quinta-feira, 19 de abril de 2018

O que mineralidade pode sugerir quando falamos de vinho

Quando somos amantes do vinho ou mesmo iniciantes neste mundo e estamos lendo notas de degustação ou descrição de um determinado vinho, em se tratando de vinhos brancos, usualmente encontramos adjetivos que remetem ao quão "mineral" aquele vinho é. E, geralmente, este aroma/sabor causa uma certa estranheza. Teria este vinho gosto de pedras, por exemplo? Encontrei este pequeno artigo que divaga um pouco sobre o assunto e o torna um pouco mais palatável e resolvi trazer pra vocês.


Voltando ao gosto de pedras, seria isso que sentimos quando falamos em mineralidade nos vinhos? Bem, sim e não. O vinho, claro, não tem gosto de pedras; rochas, em geral, não têm gosto de nada (e se você mordê-las, você quebra os dentes). No entanto, alguns vinhos, na maioria das vezes brancos, têm uma espécie de pedregosidade. Ou caráter mineral. Ou alguma coisa. O aroma e o sabor de Chablis podem lembrar o fundo de uma caixa de giz (no bom sentido). A nota esfumaçada em Pouilly-Fumé é tão diferente que deu o nome do vinho (fumée: fumaça). Outros vinhos podem se mostrar um pouquinho salgados.

De certa forma, a mineralidade é o umami do mundo do vinho. Umami é o termo relacionado a sabor, o quinto sabor. Nem doce, azedo, salgado nem amargo, é ... bem, é difícil descrever, certo? Carne, talvez? É real - tecnicamente, tem a ver com a forma como o ácido glutâmico se liga ao seu paladar -, mas o problema é descrevê-lo. Então, também, acontece o mesmo com a mineralidade dos vinhos. Ocorre; como e por que continua sendo um mistério. Para tentar discernir você mesmo, suas melhores apostas são geralmente brancos jovens e geralmente sem passagem por madeira, de regiões de clima frio. Convenientemente, estes vinhos frescos também são ótimos para beber na primavera e no verão: sirva-os com tudo, de ostras cruas a cacio e pepe com favas frescas.

E aí, o texto ajudou um pouco no assunto mineralidade? Eu espero que sim. De qualquer forma, deixem sua opinião na caixinha de comentários abaixo.

Até o próximo!

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Divulgação: Cono Sur e Emiliana entre as mais admiradas do mundo!

As vinícolas Cono Sur e Emiliana, amplamente conhecidas no mercado brasileiro, estão entre as 50 marcas de vinho mais admiradas do mundo, segundo a Revista Drinks International. O “The World’s Most Admired Wine Brands” é um ranking anual feito com a participação de renomados especialistas do mundo do vinho, e no ranking de 2018, as marcas importadas com exclusividade pela La Pastina, se destacaram entre as vinícolas mais prestigiadas do mundo, como a Chateau Lafite e Chateau Margoux.


A lista é construída com base numa série de critérios que orientam os jurados durante o processo de escolha. São avaliados: a qualidade consistente e crescente dos vinhos, a região ou país de origem, as necessidades e gostos dos consumidores, além da comercialização e distribuição dos vinhos.

A Cono Sur foi a primeira vinícola no Chile a produzir o Pinot Noir Premium e a primeira a exportar. A vinícola acabou se especializando nessa cepa, tanto que é a maior proprietária de vinhedos desta uva no mundo, produzindo 5 milhões de garrafas por ano.

A Emiliana é considerada a maior vinícola orgânica do mundo, produzindo vinhos com caráter e personalidade únicos, com a máxima expressão do terroir. Toda a produção é marcada por elevados padrões de qualidade que se refletem em seu extenso portfólio de vinhos de qualidade e elegância, além de serem sustentáveis, orgânicos e biodinâmicos.

Até o próximo!

terça-feira, 17 de abril de 2018

Fillo Carignan Old Vines 2015

A BOWines nasceu em 2012, devido ao desejo de desenvolver uma paixão pelo vinho através da procura de castas e áreas que permitam produzir vinhos modernos com personalidade e máxima qualidade. BOWines mantém um respeito e compromisso absoluto com a natureza, desenvolvendo uma viticultura que consegue manter e sustentar os diferentes "terroir" chilenos. Além disso, a BOWines entende que a produção de vinhos deve ser uma manifestação de cultura e expressão do ser humano, por isso, mantém um compromisso especial de apoiar a divulgação e o desenvolvimento de todo tipo de manifestações artísticas. Sua experiência e conhecimento no desenvolvimento de excelentes vinhos é a sua maior força. Esta experiência baseia-se no conhecimento adquirido pelo enólogo Alvin Miranda ao longo da sua vida profissional, tanto no Chile como na Europa, onde viveu durante mais de uma década.


Focando agora no Fillo Carignan Old Vines 2015, podemos ainda afirmar que é um vinho feito com uvas Carignan (90%), Merlot e Cabernet Sauvignon (10% entre ambas as duas últimas) de vinhas com mais de 60 anos de idade, localizadas na melhor terra seca do Vale do Maule sem passagem por madeira. A curiosidade fica pelo nome, "Fillo" seria filho, em português. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas vermelhas, com um toque mineral, de pimenta e notas florais.

Na boca o vinho apresentou corpo médio aliado a uma ótima acidez e taninos macios. O retrogosto confrima o olfato e o final era de longa duração.

Mais um belo vinho chileno que provamos por aqui, de uma uva que aos poucos vai caindo na graça dos nossos consumidores e que se mostrou muito elegante aliado a sua potência. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

segunda-feira, 16 de abril de 2018

Chateau Burgozone Gold Marselan 2011

No território búlgaro onde as vinhas foram plantadas na propriedade da vinícola Chateau Burgozone, havia vestígios da antiga fortaleza romana de Burgozone. Os vinhos e o complexo vitivinicola foram nomeados depois. A fortaleza situa-se na antiga via romana Via Istrum, que conectou Constantinopla com Belgrado e defendeu as fronteiras do norte do Império Romano. As provas materiais encontradas aqui, como os restos de frascos e outras cerâmicas cerâmicas, ligadas à produção de vinhos e vinhos, datam desse período específico. Esta tradição antiga teve milhares de anos de história aqui e, juntamente com o comércio ativo ao longo do rio, tornou-se a base da riqueza e prosperidade da cidade de Oryahovo no passado. Em 2002 iniciou o projeto de revitalização do tradicional para a produção de vinho, que foi suspenso durante a proibição na década de 80 na União Soviética, imposta por Gorbachov. Para este efeito, um terrão único de 150 ha foi selecionado na margem sul do rio Danúbio, perto do porto de Oryahovo, sobre a ilha do Esperanto. Durante os séculos, deu a melhor uva da região. Além da própria vinha, o complexo inclui uma adega de boutique com o equipamento mais moderno. Os primeiros resultados são mais que encorajadores - Chateau Burgozone Chardonnay, produzido aqui, fez história ganhando em 2010 o primeiro da Grande Medalha de Ouro da Bulgária no ConcoursMondial de Bruxelles.


Falando sobre o Chateau Burgozone Gold Marselan 2011, podemos ainda afirmar que este vinho foi elaborado 100% com a casta Marselan, uva esta oriunda da Itália. Estagiou 8 meses em barricas novas de carvalho francês e mais 8 meses nas caves antes de ir ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com halo granada, algum brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e levemente coloridas também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos silvestres, carvalho, defumado e baunilha. Ao fundo, leve toque terroso também se fazia notar.

Na boca o vinho apresentou corpo médio aliado a uma boa acidez e taninos marcados, mas de boa qualidade, maduros. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um belo caldo búlgaro que provamos aqui no Balaio do Victor. Eu recomendo a prova. Foi o fiel escudeiro de um belo risoto de cogumelos e uma maminha assada, fazendo bem o papel. Este é mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

quinta-feira, 12 de abril de 2018

Guia Descorchados me fez conhecer o Deus dos ventos: Eolo!

Faz algum tempo que eu tenho olhado de maneira diferente para os vinhos do Uruguai pois eles tem demonstrado uma qualidade muito evidente. E alguns dos vinhos que eu tinha muita curiosidade em provar eram os vinhos da bodega Viñedos de Los Vientos, em especial, o Eolo. E não é que eu finalmente consegui? No último dia 10 de Abril tivemos em São Paulo o lançamento do Guia Descorchados, o maior guia mundial de vinhos da Argentina, Chile, Uruguai e Brasil. Num evento com a presença de mais de 400 produtores e uma quantidade ainda maior de vinhos, fica muito difícil de escolher o que provar mas, foquei em vinhos que não conhecia e que tinha interesse de conhecer.


A história da Viñedo de Los Vientos remete a 1920, quando Angelo Fallabrino chega com sua família à cidade de Montevidéu, escapando da primeira guerra. Nativo de Alexandria, Angelo sabe fazer grandes vinhos e cria a maior adega do Uruguai. Seu filho Alejandro segue seus passos e se destaca como uma das pessoas mais inovadoras da indústria vinícola do Uruguai nos anos 70 e 80. Infelizmente ambos morrem, Alejandro no ano 91 e Angelo em 1995. Em 1995, Pablo, um dos três filhos de Alejandro, toma as rédeas de Viñedo de los Vientos, que na época era apenas um vinhedo.
Em 1997, Pablo decidiu começar sua própria adega e, com esse propósito, adquiriu o melhor equipamento italiano. Março de 1998 é marcado como a primeira vindima de Viñedo de los Vientos e levou 3 anos de trabalho depois, para desenvolver o melhor potencial da vinha e criar desta forma, uma série de vinhos orientados para serem únicos e especiais.

Falando agora do Viñedo de Los Vientos Eolo Gran Reserva 2013, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir das castas Tannat (85%) e Ruby Cabernet (15%) com amadurecimento de 36 meses em barricas de carvalho francês. Vamos então as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, couro, especiarias, flores e algo de alcaçuz. Ao fundo também se nota baunilha.

Na boca o vinho se mostrou encorpado com uma boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um belíssimo vinho uruguaio sem qualquer duvida e que pelo preço que é vendido, vale o quanto custa. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Angelus Estate Stallion Classic 2012

A Angelus Estate, produtora do vinho de hoje, está localizada perto da barragem de Zhrebchevo, em Nova Zagora (Bulgária), nas encostas de Sredna Gora e a partir desse local derivou-se o nome de Stallion, símbolo do surgimento de uma nova vida, cheia de energia e amor. Possui 106,5 ha de vinhas que incluem as seguintes variedades: Merlot, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Syrah, Petit Verdot, Chardonnay, Sauvignon Blanc, Traminer e Viognier. A sala de fermentação está sob o solo, com escotilhas de acesso no chão. Desse modo, as uvas chegam aos tanques de fermentação usando apenas gravidade.Existem duas caves para envelhecimento de vinhos em barricas tonéis e com níveis controlados por temperatura. Tudo isso resulta em alguns dos mais emblemáticos vinhos oriundos deste país do leste europeu.


Falando agora do Stallion Classic 2012, podemos ainda afirmar que o vinho é um blend das uvas Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Syrah e Merlot tendo estagiado por 6 meses em barricas de carvalho francês. Além disso, permanece algum tempo em garrafa nas caves da vinícola antes de ser liberado ao mercado.

Na taça o vinho apresentou coloração violácea profunda com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e bem coloridas também se faziam presentes.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutos escuros, especiarias, coco e algum toque terroso.

Na boca o vinho se mostrou encorpado com uma boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais uma boa opção de vinho búlgaro que tivemos o prazer de provar por aqui. Mais um vinho apresentado pelo clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

quarta-feira, 4 de abril de 2018

H.O. Colheita 2015 Tinto

A família Horta Osório e seus antepassados cultivam a vinha e produzem vinhos na Região Demarcada do Douro (a mais antiga região demarcada do mundo) desde o século XVII embora a linha atual tenha sido lançada ao mercado somente em 2012. Os seus vinhos H.O. provem exclusivamente de uvas produzidas de vinhas próprias da Casa Agrícola Horta Osório S.A., onde, além de "vinhas velhas"foram plantadas as melhores castas tradicionais do Douro em terroirs únicos. Os vinhos são produzidos sob a orientação dos enólogos João Brito e Cunha além de Fernando Lázaro. Os vinhos da H.O - Horta Osório Wines aliam a tradição do Douro às mais recentes técnicas de produção vitivinícola com a sabedoria, determinação e visão do seu fundador e proprietário.


Sobre o H.O. Colheita 2015 Tinto podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir das castas autóctones Touriga Nacional, Touriga Franca e Sousão com estágio de 15 meses em barricas de carvalho Francês. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com algum brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, flores, especiarias com algo de ervas secas ao fundo.

Na boca o vinho apresentou corpo médio para encorpado, ótima acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um bom vinho português para o dia a dia mas que também possui certa complexidade para acompanhar algumas refeições mais pesadas. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

terça-feira, 3 de abril de 2018

Real Compañía de Vinos Garnacha 2016

Existe um lugar onde o sol ilumina centenas de diferentes paisagens, onde cada vinhedo é único e cada dia acontece uma nova celebração. Existe um país que de maneira muito excitante, celebra a vida: com muito vinho de boa qualidade. A Real Compañía de Vinos nos apresenta assim a Espanha, com toda a sua varieade de solos, histórias, estilos e variedades de uvas. Em seus vinhedos espalhados ao longo da DO Castilla y León, a Real Compañía de Vinos desfila sua coleção de vinhos autênticos, de carácter distinto, com muita paixão, prazer e cheios de alma, a alma espanhola.


Assim sendo, o Real Compañia de Vinos Garnacha 2016 é uma prova viva de tudo que nos foi contado no primeiro parágrafo, um vinho feito 100% a base da uva Garnacha, uva que por muito tempo foi a mais dominante e de forte carácter local mas que com o tempo foi sendo colocada de lado em favorecimento a outras variedades. Hoje, com a retomada no seu plantio e na qualidade de seus vinhos, podemos encontrar exemplares como o de hoje que, mesmo sem passagem por madeira. se mostra ao mesmo tempo frutado e complexo. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de média para grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e com alguma cor também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, destacando ameixas e morangos principalmente, com algum floral e herbáceo. Com algum tempo em taça também se nota um toque de especiarias.

Na boca o vinho apresentou um corpo médio, muito frescor aliado a taninos suaves e macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um vinho espanhol alegre e descontráido que me parece ser muito versátil e um bom curinga para se ter na adega. Eu recomendo a prova. É trazido ao Brasil pela Winebrands.

Até o próximo!

segunda-feira, 26 de março de 2018

Piccini Vito Cabernet Sauvignon 2015

Localizada em Castellina in Chianti, uma das 8 cidades da área de Chianti, a Tenute Piccini(produtora do vinho), ou simplesmente Piccini, é o início da saga da família Piccini no mundo do vinho. A propriedade, desenvolvida a partir de apenas 7 ha em 1882, é agora sede principal do Grupo Piccini, gerindo 400 ha de vinhas situadas nas principais áreas de vinho da Toscana, com um foco especial em Chianti Clássico e Chianti. A Tenute Piccini é hoje um dos maiores produtores da Toscana, cuja produção de Chianti representa entre 10% a 12% de toda a produção da região de mesmo nome. Sob a liderança de Mario e Martina, a Tenute Piccini conta com uma equipe de jovens profissionais na Itália e parceiros fortes no exterior para a sua rede de distribuição crescente, que já se estende por impressionantes 72 países.


Falando agora do Piccini Vito Cabernet Sauvignon 2015, podemos ainda afirmar que o vinho é feito 100% com uvas Cabernet Sauvignon sem passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho mostrou uma coloração rubi violácea de média intensidade, algum brilho e boa transparência. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas vermelhas, notas florais, especiarias e algo de folhas secas.

Na boca o vinho tinha corpo médio, uma boa acidez e taninos sedosos e macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um vinho fácil e descontraído que foi o fiel escudeiro de uma pizza deliciosa e não decepcionou. Eu recomendo a prova.

Até o próximo.

quinta-feira, 22 de março de 2018

Quinta dos Murças Minas 2016: Douro em sua melhor forma!

Localizada no centro da DOC Douro, a Quinta dos Murças doi adquirida pela Herdade do Esporão em 2008 devido suas condições e diversidades. Possui um terroir marcado pelas montanhas, altitude, solos xistosos e pelo clima característico do vale do rio Douro. Nas vinhas foram plantadas dezenas de castas autóctones, segundo Produção Biológica e Produção Integrada. Seu enólogo, José Luis Moreira, procura conhecer de forma particular cada parcela, cada vinha, cada unidade de terroir e toda diversidade da Quinta: "Só assim acreditamosser possível perceber, interpretar e exprimir a diferenciação e perfil dos vinhos". Na Quinta são produzidos os vinhos Assobio DOC Douro (tinto, branco e rosé), Murças Minas, Murças Margem, Murças Reserva, VV47, os Portos Murças Vintage e Murças Tawny além do azeita Extra Virgem.


Falando especificamente do Quinta dos Murças Minas 2016, nova safra disponível no Brasil, é feito a partir das uvas Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Francisca, Tinta Roriz e Tinto Cão provenientes de vinhas plantadas numa encosta entre os 110 e os 300 metros de altitude. Estas vinhas, orientadas a Sul, mais expostas ao sol, produzem uvas com maior concentração. Nestas mesmas encostas existem várias minas de água, que vão refrescando o ambiente e permitindo um equilíbrio entre a maior maturação e a frescura tão característica de Murças. A fermentação e envelhecimento são feitos em cubas de betão e em barricas de carvalho francês usado, durante cerca de 9 meses. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com algum brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e bem coloridas também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias, flores e algo de balsâmico ao fundo. 

Na boca  o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era e longa duração.

Mais um belo exemplar de vinho português que provamos por aqui e mais uma vez, um deleite. Sou muito suspeito é verdade por que eu adoro o país, a gastronomia, os vinhos, enfim. Se eu recomendo a prova? Claro que sim! O vinho é trazido ao país exclusivamente pela Qualimpor e pode ser encontrado nos melhores empórios e lojas especializadas.

Até o próximo.

quinta-feira, 15 de março de 2018

Quinta do Casal Monteiro Grande Reserva 2015

Após passar por um período conturbado desde o ínicio deste século, a Quinta do Casal Monteiro foi adquirida em Abril de 2009 por Cirilo de Jesus e Miguel de Jesus (pai e filho), encerrando o ciclo da família Cardoso Menezes à frente da sociedade e iniciando uma nova era onde se tem apostado fortemente na qualidade e internacionalização. Como consequência, todos os anos a qualidade dos seus vinhos tem aumentado e é o que se espera é que assim continue durante a presente década. O cada vez maior número de prêmios internacionais e reconhecimento em revistas internacionais da especialidade, são em si a melhor prova da evolução no aumento do padrão de qualidade. Com a adoção de métodos tradicionais e protecção integrada para trabalhar as vinhas, respeitam sobremanera o ambiente. Equipados com uma adega moderna, primam por tomar especial atenção em todos os passos do processo de vinificação. Desde a selecção criteriosa das uvas durante a vindima aos processos de fermentação, estágio e engarrafamento, o controle de qualidade assegura que apenas o melhor chega ao consumidor.


Falando agora do Quinta do Casal Monteiro Grande Reserva 2015, podemos afirmar que é um vinho feito através de um blend das castas Touriga Nacional, Syrah, Cabernet Sauvignon de parcelas com mais de 35 anos desde a sua plantação da região do Tejo, em Portugal. Vale ressaltar que cada casta foi fermentada separada quando acontece o blend final e o posterior amadurecimento do vinho po 16 meses em barricas novas de carvalho francês. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com algum brilho e limpidez.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, flores, especiarias, baunilha e leve tostato no fundo de taça.

Na boca o vinho se mostrou encorpado com boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Conheci este vinho na última Caravana de Vinhos do Tejo e posso dizer que foi um dos que mais me chamaram atenção, provavelmente um dos melhores que provei na feira. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

terça-feira, 13 de março de 2018

Pireko Malbec 2016

Rodolfo Spielmann nasceu e cresceu na Argentina, tendo fundado a Spielmann States seguindo seu sonho de produzir vinhos tintos premium em seu país de origem. Desenvolvou esse empreendimento tendo vivido e trabalhado mais de 25 anos no exterior, entre Europa, EUA e América do Sul. Aprendeu a apreciar e coletar vinhos das principais regiões vinícolas da Europa e dos EUA, decidindo elaborar seus próprios vinhos single vineyard em Mendoza. Em 2009, descobriu e adquiriu o vinhedo de 30 hectares com o núcleo de videiras de Malbec plantadas em 1910 e imediatamente concentrou sua gestão na produção de uvas premium. Obteve a primeira safra em 2010, o ano do centenário das vinhas de Malbec. A partir desse momento até o presente, o produtor de vinhos Pepe Galante e Spielmann mantiveram o foco nos vinhos ultra premium e aumentaram ligeiramente o portfólio de vinhos para quatro. Toda sua produçãoo tem como base 4 fatores: uma vinha única na Calle Cobos em Perdriel, Mendoza; velhas cepas de Malbec plantadas em seu porta-enxerto em 1910 que produzem alguns cachos de bagas concentradas; um foco em baixos rendimentos, com uma pequena quantidade de uvas por planta; micro-vinificação, um processo de vinificação para a melhor extração de cor, aroma e sabor das uvas.


Vamos falar agora do Pireko Malbec 2016, um vinho feito com uvas 100% Malbec oriundas do vinhedo da Spielmann em Cobos (Perdriel, Lujan de Cuyo, Mendoza), colhidas a mão. Como a intenção do enólogo e da vinícola é a expressão da fruta em si, este vinho não tem passgem por madeira, ambas a fermentação alcoólica a malolática ocorrem em tanques de inox onde o vinho descansa por alguns poucos meses antes de ser engarrafado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, ligeiramente mais lentas e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, flores e leve toque apimentado ao fundo.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um vinho com estilo jovem e fresco, com acidez equilibrada que lhe confere uma ótima elegancia, o que o faz notar porque convida a beber sempre o próximo gole. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

quarta-feira, 7 de março de 2018

Motto Unabashed Zinfandel 2014

A Motto Wines lançou a marca de vinhos Motto em 2015 usando o time de enólogos da vinícola Chateau Ste Michelle, de Washington. A idéia era fazer vinhos potentes e encorpados que entusiastas da Califórnia tivessem interesse. E com um bom time e recursos da vinícola Ste Michelle, conseguiram se estabelecer. Os vinicultores, a principio, não se propuseram a quebrar as fronteiras existentes. Mas eles fizeram. Eles não queriam mexer qualquer penas. Mas eles fizeram. Então eles decidiram abraçar e tornar seu lema: "aprender as regras, para que você possa quebrá-las com estilo". O enólogo Reid Klei que trabalhou por muitos anos em Washington usou sua experiência de 10 anos e modelo de produção para criar vinhos com apelo Californiano. Todos os lotes de vinho permanecem separados durante a fermentação e o envelhecimento. As misturas finais são determinadas imediatamente antes do engarrafamento, uma vez que os vinhos evoluíram para revelar todo o seu verdadeiro caráter e complexidades.


Falando sobre o Motto Unabashed Zinfandel 2014, podemos ainda dizer que o vinho embora seja rotulado como varietal Zinfandel, possui um pequena parcela de Cabernet Sauvignon (cerca de 10%) para complementar o vinho final. As variedades envelhecem em uma combinação de carvalho para adicionar textura e complexidade, bem como tanques de aço inoxidável para mantenha o frescor e o caráter varietal. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com algum brilho e boa limpidez. Lágrimas médias, moderadamente lentas e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias, couro, chocolate e algo de tostado no fundo da taça.

Na boca o vinho se mostrou encorpado, taninos macios e boa acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Este é apenas um vinho divertido, simples e que não é necessário nenhum prato pra harmonizar. Basta relaxar, a qualquer hora e em qualquer lugar, e apenas observar as pessoas e as conversas. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

terça-feira, 6 de março de 2018

Cuvée Jean-Louis Charles de Fère Blanc de Blancs Brut

A história de Charles De Fère é a da conexão de uma família oriunda de Champanhe aos melhores métodos de produção de vinhos espumantes. Nascida em uma família de vinicultores de champanhe há muito estabelecidos, Jean-Louis Denois criou na década de 1980 uma oficina de vinhos espumantes em Fère-en-Tardenois. Sua ideia era elaborar vinhos espumantes excepcionais com base em um know-how herdado de 5 gerações. Navegam com paixão pelos vinhedos franceses em busca dos melhores vinhos do Vale do Loire, Charente, Beaujolais, Languedoc, Gers e Borgonha, terroirs em que selecionam, a cada ano, frutos de uma ótima qualidade para para obter a expressão de gosto fiel ao estilo de Charles de Fère. No espaço de alguns anos, o nome Charles De Fère torna-se uma referência qualitativa para a imprensa e os especialistas e lugares Charles de Fère entre os melhores produtores de vinhos espumantes.


Falando agora do Cuvée Jean-Louis Charles de Fère Blanc de Blancs Brut, podemos ainda afirmar que o vinho espumante é feito a partir das castas Airen, Ugni Blanc, Colombard, Durello e Chardonnay (em proporções variadas para manter o estilo da maison a cada safra) pelo método tradicional, com 9 meses de contato com as leveduras após a segunda fermentação. Vamos as impressões?

Na taça o vinho espumante apresentou coloração amarelo palha brilhante e muito limpido, com uma bela e constante formação de pequeninas borbulhas.

No nariz o vinho espumante apresentou aromas de frutos cítricos e tropicais, toques de mel e de fermento de panificação.

Na boca o vinho espumante se mostrou fresco e cremoso, confirmando tudo que já havia visto no olfato. Final de média para longa duração.

Um gostoso vinho espumante francês que tende a ser um bom companheiro de entradinhas, saladas, comidas mais leves ou uma conversa nestes dias de calor. Eu recomendo a prova. É trazido pelo grupo Oba Hortifruti e vale o quanto custa.

Até o próximo!

segunda-feira, 5 de março de 2018

La Ferme Rouge Odysée 2015

Criado em 1908, o Domaine de la Ferme Rouge, um domínio agrícola, é dedicado ao cultivo da vinha e da oliveira. Construído em 1933, rodeado por vinhas e oliveiras, a adega foi completamente restaurada. Mistura de arquitetura original e modernidade, as adegas da Ferme Rouge são inteiramente dedicadas à paixão pelo vinho. Desde 1998, os primeiros esforços foram feitos para reconstruir e reorganizar totalmente a fazenda. O Domaine de la Ferme Rouge goza de uma localização única no coração da região de Zaer, um importante patrimônio dos excelentes terroirs de vinho de Marrocos. A 45 km do oceano, limitado ao oeste pelos vales do barranco de Korifla e ao sul pelos sopés do Atlas Médio, o Ferme Rouge ergue-se em sucessão de colinas a 450 metros de altitude e goza sempre com uma forte influência atlântica. Um grande terroir e tantos elementos que dão finesse, estrutura e força de caráter aos vinhos do Ferme Rouge que trazem vida a uma propriedade histórica.


Falando sobre o Odyssée 2015, podemos afirmar que o vinho é produzido a partir das melhores parcelas de Viognier e Chardonnay da região de Côtes de Rommani, colhidas manualmente, vinificadas e amadurecidas em barricas de madeira de 500 litros. Foram produzidas 10000 garrafas e 500 magnums deste vinho. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração ouro pálido e brilhante com reflexos esverdeados.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas cítricas e tropicais, manteiga, leve mentolado e um ligeiro tostado no fundo de taça.

Na boca o vinho se apresentou untuoso e com bom frescor, fazendo cada gole ser repetido com prazer. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Uma bela surpresa, meu primeiro vinho marroquino provado e posso dizer, aprovado. Veio na mala diretamente de lá, quando fizemos escala em nossa mais recente viagem a Portugal. Se tiverem a oportunidade, recomendo a prova.

Até o próximo!

quinta-feira, 1 de março de 2018

WineNetwork apresentou belíssimos vinhos Chilenos em SP

No último mês de janeiro tive a oportunidade de participar de uma excelente degustação promovida pela Importadora Winetwork, que além de contar com uma marca própria no Chile (Viña Una Hectarea) trás ainda um mix muito interessante de produtos do país vizinho. Uvas pouco faladas por lá ou pouco utilizadas como variegais são as estrelas, como por exemplo Cabernet Franc, Grenache e Mourvèdre. O foco da importadora são vinhos chilenos de pequenos produtores e a tentativa de conexão importador cliente final. A degustação foi conduzida por Márcio Moualla, sócio proprietário da importadora, no restaurante Aranda Asador & Tapas.

A Viña Una Hectárea é um projeto familiar que pertence aos irmãos e enófilos Marcio e Samir Moualla, recente (tem origem em 2008) e que compreendeu de início um hectare de vinhas em cada um do vales chilenos, a saber: Casablanca, Maipo, Colchágua e Aconcágua. Hoje a vinícola expandiu seus territórios e já conta com mais de 14 hectares de vinhas, trabalhando basicamente com 9 tipos de uvas, dentre as quais se destacam as famosas Sauvignon Blanc, Cabernet Sauvignon e as nem tão famosas Petit Verdot e Mourvédre, por exemplo.

Como é de praxe por aqui, e com a intenção de deixar as postagens mais dinâmicas, selecionei dois vinhos para falarmos por aqui, um da própria Viña Una Hectárea e outro do mix de produtos da importadora, para destacar. Vamos a eles?


Do mix da importadora eu destaco o Garcia + Schwaderer Grenache Valle de Itata Piedra Lisa Vineyard 2013, "filho" de um projeto nascido em meados dos anos 2000 das mãos do casal de enólgos Felipe Garcia e Constanza Schwaderer (já conhecidos pelo excelente trabalho em grandes vinícolas chilenas). Decididos a mergulhar de cabeça em seu projeto pessoal, fizeram seu primeiro vinho, de acordo com o seu próprio gosto e ofereceram sua criação ao mundo. Este vinho é um blend de Grenache (85%) e Mourvèdre (15%) de vinhas centenárias sem paasagem por madeira. Como resultado é um vinho de aspecto rubi violáceo de grande intensidade, brilhante e limpido. Aromas de frutas escuras, especiarias e flores. Em boca é muito fresco e vibrante, de corpo médio e fácil de beber, com taninos firmes mas nada agressivos. Um vinho delicioso e fácil de beber.


Falando agora da produção própria da Una Hectárea, passamos ao Puro Instinto 2009, um blend de Syrah (60%), Cabernet Sauvignon (20%), Cabernet Franc (15%), Carignan (10%) e Petit Verdot (5%) com passagem de 18 meses em barrica de carvalho francës de primeiro uso. Como resultado temos um vinho de coloração violácea de grande intensidade com algum brilho e limpidez. Leve halo granada também presente. No nariz o vinho apresentou aromas de frutas vermelhas e negras, especiarias, mentolado, mineral e baunilha. Na boca o vinho se mostrou encorpado com taninos bem fininhos e acidez muito viva. Outro belo vinho, sem dúvida nenhuma.


Sem dúvidas nenhuma são vinhos diferenciados e que podem provocar boas surpresas. Um especial agradecimento ao André Travaglia, também sócio da importadora, pelo convite, e ao Restaurante Aranda, por nos proporcionar belos momentos antes, durante e após a degustação, com serviço e comidas impecáveis.

Até o próximo!

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Ravin e Pasquale montam loja de vinho e restaurante

Recebi esta notícia a pouco, embora tenha visto algumas fotos e acompanhado algum barulho sobre, e fiquei muito feliz e vim logo divulga-la aqui no blog para vocês, prezados leitores. A importadora Ravin, do empresário Rogério D’avila, abriu nos Jardins um misto de loja e osteria que oferece 4.000 garrafas de vinho de 11 diferentes países e também serve pratos rápidos da premiada e tradicional cantina Pasquale. Eu que já tive o prazer de comer na Pasquale Cantina em uma outra oportunidade fiquei empolgado pois o casamento com a Ravin, que possui um portfolio muito interessante de vinhos (que variam de R$25 a R$ 3.000), já era um trunfo da casa na zona Oeste.


Situada no número 498 da rua Melo Alves, a Ravin Vinho & Pasta foi inspirada em uma rede italiana. O pequeno ambiente – apenas 30 lugares – é aconchegante e, ao mesmo tempo, despojado e elegante. Nas estantes, 450 rótulos, para todos os gostos e bolsos, ficam expostos no salão com os respectivos preços. As garrafas custam entre R$25 e R$ 3.000, e são vendidas pelo preço da importadora.

Não há carta de vinhos. O cliente escolhe a faixa de preço e o resto fica por conta do experiente sommelier Paulo Trondoli, que mostra as opções disponíveis. Há desde vinhos mais acessíveis como Viña Maipo e Palo Alto até marcas como Sassicaia e Renato Ratti. Além de degustar durante a refeição, é possível comprar vinhos para apreciar em casa.

O cardápio, enxuto, oferece cinco opções de entrada – entre elas a Burrata com Piselli, feita com creme de ervilhas e azeite trufado – e seis pratos, como Spaghetti Carbonara e Penne Caprese, além de duas sobremesas: Tiramissu e Pana Cotta. Os pratos, que vêm da Cantina Pasquale e são finalizados ali, são servidos em menos de dez minutos após o pedido. Para beber, além dos vinhos, há dois tipos de cerveja, suco de uva orgânico e água com e sem gás.

Rogério D’avila fornece vinhos à cantina Pasquale, do restauranteur Pasquale Nigro, há 10 anos, por meio da importadora Ravin. Os dois são amigos. Agora, com a Ravin Vinho & Pasta, acontece o inverso: Pasquale Nigro fornece os saborosos pratos de sua cantina à loja de D’avila.

Ravin Vinho & Pasta
Rua Melo Alves, 498, Cerqueira César
Funcionamento
Loja – De segunda a sábado, das 10h às 23h e domingos, das 12h às 16h00
Restaurante – De segunda a sexta, das 12h às 15h00, sábado das 12h às 16h00 e 19h às 23:30. Domingos, das 12h às 16h00

Eu já estou planejando uma visita, e assim que o fizer, revivirei este post com minha opinião sobre a nova casa. E você, prezado leitor, já visitou ou tem vontade de fazê-lo? Deixe nos comentários sua experiência ou expectativa, divida conosco!

Até o próximo!

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Hey Malbec 2016: Descontração e sutileza neste Malbec argentino

Matías Riccitelli nasceu em Cafayate - Salta, uma pequena cidade no norte da Argentina, onde se respira vinho. Viajante e sonhador incansável, já em Mendoza se desenvolveu como enólogo de uma das vinícolas mais prestigiadas da Argentina. Após inúmeras colheitas feitas pelo mundo, onde ele estava recolhendo pequenas e grandes histórias, decide misturar tudo que foi aprendido ao longo de sua carreira e os ensinamentos transmitidos por seu mentor e pai, Jorge Riccitelli, para criar em 2009 a Riccitelli Vinhos. A adega está localizada em Las Compuertas, a 1100 m de altitude, a área mais alta do tradicional Luján de Cuyo, onde possui 20 hectares de vinhas antigas. Trabalha também com os pequenos produtores nos melhores terroirs ao pé da Cordilheira dos Andes entre 1000 e 1700 metros acima do nível do mar, como Gualtallary, Chacayes, Altamira e La Carrera. Em 2015 nós iniciou um novo projeto, revalorizar vinhas velhas na Patagônia Argentina, criando sua linha de Vinhas Velhas, Semillon, Merlot e Malbec de vinhas plantadas no final dos anos 60, localizado nas margens do Rio Negro.


Falando agora sobre o Hey Malbec 2016, podemos ainda afirmar que o vinho é produzido 100% com uvas Malbec, "a mais emblemática da Argentina"(segundo o enólogo), de vinhas desde Lujan de Cuyo até as alturas do Vale de Uco. Cerca de 80% do vinho passa por um processo de fermentação tradicional, realizada a uma temperatura controlada em tanques de aço inox enquanto os 20% restantes tem os bagos colocados inteiros e fermentados por maceração carbônica. Por fim, 70% do vinhoamadurece em pequenas piscinas de concreto e os 30% restantes em barricas de carvalho francês. Vamos finalmente as impressões a cerca deste vinho?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea profunda com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, flores, especiarias e toques de baunilha.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, muita acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um Malbec argentino que mostra uma outra interpretação da uva, com mais acidez e frescor, deixando o vinho mais leve e gostoso de ser bebido. Foi o fiel escudeiro de uma costela de porco ao sal grosso e olha, não fez feio. Eu recomendo a prova. Este vinho é trazido pela Winebrands e vale o quanto custa.

Até o próximo!

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Melhog Espumante Brut Nature

A Bodegas Verduguez, produtora do vinho, é uma empresa familiar (atualmente na quarta geração), na cidade de Villanueva de Alcardete, na parte oriental da província de Toledo, na fronteira com a província de Cuenca. A Bodega está registrada no Conselho Regulador da DO La Mancha que apoia e destaca a alta qualidade de seus vinhos. A adega atual foi fundada no mesmo ano em que foi construída, 1950, só que com outro nome. A partir de 1994 o atual presidente, Miguel Angel Verduguez Morata, num claro compromisso com a qualidade, começou a mudar a produção de vinhos tintos e brancos, e ao invés de vendê-los a granel, passou para o desenvolvimento de vinhos varietais puros com a preparação e caracterização necessária para atender às necessidades do mercado.


Falando sobre o Melhog Espumante Brut Nature, o vinho espumante foi elaborado unicamente com a uva autóctone espanhola Macabeo pelo método de produçãoTradicional ou Champenoise. Não consegui obter informação sobre tempo de contato com leveduras e afins, poranto, fico devendo. Vamos as impressões?

Na taça o vinho espumante apresentou uma bonita coloração amarelo palha com reflexos tendendo ao dourado, muito brilhante e limpida. A formação de perlage é intensa e constante, formando boa coroa de pequenas borbulhas na taça.

No nariz o vinho espumante apresentou aromas de frutos cítricos e tropicais (destaques para limão siciliano e pêssego), toques de flores, panificação e algo de mel ao fundo.

Na boca o vinho espumante se mostrou muito cremoso, fresco e com um bom corpo. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

Mais um belo vinho espumante degustado por aqui, que a meu ver é um coringão e vai com quase qualquer tipo de prato. Eu recomendo a prova. Este é mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Viña Maipo Vitral Sauvignon Blanc 2016

A Viña Maipo foi fundada em 1948 no Vale do Maipo, no Chile, uma área reconhecida mundialmente pela produção de vinhos de excelente qualidade. 20 anos depois, Concha y Toro, o maior grupo vitivinícola do Chile, adquire a vinha, aprimorando a qualidade de seus vinhos e lançando as bases do seu espírito global. Em 2000, a Viña Maipo executou um plano de desenvolvimento agressivo, superando em 2006 o objetivo de 1 milhão de caixas vendidas e se tornando o 4º maior exportador de vinhos do Chile. Em 2007, Max Weinlaub assume como o enólogo principal da Viña Maipo, dando lugar a uma estratégia renovada focada no desenvolvimento de vinhos de nível superior e expressivo de sua origem. Hoje em dia, presente em mais de 80 mercados, a Viña Maipo tem se preocupado em demonstrar o potencial do Chile para a produção de vinhos excelentes, nascidos de uma longa trajetória vitivinícola e uma verdadeira paixão pelo autêntico.


Falando agora do Viña Maipo Vitral Sauvignon Blanc 2016, podemos ainda dizer que o vinho faz parte da linha reserva da vinícola, inspirada pela luz que atravessa os vitrais coloridos da Igreja do povo de Maipo. além disso, é feito com uvas 100% Sauvignon Blanc oriundas dos Vales do Aconcagua, Central e do Coquimbo com estágio de 3 meses em tanques de aço inox antes de ser engarrafado e liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo palha bem clarinho, com reflexos esverdeados, muito brilho e limpidez.

No narizo vinho apresentou aromas de frutos cítricos, grama recém cortada e leves traços herbáceos.

Na boca o vinho presentou corpo de leve para médio aliada a uma deliciosa acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um ótimo vinho para o dia a dia, especialmente nos dias de muito calor. É despretencioso mas ao mesmo tempo balanceado e bem saboroso. Não precisamos beber sempre vinhos complexos e topo de gama. As vezes uma conversa ou uma boa companhia pede um vinho descontraido, que é o caso aqui. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Custoza Ca'vegar Bianco 2015: Frescor italiano na taça

Foi em abril de 1958, quando onze viticultores da região de Gardesan, perto de Verona na Itália, se encontraram e fundaram uma cooperativa para a producão de vinhos, conhecida como Cantina Sociale Veronese del Garda. O objetivo era trabalhar juntas as uvas dos membros e produzir bons e bons molhos e vinhos. Nos anos seguintes, já conhecida como Cantina di Castelnuovo del Garda, experimentou um crescimento lento mas constante. Hoje, a cooperativa tem mais de 200 membros, que processam suas uvas crescidas em um total de 1000 hectares de terra em vinho. Desde 2006, um importante projeto de renovação tecnológica está em andamento nos vinhedos e na adega. A Cantina não está longe do Lago de Garda e é um exemplo de uma empresa intimamente ligada ao seu território e às suas tradições. As vinhas dos membros cooperativos se estendem ao sudeste do Lago de Garda. Vinhos adivindos das DOCs Bardolino, Custoza, Lugana, Valpolicella, Soave e Garda são produzidos. Na sede histórica da cooperativa, há uma loja que vende uma ampla gama de produtos a preços da cantina: brancos, rosés e tintos.


Falando agora sobre o Custoza Ca'vegar Bianco 2015, podemos acrescentar que o vinho é um corte feito a partir das castas Garganega, Trebbiano Toscano, Trebianello (ou Tocai Friulano) e Cortese de vinhas que variam entra 10 e 25 anos de idade. Este vinho não é envelhecido em madeira, mas apenas em tanques de aço. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo palha com reflexos esverdeados, bom brilho e limpidez.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos tropicais, flores e ligeiro toque mineral.

Na boca o vinho apresentou corpo leve para médio aliado a um ótimo frescor. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um bom vinho para o dia a dia, alegre e fresco, sem maiores complicações. Uma boa alternativa aos vinhos que costumamos consumir no dia a dia, ainda mais nestes dias de mais calor. Tem um bom custo benefício. Este é mais um vinho do clube de vinhos Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Luis Felipe Edwards 360° Series Carignan 2014

A história de Viña Luis Felipe Edwards (LFE), produtora do vinho, remonta a 1976, quando Luis Felipe Edwards Sr. adquiriu a propriedade Fundo San José de Puquillay, localizado no Vale do Colchágua. A propriedade fica situada em um vale em forma de ferradura isolado, separado do majestoso e coberto de neve Andes pelo de seus cumes, San Fernando. Naquela época, ele plantou 60 hectares de vinhas, entre elas principalmente Cabernet Sauvignon, Malbec, Merlot e Carmenère. No início dos anos noventa, Luis Felipe Sr. decidiu fazer vinho com seu próprio nome e assim construiu uma moderna adega, equipada com a mais recente tecnologia no estado da arte da vinificação. A primeira safra, Luis Felipe Edwards Cabernet Sauvignon 1994, foi lançado no mercado internacional no final de 1995. A Viña Luis Felipe Edwards tem crescido desde então com o intuito de ser a maior empresa de vinhos de propriedade 100% familiar do Chile, com 1.850 hectares de vinhedos e tendo seus produtos exportados para mais de 70 países; duas gerações estão ativamente envolvidas em manter a marca sinônimo de qualidade e os valores familiares tradicionais nos dias de hoje.


Falando agora do Luis Felipe Edwards 360° Series Carignan 2014, o vinho faz parte de uma linha cuja abordagem que procura o melhor clima e solo, da Cordilheira ao Mar, sem restrições e com apenas um objetivo; alcançar a máxima expressão e pureza da variedade, no caso a Carignan. Conforme dito anteriormente, é um vinho 100% feito com a casta em questão e passa por 8 a 12 meses de envelhecimento em barricas de carvalho francês de primeiro, segundo e terceiro usos. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com algum brilho e limpidez. Lágrimas finas, rapidas e coloridas se faziam notar também.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, chocolate, flores, especiarias e toques herbáceos. 

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidea e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um belo vinho chileno que provamos por aqui, de uma uva que aos poucos vai caindo na graça dos nossos consumidores e que se mostrou muito elegante aliado a sua potência. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Corimbo 2012: Peso pesado espanhol!

A Bodegas Roda embarcou em uma nova aventura depois de uma trajetória de mais de vinte anos como uma das mais prestigiadas vinícolas da DOCa Rioja. Aproveitando seu conhecimento e know-how buscou se diversificar na DO Ribera del Duero com a Bodegas La Horra. O projeto da nova adega tem, acima de tudo, a vontade de estar em sintonia com os momentos difíceis que correm, para isso, parte de duas premissas: respeito pelo meio ambiente e esforço na pesquisa e desenvolvimento. A Bodegas La Horra iniciou sua jornada passo a passo e de forma sustentável, chegando a um acordo com os produtores de videiras na área que têm 40 hectares de vinhas antigas e de meia idade para criar uma nova empresa na qual terão uma participação de 10%. O trabalho das vinhas será direcionado na sua totalidade pela equipe da Bodegas Roda. A primeira safra, a de 2008, foi lançada em junho de 2010 com apenas o vinho básico da vinícola, com uma produção de 40 mil garrafas. Na safra 2009, chegaram as 90 mil garrafas e já foi possível obter os dois vinhos da bodega. A safra 2010 atingiu 120 mil garrafas e, a partir da safra 2011, a meta foi 150 mil garrafas. Nos anos seguintes, a produção aumentou em cerca de 50 mil garrafas por ano, com a meta de 300 mil garrafas da safra de 2014, quando a Bodegas La Horra completará seu processo de crescimento.


Falando agora um pouco do Corimbo 2012, podemos ainda afirmar que o vinho é feito com uvas 100% Tempranillo (chamada de Tinta del País na região) oriundas de pequenas parcelas em La Horra, Roa e aldeias adjacentes (Burgos) com fermentação maloláctica em cubas de carvalho francês e posterior amadurecimento por 14 meses em carvalho, 80% de carvalho francês e 20% de carvalho americano. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e com alguma cor também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias, couro, baunilha, tabaco e toques tostados.

Na boca o vinho se mostrou encorpado, com boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato o final era de longa duração.

Um excelente vinho espanhol provado aqui, cuja fama já era conhecida e foi confirmada. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

Woodbridge Chardonnay 2014

No início de 1900, Cesare e Rosa Mondavi, recém-casados ​​vieram de Sassoferrato no norte da Itália, estabelecendo-se em Minnesota, nos Estados Unidos. Em 1919, a Lei Nacional de Proibição foi aprovada, proibindo a venda de álcool. Isso parecia incompreensível para famílias italianas, a quem o vinho foi era um elemento imprescindível da vida diária. Felizmente, uma brecha na lei permitiu que as pessoas produzissem 200 litros de vinho por ano para o consumo familiar. Cesare envolveu-se no negócio de transporte de uvas para vinho da Califórnia para os locais onde as mesmas seriam vinificadas e notou que a maioria das uvas estavam vindo de um lugar chamado "Lodi" na Califórnia. Percebendo uma oportunidade ele mudou com sua família, que neste momento também incluía um Robert Mondavi, começando seu próprio negócio de envio de uvas rumo ao leste do país para famílias ítalo-americanos. O primeiro trabalho de Robert Mondavi foi pregar os caixotes que seriam utilizados para o transporte das uvas. Depois de estudar negócios e química na Universidade de Stanford e tendo um curso intensivo em viticultura e enologia na Universidade da Califórnia em Berkeley, Robert Mondavi mergulhou em todos os aspectos da indústria do vinho. Foi então que, mais de trinta anos atrás, Robert Mondavi estabeleceu uma cultura do vinho na América do Norte, colocando grandes vinhos da Califórnia na mesa de cada cidadão americano. Em 1979 ele estabeleceu a Woodbridge Winery perto de sua casa de infância de Lodi, Califórnia, para fazer vinhos com foco no consumo diário.


Falando sobre o Woodbridge Chardonnay 2014, podemos ainda acrescentar que embora seja rotulado como varietal, possui pequenas porcentages de outras castas para compor o vinho. Tem ainda passagem por 6 meses em caravalho para amadurecimento.

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo dourado com reflexos verdes, bom brilho e limpidez.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos cítricos, fósforo, flores, mel, manteiga e baunilha.

Na boca o vinho mostrou corpo médio aliado a uma ainda viva e saborosa acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Este é um típico exemplo de Chardonnay barricado que tende a agradar paladares mais acostumados e que realmente tem apreço por este tipo de vinho, que é meu caso. Aliado a isso, temos uma acidez muito viva ainda que balanceia com este corpo e deixa o vinho menos cansativo e pesado. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Stellenrust Chenin Blanc 2016

Hoje no Balaio iremos falar de um vinho oriundo de um país que não é muito comentado por aqui mas que sempre trás boas surpresas com castas pouco usuais, também. Estou falando do Stellenrust Chenin Blanc 2016, um vinho sulafricano da região de Stellenbosch que impressionou por aqui. Vamos ver o que descobrimos sobre ele?


A Vinícola Stellenrust foi fundada em 1928 e já produziu alguns dos mais excelentes vinhos de qualidade que a região de Stellenbosch da África do Sul pode oferecer. Consiste em cerca de 400ha (200 ha plantadas), das quais a metade fica localizada sobre a área do Triângulo Dourado de Stellenbosch, reconhecida internacionalmente por alguns dos melhores vinhos tintos da África do Sul. A outra metade situa-se no alto das Montanhas Bottelares, conhecida pelo seu clima fresco e brisas do mar da tarde, saindo da Cidade do Cabo para nutrir os excelentes vinhos brancos e tintos. A Stellenrust orgulha-se hoje de ser uma das maiores propriedades vinícolas de propriedade familiar da África do Sul, gerando gerações de habilidades de vinificação e o legado de nosso lema "onde a excelência cumpre a vinificação" apresentada em cada garrafa.

Falando especificamente sobre o Stellenrust Chenin Blanc 2016, podemos ainda afirmar que o vinho é feito com uvas 100% Chenin Blanc de vinhas com idade variável, mas não menores de 30 anos e até 42 anos de idade. Cerca de 12% do vinho é fermentado em barricas de carvalho francês de 3º e 4º usos (o restante é fermentado em tanques de aço inoxidável). Após este processo, ambas as porções são mantidas por 5 meses em seus respectivos recipientes em contatos com as leveduras até o blend e finalização. Nos resta portanto, falar sobre as impressões a cerca deste vinho.

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo palha com reflexos verdes com excelente brilho e limpidez.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos cítricos e tropicais (como limão siciliano, pera, manga e outros) além de um delicioso toque mineral, quase salino.

Na boca o vinho mostrou corpo médio aliado um excelente frescor. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Me parece que Chenin Blanc é algo que os vinicultores da África do Sul fazem muito bem, e este não é exceção. Muito Fresco, vibrante e com muita fruta, impressionante e convidativo. Eu recomendo a prova. É trazido pela Winebrands e vale o quanto custa.

Até o próximo!

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

Vivanco Crianza 2012

A história da Família Vivanco teve início em 1915 quando, na cidade de Alberite, em La Rioja, Pedro González Vivanco começou a elaborar vinhos para consumo familiar, produção esta que manteve até 1940, quando comprou uma pequena propriedade e iniciou a comercialização de seus vinhos. Atualmente é considerada uma das adegas expoentes da chamada "nova Rioja", elaborando vinhos elegantes e equilibrados, que combinam muito bem tradição e modernidade. A adega foi projetada para maximizar em seus vinhos o caráter natural e único de suas diversas variedades e terroirs, resultando em uma gama de vinhos rica e complexa, que resumem o caráter empreendedor e inovador da Bodega Dinastía Vivanco.


Falando agora do Vivanco Crianza 2012, podemos ainda acrescentar que o vinho é um dos clássicos de Rioja, sendo produzido a partir de uvas Tempranillo, provenientes de videiras de 15 a 20 anos, colhidas à mão. A fermentação ocorre em pequenas cubas de carvalho onde também passa por amadurecimento por 16 meses (carvalho francês e americano). Após o engarrafamento, o vinho foi envelhecido por mais 6 meses em a garrafa antes da sua liberação comercial. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, flores vermelhas, especiarias doces, toques balsâmicos e baunilha.

Na boca o vinho se mostrou de corpo médio para encorpado com uma ótima acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final de longa duração.

Mais um belo vinho tinto espanhol que provamos por aqui, vinhos que realmente tem chamado minha atenção e que tem me deixado muito contente com o que tenho provado. Eu recomendo.

Até o próximo!

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Esporão & A Comida Portuguesa: novo canal do YouTube

Esta dica de hoje vai pra você, que assim como eu, é simplesmente fanático por vinhos e comida portuguesa. Eu estou falando do novo canal do Esporão no YouTube: “Esporão & A Comida Portuguesa”. Um projeto inovador, à procura das raízes da gastronomia portuguesa. Um completo arquivo etnográfico que reúne 19 episódios em 59 vídeos, de 50 localidades de Portugal. São 16 grandes chefs desvendando os segredos de suas principais receitas, muitas delas usando ingredientes regionais e pouco conhecidos do público.


O projeto “Esporão & A Comida Portuguesa a Gostar dela Própria”, idealizado pelo Esporão, por Tiago Pereira e pelo chef André Magalhães, percorre todo o território português à procura das raízes da sua gastronomia. São tradições, métodos e receitas que passam de geração em geração de inúmeras maneiras, desde uma memória compartilhada, uma música ou uma história.


O resultado de todo este arquivo etnográfico da gastronomia portuguesa é o canal no YouTube, que reúne 19 episódios em 59 vídeos, de 50 localidades de Portugal. Cada episódio conta com um chef convidado, que divide com todos uma receita própria, com ingredientes regionais, muitos deles pouco conhecidos do grande público. Entre os pratos, destaque ao Ensopado de Enguias, do chef Pedro Pena Bastos; à Trilogia do Polvo, do Chef Rui Paula; ao Borrego Recheado, do chef José Júlio Vintém e às Favas com Chouriço, do chef Vitor Claro.

A afirmativa do “Esporão & A Comida Portuguesa a Gostar dela Própria” é inquestionável: costumes e tradições tão ricas e distintas em um território tão pequeno como Portugal. Outros renomados chefs portugueses, como José Júlio Vintém, Hugo Brito, Margarida Rego, Renato Cunha e Rodrigo Castelo também fazem parte do projeto, que é contínuo.

Mais informações acessem: www.esporao.com/pt-pt/magazine/esporao-a-comida-portuguesa-a-gostar-dela-propria/ ou https://www.youtube.com/channel/UC-auK24fZQ_N3zBKqCNzGnQ

Até o próximo!

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Côte de Danube Viognier 2013

No território búlgaro onde as vinhas foram plantadas na propriedade da vinícola Chateau Burgozone, havia vestígios da antiga fortaleza romana de Burgozone. Os vinhos e o complexo vitivinicola foram nomeados depois. A fortaleza situa-se na antiga via romana Via Istrum, que conectou Constantinopla com Belgrado e defendeu as fronteiras do norte do Império Romano. As provas materiais encontradas aqui, como os restos de frascos e outras cerâmicas cerâmicas, ligadas à produção de vinhos e vinhos, datam desse período específico. Esta tradição antiga teve milhares de anos de história aqui e, juntamente com o comércio ativo ao longo do rio, tornou-se a base da riqueza e prosperidade da cidade de Oryahovo no passado. Em 2002 iniciou o projeto de revitalização do tradicional para a produção de vinho, que foi suspenso durante a proibição na década de 80 na União Soviética, imposta por Gorbachov. Para este efeito, um terrão único de 150 ha foi selecionado na margem sul do rio Danúbio, perto do porto de Oryahovo, sobre a ilha do Esperanto. Durante os séculos, deu a melhor uva da região. Além da própria vinha, o complexo inclui uma adega de boutique com o equipamento mais moderno. Os primeiros resultados são mais que encorajadores - Chateau Burgozone Chardonnay, produzido aqui, fez história ganhando em 2010 o primeiro da Grande Medalha de Ouro da Bulgária no ConcoursMondial de Bruxelles.


Falando sobre o Côte de Danube Viognier 2013 especificamente, podemos acrescentar que o vinho foi elaborado exclusivamente com a casta Viognier de vinhas de idade média de 20 anos sem qualquer passagem em madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração amarelo palha com reflexos dourados, bom brilho e limpidez.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos tropicais e cítricos, flores brancas, ervas e algo de baunilha.

Na boca o vinho mostrou corpo médio aliado a uma ótima acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

Um ótimo vinho branco, diferente do usual e que foi um belo acompanhante para um bom e velho rodízio de comida japonês. Este é mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Loma Larga Quinteto 2014

Don Manuel Escudero Joaquin Diaz Alvarez de Toledo, bisavô dos proprietários da Loma Larga Vineyards, trouxe pessoalmente em sucessivas viagens a Paris e Bordeaux, cepas as quais ele plantou com consultoria de enólogos também franceses, em sua propriedade agrícola "Chacra Victoria", localizada ao leste do que hoje é a rua Santa Rosa, da cidade de Santiago. Com o sonho de manter viva essa tradição vitivinícola, o que levou seus ancestrais a produzir vinhos de alta qualidade, que foram inclusive exportados para a Europa, a família começou a plantar as vinhas que existem atualmente na Loma Larga Vineyards ainda em 1999. Anteriormente porém, ainda em 1994 se iniciaram os estudos de clima e solos para entender o potencial do "Terroir" da Loma Larga". Os vinhos vêm de 100% da nossa vinha em Casablanca. O vinho é produzido em quantidades limitadas no Fundo Loma Larga. Para este fim, os melhores quartéis da vinha foram selecionados fazendo um manuseio muito fino, produzindo em média um máximo de 6 toneladas por hectare para a linha Loma Larga e de 9 toneladas por hectare para a linha Lomas del Valle com o objetivo de alcançar uma grande concentração e um bom amadurecimento fenólico em uma área fria como Casablanca. Este lento amadurecimento da uva é devido à variação das temperaturas extremas entre o dia e a noite. Uma brisa fria do Oceano Pacífico causa esse fenômeno no vale. Esta característica, além dos solos pobres nas colinas, Lomas e Cerro Foothills, permitiram um terroir excepcional para o vinho.


Falando sobre o Loma Larga Quinteto 2014, podemos ainda afirmar que o vinho é um blend de 42% Merlot, 34% Cabernet Franc, 21% Syrah, 2% Cabernet Sauvignon e 1% Malbec onde parte das castas passa por malolática em barricas com posterior amadurecimento nas mesmas (10 meses para Syrah e Malbec, se entendi corretamente) sendo que as demais castas ficam somente em tanques de inox para posterior blend. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, folhas secas, especiarias e um toque mentolado.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e tanios macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um ótimo vinho de um pequeno produtor chileno e que se mostrou complexo e equilibrado na medida a agradar o mais variados paladares. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Zonin Valpolicella Classico 2016

A Casa Vinícola Zonin tornou-se, no decorrer do século passado, uma das principais marcas nas cenas italiana e mundial, graças à paixão e à devoção à produção de vinho da família Zonin. A deles é uma família que manteve um vínculo íntimo com suas raízes: a terra e as vinhas das colinas de Gambellara, no coração da região do Veneto. Lá, a Zonin Company produz uma ampla gama de vinhos: clássico D.O.C.G. e D.O.C., I.G.T.s tradicionais e vinhos espumantes refinados. Estes são tipos de vinho que sublinham a exclusividade dos seus terrões e as características dos varietários a partir dos quais são fabricados. A sede da empresa está em Gambellara; um oásis de vinhas e colinas verdejantes que se encontram na fronteira entre as províncias de Vicenza e Verona. Gambellara está no coração de uma das áreas mais importantes da Itália pelo patrimônio histórico, cultural e arquitetônico, e que também foi reconhecido pela UNESCO: Verona, a cidade de Romeu e Julieta; Vicenza, a cidade de Palladio; e Veneza, a cidade da Serenissima, com seus famosos palácios e moradias.


Sobre o Zonin Valpolicella Classico 2016, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir das castas Corvina, Rondinella e Molinara com amadurecimento em barricas de carvalho esloveno. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e incolores também se faziam presentes. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, amendoas com leve toque balsâmico.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos finos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Uma boa opção para vinho de dia a dia, para acompanhar aquela pizza ou massa ou mesmo pra ser tomado descontraidamente durante um bate papo qualquer. Foi comprado por menos de 50 reais no Pão de Açúcar e vale o quanto custa.

Até o próximo!