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Tuesday, May 29, 2018

Brinde sua saúde com uma taça de vinho

De acordo com os últimos estudos científicos, desfrutar de uma taça ou duas de vinho por dia pode oferecer benefícios para a saúde tanto do corpo como da mente. Estudos recentes afirmam que uma variedade de benefícios pode estar ligada ao consumo baixo ou moderado de álcool, aproximadamente duas doses ou menos por dia. Aqui estão os cinco principais tópicos:


Baixos níveis de álcool podem diminuir a inflamação e ajudar o cérebro a eliminar as toxinas. Publicado na edição de fevereiro de 2018 da revista Scientific Reports, um estudo conduzido pela Universidade de Rochester Medical Center demonstrou que camundongos expostos a baixos níveis de álcool apresentaram menos inflamação no cérebro e um sistema glifático mais eficiente, responsável por esta limpeza. A pesquisa pode ser promissora para cientistas que estudam doenças relacionadas à idade, como Alzheimer e demência.

Compostos antioxidantes encontrados no vinho tinto estão avançando nos tratamentos para doenças cardíacas. A doença cardíaca é a principal causa de morte nos EUA, mas a esperança pode ser encontrada em seu Pinot favorito. Ou mais especificamente, em dois compostos antioxidantes predominantes no vinho tinto: resveratrol e quercetina. "Meus colegas e eu desenvolvemos um stent, ou um pequeno tubo que suporta um vaso sanguíneo, que libera antioxidantes de vinho tinto lentamente ao longo do tempo para promover a cicatrização e prevenir a futura coagulação do sangue e inflamação", diz o Dr. Tammy Dugas, professor no Departamento de Ciências Biomédicas Comparadas da Louisiana State University.

O consumo moderado pode levar a uma vida mais longa. Não desencoraje a avó a procurar o vinho. A pesquisa apresentada no encontro anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência, em fevereiro de 2018, descobriu que o consumo moderado de álcool poderia estar ligado a uma vida mais longa. O estudo 90+, baseado no Instituto de Distúrbios da Memória e Distúrbios Neurológicos da Universidade da Califórnia-Irvine, é um exame de longo prazo da saúde de indivíduos com 90 anos ou mais. Segundo a pesquisa, que inclui um artigo de 2007 publicado pelos Dras. Annália Paganini-Hill, Claudia Kawas e María M. Corrada, os dados sugerem que o consumo de aproximadamente dois copos de álcool por dia foi associado a uma redução de 15% no risco de morte prematura.

Os amantes do vinho tinto podem desfrutar de uma ligeira diminuição no risco de câncer de próstata. O câncer de próstata é o câncer mais diagnosticado em homens americanos, mas o consumo moderado de vinho tinto pode estar relacionado a uma redução de 12% no risco de desenvolver a doença. No final de 2017, uma equipe de pesquisa multinacional realizou uma meta-análise de 83 artigos publicados anteriormente e 17 estudos que atenderam a critérios específicos para o projeto. 

Beber vinho pode melhorar a saúde bucal. Um gargarejo de Garganega conta como uma boa higiene dental? Ainda não, embora um estudo publicado no Journal of Agricultural and Food Chemistry, em fevereiro de 2018, implique uma ligação entre a saúde bucal e o vinho. Pesquisadores espanhóis descobriram que os antioxidantes presentes no vinho tinto impediam que as bactérias causadoras de placas aderissem ao tecido das gengivas. Esse resultado foi aumentado quando os antioxidantes foram combinados com o probiótico oral Streptococcus dentisani.

No entanto, os benefícios não estão vinculados apenas ao vinho. Os polifenóis identificados (ácido cafeico e p-cumárico), também estão presentes em outros alimentos como café e ameixas, respectivamente. Infelizmente, desfrutar de uma garrafa de um bom vinho tinto não é igual a uma boca saudável. Os pesquisadores dizem que os produtos químicos analisados ​​no estudo eram muito mais concentrados do que os presentes no vinho.


Matéria original veiculada em https://www.winemag.com

Friday, February 10, 2017

Viajando? Não beba a água, beba o vinho!

Uma nova pesquisa que está circulando no meio especializado mostrou que o álcool e a acidez características do vinho podem matar os patógenos transmitidos por alimentos antes que estes possam arruinar sua viagem. Para muitos, e eu me incluo nessa, o álcool (o vinho principalmente) e as viagens andam de mãos dadas. Mesmo quando eu não estou em um país cuja bebida símbolo seja o o vinho, eu costumo comemorar meu tempo de descanso com uma taça ou duas. E embora sempre passemos do limite com relação a comida durante as nossas viagens, podendo inclusive causar uma pane em nosso sistema imunológico, estudos têm mostrado que consumir álcool poderia realmente ser uma das melhores maneiras de evitar algumas das mais desagradáveis doenças que podem arruinar nossas ​​férias.


Os males estomacais como a listeria, a salmonela e a E. coli são armadilhas comuns para os viajantes que visitam áreas onde os padrões de saneamento são mais baixos do que aqueles a que estão habituados (e seus sistemas imunológicos). Felizmente para os amantes do vinho, estudos têm demonstrado que quando o álcool é consumido, o risco de sucumbir a doenças transmitidas por alimentos diminui significativamente. A acidez elevada do álcool torna mais fácil para a acidez natural do estômago matar tais patógenos.

O cientista baseado no Reino Unido, Richard Conroy, é um fervoroso defensor quando o assunto é o consumo de bebias alcoólicas nas férias por esta mesma razão. "Se alguém estiver viajando para um lugar onde a salmonela (por exemplo) é mais comum, você pode ser protegido por ter consumido vinho ou alguma outra bebida com o jantar", disse ele a revista Wine Spectator. Ele citou resorts all inclusive como alguns dos lugares mais prováveis ​​para pegar doenças transmitidas por alimentos durante uma viagem ao exterior, especialmente quando os buffets estão envolvidos, uma vez que os alimentos podem ficar sob uma lâmpada de calor por horas a fio. As fontes de água mal tratadas são outros exemplos de vilões para a ruína da viagem de muitos.

Como fundador de uma empresa que trabalha com doenças relacionadas a férias, a SickHoliday.com, Conroy vê casos de doenças relacionadas com viagens diariamente. No ano passado, de acordo com Conroy, sua companhia ajudou mais de 15.000 indivíduos que tiveram intoxicação alimentar quando estavam de férias ou viajando. Enquanto ele disse que estava feliz em incentivar os viajantes a desfrutar de uma bebida "para fins médicos", ele brincou dizendo que repassar tal dica adiante para minimizar o risco de doenças não fará ao seu negócio qualquer favor.

Entretanto, evitar intoxicação alimentar não é tão simples como desfrutar de uma taça de vinho no seu quarto de hotel no final do dia. De acordo com Randy Worobo, professor de microbiologia de alimentos na Universidade de Cornell, a fim de inativar os patógenos, o álcool deve ser consumido tanto ao comer o alimento contaminado ou muito pouco tempo depois. A quantidade que você bebe importa, também. "Quanto maior o percentual de álcool, mais inativação você terá dos patógenos transmitidos pelos alimentos", disse Worobo. "Assim, seu vinho de 14 por cento de álcool vai ter mais efeito em termos de matar os patógenos transmitidos pelos alimentos, em comparação com menor percentual de álcool, como a cerveja." Naturalmente, Worobo não recomenda beber excessivamente, o que poderia levar a sentir-se doente por uma razão diferente.

Por fim, vários estudos encontraram evidências de que o vinho pode matar potentes bactérias. Em 2007, alguns vinhos tintos se provaram úteis na inibição do crescimento de bactérias, e um relatório de 2004 constatou que as cascas da uva, sementes e caule que sobram após a produção do vinho se mostraram mortais para a E. coli, a salmonela e o estafilococo.

Até o próximo!

Matéria originalmente postada em www.winespectator.com

Monday, February 24, 2014

Vinho x Câncer: Novo estudo, novos benefícios?

O vinho tinto conseguiu eliminar células cancerosas em testes laboratoriais


Pesquisadores canadenses descobriram que o vinho tinto é mais eficaz do que o branco no tocante a se parar o crescimento das células cancerosas. O câncer de pulmão é a principal causa de morte entre os cânceres de homens e mulheres nos Estados Unidos. E menos de 17 por cento das pessoas que desenvolvem a doença sobrevivem por cinco anos ou mais. Agora, um grupo de pesquisadores canadenses estão olhando para o vinho buscando melhorar essas chances.

Os pesquisadores, das Universidades de Brock e McMaster, em Ontário, observaram em seu estudo, previsto para impressão na publicação Cancer Cell International, que em estudos in vitro utilizando células cancerosas, e até mesmo alguns estudos epidemiológicos, indicam que o vinho tinto possui propriedades anti -câncer. Muitas vezes, essa habilidade é creditada ao vinho tinto por este ser uma rica fonte de polifenóis, em especial o resveratrol, por isso a maioria dos estudos emprega formas sintéticas de resveratrol. Os autores no entanto deixam claro que tal estudo ainda tem resultados um tanto quanto limitados quando se trata dos efeitos do vinho num aspecto geral. Para esta pesquisa, a equipe decidiu medir o impacto dos vinhos tintos e brancos em células de câncer de carcinoma de pulmão. Eles expuseram amostras de células de câncer de pulmão  vinhos Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Pinot Noir e Riesling. Todos os vinhos foram adquiridos de produtores de Niagara e Ontário.

Eles descobriram que ambos os vinhos tintos e brancos conseguiram parar a propagação do câncer de pulmão, mas os tintos foram mais eficazes. O vinho tinto parou de forma mais eficaz a propagação de células de câncer, quando comparado com o grupo de controle, a 2 por cento de concentração. Para o vinho branco, resultados semelhantes não aconteceram em até 5 por cento de concentração. Os resultados demonstraram que, embora ambos os vinhos tintos e brancos são capazes de inibir o crescimento de células de câncer do pulmão e do potencial oncogênico, existe uma diferença na potência dos vinhos pois estes efeitos só foram observados com doses mais elevadas de vinho branco. A hipótese é que o teor de fenólicos totais, que é muito maior no vinho tinto, pode ser o responsável por tal diferença.

O estudo mostrou que o vinho tinto faz parar o crescimento e a sobrevivência das células de câncer de pulmão. Mas também advertiu que a equipe não pode fazer recomendações sobre o consumo de vinho, porque os testes foram realizados em células de câncer de pulmão humano em um ambiente de laboratório. O próximo passo é usar doses de vinho que correspondem ao consumo moderado de vinho, em seres humanos, uma ou duas taças por dia, e examinar o efeito sobre o crescimento do tumor em ratos. Se houver uma redução significativa no crescimento do tumor com o consumo de vinho então teremos fortes indícios de que teremos justificar a necessidade de um ensaio clínico, um estudo em pacientes com câncer.


Matéria traduzida e adaptada de www.winespectator.com

Thursday, December 5, 2013

Quer ter um esperma mais saudável? Beba vinho!!

O título desta postagem parece piada, mas a coisa é séria. Muitas pesquisas são feitas constantemente colocando em evidência os benefícios do consumo de vinho para a nossa saúde e agora, pesquisadores poloneses divulgaram que o estilo de vida pode influenciar na saúde reprodutora masculina.


O papel que as nossas escolhas de estilo de vida desempenham na nossa saúde reprodutiva é uma área de considerável debate na literatura científica. Um novo estudo sobre o tema, publicado na última edição da Biologia de Sistemas em Medicina Reprodutiva, provavelmente vai adicionar mais pimenta ao assunto. Uma equipe de pesquisadores do Instituto de Medicina Ocupacional Nofer em Lodz, Polônia , descobriu que os homens que bebem vinho até três vezes por semana criam um esperma mais forte. As conclusões contradizem pesquisas recentes no Reino Unido que descobriram que as escolhas de estilo de vida modificáveis​​, tais como consumo de álcool e tabaco, não afetariam a saúde do esperma.

No estudo polonês , os espermatozoides eram mais fortes, com pescoços mais poderosos, quando os homens bebiam vinho com moderação e regularmente. Para efeitos de comparação, o esperma mais forte é o melhor nadador, aumentando a chance de fecundação. Mais tempo de lazer, consumo moderado de café e o uso de bermudão também melhoraram o vigor reprodutivo, de acordo com este mesmo estudo. No entanto, a utilização de um telefone celular continuamente por mais de 10 em sequencia, pode diminuir a mobilidade do esperma. Os cientistas são claros em suas conclusões: " Os resultados do estudo sugerem que os fatores de estilo de vida podem afetar a qualidade do sêmen".

E você caríssimo leitor, o que acha deste e outros estudos relativos aos benefícios do consumo do vinho para a saúde humana? Deixem seus comentários ali em baixo!

Até o próximo!

Friday, September 6, 2013

O consumo moderado de vinho pode prevenir a depressão?

Em mais um novo estudo referente a saúde e o consumo de vinho, foi constatado que o consumo moderado de álcool (vinho de preferência) pode reduzir a incidência de doenças mentais nos indivíduos, tais como a depressão. O número de pessoas que consomem álcool está crescendo. A depressão é a perturbação mental mais notória no mundo, com um sensível aumento no número de diagnósticos nos últimos tempos. Mas estariam estes dois números intrinsecamente ligados? Segundo um novo estudo, as pessoas que bebem vinho com moderação podem realmente sofrer menos casos de depressão.

O estudo, realizado por uma equipe dos melhores médicos preventivos e clínicos da Espanha, observa que a presença simultânea de problemas relacionados ao álcool e a depressão é comum. Mas uma pesquisa anterior também desta equipe mostra que os consumidores de vinho tendem a ser mais saudáveis. Os cientistas queriam testar se tais benefícios à saúde podem afetar também o bem-estar mental. Por exemplo, doenças cardiovasculares e a depressão compartilham algumas características fisiológicas, e o vinho é tido como um auxiliar da saúde do coração de forma bem estabelecida.

Para testar suas idéias, a equipe puxou dados de saúde a partir de 5505 homens e mulheres que participaram de um estudo maior chamado PREDIMED, que analisa o impacto da dieta mediterrânea em doenças do coração. Nenhum dos participantes relataram depressão, problemas com álcool ou outras doenças notáveis ​​quando se juntaram ao estudo. Depois de um acompanhamento de sete anos, os pesquisadores notaram quantos indivíduos foram clinicamente diagnosticados com depressão e analisaram seus hábitos de consumo de álcool . Eles descobriram que o consumo moderado de álcool, dentro do intervalo de 5 a 15 gramas por dia, ou cerca de uma porção, está associado com uma possibilidade de 28 por cento inferior de incidência de casos de depressão. E o consumo de vinho na gama de 2 a 7 taças por semana foi associado a uma taxa de 32 por cento inferior de incidência de casos de depressão. Ainda segundo este estudo, o consumo do álcool e do vinho propriamente dito só viria a ajudar pessoas que ainda não se encontram em um estado depressivo, sendo pouco ou nada efetivo no caso de pessoas que já se encontram em depressão. Finalizando ainda este estudo, os médicos responsáveis dizem que os resultados podem ser extrapolados para fora da Espanha.

Nem todos concordam com as conclusões. Em uma revisão dos resultados, um hematologista do Centro Médico da Universidade de Boston, disse que ele não há como traçar um paralelo fisiológico entre doença cardiovascular e depressão em relação ao consumo de álcool. "Beber é muitas vezes um sintoma de depressão, provavelmente uma tentativa de auto-medicação, e desenhar um significado mais profundo a partir da fusão dos dois parece-me insustentável ", disse ele.

Os cientistas espanhóis têm algumas teorias para seus resultados. É possível que as pessoas que bebem vinho desfrutem de uma saúde mental melhor, por razões de estilo de vida não relacionados. Além disso, o resveratrol, composto encontrado comumente no vinho tinto é teorizado por possuir propriedades neuro protetoras. "Neuro proteção aplicada ao hipocampo pode impedir que consumidores moderados de vinho desenvolvam depressão", diz o estudo. Investigações anteriores sugerem que o hipocampo pode desempenhar um papel no desenvolvimento da depressão grave. 

No entanto, o estudo observa que a incidência da depressão pode ser avaliada de forma imprecisa. "Se os consumidores pesados ​​eram menos propensos a procurar cuidados médicos, isso poderia resultar porcentagens subestimadas de depressão entre estes consumidores, por exemplo​​", concluíram os estudos.


Reportagem origialmente publicada em www.winespectator.com

Saturday, August 17, 2013

Mais benefícios encontrados no consumo de vinho tinto?

Pelo visto o vinho tinto pode ser ainda mais saudável. Pesquisadores da University of British Columbia (UBC), em parceria com a Universidade de Adelaide, descobriram recentemente 23 moléculas em vinho até então desconhecidas, as quais podem apresentam grandes benefícios relacionados a saúde de consumidores regulares de vinho.


Estas 23 novas moléculas  pertencem à família dos estilbenóides, que são um tipo de polifenol do grupo de substâncias químicas no vinho que incluem ainda taninos, pigmentos e quercetina. Antes do estudo da UBC, a comunidade científica reconhecida 18 estilbenóides diferentes, incluindo o resveratrol. "Estilbenóides são uma defesa natural da videira para se proteger contra a infecção por fungos e os efeitos do tempo chuvoso", explicou Cedric Saucier, chefe do departamento de química da UBC e um dos autores do estudo. Encontrados em grande parte na casca da uva, os estilbenóides liberaram substâncias antioxidantes durante a vinificação.

A equipe utilizou um scanner em extratos concentrados de Merlot, Pinot Noir e Cabernet Sauvignon, tudo a partir de vinhos de uma determinada vinícola americana da safra 2010, então separou os compostos a fim de examiná-los de perto. Eles mediram nada menos que 41 estilbenóides. Os recém-descobertos 23 compostos aparecem em menor quantidade do que seus colegas já conhecidos, o que pode indicar o motivo pelo qual os cientistas nunca os terem encontraram anteriormente.

Vários estudos confirmaram os benefícios de muitos polifenóis, por isso é provável que estas novas adições à família estilbenoide do vinho terá efeitos positivos para a saúde. Mas a confirmação pode demorar algum tempo: assim que os cientistas validarem a estrutura exata destes compostos, "temos que fazer um monte de testes biológicos", disse Saucier. "Para ser honesto, os próximos passos têm de ser feitos por centenas de pesquisadores ao redor do mundo." E os cientistas ainda estão trabalhando para entender como os seres humanos metabolizam polifenóis do vinho e como os compostos interagem uma vez ingeridos.

"Nós descobrimos novos primos do resveratrol", disse Saucier. "Esperamos que estes antioxidantes retardem doenças crônicas em seres humanos: doenças cardiovasculares, Alzheimer e câncer, por exemplo. Essa é a esperança. "

Notícia original publicada em www.winespectator.com

Wednesday, August 22, 2012

O resveratrol presente nos vinhos tintos pode ajudar na mobilidade dos idosos

Um estudo descobriu que o composto reduziu os riscos de quedas com roedores de laboratório mais velhos. Os pesquisadores acreditam que o resveratrol, um composto químico presente no vinho tinto, pode ajudar a reduzir o risco de quedas entre os idosos, de acordo com um relatório apresentado no Encontro Nacional e Exposição da American Chemical Society. O estudo, realizado na Universidade de Duquesne, em Pittsburgh, descobriu que ratos de laboratório mais velhos cresceram de forma mais coordenada quando o resveratrol foi incluído em suas dietas e que o tecido nervoso resistiu melhor aos efeitos da idade.

Um em cada três americanos com mais de 65 anos têm dificuldade para andar e manter o seu equilíbrio, de acordo com a American Geriatrics Society. Estas quedas podem levar a lesões e visitas hospitalares, de acordo com o principal autor do relatório, Jane Cavanaugh, um professor assistente de farmacologia da universidade. Embora existam tratamentos farmacêuticos para condições que causam problemas de equilíbrio e movimento, tais como a doença de Parkinson, não há nenhum tratamento comparável ​​para adultos saudáveis, disse Cavanaugh.

Estudos anteriores mostram que o composto químico do vinho tinto, o resveratrol, encontrado na casca da uva tinta, mirtilos e outras plantas, pode ajudar a combater a inflamação e melhorar a saúde do coração. Ele pode até mesmo reduzir o risco de certos tipos de câncer.

Para testar se o resveratrol pode ajudar contra o desequilíbrio relacionado à idade, a estudante de pós-graduação Erika Allen alimentou ratos de laboratório jovens e velhos com uma dieta contendo doses de resveratrol por oito semanas. Ela também testou a estabilidade dos roedores usando uma viga de aço, observando cada passo em falso e tropeços. No início, Allen observou que os camundongos mais velhos encontraram dificuldades em atravessar a barra com equilíbrio. Na quarta semana de resveratrol, no entanto, os ratos mais velhos erravam muito menos e conseguiam acompanhar os ratos jovens.

Em experimentos adicionais, os cientistas também descobriram que os neurônios tratados com resveratrol sobreviveram apesar de serem tratados com dopaminas indutoras de morte celular. A administração de dopamina causa desgaste semelhante ao que é observado com a idade, Cavanaugh disse. Este esforço causa a morte dos neurônios. "Nós acreditamos que o resveratrol ou removeu os subprodutos do metabolismo da dopamina, que são prejudiciais para as células neurais, ou aumentou a resistência das células em si", disse Cavanaugh. 

No entanto, o nível de resveratrol utilizado nas experiências com os ratos era muito alta. Cavanaugh estima que para os seres humanos absorverem quantidades semelhantes de resveratrol, uma pessoa de 150 quilos teria de beber cerca de 700 copos de vinho tinto por dia. Mas ela também pensa que algumas porções ainda podem ajudar os idosos. Além disso, Cavanaugh não acha que um suplemento de resveratrol pode ser tão eficaz. "Nós pensamos que o resveratrol é melhor adquirido através da dieta", ela disse. "Na verdade, fizemos uma comparação entre um suplemento de resveratrol com uma dieta de mirtilo e nossos dados preliminares sugerem que a fruta inteira pode ser mais eficaz em reverter déficits motores relacionados à idade".


Matéria originalmente publicada em www.winespectator.com.

Wednesday, August 8, 2012

Consumo moderado e regular de vinho diminui o risco de artrite

Mulheres que consomem quantidades moderadas de álcool durante uma década mostraram um risco muito menor de apresentar artrite reumatoide. Um estudo sueco relata que a longo prazo, o consumo de álcool, reduz de maneira significante o risco de desenvolvimento de artrite reumatoide. As mulheres que bebiam mais de três doses de álcool por semana eram 37% menos propensas a desenvolver artrite reumatoide (AR) do que as mulheres que não bebiam. Mulheres que bebem uma ou duas doses por semana tinham o risco de apresentar tal doença reduzido em 14% quando comparadas a outras mulheres abstemias.

O estudo, publicado recentemente no site do British Medical Journal, acompanhou as mulheres suecas de 1987 a 1997, examinando-as sobre seus hábitos de vida. Os hábitos de consumo foram comparados aos ataques de inflamação articular. Pesquisas subsequentes de acompanhamento foram realizadas com as mais de 34 mil mulheres remanescentes entre 2003 e 2009, com resultados semelhantes.

Os autores do estudo indicaram, e confirmaram com seus próprios dados, que a curto prazo o consumo de álcool pode reduzir imediatamente a possibilidade de inflamação RA. Mas os pesquisadores queriam saber se a longo prazo o consumo regular e responsável de álcool também ajudaria a impedir a resposta auto-imune que provoca surtos de RA. Segundo a principal autora do estudo, Daniela Di Giuseppe, uma estudante Ph.D. da divisão de epidemiologia nutricional no Instituto Karolinska, em Estocolmo, tudo indica que sim. "Observamos que o maior benefício foi para o longo prazo do consumo de álcool", disse Giuseppe. "Portanto, eu acho que nossos resultados são de interesse para todos, não só os idosos".

Giuseppe disse que o álcool age contra a doença, regulando as respostas auto-imunes, diminuindo a produção de produtos químicos que causam a inflamação. Giuseppe e sua equipe acreditam que o álcool ajuda a reduzir a atividade de citocinas, proteínas usadas na comunicação intercelular. Giuseppe acrescentou que, embora a maioria das mulheres preferia vinho ou cerveja, é provável que o próprio álcool forneça a proteção contra a artrite. "Quando analisamos os tipos de álcool separadamente, não observamos qualquer diferença", disse Giuseppe, advertindo contra a mudança de hábitos de consumo. "No entanto, é melhor ser cauteloso até que outros estudos prospectivos confirmem nossos resultados".

Matéria original publicada em www.winespectator.com

Wednesday, July 25, 2012

Beber moderadamente durante a gravidez oferece riscos ao bebê?

Desde que me conheço por gente, esta sempre foi uma preocupação vigente no tocante ao consumo de álcool, afinal o feto sempre sofre os impactos dos hábitos alimentares e de vida da mãe, certo? Pelo que diz uma pesquisa feita na Dinamarca, existem alguns pormenores. Esta pesquisa apontou que mães que bebiam até seis doses de bebidas alcoólicas por semana tiveram filhos tão saudáveis e inteligentes quanto as mães consideradas abstemias.

Cinco estudos abrangentes, coordenados pela Universidade de Aarhus na Dinamarca, não encontraram nenhuma evidência de efeitos adversos do consumo moderado de álcool por mulheres durante a gravidez. A pesquisa, relatada no British Journal of Obstetrics & Gynecology, descobriu que crianças cujas mães bebiam moderadamente durante a gravidez se saíram tão bem como outras crianças em inteligência e testes emocionais. Apesar das constatações, os autores foram enfáticos ao alertar que ainda recomendam às mulheres que evitem o álcool durante a gravidez.

O uso abusivo de álcool é um fator de risco para déficits do desenvolvimento neurológico e incapacidade permanente em crianças não nascidas. Mas um relatório recente dos Centros dos EUA para Controle de Doenças observou que mais de 14% das grávidas mulheres de meia idade pesquisadas ​​disseram que beberam álcool durante a gravidez. Ulrik Schiøler Kesmodel, um ginecologista e epidemiologista de saúde pública na universidade e autor principal de um dos estudos, disse que a falta de orientação clara sobre o álcool pode estressar as mulheres grávidas que podem se sentir culpadas desnecessariamente depois de ingerir alguma bebidas alcoólica. "Agora temos evidências científicas que podem fazer com que este assunto seja tratado de forma mais natural", disse Kesmodel.

Os autores dos estudos disseram que esta é a primeira vez que pesquisadores da área médica realizaram essa análise de forma coordenada e variada sobre o impacto do consumo pré-natal de álcool. Os resultados são baseados em testes de inteligência de 1.628 crianças dinamarquesas, pareados aos questionários de suas mães sobre o consumo de álcool durante a gravidez. Em um estudo, as crianças foram examinadas clinicamente e, em seguida, participaram de cinco testes verbais e cinco testes de desempenho. Em outro estudo, os ensaios foram focados no comportamento da criança sozinha e entre outras crianças.

De acordo com cada um dos estudos, as crianças nascidas de mães que consumiram de uma a seis unidades de álcool por semana eram tão inteligentes e bem desenvolvidas como os filhos de mães que se abstiverem. (Uma unidade de álcool equivale a aproximadamente a uma dose de 145 ml de vinho, embora o conteúdo de álcool irá variar.) Quanto às mulheres que relataram um consumo ocasional de até cinco doses de bebidas em uma única vez, seus filhos também se apresentaram bem nos testes de inteligência. Mas essas mulheres não tinham o hábito de beber regularmente, observaram os estudos . Outro estudo observou um impacto negativo no tempo de atenção das crianças nos casos em que a mãe bebia nove ou mais drinques por semana.

Os autores foram rápidos em notar que a abstenção de álcool continua sendo a melhor opção para as mulheres grávidas por ainda não existir um limite comprovadamente seguro de consumo. "A Autoridade de Saúde e de Medicamentos dinamarquesa recomenda às mulheres grávidas que se abstenham completamente do consumo de álcool, embora saibamos de outros estudos que cerca de metade das mulheres grávidas não fica inteiramente longe do álcool durante a gravidez", dizia o relatório. "As mulheres grávidas não devem beber uma certa quantidade de álcool uma vez que o mesmo não possui qualquer benefício associado a ele durante a gravidez", disse Kesmodel. "No entanto, também acreditamos que nosso estudo sugere que pequenas quantidades consumidas ocasionalmente podem não apresentar sérias preocupações."

E você, caro leitor(a), o que acha destas pesquisas? Tem alguma opinião ou experiência para dividir conosco?

Até o próximo!

Matéria original publicada em www.winespectator.com

Tuesday, July 17, 2012

Apanhado sobre benefícios a saúde com o consumo de vinho


Sei que vários estudos têm sido realizados ao redor do mundo sobre o efeito positivo de beber vinho tinto com moderação. Inclusive aqui no blog já discuti alguns deles com vocês e agora estou fazendo um apanhado geral de alguns dos principais resultados obtidos. Todo ano, há uma enxurrada de manchetes sobre os benefícios para a saúde com o consumo de vinho. Mas consumir moderadamente vinho pode realmente fazer a diferença? É o que veremos a seguir. Deve-se considerar que, para usufruir dos benefícios, o consumo de vinho deve ser moderado ou seja, uma a duas taças por dia, conforme definido pela American Heart Association.

Com base nisso, são 8 os benefícios comumente associados ao consumo de vinho:

1 - Promove a longevidade

Os consumidores de vinho têm uma taxa de mortalidade de 34% menor do que os bebedores de cerveja ou  outras bebidas alcoólicas. Este resultado foi apresentado em um estudo finlandês promovido entre 2.468 homens ao longo de um período de 29 anos, publicado nos jornais de Gerontologia.

2 - Reduz Risco de ataque cardíaco

Os consumidores moderados de vinho que sofrem de pressão alta são 30% menos propensos a ter um ataque cardíaco do que os abstêmios. Este resultado foi concluído através de um estudo de 16 anos da escola de Saúde Pública de Harvard, feito com cerca de 11,711 homens, publicado no Annals of Internal Medicine.

3 - Diminui o risco de doença cardíaca

Os taninos do vinho tinto contêm procianidinas, que protegem contra doenças cardíacas. Os vinhos da Sardenha e do sudoeste da França têm mais procianidinas do que outros vinhos, de acordo com um estudo realizado na Universidade Queen Mary, em Londres, publicado na revista Nature.

4 - Reduz o risco de diabetes tipo 2

Baseado em uma pesquisa sobre a 369862 indivíduos estudados durante uma média de 12 anos cada, no VU  University Medical Center de Amsterdã, publicado no Diabetes Care, concluiu-se que os consumidores moderados de vinho têm um risco 30% menor do que os abstêmios de desenvolver diabetes do tipo 2.

5 - Reduz o risco de AVC

A possibilidade de sofrer um derrame de relacionado a um coágulo sanguíneo cai em cerca de 50% em pessoas que consomem quantidades moderadas de álcool, segundo um estudo da Universidade Columbia, realizado com 3.176 indivíduos por um período de oito anos, publicado em Stroke.

6 - Diminui o risco do surgimento de cataratas

Os consumidores moderados de vinho tem 32% menos probabilidade de desenvolver catarata do que os abstêmios; aqueles que consomem vinho tem 43% menos probabilidade de desenvolver catarata do que aqueles que consumiam principalmente cerveja. Esta conclusão foi tirada de um estudo com cerca de 1.379 indivíduos realizado na Islândia e publicado na revista Nature.

7 - Diminui o Risco de câncer de cólon

"O consumo moderado de vinho (especialmente tinto) reduz o risco de câncer no cólon em 45%", segundo um estudo da Universidade de Stony Brook, realizado com 2.291 indivíduos em um período de quatro anos, publicado no American Journal of Gastroenterology.

8 - Diminui o declínio da atividade cerebral

Um estudo da Universidade Columbia com 1.416 pessoas, publicada na publicação Neuroepidemiology, revelou que o declínios funcional do cérebro se dá a uma taxa significativamente mais rápida em abstêmios do que nos consumidores moderados.

Fontes: http://www.winesur.com/news/8-health-benefits-of-drinking-wine & http://www.foodandwine.com/articles/8-health-benefits-of-drinking-wine

Thursday, April 26, 2012

Polifenol encontrado no vinho ajuda a metabolizar gordura

Estudo constata que um polifenol encontrado no vinho tinto provoca algumas mudanças na maneira com que o corpo metaboliza os alimentos gordurosos.

Este novo estudo descobriu que uma substância química no vinho tinto pode impedir que alguns dos alimentos gordurosos que comemos sejam convertidos em tecido adiposo. A pesquisa, publicada na edição de março do Journal of Biological Chemistry, descobriu que piceatannol, um polifenol encontrado na casca da uva e no vinho tinto, efetivamente bloqueia a formação de células de gordura em laboratório.

Na pesquisa anterior, o polifenol resveratrol  havia sido associado a níveis mais baixos de gordura, mas as suas implicações clínicas são limitadas. O resveratrol é rapidamente metabolizado por seres humanos e pode passar rapidamente pelo corpo com benefícios pouco perceptíveis com relação a ingestão de gordura. O piceatannol é semelhante ao resveratrol, mas com uma diferença chave. Sua estrutura contém uma molécula adicional de hidrogênio e de oxigênio que torna mais difícil para o organismo digeri-lo, fazendo com que sua presença no corpo seja um pouco mais longa que a do resveratrol. "Um certo número de estudos anteriores indicaram que o piceatannol tem fortes atividades antioxidantes, anti-inflamatórias e anti-tumorais", disse o co-autor Dr. Kee-Hong Kim, nutricionista do departamento de Ciência Alimentar da Universidade Purdue. Mas suas interações com o tecido adiposo permanecem inexploradas. Quando o corpo humano consome gordura, as calorias ou são convertidas em energia ou são armazenados como tecido adiposo no corpo, dependendo de vários fatores. Kim e sua equipe observaram que, quando eles recriaram esse processo em laboratório, o piceatannol impediu o corpo de converter células de gordura em tecido adiposo (Kim e sua equipe obtiveram o composto químico a partir de uvas Monastrell).

Mesmo com doses menores, piceatannol foi um bloqueador eficaz de gordura, produzindo uma redução de 20% em formação de gordura. Em doses mais elevadas, a formação de gordura era quase inexistente, com 80% menos células de gordura formadas. E a boa notícia é que o piceatannol é abundante na natureza. "Você encontra piceatannol em bagas, uvas e vinho tinto, enquanto o maior teor de piceatannol pode ser encontrado no maracujá", disse Kim. 

No entanto, Kim advertiu sobre colocar o piceatannol em um plano de dieta em breve, "a pesquisa foi uma simulação de laboratório". Mais estudos em animais e humanos são necessários no futuro para apreciar a alegação de que um composto no vinho tinto pode realmente ajudar na metabolização e absorção de gordura pelo organismo", disse Kim.

Esta matéria foi originalmente publicada no site da revista WineSpectator, sendo traduzida e adaptada por mim. Se quiserem maior fidelidade, sugiro acessarem www.winespectator.com.

Até o próximo!

Friday, August 19, 2011

Perigo em embalagens alimentícias? Existe BPA no meu vinho?

Uma notícia que a princípio preocupa mas, carece ainda de mais pesquisa e discussão em torno do assunto. Foi divulgado recentemente que um produto químico normalmente presente em plásticos, inclusive os utilizados em embalagens alimentícias, pode causar um pequeno desequilíbrio hormonal quando presente em grandes quantidades. Leiam e tirem suas conclusões. Se tiverem mais informações sobre o assunto, os convido a compartilhar comigo e com os leitores do blog através das caixas de comentários ao final da postagem. Notícia esta retirada do site da revista Decanter.

Especialistas em saúde estão preocupados com um produto químico encontrado em muitos materiais de embalagem alimentícias.


BPA está voga, mas isso não significa que a maioria das pessoas entendam o que é e por que eles deveriam evitá-lo. Existe o risco desta substância química encontrada em plásticos do cotidiano estar em seu vinho? A resposta é complicada. Pedimos aos especialistas que esclareçam o que você deve saber a respeito do assunto.


O que é o BPA?


Bisfenol A, ou BPA, é um produto químico utilizado na fabricação de plásticos e resinas epóxi. BPA pode ser encontrado em qualquer coisa, desde garrafas de água até em papéis recibo de compras, daqueles que saem das caixas registradoras.Muitos produtos de alumínio, como latas de refrigerante, são revestidas com um epóxi contendo BPA. O composto foi aprovado pelo FDA para o uso em produtos que contenham alimentos desde 1960.


Porque as pessoas estão tão preocupados com este produto químico?


BPA é um disruptor endócrino com atividade estrogênica. "Este composto engana as células do corpo e o sistema de sinalização do corpo, fazendo-o acreditar que está sendo estimulado por um estrogênio quando ele na verdade não está", explicou Stuart Yaniger, vice-presidente de pesquisa e desenvolvimento da PlastiPure, uma empresa dedicada à criação de plásticos livres de BPA. Embora BPA tem se colocado no centro das atenções, os plásticos podem ser feitos de outros produtos químicos que têm efeitos semelhantes. "Você não quer tomar estrogênio sintético em seu corpo", disse Yaniger.


Um relatório do Programa Nacional de Toxicologia expressa "algumas preocupações" sobre os efeitos do BPA no desenvolvimento em fetos, bebês e crianças. "São necessárias pesquisas adicionais para avaliar mais completamente os impactos funcionais de longo prazo da exposição a bisfenol A no desenvolvimento e comportamento do cérebro."


Existe BPA no vinho?


Nenhum estudo confirmou a presença de BPA no vinho, mas um estudo recente descobriu atividade estrogênica em rolhas sintéticas. Liderados por George Bittner da Universidade do Texas, uma equipe de cientistas estudaram centenas de plásticos para a possibilidade de existência de atividade estrogênica. Uma marca não especificada de cortiça sintética foi embebido em água por 72 horas e a atividade estrogênica foi alta. Uma grande gama de produtos químicos, incluindo o BPA , poderia estar causando esses resultados.


Tampas de rosca e tanques de fermentação são uma história diferente. A maioria das tampas de rosca contém um revestimento plástico livre de BPA, embora não houve nenhum estudo para testar produtos químicos similares. Tanques de fermentação, ambos os modelos em aço inoxidável e concreto, podem ser forrado com um composto epóxi. Ninguém testou esses revestimentos de epoxy até agora.


Como você pode dizer que um produto é livre de BPA?


Algumas empresas como a Alcan, fabricante de tampas de rosca, e Tetra Pak, cujas embalagens são usadas em vinhos de caixinha, declaram recentemente que seus produtos são livres de BPA. Não há meios concretos para determinar se um produto é livre de atividade estrogênica, a menos que uma empresa divulgue esta informação.
 
Até o próximo!