quarta-feira, 17 de julho de 2019

Torre Zambra Villamagna 2015

Foi em 1910 que Vincenzo foi a Nápoles para concluir a negociação que o levou a comprar um pedaço de terra de cerca de 20 hectares, onde havia uma torre de vigia. A terra era de propriedade da família Zambra, e essa torre era conhecida como "Torre Zambra". Foi nesse terreno ao redor da torre que o genro de Vincenzo, Laurentino De Cerchio, cultivou os primeiros vinhedos de Montepulciano e Trebbiano, o que o levou, em 1961, a fundar uma das vinícolas que escreveu a história da viticultura de Abruzzo, então chamada de Torre Zambra. As colinas de Villamagna desfrutam de um microclima único que as torna entre as mais adequadas no mundo para o cultivo de uvas. A proximidade extrema com o mar e as montanhas significa que há mudanças bruscas de temperatura entre o dia e a noite e entre as diferentes estações do ano. Estas características climáticas particulares permitem que os diferentes aromas das uvas se apresentem na sua melhor expressão, aumentando a sua intensidade e realçando as suas cores. As colinas onde as vinhas da adega são cultivadas estão em perfeita exposição a sudeste, entre 150 e 300 metros de altitude. Os solos são calcários-argilosos, ricos em húmus e nutrientes.


Falando agora sobre o Torre Zambra Villamagna 2015, podemos ainda dizer que o vinho é feito com uvas 100% Montepulciano de vinhedos em Villamagna, considerado o melhor terroir de Abruzzo, limitado a um total de 85 hectares entre três aldeias (em comparação com um total de 30.000 hectares em toda a região), sendo ainda uma DOC bem recente, datando de 2011. Passa ainda por envelhecimento em cimento vitrificado por 12 meses e em garrafa por 6 meses. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, coloridas e de média velocidade também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, chocolate, couro e algo de especiarias. 

Na boca o vinho se mostrou encorpado com taninos macios aliados a uma boa acidez. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

Um belíssimo vinho italiano provado por aqui. Mais um vinho apresentado pelo clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

quinta-feira, 11 de julho de 2019

Quanto maior a sua educação, mais você gasta em álcool

É importante ser sempre inteligente em relação ao consumo de álcool - mas e quanto a ser mais "estudado" sobre o consumo de álcool? Alguns dados recentemente publicados sugerem que, de fato, pessoas com níveis mais altos de educação, como os de nível superior, gastam significativamente mais em bebida do que aquelas que nunca terminaram o ensino médio.


Nesta semana, o Visual Capitalist forneceu sua análise de “Como os americanos ganham e gastam seu dinheiro, por nível educacional”. O site analisou os ganhos e gastos de quatro grupos - não graduados nem no ensino médio, diplomados do ensino médio, bacharéis, e aqueles com pós-graduação - usando dados retirados do Bureau of Labor Statistics e compilados visualmente por Engaging Data. Embora os gastos sejam divididos em cerca de 20 categorias, como aqui o assunto é vinho e comida, nos dedicamos especialmente ao consumo de álcool - e os números revelam que à medida que aumenta o nível de educação não só aumenta o consumo de álcool ( o que faria sentido, uma vez que os níveis de renda também aumentam), mas a proporção de renda que as pessoas gastam com o álcool aumenta também.

O gasto médio das famílias para aqueles sem um diploma do ensino médio é de aproximadamente 28 mil dólares, e este grupo gasta 102 dólares por ano em álcool ou apenas 0,4 por cento do seu orçamento total, de acordo com os dados. Para graduados do ensino médio, isso vai até US $ 276 e 0,8 por cento dos gastos. Mas para as famílias com diplomas de bacharel, as despesas anuais com álcool saltam para US $ 760, ou 1,2% de seus gastos médios anuais de US $ 63.373. E para as famílias com mestrado ou superior, as despesas com bebida alcoólica estão listadas em US $ 992 por ano. Isso equivale a cerca de US $ 19 por semana, ou dinheiro suficiente para comprar uma garrafa decente de vinho todo fim de semana.

Embora nenhuma explicação seja fornecida a respeito de porque essa correlação pode existir, a NBC News aponta que, além de renda mais alta, as médias também poderiam ser afetadas pelo fato de que níveis mais baixos de educação se correlacionam com menos bebida em geral. Um relatório de 2015 da Gallup descobriu que oito entre dez graduados em faculdades disseram que bebem ocasionalmente, em comparação com apenas metade dos entrevistados com apenas o ensino médio. Mas em defesa daqueles no ensino superior, tenho certeza que é impossível escrever uma dissertação sem um gole.


Matéria original em https://www.foodandwine.com

quarta-feira, 10 de julho de 2019

‘Roteiro Do Vinho’ Passa a Integrar a AENOTUR

O Roteiro do Vinho - localizado no município de São Roque (SP) - passa a integrar a AENOTUR, Associação formada por municípios e entidades gestoras do turismo vinculados à cultura do vinho e promotoras de roteiros do vinho, com representação em sete país.


De acordo com Túlio Patto, Presidente do Roteiro do Vinho, esta participação é de suma importância tanto para o Roteiro quanto para os habitantes da Estância Turística de São Roque. “Trata-se de mais um passo, mais um reconhecimento do nosso Roteiro do Vinho para o Turismo e para a geração de empregos em nossa região”, afirma.


Sobre o Roteiro do Vinho, São Roque, SP: O Roteiro do Vinho fica localizado na cidade de São Roque (SP). Trata-se de trecho de 12 quilômetros, que contém cerca de 40 estabelecimentos, dentre Vinícolas e Adegas, Restaurantes, Pousadas, Entretenimento e Compras. Há restaurantes de Gastronomia Brasileira, Vegetariana, Comida Caipira, Tropeira, Portuguesa, Italiana e Contemporânea, oferta de lazer e toda uma programação voltada ao universo dos vinhos. Em meio à Mata Atlântica, abriga animais como maritacas, tucanos, corujas e macaquinhos. O clima é bastante agradável, de montanha, com sol durante o dia e baixas temperaturas à noite. 


Sobre a Aenotur: A Associação Internacional de Enoturismo (Aenotur) foi criada em 2014 e está representada em sete países: Portugal, Espanha, França e Itália, na Europa; e Argentina, Brasil e Uruguai, na América do Sul. Entre os principais objetivos está a ampliação de sua atuação para os demais continentes e outros países que têm o enoturismo como uma alternativa de destinos turísticos, de fonte de renda para os produtores e como disseminador da cultura do vinho e do que ela representa para seus respectivos povos.

Serviço:

Roteiro do Vinho | @roteirodovinho | www.roteirodovinho.com.br

quinta-feira, 4 de julho de 2019

Ceirós Touriga Nacional Reserva 2015

Com mais de 250 anos, a Quinta do Bucheiro, produtora do vinho de hoje, continua a ser totalmente independente, continuando orgulhosamente a pertencer à mesma família. A caminho do seu 3º centenário, a Quinta do Bucheiro mantêm os mesmos terrenos e a mesma tradição: produzir vinhos com uma qualidade superior. Implantada no Vale do Pinhão, na região do Alto Douro, numa das mais afamadas sub-regiões da Região Demarcada do Douro, reconhecida pela sua exposição a Nascente à altitude de 220 metros e com cerca de 40 hectares de vinha, sendo esta totalmente mecanizada, esta localização particular encontra-se abrangida por um microclima único que contribui, decididamente, para a tipicidade e diferenciação dos vinhos da Quinta do Bucheiro. As castas Touriga Nacional, Tinta Roriz e Tinta Barroca, para os vinhos tintos são juntamente com Malvasia Fina, Gouveio e Viozinho para os vinhos brancos, as castas selecionadas para a produção de um vinho com uma qualidade ímpar. O envelhecimento dos vinhos continua a ser feito nos seus velhos armazéns, dividindo-se o estágio pelos tonéis, pipas e meias pipas de carvalho francês, americano e português. Para os vinhos brancos não envelhecidos são utilizadas as cubas de inox. O processo de engarrafamento é executado na Quinta do Bucheiro por sistema automático e sanitizado após aprovação dos organismos reguladores e sob a responsabilidade do proprietário, Eng.º Enólogo, António Dias Teixeira.


Falando sobre o Ceirós Touriga Nacional Reserva 2015, podemos ainda afirmar que o vinho é feito com uvas 100% Touriga Nacional provenientes da sub região Cima-Corgo (Sabrosa, Pinhão), zona classificada como Patrimônio Mundial pela UNESCO. O vinho passa ainda por amadurecimento em carvalho antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violáceo de grande intensidade com algum brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, flores, especiarias mais pro lado das picantes e algo de baunilha ao fundo.

Na boca o vinho apresentou corpo médio +, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um bom vinho português provado por aqui. Meu vício, com certeza, são os vinhos de lá. Ainda não encontrei custo benefício melhor.

Até o próximo!

quarta-feira, 3 de julho de 2019

Budureasca Premium Fume 2017

As Budureasca Vines, produtora do vinho de hoje, produz seus vinhos em sua adega em Gura Vadului, na área vitivinícola de Dealu Mare, uma das mais famosas da Romênia. Estão localizados no mesmo paralelo das famosas regiões de Bordeaux e Borgonha da França, chamado de "Paralelo do Vinho". As condições ideais de clima e solo permitem obter, todos os anos, especialmente vinhos brancos secos ou semi-secos. Exposição sul, sol longo durante o ano e solos extremamente férteis feitos de chernozem e calcário trabalham juntos para dar sabores e propriedades especiais aos vinhos Budureasca. Entre as uvas tintas, a Feteasca Negra, a Shiraz e a Cabernet Sauvignon são as mais favorecidas por tais fatores ambientais da área, porque elas exigem uma quantidade de energia solar maior para amadurecer corretamente e para atingir a plena maturidade. No total, as uvas a partir do qual a Budureasca obtêm seus melhores vinhos nobres são: Cabernet Sauvignon, Feteasca Preto, Merlot, Pinot Noir, Shiraz, Busuioacă de Bohotin, Pinot Gris, Sauvignon Blanc, Feteasca Regala, Tămâioasă romenos, Chardonnay, Feteasca Alba , Riesling e Muscat Ottonel.



Falemos agora do Budureasca Premium Fume 2017, um vinho que me causou certa curiosidade quando li a sua composição, afinal é feito a partir das uvas Chardonnay, Sauvignon Blanc e Pinot Gris com um longo periodo de passagem por madeira. As uvas são colhidas em sua maturidade ideal da região de Dealu Mare. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo dourada com reflexos verdeais com um ótimo brilho e limpidez.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos tropicais e frutos cítricos, fumaça e algo de baunilha e manteiga.

Na boca o vinho apresentou corpo médio para médio + com uma ótima acidez. O retrogosto confirma o olfato, adicionando alguns toques levemente herbáceos, e o final era de longa duração.

Mais um bom vinho romeno provado por aqui, este que é mais um vinho que me foi apresentado pelo Winelands Clube do Vinho, o clube que eu assino e recomendo. Me lembrou muito um bom Bordeaux branco, dadas as devidas proporções. Eu recomendo a prova, caso tenham oportunidade.

Até o próximo!