sexta-feira, 3 de junho de 2011

Desvendando a Nova Zelândia

Crédito: www.academiadovinho.com.br

Na última aula do curso de sommellerie o assunto era Austrália e Nova Zelândia, países os quais eu tinha pouca ou quase nenhuma informação e pouco oportunidade de provar de seus vinhos. Na verdade, já havia provado um Sauvignon Blanc da Nova Zelândia (relembre aqui Sileni Cellar Selection Sauvignon Blanc) e um Shiraz Australiano e foi só. Porém com a aula de quarta feira e os vinhos degustados a Nova Zelândia me despertou uma grande curiosidade, curiosidade esta que vou dividir com vocês leitores do meu blog a partir deste post e dos demais que vierem a acontecer.

A Nova Zelândia tem uma história muito recente na vinicultura, mostrando o estilo jovem e moderno em seus vinhos. Um dos maiores exemplos desta “modernidade” é que grande parte de sua produção já utiliza tampas do estilo “screw cap” em suas garrafas.  Formada por duas ilhas (norte e sul) o país tinha inicialmente a maior parte de seus territórios cobertos de florestas úmidas (alguém ai se lembra dos filmes da trilogia Senhor dos Anéis?), de solos férteis e muita precipitação, sendo necessário um maior controle sobre a produção vitivinícola para se atingir alguma qualidade. O clima é bastante frio também, principalmente em decorrência das altitudes e dos ventos que sopram do Pacífico. E neste contexto inicial podemos prever que as uvas brancas (notadamente Sauvignon Blanc, Riesling, Chardonnay) se dariam melhor neste clima e situação juntamente com as tintas Pinot Noir (principalmente) e Merlot.  

A Ilha Norte possui um clima um pouco mais ameno, principalmente na sua porção mais norte até aproximadamente Auckland, gerando alguns bons exemplares de cabernets e chardonnays, principalmente em encostas e planícies. Talvez as regiões mais comentadas desta ilha sejam Hawkes Bay, que possui uma maior proteção dos ventos frios e com mais horas de exposição a luz solar, com um clima um pouco menos frio e seco, e Martinborough, com seus solos mais pobres e grandes amplitudes térmicas no verão, famosa por seus Pinot Noir. O foco principal é na qualidade e não na quantidade.

Já a Ilha Sul possui vários tipos de solos e com clima mais fresco, verões ensolarados e seus vinhos em um estilo mais parecido com os de clima frio, demonstrado pela grande acidez e vibração das frutas apresentadas nos aromas de seus vinhos. Possui a região mais famosa da NZ na produção vinícola, Marlborough, famosa por seus excelentes Sauvignon Blancs, mas que também faz ótimos Pinots e alguns outros estilos menos explorados como espumantes pelo método tradicional.

Evidentemente existem outras regiões vinícolas no país mas este é apenas um resumão  do que podemos esperar da NZ e de seus vinhos. Quem quiser compartilhar mais informações, fique a vontade e utilize a caixa de comentários do blog.

Até o próximo.

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