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Wednesday, July 3, 2019

Budureasca Premium Fume 2017

As Budureasca Vines, produtora do vinho de hoje, produz seus vinhos em sua adega em Gura Vadului, na área vitivinícola de Dealu Mare, uma das mais famosas da Romênia. Estão localizados no mesmo paralelo das famosas regiões de Bordeaux e Borgonha da França, chamado de "Paralelo do Vinho". As condições ideais de clima e solo permitem obter, todos os anos, especialmente vinhos brancos secos ou semi-secos. Exposição sul, sol longo durante o ano e solos extremamente férteis feitos de chernozem e calcário trabalham juntos para dar sabores e propriedades especiais aos vinhos Budureasca. Entre as uvas tintas, a Feteasca Negra, a Shiraz e a Cabernet Sauvignon são as mais favorecidas por tais fatores ambientais da área, porque elas exigem uma quantidade de energia solar maior para amadurecer corretamente e para atingir a plena maturidade. No total, as uvas a partir do qual a Budureasca obtêm seus melhores vinhos nobres são: Cabernet Sauvignon, Feteasca Preto, Merlot, Pinot Noir, Shiraz, Busuioacă de Bohotin, Pinot Gris, Sauvignon Blanc, Feteasca Regala, Tămâioasă romenos, Chardonnay, Feteasca Alba , Riesling e Muscat Ottonel.



Falemos agora do Budureasca Premium Fume 2017, um vinho que me causou certa curiosidade quando li a sua composição, afinal é feito a partir das uvas Chardonnay, Sauvignon Blanc e Pinot Gris com um longo periodo de passagem por madeira. As uvas são colhidas em sua maturidade ideal da região de Dealu Mare. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo dourada com reflexos verdeais com um ótimo brilho e limpidez.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos tropicais e frutos cítricos, fumaça e algo de baunilha e manteiga.

Na boca o vinho apresentou corpo médio para médio + com uma ótima acidez. O retrogosto confirma o olfato, adicionando alguns toques levemente herbáceos, e o final era de longa duração.

Mais um bom vinho romeno provado por aqui, este que é mais um vinho que me foi apresentado pelo Winelands Clube do Vinho, o clube que eu assino e recomendo. Me lembrou muito um bom Bordeaux branco, dadas as devidas proporções. Eu recomendo a prova, caso tenham oportunidade.

Até o próximo!

Tuesday, April 16, 2019

Karakter Sauvignon Blanc 2017

O vinho de hoje é produzido por Domeniile Sahateni, vinícola romena de propriedade de Aurelia Visinescu, uma respeitável enóloga romena, e seu sócio. A vinícola é baseada na região Dealu Mare, onde o "terroir" provou que vinhos excepcionais podem ser alcançados, sendo composta por 70 ha de videiras. Investimentos da ordem de até 5 milhões de Euros foram feitos e dedicados ao plantio e replantio de vinhas, modernização da adega, ampliação de capacidade e outros. A capacidade total de produção é de 1.000.000 garrafas por temporada. Uma parte dos vinhos é envelhecido em barricas de carvalho romeno e também envelhecidos em garrafa na adega. As principais variedades de uvas são: Feteasca Neagra, Merlot, Cabernet Sauvignon, Pinot Noir - para os vinhos tintos e Feteasca Alba, Chardonnay, Riesling, Sauvignon Blanc, Tamăioasă Romaneasca e Muscat Ottonel para os vinhos brancos. O que vemos aqui é a utilização de castas internacionais mas também um grande uso de uvas autóctones romenas e pouco conhecidas por nós brasileiros, o que torna provar o vinho por si só já uma descoberta. Inicialmente eram 3 linhas de vinhos: Nomad, Artisan e Anima. A primeira (Nomad), segundo a enóloga é focada em vinhos mais ao estilo novo mundo e visa àqueles que gostam se aventurar por tal estilo; já a segunda (Artisan) é uma linha mais dedicada às uvas autóctones romenas e a região de Dealu Mare; por fim, a terceira linha (Anima) é a linha de vinhos exclusivos, considerados os tops da vinícola.


Falando sobre o Karakter Sauvignon Blanc 2017, podemos ainda dizer que o vinho é feito 100% por uvas Sauvignon Blanc oriundas de Dealu Mare, na Romenia sem qualquer passagem por madeira. Vamos as descrições?

Na taça o vinho apresentou uma belíssima coloração amarelo palha com reflexos dourados de ótimo brilho e limpidez.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos tropicais e cítricos, bem maduros e suculentos com leve toque mineral. Ao fundo, notas florais também se fazem notar.

Na boca o vinho mostrou corpo leve para médio com uma boa acidez (mas sem se tornar "elétrico" como alguns irmão chilenos, a meu ver se tornando mais agradável). O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Mais um bom vinho romeno provado por aqui, este que é mais um vinho que me foi apresentado pelo Winelands Clube do Vinho, o clube que eu assino e recomendo. Foi o fiel escudeiro de um dos muitos dias muito quentes que sentimos por aqui na ocasião do nosso verão.

Até o próximo!

Tuesday, February 20, 2018

Viña Maipo Vitral Sauvignon Blanc 2016

A Viña Maipo foi fundada em 1948 no Vale do Maipo, no Chile, uma área reconhecida mundialmente pela produção de vinhos de excelente qualidade. 20 anos depois, Concha y Toro, o maior grupo vitivinícola do Chile, adquire a vinha, aprimorando a qualidade de seus vinhos e lançando as bases do seu espírito global. Em 2000, a Viña Maipo executou um plano de desenvolvimento agressivo, superando em 2006 o objetivo de 1 milhão de caixas vendidas e se tornando o 4º maior exportador de vinhos do Chile. Em 2007, Max Weinlaub assume como o enólogo principal da Viña Maipo, dando lugar a uma estratégia renovada focada no desenvolvimento de vinhos de nível superior e expressivo de sua origem. Hoje em dia, presente em mais de 80 mercados, a Viña Maipo tem se preocupado em demonstrar o potencial do Chile para a produção de vinhos excelentes, nascidos de uma longa trajetória vitivinícola e uma verdadeira paixão pelo autêntico.


Falando agora do Viña Maipo Vitral Sauvignon Blanc 2016, podemos ainda dizer que o vinho faz parte da linha reserva da vinícola, inspirada pela luz que atravessa os vitrais coloridos da Igreja do povo de Maipo. além disso, é feito com uvas 100% Sauvignon Blanc oriundas dos Vales do Aconcagua, Central e do Coquimbo com estágio de 3 meses em tanques de aço inox antes de ser engarrafado e liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo palha bem clarinho, com reflexos esverdeados, muito brilho e limpidez.

No narizo vinho apresentou aromas de frutos cítricos, grama recém cortada e leves traços herbáceos.

Na boca o vinho presentou corpo de leve para médio aliada a uma deliciosa acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um ótimo vinho para o dia a dia, especialmente nos dias de muito calor. É despretencioso mas ao mesmo tempo balanceado e bem saboroso. Não precisamos beber sempre vinhos complexos e topo de gama. As vezes uma conversa ou uma boa companhia pede um vinho descontraido, que é o caso aqui. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Friday, January 12, 2018

LFE Seleccion de Familia Gran Reserva Sauvignon Blanc 2015

A história de Viña Luis Felipe Edwards (LFE), produtora do vinho, remonta a 1976, quando Luis Felipe Edwards Sr. adquiriu a propriedade Fundo San José de Puquillay, localizado no Vale do Colchágua. A propriedade fica situada em um vale em forma de ferradura isolado, separado do majestoso e coberto de neve Andes pelo de seus cumes,San Fernando. Naquela época, ele plantou 60 hectares de vinhas, entre elas principalmente Cabernet Sauvignon, Malbec, Merlot e Carmenère. No início dos anos noventa, Luis Felipe Sr. decidiu fazer vinho com seu próprio nome e assim construiu uma moderna adega, equipada com a mais recente tecnologia no estado da arte da vinificação. A primeira safra, Luis Felipe Edwards Cabernet Sauvignon 1994, foi lançado no mercado internacional no final de 1995. A Viña Luis Felipe Edwards tem crescido desde então com o intuito de ser a maior empresa de vinhos de propriedade 100% familiar do Chile, com 1.850 hectares de vinhedos e tendo seus produtos exportados para mais de 70 países; duas gerações estão ativamente envolvidas em manter a marca sinônimo de qualidade e os valores familiares tradicionais nos dias de hoje.


Falando sobre o LFE Seleccion de Familia Gran Reserva Sauvignon Blanc 2015, podemos acrescentar que é um vinho 100% Sauvignon Blanc de uvas oriundas do Vale do Leyda, sem passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo palha com reflexos verdes, bom brilho e limpidez. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos cítricos e tropicais, aspargos e folhas secas.

Na boca o vinho apresentou corpo médio aliado a uma ótima e quase crocante acidez, mas sem parecer agressiva. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

Um ótimo vinho chileno para aplacar dias calorentos e, comprado em uma promoção no Pão de Açúcar, valeu demais o investimento. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Monday, September 18, 2017

Visitando a Vinícola Guaspari em SP

Eu confesso que sempre fui muito cético com vinhos nacionais, embora tenho visto uma boa evolução nos últimos anos, principalmente no tocante ao uso do termo terroir único e coisas correlatas. Afinal, mundo a fora, o termo terroir é empregado a locais "seculares" e que possuem toda uma cultura ancestral quando falamos de cultivo de uvas e produção de vinhos, coisa que o Brasil ainda não tem a curto e médio prazo. De qualquer forma, a descoberta de novas regiões produtoras de vinho de qualidade aqui no Brasil tem despertado atenção e portanto eu, como apreciador da bebida de Bacco, quis conhecer mais sobre o assunto. E em mais um "capítulo" da viagem enoturística adquirida junto a Stelltour Viagens, uma agência de viagens que tem como mote viagens com destinos relacionados ao vinho, fomos brindados com a visita a uma das vinícolas que muito tem se falado aqui no Brasil e também em alguns lugares do mundo, a Vinícola Guaspari.



A menos de 200 km de São Paulo encontramos a cidade de Espírito Santo do Pinhal, que possui aproximadamente 50.000 habitantes, onde está localizada a Vinícola Guaspari, uma das mais belas e premiadas vinícolas nacionais. O início da vinícola se deu em 2001, pelo menos conceitualmente, com a chegada de uma família muito ligada ao campo a esta região tradicionalmente cafeeira e identifica condições muito favoráveis à viticultura e depois fisicamente falando, com a aquisição de uma antiga propriedade, já em 2002. A altitude, clima seco, amplitude térmica elevada principalmente na época da colheita e demais característica do local foram o chamariz.




Na companhia de uma enólogo da casa, o passeio se inicia em frente a um imponente logo da empresa e segue até os vinhedos, que aprendemos mais tarde terem sido plantados em meados de 2006 com algumas mudas importadas da França, e que para obter-se o vinho ali, o sistema de dupla poda foi empregado, criando o que chamamos de "colheita de inverno". O termo "terroir de inverno" surge novamente. Aqui descobrimos que cerca de 80 ha da propriedade estão cobertas com vinhas, dentre as quais encontramos Sauvignon Blanc, Syrah, Cabernet Franc e Sauvignon, entre outras. Continuamos então a visita ao restante da vinícola, do recebimento das uvas a parte produtiva, tanques, engarrafamento, caves de envelhecimento em barricas e em garrafa até o derradeiro final na sala de degustação. Tudo com muita tecnologia empregada, afinal o investimento feito ali passa da casa do milhão de reais. Além disso, descobrimos também que a vinícola conta ainda com o enólogo-residente chileno Cristian Sepúlveda e consultoria do americano Gustavo González, que são quem assinam os rótulos. Além do visual acachapante da vinícola e da região, a hora mais esperada é a da degustação, e como de praxe por aqui, iremos destacar dois vinhos para vosso deleite.


O primeiro vinho a destacarmos aqui é o Sauvignon Blanc Vale da Pedra 2015, um vinho que apesar de ser feito com uvas 100% Sauvignon Blanc, passa por um "blend" onde parte da fermentação foi realizada em tanques de inox e tanques de concreto em formato de ovo de concreto (tecnologia que proporciona a micro-oxigenação e uma fermentação mais delicada) e a a outra parte do vinho estagiou em barrica de carvalho francês de 600 litros. Após 12 meses, fez-se uma assemblage do tanque com a barrica. Como resultado temos um vinho de coloração amarelo palha bem clarinha com alguns reflexos dourados. No nariz aromas de frutos cítricos e tropicais, aspargos e uma leve lembrança floral. Na boca apresentou corpo leve para médio, acidez na medida e retrogosto marcado pelo cítrico, mas que confirma o olfato. Um bom vinho, mais equilibrado que muitos chilenos disponíveis por aqui. 


O segundo vinho foi o Syrah Vista da Serra 2014, considerado um dos ícones da vinícola. Como o próprio nome já diz, o vinho é feito com uvas 100% Syrah da parcela que dá nome ao vinho, "Vista da Serra", com amadurecimento de 20 meses em barricas de carvalho francês. Como resultado, observamos um vinho de coloração violácea profunda, escura, com algum brilho e limpidez. No nariz o vinho apresentou aromas de frutos negros em compota, especiarias, chocolate e algo que lembrava eucalipto. Em boca o vinho se mostrou encorpado com boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso. Excelente vinho, bate de frente com a maioria de seus "concorrentes" chilenos e argentinos.



Incrível é quebrar paradigmas e verificar que o Brasil pode sim fazer bons vinhos, em diversas regiões do país, e que pode sim competir com alguns de nossos vizinhos. Tudo isso numa paisagem incrível e com muita organização, investimento e coisa e tal. O grande questionamento que eu deixo aqui é que, dadas todas as variáveis envolvidas no processo produtivo e de vendas de vinho (como a de taxação e impostos, a mais sensível no mercado nacional), o preço aplicado aos vinhos nacionais não me parecem compatíveis com o que o mercado consumidor está disposto a pagar, nem tem condições para tal. Gostaria de saber a opinião de vocês.

Conforme eu havia dito anteriormente, esta visita foi parte de um pacote de viagem enoturística preparada e apresentada pela Stelltour Viagens, uma agência de viagens que tem como mote viagens com destinos relacionados ao vinho. Atualmente a agência tem criado pacotes relacionados ao mundo do vinho no Brasil em conjunto com a sommeliére Mikaela Paim, que dentre outras atividades, podemos citar que é sommelière desde 2007, Presidente da Confraria Vinhos do Brasil, colaboradora da Osteria Generale há 15 anos e ainda trabalha com consultorias e Eventos Enogastronômicos. Eu recomendo tanto a visita como os pacotes de viagens da agência.

Até o próximo!

Tuesday, August 29, 2017

Stambolovo Estate Sauvignon Blanc 2016

O vinho de hoje é produzido pela Stambolovo Winery, vinícola esta que tem as suas vinhas e instalações situadas no sul da Bulgária, em estreita proximidade com as fronteiras com a Grécia e a Turquia. A região é de importância geográfica chave. O caminho mais curto da Europa para a Ásia e Ásia Menor passa por estas terras. Muito provavelmente esse foi o caminho pelo qual as primeiras videiras foram trazidas para o que é hoje o território da Bulgária. Com uma história de quase 80 anos no negócio, atualmente a vinícola está entre os principais produtores de vinho na Bulgária. Devido às características benéficas climáticas e terroir da região, bem como com a qualidade e tradição comprovada pelo tempo, hoje a marca Stambolovo é considerado pela maioria dos profissionais de negócios de vinho, a vinícola com os melhores, da mais alta qualidade e mais típicos vinhos Merlot na Bulgária.


Falando mais especificamente sobre o Stambolovo Estate Sauvignon Blanc 2016, podemos afirmar que é um vinho feito 100% com uvas Sauvignon Blanc sem qualquer estágio em madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração dourada com reflexos verdes, ótimo brilho e limpidez.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos cítricos (abacaxi e maracujá) e grama recém cortada.

Na boca o vinho apresentou corpo leve e uma acidez deliciosa mas sem ser "agressiva" como a maioria dos irmão chilenos da mesma casta apresentam, por exemplo. O retrogosto confirmou o olfato e acrescentou um toque mineral ao vinho. O final era de média duração.

A meu ver mais um excelente vinho búlgaro apresentado por aqui, um vinho no mínimo diferente e que difere dos hermanos de mesma casta. Vale conhecer e provar. Foi o fiel escudeiro de um jantar num rodízio de comida japonesa aqui em sampa. Este é mais um vinho que foi apresentado pelo Winelands Clube do Vinho, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

Thursday, May 18, 2017

Mirandelle De L. Lurton Bordeaux Sauvignon Blanc 2015

A família Récapet começou a plantar vinhas em St. Emillion ainda em 1650. Foi só na metade do século XIX que migraram para o sul da França, com destino à Branne. Desde 1897 a família é conhecida por sua produção, e atualmente a vinícola é comandada por François Lurton, membro da quinta geração da família. Enólogo de formação, ele esteve a frente de grandes projetos, entre eles, o grupo Möet & Chandon, no qual adquiriu grande experiência. Em 1988, abriu uma consultoria com seu irmão, Jacques, com quem passou a viajar o mundo conhecendo novos terroirs. Em 2007, deu continuidade aos projetos familiares, rebatizou a propriedade com seu nome e desde então dedica-se à produção de vinhos de qualidade impecável, na França, Espanha, Argentina e Portugal.


Já sobre o Mirandelle De L. Lurton Bordeaux Sauvignon Blanc 2015, podemos ainda acrescentar que o vinho é feito com 100% de uvas Sauvignon Blanc da região de Bordeaux (sem uma AOC mais específica) e sem passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo palha bem clarinho com reflexos esverdeados, límpida e com bom brilho. Lágrimas finas, rápidas e incolores também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos cítricos, ervas, flores e algo que lembrava melado.

Na boca o vinho apresentou muito frescor e certa untuosidade. O retrogosto confirmou o olfato e o final era de longa duração.

Um bom vinho branco de Bordeaux, de um afamado produtor e que trás um bom custo benefício. Foi bem com tilápia a parmigiana. Eu recomendo a prova. 

Até o próximo!



Fonte de informações sobre o produtor: www.grandcru.com.br

Thursday, February 2, 2017

Sant'Ilia Sauvignon Blanc 2013

Em 2002, Edoardo Miroglio (produtor do vinho de hoje), um conhecido italiano produtor têxtil e de vinho , descobriu na região da Trácia, na Bulgária, o solo perfeito e ótimas condições climáticas para a produção de vinhos de qualidade na aldeia de Elenovo, 22 km a sudeste de Nova Zagora. Cercada por 220 hectares de vinhas, a Vinícola Edoardo Miroglio é uma impressionante combinação de arquitetura inspirada na antiguidade com as tecnologias modernas para a produção de vinho, combinadas naturalmente com o meio ambiente. As principais marcas produzidas pela vinícola são: Elenovo (reservas), Edoardo Miroglio (marca premium), Sant'Ilia, Soli e Sant'Ilia Estate (marcas comerciais). Acima da vinícola, existe o hotel boutique Soli Invicto (O sol invicto, do italiano), que dispõe de 10 quartos mobilados de forma única, salão de degustação de vinhos, restaurante requintado, lobby bar e piscina exterior.


Já sobre o Sant’Ilia Sauvignon Blanc 2013, podemos ainda acrescentar que o vinho é feito a partir da casta Sauvignon Blanc da região da Aldeia de Elenovo, na Trácia, Bulgária sem passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo palha com reflexos dourados, muito límpido e brilhante. Lágrimas finas, em grande quantidade e sem coloração também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos cítricos e tropicais, flores e toques de mel. 

Na boca o vinho tinha corpo leve com uma excelente acidez. O retrogosto confirma o olfato e adiciona um toque mineral. O final era de média duração.

Um bom vinho para o dia a dia, alegre e fresco, sem maiores complicações. Uma boa alternativa aos vinhos que costumamos consumir no dia a dia. Tem um bom custo benefício. Este é mais um vinho do clube de vinhos Winelands, o clube que eu assino e recomendo. 


Para harmonizarmos, pensamos em um prato leve e alegre, assim como o vinho. Desta maneira, optamos por um cuscuz marroquino com legumes e frango grelhado. A combinação ficou muito boa.

Até o próximo!

Tuesday, December 13, 2016

Langtafel White Blend 2014

Eu gosto muito de variar os vinhos que bebo e, mais do que isso, procuro variar as regiões vinícolas que experimento para sempre poder aprender mais sobre os vinhos e suas peculiaridades. E hoje fomos até a um local que, na minha opinião, é até pouco explorado no nosso mercado mas que trás algumas gratas surpresas. Hoje falaremos de África do Sul e mais do que isso, falaremos de um bom vinho branco de lá com um corte não muito usual. Hoje é dia de Langtafel White Blend 2014.


O Langtafel White Blend 2014 é produzido pela Mooiplaas Wine Estate, situada entre as montanhas majestosas e férteis dos vales de Stellenbosch, na África do Sul. A propriedade é uma fazenda histórica cujos vinhedos estão plantados entre dois oceanos em encostas íngremes de antigos solos ricos em minerais nas ensolaradas colinas da região. É lá que Tielman e Louis Roos produzem uma gama de vinhos enraizados na tradição e técnicas artesanais que aproveitam ao máximo o terroir único da região. Uma das características mais marcantes da Mooiplaas é o terreno irregular, desde os prados no fundo do vale até a bacia hidrográfica no topo das colinas. Estes contrastes topográficos resultam em diferenças interessantes no microclima. Hoje, a Mooiplaas Wine State ocupa uma área de 243 hectares, dos quais cerca de 100 hectares são plantados com vinhas e 70 hectares dedicados a um parque natural privado.

Falando sobre o Langtafel White Blend 2014, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir de um blend das uvas Chenin Blanc, Sauvignon Blanc e Semillon sem qualquer estágio em madeira. Vamos, finalmente, as impressões sobre o vinho?

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo palha com reflexos levemente dourado com muito brilho e limpidez.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos cítricos e tropicais, aspargos e um toque mineral interessante no fundo.

Na boca o vinho apresentou corpo médio com boa acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e delicioso.

Um bom vinho para o dia a dia, mais um vez fugindo dos hermanos chilenos e argentinos. É excelente para se ampliar a litragem com vinhos de outros países menos consumidos por aqui além de ser super fácil de beber, daqueles que a garrafa seca logo. Eu recomendo a prova. Mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

Monday, December 5, 2016

Galodoro Branco 2015: Vinho branco português para a #CBE

Com um pouco de atraso, o Balaio do Victor chega com a sua postagem referente ao tema deste mês para a CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs. Desta vez, o tema foi proposto pelo Felipe Silva do blog Bebado Vinho, e era: "Como no fim do ano o pessoal gosta de saborear um bacalhau (eu me incluo), e como geralmente a noite de natal é uma noite quente, que tal um vinho branco português para acompanhar? De preferência feito com a uva Arinto (varietal ou com ela na composição). Mas caso não encontre, qualquer branco português está valendo". Como não conseguimos um varietal feito exclusivamente com a uva, fomos de Galodoro Branco 2015, que possui a Arinto em sua composição. 


O vinho é produzido pela Quinta do Conde, uma empresa familiar situada em Alenquer, na região de Lisboa. A família Santos Lima, a quem estas vinhas pertencem há várias gerações, dedica-se desde o final do século XIX à produção e exportação de vinho. Em 2005, esta sociedade deu início ao engarrafamento e à comercialização dos seus primeiros vinhos. Desde então, a “Quinta do Conde” tem vindo a aumentar a sua gama de marcas, contando, atualmente, com mais de 20 referências no seu portfólio.

Falando especificamente sobre o Galodoro Branco 2015, finalmente, podemos acrescentar que é um vinho feito a partir de um corte das uvas Arinto, Fernão Pires, Moscatel e Sauvignon Blanc sem qualquer passagem por madeira. Vamos ver o que este blend de uvas autóctones portuguesas e internacionais pode nos mostrar?

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo palha bem clarinha com reflexos esverdeados, bom brilho e ótima limpidez. Lágrimas finas, rápidas e incolores também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos tropicais e cítricos, flores e algo de mel.

Na boca o vinho tinha corpo leve para médio com uma acidez crocante. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo.

O vinho foi usado para harmonizar com culinária japonesa mas, dentro do proposto pelo tema do mês, acho que iria bem com pratos a base de bacalhau também. Eu recomendo a prova. É um excelente custo benefício sem dúvida: foi pago 34 reais na rede Pão de Açúcar.

Até o próximo!

Thursday, June 9, 2016

Gimenez Mendez Alta Reserva Sauvignon Blanc 2015

A pouco mais de uma semana atrás foi aniversário da anjinha que surgiu em minha vida a uns quatro anos e que tem me ensinado muita coisa desde então, mas mais do que isso, tem me dado a oportunidade de ser pai e de ama-la incondicionalmente. E foi para comemorar com ela mais uma primavera que ela escolheu irmos em um restaurante japonês no sistema rodízio, o Kazami Sushi. Como apreciador de vinhos e com uma taxa de rolha amigável, resolvi pegar um vinho de minha adega para a hercúlea missão de escoltar o jantar. Esta missão ficou a cargo do Gimenez Mendez Alta Reserva Sauvignon Blanc 2015. Vamos ver o que descobrimos sobre o vinho e sobre quem o produz.


O vinho é produzido pela Vinícola Gimenez Mendez, uma vinícola uruguaia estabelecida na mais pura área da América do Sul e totalmente pertencente e gerida pela família Gimenez Mendez. Seus vinhedos, cerca de 100 hectares, e adega estão localizados nas regiões de Las Brujas em Montevideo, Los Cerrillos e Canelón Grande, no sul do Uruguai, territórios privilegiados para a produção de vinhos. A história da família Gimenez Mendez com a viticultura data de 1929, quando produziam praticamente só vinhos de mesa. Devido a uma crise do mercado uruguaio, em meados dos anos 90, adquiriram uma outra adega mais antiga e tiveram a oportunidade de expandir seus negócios, decisão esta que se mostrou acertada com o passar do tempo. Atualmente seus vinhos podem ser encontrados no Reino Unido, Alemanha, Suíça, EUA, Brasil, Barbados e México. 

Falando agora sobre o Gimenez Mendez Alta Reserva Sauvignon Blanc 2015, podemos acrescentar que é um vinho feito 100% com uvas Sauvignon Blanc da região de Las Brujas, próximo a Montevidéu, no Uruguai. Não passa por madeira, a busca aqui é a fruta em sua expressão mais pura. A curiosidade fica aqui com o rótulo do produto, que possui a inscrição "enjoy it" que muda para a coloração rosa quando o vinho atinge a temperatura ideal de consumo. Apesar de toda sua história no mundo vitivinícola uruguaio, a vinícola Gimenez Mendez tem olhos para o futuro e as novas tecnologias existentes, mais um ponto pra eles. Enfim, sem maiores delongas, vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo palha de reflexos esverdeados, excelente brilho e limpidez.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos cítricos (maracujá em maior evidência mas também com lembrança de lima), leves toques herbáceos e minerais e algo de xixi de gato.

Na boca o vinho apresentava certa cremosidade aliada a um bom frescor. O retrogosto confirma o olfato e o final era bem fresco e longo. 

Este vinho é mais um grande exemplo de que o Uruguai e sua viticultura vai muito além da uva Tannat. Um grande vinho branco uruguaio, complexo, equilibrado e leve na medida. Deixa sempre a pontinha de quero mais na boca. Casou em cheio com a comida japonesa do dia. Eu recomendo a prova. É mais um vinho trazido pelo Clube de Vinhos Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

Monday, November 30, 2015

Domaine Chatelain Pouilly-Fumé Harmonie 2013

Pouilly-Fumé pode ser considerada umas das mais famosas apelações de vinhos brancos quando falamos de França, e por que não, do mundo. Seus vinhos feitos a base da uva Sauvignon Blanc atingem insuperável complexidade e harmonia. Está localizada a margem direita do Vale do Loire na região centro-norte da França. Como curiosidade, o nome "Fumé" parece derivar do aspecto da uva quando mais madura, que acaba sendo envolvida por uma "flor"de aspecto acinzentado como também aos aromas esfumaçados que comumente são encontrados em vinhos da região.


Já o produtor deste vinho, o Domaine Chatelain, podemos acrescentar que o mesmo foi fundado em 1630 e que continua nas mãos da família, 12 gerações depois. A propriedade conta hoje com 30 hectares de vinhas de Pouilly Fumé AOC, repartidas em 6 dos 7 municípios da denominação, a saber: Tracy-sur-Loire - Pouilly-sur-Loire - Mesves-sur-Loire - Saint-Andelain - Saint-Laurent l'Abbaye - Saint-Martin-sur-Nohain. Esta geografia particular e parcelar cobre praticamente todos os diversos terroirs da AOC, gerando uma grande liberdade de criação e escolhas com o intuito de propor um vinho trabalhado, equilibrado e muito característico.

Finalmente, falemos agora do Domaine Chatelain Pouilly-Fumé Harmonie 2013. Como já dito anteriormente é um vinho feito 100% com uvas Sauvignon Blanc oriundas de vinhas com idades entre 20 e 30 anos. É vinificado em cubas de inox a temperaturas controladas e depois é engarrafado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração amarelo palha com reflexos dourados, muito brilhante e bastante límpido.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas cítricas, flores brancas e muita mineralidade. Leve toque herbáceo ao fundo.

Na boca o vinho mostrou corpo médio com um pé no untuoso com uma acidez deliciosa e salivante. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um belo vinho do Loire sem dúvidas, cai bem com o clima quente que temos por aqui e com comidas mais leves, principalmente a base de frutos do mar. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Tuesday, September 29, 2015

Festival do Espumante SBAV 2015 - Um passeio pelas borbulhas!

Na última sexta feira aconteceu no Hotel Pestana São Paulo o Festival do Espumante 2015, uma ótima oportunidade de degustar e promover o espumante e difundir a bebida entre nós, consumidores além de profissionais da área. O evento, organizado pela SBAV (Associação Brasileira dos Amigos do Vinho) contou com as presenças da Pizzato, Aurora, Salton, Decanter, Perini, Miolo, Valmarino, MoëtHennessy, Adolfo Lona, Cave Geisse e cinco produtores da Campanha Gaúcha. O ambiente estava propício para tal, afinal o dia inteiro fez muito calor e a desconcentração com que os vinhos espumantes foram apresentados, atraiam muitas pessoas para o salão do hotel. Abaixo destaco alguns espumante que, segundo minha opinião, foram destaques no evento.


Adolfo Lona Brut Rosé: espumante elaborado pelo método charmat e que possui em sua composição Chardonnay e Pinot Noir. Este vinho é mais fresco, fácil de beber e entender. Tinha uma coloração salmão puxando casca de cebola roxa com borbulhas minúsculas, extremamente abundantes e persistentes. No nariz o vinho alternava frutos vermelhos frescos com toques cítricos, lembrando um pouco de abacaxi e limão siciliano. Na boca tem boa cremosidade, aliando ainda boa acidez e e estrutura média. Retrogosto confirma olfato e o final é de média para longa duração. Sem dúvida um belo vinho espumante;


Poesia do Pampa Brut Guatambu: este espumante é elaborado pelo método champenoise e que possui em sua composição uvas Chardonnay e Suavignon Blanc de Dom Pedrito, na fronteira com o Uruguai. De cor amarelo palha com reflexos esverdeados, o espumante tinha um perlage intenso e de pequenas borbulhas em abundância. Toques de frutos cítricos e maçã verde com leve lembrança de panificação ao fundo. Na boca fazia a diferença com muito frescor e cremosidade, com um equilibrio incrível. Retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração;


Hermann Lirica Brut: este é um espumante de todo curioso, começando por sua composição, 75% de Chardonnay e 25% de Gouveio de vinhedos localizados em Pinheiro Machado, no Rio Grande do Sul (Serra do Sudeste) também feito pelo método champenoise. Resulta num vinho espumante de coloração amarelo palha com reflexos esverdeados com uma perlage intenso e abundante. Toques de frutos cítricos, flores e com um fundo notadamente de panificação. Na boca era fresco e cremoso, com o retrogosto confirmando o olfato e um final longo e limpo. Mais uma bela descoberta;


Pizzato Brut: mais um vinho espumante que tem como base as uvas Chardonnay e Pinot Noir, também pelo método champenoise. Ostenta a DO Vale dos Vinhedos em seu rótulo. Cor amarelo palha com reflexos esverdeados, perlage abundante e de finas borbulhas. Aromas de frutos tropicais e cítricos, flores e panificação. Cremoso e fresco, este vinho espumante confirma o olfato com o seu retrogosto. Delicioso e longo;


Valmarino Brut Rosé: este vinho aparece aqui para fechar o post por ser muito curioso, composto por uvas Sangiovese e Pinot Noir, feito pelo método champenoise. Apresenta coloração rosada tendendo a um acobreado/alaranjado com boa formação de perlage. Aromas de frutos vermelhos e cítricos com algo de panificação. Fresco e com boa cremosidade, se tornando fácil de beber. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração. Vale conhecer.

É evidente que tínhamos muitas outras opções de bons vinhos espumantes, o que só vem a provar que o Brasil realmente está um passo a frente no tocante a esta bebida. Mas, para não me tornar cansativo, escolhi estas dicas acima e espero que tenham gostado. Um grande evento promovido pela SBAV e que, ano após ano entra para o circuito dos eventos reconhecidamente tradicionais do calendário de Sampa.

Até o próximo!

Thursday, May 7, 2015

p&f wineries trouxe uma Eslovênia desconhecida à #Expovinis

Entendo que a importadora p&f wineries foi uma das grandes novidades da última edição da Expovinis, que aconteceu no final do mês de Abril passado. Percebi que muita gente que entendia do assunto, entre jornalistas e formadores de opinião em geral, "perdeu" um pouco do seu tempo na feira ouvindo o que eles tinham a dizer sobre a linha de vinhos que estavam trazendo, e a maioria gostou do que ouviu, viu e degustou. Vamos ver o que eu tenho pra passar pra vocês?

A história da p&f wineries se confunde com a da família Puklavec. Afinal de contas, a importadora só existe por que o vinho surgiu antes, com a família Puklavec. Seus vinhedos estão localizados na região de Podravje, na Eslovênia, e são de propriedade da família Puklavec. Na década de 1930, Martin Puklavec foi nomeado secretário na cooperativa dos agricultores do vinho em Ljutomer-Ormož, onde se tornou a força motriz por trás da construção da adega atual. Em parte, através de seus esforços a área tornou-se uma das melhores regiões vinícolas do mundo. Vladimir Puklavec e suas duas filhas, Tatjana e Kristina, todos trabalham juntos ao lado dos outros viticultores com a determinação de continuar a busca da sua (grande) visão do pai: fazer os melhores vinhos possíveis juntos. A p&f wineries oferece uma vasta gama de vinhos em mais de 20 mercados para diferentes canais. Atualmente produzindo 6,5 milhões de litros de vinho, são o maior exportador de vinhos na Eslovênia. 

A Eslovênia, possui condições peculiares, com suas florestas e montanhas, e está localizada na Europa Central, fazendo fronteira com Áustria, Itália, Croácia, Hungria e com o Mar Adriático. Embora a nação não possa ser imediatamente considerada como uma região vinícola de renome, tem produzido vinhos a mais de 2.400 anos. Diz a lenda que os cruzados, em seu caminho para a terra santa, pararam em uma das mais belas colinas na área para descansar. Ali foram recebidos por moradores hospitaleiros, onde beberam vinho e decidiram nunca mais sair.


Para a Expovinis, a p&f wineries trouxe duas linhas de vinhos distintas entre si: puklavec & friends, uma linha de vinhos frescos, jovens e mais acessíveis a paladares menos experimentados. Aqui as uvas brancas Sauvignon Blanc e Furmint brilham juntas, em cortes inusitados (SB/Furmint ou SB/Pinot Grigio), trazendo muita fruta e frescor, aliás, segundo os próprios produtores, estão na única região autorizada a plantar e engarrafar vinhos com a uva Furmint na Eslovênia; já a linha Gomila pode ser considerada a linha topo de gama e carro chefe deles, com vinhos single vineyard feitos com as melhores uvas de determinadas parcelas. Estas parcelas estão distribuídas numa área de 18ha de terras e são colhidas manualmente. Aqui tanto a uva Furmint como a Sauvignon Blanc brilham de forma separada, em vinhos varietais únicos, minerais, longos e gordos em boca. Uma curiosidade aqui fica por conta de um espumante feito exclusivamente com Sauvignon Blanc que é bem bacana também.


A dica aqui é: se cruzar com algum destes vinhos por ai, prove, tenho certeza que não irá se arrepender. Soma-se a tudo dito até aqui o fato de que esta vinícola foi eleita a melhor da Eslovênia no ano de 2014 e de que a região de Podravje (onde se encontra a vinícola) ser conhecida como a Toscana do oriente. Então, se eu fosse você deixaria os preconceitos de lado e me jogaria no mundo do vinho esloveno.

Até o próximo!

Tuesday, May 5, 2015

Chozas Carrascal trouxe ótimos vinhos espanhóis no #EncontrodeVinhos

Ainda tentando colocar em dia todo o o material que eu consegui juntar em épocas de Expovinis, Encontro de Vinhos e por ai vai, achei em meus "papéis de pão" um pouco do que vi e degustei desta ótima Bodega espanhola, a Chozas Carrascal, que estiveram no Encontro de Vinhos e mostraram muita coisa bacana por lá. Vamos lá?

A Chozas Carrascal é uma vinícola que fica nas cercanias de Valência, mais precisamente localizado em San Antonio de Requena a meio caminho entre as cidades de Requena e Utiel. A Chozas Carrascal surigu em 1990, de um ambicioso e excitante projeto da Família Lopez-Peidro: fazer vinhos de qualidade a partir de um único e exclusivo terroir. De lá até a construção da sede, recuperação dos vinhedos e a primeira vinificação se passaram dez anos. A partir de então, houve ainda a ampliação da bodega, criação de museu de rótulos e certificações para que o trabalho decolasse. Os vinhedos estão situados no topo de uma pequena colina entre 750 e 850 metros acima do Mar Mediterrâneo. É surpreendente como sendo tão perto do mar (60 km), o clima característico é claramente continental. Somados a estes fatores temos ainda o terreno calcário que aporta muita personalidade aos vinhos. Como possuem vinhos em diversas linhas em algumas DOs tais como D.O. Pago Chozas Carrascal, D.O.P. Utiel Requena e D.O. Cava, escolhi 3 vinhos que me chamaram a atenção para comentar aqui, como já estou acostumado. Vamos a eles?


O primeiro que irei comentar por aqui é o LAS DOSCES, el blanco joven de Chozas Carrascal, um vinho feito a partir das castas Macabeo e Sauvignon Blanc. Achei curioso o blend e as uvas utilizada, uma vez que costumamos ver a Macabeo sempre no corte de um bom Cava e a Sauvignon Blanc reinando em Bordeaux o no Chile, em menor número na Espanha. De qualquer forma é um vinho para ser consumido jovem e não passa por barricas. Na taça tinha uma bonita coloração amarelo palha com reflexos verdes, bom brilho e boa limpidez. Nos aromas, muita fruta tropical e flores brancas com um toque de mineralidade ao fundo. Na boca tinha corpo médio mas com uma certa untuosidade aliada a um bom frescor. Retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração. Delicioso e refrescante, um vinho perfeito para o verão e para acompanhar alguma refeição sem muito peso ou condimentos.


Depois passamos ao LAS DOSCES, el tinto barrica de Chozas Carrascal, um vinho feito a partir das castas Bobal, Tempranillo e Syrah sendo que depois da fermentação tanto o vinho base de Tempranillo como o Syrah passam por envelhecimento (separadamente) de 5 meses em barricas de segundo e terceiro uso culminando com o corte final pré engarrafamento. Na taça uma bonita cor violácea de média para grande intensidade com um bom brilho e boa limpidez. No nariz aromas predominantemente de frutas vermelhas com algo de especiarias e notas de madeira. Na boca tem corpo médio, boa acidez e taninos macios. Retrogosto confirma o olfato e o final era saboroso e longo. Belo vinho para o dia a dia. Beberia de caixas!


Para fecharmos com chave de ouro passamos ao LAS OCHO, cujo nome faz menção as oito variedades de uva neste corte, cuja proporoção entre elas é variável de acordo com a safra. Tais castas são: Bobal, Monastrell, Garnacha Tinta, Tempranillo, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Syrah e Merlot. É um vinho de uma gama superior onde cada variedade é fermentada em separado e depois do corte, 75% do vinho passa por 14 meses em barricas francesas e os outros 25% ficam nos tanques. Após este período, o corte final (das duas partes do vinho) é feito e o mesmo descansa por 12 meses em garrafa antes de ser liberado ao mercado. Na taça o vinho mostrou uma coloração rubi violácea de média para grande intensidade, ligeiro halo de evolução com um bom brilho e bastante limpidez. No nariz percebemos aromas de frutos escuros e vermelhos, baunilha, especiarias e algo de tostado. Na boca é volumoso, taninos marcados mas de boa qualidade, integrados com o vinho e uma acidez que aporta muito frescor ao vinho. Retrogosto confirma o olfato e adiciona algo de capuccino. Final de longa duração. Um belo e complexo vinho, sem dúvidas.

Saldo final? Bons vinhos, boas opções para pessoas que assim como eu, ainda precisam descobrir mais sobre este país, no caso a Espanha, e seus encantadores vinhos que tem aparecido no mercado brasileiro. Eu recomendo.

Até o próximo!

Friday, May 1, 2015

Lafleur Mallet Sauternes 2007 & crème brulée: É harmonização pra #CBE

E chegamos àquele dia que sempre esperamos com entusiasmo todos os meses, que é o primeiro dia do mês quando os membros da #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs numa gostosa brincadeira postam todos sobre um mesmo tema. Neste mês, o tema foi super desafiador, proposto pelo Gil Mesquita, do blog Vinho para Todos, e foi "qualquer vinho de sobremesa, mas com uma dica de harmonização no post (de preferência com foto)". E digo que o tema foi desafiador por que, apesar de gostar muito de vinhos de sobremesa, eu consumo muito menos do que eu gostaria de consumir e não tinha pensado muito sobre harmonizações com eles. Até que este dia chegou. O vinho escolhido por aqui foi o Lafleur Mallet Sauternes 2007 e o escudeiro, o creme brulée. Vamos ver o que aconteceu?


O vinho em questão é produzido pelo Cheval Quancard, que possui diversas propriedades ao longo da região de Bordeaux. Desde 1844, a história da família Quancard tem sido associada as vinhas de Bordeaux. Nos anos anteriores a famosa classificação de 1855, Pierre Quancard criou o seu negócio de comércio de vinhos em Sainte-Antoine, localizado no coração das vinhas de Saint-André de Cubzac. Em 1985, orgulhosa do seu rico patrimônio, a empresa mudou seu nome para Cheval Quancard, em homenagem ao seu fundador e para afirmar a sua longa tradição familiar. Hoje, Cheval Quancard é uma das principais empresas de gestão familiar no mercado de Bordeaux. O seu envolvimento na região é reforçada pela personalidade e qualidade excepcional dos vinhos das 10 fazendas de propriedade familiar, que abrangem mais de 500 hectares de vinha das denominações de Sainte-Estèphe, Haut-Médoc, Lalande-de-Pomerol, Montagne -Saint-Émilion, e Bordeaux Supérieur. A sua gama de qualidade é ainda reforçada pelo afiliações de longa data com quintas e castelos, que dão lugar ao preço de qualidade - que combina tradição com técnicas de vinificação que são o estado da arte.

Sauternes, especificamente, fica a 65 km aproximadamente da cidade de Bordeaux e é uma região reconhecida por seus vinhos doces. O Lafleur Mallet Sauternes 2007 é um vinho feito da seleção dos mais nobres grãos de uvas das variedades Sémillon, Sauvignon Blanc e Muscadelle (50%, 20%, 30%) que foram "atacados"pela "podridão nobre". O vinho foi fermentado e envelhecido em tanques de inox. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma linda cor amarelo palha com reflexos dourados, brilhante e límpida.

No nariz, entretanto, é onde o vinho começou a se revelar. Aromas cítricos de casca de laranja, toques de damasco seco, mel e toques de madeira. Um verdadeiro perfume engarrafado.

Na boca o vinho foi outro deleite. É untuoso e com uma deliciosa acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo, saboroso e sem dulçor excessivo.

Como dica de harmonização, buscamos fazer um emparelhamento com uma receita francesa. E o escolhido foi o crème brulée. A receita é a base de ovos, baunilha e creme de leite fresco. A untuosidade do creme foi um bom par para o vinho e a citricidade do vinho combateu a doçura da sobremesa. Por fim, a textura da "casquinha" de açúcar queimado que recobre o creme dava um "que" a mais. Eu gostei. De qualquer forma foi uma ótima experiência e mais uma missão cumprida com louvar para a #CBE.

Até o próximo!

Monday, February 2, 2015

Nederburg Foundation Sauvignon Blanc 2014: Aplacando o calor da #CBE

É mais uma vez aquela época do mês em que os enoblogueiros(as) espalhados por este Brasil (e mundo) afora se unirem em mais uma degustação virtual, a já conhecida por aqui #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs. Neste mês, mais uma vez, tive um pequeno atraso pelo qual já me desculpo com meus colegas enoblogueiros e enoblogueiras. O tema foi sugerido pelo próprio presidente da Confraria, o Alexandre Frias do blog Diário de Baco: "Desculpa o tremendo atraso neste mês, mas apara agilizar o processo, eu mesmo darei o tema do mês: Um vinho de Sauvignon Blanc sem limite de preço. Por incrível que pareça, este vinho perfeito para o verão, não aparece na CBE há mais de 2 anos! Bora refrescar?". E por aqui como missão dada é missão cumprida, chegamos com o vinho sul africano Nederburg Foundation Sauvignon Blanc 2014.


Um pouco de história da Nederburg: "Em 1º de novembro de 1791, Philippus Bernadus Wolvaart, aos 42 anos recebeu a posse de uma propriedade que cobre o equivalente a 49 ha pela Companhia das Índias Orientais Holandesas (DEIC). Ele pagou a soma de 5600 florins pela a fazenda, que fica entre os rios Berg e Palmiet no distrito de Drakenstein (que hoje conhecemos como Paarl). Batizou a propriedade de Nederburgh. No entanto, o "h" parece ter sido retirado do nome muito cedo na história da fazenda. Ele começou imediatamente a limpar a terra, usando como mão de obra seus 10 bois e seis cavalos. ele estendia suas plantações um pouco a cada ano. Por volta de 1808 ele havia plantado 63 000 videiras e estava produzindo 23280 litros de vinho e outros 2328 litros de brandy. Seu foco, dedicação, espírito pioneiro, paciência e cuidado estabeleceram uma tradição na Nederburg, que se mantém até hoje. Depois disso e nos anos que vieram, após passar pelas mãos de alguns outros proprietários, a Nederburg chegou aos cuidados de Johann Georg Graue, sob os quais viveu altos e baixos mas viu sua fama se expandir e muitos prêmios ganhar com a ajuda do enólogo alemão Günter Brözel, que esteve a frente dos vinhos Nederburg até 1989, quando se aposentou. Desde então a Nederburg nomeou outros enólogos que mantiveram e expandiram a qualidade e o nome da vinícola na África do Sul e mundo afora.

A linha de vinhos Foundation, além de fazer referência ao fundados da vinícola (Philippus Bernadus Wolvaart), é uma linha de vinhos jovens, frutados e indicados para o consumo do dia a dia. O Nederburg Foundation Sauvignon Blanc 2014 é feito única e exclusivamente com uvas Sauvignon Blanc de regiões como Darling, Paarl e Philadelphia de idades que variam entre 50 e 15 anos de idade. Não passa por envelhecimento em barricas. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor amarelo palha com reflexos verdes, límpida e com muito brilho.

No nariz o vinho mostrou aromas discretos de frutas cítricas (maracujá) e grama recém cortada.

Na boca o vinho apresentou corpo leve e boa acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final é ligeiro.


Para acompanhar o vinho, minha esposa chef fez rosetas de pescada com geléia de pimenta sobre cama de duxell de cogumelos e batata rústica. Show de bola. Infelizmente o vinho não esteve a altura, muito simples e discreto. As vezes agente erra. De qualquer maneira, fica ai o vinho do mês da confraria. E que venham as próximas.

Até lá!

Tuesday, December 23, 2014

Ferrari-Carano Fumé Blanc 2013: Peso pesado californiano!

Que eu sou fã dos vinhos americanos muitos de vocês, caríssimos leitores, já estão cansados de saber. Mas de vez em quando ainda descubro vinhos que não havia provado e que me surpreendem pela qualidade. E quando uma uva que comumente é vista em outros lugares aparece em um grande vinho e temos a oportunidade de provar, fica melhor ainda. Bom, eu falei tudo isso para que vocês pudessem entender o por que estou falando hoje do Ferrari-Carano Fumé Blanc 2013. Vamos saber um pouco mais sobre ele.


Primeiro, é interessante entender o "apelido" Fumé Blanc. Antes dos anos 1970, os vinhos feitos a partir da casta Sauvignon Blanc não eram vistos com bons olhos pelos americanos em geral. Desta maneira, o que se via por lá eram vinhos pobres, diluídos e sem carácter. Isto resultava em um baixo consumo e, no final das contas, em um ciclo vicioso. Mas foi ai que Robert Mondavi conseguiu um lote especial desta casta e buscou atingir outro patamar de qualidade no seu vinho, buscando inspiração nos grandes vinhos do Vale do Loire, na França. E tentando afastar seu vinho da imagem arranhada que os vinhos baseados em Sauvignon Blanc tinham na época, ele escolheu este "apelido" para seu vinho. E até hoje, grandes vinhos são feitos inspirados em Mondavi.

A Ferrari-Carrano possui quase vinte vinhedos em cinco apelações distintas do Estados Unidos: Alexander Valley em Sonoma (conhecido por produzir excepcionais Cabernet Sauvignon, Chardonnay e Syrah); Anderson Valley em Mendocino (reconhecido pelos Pinot Noirs); Dry Creek Valley em Sonoma (Pinot Noir, Chardonnay e Sauvignon Blanc); e Carneros entre Napa e Sonoma. É uma das últimas vinícolas de grande porte que ainda não foi adquirida por um dos conglomerados de marcas famosas. Há duas sedes, uma que produz vinhos tintos em Alexander Valley e outra que produz os brancos em Dry Creek Valley. Esta última é lar da Ferrari-Carano e é conhecida como Villa Fiore Wine Shop & Tasting Room, ou simplesmente de Estate Winery, sendo construída em 1981. Todos os vinhos Ferrari-Carano são vinificadas e mantidos em lotes separados até o momento do engarrafamento.

Agora falemos mais um pouco sobre a estrela do post, o Ferrari-Carano Fumé Blanc 2013. É um varietal 100% feito de uvas Sauvignon Blanc onde 65% do vinho estagia em tanques de aço inox e outros 35% em barricas francesas usadas por 4 meses, sur lie. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração amarelo palha com reflexos dourados, muito brilho e ótima transparência. 

No nariz o vinho mostrou aromas de frutas tropicais e cítricas (pêssego, abacaxi, maracujá, limão siciliano) e toques de mel.

Na boca o vinho apresentou corpo médio (certa untuosidade) e boa acidez. Retrogosto confirma o olfato e o final é de longa duração.

Mais um grande vinho americano provado por aqui que acompanhou bem um risoto de peras com gorgonzola e uma fraldinha assada. Este é mais um que a SmartBuy Wines trás pro Brasil. Eu recomendo.

Até o próximo!

Thursday, December 4, 2014

New World Wines: Novos vinhos neozelandeses chegam ao Brasil

Na noite de ontem (03/12) fomos apresentados a um novo conceito em vinhos neozelandeses: a importadora New World Wines, em parceria com a Vinhos OnLine e o Consulado Geral da Nova Zelândia mostraram 3 linhas de vinhos que chegam ao Brasil para fazer barulho e tentar tornar o vinho neozelandês mais palatável em termos principalmente de custos, no Brasil. Vamos falar um pouco sobre tudo que foi visto por lá.


A Nova Zelândia é conhecida principalmente pelo poderoso mercado do agronegócio que se desenvolveu por lá, mas também vem sendo reconhecida na área de tecnologia. Como consequência, o país usa todo seu poderio tecnológico em prol dos campos mais tradicionais, como na produção de alimentos, frutas, carne e, nosso foco aqui, vinhos. Neste quesito, a Nova Zelândia conta com mais de 700 vinícolas das quais cerca de 87% produzem menos de 20 mil caixas por ano. Isso quer dizer que, comparativamente com outros produtores mundiais, a maioria de suas vinícolas podem ser consideradas "boutique" ou de pequeno para médio porte. Tem como principal região produtora Marlborough. Ainda, em um país onde o consumo per capita de vinhos atinge incríveis 13 litros (no Brasil não chega a 3), mais da metade de sua produção é exportada. Entretanto, os preços dos vinhos de lá é comparativamente mais alto que outros players do mercado, principalmente no Brasil. Uma das histórias mais marcantes da vitivinicultura neozelandesa moderna, se não a mais marcante, é a aposta do setor como um todo (- de 5% ainda utiliza rolha de cortiça como vedação) na adoção do fechamento das garrafas de vinho pelo método screwcap.


No portfólio da New World Wines estão vinícolas conhecidas como Ara e Jules Taylor, além de sua linha própria, os vinhos Pania. Cada rótulo é uma forte expressão da região de Marlborough, na Nova Zelândia, reconhecida internacionalmente como uma das localidades mais premium do mundo dos vinhos. A degustação foi conduzida por Rodrigo Penna, wine specialist e gerente da New World Wines. Vamos a elas.


A linha de vinhos próprios da New World Wines, Pania, faz alusão a uma antiga lenda Maori (indígenas da região, salvo engano) e seus rótulos, muito bonitos, trazem ilustrações assinadas por uma famosa artista nacional. Tais vinhos buscam expressar o potencial de Marlborough a um custo mais acessível sem abrir mão da qualidade. Suas uvas vem de diversos vinhedos espalhados pela região. São dois exemplares, o Pania Sauvignon Blanc bem típico com aquela cor amarelo claro com reflexos ainda verdeais, muita fruta no nariz (maracujá, limão siciliano), toques herbáceos que passeiam entre a grama cortada e o aspargo (um meio termo quando falamos de maturação) e ainda leves toques minerais. Em boca a acidez se destaca e o corpo leve deixa sempre a sensação refrescante com um final de média duração; já o Pania Pinot Noir me pareceu um pouco menos expressivo, apesar da coloração rubi mais clara e transparente e um nariz até certo ponto interessante com frutos vermelhos, caramelo e um pouco de madeira. O que me decepcionou um pouco foi a boca, com um final deveras curto e falta de extrato. Apesar disso, com os vinhos variando entre 60 - 75 dinheiros me pareceram boas opções para desmistificar o vinho neozelandês.


A segunda vinícola apresentada foi a Ara Wines, que aposta mais em vinhos single vineyard do que no panorama da região como um todo. Sendo assim, possui um único vinhedo da onde tira as uvas para seus vinhos, no caso 3, mostrados e trazidos pra cá. Começamos com o Ara Single Vineyard Sauvignon Blanc que visualmente é muito típico com aquele amarelo palha tradicional, brilhante e límpido. Os aromas são mais contidos e basicamente me remetem a frutas cítricas. Na boca é bem fresco e apresenta corpo médio com um final de médio para longo; o Ara Single Vineyard Pinot Gris se mostrou um vinho deveras interessante. Amadureceu sur lie para ganhar um peso e complexidade maiores. Resulta num vinho amarelo dourado com um reflexo tendendo a um salmão e com um nariz perfumado com mel e própolis, peras e flores. Na boca se mostra mais gordo e untuoso que os vinhos até aqui provados mas mantém uma acidez agradável. Tem um belo final; e pra finalizar o Ara Single Vineyard Pinot Noir, este também um vinho mais interessante. Cor mais escura e aromas de frutos vermelhos, noz moscada, carne e toques terrosos. Em boca mostra um corpo médio, acidez gostosa, taninos finos e um final de médio para longo. Estes vinhos vagam entre os 70 - 90 dinheiros para o consumidor final, o que também é muito bem em se falando de Nova Zelândia.


Finalmente chegamos a vinícola Jules Taylor e seus vinhos que podemos chamar de autor, uma vez que o nome da vinícola remete ao nome da enóloga responsável. Depois de muito trabalhar em vinícolas tanto dentro como fora da Nova Zelândia, criou sua própria. E ela utiliza somente as uvas com as quais tem mais afinidades. Foram apresentados dois vinhos. O primeiro, o Jules Taylor Sauvignon Blanc mostrou coloração típica com amarelo palha e reflexos verdes. Nos aromas, muito maracujá e pêssego ao lado de notas de aspargos frescos. Algo de especiarias. Na boca o vinho tinha corpo médio e acidez suculenta e um final de média para longa duração; e o Jules Taylor Pinot Noir, um vinho mais complexo que os anteriores. O aspecto visual já mostra um vinho mais escuro que um Pinot usual e os aromas já mostram mais camadas: frutos vermelhos, pinho, mentolado, especiarias e toques animais. Na boca já mostra um vinho mais encorpado e com taninos mais presentes porém macios, acidez na medida e um final longo e carnudo. Estes vinhos variam entre 90 a 110 dinheiros mas ainda sim são bons exemplares a se provar.

Fechamos o evento com um coquetel harmonizado pelo chef neozelandês Shaun Dowling, onde tivemos a oportunidade de provar alguns comes com ingredientes comumente usados na culinária neo zelandesa como carne de cordeiro, cream cheese, salmão, etc. Tudo delicioso e mais uma vez bem organizado pela Alessandra Casolato e a CH2A Comunicação, a quem dirijo meus cumprimentos mais uma vez.

Até o próximo!