sábado, 1 de fevereiro de 2014

Abel Pinchard Beaujolais-Villages 2011 - #CBE

O desafio do mês para a Confraria Brasileira de Enoblogs era degustar e postar um vinho produzido a partir da uva Gamay. Confesso que não é muito fácil encontrar diversas opções quando falamos de Gamay e por isso, acabei recorrendo a uma opção pouco criativa porém mais segura. Optei então por este Abel Pinchard Beaujolais-Villages 2011.

Foto retirada do site winefoodpleasures

Beaujolais é uma região vinícola francesa que se encontra ao norte da cidade de Lyon, região esta cheia de colinas e de solo basicamente granítico, lugar onde a uva Gamay atinge seu esplendor e se torna sua embaixadora. É lá também que um método todo peculiar de vinificação é utilizado, a maceração carbônica, método este onde os grãos das uvas não são esmagados e a fermentação se inicia no interior das uvas. De seus vinhos que chegam ao Brasil, provavelmente o Beaujolais Noveau deve ser o mais conhecido (inclusive já degustei um por aqui), entretanto existem muitos níveis de vinho dentre os 10 crus que compõe a região. Podemos dizer que o Beauolais-Villages se situa em uma posição intermediária, não tão simples como os Noveau e nem tão complexo como um vinho vindo de um cru específico.


Sobre o produtor, Abel Pinchard, sua história começou em 1821, quando Jean-Marie Loron Chénas fundou uma empresa de transporte de vinho entre Beaujolais e Borgonha. Posteriormente em 1852, seu filho Jacques, o seu sucessor, fez uma fusão com a empresa do seu padrasto, da família Charlet que eram tradicionalmente vitivinicultores em Saint-Amour e Juliénas. Hoje, a empresa familiar está na sua sexta geração e é especializada na comercialização de vinhos de Beaujolais e Macon. A qualidade de seus produtos são reconhecidos internacionalmente, exporta para vários países. Dito isso, pouco se restou a falar sobre o vinho a não ser nossas impressões.

Na taça o vinho apresentou uma cor bonita rubi violáceo bem claro, transparente e muito brilhante. Formava lágrimas esparssas, rápida e incolores.

No nariz o vinho apresentou aromas frutados, frutas vermelhas principalmente (morango e cereja), trazendo aromas florais num segundo momento.

Na boca um vinho de corpo leve para médio, taninos sedosos e uma gostosa e refrescante acidez. Retrogosto confirma o olfato e deixa um final de média duração.

Um vinho simples, para o dia a dia, muito agradável e que pode alegrar ainda mais nossas refeições. E por falar em refeição, nosso cardápio do dia para acompanhar foi um belo estrogonofe de frango perfeitamente executado pela minha esposa acompanhado de batata palha fresca e caseira, além é claro de um arrozinho branco. A vida é bela, não?

Até o próximo!

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