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Tuesday, April 28, 2020

Beso de Vino Syrah & Garnacha 2017

Hoje venho aqui pedir licença para vocês, leitores do blog, e mudar um pouco o assunto da postagem. Na verdade, não exatamente o assunto pois ainda falaremos de vinho por aqui, mas viajaremos alguns milhares de quilômetros pelo globo e pousaremos na Espanha, mais especificamente na região de Aragão. Hoje iremos falar do Beso de Vino Syrah & Garnacha 2017.


O vinho de hoje é produzido pela GRANDES VINOS, que está localizada na D.O.P. Cariñena, Aragão, uma das mais antigas Denominações de Origem Protegida oficialmente reconhecidas na Espanha, em 1932, segunda depois de Rioja, embora produza vinho há mais de 2000 anos. A Vinícola foi fundada em 1997 com a união de mais de 700 famílias de viticultores e com a missão de tornar sustentável e rentável a videira em Cariñena, agrupando um terço da produção total da D.O.P. , estabelecendo o desenvolvimento nos mercados de exportação como estratégia de crescimento. Beso de Vino é a principal marca da GRANDES VINOS, presente em mais de 40 países e nos principais distribuidores mundiais. Indo além dos Certificados ambientais, a Inteligência Ambiental aplicada à agricultura de precisão, a otimização da irrigação da vinha, o tratamento completo de resíduos e o uso de um campo solar na vinícola para reduzir o consumo de energia durante o processo de produção e as emissões de C02 a atmosfera os torna uma empresa líder no setor em questões ambientais. São mais de 4.000 hectares de vinhedos espalhados nos 14 municípios do distrito de Campo de Cariñena, atribuídos à Denominação de Origem Protegida Cariñena, são a principal força da Companhia. Uma das mais ricas e amplas variedades de paisagens, com vinhas crescendo entre 320 e 850 metros, em diferentes tipos de solo com diferentes condições climatológicas, a partir das quais uma vinícola pode produzir vinhos. A característica mais exclusiva são os antigos solos de pedra, camadas de rochas, minerais e terra que deram nome à campanha promocional "vinhos criados em pedra". O vento local forte, seco e frequentemente frio "Cierzo" sopra do norte, ajudando a regular as vinhas e a mantê-las livres de doenças.

Falando um pouco mais do Beso de Vino Syrah & Garnacha 2017, podemos ainda dizer que o vinho é feito a partir de um corte das duas uvas já citadas, com vinhedos de altitude média de 500m variando entre 15 anos (Syrah) a 40 anos (Garnacha). Após a fermentação, o vinho amadurece por 3 meses em barricas de carvalho, 70% americanas e 30% francesas. Vamos finalmente as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média para grande intensidade com bom brilho e limpidez.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros maduros, especiarias, fumaça e leve toque de baunilha.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Uma boa opção de custo benefício quando falamos de vinho espanhol, descontraído e até certo ponto surpreendente. Eu recomendo a prova. 

Até o próximo!

Wednesday, February 26, 2020

Tapas At Embrujo: Valentine´s Day e Winterlicious

Aproveitando que aqui na América do Norte o dia dos namorados é agora em Fevereiro e, conforme disse no post anterior, estávamos no meio de um festival gastronômico pelos lados aqui de Toronto, que resolvemos antecipar nossa comemoração e conhecer mais um restaurante aqui da cidade. O escolhido foi o Tapas At Embrujo.

Vinho Montecillo Crianza Rioja

O estilo rústico do Tapas At Embrujo nos remete aos gostos e sons da Espanha com uma excelente combinação entre flamenco, artes e culinária espanhola. O misto de restaurante e bar não é muito grande mas é muito aconchegante, a idéia é realmente focar em permanecer fiel à autêntica experiência de tapas como um todo, existindo ainda um palco onde apresentações de música flamenca também podem ser acompanhadas. A cozinha fica a cargo do chef José Salgado, que já foi destaque em diversas emissoras televisivas por aqui.

Detalhes da decoração rústica

Decoração rústica e arte espanhola

Como o menu era do festival Winterlicious, nossas escolhas eram limitadas, mas completamente adequadas e bem servidas, o que vale destacar, me parece ser um diferencial deste festival em comparação aos brasileiros, conforme comentei também no post anterior. As entradas já foram um show a parte e mostraram todo o potencial do que o restaurante iria nos apresentar durante a noite. Começamos então, ela com tâmaras embrulhadas em bacon, mel, amêndoas tostadas e eu com croquetes de frango crocantes e cremosos. A mistura agridoce das tâmaras com o mel e o bacon era algo untuoso e que ascendia aos sentidos de uma maneira incrível ao passo que os croquetes só tinham um defeito: eles acabavam.

Tâmaras embrulhadas em bacon & mel

Croquetes de frango cremoso

Passamos então aos pratos principais, como de costume no festival. E mais uma vez não nos decepcionamos com o que pedimos, ela foi de um belo contra filé de angus com molho de uísque em uma cama de batatas fritas e eu com a famosa paella valenciana. O que dizer? A carne desmanchava ao ponto de quase não precisar ser cortada, deliciosa e saborosa na boca e a paella com seu arroz no ponto, muitos frutos do mar e uma porção generosa. 

Paella Valenciana

Contra filé de angus em cama de fritas

Para fechar o menu, não fomos assim tão criativos e ambos fomos de Tarta de Santiago, um misto de torta de limão e amêndoas típica espanhola que realmente é de cair o queixo. O recheio a base de ovos e o toque cítrico do limão deixam a sobremesa muito interessante.

Tarta de Santiago

E claro que não poderia faltar um bom vinho para acompanhar, não é mesmo? Com um belo menu destes, não fugimos do óbvio: um bom Rioja crianza. O escolhido foi o Montecillo Crianza Rioja, com aromas de frutos escuros, couro, cedro e baunilha. No paladar mostrou bom corpo, taninos firmes e acidez delicada. A escolha não poderia ser melhor.

Enfim, mais uma bela descoberta gastronômica na cidade de Toronto, um mix entre romântico e rústico, para amar ou para consagrar amizades além é claro, de belos pratos de comida. Eu recomendo a visita.

Até o próximo!

Monday, September 17, 2018

Milénico Tempranillo 2012

A Bodegas Y Viñedos Milénico nasce nas margens do Douro, no município de San Martín de Rubiales, entre Roa e Peñafiel, no coração da Ribera del Duero, uma região com mais de mil anos ininterruptos de tradição e cultura vinícola. O clima é rigoroso, com flutuações diárias marcantes que forçam ciclos diários de atividade na planta, o que confere ao vinho um caráter inconfundível e distintivo. Milénico é o resultado da nossa dedicação e entusiasmo pela criação de vinhos excepcionais. Nosso relacionamento constante com a terra, com a vinha, com o vinho e nosso desejo de alcançar o melhor é a energia que inspira nosso dia a dia. O Milénico é possível graças à sua localização privilegiada, à origem de uma fruta extraordinária e à nossa busca pela perfeição, que se traduz em um cuidado e atenção contínuos e extremos aos detalhes ao longo da vida do Milénico.


Falando agora sobre o Milénico Tempranillo 2012, podemos ainda acrescentar que é um vinho cujas uvas vem de um seleção de uvas de 6 parcelas próprias e uma de terceiros. Esta á uma combinação de vinhas com mais de 50 anos junto a outras plantadas nos anos 90. Passa ainda por envelhecimento e amadurecimento de 12 meses em barricas de carvalho francês (85%) e americano (15%) de 225 e 500 litros além de 12 meses na garrafa. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de média para grande intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e coloridas também se faziam notar. 

No nariz o vinho apresentou aromas de bala toffee, frutos vermelhos, notas balsâmicas e toques de tostado. 

Na boca o vinho mostrou corpo médio, boa acidez e taninos de muita qualidade. O retrogosto confirma o olfato e incluí um toque mineral ao vinho. O final era de longa duração.

Um belo vinho espanhol que provamos por aqui que me faz cada vez mais tentar conhecer e descobrir novos vinhos vindos de lá. Eu recomendo e muito a prova. Este é mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

Monday, July 30, 2018

Vilarnau conquista o Certificado Winery for Climate Protection (WfCP)

Nos dias de hoje, uma palavrinha tem sido usada com muita frequência e ela diz respeito à eu, você e todos que vivemos no planeta terra. Esta palavra é sustentabilidade. Mas o que isso tem de relação com o mundo dos vinhos, você pode estar se perguntando. Eu diria que a relação é total, uma vez que, a meu entender, sustentabilidade é a relação de uso dos recursos, naturais ou não, disponíveis no planeta de forma a não agredir o meio ambiente e a sociedade nele inseridos. Isso de uma maneira bem simples e direta, mas ajuda a entender um pouco mais sobre o por que disto estar nas dicussões atuais. A vinícola Vilarnau conquista o Certificado Winery for Climate Protection (WfCP), certificação de sustentabilidade ambiental criado para o setor vitivinícola, faz com que a vinícola seja a primeira e única da região de Sant Sadurní d'Anoia (Penedès) e uma das 14 da Espanha a obter o importante reconhecimento.

O Compromisso da Vilarnau com o desenvolvimento sustentável da vinha e da adega, juntamente com a sua luta contra as alterações climáticas, tem sido reconhecido pela Federação Espanhola do Vinho (FEV), a principal associação de produtores do país. Mérito resultado do trabalho diário da vinícola que inclui a instalação de uma caldeira de biomassa, redução do consumo de combustíveis fósseis, conversão de técnicas agrícolas tradicionais em técnicas ecológicas, reciclagem e valorização de resíduos e reutilização da água da chuva.

Tais implementações foram fundamentais para que Vilarnau conquistasse o Winery for Climate Protection. Reconhecimento chancelado pela Lloyd Register, um dos mais conceituados organismos de certificação autorizados pelo FEV.

De acordo com a filosofia da Vilarnau, desde a sua fundação, foram aplicadas práticas amigas do ambiente para garantir o menor impacto possível na natureza, em consonância com o 5 + 5 Caring for the Planet, o compromisso sustentável de González Byass; um dos principais produtores espanhóis de vinhos e destilados da Espanha, Chile e México e do grupo da Vilarnau. Cada propriedade da família de vinhos González Byass está comprometida em cuidar do meio ambiente, através do uso responsável dos recursos naturais e promovendo um crescimento equilibrado local e globalmente.

No Brasil, Vilarnau é representada e importada pela Inovini – divisão de vinhos da importadora Aurora.

Que isto se torne rotina no mundo vitivinícola e que tenhamos um futuro mais animador com relação ao ambiente que vivemos e como lidamos com seus recursos.

Até o próximo.

Tuesday, April 3, 2018

Real Compañía de Vinos Garnacha 2016

Existe um lugar onde o sol ilumina centenas de diferentes paisagens, onde cada vinhedo é único e cada dia acontece uma nova celebração. Existe um país que de maneira muito excitante, celebra a vida: com muito vinho de boa qualidade. A Real Compañía de Vinos nos apresenta assim a Espanha, com toda a sua varieade de solos, histórias, estilos e variedades de uvas. Em seus vinhedos espalhados ao longo da DO Castilla y León, a Real Compañía de Vinos desfila sua coleção de vinhos autênticos, de carácter distinto, com muita paixão, prazer e cheios de alma, a alma espanhola.


Assim sendo, o Real Compañia de Vinos Garnacha 2016 é uma prova viva de tudo que nos foi contado no primeiro parágrafo, um vinho feito 100% a base da uva Garnacha, uva que por muito tempo foi a mais dominante e de forte carácter local mas que com o tempo foi sendo colocada de lado em favorecimento a outras variedades. Hoje, com a retomada no seu plantio e na qualidade de seus vinhos, podemos encontrar exemplares como o de hoje que, mesmo sem passagem por madeira. se mostra ao mesmo tempo frutado e complexo. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de média para grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e com alguma cor também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, destacando ameixas e morangos principalmente, com algum floral e herbáceo. Com algum tempo em taça também se nota um toque de especiarias.

Na boca o vinho apresentou um corpo médio, muito frescor aliado a taninos suaves e macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um vinho espanhol alegre e descontráido que me parece ser muito versátil e um bom curinga para se ter na adega. Eu recomendo a prova. É trazido ao Brasil pela Winebrands.

Até o próximo!

Wednesday, February 21, 2018

Melhog Espumante Brut Nature

A Bodegas Verduguez, produtora do vinho, é uma empresa familiar (atualmente na quarta geração), na cidade de Villanueva de Alcardete, na parte oriental da província de Toledo, na fronteira com a província de Cuenca. A Bodega está registrada no Conselho Regulador da DO La Mancha que apoia e destaca a alta qualidade de seus vinhos. A adega atual foi fundada no mesmo ano em que foi construída, 1950, só que com outro nome. A partir de 1994 o atual presidente, Miguel Angel Verduguez Morata, num claro compromisso com a qualidade, começou a mudar a produção de vinhos tintos e brancos, e ao invés de vendê-los a granel, passou para o desenvolvimento de vinhos varietais puros com a preparação e caracterização necessária para atender às necessidades do mercado.


Falando sobre o Melhog Espumante Brut Nature, o vinho espumante foi elaborado unicamente com a uva autóctone espanhola Macabeo pelo método de produçãoTradicional ou Champenoise. Não consegui obter informação sobre tempo de contato com leveduras e afins, poranto, fico devendo. Vamos as impressões?

Na taça o vinho espumante apresentou uma bonita coloração amarelo palha com reflexos tendendo ao dourado, muito brilhante e limpida. A formação de perlage é intensa e constante, formando boa coroa de pequenas borbulhas na taça.

No nariz o vinho espumante apresentou aromas de frutos cítricos e tropicais (destaques para limão siciliano e pêssego), toques de flores, panificação e algo de mel ao fundo.

Na boca o vinho espumante se mostrou muito cremoso, fresco e com um bom corpo. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

Mais um belo vinho espumante degustado por aqui, que a meu ver é um coringão e vai com quase qualquer tipo de prato. Eu recomendo a prova. Este é mais um vinho do clube de vinhos da Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

Thursday, February 15, 2018

Corimbo 2012: Peso pesado espanhol!

A Bodegas Roda embarcou em uma nova aventura depois de uma trajetória de mais de vinte anos como uma das mais prestigiadas vinícolas da DOCa Rioja. Aproveitando seu conhecimento e know-how buscou se diversificar na DO Ribera del Duero com a Bodegas La Horra. O projeto da nova adega tem, acima de tudo, a vontade de estar em sintonia com os momentos difíceis que correm, para isso, parte de duas premissas: respeito pelo meio ambiente e esforço na pesquisa e desenvolvimento. A Bodegas La Horra iniciou sua jornada passo a passo e de forma sustentável, chegando a um acordo com os produtores de videiras na área que têm 40 hectares de vinhas antigas e de meia idade para criar uma nova empresa na qual terão uma participação de 10%. O trabalho das vinhas será direcionado na sua totalidade pela equipe da Bodegas Roda. A primeira safra, a de 2008, foi lançada em junho de 2010 com apenas o vinho básico da vinícola, com uma produção de 40 mil garrafas. Na safra 2009, chegaram as 90 mil garrafas e já foi possível obter os dois vinhos da bodega. A safra 2010 atingiu 120 mil garrafas e, a partir da safra 2011, a meta foi 150 mil garrafas. Nos anos seguintes, a produção aumentou em cerca de 50 mil garrafas por ano, com a meta de 300 mil garrafas da safra de 2014, quando a Bodegas La Horra completará seu processo de crescimento.


Falando agora um pouco do Corimbo 2012, podemos ainda afirmar que o vinho é feito com uvas 100% Tempranillo (chamada de Tinta del País na região) oriundas de pequenas parcelas em La Horra, Roa e aldeias adjacentes (Burgos) com fermentação maloláctica em cubas de carvalho francês e posterior amadurecimento por 14 meses em carvalho, 80% de carvalho francês e 20% de carvalho americano. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e com alguma cor também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias, couro, baunilha, tabaco e toques tostados.

Na boca o vinho se mostrou encorpado, com boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato o final era de longa duração.

Um excelente vinho espanhol provado aqui, cuja fama já era conhecida e foi confirmada. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Tuesday, January 30, 2018

Vivanco Crianza 2012

A história da Família Vivanco teve início em 1915 quando, na cidade de Alberite, em La Rioja, Pedro González Vivanco começou a elaborar vinhos para consumo familiar, produção esta que manteve até 1940, quando comprou uma pequena propriedade e iniciou a comercialização de seus vinhos. Atualmente é considerada uma das adegas expoentes da chamada "nova Rioja", elaborando vinhos elegantes e equilibrados, que combinam muito bem tradição e modernidade. A adega foi projetada para maximizar em seus vinhos o caráter natural e único de suas diversas variedades e terroirs, resultando em uma gama de vinhos rica e complexa, que resumem o caráter empreendedor e inovador da Bodega Dinastía Vivanco.


Falando agora do Vivanco Crianza 2012, podemos ainda acrescentar que o vinho é um dos clássicos de Rioja, sendo produzido a partir de uvas Tempranillo, provenientes de videiras de 15 a 20 anos, colhidas à mão. A fermentação ocorre em pequenas cubas de carvalho onde também passa por amadurecimento por 16 meses (carvalho francês e americano). Após o engarrafamento, o vinho foi envelhecido por mais 6 meses em a garrafa antes da sua liberação comercial. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, flores vermelhas, especiarias doces, toques balsâmicos e baunilha.

Na boca o vinho se mostrou de corpo médio para encorpado com uma ótima acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final de longa duração.

Mais um belo vinho tinto espanhol que provamos por aqui, vinhos que realmente tem chamado minha atenção e que tem me deixado muito contente com o que tenho provado. Eu recomendo.

Até o próximo!

Monday, January 22, 2018

La Maldita Garnacha Tinto 2016

La Maldita Garnacha é uma nova gama de vinhos lançados pela vinícola Dinastia Vivanco, que inclui o vinho tinto do qual falaremos hoje, um branco e um rosé, todos os 100% Garnacha, porém produzidos dentro da DO Rioja, na Espanha. Esta coleção foi a resposta da Dinastia Vivanco ao seu importador americano que procurava uma Garnacha de Aragão para adicionar ao seu portfólio. Um rótulo colorido, arriscado e inovador, que é quase um grito de raiva ou guerra ante os vinhos clássicos. Essa idéia busca diferenciação da marca.


Falando um pouco mais especificamente sobre o La Maldita Garnacha Tinto 2016, com dito anteriormente é um vinho feito com 100% de uvas Garnacha das regiões de Tudelilla em Rioja Baja e a zona central de Rioja, nos municípios de Villamediana e Alberite. O vinho é envelhecido predominantemente em aço inoxidável sobre as leveduras por 3 a 4 meses, com uma porcentagem do vinho (cerca de 20%) passando em barris franceses e americanos posteriomente. pelo mesmo período. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração rubi violácea de média intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, flores, especiarias doces e um toque mineral.

Na boca o vinho tinha corpo de leve para médio, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um bom e decente Garnacha vindo de Rioja que, pelo preço e ousadia, fez um papel muito bacana quando pensamos em vinhos para o dia a dia e também em fugir do óbvio eixo Chile-Argentina. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Wednesday, January 17, 2018

Clos de Torribas Crianza 2013

O vinho em questão é produzido pela Bodegas Pinord, cuja historia remonta a mais de cento cinquenta anos, quando em sua propriedade de Sant Cugat Sesgarrigues, a família Tetas começou a elaborar vinhos brancos e tintos, procedentes de uvas de cultivo próprio, que naquela época já eram elaborados e criados seguindo os tradicionais métodos artesanais próprios da região. Em 1942, quando Josep Maria Tetas criou a atual bodega, instalando-a em Vilafranca del Penedès, a tão somente quatro quilômetros da propriedade original. Desta propriedade, precisamente, se escolhe o nome para a marca da empresa, Pi del Nord -Pinho do Norte-, que hoje em dia está reconvertida ao cultivo ecológico e continua produzindo uvas de excelente qualidade.O êxito não se fez esperar e superou as expectativas: em pouco tempo, Pinord começou a exportar seus vinhos por todo o mundo e a bodega experimentou um enorme crescimento. As instalações foram ampliadas e incrementou-se a produção.


Falando sobre o Clos de Torribas Crianza 2013, podemos afirmar que o vinho é feito a partir de uvas 100% Tempranillo da região do Penedés com posterior amadurecimento de 12 meses em carvalho e envelhecimento de 12 meses em garrafa antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média intensidade com reflexos granada, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, especiarias (princiaplemte as doces como canela e cravo da índia), baunilha e leve tostado.

Na boca o vinho apresentou corpo médio aliado a uma boa acidez e taninos suaves. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Mais um bom vinho espanhol provado por aqui, aliás, vinhos que tenho provado pouco mas que tem se mostrado bacanas e diferenciados, esse em especial para o dia a dia. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Monday, January 15, 2018

Castillo Perelada Torre Galatea Reserva 2008

A elaboração de vinho na Castillo Perelada é documentada já na Idade Média, como evidenciado por vários documentos e pergaminhos do período que são mantidos na biblioteca. Quando Miguel Mateu comprou este complexo monumental em 1923, um dos seus principais objetivos foi a revitalização desta tradição vinícola, uma tradição que hoje está mais viva do que nunca e que incorporou a tecnologia mais moderna para produzir vinhos que aproveitam ao máximo as nuances dos solos e vinhas de Empordà, na Espanha.


Salvador Dalí e Miguel Mateu, empresário, patrono da cultura e fundador da Perelada, mantiveram uma estreita amizade ao longo de sua vida. O pintor universal do Empordà visitou com assiduidade o castelo que seu amigo havia adquirido em 1923 e pintou e deu discursos. O Castillo Perelada e a Fundação Gala-Salvador Dalí querem homenagear essa amizade com a Torre Galatea Reserva, um vinho que quer ser uma amostra da essência do Empordà, seus solos e seu clima. Um ambiente com o qual o artista coexistiu ao longo de sua vida e que foi uma fonte de inspiração para muitas de suas obras magistral. Uma parte dos lucros obtidos com a venda desta Perelada Torre Galatea Reserva são doados para a Fundação Gala-Salvador Dalí.

Falando finalmente sobre o Castillo Perelada Torre Galatea Reserva 2008 em si, podemos ainda acrescentar que o vinho é um corte feito a partir das castas Garnatxa (39%), Syrah (26%), Merlot (26%) e Cabernet Sauvignon (9%) com passagem de 21 meses em barris de carvalho americano e francês para amadurecimento. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com algum brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, especiarias, tostado, baunilha e notas balsâmicas.

Na boca o vinho se mostrou encorpado de boa acidez e com taninos muito macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um excelente vinho espanhol que provamos por aqui, uma bela pedida com boa complexidade e elegância. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Thursday, December 14, 2017

Castell d'Olèrdola Cava Brut

O final do ano é sempre uma época de reflexão, de agradecimento, de planejamento e por que não, de celebração. E é por isso que eu sempre gosto de abrir ao menos um vinho espumante nesta época e, como é o caso de hoje, indicar coisas boas para meus seguidores. E a indicação de hoje é o Castell d'Olèrdola Cava Brut


O vinho espumante de hoje é produzido por uma das vinícolas do grupo Perelada, a Castell d’olèrdola. Mais de mil anos depois da sua construção, o Castell d'Olèrdola está em pé, ainda hoje, no coração da região de Cava. Construído no século 10, este castelo tipicamente medieval testemunhou vários conflitos ao longo de duzentos anos, desempenhando um papel importante na defesa e controle desta área de fronteira. Com a pacificação do território, a população se moveu gradualmente para as planícies, mais perto de vinhas e fontes de água. Hoje, Castell d'Olèrdola dá nome a estas cavas com um personalidade marcada pelo uso de variedades típicas da área, como Macabeo, Xarel·lo, Trepat ou Parellada.

Sobre o Castell d'Olèrdola Cava Brut, podemos ainda acrescentar que é um vinho espumante feito a partir das castas autóctones Macabeo (40%), Xarel·lo (30%) e Parellada (30%) onde a segunda fermentação ocorre na garrafa, seguindo o método tradicional. Permanece na adega mais de quinze meses em contato com as leveduras. A curiosidade aqui é que o nome de Cava deriva da palavra em espanhol para uma adega subterrânea, que se tornou o termo para o método de produção. Vamos as impressões?

Na taça o vinho espumante apresentou coloração amarelo palha com reflexos verdes, bom brilho e limpidez. Perlage muito fina e persistente, com pequeninas e barulhentas borbulhas. 

No nariz o vinho espumante apresentou aromas de frutas tropicais e cítricas, panificação e toques de flores brancas.

Na boca o vinho espumante se mostrou muito cremoso e fresco, com muito equilíbrio. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um belo vinho espumante que apresenta excelente relação custo benefício, pode ser um belo coringa para as celebrações de final de ano. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Thursday, September 14, 2017

La Conreria Priorat 2010

La Conreria d'Scala Dei, produtora do vinho de hoje, nasce da vontade e do entusiasmo de um grupo de pessoas historicamente ligadas ao Priorat, com o desejo de compartilhar com o mundo os vinhos magníficos que são feitos nesta terra. O nome da adega contém em si uma história e um legado que nos levam a conhecer uma antiga tradição. Situada na antiga vila de Scala Dei, à direita do belo Montsant (montanha santa) e ao lado do mosteiro do século 12, Cartoixa d' Scala-Dei, é hoje o símbolo da região de Priorat. Da antiga propriedade da família Rialp, houve a modernização de suas instalações para fazer os vinhos e compartilhar o legado histórico desta terra e suas pessoas nos magníficos arredores de Scala dei e Priorat e com seus visitantes. Com uma cuidadosa seleção de videiras e clusters, dos 265 hectares arrendados e de propriedade, e com todo esforço por trás de cada uma das 85.000 garrafas que são produzidas anualmente, esses vinhos se tornam realidade com a marca peculiar de El Priorat.


Sobre o La Conreria Priorat 2010, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir das castas Garnacha, Cabernet Sauvignon, Merlot, Syrah e Cariñena com fermentação malolática acontecendo em barrica onde permanece para amadurecimento sobre as leveduras por aproximadamente 3 meses. Após, o vinho ainda envelhece 4 meses em garrafa antes de ser liberado para o mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média para grande intensidade com algum brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e praticamente incolores também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, eucalipto, especiarias, ervas, tabaco e algo de café com leite.

Na boca o vinho se mostrou encorpado com boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um excelente vinho espanhol provado por aqui. elegante, complexo e que evolui com o tempo em taça. Creio estar em seu ápice. Eu recomendo a prova.

Até o próximo.

Wednesday, August 30, 2017

4o Internationl Wine Show: Sucesso e bons vinhos!

A quarta edição da “International Wine Show” - tradicional evento de degustação de vinhos de todo o mundo - aconteceu no último mês de julho no Centro de Convenções Frei Caneca, na capital paulista. No total foram mais de 40 expositores participantes e cerca de 270 rótulos de vinhos de mais de 120 vinícolas, diversos deles premiados pelos melhores guias de vinhos do mundo, dentro os quais podemos destacar as importadoras e vinícolas: Adega Alentejana, Barrinhas, Bodega, Bruck, Calix, Cantu, Casa Flora, Casa Perini, Casa Valduga, Caves Santa Cruz, Chandon, Decanter, Devinum, Don Bonifacio, Epice, Galeria dos Vinhos, Inovini, Interfood, Italia Mais, KMM, La Charbonnade, La Pastina, Lidio Carraro, Lusovini, Miolo, Mistral, Mr. T, Obra Prima, Orion, Portus, Premium Drink, Qualimpor, RGB Importadora, Santar, Sogrape, Terra Vinis, TW Vinhos, VCT, Vinci, Vinícola Aurora, Winebrands, Worldwine, Zahil e Vina Carmen.


Vale ressaltar aqui que, para um evento deste porte (com o número de expositores mais público visitante), a organização foi impecável. O local era amplo, com uma boa disposição entre os expositores, pontos de aperitivos, água e locais de "descanso". Porém, a grande sacada da organização este ano foi atender a um pedido recorrente de jornalistas e formadores de opinião: a abertura antecipada em uma hora para que este público especializado pudesse ter acesso aos importadores/produtores ainda com a possibilidade de se conversar com mais calma e atenção dos mesmos. E funcionou muito bem. Além disso, durante o evento, os vinhos degustados estavam a preços promocionais e muito convidativos.


Convenhamos que, devido ao porte e número de rótulos a se degustar, fica um tanto quanto difícil falar sobre todos eles e, assim sendo (além de respeitar o mote do blog de não se tornar repetitivo/cansativo) optamos por selecionar alguns poucos rótulos para falar sobre. Acompanhem conosco nas próximas linhas.


O primeiro vinho que venho a destacar é o Inconsciente Tempranillo Blanco 2015, produzido pela Bodegas Mateos e trazido ao Brasil pela Importadora Bodegas de Los Andes. Este vinho era um lançamento na feira e me chamou a atenção justamente por ser vinificado em branco a partir de uma casta tinta. Feito em Rioja, na Espanha, o vinho passa pelo processo de leve esmagamento dos bagos a fim de se obter seu suco e pouco após o término deste processo, as cascas e outros agentes "corantes" são removidos a fim de se manter o mosto "branco". É feita então a fermentação e após o processo, o vinho permanece sobre as leveduras por 6 meses em tanques de inox. Finalmente o vinho é engarrafado e liberado ao mercado. Como resultado obtêm-se um vinho de cor amarelo dourada com reflexos verdeais, límpido e com bom brilho. No nariz, o vinho trouxe aromas de frutos tropicais e algo de frutos cítricos, toques minerais e florais. Na boca o corpo era médio e a acidez muito boa com o retrogosto confirmando o olfato. Um bom vinho e uma ótima surpresa, sem dúvidas.


O próximo vinho que iremos destacar é o Léon Perdigal Côtes du Rhone 2015, um tradicional corte de uvas da região do Rhône (Grenache, Syrah, Cinsault, Carignan e Mourvèdre) cultivadas em quatro diferentes zonas dentro da região. O vinho é produzido e nomeado em homenagem a um famoso toneleiro da região de Ogier. Não tem passagem por madeira o que nos dá como resultado um vinho de coloração violácea de média intensidade com bom brilho e limpidez. No nariz o vinho trouxe aromas de frutos vermelhos e especiarias (pimenta preta em destaque). Na boca, corpo médio e boa acidez criam um bom conjunto com os taninos suaves. Um vinho considerado de entrada mas que surpreende pela qualidade. É trazido ao Brasil pela Épice


Por fim, gostaria de falar dos vinhos Toscanos do tenor Andrea Bocelli. Flutuando entre algumas das regiões mais famosas da Toscana (Chiantti, Bolgheri, Morellino) por quase 3 séculos, o tenor e sua família tem produzido vinhos da mais alta gama e espalhado um pouco da cultura italiana pelo mundo. Aqui destaco dois vinhos, o Bocelli Chianti DOCG e o Bocelli Tenor Red IGT. O primeiro é um blend de 80% Sangiovese e 20% Merlot com passagem em inox e concreto para amadurecimento. Trás muita tipicidade nos aromas com frutos vermelhos, flores, especiarias e algo de chocolate. Já o segundo é um vinho feito a partir de um corte de partes iguais de Cabernet Sauvignon (Bolgheri), Sangiovese e Merlot (Morellino) sendo que cerca de 10% do mosto amadurece em barris de carvalho francês por 8 meses. Com isso temos um vinho mais encorpado, denso com aromas de frutos escuros, especiarias, café com leite e leve tostado. Dois baita vinhos que representam bem o estilo toscano de fazer vinhos. São trazidos ao Brasil pela importadora Itália Mais.

Mais um belo evento que pudemos registrar e onde tivemos oportunidade de provar muitos vinhos, da mais variada gama de preços, tipos e origens. Mal podemos aguardar o ano que vem. Se você, caríssimo leitor, participou do evento e quer compartilhar suas experiências, fique a vontade e utilize o espaço de comentários ao final deste post.

Até o próximo!

Tuesday, August 8, 2017

Degustação Vinhos Manuscrito com a enóloga Estela de Frutos

No último dia 28 de julho estive presente em um degustação bem especial de vinhos espanhóis que fogem do tradicional. Todos os rótulos de vinhos das linha Manuscrito são elaborados com uvas de procedências diferentes, que provém de vinhedos centenários. E a responsável por estes vinhos é ninguém menos que Estela de Frutos, que acompanha a vinícola/comercializadora Terra Furati, também na Espanha.

Estela de Frutos é uruguaia de nascimento (com o coração dividido entre Uruguai e Espanha) e sempre foi muito reconhecida com seu trabalho em amansar a uva Tannat (casta que ganhou notoriedade nos vinhos uruguaios) e seus trabalhos em prol da divulgação dos vinhos uruguaios mundo a fora. Mas após sua passagem por terras espanholas para estudos e trabalho, resolveu apostar em um projeto único. Como uma pessoa influente no meio, contou com a ajuda de amigos e conhecedores locais e descobriu não somente alguns terroirs pouco explorados em várias DOs espanholas como também vinhas centenárias de castas autóctones locais, com destaque para a Hondarrabi Zuri (que falaremos mais pra frente), buscando com isto mostrar em seus vinhos a identidade local. Segundo ela, seria uma forma de "encerrar a carreira" onde quase tudo havia começado. Como não possuem vinhedos próprios, Estela roda as DOs espanholas em busca das melhores uvas. A vinificação é feita em parceiros, uma vez que por legislação o vinho precisa ser vinificado na região a qual pertence para obter o status de DO. Nas próximas linhas irei comentar um pouco sobre os vinhos que se sobressaíram durante a degustação, um branco e um tinto, até para não tornar cansativa nossa conversa aqui. 


O primeiro destaque que trago aqui é o Manuscrito Hondarrabi Zuri 2014. As uvas Hondarrabi Zuri, e consequentemente os vinhos, são oriundos de uma DO pouco conhecida por aqui, Txakoli de Álava, sendo esta uma casta de uva branca nativa do País Basco. Por lá é cultivada desde o século XI e antes da praga de filoxera, cultivaram-se importantes extensões de vinhedos com a mesma, mas que hoje em dia estão restritos a poucas plantas. Após a fermentação, cerca de 50% do vinho passa um período sur lie para amadurecimento. E esta é uma grande sacada neste vinho. Como resultado temos um vinho de coloração amarelo palha com reflexos verdes (ainda bem jovem) e com aromas que trazem frutos cítricos, flores e toques minerais. Na boca porém é que o vinho se distingue com uma acidez bem pronunciada e um corpo de médio para encorpado. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso. Um excelente vinho branco sem dúvida.


Em se tratando de vinho tinto, pensei em fugir um pouco do óbvio mas iria trair minha preferência e acabei ficando mesmo com o Manuscrito Tempranillo 2014. Aqui entramos em uma DO muito conhecida no mercado brasileiro, a DO Ribeira Del Duero, porém de vinhedos situados nos extremos da região, em Valbuena del Duero e Baños de Valdearados (vinhedos com idades de 25 anos no primeiro e quase centenários no segundo). A elaboração dos vinhos é feita separadamente e depois é feito o corte (50 -50). Ambos fermentam em balseiros de carvalho francês de 8000 litros, onde permanecem até o final da fermentação maloláctica. Os vinhos Manuscrito não passam por barricas de carvalho para amadurecimento (sendo este o caso aqui também) e o objetivo aqui é que somente consigamos experimentar a verdadeira expressão da fruta. Como resultado temos um vinho de coloração rubi violácea de média intensidade com bom brilho e limpidez. No nariz o vinho trás aromas de frutos vermelhos e escuros, especiarias com algum toque mentolado. Na boca encontramos um vinho de corpo médio, boa acidez e taninos macios, sendo que o retrogosto acaba por confirmar o olfato. O final era de ótima persistência. O diferencial aqui é que em contra partida a muitos outros vinhos da mesma casta e origem, este não é marcado pela madeira mas pelo frescor, com a fruta em primeiro plano. Mais um primor de vinho.

Vale ressaltar que no Brasil são comercializados cinco vinhos da safra 2014 (onde estes dois se incluem), distribuídos pela importadora gaúcha La Charbonnade, que tem como representante em São Paulo o Sr. Atílio de Simone, também presente no evento. Excelentes vinhos, eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Tuesday, July 18, 2017

Arienzo de Marqués de Riscal Crianza 2013

A vinícola Marqués de Riscal foi inaugurada em 1858 na região de Elciego/Álava (Espanha). Foi a primeira bodega a elaborar vinhos de acordo com métodos bordaleses em território espanhol. No ano de 1895 alcança um fato histórico, onde o Marqués de Riscal foi o primeiro vinho, não francês, a conseguir o diploma de “Honor de la Exposición de Burdeos”. Graças ao vinhos brancos da Marqués de Riscal, a região “Rueda” se torna uma D.O no ano de 1890. Em 2006 outo fato histórico, a Marqués de Riscal foi eleita a melhor vinícola europeia pela revista norte americana Wine Enthusiast. Atualmente, os vinhos de Marqués de Riscal estão presentes em mais de 100 países. Os vinhos Marqués de Riscal representam uma marca ícone no Brasil dentro da categoria de vinhos premium espanhóis.


Sobre o Arienzo de Marqués de Riscal Crianza 2013, podemos ainda acrescentar que o vinho é produzido a partir das uvas Tempranillo, Mazuelo e Graciano oriundas de vinhedos situados em Laguardia e Elciego. Após a fermentação, o vinho passa por um período de 18 meses em barricas de carvalho americano antes de ser engarrafado e liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas de média velocidade e com alguma cor se faziam presentes. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, coco (lembrando até aquele danoninho de coco, sabe?), leve toque de especiarias e ao fundo de taça, toques de madeira tostada.

Na boca o vinho se mostrou encorpado com boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um ótimo vinho espanhol provado por aqui, valeu muito a pena, eu recomendo e muito a prova.

Até o próximo!

Thursday, June 1, 2017

Castillo De Albai Rioja Reserva 2010

O vinho de hoje é produzido pela Pagos del Rey La Rioja, que foi inaugurada em 2006 e faz parte do grupo Felix Solis Avantis, líder no setor vitivinícola internacional - com presença em mais de 115 países. A Felix Solis Avantis é uma empresa familiar dedicada à produção de vinhos de qualidade, suco de uva e sangria, propriedade dos irmãos Solís de terceira geração, a família se esforça para unir tradição e inovação. A sede em Valdepeñas evoluiu para se tornar uma das maiores instalações de produção de vinhos com tecnologia de ponta no mundo. Sua presença em seis regiões vitícolas importantes na Espanha permite oferecer a mais ampla gama de variedades na indústria espanhola. A adega Pagos del Rey é uma das maiores em La Rioja, estando localizada junto a um antigo leito de rio com vista para o pico da montanha de Rioja Alavesa. Combina a tradição com a arquitetura moderna. Grandes chaminés e revestimentos de aço dominam a paisagem em vez de um navio. No entanto, os pilares de madeira de abeto adornam a delicada adega de barril. A família Solís trabalha em parceria com mais de 1.000 produtores de vinhos familiares que cobrem 3.500 hectares em La Rioja.


Falando sobre o Castillo De Albai Rioja Reserva 2010, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito com 100% de uvas Tempranillo de vinhedos localizados ao norte da Espanha, perto do rio Ebro. Após a fermentação o vinho passa 18 meses em barricas novas de carvalho americano e mais 18 meses em garrafa antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas médias, ligeiramente coloridas também se mostraram presentes.

No nariz o vinho abriu com aromas de frutos vermelhos, coco, especiarias doces e picantes (pimentas, cravo, canela), toques animais e leve tostado ao fundo.

Na boca o vinho se mostrou encorpado com boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era longa duração.

Mais um belo vinho espanhol que passou aqui pela minha taça e que eu fiz questão de comentar por que eu acho que os espanhóis estão cada vez mais trazendo boas opções para o nosso mercado. Este, por exemplo, é vendido no Pão de Açúcar a preços acessíveis. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Tuesday, March 28, 2017

Enrique Mendoza La Tremenda Monastrell Alicante 2014

Apesar de ter fundado a vinícola em 1989, Enrique Mendoza deixou seu filho Pepe assumir o negócio com a ajuda do irmão caçula Julián. Pepe é o responsável pela produção do vinho, enquanto Julián trata do setor comercial da companhia. Pepe Mendoza certamente tem a paixão e o conhecimento para pôr a vinícola de sua família no lugar que merecem, que é no topo das propriedades do Mediterrâneo. A Bodegas Enrique Mendoza está localizada perto da cidade de Alfàs Del Pi, cerca de 45 quilômetros da cidade de Alicante, na Espanha, e está rodeado por jardins paisagísticos. A maioria dos vinhedos estão localizados perto de Villena em uma média de 1200 metros de elevação, com algumas parcelas de até 2100 m. As plantações tradicionais incluem Monastrell e Moscatel, embora recentemente Pepe Mendoza tenha experimentado variedades internacionais como Cabernet Sauvignon, Merlot e Syrah. A agricultura natural é priorizada na bodega Enrique Mendoza. Leveduras indígenas são usadas, e inseticidas, herbicidas e fertilizantes são evitados em favor das práticas biodinâmicas. Pepe Mendoza também enfatiza colocar suas videiras sob o nível ótimo de estresse hídrico para produzir uvas pequenas e concentradas; Ele usa sensores computadorizados para monitorar os níveis de umidade na vinha, ajustando a irrigação de acordo.


Sobre o Enrique Mendoza La Tremenda Monastrell Alicante 2014 podemos ainda acrescentar que o nome "La Tremenda" faz referência ao nome da vinha de onde as uvas para este vinho são cultivadas e colhidas manualmente, uvas estas 100% Monastrell cultivadas na paisagem áspera e árida de Alicante. O vinho passa então por amadurecimento de seis meses em barricas de carvalho com mais um ano em garrafa antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresento coloração rubi violácea de média para grande intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e quase sem cor também compunham o conjunto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros e vermelhos, chocolate amargo, tabaco e algo de especiarias. Notas de tostado no fundo de taça.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos marcados mas de boa qualidade. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um ótimo vinho espanhol que provamos por aqui cujo custo benefício se mostra bem coerente. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Monday, February 20, 2017

Vulcanus Alpha Tempranillo 2014

A Ecomienda de Cervera, produtora do vinho de hoje, está localizada no coração do maciço vulcânico de Calatrava Estate, a uma altitude entre 750 e 850 metros acima do nível do mar, no final da cidade nobre e cultural de Almagro, que faz fronteira com a Serra de Arzollar e a Cañada Real Soriana, entre vales e colinas cobertas de carvalhos e zimbros, alecrim, tomilho, e muito mais. Há a vista do solo preto de origem vulcânica e ocre vermelho (Almagre) que, segundo alguns historiadores, dão a cidade de Almagro seu nome, bem como calcários e áreas rochosas. Tudo isso localizado sob o relógio detalhado do Vulcão Maar de la Hoya de Cervera, declarado Monumento Natural em 1993, e ainda águas de uma das principais correntes do rio Guadiana, o rio Jabalón. A Encomienda de Cervera Estate foi criada em 1758 como resultado da fusão entre Hacienda de Cervera, Cañada de Zentinar, Heredad de Vilena, Hoya de la Cruz e Coto del Marqués de Cervera. Mais tarde, Barranco del Puerco, nativo da Mesa Maestral da Fazenda Calatrava, une a fusão com 1.200 hectares. Naquela época, a propriedade já tinha olivais com duas mil trezentas e setenta e cinco oliveiras, uma prensa de óleo, uma casa de campo e um bosque com cerca de dez mil álamos pretos e brancos. No final do século XIX, havia uma vinha de 22 hectares e uma adega de 200.000 litros.


Sobre o Vulcanus Alpha Tempranillo 2014 em si, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir de uvas Tempranillo plantadas em solo de origem vulcânica, com passagem de 3 meses em madeira antes do engarrafamento. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média para grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, baunilha, especiarias e leve toque de grafite.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, excelente acidez e taninos macios e sedosos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um ótimo vinho espanhol, trazido pela importadora mineira Casa Rio Verde, que também possui um clube de vinhos bem interessante que estou conhecendo e recomendo. Para ter mais informações sobre o vinho acessem: VinhoSite e VinhoClube.

Até o próximo!!

Tuesday, January 17, 2017

De Muller Solimar Crianza 2014

A Bodegas De Muller, produtora do vinho de hoje, foi fundada em 1851 por Don Augusto de Muller e Ruinart de Brimont, de uma família conhecida de produtores de vinho da Alsácia, que viram na província de Tarragona, na Espanha, o potencial que já em seu tempo soube apreciar as colônias gregas instaladas na região e na Espanha em geral e mais tarde, o Império Romano. Durante as quatro gerações que a empresa pertenceu à família De Muller, foi se tornando uma das empresas pioneiras na região, comercialmente e tecnologicamente falando. Desde 1995 a vinícola pertence à família Martorell, empresários catalães preocupado em obter a mais alta qualidade dos vinhos, respeitando a tradição que durante décadas foi parte do patrimônio da empresa familiar.


Sobre o De Muller Solimar Crianza 2014, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir de uvas Cabernet Sauvignon e Merlot da DO Tarragona. As variedades são fermentadas separadamente, depois feito o corte e posterior envelhecimento em barricas francesas e americanas durante 12 meses além de mais 6 meses em garrafa antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi violácea de grande intensidade com muito brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, em boa quantidade e com alguma cor também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, especiarias, caramelo, tabaco e leve tostado. 

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos sedosos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um ótimo vinho espanhol, trazido pela importadora mineira Casa Rio Verde, que também possui um clube de vinhos bem interessante que estou conhecendo e recomendo. Confesso que não conhecia esta denominação de origem, mas que fui surpreendido positivamente pela qualidade que o vinho apresentou. Para ter mais informações sobre o vinho acessem: VinhoSite e VinhoClube.

Até o próximo!