quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Clos de Torribas Crianza 2013

O vinho em questão é produzido pela Bodegas Pinord, cuja historia remonta a mais de cento cinquenta anos, quando em sua propriedade de Sant Cugat Sesgarrigues, a família Tetas começou a elaborar vinhos brancos e tintos, procedentes de uvas de cultivo próprio, que naquela época já eram elaborados e criados seguindo os tradicionais métodos artesanais próprios da região. Em 1942, quando Josep Maria Tetas criou a atual bodega, instalando-a em Vilafranca del Penedès, a tão somente quatro quilômetros da propriedade original. Desta propriedade, precisamente, se escolhe o nome para a marca da empresa, Pi del Nord -Pinho do Norte-, que hoje em dia está reconvertida ao cultivo ecológico e continua produzindo uvas de excelente qualidade.O êxito não se fez esperar e superou as expectativas: em pouco tempo, Pinord começou a exportar seus vinhos por todo o mundo e a bodega experimentou um enorme crescimento. As instalações foram ampliadas e incrementou-se a produção.


Falando sobre o Clos de Torribas Crianza 2013, podemos afirmar que o vinho é feito a partir de uvas 100% Tempranillo da região do Penedés com posterior amadurecimento de 12 meses em carvalho e envelhecimento de 12 meses em garrafa antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média intensidade com reflexos granada, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, especiarias (princiaplemte as doces como canela e cravo da índia), baunilha e leve tostado.

Na boca o vinho apresentou corpo médio aliado a uma boa acidez e taninos suaves. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Mais um bom vinho espanhol provado por aqui, aliás, vinhos que tenho provado pouco mas que tem se mostrado bacanas e diferenciados, esse em especial para o dia a dia. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Castillo Perelada Torre Galatea Reserva 2008

A elaboração de vinho na Castillo Perelada é documentada já na Idade Média, como evidenciado por vários documentos e pergaminhos do período que são mantidos na biblioteca. Quando Miguel Mateu comprou este complexo monumental em 1923, um dos seus principais objetivos foi a revitalização desta tradição vinícola, uma tradição que hoje está mais viva do que nunca e que incorporou a tecnologia mais moderna para produzir vinhos que aproveitam ao máximo as nuances dos solos e vinhas de Empordà, na Espanha.


Salvador Dalí e Miguel Mateu, empresário, patrono da cultura e fundador da Perelada, mantiveram uma estreita amizade ao longo de sua vida. O pintor universal do Empordà visitou com assiduidade o castelo que seu amigo havia adquirido em 1923 e pintou e deu discursos. O Castillo Perelada e a Fundação Gala-Salvador Dalí querem homenagear essa amizade com a Torre Galatea Reserva, um vinho que quer ser uma amostra da essência do Empordà, seus solos e seu clima. Um ambiente com o qual o artista coexistiu ao longo de sua vida e que foi uma fonte de inspiração para muitas de suas obras magistral. Uma parte dos lucros obtidos com a venda desta Perelada Torre Galatea Reserva são doados para a Fundação Gala-Salvador Dalí.

Falando finalmente sobre o Castillo Perelada Torre Galatea Reserva 2008 em si, podemos ainda acrescentar que o vinho é um corte feito a partir das castas Garnatxa (39%), Syrah (26%), Merlot (26%) e Cabernet Sauvignon (9%) com passagem de 21 meses em barris de carvalho americano e francês para amadurecimento. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com algum brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, especiarias, tostado, baunilha e notas balsâmicas.

Na boca o vinho se mostrou encorpado de boa acidez e com taninos muito macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um excelente vinho espanhol que provamos por aqui, uma bela pedida com boa complexidade e elegância. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

LFE Seleccion de Familia Gran Reserva Sauvignon Blanc 2015

A história de Viña Luis Felipe Edwards (LFE), produtora do vinho, remonta a 1976, quando Luis Felipe Edwards Sr. adquiriu a propriedade Fundo San José de Puquillay, localizado no Vale do Colchágua. A propriedade fica situada em um vale em forma de ferradura isolado, separado do majestoso e coberto de neve Andes pelo de seus cumes,San Fernando. Naquela época, ele plantou 60 hectares de vinhas, entre elas principalmente Cabernet Sauvignon, Malbec, Merlot e Carmenère. No início dos anos noventa, Luis Felipe Sr. decidiu fazer vinho com seu próprio nome e assim construiu uma moderna adega, equipada com a mais recente tecnologia no estado da arte da vinificação. A primeira safra, Luis Felipe Edwards Cabernet Sauvignon 1994, foi lançado no mercado internacional no final de 1995. A Viña Luis Felipe Edwards tem crescido desde então com o intuito de ser a maior empresa de vinhos de propriedade 100% familiar do Chile, com 1.850 hectares de vinhedos e tendo seus produtos exportados para mais de 70 países; duas gerações estão ativamente envolvidas em manter a marca sinônimo de qualidade e os valores familiares tradicionais nos dias de hoje.


Falando sobre o LFE Seleccion de Familia Gran Reserva Sauvignon Blanc 2015, podemos acrescentar que é um vinho 100% Sauvignon Blanc de uvas oriundas do Vale do Leyda, sem passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo palha com reflexos verdes, bom brilho e limpidez. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos cítricos e tropicais, aspargos e folhas secas.

Na boca o vinho apresentou corpo médio aliado a uma ótima e quase crocante acidez, mas sem parecer agressiva. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

Um ótimo vinho chileno para aplacar dias calorentos e, comprado em uma promoção no Pão de Açúcar, valeu demais o investimento. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Le Pont Couvert Cabernet Sauvignon 2014

A Vinal Winery, produtora do vinho de hoje, foi criada em 1947 e está situada na cidade de Lovech (centro norte da Bulgária) na planície do Danúbio, uma das cinco principais regiões vitivinícolas do país. Mantém uma ampla gama de produção, incluindo vinhos brancos, roses e tintos (secos, semi-secos, semi-doces, sobremesas, espumantes), licores de frutas, vermute, vodka, gim, conhaque, etc. A produção média de vinho por ano é 8 500 000 e as instalações de armazenamento de vinho têm uma capacidade superior a 13 000 000 litros. Possui três linhas de engarrafamento e a tecnologia de fabricação disponível permite o engarrafamento de seus produtos em diversas dosagens, de 0,1 l a 3,0 l. As suas vinhas abrangem tanto variedades internacionais como autóctones de uva, incluindo Cabernet Sauvignon, Merlot, Pinot Noir, Cabernet Franc, Chardonnay, Muscat Ottonel, Mascate de Alexandria, Dimyat, Pamid, Gamza, Varna Muscatel e Viogner. A produção da Vinal é alocada tanto para o mercado interno como para exportação. A proporção é de 10% para o mercado interno e de 90% para os mercados de exportação. Os países de exportação incluem a Polônia, Rússia, EUA, Mongólia, Japão, República Tcheca, Inglaterra, Lituânia, Letônia, Croácia, Chipre, Ucrânia, Coréia do Sul, Iraque, Gana, Vietnã e outros.


Falando agora sobre o Le Pont Couvert Cabernet Sauvignon 2014, podemos ainda acrescentar que é um vinho 100% Cabernet Sauvignon de vinhas situadas às margens do famigerado rio Danube, região mais conhecida por Côtes de Danube. A fermentação ocorre em tanques de inox e, logo em seguida, o vinho é transferido para barricas de carvalho francês e americano, onde passa pela fermentação malolática e postarior amadurecimento de 12 meses. Como curiosidade temos que o rótulo desse vinho é uma homenagem ao símbolo da belíssima cidade de Lovetch, sua ponte coberta. Ela é a único desse tipo não só na Bulgária, mas em toda a Península dos Balcãs. Construída sobre o rio Ossam, existe desde o século XIX e sofreu várias reconstruções, impostas por inundações repetitivas do rio e outros incidentes. Atualmente, após a última reforma em 1.999, através do projeto "Belle Lovetch", tem 40 bancas, onde comerciantes e artesãos dão vida ao local. Uma das saídas da ponte leva à parte histórica de Lovetch, assim transformando-se em um elo entre o presente e o passado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou rubi violáceo de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e coloridas se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias, chocolate, tostado e um toque mineral sutil, porém perceptível.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um belo caldo búlgaro que provamos aqui no Balaio. Eu recomendo a prova. Foi o fiel escudeiro de belo churrasco na sede do Balaio e fez bem o papel. Este é mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

AdegaMãe Touriga Nacional 2014

Hoje volto a trazer por aqui um vinho de um dos países que mais me encanta no mundo, Portugal. Cada vez que provo um vinho de lá me vem a tona um turbilhão de emoções e lembranças de uma visita que por lá fiz e que continua sempre vivida em minha memória. Falaremos então do AdegaMãe Touriga Nacional 2014.


A AdegaMãe nasceu de uma paixão antiga que sempre existiu no seio do Grupo Riberalves: o vinho. Com um projeto arquitetônico moderno e inovador, a AdegaMãe apresenta uma forte aposta no setor vitivinícola e no enoturismo. No que à produção diz respeito, a AdegaMãe distingue-se no mercado pela aposta em vinhos genuínos que expressem as características únicas da região de Lisboa, muito marcada pela influência Atlântica.

Sendo mais específico sobre o AdegaMãe Touriga Nacional 2014, podemos acrescentar que o vinho é feito com uvas 100% feito a partir de uvas Touriga Nacional (como o próprio nome sugere) com estágio de 11 meses em barricas de carvalho francês. É classificado como Vinho Regional Lisboa. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e com alguma cor também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos negros, flores, chocolate e leve tostado, principalmente ao fundo de taça.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Mais um belo exemplar de vinho vindo da terra lusitana e que agradou em cheio. Me parece que esta linha é importação exclusiva do Oba Horti Fruti e tem um bom custo benefício. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Bijoux Indigenous Blend 2013

A Logodaj Winery, criada em 1994, está situada no coração do pitoresco vale de Struma, na Bulgária. É a parte mais ensolrada e quente do país, tendo história antiga, rica e de tradições duradouras na vinificação. Os raios de sol quentes e o terreno contribuem grandemente para que as uvas atinjam seu ápice e o artesanato dos vinicultores já fora reconhecido por muitos anos. Um dos maiores orgulhos da vinícola é o de trabalhar sob a consultoria do famoso enólogo Riccardo Cotarrela, seguindo rigorosamente suas tecnologias inovadoras para criar vinhos nobres e harmoniosos.


Falando agora sobre o Bijoux Indigenous Blend 2013, podemos ainda afirmar que este curioso e exótico blend branco foi elaborado com três castas nativas da Bulgária (Sandanski Misket , Kerazuda , Melnik ), sendo que uma delas (Melnik) é tinta. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo palha com reflexos esverdeados, bom brilho e limpidez.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas cítricas e tropicais, flores brancas, mel e um leve fundo mineral.

Na boca o vinho tinha corpo médio aliado a um bom frescor. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um bom vinho para o dia a dia, alegre e fresco, sem maiores complicações. Uma boa alternativa aos vinhos que costumamos consumir no dia a dia, ainda mais nestes dias de mais calor. Tem um bom custo benefício. Este é mais um vinho do clube de vinhos Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Prunotto Moscato D’Asti 2015

Passadas as festividades de final de ano, venho hoje falar de um vinho que descobri ser um excelente aliado para sobremesas a base de frutas, panetones e por que não, frutas frescas. Estou falando do Prunotto Moscato D’Asti 2015.


A Prunotto nasceu pelas mãos de Alfredo Prunotto, um famoso enólogo do século passado que produzia vinhos tão especiais e que trabalhou com tamanha dedicação que colocou os vinhos de Alba em todo o mundo. Prunotto sempre foi uma marca reconhecida como exemplo de qualidade do vinho piemontês. Em 1956, após grande sucesso, Prunotto retira-se do negócio, e a vinícola fica com seu amigo, também enólogo, Beppe Colla, que, primeiro associado a Carlo Filiberti e depois a seu irmão Tino Colla, continuou a produzir e a desenvolver o prestigioso Prunotto.

Falando um pouco mais especificamente do vinho, podemos afirmar que o mesmo é feito com 100% de uvas Moscato Bianco Di Canelli sem passagem em madeira. A fermentação alcoólica é interrompida (o vinho é resfriado) quando o vinho tem uma concentração em torno de 5,0 a 5,5% de álcool. Isso também ocasiona formação de CO2 deixando o vinho ligeiramente gaseificado e o enquadrando em uma linha de espumantes de fermentação única. Em seguida é clarificado e filtrado e então engarrafado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo palha com reflexos dourados, ótimo brilho e limpidez. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos tropicais, mel e flores brancas.

Na boca o vinho apresentou corpo leve para médio, ótima acidez e um equilíbrio interessante com o açúcar residual. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Uma ótima surpresa de final de ano por aqui no Balaio e que fez a alegria das festas se tornarem ainda mais intensas. É trazido pela Winebrands e vale o quanto custa, eu recomendo a prova!

Até o próximo.


Nota do editor: a descrição do produtor foi retirada do site www.baccos.com.br

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Viapiana Barricas Selecionadas Lote I

O último mês do ano de 2017 reservou diversos desafios a nós aqui do Balaio e, como consequência, estivemos um pouco ausentes como vocês já devem ter notado. Mas as coisas estão se acertando e finalmente pretendemos voltar com toda força já neste início de 2018, trazendo os vinhos que andamos provando neste período além é claro de muita informação e divulgação. Começo hoje com um vinho nacional que me foi apresentado por amigos de confraria e que deixou uma baita boa impressão. Este vinho é o Viapiana Barricas Selecionadas Lote I. Vamos conhecer um pouco mais sobre ele e sobre o produtor?


A história de vinhos na família Viapiana, cuja vinícola é homônima, chegou ao Brasil com a vinda dos primeiros imigrantes da Província de Mântova, na Itália. Datados de 1925, a família preserva o certificado e medalha recebidos pelo patriarca no primeiro concurso de vinhos em que participou, promovido no Brasil em comemoração ao cinquentenário da imigração italiana no país. Passada de geração em geração, a paixão pela produção de vinhos foi a motivação para, em 1986, ser elaborada a primeira safra da vinícola. Sempre atenta às novidades em tecnologia e processos, tanto em vinhedos quanto em vinícola, em pouco tempo a Viapiana se consolidou como sinônimo de qualidade e confiança. Em 2009, percebendo o potencial enoturístico da região, inaugurou o Enoespaço Viapiana, evidenciando diferenciação e consolidando a marca em conceito grife. O mesmo posicionamento é aplicado aos produtos, sempre elaborados em quantidade limitada. Limpos e atrativos, os rótulos de cada linha possuem um diferencial: os vinhos jovens apresentam obras de artistas renomados e as espumantes evidenciam o tempo de contato com as leveduras; já a linha premium alia elegância e descontração, através da apresentação de jogos interativos. Micro Lotes e Ícone são vinhos conceito, sinônimos de sofisticação em apresentação e complexidade de produto.

Já sobre o Viapiana Barricas Selecionadas Lote I, podemos ainda afirmar que o vinho é feito a partir de um corte de vinhos de diferentes castas e uvas, a saber: 60% Merlot 2012, 20% Cabernet Sauvignon 2012, 10% Cabernet Sauvignon 2011 e 10% Marselan 2012. O vinho conta ainda com estágio entre 25 a 38 meses em barricas de carvalho francesas e americanas (de acordo com a safra e/ou casta utilizada). Vamos finalmente as impressões sobre o vinho?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média para grande intensidade com algum brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, ligeiramente mais lentas e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, especiarias (em especial pimenta e canela/cravo da índia), coco, chocolate e algo de tostado.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos domados. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Mais um bom vinho nacional que conhecemos por aqui e que nos faz sempre questionar o por que do Brasil não conseguir criar e manter um mercado de vinhos mais sólido, tendo em vista que temos bons vinhos sendo feitos por aqui. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!