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Friday, January 12, 2018

LFE Seleccion de Familia Gran Reserva Sauvignon Blanc 2015

A história de Viña Luis Felipe Edwards (LFE), produtora do vinho, remonta a 1976, quando Luis Felipe Edwards Sr. adquiriu a propriedade Fundo San José de Puquillay, localizado no Vale do Colchágua. A propriedade fica situada em um vale em forma de ferradura isolado, separado do majestoso e coberto de neve Andes pelo de seus cumes,San Fernando. Naquela época, ele plantou 60 hectares de vinhas, entre elas principalmente Cabernet Sauvignon, Malbec, Merlot e Carmenère. No início dos anos noventa, Luis Felipe Sr. decidiu fazer vinho com seu próprio nome e assim construiu uma moderna adega, equipada com a mais recente tecnologia no estado da arte da vinificação. A primeira safra, Luis Felipe Edwards Cabernet Sauvignon 1994, foi lançado no mercado internacional no final de 1995. A Viña Luis Felipe Edwards tem crescido desde então com o intuito de ser a maior empresa de vinhos de propriedade 100% familiar do Chile, com 1.850 hectares de vinhedos e tendo seus produtos exportados para mais de 70 países; duas gerações estão ativamente envolvidas em manter a marca sinônimo de qualidade e os valores familiares tradicionais nos dias de hoje.


Falando sobre o LFE Seleccion de Familia Gran Reserva Sauvignon Blanc 2015, podemos acrescentar que é um vinho 100% Sauvignon Blanc de uvas oriundas do Vale do Leyda, sem passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo palha com reflexos verdes, bom brilho e limpidez. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos cítricos e tropicais, aspargos e folhas secas.

Na boca o vinho apresentou corpo médio aliado a uma ótima e quase crocante acidez, mas sem parecer agressiva. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

Um ótimo vinho chileno para aplacar dias calorentos e, comprado em uma promoção no Pão de Açúcar, valeu demais o investimento. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Wednesday, March 23, 2016

Carmen Wave Series Right Wave Pinot Noir 2014

Este vinho é produzido pela Viña Carmen, gigante chilena muito conhecida no mercado brasileiro. A Viña Carmen foi fundada por Christian Lanz em 1850 e nomeada em honra de sua amada esposa. A vinícola tem hoje mais de 160 anos de história, marcados por marcos e sucessos obtidos através da sua experiência, patrimônio geológico e busca incansável pela qualidade e excelência. E um destes marcos, talvez um dos mais importantes para a vinícola, foi em meados dos anos 90 com a redescoberta da uva Carmenére pelo Chile, passando a Viña Carmen a ser uma das principais divulgadoras da uva mundo a fora e uma das primeiras a começar a usar a uva em blends e depois, em vinhos varietais. Atualmente seus vinhos se encontram presentes em mais de 50 países sempre mostrando suas consistência através das safras.


A "Wave Series" é uma linha de vinhos frescos, modernos, divertidos e simples que representam uma forma de ver e viver a vida. Esta linha captura a essência dos vinhedos do Vale do Leyda, cuja proximidade com o Oceano Pacífico e a ausência de montanhas, permite a influência da brisa do mar sobre as vinhas. No caso deste Carmen Wave Series Right Wave Pinot Noir 2014 podemos acrescentar que é um vinho feito 100% com uvas Pinot Noir da região do Vale do Leyda sem qualquer passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi violácea de média intensidade, bom brilho e com boa transparência. Lágrimas finas, rápidas e incolores também se faziam notar.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutas vermelhas frescas, ervas e um leve toque de especiarias doces.

Na boca o vinho se mostrou leve, fresco e com taninos fininhos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de curta para média duração.

Um bom vinho para o dia a dia, com alguma tipicidade e que pode ser um coringão para aqueles que como eu, não dispensam um vinho tinto mesmo nos dias mais quentes. Pode ser consumido ligeiramente mais refrescado do que outros vinhos tintos sem maiores prejuízos. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Monday, August 27, 2012

Confraria Pane, Vinum Et Caseus: Vinho e Feijoada combinam?

E chegamos a mais um dia de encontro da confraria com muita curiosidade, afinal o desafio deste sábado seria realmente grande: como harmonizar este prato tipicamente brasileiro, a feijoada, com vinhos e ainda mais contando com o calor fora de época que vinha fazendo em São Paulo nestes últimos dias? Mas é assim que aprendemos e é o que torna o mundo do vinho tão surpreendente. E não é que tivemos boas surpresas?

O cenário mais uma vez era o receptivo ambiente externo do prédio da confreira Lucinéia, que faz questão de ser mais amável a cada vez que nos recebe em sua residência. Com o dia lindo que se formava no sábado, a escolha pelo ambiente externo se fez mais do que acertada, afinal estávamos em uma mesa única e grande, onde todos poderiam se sentar juntos e dividir as impressões sobre a tarde que se desenhava. Como já é de praxe, fomos recepcionados com uma repleta seleção de entradinhas entre patês (destaque para o já conhecido e imbatível patê de bacalhau), salgadinhos e outros. Para acompanhar as entradinhas nos foi servido o espumante nacional Casa Valduga Arte Elegance, um demi-sec com leve açúcar residual, essencialmente frutado e com uma deliciosa e refrescante acidez. O primeiro tiro foi no alvo!


Conforme o pessoal ia chegando e se acomodando, se aproximava a hora do grande desafio da tarde. Nosso "presidente", o Fabio (também blogueiro do vinhos-por-barnes.blogspot.com), competente e conhecedor que é nos presenteou então com uma pequena palestra sobre os vinhos e os tipos de harmonização que seriam testados na tarde que viria. Como sabemos, a feijoada é um prato com um peso grande, muita gordura, sal e pimenta em evidência. É portanto um prato de difícil harmonização com vinhos. E devido as características do prato, alguns vinhos foram escolhidos: o espumante Casa Valduga 130, o Terraza Isula Rosé, Anakena Single Vineyard Pinot Noir, Antonio Dias Tannat e finalmente o Sottano Gran Reserva Cabernet Sauvignon. Características como acidez, taninos e corpo foram levados em conta para tal desafio. 

Vale ressaltar que mais uma vez a Néia, nossa confreira e cozinheira da tarde, se superou e conseguiu entregar uma feijoada espetacular. Carnes tenras, sal na medida, gordura balanceada e acompanhamentos de tirar o fôlego de qualquer glutão, era de se imaginar que independentemente do vinho escolhido, o prazer seria garantido. E olha que os acompanhamentos eram também barra pesada: bistequinha frita bem sequinha e deliciosamente suculenta, couve cozida com bacon na medida (sem ficar seca nem tão pouco dura) e torresminhos de cair o queixo. E com tantos vinhos a escolher e provar juntamente com a feijoada, cada um tinha o seu preferido e a harmonização não gerou unanimidade. Desta vez, sem pretensão ou egoismo, irei falar por mim. Meu vinho preferido com a feijoada foi o Sottano Gran Reserva Cabernet Sauvignon, devido a sua estrutura, o tripé taninos, acidez e corpo fez com que o vinho não sumisse junto com a comida e ainda que não criasse o famoso terceiro sabor, fez bonito e acompanhou bravamente o prato. Ponto pros hermanos!

E para aqueles que acham que é pouco, ainda teríamos a sobremesa!! Mais uma vez fomos divinamente presenteados com um pudim de tapioca que me deixou numa sinuca de bico dada a falta de palavras para elogiar o prato tamanho o deleite causado pelo mesmo. Fico com o simples: que delícia! E a brincadeira só se encerrou quando provamos um vinho de sobremesa fortificado, estilo porto, feito em Santa Catarina que eu, como bom blogueiro que não sou, esqueci de tomar notas ou tirar fotos da garrafa. Uma pena que faltava um pouco de acidez ao vinho, mas tornou mais doce o final da reunião.

E que venha a próxima! O tema: ficará em segredo até o relato da reunião!

Cheers!

Tuesday, May 1, 2012

Restaurante El Giratorio & Santa Rita Medalla Real Sauvignon Blanc 2010

Começamos nossa curta visita por Santiago na hora do almoço, e nada melhor do que começar já com o pé direito. E o restaurante escolhido foi o El Giratorio, situado no charmoso e elegante bairro de Providencia (lá chamado de comuna). O bairro e seus arredores é composto por uma população e moradias de classe média alta e é muito arborizado e num estilo europeu não tão clássico, me remetendo imediatamente a Londres. 

A principal curiosidade do restaurante El Giratorio é que o mesmo está situado no topo de um edifício, 18o andar, muito bem localizado numa área central do bairro e com vista privilegiada da cidade e da Cordilheira dos Andes e como seu próprio nome já diz, tem um piso central que faz com que as mesas girem em torno do eixo do prédio e você tenha uma vista em 180o de quase toda a cidade de Santiago. Seu menu é baseado na cozinha mais internacional mas com ênfase nos pescados e frutos do mar obtidos ao longo da costa pacífica do país. Assim sendo, eu não poderia optar por outro prato que não um dos mais famosos do Chile: a Centolla! 

Ali no topo deste edifício se encontra o El Giratorio

Uma pequena vista de dentro do restaurante.


Mas o que vem a ser uma centolla? Também conhecido como caranguejo rei (king crab), este crustáceo é valorizadíssimo na culinária internacional e pode custar pequenas fortunas dependendo do lugar em que você possa provar a iguaria. São seres normalmente imensos e habitam as profundezas do oceano, talvez dai uma das dificuldades de se obter tais crustáceos e fazer com que se torne uma iguaria de preços normalmente elevados.

Voltando ao almoço, meu prato era composto de centolla ao molho thermidor, uma deliciosa combinação da carne tenra e saborosa da centolla (que se assemelha a carne da lagosta, mas um pouco mais forte e saborosa) com o molho branco e os queijos que ajudam a gratinar o prato e o conhaque que dá um toque ligeiramente quente ao prato. Divino. Meus amigos ainda escolheram um prato de camarões com queijo de cabra e arroz perla. Segundo a opinião de todos, os pratos estavam espetaculares, bem servidos e bem preparados. Ai a questão era, qual o vinho a escolher. Passado os olhos pela carta, decidimos tomar algo fresco para acompanhar os pratos e aplacar um pouco o calor. E o escolhido foi o Santa Rita Medalla Real Sauvignon Blanc 2010, vinho conhecido de todos nós aqui e que possui uma boa qualidade em relação a seu custo, principalmente em terras chilenas. 


O vinho tinha uma cor amarelo palha bem clara, bom corpo e uma bela acidez, que deixava a boca salivando para o próximo gole ao mesmo tempo que ajudava a limpar as papilas para a próxima garfada do prato. Além disso, aromas típicos de maracujá, cítricos, grama recém cortada e algo de mineral ao final. Retrogosto confirma o nariz e o final é de média duração. Um belo vinho.

E assim começávamos com chave de ouro nosso primeiro dia no Chile. Mas muita coisa ainda estaria por vir!

Até o próximo!