quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Cavino Patras Roditis 2012: um grego diferente

E quando chega aquele dia que você aperta aquele botãozinho na vida em que você não se importa mais com as reações e consequências e só quer saber do momento? O famoso botão foda-se. Pois é, no quesito gastronômico eu costumo dizer que isso acontece quando você come aquilo que tem vontade e se refastela todo, não importa se a comida seja fritura, se você vai ter que ralar pra gastar as calorias a mais e coisas do gênero. E ontem foi um dia desses, um dia em que tivemos um jantarzinho em forma de petisco que apesar de leve, "agrega" muitas calorias: lula frita, vinda diretamente de Ilha Bela, fresquinha delícia. E claro que este clima praiano merecia um bom vinho pra acompanhar. O escolhido: Cavino Patras Roditis 2012, mais um grego de nossa adega que veio para a mesa.


A Cavino SA é um grupo grego que tem sua fundação ainda em meados dos anos 50 na região do Peloponeso, na Grécia, mas que passou por algumas grande modificações em todo este caminho. Aparentemente o ano de 1999 é o que detém a marca mais recente na vinícola, quando começa a introduzir no mercado local e nos mercados internacionais vinhos de alto gama no quesito qualidade. De lá pra cá contou com uma expansão forte em mais de 26 países e construiu uma linha de engarrafamento que dizem ser o estado da arte no quesito tecnologia, com capacidade de produção de 7000 garrafas por hora.

Sobre este vinho, primeiro uma curiosidade: a Roditis é uma casta tinta autóctone grega, que nesse caso foi vinificada em branco onde as cascas não permanecem junto do mosto durante a vinificação. Tais uvas são provenientes de vinhas de 20 anos e são colhidas em meados de setembro, no último momento possível para que as uvas estivessem bem maduras e pudessem passar para o vinho toda a complexidade e riqueza de aromas, sabores e tipicidade de seu terroir. As vinhas estão situadas na costa Peloponesa na denominação de origem Patras. As bagas são selecionadas e colhidas à mão onde posteriormente fermentam com o auxílio de leveduras selecionadas. Antes de ser engarrafado na propriedade o vinho estagia em tanques de inox por 6 meses sob temperatura controlada e não passa por barricas de madeira. Vamos as impressões?

Na taça uma bonita cor amarelo palha brilhante com alguns reflexos verdeais. Límpido, transparente e brilhante. Lágrimas finas, rápidas e sem cor.

No nariz o vinho se mostrou extremamente frutado, com aromas de frutos cítricos (me lembrou limão siciliano) e frutos de polpa branca. Ao fundo um que de empireumático.

Na boca o vinho se apresentou com ótima e refrescante acidez, corpo médio e retrogosto confirmando o olfato com muita fruta cítrica. No final, um toque salino lembrando praia e mar que ficava por um bom tempo em boca. 

Um vinho interessante, curioso e diferente que calhou muito bem com o clima praiano das lulas fritas. Mais um dos vinhos que vieram no clube de vinhos da Winelands. Eu recomendo, o vinho e o clube.

Até o próximo!

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