quarta-feira, 20 de junho de 2018

Champanhe para se beber no espaço, ele existe!!

Nenhum ser humano esteve na lua desde 1972. Talvez porque seja um longo voo para lá, ou talvez por que o álcool não viaje bem em naves espaciais? Felizmente, algumas marcas presunçosas têm trabalhado arduamente tentando preencher esse vazio. No início deste ano, uma cervejaria australiana lançou uma campanha de crowdfunding para concluir o trabalho em uma garrafa de cerveja que pode ser bebido no espaço. Mas para aqueles que preferem beber mais do que uma Bud (outra marca que se comprometeu com viagens interplanetárias), a produtora de Champanhe Maison Mumm prometeu que vai revelar uma garrafa de Champanhe feita para se beber no espaço.


Programado para ser lançado em setembro, o Mumm Grand Cordon Stellar é anunciado como “um avanço revolucionário da tecnologia que possibilita que astronautas e outros viajantes espaciais desfrutem de Champanhe no ambiente desafiador da gravidade zero”. Claro, isso é mais fácil dizer do que faze-lo na prática. No entanto, a Mumm afirma que a nova garrafa é o resultado de uma parceria de três anos com uma startup de design focada especificamente em objetos para uso no espaço chamada Spade. "Em vez de ver a gravidade zero como um problema a ser resolvido, olhamos para isso como uma possibilidade de projeto", disse o fundador da Spade, Octave de Gaulle. “O grande desafio de design para o Mumm Grand Cordon Stellar foi realmente tirar o líquido da garrafa.”

Para resolver esse problema, a garrafa com gravidade zero aparentemente utiliza o próprio gás natural do Champagne “para expelir o líquido em uma estrutura em forma de anel, onde ele é concentrado em uma gotícula de bolhas” que “pode ser passado para alguém e liberado o ar, onde flutua até se juntar em um vidro especialmente projetado ”, explica Mumm.

Se isso soa estranho, a explicação fica ainda mais estranha. Aparentemente, essas “gotículas” têm a aparência de “uma bola de espuma efervescente” até que ela entre na boca do consumidor, onde então retorna a uma forma mais líquida. "É uma sensação muito surpreendente", disse o enólogo da Mumm, Didier Mariotti. “Por causa da gravidade zero, o líquido reveste instantaneamente todo o interior da boca, ampliando as sensações gustativas. Há menos efervescência e mais redondeza e generosidade, permitindo que o vinho se expresse plenamente. ”

Por sorte, a Mumm facilita muito a visualização desses brindes de champanhe com um vídeo filmado em um vôo de teste de gravidade zero. Veja abaixo:


Embora a coisa toda claramente tenha todas as características de um golpe de publicidade, a Mumm sugere que seu novo Grand Cordon Stellar “deve ser servido em breve para os participantes nos voos de gravidade zero organizados pela Air Zero G, enquanto as discussões estão em andamento para fornecê-lo no futuro para missões no espaço e vôos espaciais comerciais. ”E sejamos honestos, se você tem dinheiro para voos comerciais, provavelmente está acostumado a beber muito champanhe… então essa pode ser a inovação que você estava esperando.

Até o próximo!



Matéria original veiculada em www.foodandwine.com/news

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Russolo Refosco Dal Pedunculo Rosso IGT 2012

Por mais de um século a história da família Russolo foi entrelaçada com o mundo da enologia. Tudo começou no final dos anos 1800, quando Giovanni Russolo ficou conhecido como produtor de vinho na região de Pordenone. Nos anos 60, Rino Russolo tornou-se o protagonista de importantes páginas da história do vinho italiano. A empresa toma forma na atual dimensão, em 1974, quando Iginio, juntamente com sua esposa Sonia, dá vida a sua nova atividade. Com a compra de vinhas em San Quirino, que ocorreu em 1990, a quarta geração entra no modo de operação da Companhia e com o apoio e Antonella Rino vai enfrentar novos desafios. No início de 2000, a Russolo deixou suas antigas instalações para se mudar para a nova vinícola San Quirino, construída no centro da empresa principal chamada Ronco Calaj, uma cidade na parte superior do Friuli Ocidental caracterizada por uma notável proximidade com as Dolomitas de Pordenone.


Falando agora do Russolo Refosco Dal Pedunculo Rosso IGT 2012, podemo afirmar ainda que o vinho é feito com 100% de uvas Refosco oriundas do vinhedo Ronco Calaj, maior em tamanho e importância para a vinícola. No final da fermentação, o vinho é mantido em barris de carvalho francês e americano por cerca de 12 meses. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, balsâmico, herbáceo com ligeiro toque especiado. Ao fundo de taça era possível notar toques tostados.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos marcados. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um bom vinho italiano, diferente do usual e com uma uva que não é muito difundida por aqui. De qualquer maneira eu recomendo a prova. Este é mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Alabastro Reserva 2014

A Bacalhôa Vinho de Portugal, produtora do vinho de hoje, dispensa muitas apresentações. É uma das gigantes do mundo do vinho, conhecida e presente no mundo todo com belos caldos, desde os mais simples até seus vinhos premium. De qualquer maneira, é sempre bom darmos uma injeção de ânimo na nossa memória e trazer um pouco da história de sucesso desta empresa aqui para os leitores do blog. A Bacalhôa Vinhos de Portugal existe desde 1922, inicialmente sob a designação de João Pires & Filhos, tendo se desenvolvido ao longo dos anos com uma vasta gama de vinhos que lhe granjeou uma sólida reputação e a preferência de consumidores nacionais e internacionais. Ganhou um grande impulso com a parceria com o Grupo Francês Lafitte Rothschild e a aquisição de propriedades como a Quinta do Carmo, por exemplo. Está presente em 7 regiões vitícolas portuguesas (Alentejo, Península de Setúbal (Azeitão), Lisboa, Bairrada, Dão e Douro), com um total de 1200ha de vinhas, 40 quintas, 40 castas diferentes e 4 centros vínicos (adegas), a empresa distingue-se no mercado pela sua dimensão e pela autonomia em 70% na produção própria. Com uma capacidade total de 20 milhões de litros e 15.000 barricas de carvalho, a Bacalhôa Vinhos de Portugal prossegue a sua aposta na inovação no setor, tendo em vista a criação de vinhos que proporcionem experiências únicas e surpreendentes, com uma elevada qualidade e consistência.


Falando agora um pouco do Alabastro Reserva 2014, podemos ainda afirmar que é um blend das uvas Alicante Bouschet, Aragonez e Trincadeira com passagem de 6 a 9 meses em barrica de carvalho francês. A curiosidade aqui é que Alabastro, nome do vinho, é o nome de um tipo de pedra mármore típica da região. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de média para grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e sem cor também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, baunilha, tostado e toques de especiarias.

Na boca o vinho mostrou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

É como eu sempre digo, os portugueses vivem me surpreendendo positivamente. Este sem dúvida é um belo vinho, de entrada de gama eu diria, e que deve agradar o paladar do brasileiro. Normalmente encontro promoções deste vinho no Pão de Açúcar e vale o quanto custa. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Kilikanoon Killerman's Run Clare Valley Shiraz 2013

A Kilikanoon foi fundada em 1997, quando o enólogo e proprietário Kevin Mitchell comprou a propriedade de mesmo nome na aldeia de Penwortham, no pitoresco Clare Valley, na Austrália Meridional. Vindo de uma longa linhagem de viticultores, Kevin teve a oportunidade de transformar a visão de criar sua própria marca de vinhos em realidade. O pai de Kevin, Mort Mitchell, tem sido uma influência definidora, plantando e cuidando dos vinhedos de Kilikanoon na Golden Hills, incluindo o famoso Mort's Block, por mais de 40 anos. O fascínio de Kevin pelo terroir é o resultado de anos passados ​​jogando e, eventualmente, trabalhando nessas vinícolas ao lado de seu pai. Os primeiros vinhos da marca Kilikanoon da safra de 1997 foram quatro vinhos únicos, cada um dos vinhedos de Kevin e Mort. Estes eram o 'Oracle' Shiraz, 'Prodigal' Grenache, 'Blocks Road' Cabernet e 'Mort's Block' Watervale Riesling. A expansão da Kilikanoon foi possível graças a parcerias inestimáveis, juntamente com a aquisição e o acesso a vinhedos excepcionais nas mais estimadas regiões de cultivo de uvas no sul da Austrália, incluindo o Barossa Valley e o McLaren Valley. De origens humildes com apenas 25.000 garrafas produzidas desde a primeira safra, a Kilikanoon cresceu significativamente, agora exportando para mais de 25 países. A marca se tornou uma das principais marcas de vinhos da Austrália.


Falando agora do Kilikanoon Killerman's Run Clare Valley Shiraz 2013, podemos ainda afirmar que o mesmo é feito a partir de parcelas premium de uvas Syrah selecionadas do outro lado do Clare Valley. O vinho faz parte das linha de entrada da vinícola. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, especiarias (tanto as doces como as pimentas), chocolate, pinho e toques de fumaça ao fundo. Com a taça mais vazia também se notava um certo quê de tostado.

Na boca o vinho se mostrou encorpado com taninos finos e boa acidez. O final era de loga duração.

Um belo vinho de uma região que não costumamos provar muito por aqui no Balaio. Dequalquer maneira, tem muita tipicidade e tende a agradar paladares diversos. Eu recomendo a prova.

Até o próximo.

quinta-feira, 7 de junho de 2018

Mimos Veuve Clicquot para o dia dos namorados!

Se você está com dúvidas sobre o que fazer para impressionar o namorado(a), a Veuve Clicquot tem uma dica que pode te ajudar. Vamos ver abaixo do que se trata?

CLICQUOT CAKE

Um lindo coffret para celebrar a data mais romântica do ano


A data mais romântica do ano tem destino certo! E a Veuve Clicquot a torna ainda mais memorável! O Clicquot Cake, um presente especial da marca, será oferecido aos casais que se hospedarem com o pacote de dia dos namorados* nos hoteis Unique (S. Paulo), Kenoa (Barra de São Miguel, AL), Nannai (Ipojuca, PE), Zorah (Trairi, PE) e Villa do Comendador (Pirenópolis, GO).

O casal será presenteado com o Clicquot Cake, uma deliciosa surpresa criada pela Maison para celebrar os 200 anos de aniversário do primeiro champagne rosé, criação da Madame Clicquot. Um lindo coffret em formato de bolo construído a partir de estilosas latas de tinta que, ao ser aberto, transforma-se em um elegante balde de gelo, acompanhando de uma garrafa de Veuve Clicquot Rosé de 750 ml, a estrela da festa. As latas de tinta desta inovação simbolizam a importância da cor na arte do assemblage, o segredo desvendado pela Madame Clicquot para a criação deste champagne em 1818. Já o formato de bolo é em homenagem ao aniversário dos 200 anos do champagne Rosé.

Com o Clicquot Cake, qualquer data se torna especial para celebrar! So Clicquot... So Romantic!

*Para reserva e informações sobre os pacotes, entrar em contato diretamente com o hotel participante da ação de namorados Veuve Clicquot:

Hotel Unique | www.hotelunique.com.br | (11) 3055-4700
Kenoa | www.kenoaresort.com | (82)3272-1285
Nannai Resort & Spa | www.nannai.com.br |81) 3552-0100
Zorah Beach Hotel | www.zorahbeach.com.br | (85) 98160-1249
Villa do Comendador | www.villadocomendador.com.br | (62) 3331-2424

terça-feira, 5 de junho de 2018

Hope Estate Shiraz 2014

Os vinhos da Hope Estate expressam a profunda individualidade de suas terras e vinhas. Todos os vinhos são obtidos a partir de vinhas própria, sem misturar seu caráter com as frutas de outras pessoas, trazendo então estilos únicos regionais de vinho. A delicadeza e elegância que vem do solo vermelho de Hunter Valley. A sutileza de estilo europeu dos nossos vinhedos vitorianos. E o comprimento e a fruta concentrada que apenas os vinhedos do clima marítimo da Austrália Ocidental podem criar. O Hunter Valley tem as maiores vinhas, focadas nas variedades que a região faz melhor: Shiraz, Semillon, Chardonnay e Verdelho. As nossas vinhas em Kyneton produzem sabores intensos de vinhas de baixo rendimento. Seu produto mais famoso é o Virgin Hills, um vinho de notável finesse do Velho Mundo que James Halliday nomeou como seu "vinho da ilha deserta". Por sua vez a vinha Donnybrook, situada em Western Australia é mais conhecida por The Ripper e The Cracker, dois tintos vívidos e com frutas que estão entre seus vinhos mais populares. Os vinhos Hope Estate são vendidos no exterior, com grande parte do produto sendo levado por exigentes compradores dos EUA e do Reino Unido.


Falando agora especificamente do Hope Estate Shiraz 2014, podemos afirmar que o mesmo é feito a partir de 100% uvas Shiraz oriundas de Hunter Valley, na Australia. Passa por amadurecimento em uma mistura de barricas de carvalho novo e usado, americano e francês. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, especiarias com toques terrosos e de chocolate.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um ótimo exemplar Shiraz, boa tipicidade e que tende a agradar paladares desde os iniciantes até o mais apurados. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

terça-feira, 29 de maio de 2018

Brinde sua saúde com uma taça de vinho

De acordo com os últimos estudos científicos, desfrutar de uma taça ou duas de vinho por dia pode oferecer benefícios para a saúde tanto do corpo como da mente. Estudos recentes afirmam que uma variedade de benefícios pode estar ligada ao consumo baixo ou moderado de álcool, aproximadamente duas doses ou menos por dia. Aqui estão os cinco principais tópicos:


Baixos níveis de álcool podem diminuir a inflamação e ajudar o cérebro a eliminar as toxinas. Publicado na edição de fevereiro de 2018 da revista Scientific Reports, um estudo conduzido pela Universidade de Rochester Medical Center demonstrou que camundongos expostos a baixos níveis de álcool apresentaram menos inflamação no cérebro e um sistema glifático mais eficiente, responsável por esta limpeza. A pesquisa pode ser promissora para cientistas que estudam doenças relacionadas à idade, como Alzheimer e demência.

Compostos antioxidantes encontrados no vinho tinto estão avançando nos tratamentos para doenças cardíacas. A doença cardíaca é a principal causa de morte nos EUA, mas a esperança pode ser encontrada em seu Pinot favorito. Ou mais especificamente, em dois compostos antioxidantes predominantes no vinho tinto: resveratrol e quercetina. "Meus colegas e eu desenvolvemos um stent, ou um pequeno tubo que suporta um vaso sanguíneo, que libera antioxidantes de vinho tinto lentamente ao longo do tempo para promover a cicatrização e prevenir a futura coagulação do sangue e inflamação", diz o Dr. Tammy Dugas, professor no Departamento de Ciências Biomédicas Comparadas da Louisiana State University.

O consumo moderado pode levar a uma vida mais longa. Não desencoraje a avó a procurar o vinho. A pesquisa apresentada no encontro anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência, em fevereiro de 2018, descobriu que o consumo moderado de álcool poderia estar ligado a uma vida mais longa. O estudo 90+, baseado no Instituto de Distúrbios da Memória e Distúrbios Neurológicos da Universidade da Califórnia-Irvine, é um exame de longo prazo da saúde de indivíduos com 90 anos ou mais. Segundo a pesquisa, que inclui um artigo de 2007 publicado pelos Dras. Annália Paganini-Hill, Claudia Kawas e María M. Corrada, os dados sugerem que o consumo de aproximadamente dois copos de álcool por dia foi associado a uma redução de 15% no risco de morte prematura.

Os amantes do vinho tinto podem desfrutar de uma ligeira diminuição no risco de câncer de próstata. O câncer de próstata é o câncer mais diagnosticado em homens americanos, mas o consumo moderado de vinho tinto pode estar relacionado a uma redução de 12% no risco de desenvolver a doença. No final de 2017, uma equipe de pesquisa multinacional realizou uma meta-análise de 83 artigos publicados anteriormente e 17 estudos que atenderam a critérios específicos para o projeto. 

Beber vinho pode melhorar a saúde bucal. Um gargarejo de Garganega conta como uma boa higiene dental? Ainda não, embora um estudo publicado no Journal of Agricultural and Food Chemistry, em fevereiro de 2018, implique uma ligação entre a saúde bucal e o vinho. Pesquisadores espanhóis descobriram que os antioxidantes presentes no vinho tinto impediam que as bactérias causadoras de placas aderissem ao tecido das gengivas. Esse resultado foi aumentado quando os antioxidantes foram combinados com o probiótico oral Streptococcus dentisani.

No entanto, os benefícios não estão vinculados apenas ao vinho. Os polifenóis identificados (ácido cafeico e p-cumárico), também estão presentes em outros alimentos como café e ameixas, respectivamente. Infelizmente, desfrutar de uma garrafa de um bom vinho tinto não é igual a uma boca saudável. Os pesquisadores dizem que os produtos químicos analisados ​​no estudo eram muito mais concentrados do que os presentes no vinho.


Matéria original veiculada em https://www.winemag.com

terça-feira, 22 de maio de 2018

Vinho pode ser considerado vegetariano, vegano ou nenhum dos casos?

Uma bebida feita a partir de uvas prensadas deve ser vegetariana, certo? Bem, algumas técnicas de produção de vinho podem fazer com que certas garrafas sejam proibidas para o público amigo dos animais. Saiba como os derivados de animais acabam no seu vinho e como identificar vinhos vegetarianos e veganos.


O vinho é feito de uvas, mas isso não necessariamente o torna vegetariano ou vegano. Alguns métodos de vinificação fazem uso surpreendente de produtos derivados de animais, razão pela qual um número crescente de produtores declara se o vinho é vegano ou vegetariano no rótulo. Mas o que isso significa?

Algumas noções básicas de vinificação primeiro: tradicionalmente, a vinificação é um processo lento. O suco de uva prensado precisa se estabilizar antes da fermentação e como novo vinho após a fermentação para permitir que os sólidos suspensos se afundem no fundo do tanque ou barril. À medida que o vinho continua a amadurecer, geralmente durante o inverno após a colheita, fica ainda mais claro que os sólidos residuais também começam a afundar para o fundo, onde se adicionam ao sedimento. Com efeito, o vinho se clarifica nesse processo lento e natural. Muitas vezes, o vinho produzido desta forma é engarrafado “não filtrado e não-cozido”, simplesmente porque foi permitido passar por todos esses processos naturais em seu próprio e doce tempo. Estilos de vinho modernos e pressões de mercado, no entanto, exigem um processo mais rápido. A ciência aperfeiçoou maneiras de fazer isso e o lento processo de clarificação que ocorre gradualmente durante a maturação na adega é acelerado pelo processo conhecido como "clarificação".

Durante este processo, os produtos de origem animal são frequentemente usados ​​como “auxiliares de processamento”. Eles são adicionados ao vinho para se ligar e remover substâncias indesejadas, todas as quais são filtradas. Esta é a razão pela qual os agentes de clarificação não são rotulados como ingredientes na garrafa final de vinho. Embora a clarificação também possa ser usada para corrigir falhas de vinificação como sabores, cores, nebulosidade ou suavizar taninos, muitas vezes é feito para estabilizar o vinho que não teve tempo de clarear naturalmente ao longo do tempo. Isso acelera o tempo entre a uva e a sua taça, e torna muitos vinhos modernos tão acessíveis. Vamos dar uma olhada em quais produtos de origem animal são usados ​​e por quê:

Claras de ovo

A forma mais simples e antiquada de clarificação ainda é praticada em muitos Chateaus de Bordeaux. Vinhos tintos feitos de Cabernet Sauvignon estão cheios de taninos pesados ​​e adstringentes quando ainda estão no barril. Ao adicionar claras de ovos naturais aos barris, mexendo e deixando-as afundar, os taninos mais duros são removidos. Essa técnica funciona porque os taninos jovens têm uma carga iônica natural negativa, enquanto as claras têm uma carga positiva. Como eles são misturados no barril, os taninos carregados negativamente se ligam às claras de ovos com carga positiva. Eles então afundam, e o vinho claro, menos tânico, pode ser escoado. Claras de ovos em pó também podem ser usadas.

Caseína
Uma proteína encontrada no leite, a caseína é usada na produção de vinho para dar aos vinhos brancos uma claridade brilhante e remover a contaminação oxidativa. Às vezes, o leite desnatado é usado para conseguir isso, como com Sauvignon Blancs muito claros.

Gelatina
Uma proteína derivada de peles e ossos de animais, a gelatina pode ser usada em vinhos tintos e brancos. Os vinhos tintos podem ganhar flexibilidade, enquanto os brancos podem obter cores mais brilhantes, embora muitas vezes à custa de taninos.

"Isinglass"
Derivado das bexigas natatórias do esturjão e de outros peixes, a isinglass foi usada muito mais amplamente no passado. Dá aos vinhos brancos uma claridade brilhante, removendo os sólidos e o excesso de cor.

Quitosana
Um carboidrato, a quitosana é derivada das cascas de crustáceos. Tem uma carga iónica positiva e é utilizada para remover o excesso de cor e fenóis dos vinhos brancos.

Isso significa que todos os vinhos rotulados como "veganos" não são clarificados? Não necessariamente. Há uma abundância de agentes de clarificação que não são derivados de animais que podem ser usados ​​para clarear vinhos veganos (Polivinil-poli-pirrolidona (PVPP) e Bentonita, por exemplo).

Alguns veganos vão além do processo de vinificação e também procuram saber se os produtos de origem animal são usados ​​na agricultura. Eles se opõem a fertilizantes derivados de animais como farinha de ossos (de animais mortos) ou emulsão de peixe (de resíduos de peixe) em favor de compostos à base de plantas.

O que um vegetariano ou vegano deve fazer então para escolher melhor seu vinho? Leia o rótulo de cabo a rabo, ou pergunte ao seu vendedor. Mais e mais produtores de vinho tem prestado atenção a isso, pois os consumidores exigem transparência.

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Lançados nos EUA vinhos com rótulos inspirados em The Walking Dead

Essa vai pra quem é fã da série e estará de passagem pelos Estados Unidos. Descobri recentemente que foram lançados vinhos com rótulos e nomes alusivos aos personagens desta icônica série de TV que tem dominado as imaginações mais férteis mundo a fora. Vamos ver o que descobrimos sobre eles?


Uma epidemia de proporções apocalípticas varreu o mundo, fazendo com que os mortos se elevassem e se alimentassem dos vivos. Em questão de meses, a sociedade desmoronou; não há governo, nem mercearias, nem entrega de correio, nem TV a cabo. Felizmente há vinho ...

A The Last Wine Company traz The Walking Dead Blood Red Blend e um Cabernet Sauvignon ao mercado, com rótulos que respondem ao Living Wine Label App, uma experiência de realidade aumentada que dá vida aos rótulos. Os fãs da série de quadrinhos The Walking Dead são leais e altamente envolvidos, com mais de 50 milhões de quadrinhos impressos e digitais em todo o mundo. A série tem milhões de seguidores nas redes sociais, e o programa de televisão The Walking Dead, que voltará de um hiato de inverno em fevereiro, é o maior show entre 18 e 49 anos, com mais de 36 milhões de seguidores no Facebook.

"Sabemos como os fãs entusiasmados de The Walking Dead podem ser e esperamos que eles adotem o app Living Wine Labels e os vinhos The Walking Dead com muita emoção", disse Seth Hynes, que lidera a introdução dos vinhos da The Last Wine Company, uma parceria entre a Skybound Entertainment e a Treasury Wine Estates. “Encontrar maneiras novas e significativas de nos conectarmos com os consumidores é algo de que nos preocupamos muito e achamos que o vinho The Walking Dead e o Living Wine Labels App são um emparelhamento perfeito.”

O Blood Red Blend (mix de 10% Malbec, 40% Merlot, 30% Cab. Sauvgnon e 20% Petit Verdot com passagem de 10 meses em carvalho americano e francês) apresenta uma imagem do xerife Rick Grimes olhando para o um walker e o Cabernet Sauvignon (passagem de 11 meses em carvalho francês e americano) apresenta uma horda de Walkers. Você vai se juntar aos vivos ou ressuscitar com os mortos?

quarta-feira, 16 de maio de 2018

Batalha empoderada: Mulheres do vinho protagonizam evento inédito no Brasil

Promovido pela Wines of Chile pela primeira vez no mundo, o projeto ‘Rainhas de Copas’ desembarca em São Paulo no dia 15 de junho em uma batalha épica! No lugar das espadas, saca-rolhas: seis mulheres vão duelar pelo voto do público e a sommelière com a carta de vinhos mais votada levanta a taça e a coroa!




As bravas sommelières (esse é o feminino da palavra ‘sommelier’) que entram na arena são Daniela Bravin, Débora Breginski, Eliana Araújo, Gabriela Bigarelli, Gabriele Frizon e Jéssica Marinzeck. As Rainhas de Copas estiveram no Chile entre 2 e 5 de maio percorrendo um roteiro intenso de visita às vinícolas, degustação dos vinhos e seleção dos rótulos.

 

As sommelières colocam suas cartas de vinhos na mesa no charmoso Bar de Cima, nos Jardins. O ingresso custa R$ 55 e dá direito a degustação de vinhos e buffet de comidinhas charmosas e deliciosas para acompanhar os vinhos. Os ingressos são limitadíssimos e estão à venda na plataforma Sympla através do link: .

 

São mais de 35 vinhos entre tintos e brancos das vinícolas Aresti, Bisquertt Family Vineyards, Casa Silva, Casas del Bosque, Cono Sur, El Principal, Emiliana, Gandolini, Indomita, Matetic Vineyards, Pérez Cruz, Santa Carolina, Siegel Family Wines, Terranoble, Valdivieso, Ventisquero e Veramonte.

 

Girl Power!

 

A ação Rainhas de Copas, idealizada pela CH2A Comunicação, surge como um reflexo do protagonismo das mulheres no mundo do vinho e reforça a presença cada vez mais significativa de sommelières em um ambiente majoritariamente masculino. Sem procedentes no Brasil, é a primeira vez que um projeto reúne exclusivamente as mulheres do vinho.

 

“O projeto Rainhas de Copas acontece de forma piloto no Brasil e reflete o posicionamento de vanguarda do Chile em antecipar tendências e atender a demandas não apenas de consumo, mas também comportamentais. Além de reconhecer e valorizar o protagonismo feminino no segmento vitivinícola, queremos demonstrar que a experiência de consumir um vinho do Chile pode ser lúdica, divertida, informal e sem regras. O que mais importa é a experiência que o consumidor terá na degustação. A escolha da melhor carta é uma forma de fechar o duelo, que será, obviamente, exclusivamente com vinhos chilenos de qualidade indiscutível”, resume Angelica Valenzuela, diretora da Wines of Chile.

 

Rainhas de Copas – Wines of Chile

Dia 15 de junho (sexta-feira), das 20 horas à meia-noite

Bar de Cima – Rua Oscar Freire, 1.128

 

Ingresso: R$ 55,00. O ingresso dá direito à degustação de mais de 35 vinhos + buffet de comidinhas para harmonizar.


 

 

#winesofchile #amovinhoamochile #reinasdecopasbrasil #rainhasdecopas

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Jon Bon Jovi e um rosé para chamar de seu

A moda realmente pegou lá para os lados do hemisfério norte e muitos artistas, músicos e afins estão lançando, em parceria com vinícolas conhecidas, vinhos com rótulos que levam seu nome, e por que não, peso, na hora de vender. E o caso mais recente que eu ouvi foi o do Bon Jovi, que irei trazer ai abaixo pra vocês, caríssimos leitores.


O inverno rigoroso continua dando suas caras pelos EUA, mas o sonho de uma primavera morna vive em devaneios americanos. Esses devaneios inevitavelmente incluem um piquenique e uma taça de vinho rosé gelado, moda por lá. Agora eu quero que você me faça um favor. Imagine Jon Bon Jovi segurando aquela taça de rosé gelado. Sim, você leu corretamente. Jon Bon Jovi. Por que o cantor de Livin 'on a Prayer chegou perto de seus devaneios? Porque ele criou o seu próprio vinho rosé.

O cantor líder da banda de rock americana Bon Jovi quer estar presente na sua adega e é, talvez, a pessoa que você menos esperava chegar perto dessa parte da sua casa. Ele chegou lá colaborando com o produtor de vinhos francês Gérard Bertrand, mas na verdade foi inspirado - e sim, isso é tudo verdade - pelo filho de Jon Bon Jovi, Jesse Bongiovi, que costumava jogar futebol em Notre Dame. Mundos estão colidindo em todo o lugar: Hair rock e futebol universitário, conheça o sofisticado vinho francês.

A história é realmente muito doce: O vinho é chamado Diving into Hampton Water, e foi inspirado pelo tempo que o cantor e seu filho costumavam passar as férias juntos nos Hamptons. Jon Bon Jovi na verdade chamou o vinho de “água rosa (pink water)”, mas foi Jesse quem acabou cunhando o termo “Hampton Water”. Quando foi apresentado a Bertrand, que realiza um festival anual de jazz em sua vinícola, os dois pares “se deram bem imediatamente” e descobriram que a colaboração era inevitável.“Eu quero criar um elo entre as emoções que provocam uma ótima música e um bom vinho. Eles se elevam uns aos outros”, disse Bertrand em uma declaração conjunta com o cantor.

Apropriadamente, o vinho está previsto para ser lançado na primavera deste ano no hemisfério norte, com o preço sugerido de US$ 25 por garrafa. Uma pena que não apareça por aqui, mas quem tiver a oportunidade de estar por lá e provar, traga suas impressões e compartilhe aqui conosco.

Até o próximo!


matéria original e créditos da imagem: https://www.foodandwine.com/news/jon-bon-jovi-rose

quarta-feira, 9 de maio de 2018

Edição 2018 do Road Show Inovini

Com uma agenda concorrida de eventos, como a do mercado de vinhos, atrair público se torna uma tarefa cada vez mais difícil, porém há atrações que já viram marca registrada do segmento. Felizmente é o caso do Road Show Inovini. Evento que chega à edição 2018 trazendo muitas novidades entre os dias 14 e 18 de maio.


Desembarcando em cinco cidades de quatro estados diferentes. Maringá e Curitiba, no Paraná; Balneário Camboriú, em Santa Catarina; Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul; e Campinas, em São Paulo, o Road Show mantem o prisma de prestigiar potenciais mercados, saindo do eixo Rio – São Paulo. "Estamos muito contentes com a escalação deste Road Show que faz sua primeira edição agora em maio. Conseguimos pela primeira vez trazer a Dr. Loosen para o evento. Temos certeza de que o público ficará bastante satisfeito com os vinhos que terão a oportunidade de provar", destaca Rita Ibanez, gerente de marketing da Inovini.

Ao lado da Dr. Loosen todos poderão conferir os premiados vinhos da Argentina representada pelas vinícolas Achaval-Ferrer e Doña Paula, esta última apresentando seu novo Los Cardos Rosé of Malbec. Já a Achaval Ferrer mostra seu Achaval Ferrer Blend, um excepcional entry level de grande estilo.

Da Austrália participa Hardys e Kumala da África do Sul. As tradicionais Los Vascos e Undurraga virão representar o Chile. E a espanhola González-Byass que aproveita o road show para lançar o vinho Pazo de Lusco: um branco 100% Albariño produzido na região espanhola de Rías Baixas.

E mais uma vez, como já virou tradição, a Inovini aposta num formato de evento mais intimista, valorizando o encontro direto entre os produtores, formadores de opinião e consumidores finais. O formato de bate-papo com degustações descomplicadas e comentadas favorece o networking entre os representantes das vinícolas e o público que frequenta o evento.

Ao todo são centenas de vinhos degustados onde o público ficará a par das novidades do portfólio da importadora. Como há venda com preços diferenciados, os consumidores podem adquirir vinhos com valores e condições especiais.

Agenda e serviços:

14/5 – Maringá – Loja Século
Endereço: Av. Euclides da Cunha, 1203. Horário: das 17h às 22h. Preço: Antecipado R$ 100,00. Valor do ingresso será revertido em crédito de R$ 50,00 para compras dos vinhos participantes do evento. Válido somente no dia do evento. Valor não cumulativo.

15/5 – Curitiba – Porcini Trattoria (evento à tarde para clientes do trade e imprensa)
Endereço: Rua Buenos Aires, 277- Batel.

16/5 – Balneário Camburiú – Tedesco Marina Garden Park (em parceria com Casa Mayer);
Endereço: Av. Normando Tedesco, 1350 – Barra Sul. Horário: das 19h às 22h. Telefone: (47) 3367-1479. Preço: Antecipado R$ 100,00. Valor do convite será revertido em crédito de R$ 50,00 na compra de vinhos dos fornecedores do evento. Compras no dia do evento. Crédito não cumulativo.

17/5 – Caxias do Sul – Boccati.
Endereço: Rua Antonio Ribeiro Mendes, 2043. Horário: das 19h30 às 22h30. Preço: Antecipado R$ 140,00. Valor do convite revertido em abatimento de compras acima de R$ 800,00. Compras até do dia do evento 17/05.

18/5 – Campinas – Empório Sta. Therezinha
Endereço: Av. Guilherme Campo, 500 – loja RX 005- Shopping Don Pedro XX. Horário: das 19h às 23h. Preço Convite: R$ 180,00 sendo o valor de R$130,00 convertido em compras no dia do evento.

terça-feira, 8 de maio de 2018

Alto de La Ballena Tannat Merlot Cabernet Franc 2012

Em 1998, o casal Paula Pivel e Alvaro Lorenzo decidiram estabelecer uma pequena vinícola no departamento de Maldonado, na região sudeste do Uruguai. Paula e o marido conheceram-se quando cursavam MBA e se casaram pouco depois. Sem mais experiência do que sendo consumidores de bons vinhos, partiram para encontrar um lugar que combinasse aptidão vitícola, belas paisagens e uma boa localização. A seleção do terroir, considerando topografia, solo e clima, foi decisiva para alcançar uma excelente qualidade das uvas, essencial na produção de vinhos de alta qualidade. Adquiriram então quase vinte hectares na Sierra de la Ballena, a poucos quilômetros do mar e de Punta del Este, o principal balneário da América do Sul, fundando então a vinícola Alto de La Ballena. O primeiro plantio de videiras foi feito na primavera de 2001, continuando nos anos seguintes até atingir 8 hectares. As vinhas são compostas pelas variedades Merlot, Tannat, Cabernet Franc, Syrah e Viognier. O que mais impressiona na propriedade é o solo em que as vinhas se encontram, muito pedregosos com presença de granitos, quartzos, nos mais variados tamanhos, tendo que ser abertos/preparados por ação mecanizada mas que por outro lado geram uma boa drenagem, essencial para o amadurecimento e qualidade das uvas. Complementam ainda o terroir a proximidade do oceano, de um grande lago, boa exposição solar, amplitudes térmicas generosas e brisas noturnas frias. Atualmente, os vinhos Alto de La Ballena são vendidos em lojas especializadas, espaços gourmet e nos melhores restaurantes do Uruguai, principalmente em Montevidéu e Punta del Este. Eles também estão presentes no México e no Brasil, e logo nos Estados Unidos, Suécia, Bélgica, Holanda, Suíça e Argentina.


Falando um pouco sobre o Alto de La Ballena Tannat Merlot Cabernet Franc 2012, podemos ainda afirmar que é um corte composto da seguinte maneira: 50% de uvas Tannat, 35% de uvas Merlot e 15% de uvas Cabernet Franc. Apenas a uva Tannat passa por 9 meses em barricas de carvalho de 2o e 3o usos pós fermentação. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média para grande intensidade com algum brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, especiarias , tabaco e algo herbáceo.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e daninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um belo vinho uruguaio que, apesar de conter em seu corte a emblemática Tannat, também mostrao potencial de outras castas na região. Eu recomendo a prova e, caso você tenha a oportunidade, a visita a vinícola quando estiver passeando pelo país vizinho: é um dos pôr do sol mais lindos que já vi na vida. É trazido ao Brasil pela Winebrands!

Até o próximo!

sexta-feira, 4 de maio de 2018

Festival reúne boa música e vinhos em São Paulo

É amanhã, dia 5 de maio (sábado), das 15 às 19 horas, que acontece em São Paulo (SP), a 2ª edição do Vinílico, festival que combina vinho e música: rótulos nacionais e importados vão dividir espaço com os nostálgicos discos de vinil e um line-up especial, que traz pocket shows de artistas da cena autoral na capital paulista. Tudo isso rola no charmoso pátio da Unibes Cultural (ao lado do Metrô Sumaré), das 15 às 19 horas.

Os vinhos que darão o tom e o sabor da tarde de sábado serão apresentados pela Cantu Importadora, pela vinícola Quinta da Companhia, o wine bar Vino! e pelas lojas Santé Vinhos, Bendito Vinho e Wine Lovers, que vão levar ao Vinílico rótulos selecionados e exclusivos. Além de degustar a ampla oferta de vinhos, será possível adquirir produtos a preços especiais contando, ainda, com R$ 10 do valor do ingresso como crédito na compra de vinhos.

Ao palco vão subir os músicos e compositores Maria Ó, Lulina, Lara Aufranc, Igor Caracas, Danilo Penteado e Guilherme Kafé. Entre os expositores de vinil, estão confirmados a Animal Discos, Mafer Records e Marafo Records, que levam suas coleções para troca ou venda.
 
 
“Seguindo a crescente demanda de apreciadores de vinho no Brasil e de colecionadores da mídia musical dos anos 40, surge o Vinílico, o primeiro evento que une os dois mundos em uma tarde com muita música boa. Esperamos que a segunda edição do festival repita o sucesso da primeira, e que renda muita energia boa e troca de ideias com pessoas que compartilham os mesmos gostos”, resume Mauricio Tagliari, idealizador do evento e curador das atrações musicais.

O ingresso para o Vinílico custa R$ 60 e dá direito ao combo ‘degustação de vinhos + shows + R$ 10 para compra de vinhos’.


Serviço:

Festival Vinílico
Dia 5 de maio, sábado, das 15 às 19 horas
Unibes Cultural - Rua Oscar Freire, 2.500
Ingressos: R$ 60,00 (R$ 10,00 podem ser usados para comprar vinhos)
À venda no dia do evento na bilheteria (dinheiro e cartões de débito e crédito) ou pelo link: https://goo.gl/E55LWF.

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Chateau Burgozone Gold Chardonnay 2013

No território búlgaro onde as vinhas foram plantadas na propriedade da vinícola Chateau Burgozone, havia vestígios da antiga fortaleza romana de Burgozone. Os vinhos e o complexo vitivinicola foram nomeados depois. A fortaleza situa-se na antiga via romana Via Istrum, que conectou Constantinopla com Belgrado e defendeu as fronteiras do norte do Império Romano. As provas materiais encontradas aqui, como os restos de frascos e outras cerâmicas cerâmicas, ligadas à produção de vinhos e vinhos, datam desse período específico. Esta tradição antiga teve milhares de anos de história aqui e, juntamente com o comércio ativo ao longo do rio, tornou-se a base da riqueza e prosperidade da cidade de Oryahovo no passado. Em 2002 iniciou o projeto de revitalização do tradicional para a produção de vinho, que foi suspenso durante a proibição na década de 80 na União Soviética, imposta por Gorbachov. Para este efeito, um terrão único de 150 ha foi selecionado na margem sul do rio Danúbio, perto do porto de Oryahovo, sobre a ilha do Esperanto. Durante os séculos, deu a melhor uva da região. Além da própria vinha, o complexo inclui uma adega de boutique com o equipamento mais moderno. Os primeiros resultados são mais que encorajadores - Chateau Burgozone Chardonnay, produzido aqui, fez história ganhando em 2010 o primeiro da Grande Medalha de Ouro da Bulgária no Concours Mondial de Bruxelles.


Falando sobre o Chateau Burgozone Chardonnay 2013, podemos ainda afirmar que este vinho foi elaborado 100% com a casta Chardonnay de vinhas localizadas nas margens do rio Danúbio. O vinho estagiou em tanques de inox, pós fermentação, por 12 meses ''sur lie'', ou seja, em contato com as leveduras. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração dourada, brilhante e limpida.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos tropicais em cala (abacaxi e pêssego), mel com própolis e erva doce.

Na boca o vinho se mostrou untuoso com uma equilibrada acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um belo caldo búlgaro que provamos aqui no Balaio do Victor. Eu recomendo a prova. Foi o fiel escudeiro de rodízio de comida "japonesa", principalmente falando em alguns peixes crus e combinações com certo teor de gordura, fazendo bem o papel. Este é mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Divulgação: Inscrição Prêmio Carta de Bebidas Prazeres da Mesa

Anualmente a Prazeres da Mesa premia e avalia as casas que oferecem as melhores cartas de vinho, cerveja e bebidas do país - e nos 15 anos da revista, fazer parte desse seleto grupo torna tudo mais especial. Os restaurantes, bares e hotéis de todo Brasil, interessados em concorrer aos prêmios já podem entrar no site da revista para fazer as inscrições. Os estabelecimentos poderão concorrer em três categorias: “Melhores do Vinho”, “Melhores Cartas de bebidas” e “Melhores Cartas de Cerveja”. O prazo para garantir a participação é até o dia 7 de maio e os vencedores serão conhecidos na tradicional festa de aniversário da revista, no dia 18 de junho, no Memorial da América Latina, que também premiará os “Melhores do ano da Gastronomia”.


Confira abaixo os detalhes de cada categoria:

Melhores do Vinho

Em sua décima quarta edição, o “Melhores do Vinho” contempla duas categorias: Excelência – estabelecimentos com até 100 rótulos – e Grande Excelência – casas com mais de 100 rótulos. Durante o prêmio, também serão homenageados o Melhor Sommelier e a Personalidade do Vinho, que se destacaram no último ano. A novidade desse ano fica por conta da premiação da Melhor Carta de Vinhos Brasileiros.

Melhores Cartas de Cerveja

Há três anos, o “Melhores Cartas de Cerveja” avalia os estabelecimentos com a melhor variedade de rótulos. A categoria exige que as casas tenham pelo menos 30 opções de cervejas e/ou chopes. Será anunciado também a Personalidade da Cerveja de 2017, que valoriza o profissional que mais de destacou no mercado durante o último ano.

Melhores Cartas de Bebidas

A Prazeres da Mesa premiará ainda as “Melhores Cartas de Bebidas”. Serão coroadas as casas que priorizam a qualidade e variedade das bebidas destiladas, fermentadas, compostas e não alcoólicas, utilizadas em drinques ou para consumo in natura. Também será revelado o Bartender do ano.

Para participar, basta entrar no link http://prazeresdamesa.uol.com.br/premio-melhores-cartas-2/, baixar a ficha de inscrição de cada prêmio e enviá-la para o endereço descrito no regulamento. Participam do jurí profissionais do setor selecionados e capitaneados por Ricardo Castilho, Diretor de Redação da Prazeres da Mesa.

Serviço:

Prêmio de Cartas de Bebidas da Prazeres da Mesa

Inscrições: http://prazeresdamesa.uol.com.br/premio-melhores-cartas-2/

Encerramento: 7 de maio de 2018

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Monte Tessa Primitivo Di Manduria 2016

A Monte Tessa, produtora do vinho de hoje, é uma empresa única que sabe misturar o respeito pela tradição com a inovação, os métodos de processamento e a missão daqueles que, todos os dias, dão o melhor de si às suas terras. Uma empresa mergulhada em sua terra vermelha, de suor e fadiga, de paixão e trabalho. Um trabalho, o dos campos, que dá muitas satisfações, diretamente proporcional ao trabalho duro daqueles que, inabaláveis, de várias gerações trabalham ininterruptamente para trazer à sua mesa um delicioso e excelente vinho. Monte Tessa vem de uma tradição ancestral, um culto ao amor pela terra: Puglia, Itália, uma autêntica encruzilhada das culturas mediterrânicas. Monte Tessa vem de uma tradição ancestral, um culto ao amor pela terra: Puglia, uma autêntica encruzilhada das culturas mediterrânicas.


Sobre o Monte Tessa Primitivo Di Manduria 2016, podemos acrescentar que é um vinho feito 100% com uvas Primitivo da região de Salento-Manduria de vinhas com idades que variam de 15 a 40 anos. Após a fermentação, o vinho é colocado em barris de carvalho francês de tosta média onde a fermentação malolática ocorre e permanece por 6 meses para amdurecimento. Posteriormente, é engarrafado onde permanece por 4 meses antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões?


Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos negros em compota, especiarias, baunilha, café expresso e leve toque floral.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um Primitivo que provamos por aqui, um dos vinhos que mais gosto e que foi o fiel escudeiro de um belo corte de carne. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!


Los Intocables Black Malbec 2016

No último dia 19 de abril tivemos a comemoração do Malbec Day em São Paulo, na Casa Traffo, evento este que acontece em diversos países, onde a Wofa - WINES OF ARGENTINA - exalta a uva ícone do país. Durante o evento foram abordados obviamente vinhos da uva Malbec e alguns outros. A celebração trouxe aos apreciadores e amantes dos vinhos, um evento descontraído, com música, food trucks, e com diferentes comidas para harmonizar com os diversos estilos de vinho que cada vinícola oferecerá para degustação. Como é de praxe por aqui resolvei trazer um destaque pessoal, um vinho que se sobressaiu neste mar de Malbecs que foi o Los Intocables Black Malbec 2016 da Finca Las Moras.


Criada em 1992 como uma vinícola experimental, a Finca Las Moras, após anos de estudos e experimentos, se transformou no primeiro produtor de vinhos de alta qualidade da região de San Juan, localizado ao norte de Mendoza, na Argentina. Seu nome provém de árvores que produzem um fruto chamado "mora" e que cercam a região da vinícola. Liderados pelo enólogo Eduardo Casademont e com uma proposta inovadora de redescobrir essa região, essa vinícola premiada como a melhor da Argentina em 2013 pela IWSC (International Wine & Spirit Competition), tem como objetivo produzir vinhos de qualidade e estilo internacional respeitando a natureza e aplicando práticas sustentáveis.

Falando um pouco especificamente sobre o Los Intocables Black Malbec 2016, podemos ainda dizer que o mesmo é feito a partir de uvas Malbec cuidadosamente selecionadas, com um rendimento muito baixo de cachos por planta e, vejam que curioso, passando por um processo de produção inovador, que contempla uma maturação do vinho de 12 meses em barricas de carvalho Bourbon. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e bem coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos em compota, chocolate, caramelo, fumaça e algo de flores. No fundo de taça também notei notas torradas.

Na boca o vinho se mostrou encorpado com boa acidez e taninos bem redondinhos. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

Um vinho que soube aliar muita elegância e complexidade a já conhecida pujância do Malbec argentino. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

quinta-feira, 19 de abril de 2018

O que mineralidade pode sugerir quando falamos de vinho

Quando somos amantes do vinho ou mesmo iniciantes neste mundo e estamos lendo notas de degustação ou descrição de um determinado vinho, em se tratando de vinhos brancos, usualmente encontramos adjetivos que remetem ao quão "mineral" aquele vinho é. E, geralmente, este aroma/sabor causa uma certa estranheza. Teria este vinho gosto de pedras, por exemplo? Encontrei este pequeno artigo que divaga um pouco sobre o assunto e o torna um pouco mais palatável e resolvi trazer pra vocês.


Voltando ao gosto de pedras, seria isso que sentimos quando falamos em mineralidade nos vinhos? Bem, sim e não. O vinho, claro, não tem gosto de pedras; rochas, em geral, não têm gosto de nada (e se você mordê-las, você quebra os dentes). No entanto, alguns vinhos, na maioria das vezes brancos, têm uma espécie de pedregosidade. Ou caráter mineral. Ou alguma coisa. O aroma e o sabor de Chablis podem lembrar o fundo de uma caixa de giz (no bom sentido). A nota esfumaçada em Pouilly-Fumé é tão diferente que deu o nome do vinho (fumée: fumaça). Outros vinhos podem se mostrar um pouquinho salgados.

De certa forma, a mineralidade é o umami do mundo do vinho. Umami é o termo relacionado a sabor, o quinto sabor. Nem doce, azedo, salgado nem amargo, é ... bem, é difícil descrever, certo? Carne, talvez? É real - tecnicamente, tem a ver com a forma como o ácido glutâmico se liga ao seu paladar -, mas o problema é descrevê-lo. Então, também, acontece o mesmo com a mineralidade dos vinhos. Ocorre; como e por que continua sendo um mistério. Para tentar discernir você mesmo, suas melhores apostas são geralmente brancos jovens e geralmente sem passagem por madeira, de regiões de clima frio. Convenientemente, estes vinhos frescos também são ótimos para beber na primavera e no verão: sirva-os com tudo, de ostras cruas a cacio e pepe com favas frescas.

E aí, o texto ajudou um pouco no assunto mineralidade? Eu espero que sim. De qualquer forma, deixem sua opinião na caixinha de comentários abaixo.

Até o próximo!

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Divulgação: Cono Sur e Emiliana entre as mais admiradas do mundo!

As vinícolas Cono Sur e Emiliana, amplamente conhecidas no mercado brasileiro, estão entre as 50 marcas de vinho mais admiradas do mundo, segundo a Revista Drinks International. O “The World’s Most Admired Wine Brands” é um ranking anual feito com a participação de renomados especialistas do mundo do vinho, e no ranking de 2018, as marcas importadas com exclusividade pela La Pastina, se destacaram entre as vinícolas mais prestigiadas do mundo, como a Chateau Lafite e Chateau Margoux.


A lista é construída com base numa série de critérios que orientam os jurados durante o processo de escolha. São avaliados: a qualidade consistente e crescente dos vinhos, a região ou país de origem, as necessidades e gostos dos consumidores, além da comercialização e distribuição dos vinhos.

A Cono Sur foi a primeira vinícola no Chile a produzir o Pinot Noir Premium e a primeira a exportar. A vinícola acabou se especializando nessa cepa, tanto que é a maior proprietária de vinhedos desta uva no mundo, produzindo 5 milhões de garrafas por ano.

A Emiliana é considerada a maior vinícola orgânica do mundo, produzindo vinhos com caráter e personalidade únicos, com a máxima expressão do terroir. Toda a produção é marcada por elevados padrões de qualidade que se refletem em seu extenso portfólio de vinhos de qualidade e elegância, além de serem sustentáveis, orgânicos e biodinâmicos.

Até o próximo!

terça-feira, 17 de abril de 2018

Fillo Carignan Old Vines 2015

A BOWines nasceu em 2012, devido ao desejo de desenvolver uma paixão pelo vinho através da procura de castas e áreas que permitam produzir vinhos modernos com personalidade e máxima qualidade. BOWines mantém um respeito e compromisso absoluto com a natureza, desenvolvendo uma viticultura que consegue manter e sustentar os diferentes "terroir" chilenos. Além disso, a BOWines entende que a produção de vinhos deve ser uma manifestação de cultura e expressão do ser humano, por isso, mantém um compromisso especial de apoiar a divulgação e o desenvolvimento de todo tipo de manifestações artísticas. Sua experiência e conhecimento no desenvolvimento de excelentes vinhos é a sua maior força. Esta experiência baseia-se no conhecimento adquirido pelo enólogo Alvin Miranda ao longo da sua vida profissional, tanto no Chile como na Europa, onde viveu durante mais de uma década.


Focando agora no Fillo Carignan Old Vines 2015, podemos ainda afirmar que é um vinho feito com uvas Carignan (90%), Merlot e Cabernet Sauvignon (10% entre ambas as duas últimas) de vinhas com mais de 60 anos de idade, localizadas na melhor terra seca do Vale do Maule sem passagem por madeira. A curiosidade fica pelo nome, "Fillo" seria filho, em português. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas vermelhas, com um toque mineral, de pimenta e notas florais.

Na boca o vinho apresentou corpo médio aliado a uma ótima acidez e taninos macios. O retrogosto confrima o olfato e o final era de longa duração.

Mais um belo vinho chileno que provamos por aqui, de uma uva que aos poucos vai caindo na graça dos nossos consumidores e que se mostrou muito elegante aliado a sua potência. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!