Showing posts with label Marlborough. Show all posts
Showing posts with label Marlborough. Show all posts

Thursday, December 4, 2014

New World Wines: Novos vinhos neozelandeses chegam ao Brasil

Na noite de ontem (03/12) fomos apresentados a um novo conceito em vinhos neozelandeses: a importadora New World Wines, em parceria com a Vinhos OnLine e o Consulado Geral da Nova Zelândia mostraram 3 linhas de vinhos que chegam ao Brasil para fazer barulho e tentar tornar o vinho neozelandês mais palatável em termos principalmente de custos, no Brasil. Vamos falar um pouco sobre tudo que foi visto por lá.


A Nova Zelândia é conhecida principalmente pelo poderoso mercado do agronegócio que se desenvolveu por lá, mas também vem sendo reconhecida na área de tecnologia. Como consequência, o país usa todo seu poderio tecnológico em prol dos campos mais tradicionais, como na produção de alimentos, frutas, carne e, nosso foco aqui, vinhos. Neste quesito, a Nova Zelândia conta com mais de 700 vinícolas das quais cerca de 87% produzem menos de 20 mil caixas por ano. Isso quer dizer que, comparativamente com outros produtores mundiais, a maioria de suas vinícolas podem ser consideradas "boutique" ou de pequeno para médio porte. Tem como principal região produtora Marlborough. Ainda, em um país onde o consumo per capita de vinhos atinge incríveis 13 litros (no Brasil não chega a 3), mais da metade de sua produção é exportada. Entretanto, os preços dos vinhos de lá é comparativamente mais alto que outros players do mercado, principalmente no Brasil. Uma das histórias mais marcantes da vitivinicultura neozelandesa moderna, se não a mais marcante, é a aposta do setor como um todo (- de 5% ainda utiliza rolha de cortiça como vedação) na adoção do fechamento das garrafas de vinho pelo método screwcap.


No portfólio da New World Wines estão vinícolas conhecidas como Ara e Jules Taylor, além de sua linha própria, os vinhos Pania. Cada rótulo é uma forte expressão da região de Marlborough, na Nova Zelândia, reconhecida internacionalmente como uma das localidades mais premium do mundo dos vinhos. A degustação foi conduzida por Rodrigo Penna, wine specialist e gerente da New World Wines. Vamos a elas.


A linha de vinhos próprios da New World Wines, Pania, faz alusão a uma antiga lenda Maori (indígenas da região, salvo engano) e seus rótulos, muito bonitos, trazem ilustrações assinadas por uma famosa artista nacional. Tais vinhos buscam expressar o potencial de Marlborough a um custo mais acessível sem abrir mão da qualidade. Suas uvas vem de diversos vinhedos espalhados pela região. São dois exemplares, o Pania Sauvignon Blanc bem típico com aquela cor amarelo claro com reflexos ainda verdeais, muita fruta no nariz (maracujá, limão siciliano), toques herbáceos que passeiam entre a grama cortada e o aspargo (um meio termo quando falamos de maturação) e ainda leves toques minerais. Em boca a acidez se destaca e o corpo leve deixa sempre a sensação refrescante com um final de média duração; já o Pania Pinot Noir me pareceu um pouco menos expressivo, apesar da coloração rubi mais clara e transparente e um nariz até certo ponto interessante com frutos vermelhos, caramelo e um pouco de madeira. O que me decepcionou um pouco foi a boca, com um final deveras curto e falta de extrato. Apesar disso, com os vinhos variando entre 60 - 75 dinheiros me pareceram boas opções para desmistificar o vinho neozelandês.


A segunda vinícola apresentada foi a Ara Wines, que aposta mais em vinhos single vineyard do que no panorama da região como um todo. Sendo assim, possui um único vinhedo da onde tira as uvas para seus vinhos, no caso 3, mostrados e trazidos pra cá. Começamos com o Ara Single Vineyard Sauvignon Blanc que visualmente é muito típico com aquele amarelo palha tradicional, brilhante e límpido. Os aromas são mais contidos e basicamente me remetem a frutas cítricas. Na boca é bem fresco e apresenta corpo médio com um final de médio para longo; o Ara Single Vineyard Pinot Gris se mostrou um vinho deveras interessante. Amadureceu sur lie para ganhar um peso e complexidade maiores. Resulta num vinho amarelo dourado com um reflexo tendendo a um salmão e com um nariz perfumado com mel e própolis, peras e flores. Na boca se mostra mais gordo e untuoso que os vinhos até aqui provados mas mantém uma acidez agradável. Tem um belo final; e pra finalizar o Ara Single Vineyard Pinot Noir, este também um vinho mais interessante. Cor mais escura e aromas de frutos vermelhos, noz moscada, carne e toques terrosos. Em boca mostra um corpo médio, acidez gostosa, taninos finos e um final de médio para longo. Estes vinhos vagam entre os 70 - 90 dinheiros para o consumidor final, o que também é muito bem em se falando de Nova Zelândia.


Finalmente chegamos a vinícola Jules Taylor e seus vinhos que podemos chamar de autor, uma vez que o nome da vinícola remete ao nome da enóloga responsável. Depois de muito trabalhar em vinícolas tanto dentro como fora da Nova Zelândia, criou sua própria. E ela utiliza somente as uvas com as quais tem mais afinidades. Foram apresentados dois vinhos. O primeiro, o Jules Taylor Sauvignon Blanc mostrou coloração típica com amarelo palha e reflexos verdes. Nos aromas, muito maracujá e pêssego ao lado de notas de aspargos frescos. Algo de especiarias. Na boca o vinho tinha corpo médio e acidez suculenta e um final de média para longa duração; e o Jules Taylor Pinot Noir, um vinho mais complexo que os anteriores. O aspecto visual já mostra um vinho mais escuro que um Pinot usual e os aromas já mostram mais camadas: frutos vermelhos, pinho, mentolado, especiarias e toques animais. Na boca já mostra um vinho mais encorpado e com taninos mais presentes porém macios, acidez na medida e um final longo e carnudo. Estes vinhos variam entre 90 a 110 dinheiros mas ainda sim são bons exemplares a se provar.

Fechamos o evento com um coquetel harmonizado pelo chef neozelandês Shaun Dowling, onde tivemos a oportunidade de provar alguns comes com ingredientes comumente usados na culinária neo zelandesa como carne de cordeiro, cream cheese, salmão, etc. Tudo delicioso e mais uma vez bem organizado pela Alessandra Casolato e a CH2A Comunicação, a quem dirijo meus cumprimentos mais uma vez.

Até o próximo!

Wednesday, November 12, 2014

Kim Crawford Sauvignon Blanc 2013: Refrescante elegância!

Com o calor que tem nos assolado em Sampa somados a falta d'água cada vez mais presente em nossas vidas, muitas vezes menos é mais. O que eu quero dizer com isso? Muitas vezes não é necessário um jantar sofisticado para que a noite seja pra lá de agradável e satisfaça entre outros, a fome e massageie o ego. Enfim, em uma noite destas resolvemos que nosso jantar seria uma versão personalizada do famoso "queijos e vinhos" e mais uma vez fiquei incumbido de tirar da adega um vinho que estivesse a altura da noite. O escolhido da vez foi o Kim Crawford Sauvignon Blanc 2013.


Formado por uma terra e clima bem incomuns, o vinho da Nova Zelândia levou apenas algumas décadas para figurar entre os favoritos entre os amantes do vinho em todo o mundo, especialmente o Sauvignon Blanc vindo de Marlborough. O país atravessa latitudes equivalentes a Itália, tem sol intenso, no entanto, o oceano circundante é frio e coloca a Nova Zelândia num espectro frio e limítrofe para o cultivo de uvas. Combinado com uma paisagem intocada e com uma robusta gama de viticultores comprometidos com práticas sustentáveis, o vinho da Nova Zelândia atinge sabores e purezas de intensidade incomparáveis. A maioria dos vinhedos do país encontram-se em vales e planícies protegidas ao longo da costa leste. Eles são todos diferentes e cada região vinícola da Nova Zelândia tem suas próprias forças. No entanto, nenhum deles tiveram um impacto maior sobre o mundo do vinho de Marlborough. Marlborough está na ponta nordeste da Ilha Sul da Nova Zelândia. Seus vales e planícies aluviais são limitadas pelo Oceano Pacífico, a leste e as montanhas em todos os lados, fornecendo abrigo que mantém esta região seca, ensolarado e quente.

As raízes de Kim Crawford Wines remontam a 1996, quando Kim Crawford e sua esposa, Erica, se apaixonaram pela idéia de iniciar uma vinícola. Determinados em transformar a sua paixão em uma realidade, Kim e Erica, tiraram a empresa do papel a partir de um quarto de hóspedes de sua casa, em Auckland Central, na Nova Zelândia. Sem possuir vinhas ou tanques, Kim e Erica produziram suas primeiras 4.000 caixas e assim nascia a Kim Crawford Wines. Com uma velocidade incrível, os vinhos da Kim Crawford wines começaram a ganhar prêmios e seguidores fiéis. Apenas dois anos após o lançamento, a Kim Crawford Wines começou a exportar para os Estados Unidos. Dentro de quatro anos, a empresa mudou-se para uma vinícola tida como o "estado da arte" em Marlborough e ali começaram a comprar e cultivar suas próprias vinhas.

Falando agora do astro principal deste post, o Kim Crawford Sauvignon Blanc 2013, tem suas uvas 100 % Sauvignon Blanc seleccionadas a partir de vinhas no Vale de Wairau (Marlborough) e seu vizinho, o Vale de Awatere sem qualquer estágio em barricas. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor amarelo palha com reflexos verdeais, bom brilho e ótima transparência. Lágrimas finas, rápidas e incolores também puderam ser notadas.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutos cítricos, mousse de maracujá e notas herbáceas características do varietal.

Na boca o vinho mostrou corpo médio e uma excelente e refrescante acidez. Retrogosto confirma o olfato com um final delicioso e de longa duração.

Mais um belo vinho branco por aqui, que pode ajudar a combater o calor em dias como os que temos presenciado e que estão por vir em Sampa. Eu recomendo a prova deste vinho. 

Até o próximo!

Tuesday, October 7, 2014

The Crossings Sauvignon Blanc 2013: Elfos, Anões? Não, vinho branco!

Provavelmente você não deve ter entendido uma vírgula do título, e olha, pra ser sincero, eu acho que não consegui passar a mensagem que eu gostaria também. A questão é que, como estamos falando de um vinho da Nova Zelândia, quis fazer menção as filmagens da trilogia "O Senhor dos Anéis" e também de "O Hobbit"que aconteceram por lá. Dito isso, já acabei com o mistério do título. Vamos agora é falar do The Crossings Sauvignon Blanc 2013.


Formado por uma terra e clima bem incomuns, o vinho da Nova Zelândia levou apenas algumas décadas para figurar entre os favoritos entre os amantes do vinho em todo o mundo, especialmente o Sauvignon Blanc vindo de Marlborough. O país atravessa latitudes equivalentes a Itália, tem sol intenso, no entanto, o oceano circundante é frio e coloca a Nova Zelândia num espectro frio e limítrofe para o cultivo de uvas. Combinado com uma paisagem intocada e com uma robusta gama de viticultores comprometidos com práticas sustentáveis, o vinho da Nova Zelândia atinge sabores e purezas de intensidade incomparáveis. A maioria dos vinhedos do país encontram-se em vales e planícies protegidas ao longo da costa leste. Eles são todos diferentes e cada região vinícola da Nova Zelândia tem suas próprias forças. No entanto, nenhum deles tiveram um impacto maior sobre o mundo do vinho de Marlborough. Marlborough está na ponta nordeste da Ilha Sul da Nova Zelândia. Seus vales e planícies aluviais são limitadas pelo Oceano Pacífico, a leste e as montanhas em todos os lados, fornecendo abrigo que mantém esta região seca, ensolarado e quente.

Sobre o The Crossings Sauvignon Blanc 2013 pouco resta a se falar a não ser que é feito a partir de 100% de uvas Sauvignon Blanc oriundas do Awatere Valley, em Marlborough, na Nova Zelândia e o mesmo não passa por qualquer envelhecimento em madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração amarelo palha com reflexos verdeias, muito brilho e transparência. Lágrimas finas, rápidas e incolores também faziam parte do conjunto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de mousse de maracujá e torta de limão além de um toque herbáceo delicado.

Na boca o vinho apresentou corpo leve para médio com uma bela e gulosa acidez, Retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um belo vinho neo zelandês que encanta pela beleza dos aromas e dos sabores que se contrapõem a elegância com que se mostram. Eu recomendo,

Até o próximo!

Thursday, September 12, 2013

Yealands Way Pinot Noir 2010: um brinde as coisas simples da vida

Nem sempre teremos um banquete em casa. Mas quem disse que uma refeição simples não pode ser inesquecível quando na companhia das pessoas que você ama, acompanhada de um vinho bacana e de uma comidinha caseira deliciosamente preparada com muito amor? Pois é assim que começamos a história do nosso jantar e do vinho escolhido, o Yealands Way Pinot Noir 2010.


Como já dito anteriormente por aqui no blog (neste post), a vinícola Yealands State tem uma história muito interessante pois é totalmente voltada para a sustentabilidade e pela utilização dos créditos de carbono em sua produção. Trocando em miúdos, muito do que se utiliza de recursos na companhia vem de meios de reciclagem, seja da água da chuva, luz solar, garrafas de vidro, e assim por diante. Uma atitude louvável em tempos de ganância e egoísmo em moda. Fica localizada em Awatere Valley, em Marlborough, na Nova Zelândia. O vinho é feito com uvas 100% Pinot Noir. Não encontrei maiores informações sobre o mesmo, então vamos as impressões.

Na taça uma bonita cor rubi brilhante, com boa transparência, lágrimas finas, rápidas e incolores.

No nariz o vinho abriu com aromas de frutas vermelhas maduras e toques terrosos. 

Na boca o vinho apresentou corpo médio, excelente acidez e taninos finos e macios. Retrogosto confirma o olfato com frutas vermelhas maduras e um final de longa duração bem saboroso.

E assim mais um dia se esvaia com um vinho de excelente custo benefício, na faixa dos 50 dinheiros na rede Pão de Açúcar em São Paulo. Acompanhou graciosamente um arroz branco com creme de milho e lascas de peito de frango empanadas com ervas finas. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Thursday, December 6, 2012

Clube Des Sommeliers Sauvignon Blanc 2010 - Nova Zelândia a preços acessíveis

Eu sempre olhei com desconfiança para os vinhos de marca exclusiva do Grupo Pão de Açúcar, mesmo já tendo ouvido e lido muito bem a respeito. E confesso que este meu preconceito me fez perder algum tempo e que tive uma grata surpresa consumindo o rótulo que irei tratar hoje aqui no post.


Do site do Grupo Pão de Açúcar vem algumas linhas sobre a marca Club des Sommeliers:  "Club des Sommeliers é uma marca de vinhos exclusiva do Grupo Pão de Açúcar. Lançada em 2000, a linha possui mais de 60 rótulos de 10 países selecionados pelo enólogo e consultor de vinhos Carlos Cabral. Os vinhos Club des Sommeliers são selecionados nas melhores regiões vinícolas do mundo: França, Itália, Portugal, Espanha, Chile, Argentina, Brasil, África do Sul, Nova Zelândia e Austrália. Em 2011, lançamos a linha Reserva Club des Sommeliers, com vinhos que passam por um processo de envelhecimento em barricas de carvalho. O contato da bebida com a madeira torna-a mais saborosa e encorpada. A grande variedade de rótulos oferece a você vinhos de qualidade a preços acessíveis, com opções para o dia a dia e também para grandes celebrações. Confira nossos rótulos em diversas lojas do Extra e Pão de Açúcar com a garantia e exclusividade do Grupo Pão de Açúcar. Uma marca de vinhos especialmente selecionados para você".

Feito isso, focamos agora no vinho. O vinho é feito com uvas Sauvignon Blanc da região de Marlborough, na Ilha Sul da Nova Zelândia, região conhecida como a melhor no país para esta uva, e caso tenham interesse, dediquei um post exclusivo sobre a Nova Zelândia e suas regiões aqui. Não irei detalhar muito esta parte pra não deixar o post massante. Vamos as impressões.

Na taça uma cor amarelo palha de reflexos verdeais muito bonita, brilhante e bem transparente. Lágrimas finas, rápidas e incolores podiam ser observadas na taça.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutas cítricas como limão siciliano e toques de maracujá aliados a um leve quê de grama cortada e fresca. 

Na boca o vinho tinha um corpo leve, excelente acidez e muita lembrança de frutas cítricas e ácidas. Um final de média duração. 

Um vinho simples, que cumpre seu objetivo e qe combinou muito bem com o calor que vem nos assolando nos últimos dias. Custou cerca de 40 reais no Extra e valeu o investimento. Eu recomendo.

Até o próximo!

Sunday, July 3, 2011

Yealands Way Sauvignon Blanc 2009

Mais um belo exemplar de custo benefício vindo da distante Nova Zelândia, país que tem me chamado cada dia mais a atenção por seus vinhos corretos, muito bem feitos e de muito bom custo (ainda) no nosso mercado. Por ter uma história recente no mundo vitivinícola, a Nova Zelândia se utiliza ou é berço das mais recentes e modernas técnicas de produção. A vinícola Yealands State particularmente tem uma história muito interessante pois é totalmente voltada para a sustentabilidade e pela utilização dos créditos de carbono em sua produção. Trocando em miúdos, muito do que se utiliza de recursos na companhia vem de meios de reciclagem, seja da água da chuva, luz solar, garrafas de vidro, e assim por diante. Num mundo onde os recursos naturais são cada vez mais escassos, estas iniciativas por si só já são extremamente louváveis.Mas sem maiores delongas, vamos ao vinho.



O vinho é feito com uvas Sauvignon Blanc da região de Marlborough, na Ilha Sul da Nova Zelândia, região conhecida como a melhor no país para esta uva. Na taça apresentou uma cor amarelho palha bem fraca com leves reflexos esverdeados. Lágrimas finas, sem cor e bem rápidas em taça fechavam o conjunto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de pêssego maduro extremamente vibrante, algo cítrico que lembrava lima da pérsia, leve herbáceo que iniciou como aspargo mas depois pareceu evoluir para algo como mato molhado, grama e finalmente leve tom mineral ao fundo, lembrando pedras de mar.

Na boca o vinho era bem gordinho, corpo médio parra cheio, excelente acidez, daquelas bem cortantes mesmo e confirmou o cítrico e a fruta do nariz. Final longo e bem mineral, quase salino, que lembrava quando eu era pequeno e ia a praia brincar com aquelas pranchas de isopor na água e tomava aqueles caldos engolindo muita água do mar.

Mais um excelente custo benefício, este você pode encontrar nos supermercados da rede Pão de Açúcar. Compre e tenha sempre em casa, acompanhou divinamente um belo risoto de camarão com molho de tomate italiano e filés de saint peter com molho de camarão e queijo. Fica a dica!!

Até o próximo.

Wednesday, June 8, 2011

Desvendando a Nova Zelândia II: Dois Vinhos Interessantes

Retornando ao assunto Nova Zelândia, hoje eu quero comentar dois vinhos que degustamos em nossa última aula e que me chamaram muita atenção pela qualidade que eles mostraram e que eu não conhecia. Além disso são duas uvas que eu não estou muito acostumado, tenho “pouca litragem” em ambas mas estes exemplares me mostraram que eu devo pesquisar mais sobre ambas.

Ambos os vinhos são provenientes de Marlborough, na Ilha Sul da Nova Zelândia. Podemos dizer que foi lá que se deu origem a vitivinicultura moderna da Nova Zelândia. É dita como a melhor e maior região da Nova Zelândia e atualmente possui quase 60% das uvas produzidas no país. Vamos aos vinhos.

O primeiro é o Sanctuary 2009, produzido pela The New Zealand Wine Company e composto de uvas 100% Sauvignon Blanc. Um vinho dito típico da casta, mostrando uma bela coloração amarelo palha com alguns reflexos esverdeados. Aromas de frutas como maracujá e abacaxi, alguma coisa de herbáceo e leve toque mineral ao fundo. Vinho delicado, com corpo entre leve e médio, um pouco quente mas com uma ótima acidez. Na boca confirma o nariz e deixa aquele gostinho de quero mais. Realmente muita qualidade por um preço acessível.
 
Já o segundo  é o Hunter´s Pinot Noir 2007, produzido pela Hunter’s Wines e composto com 100% de uvas Pinot Noir. Mostrou coloração típica de um Pinot Noir, rubi clara, muito transparente e brilhante, enfim, muito bonita. Aromas de cerejas frescas, café frio e no fundo um toque de especiarias, notadamente pimenta do reino. Corpo médio, álcool e taninos integrados e acidez viva. Confirma na boca o frutado e o café com leve tostado. Vinho um pouco mais caro que o primeiro mas que ainda vale o quanto custa.

Enfim, duas descobertas com as quais eu pretendo continuar a expandir meu paladar. Se alguém tiver mais dicas de boas relações custo x benefício da NZ deixem nos comentários do blog.

Até o próximo.