quarta-feira, 25 de julho de 2012

Beber moderadamente durante a gravidez oferece riscos ao bebê?

Desde que me conheço por gente, esta sempre foi uma preocupação vigente no tocante ao consumo de álcool, afinal o feto sempre sofre os impactos dos hábitos alimentares e de vida da mãe, certo? Pelo que diz uma pesquisa feita na Dinamarca, existem alguns pormenores. Esta pesquisa apontou que mães que bebiam até seis doses de bebidas alcoólicas por semana tiveram filhos tão saudáveis e inteligentes quanto as mães consideradas abstemias.

Cinco estudos abrangentes, coordenados pela Universidade de Aarhus na Dinamarca, não encontraram nenhuma evidência de efeitos adversos do consumo moderado de álcool por mulheres durante a gravidez. A pesquisa, relatada no British Journal of Obstetrics & Gynecology, descobriu que crianças cujas mães bebiam moderadamente durante a gravidez se saíram tão bem como outras crianças em inteligência e testes emocionais. Apesar das constatações, os autores foram enfáticos ao alertar que ainda recomendam às mulheres que evitem o álcool durante a gravidez.

O uso abusivo de álcool é um fator de risco para déficits do desenvolvimento neurológico e incapacidade permanente em crianças não nascidas. Mas um relatório recente dos Centros dos EUA para Controle de Doenças observou que mais de 14% das grávidas mulheres de meia idade pesquisadas ​​disseram que beberam álcool durante a gravidez. Ulrik Schiøler Kesmodel, um ginecologista e epidemiologista de saúde pública na universidade e autor principal de um dos estudos, disse que a falta de orientação clara sobre o álcool pode estressar as mulheres grávidas que podem se sentir culpadas desnecessariamente depois de ingerir alguma bebidas alcoólica. "Agora temos evidências científicas que podem fazer com que este assunto seja tratado de forma mais natural", disse Kesmodel.

Os autores dos estudos disseram que esta é a primeira vez que pesquisadores da área médica realizaram essa análise de forma coordenada e variada sobre o impacto do consumo pré-natal de álcool. Os resultados são baseados em testes de inteligência de 1.628 crianças dinamarquesas, pareados aos questionários de suas mães sobre o consumo de álcool durante a gravidez. Em um estudo, as crianças foram examinadas clinicamente e, em seguida, participaram de cinco testes verbais e cinco testes de desempenho. Em outro estudo, os ensaios foram focados no comportamento da criança sozinha e entre outras crianças.

De acordo com cada um dos estudos, as crianças nascidas de mães que consumiram de uma a seis unidades de álcool por semana eram tão inteligentes e bem desenvolvidas como os filhos de mães que se abstiverem. (Uma unidade de álcool equivale a aproximadamente a uma dose de 145 ml de vinho, embora o conteúdo de álcool irá variar.) Quanto às mulheres que relataram um consumo ocasional de até cinco doses de bebidas em uma única vez, seus filhos também se apresentaram bem nos testes de inteligência. Mas essas mulheres não tinham o hábito de beber regularmente, observaram os estudos . Outro estudo observou um impacto negativo no tempo de atenção das crianças nos casos em que a mãe bebia nove ou mais drinques por semana.

Os autores foram rápidos em notar que a abstenção de álcool continua sendo a melhor opção para as mulheres grávidas por ainda não existir um limite comprovadamente seguro de consumo. "A Autoridade de Saúde e de Medicamentos dinamarquesa recomenda às mulheres grávidas que se abstenham completamente do consumo de álcool, embora saibamos de outros estudos que cerca de metade das mulheres grávidas não fica inteiramente longe do álcool durante a gravidez", dizia o relatório. "As mulheres grávidas não devem beber uma certa quantidade de álcool uma vez que o mesmo não possui qualquer benefício associado a ele durante a gravidez", disse Kesmodel. "No entanto, também acreditamos que nosso estudo sugere que pequenas quantidades consumidas ocasionalmente podem não apresentar sérias preocupações."

E você, caro leitor(a), o que acha destas pesquisas? Tem alguma opinião ou experiência para dividir conosco?

Até o próximo!

Matéria original publicada em www.winespectator.com

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