a acidez muito boa com o retrogosto confirmando o olfato. Um bom vinho e uma ótima surpresa, sem dúvidas.


O próximo vinho que iremos destacar é o Léon Perdigal Côtes du Rhone 2015, um tradicional corte de uvas da região do Rhône (Grenache, Syrah, Cinsault, Carignan e Mourvèdre) cultivadas em quatro diferentes zonas dentro da região. O vinho é produzido e nomeado em homenagem a um famoso toneleiro da região de Ogier. Não tem passagem por madeira o que nos dá como resultado um vinho de coloração violácea de média intensidade com bom brilho e limpidez. No nariz o vinho trouxe aromas de frutos vermelhos e especiarias (pimenta preta em destaque). Na boca, corpo médio e boa acidez criam um bom conjunto com os taninos suaves. Um vinho considerado de entrada mas que surpreende pela qualidade. É trazido ao Brasil pela Épice


Por fim, gostaria de falar dos vinhos Toscanos do tenor Andrea Bocelli. Flutuando entre algumas das regiões mais famosas da Toscana (Chiantti, Bolgheri, Morellino) por quase 3 séculos, o tenor e sua família tem produzido vinhos da mais alta gama e espalhado um pouco da cultura italiana pelo mundo. Aqui destaco dois vinhos, o Bocelli Chianti DOCG e o Bocelli Tenor Red IGT. O primeiro é um blend de 80% Sangiovese e 20% Merlot com passagem em inox e concreto para amadurecimento. Trás muita tipicidade nos aromas com frutos vermelhos, flores, especiarias e algo de chocolate. Já o segundo é um vinho feito a partir de um corte de partes iguais de Cabernet Sauvignon (Bolgheri), Sangiovese e Merlot (Morellino) sendo que cerca de 10% do mosto amadurece em barris de carvalho francês por 8 meses. Com isso temos um vinho mais encorpado, denso com aromas de frutos escuros, especiarias, café com leite e leve tostado. Dois baita vinhos que representam bem o estilo toscano de fazer vinhos. São trazidos ao Brasil pela importadora Itália Mais.

Mais um belo evento que pudemos registrar e onde tivemos oportunidade de provar muitos vinhos, da mais variada gama de preços, tipos e origens. Mal podemos aguardar o ano que vem. Se você, caríssimo leitor, participou do evento e quer compartilhar suas experiências, fique a vontade e utilize o espaço de comentários ao final deste post.

Até o próximo!

Monday, August 14, 2017

Starry Night Emoción Syrah 2012

Indo na contramão de quase tudo que vemos no novo mundo vitivinícola, encontramos a vinícola Starry Night, sócia do MOVI (Movimento dos Vinhateiros Independentes) do Chile, que busca não a quantidade mas sim a qualidade de seus vinhos. A Starry Night Vineyards & Winery está localizada em Maria Pinto, no sopé das montanhas da costa, numa área com influência costeira do Vale de Maipo e possui 4 hectares de Syrah e 4 hectares de Pinot Noir, rodeados por cerca de 300 hectares de floresta nativa. Toda a produção de vinhos da vinícola é feita em sua adega própria, que possui tudo o que é necessário para a produção dos mesmos. Podemos dizer que a vinícola tem como foco vinhos de "garagem" ou "vinhos de autor" onde a idéia é expressar toda filosofia de produção do produtor. 


Sobre o Starry Night Emoción Syrah 2012 podemos ainda acrescentar que é um vinho 100% feito a partir de uvas Syrah com passagem de 6 meses em barricas de carvalho francês para amadurecimento. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias, toques florais e de coco.

Na boca o vinho se mostrou encorpado com boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um ótimo Syrah chileno que apesar de se mostrar encorpadão é fácil de beber e não tem aqueles toques herbáceos que costumam incomodar. Eu recomendo a prova. É trazido ao Brasil pela La Charbonnade.

Até o próximo!

Thursday, July 20, 2017

Norte 32 Etiqueta Negra 2014: Vinho mexicano no Balaio!

O projeto Norte 32 de vinhos nasceu em 2002 como um projeto de aposentadoria do Capitão Oscar E. Obregón após anos de trabalho e dedicação à aviação, uma paixão que precedeu a sua paixão atual pelo vinho. Neste mesmo ano, adquiriu uma pequena propriedade no coração do Valle de Guadalupe, localizada ao norte paralelo 32, no México. No início de 2003 cerca de 7 hectares são plantados, 20.000 plantas, principalmente a partir de 2 variedades; Merlot e Cabernet Sauvignon. Em 2005 é feita a primeira colheita do Norte 32, um blend de Cabernet Sauvignon, Nebbiolo e Grenache com 330 caixas de vinho produzidas. A próxima safra do Norte 32 (2006) é um corte diferente, este ano o produtor de renome, José Luis Durand, decide mudar o blend, Cabernet Sauvignon, Merlot e Syrah. E assim fora feito a cada ano, com um blend diferente. Atualmente a vinícola "North 32" produz cerca de 4.000 caixas por ano e todo o processo de vinificação é realizada nas instalações construídas em 2008, que tem suas portas abertas para passeios e degustações.


Sobre o Norte 32 Etiqueta Negra 2014, podemos ainda acrescentar que o vinho é um blend das uvas Tempranillo e Syrah com passagem de 7 meses em barricas de carvalho americano e francês. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e com alguma cor também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de caramelo, baunilha, frutas vermelhas e especiarias. Madeira um pouco pronunciada no nariz.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, acidez um pouco abaixo do esperado e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um vinho "diferente" que provamos por aqui, de um lugar pouco conhecido por seus vinhos (México) com um blend pouco usual e que, vale conhecer, mas que tem alguns defeitinhos como por exemplo a madeira muito pronunciada no nariz principalmente e acidez um pouco baixa. De qualquer maneira, mas uma ótima experiência que obtivemos por aqui.

Até o próximo!