segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Como foi o 1o Festival do Espumante Frei Caneca

Nada é mais clichê e nada combina mais com o final do ano e todas as festividades que se enfileiram na época, do que muitos espumantes sendo espocados aqui e ali. E este foi o tema de um ótimo evento realizado neste final de semana em São Paulo, mais precisamente no Centro de Convenções do Shopping Frei Caneca.

O ambiente estava propício para tal, afinal o dia inteiro fez muito calor e a descontração com que os vinhos espumantes foram apresentados além do ambiente climatizado, alguns comes muito bem elaborados e a variedade de produtores/importadores, atraiu muitas pessoas para o evento. Também pudera, as seguintes vinícolas e importadoras se fizeram presentes: Adega Alentejana, Bacardi Martini, Barrinhas, Cantu, Casa Flora, Casa Perini, Casa Valduga, Cave Geisse, Decanter, Epice, Interfood, Italia Mais, Lidio Carraro, LVMH, Maison Lanson, Miolo, Pernod Ricard, Qualimpor, Salton, Vinicola Aurora, Winebrands e World Wine

Vale ressaltar aqui que, para um evento deste porte (com o número de expositores mais público visitante), a organização foi impecável. O local era aconchegante, com uma boa disposição entre os expositores, pontos de aperitivos, água e locais de "descanso" além de uma sala para a imprensa. Durante o evento, os vinhos degustados estavam a preços promocionais e muito convidativos lá no Empório Frei Caneca, no mesmo prédio só que alguns andares abaixo. Convenhamos também que, devido ao porte e número de rótulos a se degustar, fica um tanto quanto difícil falar sobre todos eles e, assim sendo (além de respeitar o mote do blog de não se tornar repetitivo/cansativo) optamos por selecionar alguns poucos rótulos para falar sobre. Acompanhem conosco nas próximas linhas.


O primeiro vinho espumante que venho a destacar é o Cusona Brut Spumante di Vernaccia di San Gimignano da Tenute Giucciardini Strozzi e trazido ao Brasil pela importadora ItáliaMais. O vinho espumante produzido pelo método Charmat longo (longo tempo de contato com as leveduras em tanques inox) com uvas Vernaccia di San Gimignano. Apresentou coloração amarelo palha com muito brilho, perlage fina, delicada e persistente, nariz de frutas tropicais, leveduras com final amendoado. Em boca é cremoso e fresco, fácil de beber.


O segundo vinho espumante a se destacar foi o Filipa Pato 3B Rose Brut, feita pela filha do famoso e experiente Luis Pato, família que já está há cinco gerações se dedicando à criação de vinhos na Bairrada,  em Portugal. Este vinho espumante é feito com as uvas Baga e Bical pelo método champenoise, com a 2ª fermentação por 4 meses em garrafa. Como resultado obteve-se um vinho espumante de coloração salmão um pouco mais escuro, com ótima perlage fina, delicada e persistente. No nariz pude notar frutos vermelhos frescos, panificação, tostado, flores e algo mineral. Cremoso, fresco e deixa um longo final em boca.


E para não dizer que eu sou anti nacionalista, destaco por fim os vinhos espumantes da Casa Valduga, os 130 Brut Blanc de Blanc e o 130 Brut. O primeiro um 100% Chardonnay elaborado pelo método champenoise e com 36 meses de contato do vinho com a levedura. O segundo um corte Chardonnay e Pinot Noir elaborado também pelo método champenoise e com 36 meses de contato com a leveduras. Ambos são parte das comemorações e homenagens aos 130 anos da chegada da família italiana, Valduga, ao Brasil. Ambos muito frescos, cremosos e com suas características aromáticas mas que valem sempre a prova.

É claro que tinhamos outros belos espumantes, champagnes e afins mas, como de praxe, a ideia aqui é ressaltar o evento e trazer alguns vinhos que seriam novidades, ao menos por aqui.

Mais um belo evento que pudemos registrar e onde tivemos oportunidade de provar muitos vinhos, da mais variada gama de preços, tipos e origens. Mal podemos aguardar o ano que vem. Se você, caríssimo leitor, participou do evento e quer compartilhar suas experiências, fique a vontade e utilize o espaço de comentários ao final deste post.


Até o próximo!

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Covela Edição Nacional Avesso 2015

Num anfiteatro natural com exposição a Sul nas encostas do rio Douro, situado na fronteira entre a zona granítica da Região dos Vinhos Verdes e a região de xisto dos Vinhos do Porto, situa-se, desde o Século XVI, a Quinta de Covela, produtora do vinho de hoje. Com vistas panorâmicas sobre o rio, a quinta tem 49 hectares, dos quais 18 plantados com vinha, distribuídos por duas freguesias do Baixo Douro, São Tomé de Covelas e Santa Cruz do Douro, reconhecidas pela sua extraordinária beleza natural e pela sua rica história cultural. Em tempos mais recentes, a Covela pertenceu a Manoel de Oliveira, um dos mais importantes cineastas europeus da metade do século passado até à atualidade. O realizador, também ele um "Homem do Renascimento", transformou a quinta em várias frentes, construindo aquedutos, muros maciços, casas de pedra e eiras de granito para secar o milho aqui cultivado.


Falando um pouco agora sobre o Covela Edição Nacional Avesso 2015,  O nome Edição Nacional deve-se à casta usada, Avesso, 100% portuguesa e característica da sub-região de Baião. O vinho não tem passagem por madeira. A curiosidade aqui é que este vinho é o primeiro Vinho Verde DOC da Quinta de Covela. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo palha com reflexos verdeais com muito brilho e limpidez. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos cítricos, flores, leve toque de ervas sobre um fundo mineral. 

Na boca o vinho apresentou corpo leve para médio e uma excelente acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa direção.

Um ótimo vinho verde que provamos por aqui, foi um belo escudeiro para um rodízio de comida japonesa. É trazido pela Winebrands e vale o quanto custa, eu recomendo a prova!

Até o próximo.

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Quinta do Carmo Tinto 2014

Eu tenho a certeza de que todos nós, vez ou outra, passamos por dias mais pesados onde diversas áreas da vida parece que vão entrar em parafuso. No final, conseguimos lidar com tudo mas o que sobre é aquele cansaço mental e físico que sempre pedem um afago na alma. E foi assim que acabei abrindo o vinho Quinta do Carmo Tinto 2014, vinho este feito por uma das mais conceituadas vinícolas de Portugal, a Bacalhôa Vinhos de Portugal.


A vinícola existe desde 1922 mas ganhou um grande impulso com a parceria com o Grupo Francês Lafitte Rothschild e a aquisição de propriedades como a Quinta do Carmo, por exemplo. O Grupo Bacalhôa possui adegas nas regiões mais importantes de Portugal: Alentejo, Península de Setúbal (Azeitão), Lisboa, Bairrada, Dão e Douro, produzindo uma grande variedade de vinhos, dos mais simples aos topo de gama. A Quinta do Carmo está localizada na região do Alentejo, a poucos quilômetros da cidade de Estremoz. É uma propriedade tipicamente alentejana, com uma área total de 1.000ha, onde estão incluídos 100ha de oliveiras, cereais, plantações de sobreiros e florestas. 

O vinho Quinta do Carmo Tinto 2014 é um blend das castas Aragonez (40%), Alicante Bouschet (30%), Trincadeira (20%) e Cabernet Sauvignon (10%). As vinhas que dão origem ao vinho estão instaladas num vale junto ao sopé da Serra D’Ossa em terrenos argilo-xistosos. Cada casta é vinificada separadamente e é utilizada uma vinificação tradicional com fermentações em tanques de aço inox e em lagares com temperatura controlada. No final da fermentação segue-se uma maceração prolongada (7 a 15 dias). Os vinhos estagiam em barricas de carvalho francês durante 12 meses. No final do estágio é feito o lote final do vinho. Vamos ver como foram as impressões sobre ele?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas mais lentas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros bem maduros, baunilha, especiarias e algo de mentolado.

Na boca o vinho se mostrou encorpado com boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

É como eu sempre digo, os portugueses vivem me surpreendendo positivamente. Este sem dúvida é um vinhaço!! Está entre os melhores que já provei. Não é barato, principalmente aqui no Brasil (este foi comprado na própria vinícola, após visita e degustação) mas vale cada centavo!!

Até o próximo!

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Cerro da Cruz Cabernet Tannat Merlot 2012

A Cooperativa Nova Aliança, produtora do vinho de hoje, une a força, a experiência e a solidez de uma história de mais de 80 anos de cinco tradicionais cooperativas vitivinícolas da Serra gaúcha: Cooperativa Aliança e a Cooperativa São Victor, de Caxias do Sul, a Cooperativa São Pedro e a Cooperativa Santo Antônio, de Flores da Cunha, e a Cooperativa Linha Jacinto, de Farroupilha. Juntas, decidiram se transformar em uma única família, reunindo pessoas, valores e histórias para formar a Cooperativa Nova Aliança, que tem a missão de semear um futuro de oportunidades e desenvolvimento com o firme propósito de ser referência em seus segmentos de atuação e reconhecida pela atitude cooperativa e resultados alcançados. A Cooperativa Nova Aliança congrega aproximadamente 900 famílias associadas, distribuídas em três regiões produtoras com distintas características, representando o que o país oferece de melhor para o cultivo de videiras: Serra Gaúcha, Encruzilhada do Sul, Sudeste e Campanha Gaúcha. Desde 2013 a produção de suco e o envase de vinho e de espumante estão concentrados na nova sede da Cooperativa, em Flores da Cunha, que conta com prédio de 24 mil metros quadrados e capacidade para processar até 60 milhões de quilos de uva por ano.


Sobre o Cerro da Cruz Cabernet Tannat Merlot 2012, podemos ainda acrescentar que o vinho é um blend das uvas Cabernet Sauvignon, Tannat e Merlot com amadurecimento de 14 meses em barricas de carvalho francês e americano com posterior envelhecimento em garrafa por um ano. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, mentolado, chocolate, flores e especiarias.

Na boca o vinho se mostrou de corpo médio para encorpado com uma boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um ótimo vinho nacional que degustamos por aqui, realmente impressionou pela complexidade e equilíbrio, assim como pela qualidade. Eu recomendo demais a prova.

Até o próximo!

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Shabo Nouveau Cabernet Sauvignon Merlot 2015

A empresa industrial e comercial Shabo, localizada a 70 km de Odessa e 5 km do resort Zatoka, na Ucrânia, cria bebidas finas da mais alta qualidade desde 2003, respeitando a tradição da vinificação, mas também aplicando as tecnologias mais avançadas. Com isso, os vinhos Shabo incorporam as melhores propriedades naturais de uvas, preservando o sabor e aroma das mesmas, recém-colhidas, as suas características varietais brilhantes. O nome da empresa é derivado de um dos mais antigos terroirs na Europa - Shabo. Os progenitores da vinificação em Chabot são considerados os gregos antigos, que nos séculos VI-II eram baseados na aldeia da costa do Mar Negro de Tiro e as primeiras videiras plantadas por lá, há 2500 anos atrás. No século XVI nesta região começou o "período turco". O assentamento turco foi nomeado "Asha-Abaga", que se traduz em "abaixar as vinhas". O nome não foi escolhido por acaso - geograficamente localizado abaixo dos vinhedos de Ackerman (mais tarde Belgorod-Dniester). Existem diferentes variedades de uvas cultivadas, mas entre elas havia uma que até hoje cresce em Chabot, e é considerada autóctone - "Teltow Kuruk", que em turco significa "cauda raposa". Para salvar estas videiras únicas na empresa "Shabo", um programa especial foi criado.


Já sobre o Shabo Nouveau Cabernet Sauvignon Merlot 2015, podemos ainda acrescentar que o vinho é feito a partir de um corte das uvas citadas acima, quase num corte que lembra um vinho bordalês, sem passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média para grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, ligeiramente mais lentas e quase sem cor também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos e escuros, especiarias e leve toque floral.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um bom vinho tinto para o dia a dia, diferente do que estamos acostumados e que surpreende por ser uma uva até certo ponto conhecida por aqui. Eu recomendo a prova. Este é mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

Estrelas do Brasil Nature 2007

Com o perdão antecipado pelo infame trocadilho que vem a seguir, hoje é dia de falar de uma das estrelas de um churrasco que fiz aqui em casa para a família, que foi o espumante Estrelas do Brasil Nature 2007. Passado o vexame, vamos ao que interessa que é saber um pouco mais da vinícola e do espumante em si. Você me acompanham?


A Vinícola Estrelas do Brasil foi fundada em 2005 na Região da Serra Gaúcha, em Bento Gonçalves-RS, entre dois amigos enólogos, um brasileiro e outro uruguaio, tendo como objetivo principal de atuação a elaboração e comercialização de vinhos espumantes finos de qualidade. O nome Estrelas do Brasil é uma homenagem especial ao descobridor Dom Pérignon que no ano de 1670 na região de Champagne, França, após desvendar esta magnífica bebida saiu gritando "Estou Provando Estrelas". Além do emprego de novas tecnologias, como o uso de leveduras encapsuladas que fazem com que o processo de remuage não se faça necessário na produção de seus vinhos espumantes ou mesmo a produção de um belo Prosseco através de um método de única fermentação ao melhor estilo Asti, prezam pelo meio ambiente e saúde de seus consumidores. Conta com quase que único meio de vendas seu website na internet. Os sócio fundadores possuem larga experiência em vitivinicultura. Participam diretamente em todas as etapas de produção, desde o vinhedo até a comercialização. Primando sempre pela preservação do meio ambiente e a saúde do consumidor.

Já sobre o Estrelas do Brasil Nature 2007 podemos ainda acrescentar que é um vinho espumante oriundo de um blend de vinhos base das variedades Chardonnay, Pinot Noir, Riesling Itálico ISV1 e Viognier, elaborado pelo método clássico champenoise, ficando em contato com as leveduras durante 60 meses ou seja, 5 anos. Vamos as impressões?

Na taça o vinho espumante apresentou coloração amarelo palha com reflexos dourados, bom brilho e com formação intensa e muito duradoura de pequeninas borbulhas, a chamada perlage.

No olfato o vinho espumante começa a revelar toda sua complexidade, passeando por aromas de frutos cítricos e tropicais, mel, amêndoas, panificação, toques especiados e de ervas.

Na boca o vinho espumante se mostrou cremoso e muito fresco. Era possível ainda sentir as borbulhas enquanto o espumante descia lentamente pela parede da taça em direção a minha boca. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um ótimo vinho espumante, um belo exemplar nacional e que tende a agradar paladares mais experimentados por toda sua complexidade. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Guaspari Cabernet Sauvignon Cabernet Franc Vista da Mata 2014

Uma família de origem ligada ao campo, com espírito inovador e empreendedor, chega em 2001 a uma região tradicionalmente cafeeira e identifica condições muito favoráveis à viticultura. Era o começo do sonho que se transformaria na Vinícola Guaspari. As terras altas de Espírito Santo do Pinhal se tornaram sinônimo da convivência em família e do prazer de estar junto. A paixão pelo vinho e o desejo de retribuir à região toda a alegria proporcionada foram acentuados por uma rica e curiosa combinação de fatores: a semelhança da paisagem da fazenda com a da Toscana, a origem italiana da maioria da população local e da família, o terreno granítico, a oportunidade de adquirir videiras de uma estação experimental e o desenvolvimento de uma nova tecnologia por um pesquisador brasileiro radicado em Bordeaux. Em 2006, foram plantadas as primeiras videiras, que ocuparam seis hectares. Eram mudas de diversas variedades francesas, escolhidas em virtude das características do terroir da região. Dois anos após o primeiro plantio, a vinícola foi construída. Tendo nascido em uma antiga tulha de café, com projeto que preservou o estilo arquitetônico das antigas fazendas da região, integrou-se à cultura e à estética locais. O primeiro vinho foi produzido em 2008, de maneira artesanal. Foram apenas 30 garrafas, que reforçaram o potencial do projeto. A partir desse momento, não se mediram esforços para trazer para a Guaspari o que havia de melhor no mercado mundial. Gradualmente a área de plantio de parreirais veio sendo ampliada. Hoje são 50 hectares de vinhedos próprios a partir dos quais todo o vinho é produzido.


Sobre o Guaspari Cabernet Sauvignon Cabernet Franc Vista da Mata 2014 podemos ainda afirmar que é um vinho feito a partir das castas Cabernet Franc e Cabernet Sauvignon colhidas manualmente. O vinho estagiou por 19 meses em barricas de carvalho francês para amadurecimento e após engarrafado, descansou por mais 12 meses na garrafa apara envelhecimento antes de ser liberada ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas mais grossas, lentas e coloridas também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, cacau, especiarias, flores e leve toque herbáceo.

Na boca o vinho se mostrou encorpado com taninos redondos e uma boa acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um bom vinho que provamos por aqui da vinícola e que tende a agradar os paladares dos brasileiros em geral. Minha única ressalva é o preço, salgado, na minha humilde opinião. De qualquer forma, vale a prova. Eu recomendo.

Até o próximo!

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Sant’Ilia Chardonnay 2013

Em 2002, Edoardo Miroglio (produtor do vinho de hoje), um conhecido italiano produtor têxtil e de vinho , descobriu na região da Trácia, na Bulgária, o solo perfeito e ótimas condições climáticas para a produção de vinhos de qualidade na aldeia de Elenovo, 22 km a sudeste de Nova Zagora. Cercada por 220 hectares de vinhas, a Vinícola Edoardo Miroglio é uma impressionante combinação de arquitetura inspirada na antiguidade com as tecnologias modernas para a produção de vinho, combinadas naturalmente com o meio ambiente. As principais marcas produzidas pela vinícola são: Elenovo (reservas), Edoardo Miroglio(marca premium), Sant'Ilia, Soli e Sant'Ilia Estate (marcas comerciais). Acima da vinícola, existe o hotel boutique Soli Invicto (O sol invicto, do italiano), que dispõe de 10 quartos mobilados de forma única, salão de degustação de vinhos, restaurante requintado, lobby bar e piscina exterior.


Já sobre o Sant’Ilia Chardonnay 2013, podemos ainda acrescentar que o vinho é feito a partir da casta Chardonnay sem qualquer passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo palha com reflexos dourados, muito límpido e brilhante. Lágrimas finas, em grande quantidade e sem coloração também se faziam notar. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos cítricos, mel, fósforo e toques florais.

Na boca o vinho apresentou corpo médio e uma boa acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um bom vinho para o dia a dia, alegre e fresco, sem maiores complicações. Uma boa alternativa aos vinhos que costumamos consumir no dia a dia, ainda mais nestes dias de mais calor. Tem um bom custo benefício. Este é mais um vinho do clube de vinhos Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Divulgação: 1° Festival do Espumante do Empório Frei Caneca!

Voltamos por aqui para divulgar um evento que tem tudo em comum com o final do ano e as festividades que se aproximam. Afinal de contas, é sempre muito bacaba abrirmos um espumante para celebramos os momentos felizes que a vida nos proporciona e para dividirmos com as pessoas que amamos. Estou falando do 1° Festival do Espumante do Empório Frei Caneca, que será realizado no dia 25 de novembro (sábado), das 15h00 às 21h00, no 6º andar do Centro de Convenções Frei Caneca, integrado ao Shopping Frei Caneca, na capital paulista.

O evento reunirá mais de 80 rótulos nacionais e importados, de 22 importadoras e vinícolas, destacando a oferta de espumantes com preços promocionais. Os organizadores estimam receber cerca de 500 pessoas. Segundo divulgado recentemente no jornal O Estado de S. Paulo, o consumo de Champagne e espumantes no Brasil cresceu 16,5% em 2016. Apesar da crise, o brasileiro vê motivos para comemorar estourando garrafas de Espumante. Ao contrário dos vinhos finos, os espumantes nacionais dominam as vendas do produto no país, com cerca de 80% do mercado.


Já confirmaram presença as seguintes vinícolas e importadoras: Adega Alentejana, Bacardi Martini, Barrinhas, Cantu, Casa Flora, Casa Perini, Casa Valduga, Cave Geisse, Decanter, Epice, Interfood, Italia Mais, Lidio Carraro, LVMH, Maison Lanson, Miolo, Pernod Ricard, Qualimpor, Salton, Vinicola Aurora, Winebrands e World Wine, entre outros. Os espumantes serão harmonizados com comidinhas e aperitivos, destacando produtos La Pastina, como funghis e patês especiais.

O “1º Festival do Espumante” conta com o patrocínio da Maison Lanson, uma das mais antigas e prestigiadas casas de Champagne da França. Os espumantes serão degustados em taças exclusivas de semi-cristal, trazidas da França pela Maison Lanson, que o convidado recebe logo na entrada e pode levar como brinde ao final do evento.

Nossa idéia é oferecer ao público do Shopping Frei Caneca e aos clientes do Empório Frei Caneca uma experiência única, onde podem provar cada um dos excelentes rótulos e comprar, na mesma hora e com preços especiais. Os espumantes dos mais variados tipos são preferência unânime do consumidor, principalmente nesta época, tanto pelas festas de final de ano, como nas celebrações de momentos especiais, formaturas, confraternizações corporativas e familiares e também casamentos”, afirma Francisco Separovic, organizador do evento.

O “1º Festival do Espumante”é aberto ao público maior de 18 anos e a entrada custa R$ 99,00. Os convites devem ser comprados antecipadamente pelo Ingresso Rápido ou no ponto de vendas instalado no Empório Frei Caneca, no 3º Andar do Shopping Frei Caneca. Cada ingresso comprado dá ao participante direito a uma taça exclusiva e um Guia, organizado por Importadora/Vinícola, com a relação dos espumantes, preços e a bandeira de seu país de origem. Os espumantes oferecidos estarão em uma faixa de preços que variam de R$ 40,00 a R$ 390,00, com sabores e preços para todos os gostos.

E ai, nos vemos lá?

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Pedra Cancela Castas Nativas Touriga Nacional & Alfrocheiro 2012

Eis que me vejo novamente as voltas com vinhos portugueses, que cada vez mais tem feito parte do meu dia a dia, ainda mais tendo em vista que agora conheço um pouco mais da cultura patrícia "in loco" e a admiro cada dia mais. Sendo assim, falaremos hoje do Pedra Cancela Castas Nativas Touriga Nacional & Alfrocheiro 2012.


A Quinta Pedra da Cancela é fruto da paixão pelo vinho da família Gouveia. A exploração vitivinícola é uma atividade da família há várias gerações, no inicio entregavam as suas uvas na Adega Cooperativa. Em 1999, com o final dos estudos superiores em Viticultura e Enologia de João Paulo Gouveia, filho de João Coelho Gouveia, decidem criar o seu próprio vinho. Reestruturaram-se as vinhas, adquiriram-se outras e edificou-se uma adega moderna e com apurada tecnologia, tudo isto respeitando a cultura da região demarcada do Dão. Em 2014 a denominação da empresa passou a ser Pedra Cancela Vinhos do Dão Ltda. A Quinta, de aproximadamente 8 hectares, encontra-se em Oliveira de Barreiros, em Viseu, considerada a capital da região do Dão.

Sobre o Pedra Cancela Castas Nativas Touriga Nacional & Alfrocheiro 2012 podemos ainda afirmar que é um vinho feito a partir das castas Touriga Nacional e Afrocheiro com amadurecimento em barricas de carvalho por 6 meses além de envelhecimento de 3 meses em garrafa para posterior liberação ao mercado. Vamos então as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, especiarias e leve toque floral. Ao fundo também podíamos notar notas de baunilha e tostado.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Mais um excelente vinho português que provamos por aqui, este vindo do dão e que foi comprado numa promoção por aproximadamente 55 reais. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Santo Tomás Barbera - Merlot Tinta México 2011

No dia de ontem foi comemorado, especialmente nos Estados Unidos, o Halloween, mais comumente conhecido por aqui como "Dia das Bruxas". Originalmente uma tradição atribuída ao povo Celta (embora não haja uma confirmação sobre isso), foi nos Estados Unidos que a comemoração tomou o formato que vemos hoje, com fantasias, doces e travessuras, cultos aos mortos, terror (aqui entende-se como suspense, sustos, monstros, etc.), abóboras e afins tornando-se uma festa de mescla de tradições. Já no México temos a celebração do "Dia de Los Muertos" (Dia dos Mortos), que se inicia no dia 31 também mas que perdura até o dia 2 de Novembro (que coincide com o dia de finados, que celebramos por aqui). É durante esta festa mexicana que crianças e adultos se juntam para beber, cantar, dançar, se fantasiar e enfim, celebrar dias de alegria para receber as almas dos mortos que em teoria voltariam para visitar seus entes queridos. Resolvi que este ano iria aderir a comemoração mexicana e, enquanto minha filha se deleitava com a brincadeira baseada na comoração americana, tomei o vinho mexicano Santo Tomás Barbera - Merlot Tinta México 2011.


O vinho é produzido pela Bodegas de Santo Tomás, bodega esta que tem origem intrinsecamente ligada a missões dominicanas que começaram a chegar na Califórnia nos anos de 1697, como por exemplo, a missão de São Tomás de Aquino, que foi fundada em 1791. Em 1888, Francisco Andonegui e Miguel Ormart fundaram a Bodegas de Santo Tomás e desenvolveram, além da variedade da Missão que havia chegado no final do século 18, ramos de variedades espanholas como Valdepeñas, Palomino e Rosa del Perú. Em 1932, Abelardo Rodríguez comprou a propriedade fazendo o primeiro engarrafamento em 1939 (a primeira planta de engarrafamento é exibida no local). Com uma grande variedade de uvas, em 1988 sob o cuidado do vinicultor Hugo D Acosta, a produção de 300 mil caixas por ano é reduzida para 30 mil, garantindo alta qualidade. A Bodegas de Santo Tomás é atualmente uma empresa dinâmica que comemora 118 anos de vida e sua história continua agora a cargo de Santiago Cosío Pando, fortalecendo e intensificando a imagem do vinho como forma de vida. A empresa produz uma grande variedade de vinhos: Merlot, Cabernet Sauvignon e Chardonnay, entre outros. Hoje, a empresa está comprometida com seu passado, seu presente e seu futuro, é uma empresa histórica.

Falando agora especificamente sobre o Santo Tomás Barbera - Merlot Tinta México 2011, podemos ainda afirmar que o vinho é um blend das uvas Barbera e Merlot com passagem por doze meses em barris de carvalho francês novos, para amadurecimento. Vamos finalmente as impressões?

Na taça o vinho apresentou rubi violácea de média intensidade com halo granada. Lágrimas finas, rápidas e quase sem coloração também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, ervas, terrosos e algo de tostado.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos fininhos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um bom achado e uma boa surpresa de um vinho vindo do México, muito bem feito, sem qualquer ponto que possa desqualificá-lo. Foi bem num rodízio de pizza. Veio na mala, diretamente do México. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!