sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Viajando? Não beba a água, beba o vinho!

Uma nova pesquisa que está circulando no meio especializado mostrou que o álcool e a acidez características do vinho podem matar os patógenos transmitidos por alimentos antes que estes possam arruinar sua viagem. Para muitos, e eu me incluo nessa, o álcool (o vinho principalmente) e as viagens andam de mãos dadas. Mesmo quando eu não estou em um país cuja bebida símbolo seja o o vinho, eu costumo comemorar meu tempo de descanso com uma taça ou duas. E embora sempre passemos do limite com relação a comida durante as nossas viagens, podendo inclusive causar uma pane em nosso sistema imunológico, estudos têm mostrado que consumir álcool poderia realmente ser uma das melhores maneiras de evitar algumas das mais desagradáveis doenças que podem arruinar nossas ​​férias.


Os males estomacais como a listeria, a salmonela e a E. coli são armadilhas comuns para os viajantes que visitam áreas onde os padrões de saneamento são mais baixos do que aqueles a que estão habituados (e seus sistemas imunológicos). Felizmente para os amantes do vinho, estudos têm demonstrado que quando o álcool é consumido, o risco de sucumbir a doenças transmitidas por alimentos diminui significativamente. A acidez elevada do álcool torna mais fácil para a acidez natural do estômago matar tais patógenos.

O cientista baseado no Reino Unido, Richard Conroy, é um fervoroso defensor quando o assunto é o consumo de bebias alcoólicas nas férias por esta mesma razão. "Se alguém estiver viajando para um lugar onde a salmonela (por exemplo) é mais comum, você pode ser protegido por ter consumido vinho ou alguma outra bebida com o jantar", disse ele a revista Wine Spectator. Ele citou resorts all inclusive como alguns dos lugares mais prováveis ​​para pegar doenças transmitidas por alimentos durante uma viagem ao exterior, especialmente quando os buffets estão envolvidos, uma vez que os alimentos podem ficar sob uma lâmpada de calor por horas a fio. As fontes de água mal tratadas são outros exemplos de vilões para a ruína da viagem de muitos.

Como fundador de uma empresa que trabalha com doenças relacionadas a férias, a SickHoliday.com, Conroy vê casos de doenças relacionadas com viagens diariamente. No ano passado, de acordo com Conroy, sua companhia ajudou mais de 15.000 indivíduos que tiveram intoxicação alimentar quando estavam de férias ou viajando. Enquanto ele disse que estava feliz em incentivar os viajantes a desfrutar de uma bebida "para fins médicos", ele brincou dizendo que repassar tal dica adiante para minimizar o risco de doenças não fará ao seu negócio qualquer favor.

Entretanto, evitar intoxicação alimentar não é tão simples como desfrutar de uma taça de vinho no seu quarto de hotel no final do dia. De acordo com Randy Worobo, professor de microbiologia de alimentos na Universidade de Cornell, a fim de inativar os patógenos, o álcool deve ser consumido tanto ao comer o alimento contaminado ou muito pouco tempo depois. A quantidade que você bebe importa, também. "Quanto maior o percentual de álcool, mais inativação você terá dos patógenos transmitidos pelos alimentos", disse Worobo. "Assim, seu vinho de 14 por cento de álcool vai ter mais efeito em termos de matar os patógenos transmitidos pelos alimentos, em comparação com menor percentual de álcool, como a cerveja." Naturalmente, Worobo não recomenda beber excessivamente, o que poderia levar a sentir-se doente por uma razão diferente.

Por fim, vários estudos encontraram evidências de que o vinho pode matar potentes bactérias. Em 2007, alguns vinhos tintos se provaram úteis na inibição do crescimento de bactérias, e um relatório de 2004 constatou que as cascas da uva, sementes e caule que sobram após a produção do vinho se mostraram mortais para a E. coli, a salmonela e o estafilococo.

Até o próximo!

Matéria originalmente postada em www.winespectator.com

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