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Monday, November 12, 2018

Château Noaillac Cru Bourgeois 2014

Famoso Cru Bourgeois, o Château Noaillac é propriedade da família Pages desde o ano de 1983. Essa experiente família também é dona do ótimo Château La Tour de By, também na região do Médoc. Contando com 41 hectares de vinhedos localizados no estuário do Gironde, essa estrela em ascensão produz um dos mais confiáveis vinhos do Médoc. Atualmente o trabalho da adega está na terceira geração, a cargo de Damien Pages, que elabora este ótimo vinho a partir de vinhas com 20 a 25 anos de idade. Faz parte do seleto grupo dos Cru Bourgeois, classificação criada em 1932 para contemplar os melhores vinhos de Bordeaux, logo depois dos Grands Crus Classés


Falando agora um pouco mais do Château Noaillac Cru Bourgeois 2014, podemos dizer que o vinho é feito a partir de 55% Merlot, 40% Cabernet Sauvignon e 5% Petit Verdot com passagem por 12 meses em barricas de carvalho. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor rubi violácea de média para grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, de média velocidade e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas negras e vermelhas bem maduras, especiarias, tabaco, couro, café e baunilha. Bastante complexidade olfativa.

Na boca o vinho apresentou corpo médio para encorpado aliado a taninos finos, marcados e com uma boa acidez. O retrogosto basicamente confirma o olfato com um toque mineral. O final era de longa duração.

Um ótimo Bordeaux que provamos por aqui, apesar de não ser muito a minha especialidade, achei um baita vinho. Recomendo bastante a prova.

Até o próximo!

Tuesday, October 30, 2018

Borgogno Langhe Nebbiolo DOC 2014

Ser lento nas ações significa ter tempo para entender melhor as coisas e fazê-las da maneira certa. Isto é o que a Borgogno tem feito em suas vinhas e com os seus vinhos desde 1761, na região do Langhe, Piemonte, Itália. Manter as coisas simples é de sua história: apenas algumas regras muito claras. Em todos os vinhedos que possuem, usam apenas fertilizantes orgânicos, sem herbicidas, e realizam apenas tratamentos ecológicos. É por isso que as uvas deixam resíduo zero; uvas limpas são essenciais para fazer vinhos de alta qualidade. Em 2016 iniciaram a conversão que os levará à certificação orgânica para a safra de 2019. A propriedade abrange cerca de 39 hectares, dos quais 8 são cultivados com bosques e 31 com vinhas. Cerca de 60% é cultivada com Nebbiolo, com o restante dividido entre Dolcetto, Barbera e Freisa. Cinco destes hectares dedicam-se ao cultivo de castas brancas, duas de Riesling e três de Timorasso. E também tem a imensa fortuna de possuir cinco dos melhores vinhedos Barolo cru: Lista, Cannubi, Cannubi San Lorenzo, Fossati e San Pietro delle Viole.


Sobre o Borgogno Langhe Nebbiolo DOC 2014 podemos ainda acrescentar que é um vinho feito com 100% de uvas Nebbiolo da região de Langhe com envelhecimento em grandes barris de carvalho eslavo por 10 meses a uma temperatura de 18 ° C. O vinho é engarrafado e é refinado 3 meses antes do lançamento a fim de se manter seu frescor. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi de média para grande intensidade com bordas tendendo ao granada, muito límpido e brilhante. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias, flores, toques terrosos e leve tostado.

Na boca o vinho se mostrou de corpo médio, com uma boa acidez e taninos equilibrados. Muito elegante. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa e saborosa duração.

Um belo vinho italiano, conhecido como o "baby Barolo" por ser digamos, mais acessível aos paladares menos experimentados no mundo do vinho. Este foi provado no Eataly de NY e eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Wednesday, July 11, 2018

Coyam 2014

A vinícola Viña Emiliana está localizada nos principais vales de vinho do Chile: Valle de Casablanca, Valle del Maipo, Valle del Cachapoal, Valle de Colchagua e Valle del Bio-Bio. Dessa maneira, aproveita-se ao máximo os benefícios que cada uma destas diferentes geografias têm à oferecer à cada variedade de uva e seus respectivos cultivos. Ela se caracteriza por produzir apenas vinhos orgânicos e biodinâmicos, de forma a preservar o equilíbrio natural da vida, do ser humano e do meio ambiente. Produzir vinhos desta maneira torna-os no final mais saudáveis, únicos e de melhor qualidade.


Falando sobre o Coyam 2014, podemos acrescentar que é um vinho feito a partir de uvas Cabernet Sauvignon (12%), Carmenère (17%), Malbec (3%), Merlot (31%), Mourvèdre (3%)e Syrah (34%). Após a colheita, seleção e fermentação das uvas, o vinho estagia durante 14 meses em barricas de carvalho (80% francês e 20% americano). Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea profunda, brilhante e limpida. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, especiarias, chocolate, toques terrosos e herbáceos.

Na boca o vinho se mostrou encorpado com boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

Um belo vinho chileno, ícone da vinícola e um dos tops quando falamos de vinhos do chile. Eu recomendo a prova. Foi o fiel escudeiro de um belo corte de short rib e fez a alegria da noite.

Até o próximo.

Thursday, June 14, 2018

Alabastro Reserva 2014

A Bacalhôa Vinho de Portugal, produtora do vinho de hoje, dispensa muitas apresentações. É uma das gigantes do mundo do vinho, conhecida e presente no mundo todo com belos caldos, desde os mais simples até seus vinhos premium. De qualquer maneira, é sempre bom darmos uma injeção de ânimo na nossa memória e trazer um pouco da história de sucesso desta empresa aqui para os leitores do blog. A Bacalhôa Vinhos de Portugal existe desde 1922, inicialmente sob a designação de João Pires & Filhos, tendo se desenvolvido ao longo dos anos com uma vasta gama de vinhos que lhe granjeou uma sólida reputação e a preferência de consumidores nacionais e internacionais. Ganhou um grande impulso com a parceria com o Grupo Francês Lafitte Rothschild e a aquisição de propriedades como a Quinta do Carmo, por exemplo. Está presente em 7 regiões vitícolas portuguesas (Alentejo, Península de Setúbal (Azeitão), Lisboa, Bairrada, Dão e Douro), com um total de 1200ha de vinhas, 40 quintas, 40 castas diferentes e 4 centros vínicos (adegas), a empresa distingue-se no mercado pela sua dimensão e pela autonomia em 70% na produção própria. Com uma capacidade total de 20 milhões de litros e 15.000 barricas de carvalho, a Bacalhôa Vinhos de Portugal prossegue a sua aposta na inovação no setor, tendo em vista a criação de vinhos que proporcionem experiências únicas e surpreendentes, com uma elevada qualidade e consistência.


Falando agora um pouco do Alabastro Reserva 2014, podemos ainda afirmar que é um blend das uvas Alicante Bouschet, Aragonez e Trincadeira com passagem de 6 a 9 meses em barrica de carvalho francês. A curiosidade aqui é que Alabastro, nome do vinho, é o nome de um tipo de pedra mármore típica da região. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de média para grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e sem cor também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, baunilha, tostado e toques de especiarias.

Na boca o vinho mostrou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

É como eu sempre digo, os portugueses vivem me surpreendendo positivamente. Este sem dúvida é um belo vinho, de entrada de gama eu diria, e que deve agradar o paladar do brasileiro. Normalmente encontro promoções deste vinho no Pão de Açúcar e vale o quanto custa. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Tuesday, June 5, 2018

Hope Estate Shiraz 2014

Os vinhos da Hope Estate expressam a profunda individualidade de suas terras e vinhas. Todos os vinhos são obtidos a partir de vinhas própria, sem misturar seu caráter com as frutas de outras pessoas, trazendo então estilos únicos regionais de vinho. A delicadeza e elegância que vem do solo vermelho de Hunter Valley. A sutileza de estilo europeu dos nossos vinhedos vitorianos. E o comprimento e a fruta concentrada que apenas os vinhedos do clima marítimo da Austrália Ocidental podem criar. O Hunter Valley tem as maiores vinhas, focadas nas variedades que a região faz melhor: Shiraz, Semillon, Chardonnay e Verdelho. As nossas vinhas em Kyneton produzem sabores intensos de vinhas de baixo rendimento. Seu produto mais famoso é o Virgin Hills, um vinho de notável finesse do Velho Mundo que James Halliday nomeou como seu "vinho da ilha deserta". Por sua vez a vinha Donnybrook, situada em Western Australia é mais conhecida por The Ripper e The Cracker, dois tintos vívidos e com frutas que estão entre seus vinhos mais populares. Os vinhos Hope Estate são vendidos no exterior, com grande parte do produto sendo levado por exigentes compradores dos EUA e do Reino Unido.


Falando agora especificamente do Hope Estate Shiraz 2014, podemos afirmar que o mesmo é feito a partir de 100% uvas Shiraz oriundas de Hunter Valley, na Australia. Passa por amadurecimento em uma mistura de barricas de carvalho novo e usado, americano e francês. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, especiarias com toques terrosos e de chocolate.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um ótimo exemplar Shiraz, boa tipicidade e que tende a agradar paladares desde os iniciantes até o mais apurados. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Wednesday, March 7, 2018

Motto Unabashed Zinfandel 2014

A Motto Wines lançou a marca de vinhos Motto em 2015 usando o time de enólogos da vinícola Chateau Ste Michelle, de Washington. A idéia era fazer vinhos potentes e encorpados que entusiastas da Califórnia tivessem interesse. E com um bom time e recursos da vinícola Ste Michelle, conseguiram se estabelecer. Os vinicultores, a principio, não se propuseram a quebrar as fronteiras existentes. Mas eles fizeram. Eles não queriam mexer qualquer penas. Mas eles fizeram. Então eles decidiram abraçar e tornar seu lema: "aprender as regras, para que você possa quebrá-las com estilo". O enólogo Reid Klei que trabalhou por muitos anos em Washington usou sua experiência de 10 anos e modelo de produção para criar vinhos com apelo Californiano. Todos os lotes de vinho permanecem separados durante a fermentação e o envelhecimento. As misturas finais são determinadas imediatamente antes do engarrafamento, uma vez que os vinhos evoluíram para revelar todo o seu verdadeiro caráter e complexidades.


Falando sobre o Motto Unabashed Zinfandel 2014, podemos ainda dizer que o vinho embora seja rotulado como varietal Zinfandel, possui um pequena parcela de Cabernet Sauvignon (cerca de 10%) para complementar o vinho final. As variedades envelhecem em uma combinação de carvalho para adicionar textura e complexidade, bem como tanques de aço inoxidável para mantenha o frescor e o caráter varietal. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com algum brilho e boa limpidez. Lágrimas médias, moderadamente lentas e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias, couro, chocolate e algo de tostado no fundo da taça.

Na boca o vinho se mostrou encorpado, taninos macios e boa acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Este é apenas um vinho divertido, simples e que não é necessário nenhum prato pra harmonizar. Basta relaxar, a qualquer hora e em qualquer lugar, e apenas observar as pessoas e as conversas. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Friday, February 16, 2018

Luis Felipe Edwards 360° Series Carignan 2014

A história de Viña Luis Felipe Edwards (LFE), produtora do vinho, remonta a 1976, quando Luis Felipe Edwards Sr. adquiriu a propriedade Fundo San José de Puquillay, localizado no Vale do Colchágua. A propriedade fica situada em um vale em forma de ferradura isolado, separado do majestoso e coberto de neve Andes pelo de seus cumes, San Fernando. Naquela época, ele plantou 60 hectares de vinhas, entre elas principalmente Cabernet Sauvignon, Malbec, Merlot e Carmenère. No início dos anos noventa, Luis Felipe Sr. decidiu fazer vinho com seu próprio nome e assim construiu uma moderna adega, equipada com a mais recente tecnologia no estado da arte da vinificação. A primeira safra, Luis Felipe Edwards Cabernet Sauvignon 1994, foi lançado no mercado internacional no final de 1995. A Viña Luis Felipe Edwards tem crescido desde então com o intuito de ser a maior empresa de vinhos de propriedade 100% familiar do Chile, com 1.850 hectares de vinhedos e tendo seus produtos exportados para mais de 70 países; duas gerações estão ativamente envolvidas em manter a marca sinônimo de qualidade e os valores familiares tradicionais nos dias de hoje.


Falando agora do Luis Felipe Edwards 360° Series Carignan 2014, o vinho faz parte de uma linha cuja abordagem que procura o melhor clima e solo, da Cordilheira ao Mar, sem restrições e com apenas um objetivo; alcançar a máxima expressão e pureza da variedade, no caso a Carignan. Conforme dito anteriormente, é um vinho 100% feito com a casta em questão e passa por 8 a 12 meses de envelhecimento em barricas de carvalho francês de primeiro, segundo e terceiro usos. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com algum brilho e limpidez. Lágrimas finas, rapidas e coloridas se faziam notar também.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, chocolate, flores, especiarias e toques herbáceos. 

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidea e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um belo vinho chileno que provamos por aqui, de uma uva que aos poucos vai caindo na graça dos nossos consumidores e que se mostrou muito elegante aliado a sua potência. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Wednesday, February 7, 2018

Woodbridge Chardonnay 2014

No início de 1900, Cesare e Rosa Mondavi, recém-casados ​​vieram de Sassoferrato no norte da Itália, estabelecendo-se em Minnesota, nos Estados Unidos. Em 1919, a Lei Nacional de Proibição foi aprovada, proibindo a venda de álcool. Isso parecia incompreensível para famílias italianas, a quem o vinho foi era um elemento imprescindível da vida diária. Felizmente, uma brecha na lei permitiu que as pessoas produzissem 200 litros de vinho por ano para o consumo familiar. Cesare envolveu-se no negócio de transporte de uvas para vinho da Califórnia para os locais onde as mesmas seriam vinificadas e notou que a maioria das uvas estavam vindo de um lugar chamado "Lodi" na Califórnia. Percebendo uma oportunidade ele mudou com sua família, que neste momento também incluía um Robert Mondavi, começando seu próprio negócio de envio de uvas rumo ao leste do país para famílias ítalo-americanos. O primeiro trabalho de Robert Mondavi foi pregar os caixotes que seriam utilizados para o transporte das uvas. Depois de estudar negócios e química na Universidade de Stanford e tendo um curso intensivo em viticultura e enologia na Universidade da Califórnia em Berkeley, Robert Mondavi mergulhou em todos os aspectos da indústria do vinho. Foi então que, mais de trinta anos atrás, Robert Mondavi estabeleceu uma cultura do vinho na América do Norte, colocando grandes vinhos da Califórnia na mesa de cada cidadão americano. Em 1979 ele estabeleceu a Woodbridge Winery perto de sua casa de infância de Lodi, Califórnia, para fazer vinhos com foco no consumo diário.


Falando sobre o Woodbridge Chardonnay 2014, podemos ainda acrescentar que embora seja rotulado como varietal, possui pequenas porcentages de outras castas para compor o vinho. Tem ainda passagem por 6 meses em caravalho para amadurecimento.

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo dourado com reflexos verdes, bom brilho e limpidez.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos cítricos, fósforo, flores, mel, manteiga e baunilha.

Na boca o vinho mostrou corpo médio aliado a uma ainda viva e saborosa acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Este é um típico exemplo de Chardonnay barricado que tende a agradar paladares mais acostumados e que realmente tem apreço por este tipo de vinho, que é meu caso. Aliado a isso, temos uma acidez muito viva ainda que balanceia com este corpo e deixa o vinho menos cansativo e pesado. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Thursday, January 25, 2018

Loma Larga Quinteto 2014

Don Manuel Escudero Joaquin Diaz Alvarez de Toledo, bisavô dos proprietários da Loma Larga Vineyards, trouxe pessoalmente em sucessivas viagens a Paris e Bordeaux, cepas as quais ele plantou com consultoria de enólogos também franceses, em sua propriedade agrícola "Chacra Victoria", localizada ao leste do que hoje é a rua Santa Rosa, da cidade de Santiago. Com o sonho de manter viva essa tradição vitivinícola, o que levou seus ancestrais a produzir vinhos de alta qualidade, que foram inclusive exportados para a Europa, a família começou a plantar as vinhas que existem atualmente na Loma Larga Vineyards ainda em 1999. Anteriormente porém, ainda em 1994 se iniciaram os estudos de clima e solos para entender o potencial do "Terroir" da Loma Larga". Os vinhos vêm de 100% da nossa vinha em Casablanca. O vinho é produzido em quantidades limitadas no Fundo Loma Larga. Para este fim, os melhores quartéis da vinha foram selecionados fazendo um manuseio muito fino, produzindo em média um máximo de 6 toneladas por hectare para a linha Loma Larga e de 9 toneladas por hectare para a linha Lomas del Valle com o objetivo de alcançar uma grande concentração e um bom amadurecimento fenólico em uma área fria como Casablanca. Este lento amadurecimento da uva é devido à variação das temperaturas extremas entre o dia e a noite. Uma brisa fria do Oceano Pacífico causa esse fenômeno no vale. Esta característica, além dos solos pobres nas colinas, Lomas e Cerro Foothills, permitiram um terroir excepcional para o vinho.


Falando sobre o Loma Larga Quinteto 2014, podemos ainda afirmar que o vinho é um blend de 42% Merlot, 34% Cabernet Franc, 21% Syrah, 2% Cabernet Sauvignon e 1% Malbec onde parte das castas passa por malolática em barricas com posterior amadurecimento nas mesmas (10 meses para Syrah e Malbec, se entendi corretamente) sendo que as demais castas ficam somente em tanques de inox para posterior blend. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, folhas secas, especiarias e um toque mentolado.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e tanios macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um ótimo vinho de um pequeno produtor chileno e que se mostrou complexo e equilibrado na medida a agradar o mais variados paladares. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Wednesday, January 10, 2018

Le Pont Couvert Cabernet Sauvignon 2014

A Vinal Winery, produtora do vinho de hoje, foi criada em 1947 e está situada na cidade de Lovech (centro norte da Bulgária) na planície do Danúbio, uma das cinco principais regiões vitivinícolas do país. Mantém uma ampla gama de produção, incluindo vinhos brancos, roses e tintos (secos, semi-secos, semi-doces, sobremesas, espumantes), licores de frutas, vermute, vodka, gim, conhaque, etc. A produção média de vinho por ano é 8 500 000 e as instalações de armazenamento de vinho têm uma capacidade superior a 13 000 000 litros. Possui três linhas de engarrafamento e a tecnologia de fabricação disponível permite o engarrafamento de seus produtos em diversas dosagens, de 0,1 l a 3,0 l. As suas vinhas abrangem tanto variedades internacionais como autóctones de uva, incluindo Cabernet Sauvignon, Merlot, Pinot Noir, Cabernet Franc, Chardonnay, Muscat Ottonel, Mascate de Alexandria, Dimyat, Pamid, Gamza, Varna Muscatel e Viogner. A produção da Vinal é alocada tanto para o mercado interno como para exportação. A proporção é de 10% para o mercado interno e de 90% para os mercados de exportação. Os países de exportação incluem a Polônia, Rússia, EUA, Mongólia, Japão, República Tcheca, Inglaterra, Lituânia, Letônia, Croácia, Chipre, Ucrânia, Coréia do Sul, Iraque, Gana, Vietnã e outros.


Falando agora sobre o Le Pont Couvert Cabernet Sauvignon 2014, podemos ainda acrescentar que é um vinho 100% Cabernet Sauvignon de vinhas situadas às margens do famigerado rio Danube, região mais conhecida por Côtes de Danube. A fermentação ocorre em tanques de inox e, logo em seguida, o vinho é transferido para barricas de carvalho francês e americano, onde passa pela fermentação malolática e postarior amadurecimento de 12 meses. Como curiosidade temos que o rótulo desse vinho é uma homenagem ao símbolo da belíssima cidade de Lovetch, sua ponte coberta. Ela é a único desse tipo não só na Bulgária, mas em toda a Península dos Balcãs. Construída sobre o rio Ossam, existe desde o século XIX e sofreu várias reconstruções, impostas por inundações repetitivas do rio e outros incidentes. Atualmente, após a última reforma em 1.999, através do projeto "Belle Lovetch", tem 40 bancas, onde comerciantes e artesãos dão vida ao local. Uma das saídas da ponte leva à parte histórica de Lovetch, assim transformando-se em um elo entre o presente e o passado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou rubi violáceo de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e coloridas se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias, chocolate, tostado e um toque mineral sutil, porém perceptível.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um belo caldo búlgaro que provamos aqui no Balaio. Eu recomendo a prova. Foi o fiel escudeiro de belo churrasco na sede do Balaio e fez bem o papel. Este é mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

Monday, January 8, 2018

AdegaMãe Touriga Nacional 2014

Hoje volto a trazer por aqui um vinho de um dos países que mais me encanta no mundo, Portugal. Cada vez que provo um vinho de lá me vem a tona um turbilhão de emoções e lembranças de uma visita que por lá fiz e que continua sempre vivida em minha memória. Falaremos então do AdegaMãe Touriga Nacional 2014.


A AdegaMãe nasceu de uma paixão antiga que sempre existiu no seio do Grupo Riberalves: o vinho. Com um projeto arquitetônico moderno e inovador, a AdegaMãe apresenta uma forte aposta no setor vitivinícola e no enoturismo. No que à produção diz respeito, a AdegaMãe distingue-se no mercado pela aposta em vinhos genuínos que expressem as características únicas da região de Lisboa, muito marcada pela influência Atlântica.

Sendo mais específico sobre o AdegaMãe Touriga Nacional 2014, podemos acrescentar que o vinho é feito com uvas 100% feito a partir de uvas Touriga Nacional (como o próprio nome sugere) com estágio de 11 meses em barricas de carvalho francês. É classificado como Vinho Regional Lisboa. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e com alguma cor também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos negros, flores, chocolate e leve tostado, principalmente ao fundo de taça.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Mais um belo exemplar de vinho vindo da terra lusitana e que agradou em cheio. Me parece que esta linha é importação exclusiva do Oba Horti Fruti e tem um bom custo benefício. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Friday, December 15, 2017

Pazva Red Blend 2014

A Vinal Winery, produtora do vinho de hoje, foi criada em 1947 e está situada na cidade de Lovech (centro norte da Bulgária) na planície do Danúbio, uma das cinco principais regiões vitivinícolas do país. Mantém uma ampla gama de produção, incluindo vinhos brancos, roses e tintos (secos, semi-secos, semi-doces, sobremesas, espumantes), licores de frutas, vermute, vodka, gim, conhaque, etc. A produção média de vinho por ano é 8 500 000 e as instalações de armazenamento de vinho têm uma capacidade superior a 13 000 000 litros. Possui três linhas de engarrafamento e a tecnologia de fabricação disponível permite o engarrafamento de seus produtos em diversas dosagens, de 0,1 l a 3,0 l. As suas vinhas abrangem tanto variedades internacionais como autóctones de uva, incluindo Cabernet Sauvignon, Merlot, Pinot Noir, Cabernet Franc, Chardonnay, Muscat Ottonel, Mascate de Alexandria, Dimyat, Pamid, Gamza, Varna Muscatel e Viogner. A produção da Vinal é alocada tanto para o mercado interno como para exportação. A proporção é de 10% para o mercado interno e de 90% para os mercados de exportação. Os países de exportação incluem a Polônia, Rússia, EUA, Mongólia, Japão, República Tcheca, Inglaterra, Lituânia, Letônia, Croácia, Chipre, Ucrânia, Coréia do Sul, Iraque, Gana, Vietnã e outros.


Falando agora sobre o Pazva Red Blend 2014, podemos acrescentar que é um vinho feito a partir do corte das uvas Cabernet Franc , Merlot e Gamza (uva autóctone da região e conhecida na Bulgária como "orgulho do Norte") com passagem em barris franceses e húngaros por 12 meses. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média para grande intensidade com algum brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e com alguma cor também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas vermelhas, especiarias, café com leite, flores e um quê de tostado ao fundo.

Na boca o vinho tinha corpo médio, boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um blend muito diferente, provando mais uma vez que é sempre bom variar e conhecer vinhos de diversas regiões do mundo. Eu recomendo a prova. Foi o fiel escudeiro de uma noite de churrasco na sede do Balaio e fez bem o papel.  Este é mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

Tuesday, December 5, 2017

Monte das Promessas Tinto 2014

A Casa Santos Lima, produtora do vinho de hoje, é uma empresa familiar que se dedica à produção, engarrafamento e comercialização de vinhos portugueses. Trabalha diretamente ou indiretamente nas regiões de Lisboa, Algarve, Alentejo, Douro e Vinhos Verdes. Desta forma e a partir de cerca de 400 hectares de vinha, a empresa produz vinhos conhecidos pela sua excelente relação qualidade/preço e exporta cerca de 90% da sua produção total para perto de 50 países nos 5 continentes. Atualmente as principais instalações da empresa (escritórios, loja e as adegas de maiores dimensões) estão situadas na Quinta da Boavista em Alenquer, apenas a 45 km a Norte da cidade de Lisboa. Esta Quinta pertence à família Santos Lima há mais de 4 gerações e oferece condições ideais para a produção de vinho de qualidade.


Falando um pouco sobre o Monte das Promessas Tinto 2014, podemos acrescentar que este vinho é um regional alentejano feito a partir das castas Syrah, Touriga Nacional, Alicante Bouschet e Petit Verdot com estágio de quatro meses em barricas de carvalho francês e americano. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média para grande intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, de média velocidade e com alguma cor também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas escuras bem maduras, flores, especiarias e algo mineral.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos extremamente macios e sedosos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Mais uma boa opção de vinho português que encontramos por aqui em nosso mercado e que tem um bom custo benefício. Ah, eu amo esses patrícios.

Até o próximo!

Thursday, November 23, 2017

Quinta do Carmo Tinto 2014

Eu tenho a certeza de que todos nós, vez ou outra, passamos por dias mais pesados onde diversas áreas da vida parece que vão entrar em parafuso. No final, conseguimos lidar com tudo mas o que sobre é aquele cansaço mental e físico que sempre pedem um afago na alma. E foi assim que acabei abrindo o vinho Quinta do Carmo Tinto 2014, vinho este feito por uma das mais conceituadas vinícolas de Portugal, a Bacalhôa Vinhos de Portugal.


A vinícola existe desde 1922 mas ganhou um grande impulso com a parceria com o Grupo Francês Lafitte Rothschild e a aquisição de propriedades como a Quinta do Carmo, por exemplo. O Grupo Bacalhôa possui adegas nas regiões mais importantes de Portugal: Alentejo, Península de Setúbal (Azeitão), Lisboa, Bairrada, Dão e Douro, produzindo uma grande variedade de vinhos, dos mais simples aos topo de gama. A Quinta do Carmo está localizada na região do Alentejo, a poucos quilômetros da cidade de Estremoz. É uma propriedade tipicamente alentejana, com uma área total de 1.000ha, onde estão incluídos 100ha de oliveiras, cereais, plantações de sobreiros e florestas. 

O vinho Quinta do Carmo Tinto 2014 é um blend das castas Aragonez (40%), Alicante Bouschet (30%), Trincadeira (20%) e Cabernet Sauvignon (10%). As vinhas que dão origem ao vinho estão instaladas num vale junto ao sopé da Serra D’Ossa em terrenos argilo-xistosos. Cada casta é vinificada separadamente e é utilizada uma vinificação tradicional com fermentações em tanques de aço inox e em lagares com temperatura controlada. No final da fermentação segue-se uma maceração prolongada (7 a 15 dias). Os vinhos estagiam em barricas de carvalho francês durante 12 meses. No final do estágio é feito o lote final do vinho. Vamos ver como foram as impressões sobre ele?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas mais lentas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros bem maduros, baunilha, especiarias e algo de mentolado.

Na boca o vinho se mostrou encorpado com boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

É como eu sempre digo, os portugueses vivem me surpreendendo positivamente. Este sem dúvida é um vinhaço!! Está entre os melhores que já provei. Não é barato, principalmente aqui no Brasil (este foi comprado na própria vinícola, após visita e degustação) mas vale cada centavo!!

Até o próximo!

Tuesday, November 14, 2017

Guaspari Cabernet Sauvignon Cabernet Franc Vista da Mata 2014

Uma família de origem ligada ao campo, com espírito inovador e empreendedor, chega em 2001 a uma região tradicionalmente cafeeira e identifica condições muito favoráveis à viticultura. Era o começo do sonho que se transformaria na Vinícola Guaspari. As terras altas de Espírito Santo do Pinhal se tornaram sinônimo da convivência em família e do prazer de estar junto. A paixão pelo vinho e o desejo de retribuir à região toda a alegria proporcionada foram acentuados por uma rica e curiosa combinação de fatores: a semelhança da paisagem da fazenda com a da Toscana, a origem italiana da maioria da população local e da família, o terreno granítico, a oportunidade de adquirir videiras de uma estação experimental e o desenvolvimento de uma nova tecnologia por um pesquisador brasileiro radicado em Bordeaux. Em 2006, foram plantadas as primeiras videiras, que ocuparam seis hectares. Eram mudas de diversas variedades francesas, escolhidas em virtude das características do terroir da região. Dois anos após o primeiro plantio, a vinícola foi construída. Tendo nascido em uma antiga tulha de café, com projeto que preservou o estilo arquitetônico das antigas fazendas da região, integrou-se à cultura e à estética locais. O primeiro vinho foi produzido em 2008, de maneira artesanal. Foram apenas 30 garrafas, que reforçaram o potencial do projeto. A partir desse momento, não se mediram esforços para trazer para a Guaspari o que havia de melhor no mercado mundial. Gradualmente a área de plantio de parreirais veio sendo ampliada. Hoje são 50 hectares de vinhedos próprios a partir dos quais todo o vinho é produzido.


Sobre o Guaspari Cabernet Sauvignon Cabernet Franc Vista da Mata 2014 podemos ainda afirmar que é um vinho feito a partir das castas Cabernet Franc e Cabernet Sauvignon colhidas manualmente. O vinho estagiou por 19 meses em barricas de carvalho francês para amadurecimento e após engarrafado, descansou por mais 12 meses na garrafa apara envelhecimento antes de ser liberada ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas mais grossas, lentas e coloridas também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, cacau, especiarias, flores e leve toque herbáceo.

Na boca o vinho se mostrou encorpado com taninos redondos e uma boa acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um bom vinho que provamos por aqui da vinícola e que tende a agradar os paladares dos brasileiros em geral. Minha única ressalva é o preço, salgado, na minha humilde opinião. De qualquer forma, vale a prova. Eu recomendo.

Até o próximo!

Monday, October 30, 2017

Lenda de Dona Maria Tinto 2014

A febre portuguesa se abateu sobre este blog vejam só vocês. Foi só fazer minha viagem dos sonhos para a "terrinha" que aflorou de vez toda minha paixão pelos vinhos vindos de lá. Ainda mais agora que sou oficialmente cidadão português. Mas isto é estória para uma próxima oportunidade. Hoje focaremos no vinho Lenda de Dona Maria Tinto 2014 e todas as surpresas que este nos trouxe. 


Há aproximadamente 150 anos que se produz vinho na Quinta de Dona Maria, mas somente a partir de 1988 é que o seu atual proprietário, Júlio Bastos, começa a comercialização a nível nacional e internacional dos vinhos então produzidos por lá. Em 1992, Júlio Bastos, pretendendo assegurar o seu crescimento e, ao mesmo tempo, o escoamento da produção, vende 50% da Sociedade Agrícola Quinta do Carmo aos Domaines Barons de Rothschild (Lafite). É nessa altura que a antiga adega é transferida da Quinta de Dona Maria ou Quinta do Carmo para a Herdade das Carvalhas, propriedade essa que, a partir dessa data passou a pertencer à Sociedade. Nunca tendo deixado de pensar em voltar a fazer o seu próprio vinho, foi na entrada do novo milênio que surgiu essa oportunidade. Júlio Bastos decide então vender a sua participação na Sociedade Agrícola Quinta do Carmo, e recomeça este novo projeto, os vinhos Dona Maria. Em 2003 faz-se a primeira vindima de uma nova etapa na longa vida desta Quinta, cujo conceito, é a produção de vinhos de qualidade aliado a um projeto familiar, que sempre distinguiu esta propriedade ao longo dos tempos.

O Lenda de Dona Maria Tinto 2014 pode ser considerado como vinho de entrada de gama desta quinta, mas vou te dizer, se a entrada é assim nem imagino como devem ser os outros vinhos. É um vinho feito a partir das castas tradicionais do Alentejo, a saber: Aragonez, Trincadeira e Alicante Bouschet com um pequeno estágio de 3 meses em barricas de carvalho francês e americano para amadurecimento. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e coloridas também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, flores e toques de chocolate.

Na boca o vinho era de médio corpo, boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um bom vinho português provado por aqui, custou cerca de 50 reais no Pão de Açúcar e valeu o quanto custa, pra fugir dos manjados chilenos e argentinos que inundam nosso mercado. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Tuesday, October 24, 2017

Arribas do Pinhão Grande Reserva Douro 2014

Como vocês devem ter percebido estive um pouco ausente nestes últimos tempos, e conforme já me desculpei com vocês em um de meus posts anteriores, estava de férias e viajando. Sabe como é, limpando a mente e a alma, descansando dos afazeres do dia a dia e praticando uma das atividades que mais gosto, que é viajar. E, finalmente, consegui visitar o país que mais tinha vontade: Portugal. De lá trouxe muitas memórias e estórias, além é claro de alguns vinhos. E este é o caso do Arribas do Pinhão Grande Reserva Douro 2014, este por indicação do primo de minha esposa que vive por lá. Vamos ver o que descobrimos sobre ele e as sensações ao degusta-lo.


A Costa Boal Family Estates, produtora do vinho de hoje, é uma empresa familiar e jovem sob a gerência de António Boal e Raquel Boal, que um dia decidiram sujar suas mãos de terra. Para além das propriedades dos antepassados, situadas na Região Demarcada do Douro, Cima Corgo na localidade de Cabêda, decidiram avançar para a compra de mais sete hectares de vinha desta vez em Trás-os-Montes, Mirandela, nascendo então assim, a marca de vinhos Flor do Tua e Paredes Meias. Estes vinhos têm a sua origem em vinhas com 40 anos, cujas característica dos terrenos e variedades de castas permitem fazer vinhos de alta qualidade.

Falando agora sobre o Arribas do Pinhão Grande Reserva Douro 2014, podemos ainda dizer que o vinho é feito a partir das castas Touriga Nacional e Touriga Franca com estágio de 12 meses em barrica de carvalho francês. Vamos finalmente as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas mais grossas e lentas com bastante cor também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros maduros, especiarias, flores, chocolate e algo de tostado.

Na boca o vinho se mostrou encorpado com boa acidez e taninos aveludados. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um belo caldo português que provamos aqui. Não achei nenhuma referência a ele no mercado nacional e, como conclusão, entendo que o mesmo não é importado pro Brasil. Deveria. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Friday, September 29, 2017

Angel Cabernet Sauvignon 2013

A Angelus Estate, produtora do vinho de hoje, está localizada perto da barragem de Zhrebchevo, em Nova Zagora, na Bulgária. Possui 106,5 ha de vinhas que incluem as seguintes variedades: Merlot, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Syrah, Petit Verdot, Chardonnay, Sauvignon Blanc, Traminer e Viognier. A sala de fermentação está sob o solo, com escotilhas de acesso no chão. Desse modo, as uvas chegam aos tanques de fermentação usando apenas gravidade.Existem duas caves para envelhecimento de vinhos em barricas tonéis e com níveis controlados por temperatura. Tudo isso resulta em alguns dos mais emblemáticos vinhos oriundos deste país do leste europeu.


Falando agora do Angel Cabernet Sauvignon 2013, podemos ainda acrescentar que o vinho é produzido a partir de uvas 100% Cabernet Sauvignon com amadurecimento de alguns meses em barricas de carvalho. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e com alguma cor também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, especiarias, chocolate e algo de tostado. 

Na boca o vinho apresentou corpo médio a encorpado, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais uma boa opção de vinho búlgaro que tivemos o prazer de provar por aqui. Mais um vinho apresentado pelo clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

Tuesday, September 19, 2017

Comenda Grande Tinto 2014

A exploração agrícola da Comenda Grande, produtora do vinho de hoje, foi iniciada por Maria José de Almeida Margiochi, neta de José Maria Eugênio de Almeida (hoje Fundação Eugênio de Almeida). Herdada pela senhora D. Maria Madalena de Noronha e seu marido D. João de Noronha, esta exploração agrícola de referência da casa Margiochi é hoje continuada por sua filha Maria de Lourdes S.A. de Noronha Lopes, pelo seu marido Eng. António Lopes e pelos filhos, compreendendo uma área de 750 hectares. Na vinha instalada, em que cerca de 36 hectares são castas tintas e 7 hectares castas brancas, privilegiaram-se as castas mais marcantes do Alentejo – Trincadeira e Aragonez nas tintas e Arinto e Antão Vaz nos brancos mas existem outras tais como Alfrocheiro, Tinta Caiada, Alicante Bouschet, Cabernet Sauvignon, Touriga Nacional, Syrah e Baga nas tintas, bem como Verdelho, Sauvignon Blanc e Roupeiro nas brancas. A Comenda Grande está sediada em Arraiolos, Alentejo, Portugal.


Falando sobre o Comenda Grande Tinto 2014 especificamente, podemos acrescentar que é um vinho feito a partir de um corte das uvas Aragonez, Alicante Bouschet e Trincadeira complementadas por Syrah, Tinta Caiada, Alfrocheiro e Cabernet Sauvignon. Após a fermentação o vinho passa por amadurecimento de 12 meses em barricas de carvalho francês e envelhecimento em garrafa de 6 meses. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com ligeiro halo granada, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também faziam parte do conjunto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias doces, baunilha e flores.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, acidez na medida e taninos macios e redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um bom vinho português degustado e aprovado por aqui que vale a prova, eu recomendo.

Até o próximo!

Monday, September 18, 2017

Visitando a Vinícola Guaspari em SP

Eu confesso que sempre fui muito cético com vinhos nacionais, embora tenho visto uma boa evolução nos últimos anos, principalmente no tocante ao uso do termo terroir único e coisas correlatas. Afinal, mundo a fora, o termo terroir é empregado a locais "seculares" e que possuem toda uma cultura ancestral quando falamos de cultivo de uvas e produção de vinhos, coisa que o Brasil ainda não tem a curto e médio prazo. De qualquer forma, a descoberta de novas regiões produtoras de vinho de qualidade aqui no Brasil tem despertado atenção e portanto eu, como apreciador da bebida de Bacco, quis conhecer mais sobre o assunto. E em mais um "capítulo" da viagem enoturística adquirida junto a Stelltour Viagens, uma agência de viagens que tem como mote viagens com destinos relacionados ao vinho, fomos brindados com a visita a uma das vinícolas que muito tem se falado aqui no Brasil e também em alguns lugares do mundo, a Vinícola Guaspari.



A menos de 200 km de São Paulo encontramos a cidade de Espírito Santo do Pinhal, que possui aproximadamente 50.000 habitantes, onde está localizada a Vinícola Guaspari, uma das mais belas e premiadas vinícolas nacionais. O início da vinícola se deu em 2001, pelo menos conceitualmente, com a chegada de uma família muito ligada ao campo a esta região tradicionalmente cafeeira e identifica condições muito favoráveis à viticultura e depois fisicamente falando, com a aquisição de uma antiga propriedade, já em 2002. A altitude, clima seco, amplitude térmica elevada principalmente na época da colheita e demais característica do local foram o chamariz.




Na companhia de uma enólogo da casa, o passeio se inicia em frente a um imponente logo da empresa e segue até os vinhedos, que aprendemos mais tarde terem sido plantados em meados de 2006 com algumas mudas importadas da França, e que para obter-se o vinho ali, o sistema de dupla poda foi empregado, criando o que chamamos de "colheita de inverno". O termo "terroir de inverno" surge novamente. Aqui descobrimos que cerca de 80 ha da propriedade estão cobertas com vinhas, dentre as quais encontramos Sauvignon Blanc, Syrah, Cabernet Franc e Sauvignon, entre outras. Continuamos então a visita ao restante da vinícola, do recebimento das uvas a parte produtiva, tanques, engarrafamento, caves de envelhecimento em barricas e em garrafa até o derradeiro final na sala de degustação. Tudo com muita tecnologia empregada, afinal o investimento feito ali passa da casa do milhão de reais. Além disso, descobrimos também que a vinícola conta ainda com o enólogo-residente chileno Cristian Sepúlveda e consultoria do americano Gustavo González, que são quem assinam os rótulos. Além do visual acachapante da vinícola e da região, a hora mais esperada é a da degustação, e como de praxe por aqui, iremos destacar dois vinhos para vosso deleite.


O primeiro vinho a destacarmos aqui é o Sauvignon Blanc Vale da Pedra 2015, um vinho que apesar de ser feito com uvas 100% Sauvignon Blanc, passa por um "blend" onde parte da fermentação foi realizada em tanques de inox e tanques de concreto em formato de ovo de concreto (tecnologia que proporciona a micro-oxigenação e uma fermentação mais delicada) e a a outra parte do vinho estagiou em barrica de carvalho francês de 600 litros. Após 12 meses, fez-se uma assemblage do tanque com a barrica. Como resultado temos um vinho de coloração amarelo palha bem clarinha com alguns reflexos dourados. No nariz aromas de frutos cítricos e tropicais, aspargos e uma leve lembrança floral. Na boca apresentou corpo leve para médio, acidez na medida e retrogosto marcado pelo cítrico, mas que confirma o olfato. Um bom vinho, mais equilibrado que muitos chilenos disponíveis por aqui. 


O segundo vinho foi o Syrah Vista da Serra 2014, considerado um dos ícones da vinícola. Como o próprio nome já diz, o vinho é feito com uvas 100% Syrah da parcela que dá nome ao vinho, "Vista da Serra", com amadurecimento de 20 meses em barricas de carvalho francês. Como resultado, observamos um vinho de coloração violácea profunda, escura, com algum brilho e limpidez. No nariz o vinho apresentou aromas de frutos negros em compota, especiarias, chocolate e algo que lembrava eucalipto. Em boca o vinho se mostrou encorpado com boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso. Excelente vinho, bate de frente com a maioria de seus "concorrentes" chilenos e argentinos.



Incrível é quebrar paradigmas e verificar que o Brasil pode sim fazer bons vinhos, em diversas regiões do país, e que pode sim competir com alguns de nossos vizinhos. Tudo isso numa paisagem incrível e com muita organização, investimento e coisa e tal. O grande questionamento que eu deixo aqui é que, dadas todas as variáveis envolvidas no processo produtivo e de vendas de vinho (como a de taxação e impostos, a mais sensível no mercado nacional), o preço aplicado aos vinhos nacionais não me parecem compatíveis com o que o mercado consumidor está disposto a pagar, nem tem condições para tal. Gostaria de saber a opinião de vocês.

Conforme eu havia dito anteriormente, esta visita foi parte de um pacote de viagem enoturística preparada e apresentada pela Stelltour Viagens, uma agência de viagens que tem como mote viagens com destinos relacionados ao vinho. Atualmente a agência tem criado pacotes relacionados ao mundo do vinho no Brasil em conjunto com a sommeliére Mikaela Paim, que dentre outras atividades, podemos citar que é sommelière desde 2007, Presidente da Confraria Vinhos do Brasil, colaboradora da Osteria Generale há 15 anos e ainda trabalha com consultorias e Eventos Enogastronômicos. Eu recomendo tanto a visita como os pacotes de viagens da agência.

Até o próximo!