quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Chateau Burgozone Gold Cabernet Franc 2011

No território búlgaro onde as vinhas foram plantadas na propriedade da vinícola Chateau Burgozone, havia vestígios da antiga fortaleza romana de Burgozone. Os vinhos e o complexo vitivinícola foram nomeados depois. A fortaleza situa-se na antiga via romana Via Istrum, que conectou Constantinopla com Belgrado e defendeu as fronteiras do norte do Império Romano. As provas materiais encontradas aqui, como os restos de frascos e outras cerâmicas cerâmicas, ligadas à produção de vinhos e vinhos, datam desse período específico. Esta tradição antiga teve milhares de anos de história aqui e, juntamente com o comércio ativo ao longo do rio, tornou-se a base da riqueza e prosperidade da cidade de Oryahovo no passado. Em 2002 iniciou o projeto de revitalização do tradicional para a produção de vinho, que foi suspenso durante a proibição na década de 80 na União Soviética, imposta por Gorbachov. Para este efeito, um terrão único de 150 ha foi selecionado na margem sul do rio Danúbio, perto do porto de Oryahovo, sobre a ilha do Esperanto. Durante os séculos, deu a melhor uva da região. Além da própria vinha, o complexo inclui uma adega de boutique com o equipamento mais moderno. Os primeiros resultados são mais que encorajadores - Chateau Burgozone Chardonnay, produzido lá, fez história ganhando em 2010 o primeiro da Grande Medalha de Ouro da Bulgária no Concours Mondial de Bruxelles.


Falando agora especificamente do Chateau Burgozone Gold Cabernet Franc 2011, podemos acrescentar que o vinho é feito 100% com uvas Cabernet Franc provenientes de um terroir com condições únicas, localizado nas imediações de Oryahovo, na Bulgária e estagiou por 8 meses em barricas novas de carvalho francês e descansou em garrafas nas caves antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea e média intensidade toques granada nas bordas, boa limpidez e brilho. Lágrimas finas, rápidas e incolores se faziam presentes também.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias, estábulo, couro e folhas secas.

Na boca o vinho apresentou corpo médio para encorpado, taninos quase mastigáveis e acidez na medida. O retrogosto confirma o olfato e adiciona um toque mineral ao mesmo, sendo que o final era de longa duração.

Um belíssimo exemplar de vinho búlgaro, mais um, que provamos por aqui. Eu recomendo a prova. Este é mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

terça-feira, 20 de novembro de 2018

Ca'vegar Bardolino Classico 2015

Foi em abril de 1958, quando onze viticultores da região de Gardesan, perto de Verona na Itália, se encontraram e fundaram uma cooperativa para a produção de vinhos, conhecida como Cantina Sociale Veronese del Garda. O objetivo era trabalhar juntas as uvas dos membros e produzir bons e bons molhos e vinhos. Nos anos seguintes, já conhecida como Cantina di Castelnuovo del Garda, experimentou um crescimento lento mas constante. Hoje, a cooperativa tem mais de 200 membros, que processam suas uvas crescidas em um total de 1000 hectares de terra em vinho. Desde 2006, um importante projeto de renovação tecnológica está em andamento nos vinhedos e na adega. A Cantina não está longe do Lago de Garda e é um exemplo de uma empresa intimamente ligada ao seu território e às suas tradições. As vinhas dos membros cooperativos se estendem ao sudeste do Lago de Garda. Vinhos advindos das DOCs Bardolino, Custoza, Lugana, Valpolicella, Soave e Garda são produzidos. Na sede histórica da cooperativa, há uma loja que vende uma ampla gama de produtos a preços da cantina: brancos, rosés e tintos.


Sobre o Ca'vegar Bardolino Classico 2015, podemos ainda acrescentar que o vinho é um blend das uvas Corvina , Rondinella , Molinara, típicas da região sem qualquer passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi violácea de média intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e incolores também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, leve toque herbáceo e algo de flores também.

Na boca o vinho apresentou corpo leve para médio, ótima acidez e taninos bem fininhos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um ótimo vinho para o dia a dia, sem complicações. Acompanhou uma refeição bem simples de papilote de frango com tomates cereja e cebola. Uma boa alternativa aos vinhos que costumamos consumir no dia a dia, ainda mais nestes dias de mais calor. Tem um bom custo benefício. Este é mais um vinho do clube de vinhos Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

terça-feira, 13 de novembro de 2018

Foxglove Chardonnay 2016

No centro da Foxglove está Bob Varner, também enólogo da Varner Wines. Começando com sua primeira colheita em 1991, Bob adquire o vinho de vários lugares, todos no Edna Valley. O vinho resultante tem o preço de denominação da Costa Central e é repleto de sabores de frutas complexos pelos quais a denominação do Edna Valley é conhecida, uma denominação relativamente pequena, que tem cultivada principalmente Chardonnay em cerca de 1000 acres. Toda a área é rigidamente controlada por alguns proprietários que empregam as práticas de vinhas mais atualizadas que dão ao vale uma uniformidade impressionante. Localizado ao sul de San Luis Obispo, seus vinhedos são alguns dos mais próximos da Califórnia ao Oceano Pacífico. Os invernos amenos, o verão frio e nebuloso e os solos franco-argilosos produzem uma combinação de sabores que foram descritos como "livro Central Coast".


Falando agora do Foxglove Chardonnay 2016, podemos ainda acrescentar que o vinho é feito a partir de uvas 100% Chardonnay da região de Central Coast, na Califórnia, EUA. O vinho é engarrafado sem passar pela fermentação maloláctica e não tem carvalho nele, apresentando um perfil muito limpo e varietal. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo palha com reflexos dourados, muito límpido e brilhante. Lágrimas finas, rápidas e sem cor também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos tropicais, pedra molhada com leve toque de baunilha.

Na boca o vinho mostrou corpo leve para médio aliado a uma ótima acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um belo exemplar de Chardonnay californiano que, a contrapartida de seus compatriotas, não vem carregado de madeira, tornando-o mais leve e saboroso, trazendo aquela sensação do quero mais a cada gole. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Château Noaillac Cru Bourgeois 2014

Famoso Cru Bourgeois, o Château Noaillac é propriedade da família Pages desde o ano de 1983. Essa experiente família também é dona do ótimo Château La Tour de By, também na região do Médoc. Contando com 41 hectares de vinhedos localizados no estuário do Gironde, essa estrela em ascensão produz um dos mais confiáveis vinhos do Médoc. Atualmente o trabalho da adega está na terceira geração, a cargo de Damien Pages, que elabora este ótimo vinho a partir de vinhas com 20 a 25 anos de idade. Faz parte do seleto grupo dos Cru Bourgeois, classificação criada em 1932 para contemplar os melhores vinhos de Bordeaux, logo depois dos Grands Crus Classés


Falando agora um pouco mais do Château Noaillac Cru Bourgeois 2014, podemos dizer que o vinho é feito a partir de 55% Merlot, 40% Cabernet Sauvignon e 5% Petit Verdot com passagem por 12 meses em barricas de carvalho. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor rubi violácea de média para grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, de média velocidade e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas negras e vermelhas bem maduras, especiarias, tabaco, couro, café e baunilha. Bastante complexidade olfativa.

Na boca o vinho apresentou corpo médio para encorpado aliado a taninos finos, marcados e com uma boa acidez. O retrogosto basicamente confirma o olfato com um toque mineral. O final era de longa duração.

Um ótimo Bordeaux que provamos por aqui, apesar de não ser muito a minha especialidade, achei um baita vinho. Recomendo bastante a prova.

Até o próximo!

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Palácio da Bacalhôa 2013

A Bacalhôa Vinho de Portugal, produtora do vinho de hoje, dispensa muitas apresentações. É uma das gigantes do mundo do vinho, conhecida e presente no mundo todo com belos caldos, desde os mais simples até seus vinhos premium. De qualquer maneira, é sempre bom darmos uma injeção de ânimo na nossa memória e trazer um pouco da história de sucesso desta empresa aqui para os leitores do blog. A Bacalhôa Vinhos de Portugal existe desde 1922, inicialmente sob a designação de João Pires & Filhos, tendo se desenvolvido ao longo dos anos com uma vasta gama de vinhos que lhe granjeou uma sólida reputação e a preferência de consumidores nacionais e internacionais. Ganhou um grande impulso com a parceria com o Grupo Francês Lafitte Rothschild e a aquisição de propriedades como a Quinta do Carmo, por exemplo. Está presente em 7 regiões vitícolas portuguesas (Alentejo, Península de Setúbal (Azeitão), Lisboa, Bairrada, Dão e Douro), com um total de 1200ha de vinhas, 40 quintas, 40 castas diferentes e 4 centros vínicos (adegas), a empresa distingue-se no mercado pela sua dimensão e pela autonomia em 70% na produção própria. Com uma capacidade total de 20 milhões de litros e 15.000 barricas de carvalho, a Bacalhôa Vinhos de Portugal prossegue a sua aposta na inovação no setor, tendo em vista a criação de vinhos que proporcionem experiências únicas e surpreendentes, com uma elevada qualidade e consistência.


Falando agora do Palácio da Bacalhôa 2013, podemos afirmar que o vinho é feito a partir das uvas Cabernet Sauvignon, Merlot e Petit Verdot oriundas da região da Península de Setúbal sendo que 12% do mosto fermentou e estagiou 4 meses em barricas novas de carvalho francês. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma profunda cor violácea, muita intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, mais lentas e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, baunilha, café, especiarias, mentolado e leve tostado.

Na boca o  vinho se mostrou encorpado, com boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um baita vinho português ora pois, delicioso, complexo, guloso, enfim, nem da pra falar muito. Recomendo a prova.

Até o próximo!

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Divulgação: Vinho & Sabores de Portugal em São Paulo

O Vinho & Sabores de Portugal, evento itinerante que traz ao Brasil os melhores expositores de produtos e vinhos portugueses, chega à sua sétima edição e promove em São Paulo (13 e 14 de novembro) e Curitiba (16 de novembro) uma programação repleta de atividades para curtir um fim de semana diferente com os amigos e com a família.


O festival conta mais de 40 expositores de vinhos, azeites, queijos, embutidos; além de degustações, masterclasses sobre diversas regiões de Portugal, uma aula show com o estrelado chef português Hélio Loureiro e muita música para animar os convidados.

Entre os expositores de vinhos dessa edição estão confirmados Adega São Mamede, Adega Cadaval, Adega Vermelha, Casa Santos Lima, Mastervitoria, Vidigal, Quinta dos Termos, Vinhos Almeida Garret, Adega do Fundão, Adega de Castelo Rodrigo, Quinta da Caldeirinha, Adega de Valpaços, Quinta do Sobreiró, Francisco Antonio Gomes Gonçalves, Real Companhia Velha, Vallegre, Manuel Costa e Filhos, Grande Porto e Casa Santa Vitória. Entre os azeites estão Azeites Casa Santo Amaro e entre os queijos e embutidos estão Lacto-Serra Queijos, alheira, bolinho de bacalhau , Embutidos Bísaro e Conservas Ramirez.

Os ingressos custam R$70 por dia (incluso uma taça) ou R$100 (passaporte para os dois dias incluindo taça) e podem ser adquiridos pelo sites:




Confira a programação completa:

São Paulo (13 e 14 de novembro) e Curitiba (16 de novembro)
14h – Abertura ao Público
15h – Masterclass 1 – Vinhos da região de Lisboa
16h30 - Masterclass 2- Vinhos da região da Beira Interior
18h – Masterclass 3 – Vinhos da região de Trás Montes, Vinhos Verdes, Vinhos do Douro e Alentejo
18h30 – Showcooking de gastronomia portuguesa com Chef Helio Loureiro
20h – Encerramento

Para conhecer todos os expositores, basta acessar o site do evento http://www.vinhoesabores.com.br

SERVIÇO

Vinhos e Sabores de Portugal - São Paulo
Data: 13 e 14 de novembro
Horário: 14h às 20h 
Local: Casa da Fazenda do Morumbi 
Endereço: Avenida Morumbi 5594-São Paulo

Vinhos e Sabores de Portugal - Curitiba
Data: 16 de novembro
Horário: 14h às 20h 
Local: Pestana Hotel Curitiba 
Endereço: R. Comendador Araújo, 499 – Centro
Curitiba

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Tahuan Siesta en el Tahuantinsuyu Bonarda 2013

Ernesto Catena, dono da Ernesto Catena Vineyards na Argentina, é o filho mais velho de Nicolás Catena de Catena Zapata. Um enólogo da 4ª geração, Ernesto viajou e viveu em todo o mundo, e ao longo do caminho ganhou um diploma de bacharel em Ciências da Computação e Economia, um mestrado em Design em Milão e uma licenciatura em história em Londres. Definido por muitos como o lado "boêmio" da família Catena, Ernesto é um leitor incansável e ávido, pintor, colecionador de arte, cavaleiro, polo e arqueiro. Enquanto presidente da Bodegas Escorihuela, Ernesto sentiu a necessidade de produzir vinhos que refletissem suas crenças básicas: alta qualidade, um estilo diferente da maioria dos vinhos produzidos na época, volumes menores e um forte conceito de marca. Em 2002, a Ernesto Catena Vineyards foi criada para expressar essas crenças.


Falando mais especificamente do Tahuan Siesta en el Tahuantinsuyu Bonarda 2013, podemos ainda acrescentar que o vinho é feito com uvas 100% Bonarda da região de La Vendimia, em Rivadavia, Mendoza. O vinho tem passagem de oito meses por carvalho francês e americano (meio a meio), sendo que destes 30% novos, 40% segundo e terceiros usos. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média para grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutos escuros, couro, mentolado, folhas secas e leve toque de baunilha.

Na boca o vinho mostrou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Uma boa opção de vinho argentino, que pode e deve contrapor aos já manjados Malbecs/Cabernets e afins. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Estaria o mundo pronto de verdade para a rolha reutilizável?

Um dos maiores debates em curso no mundo do vinho é o uso da cortiça versus o do screwcap. Mais do que apenas um debate entre os tradicionalistas e os amantes da conveniência, a embalagem do vinho também é um grande negócio e, acredite ou não, a “grande cortiça” (realmente existe) não está interessada em ceder sua participação de mercado a um pouco de alumínio. Assim, durante anos, uma das maiores marcas de cortiça do mundo tem procurado a sua rolha que poderia ser rosqueável e reutilizável, e agora, estas rolhas estão prestes a dar outro salto comercial.

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A “Helix”, desenvolvida pelo gigante de cortiça portuguesa Amorim, é uma espécie de “screwcork” - ou cortiça reutilizável. Na prática, essas rolhas são um pouco semelhantes às rolhas que você pode encontrar no topo de uma garrafa de uísque, pois elas podem ser retiradas e repostas repetidamente sem muito esforço. Mas o que torna a Helix única é que a rolha requer uma garrafa especial com um gargalo roscado. Os sulcos correspondentes na cortiça permitem que seja rosqueada de volta para a garrafa para uma vedação hermética após a abertura. “Uma reviravolta inesperada” é o slogan da Amorim.

Esta inovação da Helix não é nova. Na verdade, a Red Truck Wines da Sonoma se tornou a primeira vinícola dos EUA a começar a usar a cortiça retorcida em 2016. Mas caso você esteja se perguntando se você não bebeu vinho suficiente recentemente (não se preocupe; você provavelmente já bebeu) , as roscadas ainda não estão tomando o mundo pela tempestade. Isso pode explicar porque a Amorim parece estar declarando uma grande vitória que, pela primeira vez, uma cadeia de supermercados britânica estará usando uma garrafa Helix. A partir deste mês, a cooperativa de mercearia do Reino Unido vai vender o vinho português Vila Real Rabelo Red 2015 com uma rolha rosqueável por cerca de US$ 8 por garrafa.

"Esta é uma reviravolta moderna na cortiça tradicional", disse Sarah Benson, vendedora de vinhos da Co-op, de acordo com o The Drinks Business. "Este é um verdadeiro golpe para nós na Co-op e um exemplo de como continuamos a procurar formas de inovar a categoria para atender às necessidades de nossa base de clientes em constante mudança".

Se você nunca viu uma rolha destas antes, eles são bem legais. Mas, ao mesmo tempo, quem é essa “base de clientes” que realmente clama por um híbrido screwcap-rolha? Provavelmente, o maior argumento em apoio à cortiça é que é supostamente melhor para o envelhecimento do vinho - mas se você está planejando abrir um vinho que você está envelhecendo e não tem um saca-rolhas à mão, talvez você tenha escolhido a hora errada para abrir esse vinho? Como resultado, a Helix parece um tipo de situação “se você não pode vencer, junte-se a eles” - mesmo que isso seja uma novidade intrigante.



Matéria original em https://www.foodandwine.com

terça-feira, 30 de outubro de 2018

Borgogno Langhe Nebbiolo DOC 2014

Ser lento nas ações significa ter tempo para entender melhor as coisas e fazê-las da maneira certa. Isto é o que a Borgogno tem feito em suas vinhas e com os seus vinhos desde 1761, na região do Langhe, Piemonte, Itália. Manter as coisas simples é de sua história: apenas algumas regras muito claras. Em todos os vinhedos que possuem, usam apenas fertilizantes orgânicos, sem herbicidas, e realizam apenas tratamentos ecológicos. É por isso que as uvas deixam resíduo zero; uvas limpas são essenciais para fazer vinhos de alta qualidade. Em 2016 iniciaram a conversão que os levará à certificação orgânica para a safra de 2019. A propriedade abrange cerca de 39 hectares, dos quais 8 são cultivados com bosques e 31 com vinhas. Cerca de 60% é cultivada com Nebbiolo, com o restante dividido entre Dolcetto, Barbera e Freisa. Cinco destes hectares dedicam-se ao cultivo de castas brancas, duas de Riesling e três de Timorasso. E também tem a imensa fortuna de possuir cinco dos melhores vinhedos Barolo cru: Lista, Cannubi, Cannubi San Lorenzo, Fossati e San Pietro delle Viole.


Sobre o Borgogno Langhe Nebbiolo DOC 2014 podemos ainda acrescentar que é um vinho feito com 100% de uvas Nebbiolo da região de Langhe com envelhecimento em grandes barris de carvalho eslavo por 10 meses a uma temperatura de 18 ° C. O vinho é engarrafado e é refinado 3 meses antes do lançamento a fim de se manter seu frescor. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi de média para grande intensidade com bordas tendendo ao granada, muito límpido e brilhante. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias, flores, toques terrosos e leve tostado.

Na boca o vinho se mostrou de corpo médio, com uma boa acidez e taninos equilibrados. Muito elegante. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa e saborosa duração.

Um belo vinho italiano, conhecido como o "baby Barolo" por ser digamos, mais acessível aos paladares menos experimentados no mundo do vinho. Este foi provado no Eataly de NY e eu recomendo a prova.

Até o próximo!

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Think Pink, um evento inovador por uma causa nobre

O mês de Outubro é conhecido como o mês dedicado ao combate do câncer de mama. Só quem já teve uma experiência com esta doença na família, mesmo que não seja de mama, sabe o quanto é devastadora e que a prevenção é uma das melhores formas de combate. Mas obviamente não estamos aqui para conversar sobre isso, afinal o blog fala de vinhos em sua maioria. E olha só que bacana, a Cantu Importadora tem o prazer de convidar para o Think Pink, evento em apoio ao Outubro Rosa, mês dedicado ao combate e prevenção do câncer de mama.


As Vinícolas Ventisquero e Susana Balbo, em edição limitada, vão brindar a noite, que contará com a presença da DJ Marina Goldfarb e do Jazzmasters, trazendo uma seleção de grandes mulheres da música. O evento é realizado em parceria com a grife Tufi Duek e todo o valor arrecadado será destinado à ONG Unaccam. Lá serão servidos drinks, vinhos e por sinal, será servido a edição limitada do Ventisquero Reserva Carménère Outubro Rosa que conta com a cápsula rosa em alusão ao mês de Outubro.

O ingresso custa R$ 200,00 e, além de apoiar a causa através da compra do convite, no evento estarão à venda kits com valores entre R$ 50,00 (uma garrafa de vinho ou um body Tufi Duek) e R$ 300 (vinho, body e gifts surpresa). 100% do valor arrecadado no evento será destinado à Unaccam, que o converterá em mamografias gratuitas.

Mais informações abaixo:

THINK PINK
Dia 31 de outubro (quarta-feira), das 18 às 22 horas
Museu do Vinho de São Paulo
Rua Minas Gerais, 246
Ingressos: bit.ly/2RgXDJc
Os vinhos Ventisquero e Susana Balbo são importados pela Cantu Importadora:
(11) 2144-4464 - www.cantuimportadora.com.br

Siga as marcas no Instagram: @ventisquerobrasil / @susanabalbowines / @cantuimportadora
Informações à imprensa: CH2A Comunicação

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Beringer Bros Bourbon Barrel Aged Cabernet Sauvignon 2016

Após um bom e merecido período de férias, o blog volta com atividade total e espero conseguir ser mais efetivo com relação ao número de postagens por aqui. E não poderia deixar de contar pra vocês sobre um vinho que eu trouxe na bagagem mas que me conquistou no primeiro gole. Estou falando do Beringer Bros Bourbon Barrel Aged Cabernet Sauvignon 2016. Vamos descobrir um pouco mais sobre a história da vinícola bem como algumas curiosidades do vinho?


A paixão tem o maravilhoso poder de transformar meros objetos em obsessão, transformar tarefas cotidianas em arte. Na vinícola Beringer Bros, tem-se vivido essa paixão por mais de 141 anos. A história da vinícola Beringer Bros remonta ao ano de 1868, quando Jacob Beringer, atraído pelas oportunidades do novo mundo, navegou de sua casa em Mainz, na Alemanha, para Nova York. No entanto, depois de ouvir que o solo rochoso na encosta e o solo fértil do vale se assemelhavam aos vinhedos da Alemanha, Jacob seguiu para o Vale do Napa. Jacob e seu irmão Frederico Beringer compraram 215 acres de terra em 1875 e se tornaram uma das primeiras vinícolas do Vale de Napa. A vinícola Beringer Bros é conhecida por estabelecer muitos "primeiros" como líderes na indústria do vinho. Foram uma das primeiras instalações alimentadas por gravidade e entre as primeiras a operar usando cavernas e adegas cavadas à mão. Foram também os primeiros a dar tours públicos em 1934, iniciando uma tradição de hospitalidade em Napa Valley. Por fim, são a primeira e única adega a ter um vinho tinto e um branco, o vinho nº 1 do ano pela revista Wine Spectator.

Falando um pouco mais do Beringer Bros Bourbon Barrel Aged Cabernet Sauvignon 2016, podemos ainda dizer que o vinho é produzido exclusivamente com uvas Cqabernet Sauvignon dos principais vinhedos da empresa na Califórnia e 20% do vinho permanece em barricas de carvalho americano que anteriormente foram utilizados para a fabricação de bourbon. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, de média velocidade, coloridas e em grande quantidade também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, chocolate amargo, baunilha e toques de especiarias.

Na boca o vinho se mostrou encorpado, suculento, quase mastigável. Taninos redondos e boa acidez também se faziam notar. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e memorável. 

Um delicioso vinho americano, com a curiosidade do uso das barricas de bourbon pra acrescentar um calor e um toque mais encorpado ao vinho. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Tiago Cabaço .com Premium Tinto 2017

Uma família de vinhos, sedutores e sérios, modernos no estilo e na forma mas profundamente alentejanos no carácter, os nossos vinhos dividem-se entre os “.com” de perfil enérgico e jovial, os monovarietais sérios e poderosos, os “Vinhas Velhas” que conjugam a excelência do terroir e as vinhas com mais de 30 anos, o espumante, para momentos especiais, e os “blog” simultaneamente vigorosos, subtis e frescos que se reclamam como os topos de gama Tiago Cabaço. Nascido e criado em Estremoz, no coração do Alentejo vinhateiro, Tiago Cabaço habituou-se desde muito cedo a partilhar o campo e a trabalhar nas vinhas e na adega com os pais. Foi através deste percurso que, de criança, aprendeu segredos da vinha, do solo, das castas e de todo o universo a ele associado, que ainda hoje aplica no seu dia-a-dia. Em 2004 criou a marca Tiago Cabaço Winery, o projeto em nome próprio. Desde então tem colocado no mercado vinhos da sua autoria, através dos quais passou a afirmar a sua personalidade e visão relativa aos vinhos e ao Alentejo.


Falando agora sobre o Tiago Cabaço .com Premium Tinto 2017, podemos afirmar que o vinho é feito a partir das castas Touriga Nacional, Aragonez, Trincadeira e Alicante Bouschet com fermentação e estágio posterior em tanques de aço inox (sem passagem por madeira). Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média para grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias (pimenta em maior presença) e toques florais.

Na boca o vinho apresentou corpo médio com boa estrutura, acidez na medida e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração. 

Mais um bom vinho português provado por aqui, com bom custo benefício e que tende a agradar a todos os paladares por seu estilo mais jovem e frutado sem se tornar enjoativo ou pesado. Eu recomendo a prova. 

Até o próximo!

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Belnero Toscana IGT 2013

O Castello Banfi é uma das vinícolas mais famosas da região da Toscana, na Itália, mais precisamente na região de Montalcino. Foi fundada em 1978 graças à vontade dos irmãos ítalo-americanos John e Harry Mariani. Esta vinícola é conhecida mundialmente pela busca incessante pela qualidade de seus vinhos, pelos grandes Brunellos e atualmente pela busca em diminuir a influência extra-natureza em seus vinhos e a utilização de técnicas de cultivo e produção orgânicas. Reconhecida também pelas pesquisas clonais da uva Sangiovese, a vinícola busca os melhores clones para manter a consistência de sua produção. Além da produção de vinhos, a vinícola também conta com serviços de visitação e hospedagem em suas dependências.


Falando sobre o Belnero Toscana IGT 2013, podemos afirmar que o vinho é feito quase que exclusivamente de uvas Sangiovese e pequenas quantidades de Cabernet Sauvignon e Merlot, oriundas das colinas do sul de Montalcino a uma altitude de 170 a 230 metros acima do nível do mar. Após a fermentação alcoólica, o vinho segue para barricas de carvalho onde passará pela fermentação malolática e grande período de amadurecimento. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média intensidade, brilhante e muito límpido. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas muito complexos como frutos vermelhos, café, tabaco, baunilha e especiarias doces.

Na boca o vinho se mostrou encorpado, carnudo, com boa acidez e taninos bem marcantes. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo de delicioso.

Um baita vinho italiano, fruto de uma recente viagem internacional de minha esposa e que agradou a todos além de acompanhar a refeição divinamente. Eu recomendo.

Até o próximo!

terça-feira, 18 de setembro de 2018

Convento da Vila Tinto 2016

Fundada em 1955, a Adega de Borba foi a primeira de uma série de Adegas constituídas no Alentejo, com o incentivo da então Junta Nacional do Vinho, numa altura em que o setor não tinha o protagonismo que hoje tem na economia regional. De fato, não fosse esse empurrão decisivo dado pelo referido organismo estatal, que assim permitiu uma organização comercial e de transformação para os vinhos do Alentejo, a cultura da vinha teria desaparecido completamente da região, pois todos os incentivos da época estavam virados para a cultura dos cereais, e fazer do Alentejo o celeiro do País era uma política mais que consolidada para a época. Após 3 décadas de resistência, em que só o grande valor das castas regionais e a excelência das condições naturais permitiram que a produção de vinho no Alentejo se mantivesse, chegou-se finalmente aos anos oitenta, em que todo o potencial da região para a produção de vinho pode ser avaliado e confirmado pelo consumidor. Beneficiou a região do fato da produção estar associada a Adegas de grande dimensão, e desta forma mais rapidamente se apetrechou em termos tecnológicos que outras regiões do País, dando o salto para os vinhos engarrafados de qualidade, numa altura em que o consumidor passou a ser mais exigente e a privilegiar mais a qualidade que a quantidade. É verdade que a constituição da região demarcada do Alentejo e a constituição de estruturas técnicas associativas que rapidamente divulgaram novas tecnologias junto do viticultor foram essenciais em todo o processo. Hoje a Adega de Borba reúne 300 viticultores associados que cultivam cerca de 2.000 hectares de vinha, distribuindo por 70% castas tintas e 30% de castas brancas.


Sobre o Convento da Vila Tinto 2016, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir de um blend das castas Trincadeira, Aragonez, Castelão e Touriga Franca, típicas da região, sem passagem por madeira. Ambas a fermentação alcoólica e malolática ocorrem em tanques de inox. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutos vermelhos, flores e leve toque herbáceo.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Mais um bom vinho português acessível que provamos por aqui. É dos vinhos de entrada mas que não fazem feio. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Milénico Tempranillo 2012

A Bodegas Y Viñedos Milénico nasce nas margens do Douro, no município de San Martín de Rubiales, entre Roa e Peñafiel, no coração da Ribera del Duero, uma região com mais de mil anos ininterruptos de tradição e cultura vinícola. O clima é rigoroso, com flutuações diárias marcantes que forçam ciclos diários de atividade na planta, o que confere ao vinho um caráter inconfundível e distintivo. Milénico é o resultado da nossa dedicação e entusiasmo pela criação de vinhos excepcionais. Nosso relacionamento constante com a terra, com a vinha, com o vinho e nosso desejo de alcançar o melhor é a energia que inspira nosso dia a dia. O Milénico é possível graças à sua localização privilegiada, à origem de uma fruta extraordinária e à nossa busca pela perfeição, que se traduz em um cuidado e atenção contínuos e extremos aos detalhes ao longo da vida do Milénico.


Falando agora sobre o Milénico Tempranillo 2012, podemos ainda acrescentar que é um vinho cujas uvas vem de um seleção de uvas de 6 parcelas próprias e uma de terceiros. Esta á uma combinação de vinhas com mais de 50 anos junto a outras plantadas nos anos 90. Passa ainda por envelhecimento e amadurecimento de 12 meses em barricas de carvalho francês (85%) e americano (15%) de 225 e 500 litros além de 12 meses na garrafa. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de média para grande intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e coloridas também se faziam notar. 

No nariz o vinho apresentou aromas de bala toffee, frutos vermelhos, notas balsâmicas e toques de tostado. 

Na boca o vinho mostrou corpo médio, boa acidez e taninos de muita qualidade. O retrogosto confirma o olfato e incluí um toque mineral ao vinho. O final era de longa duração.

Um belo vinho espanhol que provamos por aqui que me faz cada vez mais tentar conhecer e descobrir novos vinhos vindos de lá. Eu recomendo e muito a prova. Este é mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Quinta dos Murças inaugura seu primeiro Programa de Vindimas

Essa vai para quem está com viagem marcada para Portugal para os próximos dias e assim como eu, é um enófilo de carteirinha. Pela primeira vez a portuguesa Quinta dos Murças (vinícola do Grupo Esporão, localizada no Douro) abre o seu programa de vindimas para o público. Durante um dia inteiro, o visitante poderá participar da colheita, da pisa a pé, visitar as adegas e degustar os vinhos de Murças.


O fim do verão e o início do outono é sinônimo de colheitas em Portugal, a época das vindimas: as uvas estão prontas para serem colhidas das videiras, num trabalho realizado em ambiente de festa e convívio, para depois produzir o vinho do ano. Uma tradição portuguesa que, apesar de modernizada em alguns aspectos, ainda é muito celebrada. Pela primeira vez, a vindima na Quinta dos Murças é aberta ao público, a partir do dia 15 de setembro.


Durante um dia inteiro, os visitantes poderão visitar as caves e a adega e, participar da típica lagarada duriense (entrada nos lagares tradicionais e fazer a pisa a pé). O programa conta também com uma degustação dos vinhos da vinícola.

Para José Luis Moreira, enólogo responsável de Murças: “Começamos a vindima depois de um inverno frio e seco e, uma primavera mais fria que o habitual e muito chuvosa. As uvas estão quase maduras e prontas para a colheita. É a nossa décima vindima no Douro, estamos confiantes na qualidade dos vinhos que iremos produzir e continuamos à procura da expressão mais fiel de nossos diferentes terroirs na produção dos melhores vinhos que a natureza nos proporciona”.

Programa de Vindimas na Quinta dos Murças (a partir de 15 de setembro)

16h00 – Chegada e visita guiada às caves e adega
17h00 – Lagarada (entrada no lagar e pisa a pé)
18h – Degustação dos vinhos Assobio

Máximo: 7 pessoas
Preço: 35€ por pessoa
Reserva necessária
Reservas: +351 932706787 / reservas.murcas@esporao.com

Quinta dos Murças
Covelinhas 5050-011 Peso da Régua
Coordenadas GPS: Latitude 41.153314; Longitude: -7.688143
*disponível mediante trabalhos a decorrer na adega

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Quinta da Alorna Tinto 2015

A Quinta da Alorna nasceu em 1723, mais tarde D. Pedro de Almeida, o I Marquês de Alorna, após ter liderado a conquista da praça-forte de Alorna na Índia, conferiu à propriedade o nome que hoje tem. Na margem do Rio Tejo e com a entrada marcada por uma árvore magnífica e rara no mundo, conhecida por bela sombra, a Quinta da Alorna destaca-se não só pela qualidade dos vinhos que produz como também pelos seus espaços naturais. Com uma área total de 2.800 hectares, localizada no centro de Portugal, próxima de Santarém, a Quinta tem vindo a diversificar as suas áreas de negócio tendo como princípios a sustentabilidade, responsabilidade social e conservação da natureza.


Falando um pouco sobre o Quinta da Alorna Tinto 2015, podemos acrescentar que o vinho é produzido a partir do blend das castas Tinta Roriz, Castelão, Syrah e Alicante Bouschet passando por fermentação (alcoólica e malolática) em tanques de aço inoxidavel, onde também passa por um estágio para amadurecimento e estabilização. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias, chocolate e café.

Na boca o vinho apresentou corpo médio +, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um bom vinho português que provamos por aqui, este vindo de uma promoção do Pão de Açúcar e que valeu o quanto foi pago. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Edoardo Miroglio Cabernet Franc 2011

Em 2002, Edoardo Miroglio (produtor do vinho de hoje), um conhecido italiano produtor têxtil e de vinho , descobriu na região da Trácia, na Bulgária, o solo perfeito e ótimas condições climáticas para a produção de vinhos de qualidade na aldeia de Elenovo, 22 km a sudeste de Nova Zagora. Cercada por 220 hectares de vinhas, a Vinícola Edoardo Miroglio é uma impressionante combinação de arquitetura inspirada na antiguidade com as tecnologias modernas para a produção de vinho, combinadas naturalmente com o meio ambiente. As principais marcas produzidas pela vinícola são: Elenovo(reservas), Edoardo Miroglio(marca premium), Sant'Ilia, Soli e Sant'Ilia Estate (marcas comerciais). Acima da vinícola, existe o hotel boutique Soli Invicto (O sol invicto, do italiano), que dispõe de 10 quartos mobilados de forma única, salão de degustação de vinhos, restaurante requintado, lobby bar e piscina exterior.


Falando agora do Edoardo Miroglio Cabernet Franc 2011, podemos afirmar que o vinho é feito com uvas 100% Cabernet Franc com passagem de 10 meses em barricas de carvalho francês de 225 litros. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi violácea de grande intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e sem cor também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, especiarias, tostado e algo de baunilha.

Na boca o vinho mostrou corpo médio para encorpado, boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um bom vinho búlgaro que provamos por aqui. Foi o fiel escudeiro, com honras, de um belo corte de carne (chorizo e ancho) sendo uma boa alternativa aos vinhos que costumamos provar com este acompanhamento. Tem um bom custo benefício. Este é mais um vinho do clube de vinhos Winelands, o clube que eu assino e recomendo. 

Até o próximo!

terça-feira, 28 de agosto de 2018

Mània Rosso Toscano IGT 2015

A Poggio Nicchiaia é uma jovem produtora de vinhos, com espírito e vontade, sendo colocada no contexto de uma propriedade toscana maravilhosa de centenas de hectares, que cresce nas colinas cerca de 40 km ao sul de Pisa, adjacente à cidade de Peccioli. A altura não excede 200 metros de altura com um clima suave, leve e a paisagem com grande influencia pelas correntes da costa próxima, rico em referências históricas que datam desde os etruscos distância. O solo é um compósito muito interessante, de origem marinha e rico em fósseis com textura arenoso-siltosa-argilosa. Neste contexto abençoado pela natureza, Poggio Nicchiaia tem cerca de 50 hectares de vinha muito bem expostos, com uma média de 5000 cubas por hectare e com a variedade Sangiovese da Toscana muito mais presente. A vinícola tecnologicamente vanguardista está localizada em Montelopio, uma charmosa vila com um gosto do passado, localizada a poucos quilômetros de Peccioli. O corpo principal se estende ao longo da Serre estrada e suas várias fazendas é o cenário, em um maravilhoso ambiente natural, a igreja Serre de Nossa Senhora, que foi construído pela primeira vez em 1423. As variedades tintas cultivadas com um sistema de cordão estimulado, além da Sangiovese, são Cabernet Sauvignon, Merlot e Syrah. Tal é a paixão na empresa e há um forte desejo de produzir vinhos que, de acordo com os cânones da tradição toscana para representar uma interpretação moderna, uma evolução requintado de gosto, não moderno, mas sim respeitosa dos valores prazer que durarão.


Falando agora do Mània Rosso Toscano IGT 2015, podemos afirmar que o vinho é um corte das uvas 70% Sangiovese, 15% Merlot e 15% Cabernet Sauvignon com passagem em madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos e escuros, tabaco, couro, especiarias doces e leve toque apimentado.

Na boca o vinho apresentou corpo médio para encorpado, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um belo vinho toscano sem dúvidas. Combinou bem com cortes suculentos de carne. Eu recomendo a prova. Este é mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Vinhos Hello Kitty em Duas Novas Variedades

Esta é para quem foi ou é fã da personagem japonesa em forma de gatinho ou que nutre alguma afeição pela mesma. Ou quem sabe um enófilo curioso, assim como eu. O personagem bonitinho de  Sanrio agora tem sete vinhos com rótulos que levam o seu nome.

Foto cortesia de Sanrio para a foodandwine.com

Enquanto muitos observadores casuais podem ainda relegar a Hello Kitty de Sanrio apenas como uma criança, a personagem bonitinha e com aparência de gatinha tem tido sua própria linha de bebidas para adultos, vinho para ser exato, por alguns anos. Afinal de contas, os fãs que cresceram com a Hello Kitty engessada em todos os acessórios imagináveis também precisam de algo colecionável quando crescerem! Este ano, esses mesmos entusiastas podem adicionar mais algumas garrafas ao seu vinho Hello Kitty com o lançamento de duas novas variedades: Hello Kitty Prosecco e Hello Kitty Pinot Grigio.

Os vinhos são distribuídos somente nos Estados Unidos (que pena) por SW Vino e vêm em sete variedades no total, incluindo Pinot Grigio, Pinot Nero, Pinot Noir, "sweet rosé", rosé espumante (em garrafa regular e brilhante, edição limitada rosa), e o par de novas ofertas.

Ficou curioso? Se um dia estiver de passagem pela terra do Tio Sam e conseguir provar um exemplar, diga pra mim o que achou. Eu fico te esperando por aqui.

Até o próximo!


Matéria original veiculada em www.foodandwine.com

terça-feira, 21 de agosto de 2018

7 Maneiras Surpreendentes para se Resfriar seu Vinho

Imagine a seguinte situação: você precisa resfriar de maneira mais rápida que o usual algumas (ou muitas) garrafas de vinho para serem servidas numa degustação, confraria etc. A questão que fica é: como fazer isto de forma eficiente e no menor período de tempo possível? Abaixo listamos algumas maneiras comumente utilizadas por experts e que funcionam.


Baldes de Gelo
O método mais usado e comprovado para se resfriar o vinho, às pressas, ainda é um balde de gelo com um pouco de água e um punhado de sal - o sal reduz a temperatura gelada da água. (CIÊNCIA!) Recomenda-se ainda embrulhar garrafas especiais de vinho em sacos plásticos primeiro para preservar os rótulos, ou usar um refrigerador maior para congelar uma caixa inteira de cada vez - basta remover a caixa de papelão, colocar as garrafas na posição vertical no refrigerador e cubra com gelo, como eles fazem atrás do bar.

Vidraria Refrigerada
Assim como seu pai provavelmente costumava guardar um copo no freezer, sempre pronto para esfriar uma garrafa de cerveja, recomenda-se que você sempre guarde algumas taças de vinho e flutes de champanhe no freezer para refrigerar rapidamente seu vinho ou espumante.

Tolha Molhada
Um bom truque para esfriar o vinho quando você não tem gelo é embrulhar a garrafa de vinho em toalhas úmidas e colocá-la no freezer por sete minutos. Não tem um freezer, ou mesmo uma geladeira, acessível? Recomenda-se esse truque para piqueniques e festas - basta segurar a garrafa enrolada em uma toalha molhada na frente de um ventilador ou ar condicionado, seja em uma unidade de parede ou em um carro!

Copo Duplo
Só porque você está comemorando um happy hour longe de casa em um churrasco no quintal ou em um cruzeiro de bebida não significa que você não pode ter vinho devidamente refrigerado. Recomenda-se tirar proveito das amenidades de festa analógicas para improvisar um A + em enófilos de estilo universitário: Coloque seu copo de vinho de plástico dentro de um outro copo ligeiramente maior, com gelo entre os dois. Logo seu vinho atingirá uma temperatura agradável.

Frutas Congeladas
As guarnições podem às vezes ser muito mais do que coadjuvantes: tanto uvas como morango congelados, por exemplo, podem fazer o dobro do trabalho, adicionando juros e uma boa queda de temperatura às taças de vinho. Mas, ao contrário dos cubos de gelo, nenhum deles diluirá sua bebida ou fará com que você se sinta desclassificado.

Sacos Plásticos
Colocando em prática as habilidades científicas do Sr. Mago - especialmente se você tiver o luxo de resfriar seu vinho longe dos olhos curiosos de seus convidados - há esse útil truque diretamente da Wine Folly: Pegue metade da garrafa de vinho e despeje-a um saco Ziploc, mergulhe o saco em um banho de gelo até atingir a temperatura correta, em seguida, coloque nas taças. Recomenda-se também uma versão mais fácil, que é pegar o seu vinho e gelo extra no caminho para a festa e levá-los juntos no mesmo saco em sua caminhada /direção.

Espero que estas dicas tornem seu trabalho um pouco mais fácil quando precisar resfriar suas garrafas de vinho para uma ocasião bacana. Você conhece mais algum método para executar o trabalho ? Compartilhe conosco e vamos fazer desta uma comunidade viva e de troca de informação. Fico no aguardo de vossas manifestações.

Até o próximo!

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Brandina Vinhos - Diretamente do interior de Sampa

Alguns dias atrás eu estava viajando com minha família em Campos do Jordão, região serrana do interior de São Paulo, quando descobri que existia um novo empreendimento vinícola na região, e resolvi arriscar a visita. E não é que, dadas as devidas proporções, fui surpreendido positivamente? Vamos ver o que eu pude descobrir sobre a Villa Santa Maria - Brandina Vinhos?


Saindo de Campos do Jordão, o passeio se inicia descendo a serra pelo Vale do Baú em pequenas estradas vicinais de terra, areia e pedriscos, o que pode assustar de princípio. Mas a passagem por bosques e muita mata nativa da região vale a vista e a chegada até a sede da produtora de vinhos é deslumbrante.


Recebidos então pelo Cristian (peço perdão caso o nome não seja esse, minha memória não me ajudou neste quesito), começamos a entender a história por trás do empreendimento bem como da produção dos vinhos na propriedade. O projeto teve seu início em meados dos anos 2004 através do empresário Mario Carbonari, que herdou o amor pelo vinho dos avós, italianos da região do Vêneto, e resolveu apostar no seu sonho depois de anos no mercado de tecnologia. Segundo o Cristian, a meta é de se plantar até 90 mil vinhas até o final deste ano. E aqui falamos de Sauvignon Blanc, Syrah, Merlot, Cabernet entre outras. O relevo e clima da região são bem interessantes no quesito luminosidade, amplitude térmica, chuvas moderadas, altitude e solo pobre, criando boas condições para o cultivo de uvas.


Todo o mix de condições descritas acima tem sido comumente chamadas de "terroir de inverno" atualmente, o que obriga ainda os viticultores a fazer a inversão de ciclo das parreiras (em relação ao hemisfério norte) e a utilização da dupla poda das plantas. E para tal a Villa Santa Maria, detentora dos rótulos Brandina Vinhos, conta ainda com a consultoria de Murilo Albuquerque, um dos grandes especialistas nestas técnicas em nosso país.


O projeto Villa Santa Maria, ainda em fase de expansão, tem atualmente as uvas colhidas e enviadas para a EPAMIG, em Minas Gerais, onde passam pelos processos de fermentação, envelhecimento e engarrafamento, antes de estarem disponíveis para a venda. O mais legal disso tudo é que a esposa do Mário, Célia Carbonari, é a arquiteta responsável por todo o projeto da vinícola. Atualmente está em fase final de construção uma grande cave subterrânea e num futuro próximo, um local para produção local também está nos planos.


A propriedade conta ainda com diversos atrativos que complementam ainda mais a visita: trilhas, cachoeiras, bosques para piquenique, quadra de bocha, loja de vinhos e quitutes da região além de uma Bruschetteria, espaço gastronômico da propriedade. O restaurante chama-se Bruschetteria da Villa e está a cargo do chef Guilherme Pazzianotto.


Eu confesso que sempre fui muito cético com vinhos nacionais, embora tenho visto uma boa evolução nos últimos anos, principalmente no tocante ao uso do termo terroir único e coisas correlatas. Afinal, mundo a fora, o termo terroir é empregado a locais "seculares" e que possuem toda uma cultura ancestral quando falamos de cultivo de uvas e produção de vinhos, coisa que o Brasil ainda não tem a curto e médio prazo. De qualquer forma, a descoberta de novas regiões produtoras de vinho de qualidade aqui no Brasil tem despertado atenção e portanto eu, como apreciador da bebida de Bacco, sempre tento conhecer mais sobre o assunto. O grande questionamento que eu deixo aqui é que, dadas todas as variáveis envolvidas no processo produtivo e de vendas de vinho (como a de taxação e impostos, a mais sensível no mercado nacional), o preço aplicado aos vinhos nacionais não me parecem compatíveis com o que o mercado consumidor está disposto a pagar, nem tem condições para tal. Gostaria de saber a opinião de vocês. 


Sobre os vinhos, farei um post específico para eles logo menos.

Até o próximo!

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Atlántico Sur Reserve Tannat 2013

Juan Carlos Deicas nasceu em Montevidéu no dia 6 de setembro de 1937, tendo crescido no bairro de Piedras Blancas, estudou Ciências Econômicas e, antes de entrar no mundo vitivinícola, trabalhou como bancário. Casou-se em 1960 com Elida Heres, com quem teve dois filhos: Mariela e Fernando. Em 1979, Juan Carlos Deicas, fundou o Establecimento Juanicó, que hoje em dia é uma das principais vinícolas do Uruguai. Antes de ser propriedade da Família Deicas, as terras do Establecimiento Juanicó passaram por diferentes donos. Entre eles destacou-se Don Francisco Juanicó, quem em 1830 rompeu com a tradição da criação de gado na região e construiu uma cave subterrânea que lhe permitiu elaborar vinhos de grande qualidade, devido a sua climatização natural. Porém, a grande mudança produziu-se recentemente quando Fernando Deicas assumiu o controle da vinícola no começo dos anos 80. Com uma nova visão e uma “grande mudança de mentalidade” a Família Deicas incorporou novas tecnologias e fez um forte investimento industrial para enfrentar novos desafios e assim abrir as portas do novo mundo para a vinícola. As novas gerações têm contribuído com outras visões e enfoques mais modernos e internacionais. Em 2010, a Família Deicas decidiu separar a produção de certos vinhos especiais e nasceu então a vinícola Premium Família Deicas. Esta vinícola fica em Progresso, Canelones, e o seu ícone é um casarão antigo conhecido pelo nome de Domaine Castelar. Os vinhos da Família Deicas são produzidos em pequena escala, cuidando minuciosamente todo o processo, desde o vinhedo até a guarda. Hoje, três gerações desta família compartilham a mesma paixão: atingir o perfeito equilíbrio entre tradição e inovação.


Falando sobre o Atlántico Sur Reserve Tannat 2013, podemos ainda afirmar que o vinho é feito 100% com uvas Tannat através da combinação dos melhores uvas de seus diferentes micro terroirs. Cerca de 40% do vinho tem uma passagem por barris de carvalho francês de segunda utilização durante 6 meses. Vamos as impressões?

Ns taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e com alguma cor também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias doces, mentolado, chocolate e leve toque tostado no fundo de taça.

Um belíssimo vinho uruguaio, que serviu o propósito de celebrar uma situação tão bacana (estava em Campos do Jordão com as pessoas que amo, minha família). Não é um vinho barato, mas vale o quanto custa. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Alexandra Estate Mourvedre & Syrah & Viognier 2015


Inovação, estilo e a busca dos melhores são a base do projeto Alexandra Estate. Tudo começou em 2012 com a compra de 200 acres de vinhedos na região de Sakar, uma das regiões vinícolas mais famosas da Bulgária. Os vinhedos de Alexandra Estate em Oreshets, Harmanli, já no primeiro ano de frutificação atraíram a atenção dos especialistas, e sua proximidade com a floresta de carvalhos de 100 anos e a localização no sopé dos Rhodopes orientais contribuem mais para sua seleção. As variedades incluídas nos vinhos da propriedade são: Syrah, Malbec, Cabernet Franc, Pinot Noir, Merlot, Chardonnay, Marsanne, Roussanne, Semillon e Viognier. Em 2013, a Alexandra Estate expandiu com outros 100 acres de vinhedos na vila de Rakitnitsa, Stara Zagora, localizada a 300 metros acima do nível do mar, e seus solos carbonatados contribuem para a excelente qualidade das uvas plantadas neles. O que distingue a Alexandra Estate no cultivo de vinhas, são os princípios da agricultura orgânica e biodinâmica. Em 2014, a Alexandra Estate produziu um total de 30.000 garrafas de vinho: branco, rosé e tinto. No mesmo ano começou a construção de uma adega na aldeia Rakitnitsa, que tem capacidade para até 60.000 garrafas. Para a vinificação são utilizados barris de carvalho francês com capacidade para 225 litros e 300 litros. Todos os vinhos, são fermentados e amadurecidos em barris, e até o Rosé é parcialmente fermentado em carvalho francês. Na Alexandra Estate o trabalho fica a cargo de profissionais conceituados: o cultivo das videiras é confiado a Atanas Shiderov e Eric Moro e para a produção de vinho e a criação de misturas cuidar Alexander Velyanov e Thierry Haberer.

Falando agora sobre o Alexandra Estate Mourvedre & Syrah & Viognier 2015, podemos afirmar que o vinho é um blend das uvas mencionadas no próprio nome do vinho, uvas estas oriundas da vila de Oreshets e da aldeia de Rakitnitsa. Após a fermentação, parte do vinho vai direto pra carvalho e outra parte permanece em inox para a fermentação malolática acontecer. Por fim, o vinho amadurece em barricas de carvalho francês de 225 litros por 10 meses de 100% da mistura, 80% dos barris são novos, de primeiro uso, e 20% são usados (2o e 3o usos). Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos e escuros, flores, chocolate e especiarias.

Na boca o vinho apresentou corpo médio para encorpado, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração

Mais uma ótima opção de vinho búlgaro que tivemos o prazer de provar por aqui. Como é um vinho bem potente, aconselho provar junto com comida. No meu caso, foi um belo corte de chorizo que o escortou. Mais um vinho apresentado pelo clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

segunda-feira, 30 de julho de 2018

Vilarnau conquista o Certificado Winery for Climate Protection (WfCP)

Nos dias de hoje, uma palavrinha tem sido usada com muita frequência e ela diz respeito à eu, você e todos que vivemos no planeta terra. Esta palavra é sustentabilidade. Mas o que isso tem de relação com o mundo dos vinhos, você pode estar se perguntando. Eu diria que a relação é total, uma vez que, a meu entender, sustentabilidade é a relação de uso dos recursos, naturais ou não, disponíveis no planeta de forma a não agredir o meio ambiente e a sociedade nele inseridos. Isso de uma maneira bem simples e direta, mas ajuda a entender um pouco mais sobre o por que disto estar nas dicussões atuais. A vinícola Vilarnau conquista o Certificado Winery for Climate Protection (WfCP), certificação de sustentabilidade ambiental criado para o setor vitivinícola, faz com que a vinícola seja a primeira e única da região de Sant Sadurní d'Anoia (Penedès) e uma das 14 da Espanha a obter o importante reconhecimento.

O Compromisso da Vilarnau com o desenvolvimento sustentável da vinha e da adega, juntamente com a sua luta contra as alterações climáticas, tem sido reconhecido pela Federação Espanhola do Vinho (FEV), a principal associação de produtores do país. Mérito resultado do trabalho diário da vinícola que inclui a instalação de uma caldeira de biomassa, redução do consumo de combustíveis fósseis, conversão de técnicas agrícolas tradicionais em técnicas ecológicas, reciclagem e valorização de resíduos e reutilização da água da chuva.

Tais implementações foram fundamentais para que Vilarnau conquistasse o Winery for Climate Protection. Reconhecimento chancelado pela Lloyd Register, um dos mais conceituados organismos de certificação autorizados pelo FEV.

De acordo com a filosofia da Vilarnau, desde a sua fundação, foram aplicadas práticas amigas do ambiente para garantir o menor impacto possível na natureza, em consonância com o 5 + 5 Caring for the Planet, o compromisso sustentável de González Byass; um dos principais produtores espanhóis de vinhos e destilados da Espanha, Chile e México e do grupo da Vilarnau. Cada propriedade da família de vinhos González Byass está comprometida em cuidar do meio ambiente, através do uso responsável dos recursos naturais e promovendo um crescimento equilibrado local e globalmente.

No Brasil, Vilarnau é representada e importada pela Inovini – divisão de vinhos da importadora Aurora.

Que isto se torne rotina no mundo vitivinícola e que tenhamos um futuro mais animador com relação ao ambiente que vivemos e como lidamos com seus recursos.

Até o próximo.

segunda-feira, 23 de julho de 2018

5ª International Wine Show no Centro de Convenções Frei Caneca

A International Wine Show, evento de degustação de vinhos do mundo, realiza sua quinta edição no dia 28 de julho (sábado), das 16h00 às 21h00, no 4º andar do Centro de Convenções Frei Caneca, integrado ao Shopping Frei Caneca, na capital paulista. São cerca de 300 rótulos, nacionais e importados, dos principais países produtores de vinho do planeta! Tintos, brancos, rosés e espumantes poderão ser degustados e comprados com descontos especiais no evento.

4ª International Wine Show// Foto:  Bruno Polengo

A 5ª International Wine Show reunirá 50 stands de importadoras e vinícolas selecionadas, com a oferta de vinhos em promoção para degustação e compras, além de outros produtos relacionados ao universo enogastronômico.

As importadoras e vinícolas que já confirmaram presença no evento são: 011 Shop, Adega Alentejana, Barrinhas, Bev Group, Bodegas, Cantu, Casa Flora, Casa Perini, Casa Valduga, Caves Santa Cruz, Chandon, Decanter, Devinum, Don Bonifacio, Épice, Fabenne, Galeria dos Vinhos, Grand Cru, Inovini, Interfood, Italia Mais, Italys Wine, KMM, La Charbonnade, La Pastina, Lusovini, Miolo, Mistral, Mr. T, Obra Prima, Optimus, Perez Cruz, Portus, Puklavec, Qualimpor, S&P – Segala & Perini, Santar, Sogrape, Terra Vinis, TW Vinhos, Vinci, Vinhos do Mundo, Vinícola Aurora, Winebrands, Worldwine e Zahil.

Para harmonizar, será servido um buffet composto por queijos, frutas e pães. Destaque para uma mesa com produtos artesanais brasileiros como queijos, geleias, salames e produtos em conserva, todos com degustação e vendas no local. Os produtores são clientes da Local.e, uma nova empresa focada na promoção do consumo local e valorização do pequeno produtor brasileiro. A empresa conta hoje com 15 produtores artesanais parceiros e os ajuda na representação de vendas, inteligência de mercado e ações de trade marketing. As empresas parceiras da Local.e que apresentarão seus produtos na 5ª International Wine Show são: Fazenda Atalaia (queijos frescos e maturados), Frellini Salumeria (embutidos), La Conserveria (conservas) e Troppo (geleias, relishs e picles), todos os produtos naturais, artesanais e sem aditivos químico.

O investimento para participação na 5ª International Wine Show é de R$ 99,00 (1º lote) e os vinhos serão degustados em uma taça personalizada, que o convidado recebe logo na entrada e leva como brinde ao final do evento. O ingresso dá direito também a um Guia com os vinhos de cada expositor.

Realizada pelo Shopping Frei Caneca, a 5ª International Wine Show conta com o patrocínio do Banco Rendimento e do Bradesco e o apoio do Empório Frei Caneca e do Centro de Convenções Frei Caneca. Os parceiros do evento são o Clube Adega, Delta Café, Lindt chocolates e a Local.e.

Serviço:
5ª International Wine Show no Centro de Convenções Frei Caneca
Quando: 28.07.2018 (sábado)
Horário: 16h00 às 21h00
Valor do Convite: R$ 99,00
Compras pelo Ingresso Rápido ou no Empório Frei Caneca
Local: Centro de Convenções Frei Caneca – 4º Andar
Rua Frei Caneca, 569 – Consolação - São Paulo - SP

ENTRADA PROIBIDA PARA MENORES DE 18 ANOS