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Tuesday, April 17, 2018

Fillo Carignan Old Vines 2015

A BOWines nasceu em 2012, devido ao desejo de desenvolver uma paixão pelo vinho através da procura de castas e áreas que permitam produzir vinhos modernos com personalidade e máxima qualidade. BOWines mantém um respeito e compromisso absoluto com a natureza, desenvolvendo uma viticultura que consegue manter e sustentar os diferentes "terroir" chilenos. Além disso, a BOWines entende que a produção de vinhos deve ser uma manifestação de cultura e expressão do ser humano, por isso, mantém um compromisso especial de apoiar a divulgação e o desenvolvimento de todo tipo de manifestações artísticas. Sua experiência e conhecimento no desenvolvimento de excelentes vinhos é a sua maior força. Esta experiência baseia-se no conhecimento adquirido pelo enólogo Alvin Miranda ao longo da sua vida profissional, tanto no Chile como na Europa, onde viveu durante mais de uma década.


Focando agora no Fillo Carignan Old Vines 2015, podemos ainda afirmar que é um vinho feito com uvas Carignan (90%), Merlot e Cabernet Sauvignon (10% entre ambas as duas últimas) de vinhas com mais de 60 anos de idade, localizadas na melhor terra seca do Vale do Maule sem passagem por madeira. A curiosidade fica pelo nome, "Fillo" seria filho, em português. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas vermelhas, com um toque mineral, de pimenta e notas florais.

Na boca o vinho apresentou corpo médio aliado a uma ótima acidez e taninos macios. O retrogosto confrima o olfato e o final era de longa duração.

Mais um belo vinho chileno que provamos por aqui, de uma uva que aos poucos vai caindo na graça dos nossos consumidores e que se mostrou muito elegante aliado a sua potência. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Friday, February 16, 2018

Luis Felipe Edwards 360° Series Carignan 2014

A história de Viña Luis Felipe Edwards (LFE), produtora do vinho, remonta a 1976, quando Luis Felipe Edwards Sr. adquiriu a propriedade Fundo San José de Puquillay, localizado no Vale do Colchágua. A propriedade fica situada em um vale em forma de ferradura isolado, separado do majestoso e coberto de neve Andes pelo de seus cumes, San Fernando. Naquela época, ele plantou 60 hectares de vinhas, entre elas principalmente Cabernet Sauvignon, Malbec, Merlot e Carmenère. No início dos anos noventa, Luis Felipe Sr. decidiu fazer vinho com seu próprio nome e assim construiu uma moderna adega, equipada com a mais recente tecnologia no estado da arte da vinificação. A primeira safra, Luis Felipe Edwards Cabernet Sauvignon 1994, foi lançado no mercado internacional no final de 1995. A Viña Luis Felipe Edwards tem crescido desde então com o intuito de ser a maior empresa de vinhos de propriedade 100% familiar do Chile, com 1.850 hectares de vinhedos e tendo seus produtos exportados para mais de 70 países; duas gerações estão ativamente envolvidas em manter a marca sinônimo de qualidade e os valores familiares tradicionais nos dias de hoje.


Falando agora do Luis Felipe Edwards 360° Series Carignan 2014, o vinho faz parte de uma linha cuja abordagem que procura o melhor clima e solo, da Cordilheira ao Mar, sem restrições e com apenas um objetivo; alcançar a máxima expressão e pureza da variedade, no caso a Carignan. Conforme dito anteriormente, é um vinho 100% feito com a casta em questão e passa por 8 a 12 meses de envelhecimento em barricas de carvalho francês de primeiro, segundo e terceiro usos. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com algum brilho e limpidez. Lágrimas finas, rapidas e coloridas se faziam notar também.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, chocolate, flores, especiarias e toques herbáceos. 

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidea e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um belo vinho chileno que provamos por aqui, de uma uva que aos poucos vai caindo na graça dos nossos consumidores e que se mostrou muito elegante aliado a sua potência. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Thursday, March 30, 2017

Clos des Fous Pinot Noir Latuffa 2014

O vinho de hoje é de um projeto de autor, a vinícola Clos des Fous, um até certo ponto novo e pequeno produtor independente, com sede em Maule, no sul do Chile e que surgiu em 2008. Os 'fous' (tolos) no nome da vinícola são quatro amigos, incluindo o enólogo François Massoc e Pedro Parra, o gênio do terroir do Chile, que se reuniram na Borgonha. Somam-se a eles ainda Paco Leyton (enólogo e viticultor) e Albert Cussen (o "portador da sabedoria"). A filosofia da Clos des Fous é de explorar grandes vinhedos fora das áreas vinícolas tradicionais chilenas, especialmente aquelas nas condições extremas mais ao sul e no leste - descritas como "loucura" por seus pares no país. Além disso, Pedro Parra acredita que os solos rochosos resultam em menor vigor da videira e raízes mais profundas, o que ele acredita dá um melhor equilíbrio e mais finesse aos vinhos. A Clos des Fous opera segundo o princípio da intervenção minimalista, inspirado nas experiências dos parceiros na Borgonha.


Já sobre o Clos des Fous Pinot Noir Latuffa 2014 podemos ainda acrescentar que é um vinho 100% Pinot Noir com uvas oriundas do vinhedo conhecido como Traiguen, localizado em Malleco D.O., a denominação de vinho mais ao sul e mais frio no Chile. O clima é continental, frio, nublado, com 900 a 1.200 mm de precipitação por ano. As videiras não são irrigadas. Passagem de 24 meses em carvalho. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e incolores também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos bem frescos, flores e algo de baunilha ao fundo. Com algum tempo em taça notas de folhas e ervas também se apresentam.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, taninos finos e uma acidez refrescante. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um bom vinho feito a partir da casta Pinot Noir no Chile, que tem mostrado especial aptidão para o cultivo desta uva em seus climas mais frios, trazendo boa tipicidade. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Monday, September 5, 2016

Domaine Oriental Merlot Reserva 2015

A história da Viña Casa Donoso, produtora do vinho de hoje, começou em 1989, quando um grupo de empresários estrangeiros, cativado pela beleza e pelas potencialidades do Valle del Maule, adquiriu a fazenda La Oriental, que pertencia à senhora Lucia Donoso Gatica, sendo que este histórico “domaine” está situado no coração da famosa DO chilena e a 250 quilômetros ao sul de Santiago. Uma mulher de especial encanto e empuxe empresarial, ela não só inspirou um dos primeiros vinhos engarrafados, “Doña Lucía”, mas também o próprio conceito da Viña Casa Donoso, orientado para a produção tradicional de vinhos tintos e brancos, no melhor estilo francês. A Viña Casa Donoso maneja quatro vinhedos no Vale do Maule. O primeiro, “Fundo La Oriental”, está localizado a leste da cidade de Talca (daí o nome), capital da região do Maule. O segundo, “Fundo Las Casas”, está situado na zona de San Javier. O terceiro, “Fundo San Vicente”, localiza-se a poucos quilômetros ao norte do “Fundo La Oriental” e o último é o Pencahue. Atualmente a vinha ocupa uma área de cerca de 710 hectares.


Já sobre o Domaine Oriental Merlot Reserva 2015, podemos acrescentar que é um vinho feito 100% a partir de uvas Merlot oriundas de de vinhedos localizados no coração do Vale do Maule e que, após todo processo de fermentação, passa por estágio de 6 meses em barricas de carvalho francês e americano. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de média para grande intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, ligeiramente mais demoradas e com alguma cor também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros maduros, especiarias doces, notas herebáceas e chocolate.

Na boca o vinho mostrou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um excelente vinho chileno que provo por aqui, ainda mais se levando em conta o custo benefício. Eu recomendo, e muito, a prova do vinho. É mais um vinho do Clube de Vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

Monday, August 15, 2016

Domaine Oriental Chardonnay 2015

Ontem foi dia dos pais, e por mais que o carácter comercial tenha deturpado um pouco esta data, é sempre bom ter a oportunidade de estarmos juntos a quem, juntamente com a nossa mãe, nos deu a vida e passou todos os ensinamentos, carácter e afins. E pra comemorar, é claro que um gostoso almoço em família não poderia faltar, e junto, um vinho bacana também. E o escolhido do dia foi o Domaine Oriental Chardonnay 2015. Vamos ver o que descobrimos sobre ele? 


A história da Viña Casa Donoso, produtora do vinho de hoje, começou em 1989, quando um grupo de empresários estrangeiros, cativado pela beleza e pelas potencialidades do Valle del Maule, adquiriu a fazenda La Oriental, que pertencia à senhora Lucia Donoso Gatica, sendo que este histórico “domaine” está situado no coração da famosa DO chilena e a 250 quilômetros ao sul de Santiago. Uma mulher de especial encanto e empuxe empresarial, ela não só inspirou um dos primeiros vinhos engarrafados, “Doña Lucía”, mas também o próprio conceito da Viña Casa Donoso, orientado para a produção tradicional de vinhos tintos e brancos, no melhor estilo francês. A Vinha Casa Donoso maneja quatro vinhedos no Vale do Maule. O primeiro, “Fundo La Oriental”, está localizado a leste da cidade de Talca (daí o nome), capital da região do Maule. O segundo, “Fundo Las Casas”, está situado na zona de San Javier. O terceiro, “Fundo San Vicente”, localiza-se a poucos quilômetros ao norte do “Fundo La Oriental” e o último é o Pencahue. Atualmente a vinha ocupa uma área de cerca de 710 hectares.

Sobre o Domaine Oriental Chardonnay 2015, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito 100% com uvas Chardonnay de vinhedos com idade média de 15 anos, lá no Vale do Maule. Cerca de 60% do vinho passa por 3 meses de envelhecimento em barricas de carvalho enquanto o restante fica em tanques de inox. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo palha com leves reflexos dourados, uma ótima limpidez e excelente brilho.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos cítricos e tropicais, leve toque de mel e manteiga.

Na boca o vinho mostrou ser untuoso e fresco, com o retrogosto confirmando o olfato. O final era longo e saboroso.

Mais um excelente vinho chileno que provo por aqui, ainda mais se levando em conta o custo benefício. O vinho era tão fresco e alegre, que nem percebi que a garrafa foi esvaziando. Impressionante! Eu recomendo, e muito, a prova do vinho. É mais um vinho do Clube de Vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

Thursday, August 4, 2016

J. Bouchon Canto Sur 2014

Com tantos eventos e vinhos degustados ultimamente, fica difícil manter em dia os posts por aqui mas vez ou outra, prometo que tentarei com todo meu esforço atualizar vocês, meus caros leitores, com alguma coisas boas que provei por ai. O vinho de hoje, o J. Bouchon Canto Sur 2014 foi uma grata surpresa que conheci no International Wine Show do Frei Caneca. Espero que gostem.


Na Bouchon Family Wines, tudo começou no século 19, quando um jovem enólogo francês de 22 anos, chamado Emile Bouchon, chegou ao Chile, vindo mais especificamente de Bordeaux para o Vale do Maule para fundar sua própria vinícola. Depois de muitos anos de trabalho duro, ele conseguiu adquirir uma antiga vinícola no Vale do Colchágua chamada Angostura (com vinhedos de mesmo nome), onde começou a cultivar as variedades típicas francesas como Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot e Sauvignon Blanc. Emile conheceu e casou com Germaine Fauré, cuja família também deixou a França para o Chile em busca de novas oportunidades, e tiveram quatro filhos juntos. Seus dois filhos, Abel e Antonio, passaram a estudar agronomia na Universidade do Chile e mantiveram a tradição vinícola da família viva, assim como o filho de Antonio, Julio, faria muitos anos depois. Hoje a quarta geração da família é quem toca os negócios.

Falando agora especificamente do J. Bouchon Canto Sur 2014, podemos ainda acrescentar que este vinho é um blend das uvas Carménère, Carignan e País (70% da primeira e 15% de cada uma das outras duas). A fermentação acontece em tanques de concreto onde ocorre também o envelhecimento, por cerca de 4 meses. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade, bom brilho e limpidez.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos e escuros maduros, especiarias (mais voltado para pimentas) e café espresso.

Na boca o vinho se mostrou encorpado com boa acidez e taninos sedosos. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

Um belo vinho chileno, num corte inusitado e que vale a prova. Elegante, corpulento e harmônico. Eu recomendo.

Até o próximo.

Wednesday, June 10, 2015

Aves del Sur Reserva Cabernet Sauvignon 2013: O típico BBB!

Voltando a saga pela procura de vinhos que possam caber no orçamento cada vez mais exprimido de nós, trabalhadores brasileiros, chega um bom exemplar chileno com importação exclusiva da rede de supermercados Pão de Açúcar, um BBB (bom, bonito e barato), que é o Aves del Sur Reserva Cabernet Sauvignon 2013. Vamos ver o que podemos falar sobre ele?


O vinho é produzido pela Del Pedregal Family Wines, grupo chileno que possui algumas marcas sob o seu guarda-chuva, a saber: Since, Origem, G7, Carta Vieja e Aves del Sur. As instalações da família estão localizadas em Villa Alegre, na região chilena do Vale do Maule, com uma adega que tem resistido ao teste do tempo e que tem se modernizado ao longo dos anos. Como resultado, tem sido capaz de alcançar progressos significativos no mundo da vinificação. A adega tem uma capacidade de mais de 15 milhões de litros, com 2.500 barris, a maioria dos quais são feitos de carvalho francês. A área de engarrafamento é capaz de encher 9.000 unidades por hora. Apesar das demandas de novas tendências na indústria, e os diferentes desafios que têm surgido, a família Del Pedregal tem sido capaz de continuar e aperfeiçoar a sua gestão desta empresa de cunho familiar.

Já sobre o projeto da marca Aves del Sur, a Del Pedregal Family Wines diz ser uma homenagem a todas as espécies de aves que prosperam pelo Chile e que voam sobre suas vinhas, exibindo seu espírito livre. Essa característica é então incorporada nas do vinho, através de toda sua expressão jovem, fresca e frutada. Finalmente, sobre o Aves del Sur Reserva Cabernet Sauvignon 2013 podemos ainda acrescentar que é um varietal 100% Cabernet Sauvignon com passagem de 10 meses em barricas de carvalho francês e posterior envelhecimento de 8 meses em garrafa antes de serem liberados ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor violácea de média para grande intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, espaçadas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutos escuros, baunilha e algo de tostado. Ao fundo algo de herbáceo bem delicado.

Na boca o vinho tinha corpo médio, boa acidez e taninos finos. Retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um bom vinho que entra com boa vantagem numa lista de bom custo benefício, sendo encontrado por volta de 38 reais no Pão de Açúcar. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Tuesday, February 10, 2015

Erasmo 2007: Muita história e falação por trás de um vinho!

Hoje vamos falar de um vinho que teve muito burburinho ao seu redor quando foi eleito pelo Guia Descorchados em sua edição de 2012 como o melhor vinho chileno. Entretanto, não espere encontrar aqui a confirmação ou negação acerca desta afirmação. Eu não acredito nem estou em condições de julgar se um vinho é o melhor do país e ponto. Aqui iremos ver o que encontramos de informações sobre ele e nossas impressões a respeito de sua degustação. Você já deve estar se perguntando qual é o vinho (mentira, você já leu o nome no título). Bom, só pra constar, falaremos hoje do Erasmo 2007.


O vinho é produzido pela Viña La Reserva de Caliboro, localizada em Loncomilla, Vale do Maule, na região central do Chile. A adega de "La Reserva de Caliboro" foi construída no final do século XIX com o objetivo de produzir vinhos para a propriedade Caliboro e foi usada em sua forma original até o final do século XX. Em 2005, após alguns anos de inatividade e do nascimento de "La Reserva de Caliboro", o conde Francesco Marone Cinzano decidiu reconstruir a impressionante estrutura , com um projeto ambicioso. Ele teve como objetivo resgatar um símbolo emblemático do patrimônio rural chileno, a conservação e a restauração do edifício, combinando elementos antigos e modernos. Francesco partiu da Itália em busca de inovação, passou anos estudando novos terroirs e escolheu o Chile como destino.

O nome Erasmo veio como uma homenagem a um dos trabalhadores da propriedade, um homem do campo, que o ajudou na fundação da vinícola e cuja sabedoria sobre o cultivo de uvas no local ajudou a preparar o solo e plantar as videiras que foram especialmente importadas da Europa para esta finalidade. É um corte bordalês, com Cabernet Sauvignon, Merlot e Cabernet Franc (60%, 30% e 10%), com maturação de 18 meses em barricas francesas e 12 em garrafa. Vamos as impressões?

Na taça o vinho mostrou uma coloração violácea intensa, brilhante e sem transparência. Lágrimas finas, espassadas e coloridas compunham também o aspecto visual.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutas negras, especiarias, chocolate e notas mentoladas. É um vinho bem perfumado.

Na boca o vinho se mostrou elegante, de corpo médio para encorpado, taninos macios, sedosos e uma boa acidez. Retrogosto confirma o olfato e o final é longo e persistente.

O vinho acompanhou bem carne de cordeiro com aspargos grelhados. É um bom vinho e, pelo preço pago (cerca de 90 reais), valeu o investimento. Tente a prova, eu recomendo.

Até o próximo!

Sunday, October 14, 2012

Palo Alto Reserva 2009

Eu fico bastante feliz e surpreso quando bebo um vinho de preço bom e que me dá muito prazer. Evidentemente que a situação era mais do que propícia: eu estava junto com meu amor, ela havia preparado um delicioso jantar e enfim, quase podia dizer que estava em família. De qualquer forma, este famoso chileno me surpreendeu de forma muito positiva. 


O nome Palo Alto é um nome popular dado a um tipo de árvore espinhosa nativa do Vale Central  do Chile e dizem os produtores chilenos que, quando num terreno se encontram tais árvores, a probabilidade de se fazer bons vinhos é enorme. Fundada no Vale do Maule em 2006, a vinícola tinha como missão explorar e mostrar ao mundo o melhor que a região poderia representar em termos vitivinícolas. O vinho em questão é um corte de Cabernet Sauvignon (60%), Carmenére (25%) e Syrah (15%) com estágio de 8 meses em carvalho. Vamos ao vinho.

Na taça uma bonita cor violácea brilhante, profunda e quase sem transparência. Lágrimas finas, levemente coloridas e bem rapidinhas completam o conjunto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas vermelhas, especiarias, toques de tabaco e madeira. Boa complexidade pra um vinho desta linha.

Na boca o vinho tinha corpo médio, boa acidez e taninos finos, macios e prontos para o consumo. Retrogosto trazendo frutas e especiarias num final de média duração. Sem amargor final.

Mais um bom vinho, sinônimo de um bom custo x benefício, que eu recomendo mesmo para aqueles recém iniciados no vinho ou que queiram se iniciar, pois irá agradar em cheio. Eu recomendo!

Até o próximo!

Saturday, December 24, 2011

Gillmore Hacedor de Mundos Cabernet Franc Old Vines 2007

Este vinho foi mais um descoberto nas degustações as cegas que o Beto Duarte promove. Nesta última quinta feira, 22 de dezembro, tivemos nova oportunidade de provar mais 25 vinhos chilenos, com excelentes nomes entre estes. Desta vez vou falar de um exemplar pouco típico na região, mas que surpreendeu positivamente pela qualidade e pela apresentação visual (rótulo).

A Vinícola Gillmore é um negócio familiar, que começou em 1990 por Francisco Gillmore. Numa joint venture com a sua filha e genro, eles desenvolveram um projeto no Vale do Locomilla (Maule - Chile) que daria carácter distinto aos vinhos da linha Gillmore, apelidados de vinhos de boutique ou vinhos de autor. A linha intitulada "Haxedor de Mundos" tenta retratar o autor do vinhos, um visionário em um trabalho conjunto de Daniela Gillmore com o famoso enólogo Andrés Sánchez. O varietal é elaborado com uvas 100% Cabernet Franc e repousa por 18 meses em carvalho francês para fermentação malolática e afinamento. São produzidas em média 600 mil garrafas deste vinho. Vamos a ele.


Na taça apresentou uma bonita coloração violácea forte, com bastante brilho e pouca transparência, Lágrimas finas, coloridas e rápidas davam um tingimento às paredes da taça.

No nariz o vinho abriu com notas de frutos escuros (ameixa preta/jabuticaba) bem maduros, alguma coisa de eucalipto (aqueles que são utilizados em sauna) e leve especiado. Madeira muito bem integrada. Aromas elegantes.

Na boca o vinho tinha corpo médio, taninos finos mas presentes, de boa qualidade e boa acidez. Ataque inicial levemente adocicado, com um final de média duração trazendo de volta muita fruta. 

Um vinho de muita qualidade, que graças ao Beto tive a oportunidade de conhecer e que, pelas minhas pesquisas é vendido na faixa dos 90 reais e pode ser considerado uma boa compra. 

Aproveitando o post, gostaria de deixar registrado aqui os votos deste blogueiro de um natal cheio de luz, amor e reflexão para vocês leitores e toda a sua família, onde a essência do natal não se perca em todos os dias do ano. Um brinde a todos e que muitos bons vinhos possam ser apreciados na noite de hoje!!

Até o próximo!