terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Vivanco Crianza 2012

A história da Família Vivanco teve início em 1915 quando, na cidade de Alberite, em La Rioja, Pedro González Vivanco começou a elaborar vinhos para consumo familiar, produção esta que manteve até 1940, quando comprou uma pequena propriedade e iniciou a comercialização de seus vinhos. Atualmente é considerada uma das adegas expoentes da chamada "nova Rioja", elaborando vinhos elegantes e equilibrados, que combinam muito bem tradição e modernidade. A adega foi projetada para maximizar em seus vinhos o caráter natural e único de suas diversas variedades e terroirs, resultando em uma gama de vinhos rica e complexa, que resumem o caráter empreendedor e inovador da Bodega Dinastía Vivanco.


Falando agora do Vivanco Crianza 2012, podemos ainda acrescentar que o vinho é um dos clássicos de Rioja, sendo produzido a partir de uvas Tempranillo, provenientes de videiras de 15 a 20 anos, colhidas à mão. A fermentação ocorre em pequenas cubas de carvalho onde também passa por amadurecimento por 16 meses (carvalho francês e americano). Após o engarrafamento, o vinho foi envelhecido por mais 6 meses em a garrafa antes da sua liberação comercial. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, flores vermelhas, especiarias doces, toques balsâmicos e baunilha.

Na boca o vinho se mostrou de corpo médio para encorpado com uma ótima acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final de longa duração.

Mais um belo vinho tinto espanhol que provamos por aqui, vinhos que realmente tem chamado minha atenção e que tem me deixado muito contente com o que tenho provado. Eu recomendo.

Até o próximo!

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Esporão & A Comida Portuguesa: novo canal do YouTube

Esta dica de hoje vai pra você, que assim como eu, é simplesmente fanático por vinhos e comida portuguesa. Eu estou falando do novo canal do Esporão no YouTube: “Esporão & A Comida Portuguesa”. Um projeto inovador, à procura das raízes da gastronomia portuguesa. Um completo arquivo etnográfico que reúne 19 episódios em 59 vídeos, de 50 localidades de Portugal. São 16 grandes chefs desvendando os segredos de suas principais receitas, muitas delas usando ingredientes regionais e pouco conhecidos do público.


O projeto “Esporão & A Comida Portuguesa a Gostar dela Própria”, idealizado pelo Esporão, por Tiago Pereira e pelo chef André Magalhães, percorre todo o território português à procura das raízes da sua gastronomia. São tradições, métodos e receitas que passam de geração em geração de inúmeras maneiras, desde uma memória compartilhada, uma música ou uma história.


O resultado de todo este arquivo etnográfico da gastronomia portuguesa é o canal no YouTube, que reúne 19 episódios em 59 vídeos, de 50 localidades de Portugal. Cada episódio conta com um chef convidado, que divide com todos uma receita própria, com ingredientes regionais, muitos deles pouco conhecidos do grande público. Entre os pratos, destaque ao Ensopado de Enguias, do chef Pedro Pena Bastos; à Trilogia do Polvo, do Chef Rui Paula; ao Borrego Recheado, do chef José Júlio Vintém e às Favas com Chouriço, do chef Vitor Claro.

A afirmativa do “Esporão & A Comida Portuguesa a Gostar dela Própria” é inquestionável: costumes e tradições tão ricas e distintas em um território tão pequeno como Portugal. Outros renomados chefs portugueses, como José Júlio Vintém, Hugo Brito, Margarida Rego, Renato Cunha e Rodrigo Castelo também fazem parte do projeto, que é contínuo.

Mais informações acessem: www.esporao.com/pt-pt/magazine/esporao-a-comida-portuguesa-a-gostar-dela-propria/ ou https://www.youtube.com/channel/UC-auK24fZQ_N3zBKqCNzGnQ

Até o próximo!

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Côte de Danube Viognier 2013

No território búlgaro onde as vinhas foram plantadas na propriedade da vinícola Chateau Burgozone, havia vestígios da antiga fortaleza romana de Burgozone. Os vinhos e o complexo vitivinicola foram nomeados depois. A fortaleza situa-se na antiga via romana Via Istrum, que conectou Constantinopla com Belgrado e defendeu as fronteiras do norte do Império Romano. As provas materiais encontradas aqui, como os restos de frascos e outras cerâmicas cerâmicas, ligadas à produção de vinhos e vinhos, datam desse período específico. Esta tradição antiga teve milhares de anos de história aqui e, juntamente com o comércio ativo ao longo do rio, tornou-se a base da riqueza e prosperidade da cidade de Oryahovo no passado. Em 2002 iniciou o projeto de revitalização do tradicional para a produção de vinho, que foi suspenso durante a proibição na década de 80 na União Soviética, imposta por Gorbachov. Para este efeito, um terrão único de 150 ha foi selecionado na margem sul do rio Danúbio, perto do porto de Oryahovo, sobre a ilha do Esperanto. Durante os séculos, deu a melhor uva da região. Além da própria vinha, o complexo inclui uma adega de boutique com o equipamento mais moderno. Os primeiros resultados são mais que encorajadores - Chateau Burgozone Chardonnay, produzido aqui, fez história ganhando em 2010 o primeiro da Grande Medalha de Ouro da Bulgária no ConcoursMondial de Bruxelles.


Falando sobre o Côte de Danube Viognier 2013 especificamente, podemos acrescentar que o vinho foi elaborado exclusivamente com a casta Viognier de vinhas de idade média de 20 anos sem qualquer passagem em madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração amarelo palha com reflexos dourados, bom brilho e limpidez.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos tropicais e cítricos, flores brancas, ervas e algo de baunilha.

Na boca o vinho mostrou corpo médio aliado a uma ótima acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

Um ótimo vinho branco, diferente do usual e que foi um belo acompanhante para um bom e velho rodízio de comida japonês. Este é mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Loma Larga Quinteto 2014

Don Manuel Escudero Joaquin Diaz Alvarez de Toledo, bisavô dos proprietários da Loma Larga Vineyards, trouxe pessoalmente em sucessivas viagens a Paris e Bordeaux, cepas as quais ele plantou com consultoria de enólogos também franceses, em sua propriedade agrícola "Chacra Victoria", localizada ao leste do que hoje é a rua Santa Rosa, da cidade de Santiago. Com o sonho de manter viva essa tradição vitivinícola, o que levou seus ancestrais a produzir vinhos de alta qualidade, que foram inclusive exportados para a Europa, a família começou a plantar as vinhas que existem atualmente na Loma Larga Vineyards ainda em 1999. Anteriormente porém, ainda em 1994 se iniciaram os estudos de clima e solos para entender o potencial do "Terroir" da Loma Larga". Os vinhos vêm de 100% da nossa vinha em Casablanca. O vinho é produzido em quantidades limitadas no Fundo Loma Larga. Para este fim, os melhores quartéis da vinha foram selecionados fazendo um manuseio muito fino, produzindo em média um máximo de 6 toneladas por hectare para a linha Loma Larga e de 9 toneladas por hectare para a linha Lomas del Valle com o objetivo de alcançar uma grande concentração e um bom amadurecimento fenólico em uma área fria como Casablanca. Este lento amadurecimento da uva é devido à variação das temperaturas extremas entre o dia e a noite. Uma brisa fria do Oceano Pacífico causa esse fenômeno no vale. Esta característica, além dos solos pobres nas colinas, Lomas e Cerro Foothills, permitiram um terroir excepcional para o vinho.


Falando sobre o Loma Larga Quinteto 2014, podemos ainda afirmar que o vinho é um blend de 42% Merlot, 34% Cabernet Franc, 21% Syrah, 2% Cabernet Sauvignon e 1% Malbec onde parte das castas passa por malolática em barricas com posterior amadurecimento nas mesmas (10 meses para Syrah e Malbec, se entendi corretamente) sendo que as demais castas ficam somente em tanques de inox para posterior blend. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, folhas secas, especiarias e um toque mentolado.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e tanios macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um ótimo vinho de um pequeno produtor chileno e que se mostrou complexo e equilibrado na medida a agradar o mais variados paladares. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Zonin Valpolicella Classico 2016

A Casa Vinícola Zonin tornou-se, no decorrer do século passado, uma das principais marcas nas cenas italiana e mundial, graças à paixão e à devoção à produção de vinho da família Zonin. A deles é uma família que manteve um vínculo íntimo com suas raízes: a terra e as vinhas das colinas de Gambellara, no coração da região do Veneto. Lá, a Zonin Company produz uma ampla gama de vinhos: clássico D.O.C.G. e D.O.C., I.G.T.s tradicionais e vinhos espumantes refinados. Estes são tipos de vinho que sublinham a exclusividade dos seus terrões e as características dos varietários a partir dos quais são fabricados. A sede da empresa está em Gambellara; um oásis de vinhas e colinas verdejantes que se encontram na fronteira entre as províncias de Vicenza e Verona. Gambellara está no coração de uma das áreas mais importantes da Itália pelo patrimônio histórico, cultural e arquitetônico, e que também foi reconhecido pela UNESCO: Verona, a cidade de Romeu e Julieta; Vicenza, a cidade de Palladio; e Veneza, a cidade da Serenissima, com seus famosos palácios e moradias.


Sobre o Zonin Valpolicella Classico 2016, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir das castas Corvina, Rondinella e Molinara com amadurecimento em barricas de carvalho esloveno. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e incolores também se faziam presentes. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, amendoas com leve toque balsâmico.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos finos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Uma boa opção para vinho de dia a dia, para acompanhar aquela pizza ou massa ou mesmo pra ser tomado descontraidamente durante um bate papo qualquer. Foi comprado por menos de 50 reais no Pão de Açúcar e vale o quanto custa.

Até o próximo!

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

La Maldita Garnacha Tinto 2016

La Maldita Garnacha é uma nova gama de vinhos lançados pela vinícola Dinastia Vivanco, que inclui o vinho tinto do qual falaremos hoje, um branco e um rosé, todos os 100% Garnacha, porém produzidos dentro da DO Rioja, na Espanha. Esta coleção foi a resposta da Dinastia Vivanco ao seu importador americano que procurava uma Garnacha de Aragão para adicionar ao seu portfólio. Um rótulo colorido, arriscado e inovador, que é quase um grito de raiva ou guerra ante os vinhos clássicos. Essa idéia busca diferenciação da marca.


Falando um pouco mais especificamente sobre o La Maldita Garnacha Tinto 2016, com dito anteriormente é um vinho feito com 100% de uvas Garnacha das regiões de Tudelilla em Rioja Baja e a zona central de Rioja, nos municípios de Villamediana e Alberite. O vinho é envelhecido predominantemente em aço inoxidável sobre as leveduras por 3 a 4 meses, com uma porcentagem do vinho (cerca de 20%) passando em barris franceses e americanos posteriomente. pelo mesmo período. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração rubi violácea de média intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, flores, especiarias doces e um toque mineral.

Na boca o vinho tinha corpo de leve para médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um bom e decente Garnacha vindo de Rioja que, pelo preço e ousadia, fez um papel muito bacana quando pensamos em vinhos para o dia a dia e também em fugir do óbvio eixo Chile-Argentina. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Clos de Torribas Crianza 2013

O vinho em questão é produzido pela Bodegas Pinord, cuja historia remonta a mais de cento cinquenta anos, quando em sua propriedade de Sant Cugat Sesgarrigues, a família Tetas começou a elaborar vinhos brancos e tintos, procedentes de uvas de cultivo próprio, que naquela época já eram elaborados e criados seguindo os tradicionais métodos artesanais próprios da região. Em 1942, quando Josep Maria Tetas criou a atual bodega, instalando-a em Vilafranca del Penedès, a tão somente quatro quilômetros da propriedade original. Desta propriedade, precisamente, se escolhe o nome para a marca da empresa, Pi del Nord -Pinho do Norte-, que hoje em dia está reconvertida ao cultivo ecológico e continua produzindo uvas de excelente qualidade.O êxito não se fez esperar e superou as expectativas: em pouco tempo, Pinord começou a exportar seus vinhos por todo o mundo e a bodega experimentou um enorme crescimento. As instalações foram ampliadas e incrementou-se a produção.


Falando sobre o Clos de Torribas Crianza 2013, podemos afirmar que o vinho é feito a partir de uvas 100% Tempranillo da região do Penedés com posterior amadurecimento de 12 meses em carvalho e envelhecimento de 12 meses em garrafa antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média intensidade com reflexos granada, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, especiarias (princiaplemte as doces como canela e cravo da índia), baunilha e leve tostado.

Na boca o vinho apresentou corpo médio aliado a uma boa acidez e taninos suaves. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Mais um bom vinho espanhol provado por aqui, aliás, vinhos que tenho provado pouco mas que tem se mostrado bacanas e diferenciados, esse em especial para o dia a dia. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Castillo Perelada Torre Galatea Reserva 2008

A elaboração de vinho na Castillo Perelada é documentada já na Idade Média, como evidenciado por vários documentos e pergaminhos do período que são mantidos na biblioteca. Quando Miguel Mateu comprou este complexo monumental em 1923, um dos seus principais objetivos foi a revitalização desta tradição vinícola, uma tradição que hoje está mais viva do que nunca e que incorporou a tecnologia mais moderna para produzir vinhos que aproveitam ao máximo as nuances dos solos e vinhas de Empordà, na Espanha.


Salvador Dalí e Miguel Mateu, empresário, patrono da cultura e fundador da Perelada, mantiveram uma estreita amizade ao longo de sua vida. O pintor universal do Empordà visitou com assiduidade o castelo que seu amigo havia adquirido em 1923 e pintou e deu discursos. O Castillo Perelada e a Fundação Gala-Salvador Dalí querem homenagear essa amizade com a Torre Galatea Reserva, um vinho que quer ser uma amostra da essência do Empordà, seus solos e seu clima. Um ambiente com o qual o artista coexistiu ao longo de sua vida e que foi uma fonte de inspiração para muitas de suas obras magistral. Uma parte dos lucros obtidos com a venda desta Perelada Torre Galatea Reserva são doados para a Fundação Gala-Salvador Dalí.

Falando finalmente sobre o Castillo Perelada Torre Galatea Reserva 2008 em si, podemos ainda acrescentar que o vinho é um corte feito a partir das castas Garnatxa (39%), Syrah (26%), Merlot (26%) e Cabernet Sauvignon (9%) com passagem de 21 meses em barris de carvalho americano e francês para amadurecimento. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com algum brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, especiarias, tostado, baunilha e notas balsâmicas.

Na boca o vinho se mostrou encorpado de boa acidez e com taninos muito macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um excelente vinho espanhol que provamos por aqui, uma bela pedida com boa complexidade e elegância. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

LFE Seleccion de Familia Gran Reserva Sauvignon Blanc 2015

A história de Viña Luis Felipe Edwards (LFE), produtora do vinho, remonta a 1976, quando Luis Felipe Edwards Sr. adquiriu a propriedade Fundo San José de Puquillay, localizado no Vale do Colchágua. A propriedade fica situada em um vale em forma de ferradura isolado, separado do majestoso e coberto de neve Andes pelo de seus cumes,San Fernando. Naquela época, ele plantou 60 hectares de vinhas, entre elas principalmente Cabernet Sauvignon, Malbec, Merlot e Carmenère. No início dos anos noventa, Luis Felipe Sr. decidiu fazer vinho com seu próprio nome e assim construiu uma moderna adega, equipada com a mais recente tecnologia no estado da arte da vinificação. A primeira safra, Luis Felipe Edwards Cabernet Sauvignon 1994, foi lançado no mercado internacional no final de 1995. A Viña Luis Felipe Edwards tem crescido desde então com o intuito de ser a maior empresa de vinhos de propriedade 100% familiar do Chile, com 1.850 hectares de vinhedos e tendo seus produtos exportados para mais de 70 países; duas gerações estão ativamente envolvidas em manter a marca sinônimo de qualidade e os valores familiares tradicionais nos dias de hoje.


Falando sobre o LFE Seleccion de Familia Gran Reserva Sauvignon Blanc 2015, podemos acrescentar que é um vinho 100% Sauvignon Blanc de uvas oriundas do Vale do Leyda, sem passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo palha com reflexos verdes, bom brilho e limpidez. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos cítricos e tropicais, aspargos e folhas secas.

Na boca o vinho apresentou corpo médio aliado a uma ótima e quase crocante acidez, mas sem parecer agressiva. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

Um ótimo vinho chileno para aplacar dias calorentos e, comprado em uma promoção no Pão de Açúcar, valeu demais o investimento. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Le Pont Couvert Cabernet Sauvignon 2014

A Vinal Winery, produtora do vinho de hoje, foi criada em 1947 e está situada na cidade de Lovech (centro norte da Bulgária) na planície do Danúbio, uma das cinco principais regiões vitivinícolas do país. Mantém uma ampla gama de produção, incluindo vinhos brancos, roses e tintos (secos, semi-secos, semi-doces, sobremesas, espumantes), licores de frutas, vermute, vodka, gim, conhaque, etc. A produção média de vinho por ano é 8 500 000 e as instalações de armazenamento de vinho têm uma capacidade superior a 13 000 000 litros. Possui três linhas de engarrafamento e a tecnologia de fabricação disponível permite o engarrafamento de seus produtos em diversas dosagens, de 0,1 l a 3,0 l. As suas vinhas abrangem tanto variedades internacionais como autóctones de uva, incluindo Cabernet Sauvignon, Merlot, Pinot Noir, Cabernet Franc, Chardonnay, Muscat Ottonel, Mascate de Alexandria, Dimyat, Pamid, Gamza, Varna Muscatel e Viogner. A produção da Vinal é alocada tanto para o mercado interno como para exportação. A proporção é de 10% para o mercado interno e de 90% para os mercados de exportação. Os países de exportação incluem a Polônia, Rússia, EUA, Mongólia, Japão, República Tcheca, Inglaterra, Lituânia, Letônia, Croácia, Chipre, Ucrânia, Coréia do Sul, Iraque, Gana, Vietnã e outros.


Falando agora sobre o Le Pont Couvert Cabernet Sauvignon 2014, podemos ainda acrescentar que é um vinho 100% Cabernet Sauvignon de vinhas situadas às margens do famigerado rio Danube, região mais conhecida por Côtes de Danube. A fermentação ocorre em tanques de inox e, logo em seguida, o vinho é transferido para barricas de carvalho francês e americano, onde passa pela fermentação malolática e postarior amadurecimento de 12 meses. Como curiosidade temos que o rótulo desse vinho é uma homenagem ao símbolo da belíssima cidade de Lovetch, sua ponte coberta. Ela é a único desse tipo não só na Bulgária, mas em toda a Península dos Balcãs. Construída sobre o rio Ossam, existe desde o século XIX e sofreu várias reconstruções, impostas por inundações repetitivas do rio e outros incidentes. Atualmente, após a última reforma em 1.999, através do projeto "Belle Lovetch", tem 40 bancas, onde comerciantes e artesãos dão vida ao local. Uma das saídas da ponte leva à parte histórica de Lovetch, assim transformando-se em um elo entre o presente e o passado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou rubi violáceo de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e coloridas se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias, chocolate, tostado e um toque mineral sutil, porém perceptível.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um belo caldo búlgaro que provamos aqui no Balaio. Eu recomendo a prova. Foi o fiel escudeiro de belo churrasco na sede do Balaio e fez bem o papel. Este é mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

AdegaMãe Touriga Nacional 2014

Hoje volto a trazer por aqui um vinho de um dos países que mais me encanta no mundo, Portugal. Cada vez que provo um vinho de lá me vem a tona um turbilhão de emoções e lembranças de uma visita que por lá fiz e que continua sempre vivida em minha memória. Falaremos então do AdegaMãe Touriga Nacional 2014.


A AdegaMãe nasceu de uma paixão antiga que sempre existiu no seio do Grupo Riberalves: o vinho. Com um projeto arquitetônico moderno e inovador, a AdegaMãe apresenta uma forte aposta no setor vitivinícola e no enoturismo. No que à produção diz respeito, a AdegaMãe distingue-se no mercado pela aposta em vinhos genuínos que expressem as características únicas da região de Lisboa, muito marcada pela influência Atlântica.

Sendo mais específico sobre o AdegaMãe Touriga Nacional 2014, podemos acrescentar que o vinho é feito com uvas 100% feito a partir de uvas Touriga Nacional (como o próprio nome sugere) com estágio de 11 meses em barricas de carvalho francês. É classificado como Vinho Regional Lisboa. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e com alguma cor também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos negros, flores, chocolate e leve tostado, principalmente ao fundo de taça.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Mais um belo exemplar de vinho vindo da terra lusitana e que agradou em cheio. Me parece que esta linha é importação exclusiva do Oba Horti Fruti e tem um bom custo benefício. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Bijoux Indigenous Blend 2013

A Logodaj Winery, criada em 1994, está situada no coração do pitoresco vale de Struma, na Bulgária. É a parte mais ensolrada e quente do país, tendo história antiga, rica e de tradições duradouras na vinificação. Os raios de sol quentes e o terreno contribuem grandemente para que as uvas atinjam seu ápice e o artesanato dos vinicultores já fora reconhecido por muitos anos. Um dos maiores orgulhos da vinícola é o de trabalhar sob a consultoria do famoso enólogo Riccardo Cotarrela, seguindo rigorosamente suas tecnologias inovadoras para criar vinhos nobres e harmoniosos.


Falando agora sobre o Bijoux Indigenous Blend 2013, podemos ainda afirmar que este curioso e exótico blend branco foi elaborado com três castas nativas da Bulgária (Sandanski Misket , Kerazuda , Melnik ), sendo que uma delas (Melnik) é tinta. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo palha com reflexos esverdeados, bom brilho e limpidez.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas cítricas e tropicais, flores brancas, mel e um leve fundo mineral.

Na boca o vinho tinha corpo médio aliado a um bom frescor. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um bom vinho para o dia a dia, alegre e fresco, sem maiores complicações. Uma boa alternativa aos vinhos que costumamos consumir no dia a dia, ainda mais nestes dias de mais calor. Tem um bom custo benefício. Este é mais um vinho do clube de vinhos Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Prunotto Moscato D’Asti 2015

Passadas as festividades de final de ano, venho hoje falar de um vinho que descobri ser um excelente aliado para sobremesas a base de frutas, panetones e por que não, frutas frescas. Estou falando do Prunotto Moscato D’Asti 2015.


A Prunotto nasceu pelas mãos de Alfredo Prunotto, um famoso enólogo do século passado que produzia vinhos tão especiais e que trabalhou com tamanha dedicação que colocou os vinhos de Alba em todo o mundo. Prunotto sempre foi uma marca reconhecida como exemplo de qualidade do vinho piemontês. Em 1956, após grande sucesso, Prunotto retira-se do negócio, e a vinícola fica com seu amigo, também enólogo, Beppe Colla, que, primeiro associado a Carlo Filiberti e depois a seu irmão Tino Colla, continuou a produzir e a desenvolver o prestigioso Prunotto.

Falando um pouco mais especificamente do vinho, podemos afirmar que o mesmo é feito com 100% de uvas Moscato Bianco Di Canelli sem passagem em madeira. A fermentação alcoólica é interrompida (o vinho é resfriado) quando o vinho tem uma concentração em torno de 5,0 a 5,5% de álcool. Isso também ocasiona formação de CO2 deixando o vinho ligeiramente gaseificado e o enquadrando em uma linha de espumantes de fermentação única. Em seguida é clarificado e filtrado e então engarrafado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo palha com reflexos dourados, ótimo brilho e limpidez. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos tropicais, mel e flores brancas.

Na boca o vinho apresentou corpo leve para médio, ótima acidez e um equilíbrio interessante com o açúcar residual. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Uma ótima surpresa de final de ano por aqui no Balaio e que fez a alegria das festas se tornarem ainda mais intensas. É trazido pela Winebrands e vale o quanto custa, eu recomendo a prova!

Até o próximo.


Nota do editor: a descrição do produtor foi retirada do site www.baccos.com.br

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Viapiana Barricas Selecionadas Lote I

O último mês do ano de 2017 reservou diversos desafios a nós aqui do Balaio e, como consequência, estivemos um pouco ausentes como vocês já devem ter notado. Mas as coisas estão se acertando e finalmente pretendemos voltar com toda força já neste início de 2018, trazendo os vinhos que andamos provando neste período além é claro de muita informação e divulgação. Começo hoje com um vinho nacional que me foi apresentado por amigos de confraria e que deixou uma baita boa impressão. Este vinho é o Viapiana Barricas Selecionadas Lote I. Vamos conhecer um pouco mais sobre ele e sobre o produtor?


A história de vinhos na família Viapiana, cuja vinícola é homônima, chegou ao Brasil com a vinda dos primeiros imigrantes da Província de Mântova, na Itália. Datados de 1925, a família preserva o certificado e medalha recebidos pelo patriarca no primeiro concurso de vinhos em que participou, promovido no Brasil em comemoração ao cinquentenário da imigração italiana no país. Passada de geração em geração, a paixão pela produção de vinhos foi a motivação para, em 1986, ser elaborada a primeira safra da vinícola. Sempre atenta às novidades em tecnologia e processos, tanto em vinhedos quanto em vinícola, em pouco tempo a Viapiana se consolidou como sinônimo de qualidade e confiança. Em 2009, percebendo o potencial enoturístico da região, inaugurou o Enoespaço Viapiana, evidenciando diferenciação e consolidando a marca em conceito grife. O mesmo posicionamento é aplicado aos produtos, sempre elaborados em quantidade limitada. Limpos e atrativos, os rótulos de cada linha possuem um diferencial: os vinhos jovens apresentam obras de artistas renomados e as espumantes evidenciam o tempo de contato com as leveduras; já a linha premium alia elegância e descontração, através da apresentação de jogos interativos. Micro Lotes e Ícone são vinhos conceito, sinônimos de sofisticação em apresentação e complexidade de produto.

Já sobre o Viapiana Barricas Selecionadas Lote I, podemos ainda afirmar que o vinho é feito a partir de um corte de vinhos de diferentes castas e uvas, a saber: 60% Merlot 2012, 20% Cabernet Sauvignon 2012, 10% Cabernet Sauvignon 2011 e 10% Marselan 2012. O vinho conta ainda com estágio entre 25 a 38 meses em barricas de carvalho francesas e americanas (de acordo com a safra e/ou casta utilizada). Vamos finalmente as impressões sobre o vinho?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média para grande intensidade com algum brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, ligeiramente mais lentas e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, especiarias (em especial pimenta e canela/cravo da índia), coco, chocolate e algo de tostado.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos domados. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Mais um bom vinho nacional que conhecemos por aqui e que nos faz sempre questionar o por que do Brasil não conseguir criar e manter um mercado de vinhos mais sólido, tendo em vista que temos bons vinhos sendo feitos por aqui. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!