segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Atlántico Sur Reserve Tannat 2013

Juan Carlos Deicas nasceu em Montevidéu no dia 6 de setembro de 1937, tendo crescido no bairro de Piedras Blancas, estudou Ciências Econômicas e, antes de entrar no mundo vitivinícola, trabalhou como bancário. Casou-se em 1960 com Elida Heres, com quem teve dois filhos: Mariela e Fernando. Em 1979, Juan Carlos Deicas, fundou o Establecimento Juanicó, que hoje em dia é uma das principais vinícolas do Uruguai. Antes de ser propriedade da Família Deicas, as terras do Establecimiento Juanicó passaram por diferentes donos. Entre eles destacou-se Don Francisco Juanicó, quem em 1830 rompeu com a tradição da criação de gado na região e construiu uma cave subterrânea que lhe permitiu elaborar vinhos de grande qualidade, devido a sua climatização natural. Porém, a grande mudança produziu-se recentemente quando Fernando Deicas assumiu o controle da vinícola no começo dos anos 80. Com uma nova visão e uma “grande mudança de mentalidade” a Família Deicas incorporou novas tecnologias e fez um forte investimento industrial para enfrentar novos desafios e assim abrir as portas do novo mundo para a vinícola. As novas gerações têm contribuído com outras visões e enfoques mais modernos e internacionais. Em 2010, a Família Deicas decidiu separar a produção de certos vinhos especiais e nasceu então a vinícola Premium Família Deicas. Esta vinícola fica em Progresso, Canelones, e o seu ícone é um casarão antigo conhecido pelo nome de Domaine Castelar. Os vinhos da Família Deicas são produzidos em pequena escala, cuidando minuciosamente todo o processo, desde o vinhedo até a guarda. Hoje, três gerações desta família compartilham a mesma paixão: atingir o perfeito equilíbrio entre tradição e inovação.


Falando sobre o Atlántico Sur Reserve Tannat 2013, podemos ainda afirmar que o vinho é feito 100% com uvas Tannat através da combinação dos melhores uvas de seus diferentes micro terroirs. Cerca de 40% do vinho tem uma passagem por barris de carvalho francês de segunda utilização durante 6 meses. Vamos as impressões?

Ns taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e com alguma cor também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias doces, mentolado, chocolate e leve toque tostado no fundo de taça.

Um belíssimo vinho uruguaio, que serviu o propósito de celebrar uma situação tão bacana (estava em Campos do Jordão com as pessoas que amo, minha família). Não é um vinho barato, mas vale o quanto custa. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Alexandra Estate Mourvedre & Syrah & Viognier 2015


Inovação, estilo e a busca dos melhores são a base do projeto Alexandra Estate. Tudo começou em 2012 com a compra de 200 acres de vinhedos na região de Sakar, uma das regiões vinícolas mais famosas da Bulgária. Os vinhedos de Alexandra Estate em Oreshets, Harmanli, já no primeiro ano de frutificação atraíram a atenção dos especialistas, e sua proximidade com a floresta de carvalhos de 100 anos e a localização no sopé dos Rhodopes orientais contribuem mais para sua seleção. As variedades incluídas nos vinhos da propriedade são: Syrah, Malbec, Cabernet Franc, Pinot Noir, Merlot, Chardonnay, Marsanne, Roussanne, Semillon e Viognier. Em 2013, a Alexandra Estate expandiu com outros 100 acres de vinhedos na vila de Rakitnitsa, Stara Zagora, localizada a 300 metros acima do nível do mar, e seus solos carbonatados contribuem para a excelente qualidade das uvas plantadas neles. O que distingue a Alexandra Estate no cultivo de vinhas, são os princípios da agricultura orgânica e biodinâmica. Em 2014, a Alexandra Estate produziu um total de 30.000 garrafas de vinho: branco, rosé e tinto. No mesmo ano começou a construção de uma adega na aldeia Rakitnitsa, que tem capacidade para até 60.000 garrafas. Para a vinificação são utilizados barris de carvalho francês com capacidade para 225 litros e 300 litros. Todos os vinhos, são fermentados e amadurecidos em barris, e até o Rosé é parcialmente fermentado em carvalho francês. Na Alexandra Estate o trabalho fica a cargo de profissionais conceituados: o cultivo das videiras é confiado a Atanas Shiderov e Eric Moro e para a produção de vinho e a criação de misturas cuidar Alexander Velyanov e Thierry Haberer.

Falando agora sobre o Alexandra Estate Mourvedre & Syrah & Viognier 2015, podemos afirmar que o vinho é um blend das uvas mencionadas no próprio nome do vinho, uvas estas oriundas da vila de Oreshets e da aldeia de Rakitnitsa. Após a fermentação, parte do vinho vai direto pra carvalho e outra parte permanece em inox para a fermentação malolática acontecer. Por fim, o vinho amadurece em barricas de carvalho francês de 225 litros por 10 meses de 100% da mistura, 80% dos barris são novos, de primeiro uso, e 20% são usados (2o e 3o usos). Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos e escuros, flores, chocolate e especiarias.

Na boca o vinho apresentou corpo médio para encorpado, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração

Mais uma ótima opção de vinho búlgaro que tivemos o prazer de provar por aqui. Como é um vinho bem potente, aconselho provar junto com comida. No meu caso, foi um belo corte de chorizo que o escortou. Mais um vinho apresentado pelo clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

segunda-feira, 30 de julho de 2018

Vilarnau conquista o Certificado Winery for Climate Protection (WfCP)

Nos dias de hoje, uma palavrinha tem sido usada com muita frequência e ela diz respeito à eu, você e todos que vivemos no planeta terra. Esta palavra é sustentabilidade. Mas o que isso tem de relação com o mundo dos vinhos, você pode estar se perguntando. Eu diria que a relação é total, uma vez que, a meu entender, sustentabilidade é a relação de uso dos recursos, naturais ou não, disponíveis no planeta de forma a não agredir o meio ambiente e a sociedade nele inseridos. Isso de uma maneira bem simples e direta, mas ajuda a entender um pouco mais sobre o por que disto estar nas dicussões atuais. A vinícola Vilarnau conquista o Certificado Winery for Climate Protection (WfCP), certificação de sustentabilidade ambiental criado para o setor vitivinícola, faz com que a vinícola seja a primeira e única da região de Sant Sadurní d'Anoia (Penedès) e uma das 14 da Espanha a obter o importante reconhecimento.

O Compromisso da Vilarnau com o desenvolvimento sustentável da vinha e da adega, juntamente com a sua luta contra as alterações climáticas, tem sido reconhecido pela Federação Espanhola do Vinho (FEV), a principal associação de produtores do país. Mérito resultado do trabalho diário da vinícola que inclui a instalação de uma caldeira de biomassa, redução do consumo de combustíveis fósseis, conversão de técnicas agrícolas tradicionais em técnicas ecológicas, reciclagem e valorização de resíduos e reutilização da água da chuva.

Tais implementações foram fundamentais para que Vilarnau conquistasse o Winery for Climate Protection. Reconhecimento chancelado pela Lloyd Register, um dos mais conceituados organismos de certificação autorizados pelo FEV.

De acordo com a filosofia da Vilarnau, desde a sua fundação, foram aplicadas práticas amigas do ambiente para garantir o menor impacto possível na natureza, em consonância com o 5 + 5 Caring for the Planet, o compromisso sustentável de González Byass; um dos principais produtores espanhóis de vinhos e destilados da Espanha, Chile e México e do grupo da Vilarnau. Cada propriedade da família de vinhos González Byass está comprometida em cuidar do meio ambiente, através do uso responsável dos recursos naturais e promovendo um crescimento equilibrado local e globalmente.

No Brasil, Vilarnau é representada e importada pela Inovini – divisão de vinhos da importadora Aurora.

Que isto se torne rotina no mundo vitivinícola e que tenhamos um futuro mais animador com relação ao ambiente que vivemos e como lidamos com seus recursos.

Até o próximo.

segunda-feira, 23 de julho de 2018

5ª International Wine Show no Centro de Convenções Frei Caneca

A International Wine Show, evento de degustação de vinhos do mundo, realiza sua quinta edição no dia 28 de julho (sábado), das 16h00 às 21h00, no 4º andar do Centro de Convenções Frei Caneca, integrado ao Shopping Frei Caneca, na capital paulista. São cerca de 300 rótulos, nacionais e importados, dos principais países produtores de vinho do planeta! Tintos, brancos, rosés e espumantes poderão ser degustados e comprados com descontos especiais no evento.

4ª International Wine Show// Foto:  Bruno Polengo

A 5ª International Wine Show reunirá 50 stands de importadoras e vinícolas selecionadas, com a oferta de vinhos em promoção para degustação e compras, além de outros produtos relacionados ao universo enogastronômico.

As importadoras e vinícolas que já confirmaram presença no evento são: 011 Shop, Adega Alentejana, Barrinhas, Bev Group, Bodegas, Cantu, Casa Flora, Casa Perini, Casa Valduga, Caves Santa Cruz, Chandon, Decanter, Devinum, Don Bonifacio, Épice, Fabenne, Galeria dos Vinhos, Grand Cru, Inovini, Interfood, Italia Mais, Italys Wine, KMM, La Charbonnade, La Pastina, Lusovini, Miolo, Mistral, Mr. T, Obra Prima, Optimus, Perez Cruz, Portus, Puklavec, Qualimpor, S&P – Segala & Perini, Santar, Sogrape, Terra Vinis, TW Vinhos, Vinci, Vinhos do Mundo, Vinícola Aurora, Winebrands, Worldwine e Zahil.

Para harmonizar, será servido um buffet composto por queijos, frutas e pães. Destaque para uma mesa com produtos artesanais brasileiros como queijos, geleias, salames e produtos em conserva, todos com degustação e vendas no local. Os produtores são clientes da Local.e, uma nova empresa focada na promoção do consumo local e valorização do pequeno produtor brasileiro. A empresa conta hoje com 15 produtores artesanais parceiros e os ajuda na representação de vendas, inteligência de mercado e ações de trade marketing. As empresas parceiras da Local.e que apresentarão seus produtos na 5ª International Wine Show são: Fazenda Atalaia (queijos frescos e maturados), Frellini Salumeria (embutidos), La Conserveria (conservas) e Troppo (geleias, relishs e picles), todos os produtos naturais, artesanais e sem aditivos químico.

O investimento para participação na 5ª International Wine Show é de R$ 99,00 (1º lote) e os vinhos serão degustados em uma taça personalizada, que o convidado recebe logo na entrada e leva como brinde ao final do evento. O ingresso dá direito também a um Guia com os vinhos de cada expositor.

Realizada pelo Shopping Frei Caneca, a 5ª International Wine Show conta com o patrocínio do Banco Rendimento e do Bradesco e o apoio do Empório Frei Caneca e do Centro de Convenções Frei Caneca. Os parceiros do evento são o Clube Adega, Delta Café, Lindt chocolates e a Local.e.

Serviço:
5ª International Wine Show no Centro de Convenções Frei Caneca
Quando: 28.07.2018 (sábado)
Horário: 16h00 às 21h00
Valor do Convite: R$ 99,00
Compras pelo Ingresso Rápido ou no Empório Frei Caneca
Local: Centro de Convenções Frei Caneca – 4º Andar
Rua Frei Caneca, 569 – Consolação - São Paulo - SP

ENTRADA PROIBIDA PARA MENORES DE 18 ANOS

quarta-feira, 11 de julho de 2018

Coyam 2014

A vinícola Viña Emiliana está localizada nos principais vales de vinho do Chile: Valle de Casablanca, Valle del Maipo, Valle del Cachapoal, Valle de Colchagua e Valle del Bio-Bio. Dessa maneira, aproveita-se ao máximo os benefícios que cada uma destas diferentes geografias têm à oferecer à cada variedade de uva e seus respectivos cultivos. Ela se caracteriza por produzir apenas vinhos orgânicos e biodinâmicos, de forma a preservar o equilíbrio natural da vida, do ser humano e do meio ambiente. Produzir vinhos desta maneira torna-os no final mais saudáveis, únicos e de melhor qualidade.


Falando sobre o Coyam 2014, podemos acrescentar que é um vinho feito a partir de uvas Cabernet Sauvignon (12%), Carmenère (17%), Malbec (3%), Merlot (31%), Mourvèdre (3%)e Syrah (34%). Após a colheita, seleção e fermentação das uvas, o vinho estagia durante 14 meses em barricas de carvalho (80% francês e 20% americano). Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea profunda, brilhante e limpida. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, especiarias, chocolate, toques terrosos e herbáceos.

Na boca o vinho se mostrou encorpado com boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

Um belo vinho chileno, ícone da vinícola e um dos tops quando falamos de vinhos do chile. Eu recomendo a prova. Foi o fiel escudeiro de um belo corte de short rib e fez a alegria da noite.

Até o próximo.

terça-feira, 10 de julho de 2018

Filipa Pato 3B Rosé Brut

Filipa Pato e William Wouters é uma colaboração mágica de esposa e marido. Sua filosofia é simples: criar vinhos autênticos sem maquiagem,expressando a verdadeira natureza dos vinhedos de onde eles vêm. Eles se concentram apenas em uvas indígenas portuguesas: Baga, Bical, Arinto, Cercial e Maria Gomes criam vinhos com alma de vinhedos com solos, microclimas e aspecto ideais para o cultivo de tais uvas com práticas vitícolas biododinâmicas. Filipa Pato com sua pós-graduação da Universidade de Coimbra como engenheira química refinou suas habilidades de vinicultores em Bordeaux, França - Mendoza, Argentina e Margaret River, na Austrália, e com seu pai Luis Pato, o rebelde Baga. William Wouters vem de uma família de restauradores de Antuérpia, na Bélgica. Ele é um sommelier, dono de restaurante e ex-chefe de cozinha da seleção nacional de futebol da Bélgica na Copa do Mundo no Brasil e na Copa da Europa na França. Juntos, Filipa e William compartilham todas as suas experiências: o amor pela comida e pelo vinho, encontros com grandes produtores de vinho, sommeliers e amantes do vinho de todo o mundo e a mágica e inexaurível cultura do mundo do vinho. Hoje para Filipa e William, o Ois do Bairro é o centro do seu universo do vinho.
 

Falando agora do Filipa Pato 3B Rosé Brut, podemos ainda acrescentar que o vinho espumante feito a partir do método tradicional com as uvas Bical e Baga sendo que o vinho fermenta com leveduras indígenas em barril de 650 litros (baga) e em cubas de inox (bical) a temperaturas inferiores a 16ºC. Vamos as impressões?

Na taça o vinho espumante apresentou coloração salmão levemente mais escura com bom brilho e limpidez. Perlage fina, persistente e cremosa.
No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, tostado, fermento de pão e leves toques minerais que trazem aquele que de "salinidade" no nariz.

Na boca o vinho espumante apresentou corpo médio, boa acidez e boa cremosidade aliada a formação de perlage que "estoura" no paladar. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e extremamente fresco.

Um belo "bruto" português com certeza, que deve agradar em cheio para aquela comemoração especial. No meu caso, foi um jantar de dia dos namorados no meu restaurante português preferido de sampa, o Ora Pois Serra da Cantareira. Eu recomendo, o vinho espumante e o restaurante.

Até o próximo!

terça-feira, 3 de julho de 2018

Haras de Pirque Reserva de Propiedad 2016

A vinícola Haras de Pirque está situada em Pirque, uma das áreas mais prestigiadas e históricas do Vale do Maipo, no Chile. No sopé da cordilheira de Los Andes, na área central do país, em uma zona privilegiada para o plantio de vinhas. Entre 500 e 800 metros acima do nível do mar encontra-se o Maipo Alto, uma área com oscilação térmica amena, onde a vegetação nativa, como a murta e os boldos, prosperam, o que em certas ocasiões confere aos vinhos notas balsâmicas distintas. Seus proprietários acreditam firmemente nos fundamentos da sustentabilidade como um dos valores fundamentais da propriedade, tanto para o meio ambiente quanto para a responsabilidade social. Por esta razão, vários projetos foram desenvolvidos com o objetivo de alcançar uma atividade produtiva sustentável e responsável dentro da comunidade, como a agricultura orgânica dos vinhedos, medição da pegada de carbono e programas de eficiência energética, promoção do treinamento e desenvolvimento profissional dos trabalhadores e marcação trabalho e segurança do trabalho como uma das principais prioridades. A propriedade está comprometida com uma visão de longo prazo que busca melhorar os padrões de produção orientados para a qualidade, em um ambiente socialmente responsável por seus trabalhadores e práticas sustentáveis ​​para o território. Um design único, a arquitetura da adega tem a forma de uma ferradura, simbolizando a paixão pelos cavalos de raça pura. Por estar localizado na encosta, os diferentes vasos de fermentação apresentam um desnível acentuado que permite que as uvas e os mostos sejam processados ​​por gravidade, limitando o uso de bombas de água e outros equipamentos. Esta técnica evita substancialmente os riscos de oxidação e é mais suave nos taninos e ajuda a proteger os aromas e sabores do vinho.

Falando agora sobre o Haras de Pirque Reserva de Propiedad 2016, podemos ainda dizer que o vinho é um blend tinto feito a partir das castas Cabernet Sauvignon, Carménère e Cabernet Franc. As parcelas individuais de vinha foram fermentadas separadamente e depois que os vinhos são prensados, eles são colocados em barris de carvalho para serem submetidos à fermentação malolática. Após o envelhecimento nestes barris, o vinho é misturado e engarrafado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias, mentolado, tabaco e notas herbáceas agradáveis (não aquela verde, que incomoda, sabe?).

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração (média +).

Um ótimo vinho chileno com um bom custo benefício e que tende a agradar os paladares menos iniciados e os mais iniciados no mundo do vinho. Acompanhou um belo corte de carne (prime rib) com sucesso. É trazido ao Brasil pela Winebrands.

Até o próximo!

sexta-feira, 29 de junho de 2018

Ribeiro Santo Pinha 2016

A Quinta do Ribeiro Santo localiza-se na freguesia de Oliveira do Conde, concelho de Carregal do Sal, na região demarcada do Dão, em Portugal. A Quinta do Ribeiro foi outrora propriedade do pároco da freguesia. Circundada por um ribeiro onde a água corria todo ano mesmo em anos muito secos, passou a ser apelidada pelo Padre por Quinta do Ribeiro Santo. Foi adquirida pela família de Carlos Lucas em 1994, que replantou de imediato as suas vinhas, dando inicio ao primeiro vinho engarrafado com o seu nome na colheita de 2000. A Região Demarcada do Dão é uma das mais antigas Regiões Vitivinícolas de Portugal, que data de 1908. Localizada no centro de Portugal, em região montanhosa que vai dos 400 aos 700m de altitude, tem como ponto de referência a Serra da Estrela, a mais alta de Portugal continental. O seu nome vem do rio que a atravessa, o Rio Dão. As características dos vinhos são fortemente marcadas pelo terreno granítico e pelo facto de as vinhas se encontrarem inseridas em florestas de pinheiros e eucaliptos.



Sobre o Ribeiro Santo Pinha 2016, podemos ainda afirmar que é um vinho feito a partir das uvas Touriga Nacional, Alfrocheiro e Tinta Roriz (nativas de Portugal). Toda a vinha encontra-se em regime de produção integrada demonstrando a grande preocupação com as questões ambientais. A conjugação de práticas culturais associadas à utilização criteriosa de produtos biológicos respeitadores do ambiente origina produções equilibradas. Não passa por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, pinho, flores e toques de especiarias.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos domados. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Mais um ótimo portuga para o dia a dia, que surpreende pela qualidade aliada a um bom preço. Eu recomendo a prova. Harmonizou com um bom seriado da Netflix. É trazido ao Brasil pela Winebrands.

Até o próximo!

quinta-feira, 28 de junho de 2018

INOVINI PARTICIPA DA WINE WEEKEND - VINHOS COM ATÉ 30% DE DESCONTO

Importadora marca presença mais uma vez em evento com ações, como provas comentadas, degustações e boas oportunidades de compras de vinhos com desconto de até 30%.


Após mais uma bem sucedida edição do Road Show – evento autoral da Inovini, a importadora estará presente na 9ª edição da Wine Weekend – importante evento do mercado que acontece entre os dias 28 de junho a 01 de julho no Pavilhão da Bienal, em São Paulo.

Uma das principais características do Wine Weekend é a possibilidade de comprar vinhos com preços promocionais e em seu stand, a Inovini oferecerá descontos que podem chegar a aproximadamente 30%. Grandes vinhos, grandes marcas com preços muito especiais!

Degustações do portfólio da Inovini com profissionais da empresa guiando e mostrando as vinícolas das quais representa, como as premiadas Los Vascos (Chile); González Byass (Espanha); Doña Paula (Argentina), Undurraga (Chile), Hardy´s (Austrália); Kumala (África do Sul), Nino Franco (Itália), Louis Latour (França), entre outras.

Durante o evento o público, consumidores e profissionais da área poderão desfrutar de uma programação completa de workshops e palestras. “Em eventos como esses, temos a oportunidade de um contato direto com o público e de podermos apresentar de uma forma mais clara cada uma das marcas que representamos, além, claro, de fazermos negócios. Inovini tem marcas consagradas e de parcerias de longa data em seu catálogo, bem como novidades como Gassier, da Provence e o português Herdade do Perdigão e já adiantamos que temos grandes lançamentos a caminho”, diz Rodrigo Fumagalli, gerente da divisão de Novo Mundo da Inovini.

Serviço
Wine Weekend
Data: 28 de junho – 01 de junho
Quinta a sábado: das 12h às 22h
Domingo: 12h às 20h
Local: Parque Ibirapuera – Pavilhão Bienal

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Champanhe para se beber no espaço, ele existe!!

Nenhum ser humano esteve na lua desde 1972. Talvez porque seja um longo voo para lá, ou talvez por que o álcool não viaje bem em naves espaciais? Felizmente, algumas marcas presunçosas têm trabalhado arduamente tentando preencher esse vazio. No início deste ano, uma cervejaria australiana lançou uma campanha de crowdfunding para concluir o trabalho em uma garrafa de cerveja que pode ser bebido no espaço. Mas para aqueles que preferem beber mais do que uma Bud (outra marca que se comprometeu com viagens interplanetárias), a produtora de Champanhe Maison Mumm prometeu que vai revelar uma garrafa de Champanhe feita para se beber no espaço.


Programado para ser lançado em setembro, o Mumm Grand Cordon Stellar é anunciado como “um avanço revolucionário da tecnologia que possibilita que astronautas e outros viajantes espaciais desfrutem de Champanhe no ambiente desafiador da gravidade zero”. Claro, isso é mais fácil dizer do que faze-lo na prática. No entanto, a Mumm afirma que a nova garrafa é o resultado de uma parceria de três anos com uma startup de design focada especificamente em objetos para uso no espaço chamada Spade. "Em vez de ver a gravidade zero como um problema a ser resolvido, olhamos para isso como uma possibilidade de projeto", disse o fundador da Spade, Octave de Gaulle. “O grande desafio de design para o Mumm Grand Cordon Stellar foi realmente tirar o líquido da garrafa.”

Para resolver esse problema, a garrafa com gravidade zero aparentemente utiliza o próprio gás natural do Champagne “para expelir o líquido em uma estrutura em forma de anel, onde ele é concentrado em uma gotícula de bolhas” que “pode ser passado para alguém e liberado o ar, onde flutua até se juntar em um vidro especialmente projetado ”, explica Mumm.

Se isso soa estranho, a explicação fica ainda mais estranha. Aparentemente, essas “gotículas” têm a aparência de “uma bola de espuma efervescente” até que ela entre na boca do consumidor, onde então retorna a uma forma mais líquida. "É uma sensação muito surpreendente", disse o enólogo da Mumm, Didier Mariotti. “Por causa da gravidade zero, o líquido reveste instantaneamente todo o interior da boca, ampliando as sensações gustativas. Há menos efervescência e mais redondeza e generosidade, permitindo que o vinho se expresse plenamente. ”

Por sorte, a Mumm facilita muito a visualização desses brindes de champanhe com um vídeo filmado em um vôo de teste de gravidade zero. Veja abaixo:


Embora a coisa toda claramente tenha todas as características de um golpe de publicidade, a Mumm sugere que seu novo Grand Cordon Stellar “deve ser servido em breve para os participantes nos voos de gravidade zero organizados pela Air Zero G, enquanto as discussões estão em andamento para fornecê-lo no futuro para missões no espaço e vôos espaciais comerciais. ”E sejamos honestos, se você tem dinheiro para voos comerciais, provavelmente está acostumado a beber muito champanhe… então essa pode ser a inovação que você estava esperando.

Até o próximo!



Matéria original veiculada em www.foodandwine.com/news

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Russolo Refosco Dal Pedunculo Rosso IGT 2012

Por mais de um século a história da família Russolo foi entrelaçada com o mundo da enologia. Tudo começou no final dos anos 1800, quando Giovanni Russolo ficou conhecido como produtor de vinho na região de Pordenone. Nos anos 60, Rino Russolo tornou-se o protagonista de importantes páginas da história do vinho italiano. A empresa toma forma na atual dimensão, em 1974, quando Iginio, juntamente com sua esposa Sonia, dá vida a sua nova atividade. Com a compra de vinhas em San Quirino, que ocorreu em 1990, a quarta geração entra no modo de operação da Companhia e com o apoio e Antonella Rino vai enfrentar novos desafios. No início de 2000, a Russolo deixou suas antigas instalações para se mudar para a nova vinícola San Quirino, construída no centro da empresa principal chamada Ronco Calaj, uma cidade na parte superior do Friuli Ocidental caracterizada por uma notável proximidade com as Dolomitas de Pordenone.


Falando agora do Russolo Refosco Dal Pedunculo Rosso IGT 2012, podemo afirmar ainda que o vinho é feito com 100% de uvas Refosco oriundas do vinhedo Ronco Calaj, maior em tamanho e importância para a vinícola. No final da fermentação, o vinho é mantido em barris de carvalho francês e americano por cerca de 12 meses. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, balsâmico, herbáceo com ligeiro toque especiado. Ao fundo de taça era possível notar toques tostados.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos marcados. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um bom vinho italiano, diferente do usual e com uma uva que não é muito difundida por aqui. De qualquer maneira eu recomendo a prova. Este é mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Alabastro Reserva 2014

A Bacalhôa Vinho de Portugal, produtora do vinho de hoje, dispensa muitas apresentações. É uma das gigantes do mundo do vinho, conhecida e presente no mundo todo com belos caldos, desde os mais simples até seus vinhos premium. De qualquer maneira, é sempre bom darmos uma injeção de ânimo na nossa memória e trazer um pouco da história de sucesso desta empresa aqui para os leitores do blog. A Bacalhôa Vinhos de Portugal existe desde 1922, inicialmente sob a designação de João Pires & Filhos, tendo se desenvolvido ao longo dos anos com uma vasta gama de vinhos que lhe granjeou uma sólida reputação e a preferência de consumidores nacionais e internacionais. Ganhou um grande impulso com a parceria com o Grupo Francês Lafitte Rothschild e a aquisição de propriedades como a Quinta do Carmo, por exemplo. Está presente em 7 regiões vitícolas portuguesas (Alentejo, Península de Setúbal (Azeitão), Lisboa, Bairrada, Dão e Douro), com um total de 1200ha de vinhas, 40 quintas, 40 castas diferentes e 4 centros vínicos (adegas), a empresa distingue-se no mercado pela sua dimensão e pela autonomia em 70% na produção própria. Com uma capacidade total de 20 milhões de litros e 15.000 barricas de carvalho, a Bacalhôa Vinhos de Portugal prossegue a sua aposta na inovação no setor, tendo em vista a criação de vinhos que proporcionem experiências únicas e surpreendentes, com uma elevada qualidade e consistência.


Falando agora um pouco do Alabastro Reserva 2014, podemos ainda afirmar que é um blend das uvas Alicante Bouschet, Aragonez e Trincadeira com passagem de 6 a 9 meses em barrica de carvalho francês. A curiosidade aqui é que Alabastro, nome do vinho, é o nome de um tipo de pedra mármore típica da região. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de média para grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e sem cor também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, baunilha, tostado e toques de especiarias.

Na boca o vinho mostrou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

É como eu sempre digo, os portugueses vivem me surpreendendo positivamente. Este sem dúvida é um belo vinho, de entrada de gama eu diria, e que deve agradar o paladar do brasileiro. Normalmente encontro promoções deste vinho no Pão de Açúcar e vale o quanto custa. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Kilikanoon Killerman's Run Clare Valley Shiraz 2013

A Kilikanoon foi fundada em 1997, quando o enólogo e proprietário Kevin Mitchell comprou a propriedade de mesmo nome na aldeia de Penwortham, no pitoresco Clare Valley, na Austrália Meridional. Vindo de uma longa linhagem de viticultores, Kevin teve a oportunidade de transformar a visão de criar sua própria marca de vinhos em realidade. O pai de Kevin, Mort Mitchell, tem sido uma influência definidora, plantando e cuidando dos vinhedos de Kilikanoon na Golden Hills, incluindo o famoso Mort's Block, por mais de 40 anos. O fascínio de Kevin pelo terroir é o resultado de anos passados ​​jogando e, eventualmente, trabalhando nessas vinícolas ao lado de seu pai. Os primeiros vinhos da marca Kilikanoon da safra de 1997 foram quatro vinhos únicos, cada um dos vinhedos de Kevin e Mort. Estes eram o 'Oracle' Shiraz, 'Prodigal' Grenache, 'Blocks Road' Cabernet e 'Mort's Block' Watervale Riesling. A expansão da Kilikanoon foi possível graças a parcerias inestimáveis, juntamente com a aquisição e o acesso a vinhedos excepcionais nas mais estimadas regiões de cultivo de uvas no sul da Austrália, incluindo o Barossa Valley e o McLaren Valley. De origens humildes com apenas 25.000 garrafas produzidas desde a primeira safra, a Kilikanoon cresceu significativamente, agora exportando para mais de 25 países. A marca se tornou uma das principais marcas de vinhos da Austrália.


Falando agora do Kilikanoon Killerman's Run Clare Valley Shiraz 2013, podemos ainda afirmar que o mesmo é feito a partir de parcelas premium de uvas Syrah selecionadas do outro lado do Clare Valley. O vinho faz parte das linha de entrada da vinícola. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, especiarias (tanto as doces como as pimentas), chocolate, pinho e toques de fumaça ao fundo. Com a taça mais vazia também se notava um certo quê de tostado.

Na boca o vinho se mostrou encorpado com taninos finos e boa acidez. O final era de loga duração.

Um belo vinho de uma região que não costumamos provar muito por aqui no Balaio. Dequalquer maneira, tem muita tipicidade e tende a agradar paladares diversos. Eu recomendo a prova.

Até o próximo.

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Mimos Veuve Clicquot para o dia dos namorados!

Se você está com dúvidas sobre o que fazer para impressionar o namorado(a), a Veuve Clicquot tem uma dica que pode te ajudar. Vamos ver abaixo do que se trata?

CLICQUOT CAKE

Um lindo coffret para celebrar a data mais romântica do ano


A data mais romântica do ano tem destino certo! E a Veuve Clicquot a torna ainda mais memorável! O Clicquot Cake, um presente especial da marca, será oferecido aos casais que se hospedarem com o pacote de dia dos namorados* nos hoteis Unique (S. Paulo), Kenoa (Barra de São Miguel, AL), Nannai (Ipojuca, PE), Zorah (Trairi, PE) e Villa do Comendador (Pirenópolis, GO).

O casal será presenteado com o Clicquot Cake, uma deliciosa surpresa criada pela Maison para celebrar os 200 anos de aniversário do primeiro champagne rosé, criação da Madame Clicquot. Um lindo coffret em formato de bolo construído a partir de estilosas latas de tinta que, ao ser aberto, transforma-se em um elegante balde de gelo, acompanhando de uma garrafa de Veuve Clicquot Rosé de 750 ml, a estrela da festa. As latas de tinta desta inovação simbolizam a importância da cor na arte do assemblage, o segredo desvendado pela Madame Clicquot para a criação deste champagne em 1818. Já o formato de bolo é em homenagem ao aniversário dos 200 anos do champagne Rosé.

Com o Clicquot Cake, qualquer data se torna especial para celebrar! So Clicquot... So Romantic!

*Para reserva e informações sobre os pacotes, entrar em contato diretamente com o hotel participante da ação de namorados Veuve Clicquot:

Hotel Unique | www.hotelunique.com.br | (11) 3055-4700
Kenoa | www.kenoaresort.com | (82)3272-1285
Nannai Resort & Spa | www.nannai.com.br |81) 3552-0100
Zorah Beach Hotel | www.zorahbeach.com.br | (85) 98160-1249
Villa do Comendador | www.villadocomendador.com.br | (62) 3331-2424

terça-feira, 5 de junho de 2018

Hope Estate Shiraz 2014

Os vinhos da Hope Estate expressam a profunda individualidade de suas terras e vinhas. Todos os vinhos são obtidos a partir de vinhas própria, sem misturar seu caráter com as frutas de outras pessoas, trazendo então estilos únicos regionais de vinho. A delicadeza e elegância que vem do solo vermelho de Hunter Valley. A sutileza de estilo europeu dos nossos vinhedos vitorianos. E o comprimento e a fruta concentrada que apenas os vinhedos do clima marítimo da Austrália Ocidental podem criar. O Hunter Valley tem as maiores vinhas, focadas nas variedades que a região faz melhor: Shiraz, Semillon, Chardonnay e Verdelho. As nossas vinhas em Kyneton produzem sabores intensos de vinhas de baixo rendimento. Seu produto mais famoso é o Virgin Hills, um vinho de notável finesse do Velho Mundo que James Halliday nomeou como seu "vinho da ilha deserta". Por sua vez a vinha Donnybrook, situada em Western Australia é mais conhecida por The Ripper e The Cracker, dois tintos vívidos e com frutas que estão entre seus vinhos mais populares. Os vinhos Hope Estate são vendidos no exterior, com grande parte do produto sendo levado por exigentes compradores dos EUA e do Reino Unido.


Falando agora especificamente do Hope Estate Shiraz 2014, podemos afirmar que o mesmo é feito a partir de 100% uvas Shiraz oriundas de Hunter Valley, na Australia. Passa por amadurecimento em uma mistura de barricas de carvalho novo e usado, americano e francês. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, especiarias com toques terrosos e de chocolate.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um ótimo exemplar Shiraz, boa tipicidade e que tende a agradar paladares desde os iniciantes até o mais apurados. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

terça-feira, 29 de maio de 2018

Brinde sua saúde com uma taça de vinho

De acordo com os últimos estudos científicos, desfrutar de uma taça ou duas de vinho por dia pode oferecer benefícios para a saúde tanto do corpo como da mente. Estudos recentes afirmam que uma variedade de benefícios pode estar ligada ao consumo baixo ou moderado de álcool, aproximadamente duas doses ou menos por dia. Aqui estão os cinco principais tópicos:


Baixos níveis de álcool podem diminuir a inflamação e ajudar o cérebro a eliminar as toxinas. Publicado na edição de fevereiro de 2018 da revista Scientific Reports, um estudo conduzido pela Universidade de Rochester Medical Center demonstrou que camundongos expostos a baixos níveis de álcool apresentaram menos inflamação no cérebro e um sistema glifático mais eficiente, responsável por esta limpeza. A pesquisa pode ser promissora para cientistas que estudam doenças relacionadas à idade, como Alzheimer e demência.

Compostos antioxidantes encontrados no vinho tinto estão avançando nos tratamentos para doenças cardíacas. A doença cardíaca é a principal causa de morte nos EUA, mas a esperança pode ser encontrada em seu Pinot favorito. Ou mais especificamente, em dois compostos antioxidantes predominantes no vinho tinto: resveratrol e quercetina. "Meus colegas e eu desenvolvemos um stent, ou um pequeno tubo que suporta um vaso sanguíneo, que libera antioxidantes de vinho tinto lentamente ao longo do tempo para promover a cicatrização e prevenir a futura coagulação do sangue e inflamação", diz o Dr. Tammy Dugas, professor no Departamento de Ciências Biomédicas Comparadas da Louisiana State University.

O consumo moderado pode levar a uma vida mais longa. Não desencoraje a avó a procurar o vinho. A pesquisa apresentada no encontro anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência, em fevereiro de 2018, descobriu que o consumo moderado de álcool poderia estar ligado a uma vida mais longa. O estudo 90+, baseado no Instituto de Distúrbios da Memória e Distúrbios Neurológicos da Universidade da Califórnia-Irvine, é um exame de longo prazo da saúde de indivíduos com 90 anos ou mais. Segundo a pesquisa, que inclui um artigo de 2007 publicado pelos Dras. Annália Paganini-Hill, Claudia Kawas e María M. Corrada, os dados sugerem que o consumo de aproximadamente dois copos de álcool por dia foi associado a uma redução de 15% no risco de morte prematura.

Os amantes do vinho tinto podem desfrutar de uma ligeira diminuição no risco de câncer de próstata. O câncer de próstata é o câncer mais diagnosticado em homens americanos, mas o consumo moderado de vinho tinto pode estar relacionado a uma redução de 12% no risco de desenvolver a doença. No final de 2017, uma equipe de pesquisa multinacional realizou uma meta-análise de 83 artigos publicados anteriormente e 17 estudos que atenderam a critérios específicos para o projeto. 

Beber vinho pode melhorar a saúde bucal. Um gargarejo de Garganega conta como uma boa higiene dental? Ainda não, embora um estudo publicado no Journal of Agricultural and Food Chemistry, em fevereiro de 2018, implique uma ligação entre a saúde bucal e o vinho. Pesquisadores espanhóis descobriram que os antioxidantes presentes no vinho tinto impediam que as bactérias causadoras de placas aderissem ao tecido das gengivas. Esse resultado foi aumentado quando os antioxidantes foram combinados com o probiótico oral Streptococcus dentisani.

No entanto, os benefícios não estão vinculados apenas ao vinho. Os polifenóis identificados (ácido cafeico e p-cumárico), também estão presentes em outros alimentos como café e ameixas, respectivamente. Infelizmente, desfrutar de uma garrafa de um bom vinho tinto não é igual a uma boca saudável. Os pesquisadores dizem que os produtos químicos analisados ​​no estudo eram muito mais concentrados do que os presentes no vinho.


Matéria original veiculada em https://www.winemag.com

terça-feira, 22 de maio de 2018

Vinho pode ser considerado vegetariano, vegano ou nenhum dos casos?

Uma bebida feita a partir de uvas prensadas deve ser vegetariana, certo? Bem, algumas técnicas de produção de vinho podem fazer com que certas garrafas sejam proibidas para o público amigo dos animais. Saiba como os derivados de animais acabam no seu vinho e como identificar vinhos vegetarianos e veganos.


O vinho é feito de uvas, mas isso não necessariamente o torna vegetariano ou vegano. Alguns métodos de vinificação fazem uso surpreendente de produtos derivados de animais, razão pela qual um número crescente de produtores declara se o vinho é vegano ou vegetariano no rótulo. Mas o que isso significa?

Algumas noções básicas de vinificação primeiro: tradicionalmente, a vinificação é um processo lento. O suco de uva prensado precisa se estabilizar antes da fermentação e como novo vinho após a fermentação para permitir que os sólidos suspensos se afundem no fundo do tanque ou barril. À medida que o vinho continua a amadurecer, geralmente durante o inverno após a colheita, fica ainda mais claro que os sólidos residuais também começam a afundar para o fundo, onde se adicionam ao sedimento. Com efeito, o vinho se clarifica nesse processo lento e natural. Muitas vezes, o vinho produzido desta forma é engarrafado “não filtrado e não-cozido”, simplesmente porque foi permitido passar por todos esses processos naturais em seu próprio e doce tempo. Estilos de vinho modernos e pressões de mercado, no entanto, exigem um processo mais rápido. A ciência aperfeiçoou maneiras de fazer isso e o lento processo de clarificação que ocorre gradualmente durante a maturação na adega é acelerado pelo processo conhecido como "clarificação".

Durante este processo, os produtos de origem animal são frequentemente usados ​​como “auxiliares de processamento”. Eles são adicionados ao vinho para se ligar e remover substâncias indesejadas, todas as quais são filtradas. Esta é a razão pela qual os agentes de clarificação não são rotulados como ingredientes na garrafa final de vinho. Embora a clarificação também possa ser usada para corrigir falhas de vinificação como sabores, cores, nebulosidade ou suavizar taninos, muitas vezes é feito para estabilizar o vinho que não teve tempo de clarear naturalmente ao longo do tempo. Isso acelera o tempo entre a uva e a sua taça, e torna muitos vinhos modernos tão acessíveis. Vamos dar uma olhada em quais produtos de origem animal são usados ​​e por quê:

Claras de ovo

A forma mais simples e antiquada de clarificação ainda é praticada em muitos Chateaus de Bordeaux. Vinhos tintos feitos de Cabernet Sauvignon estão cheios de taninos pesados ​​e adstringentes quando ainda estão no barril. Ao adicionar claras de ovos naturais aos barris, mexendo e deixando-as afundar, os taninos mais duros são removidos. Essa técnica funciona porque os taninos jovens têm uma carga iônica natural negativa, enquanto as claras têm uma carga positiva. Como eles são misturados no barril, os taninos carregados negativamente se ligam às claras de ovos com carga positiva. Eles então afundam, e o vinho claro, menos tânico, pode ser escoado. Claras de ovos em pó também podem ser usadas.

Caseína
Uma proteína encontrada no leite, a caseína é usada na produção de vinho para dar aos vinhos brancos uma claridade brilhante e remover a contaminação oxidativa. Às vezes, o leite desnatado é usado para conseguir isso, como com Sauvignon Blancs muito claros.

Gelatina
Uma proteína derivada de peles e ossos de animais, a gelatina pode ser usada em vinhos tintos e brancos. Os vinhos tintos podem ganhar flexibilidade, enquanto os brancos podem obter cores mais brilhantes, embora muitas vezes à custa de taninos.

"Isinglass"
Derivado das bexigas natatórias do esturjão e de outros peixes, a isinglass foi usada muito mais amplamente no passado. Dá aos vinhos brancos uma claridade brilhante, removendo os sólidos e o excesso de cor.

Quitosana
Um carboidrato, a quitosana é derivada das cascas de crustáceos. Tem uma carga iónica positiva e é utilizada para remover o excesso de cor e fenóis dos vinhos brancos.

Isso significa que todos os vinhos rotulados como "veganos" não são clarificados? Não necessariamente. Há uma abundância de agentes de clarificação que não são derivados de animais que podem ser usados ​​para clarear vinhos veganos (Polivinil-poli-pirrolidona (PVPP) e Bentonita, por exemplo).

Alguns veganos vão além do processo de vinificação e também procuram saber se os produtos de origem animal são usados ​​na agricultura. Eles se opõem a fertilizantes derivados de animais como farinha de ossos (de animais mortos) ou emulsão de peixe (de resíduos de peixe) em favor de compostos à base de plantas.

O que um vegetariano ou vegano deve fazer então para escolher melhor seu vinho? Leia o rótulo de cabo a rabo, ou pergunte ao seu vendedor. Mais e mais produtores de vinho tem prestado atenção a isso, pois os consumidores exigem transparência.

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Lançados nos EUA vinhos com rótulos inspirados em The Walking Dead

Essa vai pra quem é fã da série e estará de passagem pelos Estados Unidos. Descobri recentemente que foram lançados vinhos com rótulos e nomes alusivos aos personagens desta icônica série de TV que tem dominado as imaginações mais férteis mundo a fora. Vamos ver o que descobrimos sobre eles?


Uma epidemia de proporções apocalípticas varreu o mundo, fazendo com que os mortos se elevassem e se alimentassem dos vivos. Em questão de meses, a sociedade desmoronou; não há governo, nem mercearias, nem entrega de correio, nem TV a cabo. Felizmente há vinho ...

A The Last Wine Company traz The Walking Dead Blood Red Blend e um Cabernet Sauvignon ao mercado, com rótulos que respondem ao Living Wine Label App, uma experiência de realidade aumentada que dá vida aos rótulos. Os fãs da série de quadrinhos The Walking Dead são leais e altamente envolvidos, com mais de 50 milhões de quadrinhos impressos e digitais em todo o mundo. A série tem milhões de seguidores nas redes sociais, e o programa de televisão The Walking Dead, que voltará de um hiato de inverno em fevereiro, é o maior show entre 18 e 49 anos, com mais de 36 milhões de seguidores no Facebook.

"Sabemos como os fãs entusiasmados de The Walking Dead podem ser e esperamos que eles adotem o app Living Wine Labels e os vinhos The Walking Dead com muita emoção", disse Seth Hynes, que lidera a introdução dos vinhos da The Last Wine Company, uma parceria entre a Skybound Entertainment e a Treasury Wine Estates. “Encontrar maneiras novas e significativas de nos conectarmos com os consumidores é algo de que nos preocupamos muito e achamos que o vinho The Walking Dead e o Living Wine Labels App são um emparelhamento perfeito.”

O Blood Red Blend (mix de 10% Malbec, 40% Merlot, 30% Cab. Sauvgnon e 20% Petit Verdot com passagem de 10 meses em carvalho americano e francês) apresenta uma imagem do xerife Rick Grimes olhando para o um walker e o Cabernet Sauvignon (passagem de 11 meses em carvalho francês e americano) apresenta uma horda de Walkers. Você vai se juntar aos vivos ou ressuscitar com os mortos?

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Batalha empoderada: Mulheres do vinho protagonizam evento inédito no Brasil

Promovido pela Wines of Chile pela primeira vez no mundo, o projeto ‘Rainhas de Copas’ desembarca em São Paulo no dia 15 de junho em uma batalha épica! No lugar das espadas, saca-rolhas: seis mulheres vão duelar pelo voto do público e a sommelière com a carta de vinhos mais votada levanta a taça e a coroa!




As bravas sommelières (esse é o feminino da palavra ‘sommelier’) que entram na arena são Daniela Bravin, Débora Breginski, Eliana Araújo, Gabriela Bigarelli, Gabriele Frizon e Jéssica Marinzeck. As Rainhas de Copas estiveram no Chile entre 2 e 5 de maio percorrendo um roteiro intenso de visita às vinícolas, degustação dos vinhos e seleção dos rótulos.

 

As sommelières colocam suas cartas de vinhos na mesa no charmoso Bar de Cima, nos Jardins. O ingresso custa R$ 55 e dá direito a degustação de vinhos e buffet de comidinhas charmosas e deliciosas para acompanhar os vinhos. Os ingressos são limitadíssimos e estão à venda na plataforma Sympla através do link: .

 

São mais de 35 vinhos entre tintos e brancos das vinícolas Aresti, Bisquertt Family Vineyards, Casa Silva, Casas del Bosque, Cono Sur, El Principal, Emiliana, Gandolini, Indomita, Matetic Vineyards, Pérez Cruz, Santa Carolina, Siegel Family Wines, Terranoble, Valdivieso, Ventisquero e Veramonte.

 

Girl Power!

 

A ação Rainhas de Copas, idealizada pela CH2A Comunicação, surge como um reflexo do protagonismo das mulheres no mundo do vinho e reforça a presença cada vez mais significativa de sommelières em um ambiente majoritariamente masculino. Sem procedentes no Brasil, é a primeira vez que um projeto reúne exclusivamente as mulheres do vinho.

 

“O projeto Rainhas de Copas acontece de forma piloto no Brasil e reflete o posicionamento de vanguarda do Chile em antecipar tendências e atender a demandas não apenas de consumo, mas também comportamentais. Além de reconhecer e valorizar o protagonismo feminino no segmento vitivinícola, queremos demonstrar que a experiência de consumir um vinho do Chile pode ser lúdica, divertida, informal e sem regras. O que mais importa é a experiência que o consumidor terá na degustação. A escolha da melhor carta é uma forma de fechar o duelo, que será, obviamente, exclusivamente com vinhos chilenos de qualidade indiscutível”, resume Angelica Valenzuela, diretora da Wines of Chile.

 

Rainhas de Copas – Wines of Chile

Dia 15 de junho (sexta-feira), das 20 horas à meia-noite

Bar de Cima – Rua Oscar Freire, 1.128

 

Ingresso: R$ 55,00. O ingresso dá direito à degustação de mais de 35 vinhos + buffet de comidinhas para harmonizar.


 

 

#winesofchile #amovinhoamochile #reinasdecopasbrasil #rainhasdecopas

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Jon Bon Jovi e um rosé para chamar de seu

A moda realmente pegou lá para os lados do hemisfério norte e muitos artistas, músicos e afins estão lançando, em parceria com vinícolas conhecidas, vinhos com rótulos que levam seu nome, e por que não, peso, na hora de vender. E o caso mais recente que eu ouvi foi o do Bon Jovi, que irei trazer ai abaixo pra vocês, caríssimos leitores.


O inverno rigoroso continua dando suas caras pelos EUA, mas o sonho de uma primavera morna vive em devaneios americanos. Esses devaneios inevitavelmente incluem um piquenique e uma taça de vinho rosé gelado, moda por lá. Agora eu quero que você me faça um favor. Imagine Jon Bon Jovi segurando aquela taça de rosé gelado. Sim, você leu corretamente. Jon Bon Jovi. Por que o cantor de Livin 'on a Prayer chegou perto de seus devaneios? Porque ele criou o seu próprio vinho rosé.

O cantor líder da banda de rock americana Bon Jovi quer estar presente na sua adega e é, talvez, a pessoa que você menos esperava chegar perto dessa parte da sua casa. Ele chegou lá colaborando com o produtor de vinhos francês Gérard Bertrand, mas na verdade foi inspirado - e sim, isso é tudo verdade - pelo filho de Jon Bon Jovi, Jesse Bongiovi, que costumava jogar futebol em Notre Dame. Mundos estão colidindo em todo o lugar: Hair rock e futebol universitário, conheça o sofisticado vinho francês.

A história é realmente muito doce: O vinho é chamado Diving into Hampton Water, e foi inspirado pelo tempo que o cantor e seu filho costumavam passar as férias juntos nos Hamptons. Jon Bon Jovi na verdade chamou o vinho de “água rosa (pink water)”, mas foi Jesse quem acabou cunhando o termo “Hampton Water”. Quando foi apresentado a Bertrand, que realiza um festival anual de jazz em sua vinícola, os dois pares “se deram bem imediatamente” e descobriram que a colaboração era inevitável.“Eu quero criar um elo entre as emoções que provocam uma ótima música e um bom vinho. Eles se elevam uns aos outros”, disse Bertrand em uma declaração conjunta com o cantor.

Apropriadamente, o vinho está previsto para ser lançado na primavera deste ano no hemisfério norte, com o preço sugerido de US$ 25 por garrafa. Uma pena que não apareça por aqui, mas quem tiver a oportunidade de estar por lá e provar, traga suas impressões e compartilhe aqui conosco.

Até o próximo!


matéria original e créditos da imagem: https://www.foodandwine.com/news/jon-bon-jovi-rose