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Wednesday, January 28, 2015

Montefino Reserva Tinto 2005

Mudando um pouco o foco das postagens dos últimos tempos, onde falamos em grande maioria de vinhos brancos e espumantes, buscamos um vinho tinto com carácter jovem, frutado, irreverente e sem pesar na hora de bebe-lo face as altas temperaturas que vemos por aqui nas últimas semanas. O escolhido para a tarefa é um portuguesinho do Alentejo que formam pra mim a melhor gama na relação custo x benefício, quando falamos de vinhos europeus. Casam muito bem com meu gosto pessoal, possuem muito carácter e expressão, grande vocação gastronômica e não ferem demais o meu bolso. Mas horas pois, qual o vinho no final das contas? Era o Montefino Reserva Tinto 2005.


O vinho em questão é produzido pela Herdade Monte da Penha, propriedade familiar que possui 139 hectares, dos quais apenas 22 são de vinhas. Está localizada em Portalegre, a capital do Norte Alentejano e foi adquirida por Francisco Fino e sua mulher, Verônica, em meados dos anos 1980. Um pouco da história deste projeto vitivinícola em Portugal pôde ser retirado do próprio site da vinícola: “Desde o início do século XX, altura em que Joaquim da Cruz Baptista planta as primeiras vinhas da “Tapada de Chaves”, que esta família está ligada à concepção de vinhos de elevada qualidade em Portalegre. O sucesso do projeto, iniciado por Joaquim da Cruz Baptista inspirou a sua única filha, Gertrudes, a continuar o seu legado e, de forma apaixonada, a levar este projeto mais além, tornando-se conhecida pela sua experiência e dedicação ao mundo do vinho. Em 1987, o seu filho Francisco Fino, companheiro nos seus projectos vinícolas, decide plantar uma vinha de 12 hectares na sua propriedade. Esta vinha contribuiu para fazer os vinhos, branco e tinto, do “Tapada de Chaves”. Com a venda da “Tapada de Chaves” em finais de 1998, Francisco Fino decide, juntamente com a sua família, partir para um novo projeto, o “Monte Da Penha”.

Sobre o Montefino Reserva Tinto 2005, podemos dizer que é um vinho composto por várias das uvas autóctones da região, a saber: Touriga Nacional, Aragonês, Alicante Bouschet e Trincadeira. Passa ainda um ano em pipas de carvalho francês Allier (250 e 500 litros). Por fim, estagia pelo menos 6 meses em garrafa antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho mostrou uma coloração rubi violácea de média para grande intensidade com tendência ao granada, mostrando halo de evolução. Lágrimas finas, rápidas e incolores também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos de frutos vermelhos maduros, leve toque floral e de especiarias.

Na boca o vinho apresentou médio corpo, taninos finos, macios e acidez ainda viva. Retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Mais um bom vinho português provado por aqui, fez companhia a um belo salmão assado com alcaparras e tomates cereja, purê de mandioquinha e aspargos no vapor. Mais uma noite daquelas de inspiração da minha esposa na cozinha deu nisso. Eu recomendo a prova, do vinho. 

Até o próximo!

Tuesday, May 13, 2014

Champagne Louise Brison Millésime 2005: Comemorações com estilo!

O final de semana foi recheado de bons motivos para comemorar: o aniversário da minha esposa havia sido na segunda feira anterior e no domingo teríamos o dia das mães. Então, nada como homenageá-la de uma vez só mas com grande estilo. Aproveitamos para sairmos e irmos jantar fora e levei junto a tira colo uma garrafa deste champagne, o Champagne Louise Brison Millésime 2005, afinal de contas, momentos especiais ao lado de pessoas especiais merecem nada menos do que vinhos especiais.


O Champagne é o vinho espumante mais conhecido do mundo, e a técnica de vinificação a mais original do mundo. O primeiro vinho da região foi elaborado há 2000 anos e, já na Idade Média, era muito famoso. A sagração dos Reis da França na catedral de Reims e a proximidade de Paris ajudaram a desenvolver as formidáveis oportunidades desse vinhedo. Na época do batismo de Clovis em 498, não era ainda o mesmo tipo de vinho que temos o prazer de tomar hoje em dia, era um vinho tinto e tranqüilo. Não tão tranqüilo, portanto, pois umas borbulhas faziam explodir as garrafas. O monge Dom Pérignon conseguiu entender o processo dessa segunda fermentação e afinou o “méthode champenoise” no fim do século XVII.

O Domaine familiar "Champagne Louise Brison" situa-se em Noé Les Mallets, no departamento Aube, onde cultiva 13 hectares de vinha AOC Champagne. O Domaine é produtor de Champagnes millésimés de grande tradição que são maturados em barris de carvalho e envelhecidos em caves durante 5 a 6 anos. As vindimas são totalmente manuais e a seleção dos cachos de uvas se faz na parcela. Produzido a partir de um corte de 50% Chardonnay e 50% de Pinot Noir, este exemplar de champagne é chamado de Millésime por um motivo: possui a safra escrita no rótulo o que normalmente indica ser um champagne de qualidade diferenciada, uma vez que isto só é feito quando o produtor considera que teve uma safra excepcional. Vamos as impressões?

Na taça o champagne apresentou uma bonita cor amarelo dourada, brilhante e muito bonita. Borbulhas minúsculas, persistentes e em boa quantidade.

No nariz o champagne abriu com notas de frutas como pêssego e abacaxi, seguidos de aromas de nozes, mel, panificação e algo sutil de flores. Bastante complexidade e muito fragrante.

Na boca o champagne se mostrou gordo, suculento e com uma boa acidez. O retrogosto confirma o olfato sem grande dificuldade, com a mesma complexidade mas com uma elegância ímpar e o final é longo, deixando um delicioso sabor no palato.

Uma noite incrível, um jantar inesquecível e um champagne pra lá de bom. Assim é que se comemora! Ainda bem que a vida proporciona estes momentos não?

Até o próximo!

Tuesday, August 13, 2013

Silver Oak Cabernet Sauvignon 2005: o vinho do dia dos pais

É claro que muito se comenta do quanto as datas comemorativas (dia das mães, dos pais, dos namorados, etc.) é realmente alguma coisa mais do que uma data criada para se estimular o consumo e o mercado muito mais do que uma homenagem aos envolvidos. Mesmo por, na minha opinião, meu pai é mais que meu herói, é meu espelho e exemplo de carácter, de atitude e de esmero pela família. Fez de tudo para criar a mim e a meu irmão da melhor maneira, deixando a maior de todas heranças incrustadas em nossa formação: a educação. E por isso todos os dias agradeço aos céus por ter tido a sorte de ser seu filho. E aproveitando que domingo era seu dia (ao menos no calendário oficial), resolvi pegar um vinho um pouco mais especial para acompanhar o almoço. O prato era costelinhas de porco ao molho barbecue (maravilhosamente executado em casa por meu pai e minha mãe), acompanhado de batatas assadas, arroz com pinhão e salada, um verdadeiro banquete. E o vinho escolhido foi o Silver Oak Cabernet Sauvignon 2005.


A Silver Oak Cellars está localizada no Alexander Valley, na Califórnia e por mais de 40 anos vem perseguindo a produção dos maiores e melhores Cabernets da região. Seus vinhos normalmente são envelhecidos de tal maneira que ao serem liberados ao mercado, já se encontram prontos para serem degustados mas ao mesmo tempo possuem boa estrutura para envelhecerem de maneira incrível. É considerado um cult lá nos EUA e por muitos amantes em geral do vinho. Recebeu diversas notas acima dos 90 pontos pelo crítico Robert Parker. Sobre o vinho é um 100% Cabernet Sauvignon que passa mais de 20 meses em barricas e mais de 12 meses em garrafa antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões.

Na taça o vinho apresentou um bonita cor rubi violácea com tons atijolados nas bordas. Lágrimas finas, abundantes, ligeiramente coloridas e de velocidade moderada complementavam o conjunto visual.

No nariz o vinho se mostrou deveras complexo, abrindo com frutos escuros maduros, chocolate amargo, pimenta, toques de canela e mentol e ligeiro tostado ao fundo. Os aromas se alternavam na taça e a cada "fungada" uma nova descoberta. Que perfume!!

Na boca o vinho se mostrou encorpado, com acidez ainda viva e taninos macios, sedosos, um veludo! Este conjunto harmônico precedia um retrogosto que confirma o olfato com frutos escuros, chocolate amargo,  mentol e especiarias. Final de longuíssima duração. Um deleite.

Mais um baita vinho apresentado pela Smart Buy Wines que custou cerca de 200 dinheiros através de seu clube de compras. Valeu o quanto custa e harmonizou lindamente com a comida, com o dia, com a alegria do momento...

Até o próximo!

Tuesday, March 5, 2013

França: da decepção a redenção!

Era mais um domingo na casa dos meus pais com um almoço especial, regado a um belo pernil suíno salada, aspargos frescos e cenouras baby no vapor. Tudo parecia ir de vento em popa e eu queria muito provar um vinho bacana junto desta refeição além de continuar no meu propósito de apresentar sempre novos vinhos e novas regiões a minha noiva quando me veio na cabeça a oportunidade de apresentá-la a uma das regiões mais famosas da França e quiçá do mundo do vinho: Bordeaux. 


A escolha recaiu então sobre o Château Calon Monatgne Saint-Emilion 2006, um vinho de corte típico da região (apelação Saint-Emilion) com 70% de Merlot, 15% de Cabernet Sauvignon e 15% de Cabernet Franc ainda com passagem de 18 meses em barricas. Não tinha como não ser bom. Mas não é que o pior aconteceu? Ao abrir o vinho a decepção: o mesmo estava estragado, intragável num aroma e gosto de papel molhado, mofo, sem quaisquer condições de consumo. Ainda insisti e resolvi deixar um tempo pra ver se o mesmo abria mas foi uma doce ilusão. Era a primeira vez que isso me acontecia. E tudo foi pelo ralo.


Ainda insistente na missão de apresenta-la a França dei mais uma chafurdada em minha adega e tirei de lá um trunfo: o Château des Estanilles Cuvée Prestige 2005, um tinto blend de Syrah, Grenache e Mouvédre vindo diretamente do Languedoc e que já foi falado um pouco neste blog em dois posts (relembrem aqui e aqui). Era a oportunidade de também reforçar ou não as sensações sobre este vinho desde a primeira vez em que o provei. Como já falei nos posts anteriores sobre a região, o produtor e detalhes do vinho, vou direto as impressões.

Na taça uma bonita cor rubi violácea brilhante e com pouca transparência. Lágrimas finas, rápidas e quase sem cor tingiam também a taça.

No nariz aromas terciários em primeiro plano: toques animais e terrosos. Ao fundo, especiarias e frutas escuras. Bastante complexidade.

Na boca um vinho de taninos firmes, boa acidez e corpo médio. Retrogosto confirma o olfato e ficava na lembrança num final de média para longa duração.

Ao final do almoço, ao menos a sensação de alívio e de dever cumprido (apesar de não ter sido o vinho dos sonhos da minha noiva) em poder ter lhe apresentado a mais uma nuance do mundo dos vinhos. Este é trazido pela Cave Jado e vale o quanto custa (cerca de 80 dinheiros).

Até o próximo!

Wednesday, November 7, 2012

Champagne Vollereaux Brut & Winebar: Eu conferi!

Este que vos fala se sente muito honrado em dizer que ontem teve a oportunidade de participar do Winebar realizado com as Champagnes Vollereaux tendo recebido uma garrafa da Champagne Vollereaux Brut, cortesia da importadora Chez France. E não poderia deixar de, em primeiro lugar, agradecer a oportunidade. Como no começo desta semana já comentei sobre o Winebar e seu funcionamento, hoje irei apenas me ater a comentar sobre minhas percepções sobre a champagne em si.


Sobre a importadora, retirada de seu próprio site: "É uma empresa franco-brasileira cuja estratégia baseia-se na divulgação e comercialização de produtos e serviços franceses no Brasil que estejam associados ao conceito de "Art de Vivre". A Chez France é uma empresa web (portal), baseada no comércio eletrônico e redes sociais, que irá ofertar um conjunto de soluções (comunicação, vendas, logística, comércio exterior, administrativo/financeiro/tributário) para que as empresas francesas ligadas ao conceito "Art de Vivre" tenham um ambiente diferenciado para ofertar e comercializar os seus produtos e serviços no mercado brasileiro".

Contando um pouco também sobre o produtor, retirado também do site da importadora: "Nascido em uma família de viticultores, instalada em Pierry et Moussy desde 1805, foi após a 1ª Grande Guerra que Victor Vollereaux decidiu produzir, ele próprio, o seu champagne. Ele fez o seu primeiro engarrafamento em 1923 e propôs a sua produção ao seu círculo de amigos e conhecidos. Essa operação se renovou de ano em ano. Pouco a pouco, ele constituiu seu estoque e uma clientela fiel que são a base da futura S.A. Vollereaux. A evolução será contínua, graças ao trabalho de todos, de geração em geração: Victor, Paul-Jules, Paul, Jean-Marc, Pierre. Atualmente, a S.A. Vollereaux é dirigida por Pierre Vollereaux e ainda persiste a mesma cooperação entre os filhos no que se refere à organização e ao funcionamento da empresa familiar, para confirmar e, sem dúvida, aperfeiçoar a conquista de seus predecessores".

Agora nos voltamos para o vinho, um champagne que pode ser considerado um clássico, feito com 1/3 de cada tipo de uva (Pinot Noir, Pinot Meunier e Chardonnay) e também um blend de vinhos dos anos 2005, 2006 e 2007 (sendo o último seu maior constituinte) sendo ainda que passa por 3 anos de contato com as leveduras e amadurecendo. Vamos as impressões.

Na taça apresentou uma bonita cor amarelo dourada, brilhante e bem límpida. De perlage extremamente persistente, podia-se até ouvir a explosão de suas bolhas em determinados momentos, formando uma leve "colcha" no topo da taça.

No nariz abriu com aromas leves de fermentação/panificação logo alternando para frutas cítricas. Muito fragrante.

Na boca mostrou acidez marcante, um mousse delicioso formando um colchão de ar, e muita fruta cítrica também no paladar. De final longo e persistente, mostrou muito frescor.

É um champagne muito leve, fácil de beber e de extremo frescor. Eu me arrisco a dizer que tem muita relação com o paladar do brasileiro comum (e eu me incluo nesta faixa) e que se encaixa plenamente no clima quente do verão que se aproxima. Confesso que havia degustado o champagne dias antes por motivos diversos e que o mesmo serviu também para comemorar alguns novos horizontes que se abrem em minha vida. E só deixou o gostinho de quero mais. Além disso tem um ótimo posicionamento de preços proposto pelo importador, o que coloca este champagne como um belo custo benefício! Eu recomendo que provem. Meus agradecimentos finais aos organizadores do Winebar e a importadora Chez France pela oportunidade!

Até o próximo!

Sunday, July 29, 2012

Faugères e as novidades da Cave Jado

Ontem foi mais um dia de esbórnia enogastronômica que começou cedo, diga-se de passagem. A uns dias atrás em um das degustações que participei com o Beto (Papo de Vinho), a Dorotheé (dona da importadora Cave Jado) havia me comentado que a importadora estava trazendo diversas novidades para os próximos dias e que nos próximos sábados aconteceriam sempre degustações bem especiais para mostrar ao consumidor tais novidades. E ela não estava de brincadeira. Este sábado pude comprovar em parte o que ela havia dito.

Eu como bom blogueiro, que não sou, não tirei fotos e portanto me utilizo da foto do release da própria Cave.

As novidades deste final de semana vinham diretamente do Languedoc, mais especificamente da apelação de Faugères, ao sul da França em um dos solos mais antigos do mundo. Todos os 5 vinhos apresentados são produzidos pelo Château Des Estanilles, que está situado numa região entre o Mediterrâneo e o sopé das montanhas de Espinouse e Cévennes, na aldeia de Lenthéric, sendo parte do município de Cabrerolles, uma das sete aldeias da denominação Faugères. As vinhas se estendem ao longo de 35 hectares de encosta, a 300 metros de altitude, sobre um dos solos a denominação de melhor qualidade, o nome do domaine vem da junção do nome das parcelas Estagnols e Fontanilles. O produtor sempre se utilizou de uma agricultura limpa, orgânica e sem químicos e defensivos agrícolas sendo que a partir de 2010 seus vinhos levarão no rótulos o selo de vinhos orgânicos/biodinâmicos. Mas sem mais delongas, vamos aos vinhos.

Começamos então com o Château des Estanilles Blanc 2007, um vinho feito num blend de 70% de uvas Marsanne e 30% de Roussanne sendo que parte do vinho fermenta e amadurece em barricas por 9 meses. Com coloração já dourada, o vinho mostra muita evolução com aromas cítricos e de mel com própolis. Na boca tem corpo médio, certa untuosidade e apesar da idade ainda apresenta uma acidez viva e deliciosa. O segundo vinho era o Château des Estanilles Tradition 2007, primeiro tinto da tarde, um blend de cinco uvas (Grenache, Cinsault, Syrah, Mourvédre e Carignan) sendo que 3 destas são vinificadas juntas e outras duas separadamente onde finalmente 20% do vinho passa por barrica para afinamento. Vinho essencialmente frutado, com aromas de frutas vermelhas, algo de especiarias e leve toque de madeira. Na boca corpo médio, boa acidez e taninos finos e macios além de uma lembrança mentolada. A partir daqui a coisa passaria a fica séria. O terceiro vinho foi o Château des Estanilles Cuvée Prestige 2005, tinto blend de Syrah, Grenache e Mouvédre sendo que o vinho já passa por um ano em madeira. É visível a mudança aqui com aromas mais evoluídos, muita especiaria, algo terroso e animal num vinho com mais corpo, boa acidez e taninos mais marcados, porém de excelente qualidade. Já o quarto vinho Château des Estanilles Gran Cuvée 2004, um vinho basicamente feito com Syrah e com 13 meses de barrica mostrando toda sua força, muito corpo, frutas escuras e pimenta, algo de couro e toques de madeira. Suculento, um grande vinho sem dúvida. E chegamos a estrela da degustação, o Les Clos de Fou 2006, outro vinho baseado na Syrah com envelhecimento em barricas porém com uma proposta diferente, mais intenso e potente tanto em aromas (notas animais, frutas escuras e muita especiaria) como no paladar, num vinho muito musculoso, encorpado e com taninos marcados e num final longo que fica na lembrança por muito tempo. É difícil porém elencar destaques, mas pensando no custo benefício apresentado, eu ficaria com o branquinho e com o cuvée prestige.

Mas para quem pensa que as surpresas paravam por aqui, um ledo engano. Tivemos também a participação especial do chef Nicolas Barbé com suas criações gourmet. De sua parte, nos deleitamos com pastéizinhos de pato deliciosamente preparados e delicadamente saborosos e uma sopa de cenoura com toques de limão siciliano sensacional. Sinceramente, comeria ao menos uma dúzia destes pastéis num piscar de olhos! O chef dá aulas de gastronomia e faz preparações especiais. Quem quiser entrar em contato com ele, escrevam para: contato@barbegastronomia.com.br .

Sou suspeito para falar da Cave Jado e da Dorothée pois como eu não canso de dizer, além de ter popularizado o acesso aos vinhos franceses, a Dorothée por si só é um doce e uma simpatia, sendo que este conjunto com certeza transforma a Cave em uma de minhas importadoras preferidas, se não for a preferida! Vale cada visita que faço a Cave. Eu recomendo que façam a visita, principalmente aos sábado quando temos degustações especiais, e se deixem levar com a conversa e os vinhos.

Até o próximo!

Sunday, July 8, 2012

Pizzato DNA 99 Single Vineyard Merlot 2005

Ontem a noite seria longa devido a espera para a luta do Anderson Silva. Eu, como fã de esportes, estava muito ansioso pois além de tudo que normalmente envolve uma luta destas, o oponente havia se mostrado um cara totalmente sem carácter e que havia desrespeitado não somente o próprio Anderson e sua família, mas os brasileiros em geral. E para acompanhar esta espera e comemorar a vitória do nosso Spider (sim eu já estava contando com esta vitória) eu escolhi este vinho nacional para a tarefa. E olha que ele tirou de letra a tarefa imposta.


A Pizzato Vinhas & Vinhos é mais uma das grandes produtoras nacionais do caldo de Baco e possui uma vasta linha de produtos, desde os mais simples até este, que pode ser considerado um dos top da vinícola, se não um dos top nacionais. Conta a história que em 1999 foi a primeira safra vinificada pela Pizzato de um vinho feito com a uva Merlot e que desde então, quando o mesmo fora liberado ao mercado, o vinho viria a se tornar uma referência de potencial da uva no Vale dos Vinhedos. Foi ai que veio a idéia de então lançar um novo vinho ícone da vinícola, a partir do mesmo vinhedo utilizado em 1999 em uma safra que seria considerada histórica para a vitivinicultura nacional, a de 2005. Este vinho então é feito com uvas 100% Merlot de um único vinhedo, passa por fermentação e maceração em tanques de aço inoxidável e por período de 9 meses de amadurecimento em barricas de carvalho francês de primeiro uso. Deste vinho foram  produzidas 6800 garrafas e eu pude degustar a de número 6214. Vamos as impressões sobre o vinho.

Na taça, em contra partida a sua idade (7 anos) o vinho ainda apresenta uma cor violácea intensa, brilhante e quase intransponível. Lágrimas finas, lentas e ligeiramente coloridas completam o conjunto visual.

No nariz o vinho se mostrou muito elegante e de certa complexidade, abrindo com aromas de frutas vermelhas quase como geléia, baunilha, couro, um pouco de madeira e leve toque de especiarias. Todos aromas muito fáceis de se identificar e bem integrados.

Na boca o vinho mostrou ser bem encorpado, taninos finos, macios e redondos com uma acidez extremamente agradável, mostrando que o vinho ainda está bem vivo e aguenta mais um tempo em garrafa. Retrogosto trazendo frutas e algo de especiarias e baunilha num final de média para longa duração.

Realmente, dentro de minha opinião, é sem dúvida o melhor vinho nacional que já provei. Muita qualidade, sem defeitos, componentes integrados e muito saboroso. Eu recomendo!

Até o próximo!

Thursday, July 5, 2012

Cheval des Andes 2005 e a realização de um sonho

Irei começar este post com um humilde pedido de desculpas pois além de ter me afastado um pouco aqui do blog, sei que este post não irá agradar muito a todos. Este post estará carregado de emoções e de sentimentos que talvez nada tenham de ligação com o vinho e seu incrível mundo mas é que ontem foi um dia especial pra mim. Depois de muito pensar e tentar escolher palavras, achei que a melhor maneira de escrever por aqui seria deixar as idéias fluírem e simplesmente escrever, sem maquiagens.

Como já devem ter percebido ou visto eu comentar por aqui, sou corintiano de coração e alma e por mais que tentasse abstrair ou não pensar sobre o assunto, a noite de ontem era especial, afinal perseguíamos o bendito título da Libertadores da América a muito tempo. Sim, muito mais do que títulos, o simples fato de ver o Corínthians já afaga o coração. Mas que este campeonato estava entalado na garganta, a isto estava. Estava, no passado, pois ontem tudo isso mudou. E evidentemente que a comemoração tinha que ser a altura. Eu já havia prometido pra mim mesmo que se esse título viesse, não iria pensar muito e iria simplesmente pegar um dos melhores vinhos que tinha em minha adega e iria tomar. E o escolhido foi o Cheval des Andes 2005. Vamos falar um pouco sobre ele agora.


O Cheval des Andes nasce de uma joint venture criada entre o mítico produtor francês Château Cheval Blanc, de Saint-Emilion, e a tradicional vinícola argentina Terrazas de Los Andes, de Mendoza. Do primeiro se resgata toda a expertise adquirida ao longo dos anos na produção de Grand Crus em Bordeaux, quase que de forma artesanal desde o plantio e cuidado com as vinhas até o blend do vinho e seu amadurecimento. Já da segunda, todo o poderio do terroir e a escolha uma a uma das variedades que melhor se adaptavam a ele. E chegaram a um vinho que alia potência e fineza de maneira excepcional, focado no mercado internacional, seduzindo os consumidores mundo a fora. O vinho é um blend de Cabernet Sauvignon, Petit Verdot e Malbec cujas proporções exatas não consegui apurar, sendo que este vinho passa de 15 a 18 meses em barricas novas de carvalho francês. Vamos as impressões.

Na taça o vinho tinha uma bonita cor violácea escura, profundo e quase sem transparência. Lágrimas finas, abundantes e ligeiramente lentas com muita cor ajudavam a tingir as paredes da taça.

No nariz o vinho foi um show, muita complexidade e aromas que se alternavam na taça de maneira muito harmônica. Começando com frutas escuras maduras, passando por especiarias, tabaco, couro, baunilha e um toque de grafite. Tudo de maneira muito elegante.

Na boca o vinho se mostrou mais elegante ainda. Os taninos apesar de marcados e presentes, eram redondos e macios. A acidez presente fazia a boca salivar e o vinho era encorpado e musculoso. O retrogosto trazia frutas e algo de chocolate e o final era delicioso e demorado, ficava por muito tempo na boca. 

Apesar de novo, o vinho já se mostrava pronto para o consumo mas também dava idéia de que poderia durar ainda alguns anos na garrafa. Enfim, um baita vinho que fechou com chave de ouro uma das melhores noites de minha vida. Este foi comprado no Free Shop e custou 70 dólares. Eu recomendo!

Até o próximo e Vai Corínthians!

Monday, January 9, 2012

Angheben Teroldego 2005

Depois de visitar a vinícola no final do ano passado (relembrem aqui) era chegada a hora de tirar da adega a garrafa que eu trouxe de lá a fim de verificar e confirmar todas minhas impressões obtidas naquele dia. E eu ainda lembro como se fosse hoje, tamanha foi minha satisfação com esta visita. 

Falando um pouco do vinho com mais detalhes, este varietal é elaborado com uvas 100% Teroldego, originária da região de Trentino na Itália e que, segundo o produtor, se adaptou bem ao terroir de Encruzilhada do Sul (aonde inclusive também a Vinícola Lídio Carraro tem obtido resultados muito bons). Passa por algo entre 6 a 8 meses em barricas para afinamento e depois ainda um pouco nas caves antes de ser comercializado. Vamos as impressões, para ver se as mesmas se confirmam desde a última vez em que provei o vinho. 


Na taça uma cor violácea profunda, escura e brilhante. Apesar da idade não apresentava halo de evolução. As lágrimas era lentas, finas e com certa cor também. 

No nariz o vinho se mostrou complexo, abrindo com notas de frutas escuras (ameixa preta), algo de couro, tabaco e especiarias. Tudo muito austero, elegante, aquela sensação de vinho do velho mundo. 

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez, taninos finos e algo rascantes, mas de boa qualidade. Final médio com lembrança de ameixa preta e algo de chocolate amargo. O vinho se mostrou muito gastronômico e pedia comida a cada gole. 

Confirmadas as expectativas, o vinho é realmente muito bom. Infelizmente só trouxe uma garrafa. Mas vale dizer que nada melhor do que degusta-lo lá no Vale dos Vinhedos com o pessoal da Vinícola. Eu recomendo! E ele casou maravilhas com risoto de shitake, alho poró e queijo grana padano e carré suino. 

Até o próximo!

Monday, July 11, 2011

Cumbres Andinas Reserve Côt 2005


Aproveitando o final de semana, buscando vinhos de bom custo benefício associados e brindando o dia da pizza (10 de julho) – nossa arrumei vários motivos simplesmente por que eu queria mesmo era beber um bom vinho – escolhi este exemplar chileno para a tarefa hercúlea.

Produzido pela Viña Butron Budinic, este vinho é feito por uvas 100% malbec (côt) vindas de vinhedos Tuniche, localizados em Rancagua no Vale do Cachapoal. Estes vinhedos estão localizados em solo aluvial extremamente férteis, o que em tese dificultaria um pouco a produção de uvas de alta qualidade. Em contra partida a esta situação, o clima é mediterrâneo e extremamente seco, o que faz com que se recorra constantemente a irrigação além de contar com uma grande amplitude térmica entre dia e noite gerando condições ideais para o trabalho neste tipo de solo. É envelhecido em barricas francesas e americanas por 14 meses.

Um parentese na descrição do vinho se faz necessária pelo nome curioso que se usa para a uva malbec neste vinho. O nome côt é de origem francês e é como a uva era originalmente chamada em seu berço, Cahors. De lá pra ca com o advento da filoxera e sua quase extinção, a mudança para o novo mundo trouxe também o nome Malbec, como ficou então conhecida mundialmente. Mas sem maiores parenteses, vamos ao vinho.

Na taça apresentou cor violácea bem escura, com bordas ligeiramente acastanhadas denotando alguma evolução nestes seis anos de vida. Lágrimas finas, rápidas e coloridas completam o conjunto.

No nariz o vinho se mostrou bem exuberante, com morango fresco em primeiro plano, seguido de muita pimenta do reino, alguma coisa de madeira e lembrança de baunilha ao fundo.

Na boca o vinho tinha corpo médio, taninos finos mas ainda presentes, boa acidez e confirmou a fruta e a pimenta do olfato. Final de média persistência com algo de chocolate.

Um excelente custo benefício trazido pela Vinea e que tinha valor em torno de R$30,00 quando comprado, o que valeu cada centavo. Recomendo para acompanhar uma pizza ou mesmo para se beber despretenciosamente numa conversa entre amigos!

Até o próximo.

Monday, March 21, 2011

Reserva Milantino Ancellotta 2005

Este vinho foi uma grata surpresa dentre os vinhos nacionais. Eu tenho lido muito e estou tendendo a concordar que o Brasil deve apostar em uvas pouco cultivadas/conhecidas no restante do mundo, com exceção claro de seu local de origem, para surpreender neste imenso mar de vinhos que temos acesso no mundo inteiro. Vejamos o exemplo da uva ancellotta, oriunda da Itália e usada em cortes e na elaboração do famoso Lambrusco. É claro que os vinhos com ela como atriz principal não são vinhaços, vinhos de guarda nem nada mas fogem do habitual cabernet sauvignon/merlot/malbec novo mundistas e trazem um prazer agradável para quem os consome, ao menos em minha opinião.

A vinícola Milantino por sua vez está localizada no Vale dos Vinhedos, no Rio Grande do Sul – na famosa Serra Gaúcha. A área plantada é de 7 hectáres, sendo cultivadas as seguintes variedades: Cabernet sauvignon, Merlot, Malvasia de Cândia, Ancellotta, Tannat, e Teroldego. Me parece que tem trabalhado em vinhos de muito boa qualidade e que tem tido boa aceitação. Este exemplar me foi indicado pela Dna. Cecília, da loja DO Brasil e ela mais uma vez acertou em cheio. Vamos as impressões.

Na taça apresentou uma coloração rubi bem forte, escura e brilhante com quase nenhuma transparência. Lágrimas abundantes, finas, rápidas e com muita cor. Veja que estamos falando de um vinho 2005 e pelo visto este ainda poderia envelhecer um pouco mais em garrafa sem maiores prejuízos.

No nariz o vinho era exuberante e franco, logo ao abrirmos a garrafa já era possível sentir os aromas de frutas vermelhas frescas, muito herbáceo e ao fundo ainda um pouco de café.

Na boca o vinho tinha taninos finos, elegantes, aveludados, quase doces. Boa acidez, trouxe de volta muita fruta, lembrando quase um chiclé tutti frutti. Final de média persistência com bom extrato.

Um vinho honesto, sincero, entrega o que se propõe e não apresenta defeitos aparentes. Sinceramente, achei muito bom e vale conhecer e ter alguns em casa.

Saúde!

Tuesday, March 15, 2011

Chateau Camplong Cuvée Grande Pièce 2005

Aproveitei minha última aula do curso de sommellerie para enófilos da Alexandra Corvo, na qual falamos e aprendemos sobre os vinhos do Rhône e do Languedoc – Roussilon, para provar um vinho da região neste final de semana. E por sorte eu tinha um vinho desta região em minha adega. O escolhido vem de uma AOC chamada Corbiéres, uma das maiores na França. Este vinho passou por 9 meses de amadurecimento em carvalho e depois um ano em garrafa, antes de ser comercializado.  Vamos as impressões.

Na taça o vinho apresentou cor rubi escura com borda granada, muito brilhante e com alguma transparência. Exibia também muitas lágrimas, finas de média velocidade e com alguma cor.

No nariz o vinho se apresentou timido logo de início, mostrando leve aroma de frutos vermelhos. Aos poucos o vinho foi se mostrando, apresentando também algo de especiarias e leve mentol.

Na boca o vinho apresentou taninos presentes, finos, elegantes. Acidez na medida para acompanhar um bom prato. Confirmou o nariz com o frutado e também algo de tostado ao fundo. Persistência de curta para média.

Um vinho elegante, complexo e que merece decantação pois foi mostrando mais qualidade com o tempo em taça. Aprovado.

Saúde.

Thursday, March 3, 2011

Cumbres Andinas Carmenére 2005 Reserve

Mais um chileninho pro blog, este degustado no último final de semana em conjunto com uma bela costelinha de porco ao molho barbecue. E vou dizer uma coisa, meu gosto pessoal, ficou show de bola. Preciso testar mais alguns carmenéres pra ter a certeza de que funciona, mas especificamente falando deste vinho, foi que foi uma beleza.

Falando um pouco sobre a vinícola Butron Budinic(produtora do vinho), a mesma possui 5 grupos de vinhedos no Vale do Cachapoal, no Chile e estes diferem entre si quanto a distância que se encontram da cordilheira(onde a influência das correntes marítimas vindo do pacífico e as frias vindas da cordilheira tem mais ou menos ação sobre eles), tipo de solo, condições climáticas, etc, podendo então dizermos que possuem 5 “terroirs” diferentes criando condições muito boas de diferença de temperatura entre o dia e a noite, bons para a obtenção de uma melhor maturação das uvas e vinhos de qualidade. A vinícola é uma propriedade familiar que já está na terceira geração de “vitivinicultores” no mundo do vinho chileno, e além de muita experiência possuem grande apreço pelo que fazem.

Sobre o vinho em questão, o mesmo tem suas uvas constituintes colhidas manualmente de vinhas de aproximadamente 15 anos de idade (90% carmenére, 6% malbec e 4% cabernet sauvignon), em solos de aluvião com muitas pedras, proporcionando boa drenagem, retenção de calor entre outros pontos positivos além de contar com um clima mediterrâneo amplamente influenciado pela cordilheira. Além disso passa por envelhecimento em carvalho americano novo. Vamos as impressões sobre ele.

Na taça o vinho apresentou uma cor vermelho rubi bem escura com bordas atijoladas. Muitas lágrimas, lentas e incolores.

Ao nariz o vinho se mostrou bem complexo abrindo com aromas de frutas vermelhas maduras destacando-se um toque de cereja no álcool, quase como um licor e morango. Ao fundo, muita especiaria com estaque para pimenta branca e um leve toque animal (embora não tenha conseguido decifrar ao certo) completavam os aromas.

Em boca o vinho apresentou taninos finos e de qualidade, quase doces e elegantes. Trouxe de volta o frutado no retrogosto e alguma coisa de canela/cravo da índia. Leve tostado ao final completavam o vinho. Longa persistência do bom extrato e sem presença de amargor.

Mais um bom vinho trazido pela Vinea, que compõe aquele quadro para o dia a dia pois não são caros. Valeu a dica.

Thursday, February 10, 2011

Falerno Del Massico Rosso 2005

Como já tenho comentado no blog a algum tempo, depois que comecei a me interessar por vinhos e todas sua nuances, procurei ler e estudar muito sobre o assunto e além disso comecei a fazer cursos sobre o tema. Hoje em dia meu paladar evoluiu um pouco e tenho sido muito curioso com os vinhos que tenho degustado, procurando regiões que não conheço e uvas diferentes das usuais que temos mais facilmente contato (as européias cabernet sauvignon, chardonnay, malbec, etc.). Este vinho postado hoje é produzido numa região da Itália chamada Campania, e é elaborado com uvas autóctones, sendo 80% Aglianico e  20% Piedirosso.

Segundo o produtor em seu site na internet, o processo produtivo se dá pelo desengaçamento e esmagamento dos bagos seguido de maceração da borra a temperatura controlada a 25/26oC por um período entre 20 a 25 dias. Após este periodo o vinho passa pela fermentação alcoólica e a seguir malolática. Para afinamento, o vinho passa por madeira de 10 a 12 meses (50% francês e 50% eslavo).  Vamos agora as impressões.

Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi violácea com um leve atijolado nas bordas, sugerindo alguma evolução. O vinho tinha aspecto limpido, com certa transparência e muito brilhante. Exibia lágrimas gordas, lentas e com certa cor.

Foi no nariz que o vinho começou a surpreender: muitos e complexos aromas, bem difíceis de se distinguir. O que eu consegui “retirar” foi que o vinho abriu com um frutado bem franco, notas de groselha e frutas escuras bem maduras, alguma coisa de especiarias lembrando talvez pimenta ou algo assim além de algum tostado e chocolate amargo. Ao fundo notava-se algum floral. Além desta complexidade aromática, o vinho (como ser vivo que é) estava em constante mudança e eu recomendaria que este vinho seja aerado/decantado por algum tempo pois me parece que ia abrindo com o tempo.

No paladar o vinho se mostrou bem encorpado, complexo trazendo de volta o frutado, floral e alguma coisa de cacau. Os taninos estavam bem presentes, elegantes, redondos! A acidez dava sustentação ao vinho, preenchendo bem a boca. Ao final, muito longo por sinal, senti um leve amargor mas que não me incomodou nem tão pouco estragou o prazer que o vinho proporcionara. 

Este exemplar fora adquirido na Vinea e não me recordo o valor pois foi numa promoção pós “Encontro de Vinhos” do ano passado. Mas com certeza valeu o preço pago. Aliás esta loja tem me surpreendido positivamente e deve receber em breve um post para comentar sobre minhas impressões.

Saúde!