quinta-feira, 5 de julho de 2012

Cheval des Andes 2005 e a realização de um sonho

Irei começar este post com um humilde pedido de desculpas pois além de ter me afastado um pouco aqui do blog, sei que este post não irá agradar muito a todos. Este post estará carregado de emoções e de sentimentos que talvez nada tenham de ligação com o vinho e seu incrível mundo mas é que ontem foi um dia especial pra mim. Depois de muito pensar e tentar escolher palavras, achei que a melhor maneira de escrever por aqui seria deixar as idéias fluírem e simplesmente escrever, sem maquiagens.

Como já devem ter percebido ou visto eu comentar por aqui, sou corintiano de coração e alma e por mais que tentasse abstrair ou não pensar sobre o assunto, a noite de ontem era especial, afinal perseguíamos o bendito título da Libertadores da América a muito tempo. Sim, muito mais do que títulos, o simples fato de ver o Corínthians já afaga o coração. Mas que este campeonato estava entalado na garganta, a isto estava. Estava, no passado, pois ontem tudo isso mudou. E evidentemente que a comemoração tinha que ser a altura. Eu já havia prometido pra mim mesmo que se esse título viesse, não iria pensar muito e iria simplesmente pegar um dos melhores vinhos que tinha em minha adega e iria tomar. E o escolhido foi o Cheval des Andes 2005. Vamos falar um pouco sobre ele agora.


O Cheval des Andes nasce de uma joint venture criada entre o mítico produtor francês Château Cheval Blanc, de Saint-Emilion, e a tradicional vinícola argentina Terrazas de Los Andes, de Mendoza. Do primeiro se resgata toda a expertise adquirida ao longo dos anos na produção de Grand Crus em Bordeaux, quase que de forma artesanal desde o plantio e cuidado com as vinhas até o blend do vinho e seu amadurecimento. Já da segunda, todo o poderio do terroir e a escolha uma a uma das variedades que melhor se adaptavam a ele. E chegaram a um vinho que alia potência e fineza de maneira excepcional, focado no mercado internacional, seduzindo os consumidores mundo a fora. O vinho é um blend de Cabernet Sauvignon, Petit Verdot e Malbec cujas proporções exatas não consegui apurar, sendo que este vinho passa de 15 a 18 meses em barricas novas de carvalho francês. Vamos as impressões.

Na taça o vinho tinha uma bonita cor violácea escura, profundo e quase sem transparência. Lágrimas finas, abundantes e ligeiramente lentas com muita cor ajudavam a tingir as paredes da taça.

No nariz o vinho foi um show, muita complexidade e aromas que se alternavam na taça de maneira muito harmônica. Começando com frutas escuras maduras, passando por especiarias, tabaco, couro, baunilha e um toque de grafite. Tudo de maneira muito elegante.

Na boca o vinho se mostrou mais elegante ainda. Os taninos apesar de marcados e presentes, eram redondos e macios. A acidez presente fazia a boca salivar e o vinho era encorpado e musculoso. O retrogosto trazia frutas e algo de chocolate e o final era delicioso e demorado, ficava por muito tempo na boca. 

Apesar de novo, o vinho já se mostrava pronto para o consumo mas também dava idéia de que poderia durar ainda alguns anos na garrafa. Enfim, um baita vinho que fechou com chave de ouro uma das melhores noites de minha vida. Este foi comprado no Free Shop e custou 70 dólares. Eu recomendo!

Até o próximo e Vai Corínthians!

2 comentários:

  1. Xará,
    Parabéns pelo título e pelo vinho!
    Faço aniversário daqui a duas semanas e vou me dar de presente minha própria última garrafa do Cheval 2004. Amo esse vinho!
    Abs

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    Respostas
    1. Fala xará! Obrigado pelas palavras. Esse vinho realmente é muito bacana, eu gostei. Fez jus a comemoração.

      Abração

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