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Wednesday, September 6, 2017

Atelier Mavro Kalavritino Cabernet Sauvignon 2015

A Cavino Winery SA, produtora do vinho em questão, é um grupo grego que tem sua fundação ainda em meados dos anos 50 na região do Peloponeso, na Grécia, mas que passou por algumas grandes modificações em todo este caminho. Aparentemente o ano de 1999 é o que detém a marca mais recente na vinícola, quando começa a introduzir no mercado local e nos mercados internacionais vinhos de alta gama no quesito qualidade. De lá pra cá contou com uma expansão forte em mais de 26 países e construiu uma linha de engarrafamento que dizem ser o estado da arte no quesito tecnologia, com capacidade de produção de 7000 garrafas por hora.


Já sobre o Atelier Mavro Kalavritino Cabernet Sauvignon 2015, podemos ainda acrescentar que o vinho faz parte da linha premium da Cavino Winery e que é feito a partir de um corte das uvas Cabernet Sauvignon (40%) e a autóctone Mavro Kalavritino (60%). A vinificação de cada variedade é feita separadamente com o corte sendo feito após a fermentação alcoólica e malolática. Por fim, cerca de 40 a 50% do vinho passa por 6 a 8 meses de amadurecimento em barricas de carvalho. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média para grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, baunilha, coco, tostados e algo de balsâmico. 

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos suaves. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Mais um interessante vinho grego provado por aqui, com predominância de uma uva autóctone até então desconhecida por mim e que aparentemente nem na Grécia é muito utilizada, tornando este vinho especial. Vale a prova, eu recomendo. Mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

Monday, July 10, 2017

Naoussa Xynomavro 2014

A Cavino Winery SA, produtora do vinho em questão, é um grupo grego que tem sua fundação ainda em meados dos anos 50 na região do Peloponeso, na Grécia, mas que passou por algumas grandes modificações em todo este caminho. Aparentemente o ano de 1999 é o que detém a marca mais recente na vinícola, quando começa a introduzir no mercado local e nos mercados internacionais vinhos de alta gama no quesito qualidade. De lá pra cá contou com uma expansão forte em mais de 26 países e construiu uma linha de engarrafamento que dizem ser o estado da arte no quesito tecnologia, com capacidade de produção de 7000 garrafas por hora. Como curiosidade, podemos ainda citar que a Cavino Winery foi eleita a melhor vinícola grega do ano de 2015 (acredite sempre desconfiando de tais "eleições).


Agora falando sobre o Naoussa Xynomavro 2014, podemos dizer que o mesmo é feito 100% com uvas Xynomavro (principal uva tinta das terras altas de Naousa na unidade regional de Imathia, e em torno de Amyntaio, na Macedônia, Grécia). O vinho estagiou em tanques de inox por 6 meses e parte do vinho teve estágio em madeira antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média intensidade com algum brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e incolores se faziam notar também.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, especiarias e toques animais que lembravam couro. Ao fundo de taça, algo de tostado também se fazia presente.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um bom vinho para o dia a dia, mais um vez fugindo dos hermanos chilenos e argentinos. É excelente para se ampliar a litragem com vinhos de outros países menos consumidos por aqui além de ser super fácil de beber, daqueles que a garrafa seca logo. Eu recomendo a prova. Mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

Thursday, November 17, 2016

Mega Spileo Moschato 2014

A Cavino Winery SA, produtora do vinho em questão, é um grupo grego que tem sua fundação ainda em meados dos anos 50 na região do Peloponeso, na Grécia, mas que passou por algumas grandes modificações em todo este caminho. Aparentemente o ano de 1999 é o que detém a marca mais recente na vinícola, quando começa a introduzir no mercado local e nos mercados internacionais vinhos de alta gama no quesito qualidade. De lá pra cá contou com uma expansão forte em mais de 26 países e construiu uma linha de engarrafamento que dizem ser o estado da arte no quesito tecnologia, com capacidade de produção de 7000 garrafas por hora. Como curiosidade, podemos ainda citar que a Cavino Winery foi eleita a melhor vinícola grega do ano de 2015 (acredite sempre desconfiando de tais "eleições).


Agora falando do Mega Spileo Moschato 2014, podemos dizer que o mesmo é feito 100% com uvas Moscato da região geográfica indicada de Achaia, com maturação sur lie em tanques de inox e portanto, sem passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo palha com reflexos esverdeados, muito brilhante e límpido.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas tropicais e cítricas e toques florais.

Na boca o vinho se mostrou de corpo médio e acidez quase crocante. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um bom vinho para o dia a dia, mais um vez fugindo dos hermanos chilenos e argentinos. É excelente para se ampliar a litragem com vinhos de outros países menos consumidos por aqui além de ser super fácil de beber, daqueles que a garrafa seca logo. Eu recomendo a prova. Mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

Thursday, July 28, 2016

Ionos Red 2014: Mais um bom grego por aqui.

Vira e mexe provo alguns vinhos da Grécia e, desde os mais simples como o caso de hoje, até os mais complexos, tenho tido boas surpresas com eles. E hoje é dia de descrever a experiência que tive com o Ionos Red 2014. Vamos ver o que descobrimos sobre o vinho?


A Cavino Winery SA, produtora do vinho em questão, é um grupo grego que tem sua fundação ainda em meados dos anos 50 na região do Peloponeso, na Grécia, mas que passou por algumas grandes modificações em todo este caminho. Aparentemente o ano de 1999 é o que detém a marca mais recente na vinícola, quando começa a introduzir no mercado local e nos mercados internacionais vinhos de alta gama no quesito qualidade. De lá pra cá contou com uma expansão forte em mais de 26 países e construiu uma linha de engarrafamento que dizem ser o estado da arte no quesito tecnologia, com capacidade de produção de 7000 garrafas por hora.

Já sobre o Ionos Red 2014, podemos ainda acrescentar que o vinho é um corte das uvas Agiorgitiko 50%, Mavro Kalavritino 30% e Syrah 20% de zonas sub montanhosas da região do Peloponeso, com altitudes que variam de 350 a 700 metros acima do nível do mar. O vinho não tem passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração rubi violácea de média intensidade com bom brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e incolores também se faziam notar.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutos vermelhos em compota com leve toque de eucalipto ao fundo.

Na boca o vinho apresentou corpo leve, boa acidez e taninos fininhos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um bom vinho para o dia a dia, mais um vez fugindo dos hermanos chilenos e argentinos. É excelente para se ampliar a litragem com vinhos de outros países menos consumidos por aqui além de ser super fácil de beber, daqueles que a garrafa seca logo. Abrimos enquanto preparávamos o jantar e quando formos ver, ele quase que já tinha acabado antes mesmo da primeira garfada. Eu recomendo a prova. Mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

Tuesday, December 8, 2015

Syrah PGI Achaia 2013: Um belo vinho grego em nossas taças

Uma coincidência muito grande marcou este vinho, e por isso, eu pensei com muito cuidado sobre como e quando escrever sobre ele. A pouco mais de dois meses estava de férias, viajando com minha família e pude conhecer o famoso Epcot International Wine and Food Festival (relembrem aqui). Lá, apesar do preço, provei alguns vinhos bem legais e um deles, coincidentemente, veio a aparecer por aqui um tempo depois. Estou falando do Syrah PGI Achaia 2013.


A Cavino Winery SA, produtora do vinho em questão, é um grupo grego que tem sua fundação ainda em meados dos anos 50 na região do Peloponeso, na Grécia, mas que passou por algumas grandes modificações em todo este caminho. Aparentemente o ano rde 1999 é o que detém a marca mais recente na vinícola, quando começa a introduzir no mercado local e nos mercados internacionais vinhos de alta gama no quesito qualidade. De lá pra cá contou com uma expansão forte em mais de 26 países e construiu uma linha de engarrafamento que dizem ser o estado da arte no quesito tecnologia, com capacidade de produção de 7000 garrafas por hora.

Sobre o Syrah PGI Achaia 2013, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito com 100% de uvas Syrah, proveniente do melhor terroir da Grécia, o de Achaia que é a denominação geográfica protegida (PGI). O vinho fermentou e amadureceu por 3 meses em barricas de carvalho antes de ser engarrafado e liberado para o mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração rubi violácea de média intensidade, bom brilho e uma boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e coloridas também se fizeram notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros e vermelhos, coco e leve toque de fumo de corda. 

Na boca o vinho mostrou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração. 

Um bom vinho para o dia a dia, mais um vez fugindo dos hermanos chilenos e argentinos. Eu recomendo a prova. Mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

Tuesday, November 10, 2015

Nemea Reserve 2009: O que é que o vinho grego tem?

As vezes alguns vinhos ficam "perdidos" na adega e, em um daqueles dias que bate uma vontade arrebatadora de abrir alguma coisa diferente, faço uma pequena "expedição ao fundo da adega" pra procurar se existe algum destes vinhos escondidos. E neste final de semana, em meio a uma destas expedições, eu cheguei até o Nemea Reserve 2009.


O Nemea Reserve 2009 é produzido pela Cavino SA, um grupo grego que tem sua fundação ainda em meados dos anos 50 na região do Peloponeso, na Grécia, mas que passou por algumas grandes modificações em todo este caminho. Aparentemente o ano de 1999 é o que detém a marca mais recente na vinícola, quando começa a introduzir no mercado local e nos mercados internacionais, vinhos de alta gama no quesito qualidade. De lá pra cá contou com uma expansão forte em mais de 26 países e construiu uma linha de engarrafamento que dizem ser o estado da arte no quesito tecnologia, com capacidade de produção de 7000 garrafas por hora.

Falando sobre o Nemea Reserve 2009 propriamente dito, podemos acrescentar que é mais um exemplar feito 100% com uvas Agiorgitiko da região do Peloponeso, mais especificamente dentro da Denominação de Origem Nemea, de vinhedos com altitudes que variam entre 400 e 600 metros acima do nível do mar. Após a fermentação, o vinho é então colocado em barricas de carvalho americano e francês onde ocorre a fermentação malolática e onde ficam por mais 14 meses para envelhecimento. Por fim, depois de engarrafado, o vinho fica nas caves da vinícola por mais 12 meses antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi de média intensidade com algum brilho e limpidez. bordas já com tendências granada. Na garrafa pudemos notar boa presença de borras. Lágrimas finas, rápidas e incolores também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos silvestres, flores e toques de chocolate amargo. Ao fundo de taça algo de tostado também se fazia notar.

Na boca o vinho se mostrou de corpo médio com boa acidez e taninos finos e macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um bom vinho para o dia a dia. Tem um quê de velho mundo, mais austero e elegante. Eu recomendo a prova. Mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

Tuesday, June 9, 2015

Atelier Lagorthi Riesling 2013: vinho grego e comida japonesa!


Aqui em casa todos gostam muito de comida japonesa e, dia desses, aproveitamos para irmos ao nosso restaurante japonês preferido, o Kazami Sushi, pertinho de casa, para comemorar o aniversário da patroa. E olha, aqui em casa também não podemos fazer uma comoração sem um bom vinho e por isso aproveitamos a oportunidade de levar o vinho grego Atelier Lagorthi Riesling 2013 para escoltar a refeição oriental.


O Kazami Sushi (unidade Mandaqui) é uma casa muito interessante de comida japonesa que apresenta um extenso cardápio de pratos a la carte além de dois tipos de rodízio: o básico, que nos dá direito a pratos quentes, sushis e sashimis variados (peixe branco, atum e salmão), shimeji, tempurá, guioza entre outros; já o rodízio especial conta ainda com frutos do mar em adição aos pratos já citados no básico. O local é muito bem decorado, limpo e climatizado, criando uma boa sensação para todos presentes. Além disso, o serviço é muito atencioso e o gerente sempre presente para verificar a satisfação dos cliente.

A Cavino Winery SA, produtora do vinho em questão, é um grupo grego que tem sua fundação ainda em meados dos anos 50 na região do Peloponeso, na Grécia, mas que passou por algumas grandes modificações em todo este caminho. Aparentemente o ano de 1999 é o que detém a marca mais recente na vinícola, quando começa a introduzir no mercado local e nos mercados internacionais vinhos de alta gama no quesito qualidade. De lá pra cá contou com uma expansão forte em mais de 26 países e construiu uma linha de engarrafamento que dizem ser o estado da arte no quesito tecnologia, com capacidade de produção de 7000 garrafas por hora.

Já sobre o Atelier Lagorthi Riesling 2013, podemos ainda acrescentar que o vinho faz parte da linha premium da Cavino Winery e que é feito a partir de um corte das uvas Riesling (55%) e a autóctone Lagorthi (45%). Passa por um período de 2 meses em contato com as leveduras em tanques de inox antes do engarrafamento. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor amarelo palha com reflexos de tendência dourada. Lágrimas finas, ligeiramente mais lentas e espassadas também se faziam notar nas paredes da taça. 

No nariz o vinho trouxe aromas de frutos tais como abacaxi e pêssego bem maduros, toques de flores brancas, plástico e algo de mineral ao fundo.

Na boca o vinho se mostrou untuoso, bem gordinho mesmo e com uma ótima acidez. Retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração. 

Conforme o esperado, o vinho se saiu muito bem ao lado dos pratos servidos no sistema de "rodízio" do restaurante. Mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

Wednesday, February 18, 2015

Deus Semisparkling Branco: só a mitologia para salvar o carnaval!

Sabe quando você pensa que a vaca foi pro brejo e vê que tudo que você planejou durante muito tempo foi por água baixo? Bem, aconteceu mais ou menos assim comigo durante este carnaval, mas ao invés de abaixar a cabeça e deixar de aproveitar, me joguei na minha adega e tentei "descobrir" o que eu tinha por lá para "ser descoberto". Aí, eu achei o vinho alvo do post de hoje e resolvi arriscar. Qual é o tal vinho? O vinho espumante Deus, da Cavino SA.


O produtor do vinho espumante, a Cavino SA, é um grupo grego que tem sua fundação ainda em meados dos anos 50 na região do Peloponeso, na Grécia, mas que passou por algumas grande modificações em todo este caminho. Aparentemente o ano de 1999 é o que detém a marca mais recente na vinícola, quando começa a introduzir no mercado local e nos mercados internacionais vinhos de alto gama no quesito qualidade. De lá pra cá contou com uma expansão forte em mais de 26 países e construiu uma linha de engarrafamento que dizem ser o estado da arte no quesito tecnologia, com capacidade de produção de 7000 garrafas por hora.

Sobre o Deus Semisparkling Branco, complementamos dizendo que é produzido a partir das castas Moscatel de Rio (60%) e 40% de Sideritis (uvas autóctones). A fermentação alcoólica com leveduras selecionadas é feita a baixas temperaturas em tanques selados. Quando o equilíbrio certo é alcançado, a fermentação alcoólica é interrompida por intenso resfriamento. Assim, temos um menor grau alcoólico (em torno de 8,5%) e um pouco açúcar residual presente. Vamos ver o que ele nos mostrou?

Na taça o vinho espumante apresentou uma bonita cor amarelo palha bem clara, quase incolor, muito brilhante e límpida. Formação consistente de pequenas borbulhas com consequente boa formação de coroa. 

No nariz o vinho espumante mostrou aromas de frutas maduras e doces como pêssego, lichias e abacaxi.

Na boca o vinho espumante se mostrou leve, com excelente acidez e boa formação de espuma. Retrogosto confirma o olfato e o final é de média para longa duração.

Uma ótima opção de vinho espumante, diferente do usual que estamos acostumados por aqui. Serviu para acompanhar de maneira decente lula frita, bem salgadinha. Acho que a acidez ajudava a limpar o palato da gordura e por ser um alimento mais salgadinho, a doçura foi bem por contraste. Recebi esse belo exemplar do Winelands Clube do Vinho, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

Tuesday, June 3, 2014

Driopi Classic Nemea Agiorgitiko 2011: Mais vinho grego por aqui!

O vinho em questão, o Driopi Classic Nemea Agiorgitiko 2011, é produzido pela Tselepos, uma vinícola situada na região do Peloponeso, Arcádia para ser mais preciso, e gerida pela família de mesmo nome. A propriedade foi fundada ao pé do Monte Parnon no final dos anos 80 sendo que hoje conta com mais de 40 hectares de vinhedos próprios e outros tantos de vinhedos de cooperados. A vinha da qual as uvas utilizadas neste vinho, a Agiorgitiko, são colhidas se encontra em uma propriedade de 8,5 hectares e fica na maior região de Koutsi (Nemea, Grécia), a uma altitude de 350 metros. O solo é de argila com declives, proporcionando boa drenagem. A colheita geralmente começa no final de setembro e termina em outubro.

Falando sobre o vinho em questão, é um varietal produzido a partir de uvas 100% Agiorgitiko de vinhas de mais de 40 anos proveniente da micro região de Koutsi dentro da denominação de origem Nemea na costa ocidental Peloponesa. A colheita é toda feita à mão para que as bagas possam ser muito bem escolhidas e a partir daí são vinificadas através da utilização de leveduras selecionadas. Antes de ser engarrafado na propriedade, o Driopi Classic Nemea Agiorgitiko 2011 estagia em barricas de carvalho francês de média tosta durante 10 meses e permanece por mais 5 meses em garrafa adquirindo complexidade antes de ser comercializado. Vamos as impressões.


Na taça o vinho mostrou uma coloração rubi violácea de média intensidade e bom brilho. Lágrimas finas, rápidas, em grande quantidade e ligeiramente coloridas.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas vermelhas frescas e toques de baunilha. 

Na boca o vinho mostrou corpo médio, boa acidez e taninos finos e macios. Retrogosto confirma o olfato. Final de média duração.

Um vinho interessante, saboroso e que vai bem para bate papos descontraídos com amigos ou com a esposa, com ou sem a companhia de comida. Vale conhecer.

Até o próximo!

Tuesday, April 22, 2014

Cavino Nemea Grande Reserve 2008: mais um grego por aqui!

Ao fim de uma semana brava, com direito a muito trabalho, visitas inesperadas e afins, tudo o que queremos é chegar em casa e ter uma boa refeição ao lado da família, não é mesmo? E muitas vezes esta refeição inclui não ter trabalho para prepara-la, certo? Ai entra aquele bom e velho telefone do disque pizza para o qual apelamos vez ou outra. E para acompanhar, nada melhor do que um bom vinho. E desta vez o escolhido foi o vinho grego Cavino Nemea Grande Reserve 2008.


Como já dito anteriormente por aqui, a Cavino Winery SA é um grupo grego que tem sua fundação ainda em meados dos anos 50 na região do Peloponeso, na Grécia, mas que passou por algumas grandes modificações em todo este caminho. Aparentemente o ano de 1999 é o que detém a marca mais recente na vinícola, quando começa a introduzir no mercado local e nos mercados internacionais vinhos de alta gama no quesito qualidade. De lá pra cá contou com uma expansão forte em mais de 26 países e construiu uma linha de engarrafamento que dizem ser o estado da arte no quesito tecnologia, com capacidade de produção de 7000 garrafas por hora.

Falando um pouco do vinho alvo deste post, é mais um exemplar feito 100% com uvas Agiorgitiko da região do Peloponeso, mais especificamente dentro da Denominação de Origem Nemea. As uvas vem de vinhas com mais de 40 anos de idade e altitude média de 850 metros. O vinho ainda estagia em barricas de carvalho francês e americano por 18 meses e em seguida permanece por mais 12 meses em garrafa antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões.

Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi intensa, com ligeiro halo granada. Lágrimas finas, rápidas e quase incolores complementavam o aspecto visual. 

No nariz o vinho mostrou aromas de frutos vermelhos maduros, toques de especiarias e chocolate. Ao fundo da taça também notava-se um pouco de tostado. 

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos finos e marcados. Retrogosto confirma o olfato. Final de média duração.

Um vinho correto, bom para acompanhar a pizza do dia a dia, sem defeitos. Interessante conhecer vinhos como este, que vem de países pouco usuais para nós aqui no Brasil. Eu recomendo.

Até o próximo!

Thursday, February 20, 2014

Cavino Patras Roditis 2012: um grego diferente

E quando chega aquele dia que você aperta aquele botãozinho na vida em que você não se importa mais com as reações e consequências e só quer saber do momento? O famoso botão foda-se. Pois é, no quesito gastronômico eu costumo dizer que isso acontece quando você come aquilo que tem vontade e se refastela todo, não importa se a comida seja fritura, se você vai ter que ralar pra gastar as calorias a mais e coisas do gênero. E ontem foi um dia desses, um dia em que tivemos um jantarzinho em forma de petisco que apesar de leve, "agrega" muitas calorias: lula frita, vinda diretamente de Ilha Bela, fresquinha delícia. E claro que este clima praiano merecia um bom vinho pra acompanhar. O escolhido: Cavino Patras Roditis 2012, mais um grego de nossa adega que veio para a mesa.


A Cavino SA é um grupo grego que tem sua fundação ainda em meados dos anos 50 na região do Peloponeso, na Grécia, mas que passou por algumas grande modificações em todo este caminho. Aparentemente o ano de 1999 é o que detém a marca mais recente na vinícola, quando começa a introduzir no mercado local e nos mercados internacionais vinhos de alto gama no quesito qualidade. De lá pra cá contou com uma expansão forte em mais de 26 países e construiu uma linha de engarrafamento que dizem ser o estado da arte no quesito tecnologia, com capacidade de produção de 7000 garrafas por hora.

Sobre este vinho, primeiro uma curiosidade: a Roditis é uma casta tinta autóctone grega, que nesse caso foi vinificada em branco onde as cascas não permanecem junto do mosto durante a vinificação. Tais uvas são provenientes de vinhas de 20 anos e são colhidas em meados de setembro, no último momento possível para que as uvas estivessem bem maduras e pudessem passar para o vinho toda a complexidade e riqueza de aromas, sabores e tipicidade de seu terroir. As vinhas estão situadas na costa Peloponesa na denominação de origem Patras. As bagas são selecionadas e colhidas à mão onde posteriormente fermentam com o auxílio de leveduras selecionadas. Antes de ser engarrafado na propriedade o vinho estagia em tanques de inox por 6 meses sob temperatura controlada e não passa por barricas de madeira. Vamos as impressões?

Na taça uma bonita cor amarelo palha brilhante com alguns reflexos verdeais. Límpido, transparente e brilhante. Lágrimas finas, rápidas e sem cor.

No nariz o vinho se mostrou extremamente frutado, com aromas de frutos cítricos (me lembrou limão siciliano) e frutos de polpa branca. Ao fundo um que de empireumático.

Na boca o vinho se apresentou com ótima e refrescante acidez, corpo médio e retrogosto confirmando o olfato com muita fruta cítrica. No final, um toque salino lembrando praia e mar que ficava por um bom tempo em boca. 

Um vinho interessante, curioso e diferente que calhou muito bem com o clima praiano das lulas fritas. Mais um dos vinhos que vieram no clube de vinhos da Winelands. Eu recomendo, o vinho e o clube.

Até o próximo!

Tuesday, February 18, 2014

Sobre a uva Agiorgitiko

Aproveitando o gancho que a postagem de um vinho grego trouxe aqui pro blog, resolvi falar um pouco sobre esta casta tinta de nome diferente e que nasce bem longe daqui de nossa terras brasilis. Obviamente pesquisei nas fontes que possuo (livros e internet) e quaisquer informações incorretas, peço que me ajudem a corrigir.

Agiorgitiko (em grego: Αγιωργίτικο, também conhecida como Aghiorghitiko, Mavro Nemeas e São Jorge) é a casta tinta que, a partir de 2012, era a variedade mais plantada na Grécia , à frente de Xynomavro . A uva tem sido tradicionalmente cultivada na região de Neméia do Peloponeso, mas pode ser encontrada em todo o país, incluindo a região de Ática e da Macedônia.

Uma das variedades autóctones gregas mais importante comercialmente, ela pode apresentar uma grande variedade de características, de um vinho suave a um vinho muito tânico, dependendo de fatores nos processos de desenvolvimento das uvas e da produção do vinho. É normalmente utilizada para vinhos varietais muito embora seja notadamente cortada com Cabernet Sauvignon em uma região em torno de Metsovo para a produção de um vinho de mesa amplamente consumido por lá e tradicionalmente chamado Katoi . Na região de Neméia é muitas vezes utilizado em vinhos rosés. Os vinhos são conhecidos por seu alto nível de aroma/sabore frutado, mas tendem a falta de alguma acidez e corpo.

A Agiorgitiko é geralmente plantada em solo seco, infértil, para incentivar a produção de menos e mas mais concentrados frutos, amadurecendo depois de meados de setembro.

Ao que parece, nem só de deuses e mitologia vivem os gregos. Bons vinhos, uvas curiosas e uma gastronomia de fama mundial. E você leitor do blog, tem alguma curiosidade grega para dividir conosco? Use o espaço de comentários e/ou a fan page do blog e enriqueça o assunto!

Até o próximo!

Thursday, February 13, 2014

Cavino Nemea Agiorgitiko 2011: Vinho grego e pizza pode Arnaldo?!

Respondendo de antemão o título da postagem, pode sim. Ao menos este vinho combinou legal com uma pizza despretensiosa em uma noite de sábado por ai. De qualquer maneira, brincadeiras a parte, vamos a algumas informações sobre a vinícola e o vinho. Lembrando que vinho na Grécia, apesar de pouco difundido por aqui, é coisa séria e tem produção que data de épocas bem antigas.


A Cavino SA é um grupo grego que tem sua fundação ainda em meados dos anos 50 na região do Peloponeso, na Grécia,  mas que passou por algumas grande modificações em todo este caminho. Aparentemente o ano de 1999 é o que detém a marca mais recente na vinícola, quando começa a introduzir no mercado local e nos mercados internacionais vinhos de alto gama no quesito qualidade. De lá pra cá contou com uma expansão forte em mais de 26 países e construiu uma linha de engarrafamento que dizem ser o estado da arte no quesito tecnologia, com capacidade de produção de 7000 garrafas por hora.

Sobre o vinho em questão, o Cavino Nemea Agiorgitiko 2011, é feito com 100% de uvas Agiorgitiko (autóctone) com denominação de origem Nemea. As vinhas estão plantadas em altitudes que variam entre 300 a 500 metros acima do nível do mar. Não passa por madeira. Vamos as impressões.

Na taça uma bonita cor rubi violácea de média intensidade, com algum brilho e pouca transparência. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas complementavam o conjunto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas vermelhas basicamente, trazendo toques florais ao fundo. 

Na boca um vinho de corpo leve para médio, acidez na medida e taninos macios e fininhos. Retrogosto confirma o olfato num final de curta para média duração.

Um vinho simples, bem feito e sem defeitos. É assim que eu o definiria. Caiu bem com uma pizza num final de noite em um sábado qualquer. Eu recomendo.

Até o próximo. 

Monday, February 10, 2014

Espumante Amalia Brut: borbulhas diretamente da Grécia para o blog!

O mais legal do mundo do vinho com certeza é ter a oportunidade de provar e conhecer vinhos de diversas partes do mundo e poder trocar idéias, por aqui ou pessoalmente, sobre o que achamos do vinho e coisas do gênero. Aproveitando ainda que dia desses minha esposa, em meio a um diálogo pós refeição, que dentre os tipos de vinhos que vinhamos provando, provavelmente os espumantes eram os que faziam a sua cabeça. Somando por fim o fato de que a remessa do clube de vinhos da Winelands era de vinhos gregos e tinha um espumante dentre estes, o que fazer se não tirar da adega o Amalia Brut?


O espumante em questão é produzido pela Tselepos, uma vinícola situada na região do Peloponeso, Arcádia para ser mais preciso, e gerida pela família de mesmo nome. A propriedade foi fundada ao pé do Monte Parnon no final dos anos 80 sendo que hoje conta com mais de 40 hectares de vinhedos próprios e outros tantos de vinhedos de cooperados. A uva branca carro chefe da vinícola, e da região por assim se dizer, é a autóctone Moschofilero. Plantadas a uma altitude média de 750 metros acima do nível do mar, tais vinhas possuem idade média superior a cinquenta anos. 

Foto retirada do site do produtor que mostra os vinhedos da onde vem as uvas Moschofilero

Sobre o espumante propriamente dito, como já escrito anteriormente, é um espumante cujo vinho base é feito com uvas 100% Moschofilero e segundo o método tradicional de produção de espumantes, com a segunda fermentação em garrafa. Sem maiores delongas vamos às impressões.

Na taça uma bonito cor amarelo palha, límpida, brilhante e com uma boa formação de borbulhas. Perlage longo.

No nariz o vinho se mostrou extremamente floral, com leve toque de mel ao fundo. Não notei aromas característicos de leveduras apesar do método tradicional ter sido utilizado na produção deste espumante.

Na boca um vinho extremamente fresco (acidez excelente) e com uma leve dulçor num primeiro momento. Retrogosto confirma o floral. Final de média para longa duração.

Interessantíssimo esse espumante, por ser de uma uva que até então não conhecia e de um país que não temos o costume de provar seus vinhos, a Grécia. Vale lembrar que a Grécia é por excelência um país de vinhos com a viticultura sendo uma das primeiras atividades desde a antiguidade. Acompanhou algumas carnes grelhadas e o fim de noite de uma sexta feira pra lá de cansativa. Eu recomendo.

Até o próximo!

Wednesday, August 10, 2011

Crise economica de proporções mundiais? Saque uma garrafa de vinho e seja feliz!

É claro que invariavelmente a coisa não é tão simples e fácil assim mas eu vi esta idéia no site de uma revista americana e resolvi lançar o desafio. Vamos esquecer por um momento que os EUA estão neste chove não molha em relação a sua economia e o calote na dívida externa com países credores, países como Itália, Espanha e Portugal em dificuldades financeiras tendo seus títulos comprados pelo banco central da zona do euro ou mesmo a Grécia e sua recente moratória e vamos fazer o seguinte exercício: pegue em sua casa uma garrafa de vinho, seu saca rolhas e se console, afinal você também pode ser um dos que vem perdendo dinheiro neste derretimento global das bolsas de valores. A pergunta é, qual garrafa pegar? Vamos às minhas dicas, sempre lembrando que o interessante é sacar da adega uma garrafa que irá dar uma mãozinha ao país em crise (mesmo que de brincadeira, afinal este é o intuito do post).

Se você é um inveterado admirador dos EUA, a dica do dia é um velho e bom Zinfandel. Me aproveitando do último evento que estive presente, o Encontro de Vinhos (relembre aqui), vou lançar mão de um vinho que eu provei na feira e mais do que aprovei: Zinfandelic 2006, de Amador County, na Califórnia. Este Old Vine Zinfandel é bem carnudão, daqueles que você tem a sensação de estar mastigando o vinho além de fruta e especiarias abundantes! Trazido ao Brasil pela Smart Buy Wines este vinho recebeu 90 pontos (se você é viciados em pontuações) e deve estar na faixa dos R$ 90,00 ~ 100,00.

Agora se o seu negócio é a boa e velha Itália e sua excelente gastronomia e famosos vinhos, a dica de hoje vai pra um dos mais famososo vinhos do mundo: Brunello de Montalcino Camigliano 2003. Feito a partir de uvas Sangiovese na bela região da Toscana, este vinho já fora avaliado aqui no blog em outra ocasião (aqui), mas é impossível esquecer de sua complexidade, grande corpo e acidez, proporcionando momentos de raro prazer. Acompanha bem a culinária local e é encontrado facilmente em lojas como a Rei dos Whiskys e Vinhos de sampa. Boa pedida.

Pensando em alguma latinidade em seu sangue, por que não um bom espanhol? Trazendo um bom exemplar com uma das uvas símbolos do país, a Tempranillo (Tinta de Toro), o primeiro vinho que me vem a cabeça é o Vega Saúco Piedras Crianza, este com custo benefício inigualável e já avaliado por aqui. Mix de frutas vermelhas/escuras, especiarias doces, bom corpo e acidez, pode ser considerado um bom vinho para o dia a dia. Trazido ao Brasil pela Ravin, pode ser encontrado em diversos lugares em preços não superiores a R$ 40,00.

E se você não abrir mão do parentesco e optar por um bom português? Esta é sem dúvida a dica mais difícil que eu vou lhe dar, uma por que sou amante dos vinhos portugueses e outra por que ultimamente provei vários bons exemplares. Mas tentando trazer a memória um dos últimos que realmente me surpreenderam, vou remete-los mais uma vez a um evento que participei, o Gourmetizando II (relembre aqui). O vinho em questão é o Assobio 2009, da região do Douro. Vinho novo, trazido pela Qualimpor, apresentou um corpo bacana, frutas e especiarias, tudo bem integrado sem marcas da madeira muito aparentes e fácil de ser encontrado em supermercados da rede Pão de Açúcar (ao menos em SP). Vá sem erro.

Não vou falar de vinhos gregos uma vez que não tenho muita "litragem" no assunto e não tenho uma boa dica, deixao porém em aberto ao leitor que quiser deixar no seu comentário alguma boa experiência com vinhos do país.

Espero que gostem das dicas e da brincadeira, leiam e divulguem o post deixando é claro as dicas de vocês para nos consolarmos diante desta enorme crise mundial.

Até o próximo!

Thursday, May 19, 2011

Retsina, mistura de vinho e resina?

Eu sei que este título soa meio bizarro mas é isso mesmo. Ontem a aula de sommellerie era sobre Grécia, Israel e Líbano, países que eu realmente não tenho quase nenhum conhecimento, seja pela dificuldade de encontrarmos bons rótulos a preços acessíveis (talvez a exceção seja a Grécia) seja pela pouca informação que os meios de comunicação especializados divulgam sobre eles. A questão é que eu tive a oportunidade de conhecer um vinho branco bem peculiar produzido na Grécia, chamado de Retsina.

A história deste vinho remonta a mais de dois mil anos atrás, onde era usada uma espécie de resina vinda das árvores de pinho para a vedação das ânforas (vasos antigos de forma geralmente ovóide e possuidoras de duas alças simétricas, confeccionados em barro ou terracota, geralmente terminado em sua parte inferior por uma ponta ou um pé estreito) utilizados para manuseio, transporte e armazenamento do vinho na antiguidade. O que geralmente acontecia era que o contato do líquido no interior das ânforas com esta resina gerava aromas peculiares nestes vinhos, o que acabou por se tornar um vinho típico da região. Mesmo após a invenção de outras formas de vedação das ânforas por parte dos romanos, tais aromas provenientes desta resina se tornaram tão popularmente difundidos na Grécia que os gregos inventaram uma maneira de preservar esta "cultura". Passaram então a fazer a mistura da resina nos vinhos ou mesmo a adição de pequenos pedaços de pinho nas barricas do vinho com o intuito de aromatiza-los. 

Ao se degustar o vinho, conforme citou a professora Alexandra Corvo, a idéia é a já batida ame-o ou odeio-o, tamanhas as emoções que o vinho pode gerar em você. O vinho degustado na aula de ontem apresentou cor amarelo claro tendendo levemente ao dourado, aromas frescos de pinho lembrando produtos de limpeza em geral, com algum floral e frutado leve ao fundo. Tem boa estrutura, se apresentou até meio gordinho em boca porém o retrogosto é marcado em demasia por esta lembrança de "pinho sol" na boca (talvez uma lembrança traumática da época em que eu trabalhei na empresa que fabricava o dito cujo). Não tenho embasamento para discutir qualidade deste vinho, somente que é diferente e para meu paladar pessoal não agradou. Pode ser que com algum prato de frutos do mar possa melhorar um pouco, o que eu particularmente não acredito. Abaixo segue o rótulo do dito cujo.

Para finalizar, se sua intenção é expandir seu paladar e conhecer vinhos muito peculiares, vale a pena ao menos a prova deste vinho. Estudante ou amante de vinhos? Sem dúvida uma excelente pedida. Agora, se a intenção é ter alguns exemplares em adega, dividir com amigos em momentos de descontração, jantares romanticos e afins você e quem for degustar o vinho contigo tem que realmente gostar. De qualquer maneira foi uma experiência enriquecedora. Mal posso esperar por outras!!
Saúde e bons goles!