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Monday, August 13, 2018

Atlántico Sur Reserve Tannat 2013

Juan Carlos Deicas nasceu em Montevidéu no dia 6 de setembro de 1937, tendo crescido no bairro de Piedras Blancas, estudou Ciências Econômicas e, antes de entrar no mundo vitivinícola, trabalhou como bancário. Casou-se em 1960 com Elida Heres, com quem teve dois filhos: Mariela e Fernando. Em 1979, Juan Carlos Deicas, fundou o Establecimento Juanicó, que hoje em dia é uma das principais vinícolas do Uruguai. Antes de ser propriedade da Família Deicas, as terras do Establecimiento Juanicó passaram por diferentes donos. Entre eles destacou-se Don Francisco Juanicó, quem em 1830 rompeu com a tradição da criação de gado na região e construiu uma cave subterrânea que lhe permitiu elaborar vinhos de grande qualidade, devido a sua climatização natural. Porém, a grande mudança produziu-se recentemente quando Fernando Deicas assumiu o controle da vinícola no começo dos anos 80. Com uma nova visão e uma “grande mudança de mentalidade” a Família Deicas incorporou novas tecnologias e fez um forte investimento industrial para enfrentar novos desafios e assim abrir as portas do novo mundo para a vinícola. As novas gerações têm contribuído com outras visões e enfoques mais modernos e internacionais. Em 2010, a Família Deicas decidiu separar a produção de certos vinhos especiais e nasceu então a vinícola Premium Família Deicas. Esta vinícola fica em Progresso, Canelones, e o seu ícone é um casarão antigo conhecido pelo nome de Domaine Castelar. Os vinhos da Família Deicas são produzidos em pequena escala, cuidando minuciosamente todo o processo, desde o vinhedo até a guarda. Hoje, três gerações desta família compartilham a mesma paixão: atingir o perfeito equilíbrio entre tradição e inovação.


Falando sobre o Atlántico Sur Reserve Tannat 2013, podemos ainda afirmar que o vinho é feito 100% com uvas Tannat através da combinação dos melhores uvas de seus diferentes micro terroirs. Cerca de 40% do vinho tem uma passagem por barris de carvalho francês de segunda utilização durante 6 meses. Vamos as impressões?

Ns taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e com alguma cor também se faziam presentes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias doces, mentolado, chocolate e leve toque tostado no fundo de taça.

Um belíssimo vinho uruguaio, que serviu o propósito de celebrar uma situação tão bacana (estava em Campos do Jordão com as pessoas que amo, minha família). Não é um vinho barato, mas vale o quanto custa. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Tuesday, May 8, 2018

Alto de La Ballena Tannat Merlot Cabernet Franc 2012

Em 1998, o casal Paula Pivel e Alvaro Lorenzo decidiram estabelecer uma pequena vinícola no departamento de Maldonado, na região sudeste do Uruguai. Paula e o marido conheceram-se quando cursavam MBA e se casaram pouco depois. Sem mais experiência do que sendo consumidores de bons vinhos, partiram para encontrar um lugar que combinasse aptidão vitícola, belas paisagens e uma boa localização. A seleção do terroir, considerando topografia, solo e clima, foi decisiva para alcançar uma excelente qualidade das uvas, essencial na produção de vinhos de alta qualidade. Adquiriram então quase vinte hectares na Sierra de la Ballena, a poucos quilômetros do mar e de Punta del Este, o principal balneário da América do Sul, fundando então a vinícola Alto de La Ballena. O primeiro plantio de videiras foi feito na primavera de 2001, continuando nos anos seguintes até atingir 8 hectares. As vinhas são compostas pelas variedades Merlot, Tannat, Cabernet Franc, Syrah e Viognier. O que mais impressiona na propriedade é o solo em que as vinhas se encontram, muito pedregosos com presença de granitos, quartzos, nos mais variados tamanhos, tendo que ser abertos/preparados por ação mecanizada mas que por outro lado geram uma boa drenagem, essencial para o amadurecimento e qualidade das uvas. Complementam ainda o terroir a proximidade do oceano, de um grande lago, boa exposição solar, amplitudes térmicas generosas e brisas noturnas frias. Atualmente, os vinhos Alto de La Ballena são vendidos em lojas especializadas, espaços gourmet e nos melhores restaurantes do Uruguai, principalmente em Montevidéu e Punta del Este. Eles também estão presentes no México e no Brasil, e logo nos Estados Unidos, Suécia, Bélgica, Holanda, Suíça e Argentina.


Falando um pouco sobre o Alto de La Ballena Tannat Merlot Cabernet Franc 2012, podemos ainda afirmar que é um corte composto da seguinte maneira: 50% de uvas Tannat, 35% de uvas Merlot e 15% de uvas Cabernet Franc. Apenas a uva Tannat passa por 9 meses em barricas de carvalho de 2o e 3o usos pós fermentação. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração rubi violácea de média para grande intensidade com algum brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, especiarias , tabaco e algo herbáceo.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e daninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Um belo vinho uruguaio que, apesar de conter em seu corte a emblemática Tannat, também mostrao potencial de outras castas na região. Eu recomendo a prova e, caso você tenha a oportunidade, a visita a vinícola quando estiver passeando pelo país vizinho: é um dos pôr do sol mais lindos que já vi na vida. É trazido ao Brasil pela Winebrands!

Até o próximo!

Thursday, April 12, 2018

Guia Descorchados me fez conhecer o Deus dos ventos: Eolo!

Faz algum tempo que eu tenho olhado de maneira diferente para os vinhos do Uruguai pois eles tem demonstrado uma qualidade muito evidente. E alguns dos vinhos que eu tinha muita curiosidade em provar eram os vinhos da bodega Viñedos de Los Vientos, em especial, o Eolo. E não é que eu finalmente consegui? No último dia 10 de Abril tivemos em São Paulo o lançamento do Guia Descorchados, o maior guia mundial de vinhos da Argentina, Chile, Uruguai e Brasil. Num evento com a presença de mais de 400 produtores e uma quantidade ainda maior de vinhos, fica muito difícil de escolher o que provar mas, foquei em vinhos que não conhecia e que tinha interesse de conhecer.


A história da Viñedo de Los Vientos remete a 1920, quando Angelo Fallabrino chega com sua família à cidade de Montevidéu, escapando da primeira guerra. Nativo de Alexandria, Angelo sabe fazer grandes vinhos e cria a maior adega do Uruguai. Seu filho Alejandro segue seus passos e se destaca como uma das pessoas mais inovadoras da indústria vinícola do Uruguai nos anos 70 e 80. Infelizmente ambos morrem, Alejandro no ano 91 e Angelo em 1995. Em 1995, Pablo, um dos três filhos de Alejandro, toma as rédeas de Viñedo de los Vientos, que na época era apenas um vinhedo.
Em 1997, Pablo decidiu começar sua própria adega e, com esse propósito, adquiriu o melhor equipamento italiano. Março de 1998 é marcado como a primeira vindima de Viñedo de los Vientos e levou 3 anos de trabalho depois, para desenvolver o melhor potencial da vinha e criar desta forma, uma série de vinhos orientados para serem únicos e especiais.

Falando agora do Viñedo de Los Vientos Eolo Gran Reserva 2013, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir das castas Tannat (85%) e Ruby Cabernet (15%) com amadurecimento de 36 meses em barricas de carvalho francês. Vamos então as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, couro, especiarias, flores e algo de alcaçuz. Ao fundo também se nota baunilha.

Na boca o vinho se mostrou encorpado com uma boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um belíssimo vinho uruguaio sem qualquer duvida e que pelo preço que é vendido, vale o quanto custa. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Monday, September 4, 2017

Wines of Uruguay Tannat Tasting Tour 2017

Atualmente, dos países vizinhos que produzem vinhos, o Uruguay tem sido o que mais me surpreende. E isto tem se devido principalmente a "domesticação" da rústica Tannat à descoberta de blends bem interessantes (usando até mesmo castas pouco usuais por estes lados) que tem sido criados por lá. E foi o que pude presenciar mais uma vez no Masterclass do Tannat Tasting Tour São Paulo, que aconteceu no Museu de Arte Contemporânea de São Paulo no último dia 22 de agosto, evento este organizado pela Wines of Uruguay


Não há como negar que, até como parte de um case de sucesso de marketing, a uva Tannat se tornou símbolo do país vizinho e, como não deveria deixar de ser, o mote da Masterclass é o uso da casta, seja em vinhos varietais e em cortes. Até grandes críticos do mundo do vinho acabaram por se render aos vinhos tintos vindos do Uruguay, como a aclamada Jancis Robinson, por exemplo. E o Brasil tem uma grande parcela contribuinte no consumo de vinhos vindos do nosso vizinho: cerca de 60% das exportações uruguaias tem como destino o nosso mercado, chegando a volumes que ultrapassam os 2 milhões de litros.


Sobre o evento em si, estavam disponíveis mais de 125 rótulos diferentes de vinhos além de representantes dos importadores e vinícolas, sempre solícitos no contato com o público em geral. O local escolhidos não poderia ser melhor: o visual de fim de tarde da cobertura do Museu de Arte Contemporânea de São Paulo (mesmo em um dia onde o clima não foi o parceiro ideal) adicionou um quê artístico ao tasting. Nas linhas abaixo vou destacar dois vinhos que me chamaram a atenção na Masterclass. Espero que tenham sido do agrado de vocês também.


O primeiro vinho que eu vou destacar é o Alto de La Ballena Tannat Viognier 2013, produzido por uma vinícola boutique localizada em Maldonado (Alto de La Ballena), muito próximo ao balneário de Punta Del Leste, numa belíssima serra da região. O vinho é feito a partir de um corte de Tannat (85%) e Viognier (15%). O interessante aqui é que as uvas Tannat são fermentadas em conjunto com as cascas da Viognier e o mosto da Viognier é fermentado separadamente. O vinho resultante do corte fica 9 meses em barricas de carvalho americano para amadurecimento. Temos como resultado um vinho de coloração rubi violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, flores, chocolate, especiarias e um fundo mineral. Na boca  o vinho se mostrou de corpo médio para encorpado, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo. Um vinho elegante e potente.

Por último falaremos do Don Julio Ariano Tannat/Merlot/Syrah 2013, um vinho feito a partir de uvas Tannat selecionadas de uma parcela especial acrescidas de Merlot e Syrah. O vinho estagia por 18 meses em barricas francesas e americanas para amadurecimento. Além disso, antes da liberação ao mercado, o vinho passa por 12 meses em garrafa para envelhecimento. Este vinho foi criado em homenagem a Don Julio Ariano, um dos pioneiros da família na propriedade. Como resultado temos um vinho de coloração violácea profunda, brilhante e límpida. Trouxe no nariz aromas de frutas em compota, chocolate, flores, baunilha, especiarias doces e leve toque de tabaco. Na boca é encorpado, carnudo, de boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso. Baita vinho!

Foi isso que eu quis trazer pra vocês, meus prezados leitores, entretanto caso você tenha participado da Masterclass ou da feira, deixem nos comentários suas impressões, vinhos que mais gostaram e afins. Fico no aguardo.

Até o próximo!

Tuesday, May 30, 2017

Garzón Reserva Cabernet Franc 2015

No último dia 8 de maio, a Bodegas Garzón, em conjunto com a Importadora World Wine, apresentou importante mudança em seus produtos, chegando a 13 rótulos de vinhos, divididos nas linhas Estate, Reserva e Single Vineyard. Os vinhos são elaborados sob a consultoria de Alberto Antonini, uma das maiores referências mundiais em produção de vinhos premium. Trago aqui hoje um dos destaques do evento, em minha opinião, que é o Garzón Reserva Cabernet Franc 2015.


Quando Alejandro Bulgheroni e sua esposa Bettina descobriram Garzón em 1999, viram nele sua “pequena Toscana em Uruguai”, e tiveram um sonho. Um sonho familiar que hoje se fez realidade: Agroland. Assim, entre olivedos e vinhedos, começaram a projetar Bodega Garzón. Os vinhedos da Bodega Garzón estão localizados em uma zona privilegiada do Uruguai, próxima a Punta del Este, La Barra e José Ignacio, o paraíso turístico uruguaio. A proximidade do oceano (18 km) cria também um clima que trás presente uma agradável brisa fresca quase diária, fazendo com que as uvas (principalmente as brancas) amadureçam da melhor forma possível.

Falando agora um pouco mais detalhadamente do Garzón Reserva Cabernet Franc 2015, podemos afirmar que é um vinho que é feito com 100% de uvas Cabernet Franc e que passa por maturação de 6 a 12 meses sobre as suas borras em barricas e bottis de 50 HL de carvalho francês. Vamos então as impressões sobre o vinho?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, especiarias, chocolate, carne defumada e leves toques herbáceos.

Na boca o vinho se mostrou de corpo médio para encorpado, boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um belo vinho uruguaio, que mostra como o Uruguay pode ser conhecido muito além da uva Tannat. Eu recomendo a prova, se puderem, provem vinhos diferentes, uvas diferentes sem qualquer preconceito, é isto que faz do vinho um universo tão fascinante.

Até o próximo!

Tuesday, April 25, 2017

Gimenez Mendez Alta Reserva Touriga 2013

O vinho de hoje é produzido pela Vinícola Gimenez Mendez, uma vinícola uruguaia estabelecida na mais pura área da América do Sul e totalmente pertencente e gerida pela família Gimenez Mendez. Seus vinhedos, cerca de 100 hectares, e adega estão localizados nas regiões de Las Brujas em Montevideo, Los Cerrillos e Canelón Grande, no sul do Uruguai, territórios privilegiados para a produção de vinhos. A história da família Gimenez Mendez com a viticultura data de 1929, quando produziam praticamente só vinhos de mesa. Devido a uma crise do mercado uruguaio, em meados dos anos 90, adquiriram uma outra adega mais antiga e tiveram a oportunidade de expandir seus negócios, decisão esta que se mostrou acertada com o passar do tempo. Atualmente seus vinhos podem ser encontrados no Reino Unido, Alemanha, Suíça, EUA, Brasil, Barbados e México. 


Sobre o Gimenez Mendez Alta Reserva Touriga 2013 podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir de uvas Touriga Nacional da região de Las Brujas, no Uruguai, com passagem de 10 meses de maturação em carvalho francês e americano. Vamos então as impressões?

Na taça o vinho apresentou um coloração rubi violácea de grande intensidade, bom brilho e limpidez. lágrimas ligeiramente mais lentas e gordinhas, com leve coloração.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas vermelhas, especiarias, flores e leve toque mentolado.

Na boca o vinho mostrou corpo médio, boa acidez e taninos redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Mais um excelente vinho uruguaio que provamos por aqui, que tem mostrado, ao menos pra mim, que o Uruguai conseguiu domar a difícil Tannat e ir além desta casta, com belos caldos fugindo do estilão fruta bombada e muito álcool. Eu recomendo a prova. É mais um vinho trazido pelo Clube de Vinhos Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

Thursday, June 16, 2016

Familia Deicas Preludio 2009

Que dias especiais merecem vinhos um pouco mais especiais, eu já disse várias vezes não é mesmo? Mas eu não canso de repetir esta frase que quase se tornou um mantra pra mim. Mais do que isso, ultimamente eu tenho tentado, na medida do possível, tomar bons vinhos e não me apegar a eles. Uns dizem que a vida é curta demais para bebermos vinhos ruins. Acho que acredito. E foi assim que as comemorações do Dia dos Namorados começaram lá em casa com o Familia Deicas Preludio 2009.


Juan Carlos Deicas nasceu em Montevidéu no dia 6 de setembro de 1937, tendo crescido no bairro de Piedras Blancas, estudou Ciências Econômicas e, antes de entrar no mundo vitivinícola, trabalhou como bancário. Casou-se em 1960 com Elida Heres, com quem teve dois filhos: Mariela e Fernando. Em 1979, Juan Carlos Deicas, fundou o Establecimento Juanicó, que hoje em dia é uma das principais vinícolas do Uruguai. Antes de ser propriedade da Família Deicas, as terras do Establecimiento Juanicó passaram por diferentes donos. Entre eles destacou-se Don Francisco Juanicó, quem em 1830 rompeu com a tradição da criação de gado na região e construiu uma cave subterrânea que lhe permitiu elaborar vinhos de grande qualidade, devido a sua climatização natural. Porém, a grande mudança produziu-se recentemente quando Fernando Deicas assumiu o controle da vinícola no começo dos anos 80. Com uma nova visão e uma “grande mudança de mentalidade” a Família Deicas incorporou novas tecnologias e fez um forte investimento industrial para enfrentar novos desafios e assim abrir as portas do novo mundo para a vinícola. As novas gerações têm contribuído com outras visões e enfoques mais modernos e internacionais. Em 2010, a Família Deicas decidiu separar a produção de certos vinhos especiais e nasceu então a vinícola Premium Família Deicas. Esta vinícola fica em Progreso, Canelones, e o seu ícone é um casarão antigo conhecido pelo nome de Domaine Castelar. Os vinhos da Família Deicas são produzidos em pequena escala, cuidando minuciosamente todo o processo, desde o vinhedo até a guarda. Hoje, três gerações desta família compartilham a mesma paixão: atingir o perfeito equilíbrio entre tradição e inovação.

Sobre o Familia Deicas Preludio 2009, podemos acrescentar que é um vinho feito a partir das castas Tannat, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot e Petit Verdot com passagem de 24 á 30 meses em barricas de carvalho. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou cor violácea de grande intensidade, bom brilho e boa limpidez. Lágrimas mais gordinhas e lentas, além de muito coloridas, também faziam parte do conjunto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos e negros bem maduros, baunilha, flores e toques de especiarias.

Na boca o vinho se mostrou encorpado, de boa acidez e com taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final e deixa a gostosa sensação de quero mais.

Um belíssimo vinho uruguaio, que serviu o propósito de celebrar uma data tão bacana, que apesar dos apelos comerciais, serve de desculpa para celebramos o amor. Não é um vinho barato, mas vale o quanto custa. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Thursday, June 9, 2016

Gimenez Mendez Alta Reserva Sauvignon Blanc 2015

A pouco mais de uma semana atrás foi aniversário da anjinha que surgiu em minha vida a uns quatro anos e que tem me ensinado muita coisa desde então, mas mais do que isso, tem me dado a oportunidade de ser pai e de ama-la incondicionalmente. E foi para comemorar com ela mais uma primavera que ela escolheu irmos em um restaurante japonês no sistema rodízio, o Kazami Sushi. Como apreciador de vinhos e com uma taxa de rolha amigável, resolvi pegar um vinho de minha adega para a hercúlea missão de escoltar o jantar. Esta missão ficou a cargo do Gimenez Mendez Alta Reserva Sauvignon Blanc 2015. Vamos ver o que descobrimos sobre o vinho e sobre quem o produz.


O vinho é produzido pela Vinícola Gimenez Mendez, uma vinícola uruguaia estabelecida na mais pura área da América do Sul e totalmente pertencente e gerida pela família Gimenez Mendez. Seus vinhedos, cerca de 100 hectares, e adega estão localizados nas regiões de Las Brujas em Montevideo, Los Cerrillos e Canelón Grande, no sul do Uruguai, territórios privilegiados para a produção de vinhos. A história da família Gimenez Mendez com a viticultura data de 1929, quando produziam praticamente só vinhos de mesa. Devido a uma crise do mercado uruguaio, em meados dos anos 90, adquiriram uma outra adega mais antiga e tiveram a oportunidade de expandir seus negócios, decisão esta que se mostrou acertada com o passar do tempo. Atualmente seus vinhos podem ser encontrados no Reino Unido, Alemanha, Suíça, EUA, Brasil, Barbados e México. 

Falando agora sobre o Gimenez Mendez Alta Reserva Sauvignon Blanc 2015, podemos acrescentar que é um vinho feito 100% com uvas Sauvignon Blanc da região de Las Brujas, próximo a Montevidéu, no Uruguai. Não passa por madeira, a busca aqui é a fruta em sua expressão mais pura. A curiosidade fica aqui com o rótulo do produto, que possui a inscrição "enjoy it" que muda para a coloração rosa quando o vinho atinge a temperatura ideal de consumo. Apesar de toda sua história no mundo vitivinícola uruguaio, a vinícola Gimenez Mendez tem olhos para o futuro e as novas tecnologias existentes, mais um ponto pra eles. Enfim, sem maiores delongas, vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração amarelo palha de reflexos esverdeados, excelente brilho e limpidez.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos cítricos (maracujá em maior evidência mas também com lembrança de lima), leves toques herbáceos e minerais e algo de xixi de gato.

Na boca o vinho apresentava certa cremosidade aliada a um bom frescor. O retrogosto confirma o olfato e o final era bem fresco e longo. 

Este vinho é mais um grande exemplo de que o Uruguai e sua viticultura vai muito além da uva Tannat. Um grande vinho branco uruguaio, complexo, equilibrado e leve na medida. Deixa sempre a pontinha de quero mais na boca. Casou em cheio com a comida japonesa do dia. Eu recomendo a prova. É mais um vinho trazido pelo Clube de Vinhos Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

Friday, December 4, 2015

Gimenez Mendez Alta Reserva Tannat 2013 & Hambúrgueres caseiros!

Embora em meu post anterior eu tenha destacado os EUA por todas ligações afetivas que desenvolvi ao longo do tempo com este país, é inegável dizer que um país que também tem se mostrado muito versátil e com uma evolução constante é o Uruguai, embora menos badalado que os vizinhos Argentina e Chile. E hoje vamos de Uruguai com o vinho Gimenez Mendez Alta Reserva Tannat 2013.


O vinho é produzido pela Vinícola Gimenez Mendez, uma vinícola uruguaia estabelecida na mais pura área da América do Sul e totalmente pertencente e gerida pela família Gimenez Mendez. Seus vinhedos, cerca de 100 hectares, e adega estão localizados nas regiões de Las Brujas em Montevideo, Los Cerrillos e Canelón Grande, no sul do Uruguai, territórios privilegiados para a produção de vinhos. A história da família Gimenez Mendez com a viticultura data de 1929, quando produziam praticamente só vinhos de mesa. Devido a uma crise do mercado uruguaio, em meados dos anos 90, adquiriram uma outra adega mais antiga e tiveram a oportunidade de expandir seus negócios, decisão esta que se mostrou acertada com o passar do tempo. Atualmente seus vinhos podem ser encontrados no Reino Unido, Alemanha, Suíça, EUA, Brasil, Barbados e México. 

Sobre o vinho de hoje, o Gimenez Mendez Alta Reserva Tannat 2013, podemos acrescentar que em sua safra 2013 o vinho foi produzido com 100% de uvas Tannat e, depois do processo fermentativo, o vinho estagiou em barricas de carvalho francês e americano por 10 meses. Vamos finalmente as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração violácea de grande intensidade, bom brilho e limpidez. Algumas lágrimas mais gordinhas, espaçadas e coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, flores, especiarias, baunilha e algo de defumado. Ao fundo de taça também temos um que de tostado. 

Na boca o vinho se mostrou encorpado, com taninos marcados mas de boa qualidade (sem apresentarem aspereza e aspecto"verde") e acidez na medida. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração.

Para acompanhar o vinho, fizemos belos hamburgueres caseiros com pão australiano ou integral, bacon frito e queijo cheddar. Foi uma delícia!

Mais um excelente vinho uruguaio que provamos por aqui, que tem mostrado, ao menos pra mim, que o Uruguai conseguiu domar a difícil Tannat e fazer com ela belos caldos. Eu recomendo a prova. É mais um vinho trazido pelo Clube de Vinhos Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

Tuesday, November 3, 2015

Gimenez Mendez Alta Reserva Malbec: Nem só de Tannat se faz o Uruguay

Eu sempre me surpreendo quando me coloco a frente com vinhos uruguaios, ainda mais quando fujo do convencional Tannat e busco explorar outras cepas que por lá não são tão faladas ou reconhecidas mas que de uma maneira ou outra acabam por fazer caldos interessantes. É o caso deste Gimenez Mendez Alta Reserva Malbec, que embora seja feito com a uva Malbec, que simboliza outro país vizinho (Argentina) mostrou que pode ter suas qualidades e se diferenciar do irmão sul americano. Vamos ver o por que?


O vinho é produzido pela Vinícola Gimenez Mendez, uma vinícola uruguaia estabelecida na mais pura área da América do Sul e totalmente pertencente e gerida pela família Gimenez Mendez. Seus vinhedos, cerca de 100 hectares, e adega estão localizados nas regiões de Las Brujas em Montevideo, Los Cerrillos e Canelón Grande, no sul do Uruguai, territórios privilegiados para a produção de vinhos. A história da família Gimenez Mendez com a viticultura data de 1929, quando produziam praticamente só vinhos de mesa. Devido a uma crise do mercado uruguaio, em meados dos anos 90, adquiriram uma outra adega mais antiga e tiveram a oportunidade de expandir seus negócios, decisão esta que se mostrou acertada com o passar do tempo. Atualmente seus vinhos podem ser encontrados no Reino Unido, Alemanha, Suíça, EUA, Brasil, Barbados e México. 

Sobre o vinho de hoje, o Gimenez Mendez Alta Reserva Malbec, podemos acrescentar que em sua safra 2013 o vinho foi produzido com 100% de uvas Malbec uruguaias e, depois do processo fermentativo, o vinho estagiou em barricas de carvalho francês e americano por 10 meses. Vamos finalmente as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração violácea de grande intensidade, bom brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, de média velocidade e bem coloridas também escorriam pelas paredes da taça. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, chocolate, tabaco e um quê de animal (fiquei um pouco indeciso mas lembrava um pouco couro). Algo de alcaçuz ao fundo.

Na boca o vinho tinha corpo médio, boa acidez e taninos macios e redondos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração. 

Sem dúvida um bom vinho para o dia a dia, fugindo do estilão fruta bombada e muito álcool argentino, também foi bem com uma peça de fraldinha assada. Eu recomendo a prova. É mais um vinho trazido pelo Clube de Vinhos Winelands, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

Wednesday, August 26, 2015

Wines of Uruguay #TannatTourBrasil: Uruguay além da Tanat!

O Uruguay é um país cuja a produção vitivinícola quase que totalmente se baseia em produções familiares e colheitas manuais, o que faz com que sua produção não seja lá das mais expressivas em comparação com os outros gigantes mundias e até mesmo com nossos hermanos argentinos e chilenos. Mesmo assim, o Brasil abocanha quase que metade do que de lá se exporta, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. Por isso o mercado brasileiro tem ganhado cada vez mais a atenção das ações de marketing e feiras itinerantes da Wines of Uruguay e das bodegas em si. E todos sabemos que em se tratando de Uruguay, a associação mais obvia que é feita é com os vinhos da uva Tannat. E isto não é por acaso, afinal o Uruguay resgatou esta uva francesa de origem na região do Madiran , no sul da França, e hoje conta com cerca de 3000 hectares plantados da uva em seu território, aproveitando alguns do seus melhores e únicos terroirs, sendo o maior produtor da uva no mundo. 

Entretanto, os produtores da Wines of Uruguay mostraram também novas facetas relacionadas a outras uvas que tem se adaptado muito bem ao seu terroir e, mesmo usadas em cortes ou sozinhas, tem começado a brilhar por lá também. E eu vou tentar fugir um pouco do comum e separei alguns poucos vinhos dentre os 24 produtores presentes no dia do evento para tentar demonstrar esta tese. Vamos a eles?


Garzón Albariño Varietales 2014: A uva Albariño tem se mostrado em plena forma em terras uruguaias e este vinho da Bodegas Garzón é um bom exemplo. Quando Alejandro Bulgheroni e sua esposa Bettina descobriram Garzón em 1999, viram nela sua “pequena Toscana em Uruguai”. Assim, entre olivedos e vinhedos, começaram a projetar Bodega Garzón em uma zona privilegiada do Uruguai, próxima a Punta del Este, La Barra e José Ignacio, o paraíso turístico uruguaio. Este exemplar feito com 100% de uvas Albariño também tem um diferencial: permanece sur lie por um período com o intuito de se agregar complexidade. Como resultado temos um vinho que se destaca por suas notas florais e de frutos como pera, abacaxi entre outros. Já em boca é mais gordo do que normalmente encontramos em um Albariño, com um quê mineral e sua bela acidez, que o tornam longo e saboroso.


Artesana Tannat Zinfandel Merlot Edición Limitada 2013: Aqui além deste corte pouco usual (Zinfandel no Uruguay?) temos uma curiosidade sobre a Artesana Winery: quem comanda a festa são apenas mulheres, duas enólogas para ser mais exato, Analía Lazaneo e Valentina Gatti. Situada na região de Canelones, a vinícola nasceu em 2007 nas mãos de um americano. Este vinho é composto por 55% Tannat, 25% Zinfandel e 20% Merlot, que são vinificados separadamente e envelhecidos por 24 meses em barricas de carvalho francês para enfim formarem o blend final. O resultado é um vinho encorpado, denso, com aromas de frutos escuros, tabaco, caramelo, bala toffee e algo de floral. Em boca seus taninos são macios com uma boa acidez e final de média duração. Pra mim, este foi o melhor vinho da masterclass que ante veio a degustação aberta.


Viña Progreso Sangiovese 2008: A Viña Progreso é o projeto experimental de Gabriel Pisano, onde ele está sempre tentando descobrir algum vinho ou técnica nova para aplicar a sua produção. Esta uva de origem italiana não é comumente utilizada no Uruguay mas aqui, Gabriel mostra toda sua paixão, utilizando uma plantação de alta densidade de plantas com produção baixissima por planta, concentrando mais os cachos e obtendo ótimos resultados. Um vinho 100% Sangiovese que após todo processo fermentativo (alcoólico) passa de 9 a 12 meses em barris de carvalho para fermentação malolática e envelhecimento. Resulta em um vinho de corpo médio e pronto para o consumo, mas que por sua estrutura (corpo, acidez e taninos) tende a ficar ainda melhor com tempo em garrafa. Trás aromas de frutos vermelhos, flores e leve toque de baunilha. Vale conhecer este e os outros vinhos deste Pisano "dissidente".


Sauvignon Gris 2015: Produzido pela Filguera Vinedos y Bodega, uma das poucas vinícola que me parece fugir desta imagem familiar e boutique, este vinho é produzido em Canelones com uma uva parente da Sauvignon Blanc (muitos dizem se tratar de uma mutação), a Sauvignon Gris (100%). Não passa por madeira. Temos então um vinho de uma cor quase prateada de tão clara que é, trazendo no nariz muitos frutos tropicais e cítricos com leve toque de flores brancas. Em boca é leve, muito fresco e com um final de média duração. Me pareceu muito a cara do Brasil e das temperaturas elevadas que por aqui temos, mesmo no inverno. 

É claro que existiam muitos outros vinhos interessantes por lá e bodegas a conhecer, mas a idéia aqui foi mostrar uma mínima parte de como o Uruguay pode ser conhecido muito além da uva Tannat. Espero que tenham gostado e se puderem, provem vinhos diferentes, uvas diferentes sem qualquer preconceito, é isto que faz do vinho um universo tão fascinante.

Até o próximo!

Monday, July 27, 2015

KM 0 Río de La Plata Gran Reserva Tannat

A Bodega Irurtia, produtora do vinho em questão, nasceu com a chegada ao Uruguai do imigrante Vasco Don Lorenzo Irurtia nos primeiros anos do século passado. Sua paixão pelos bons vinhos e a dedicação ao trabalho no cultivo da videira dão seus frutos em 1913 com a primeira vindima. A quarta geração da família Irurtia ainda está estabelecida em Carmelo e hoje administra  os negócios da família. Cinco irmãos, filhos e filhas de Dante Irurtia e Estela González assumiram o legado da família e o desafio de ir junto com seus antepassados por uma ​​estrada infinita, através da melhoria da qualidade de seus vinhos com a mesma paixão e dedicação de seus antepassados e a responsabilidade de manter e aumentar o reconhecimento internacional dos vinhos Irurtia, da cidade de Carmelo e do orgulho uruguaio.


Sobre o KM 0 Río de La Plata Gran Reserva Tannat, basta acrescentar que é um vinho 100% Tannat colhidas em um terroir considerado único no Uruguai, bem na nascente do Rio da Prata (daí o nome KM 0 Rio de La Plata) na costa de Carmelo. Envelhecimento de 18 meses em barricas de carvalho. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração violácea profunda, com algum brilho e limpidez. Lágrimas finas, rápidas e coloridas também tingiam as paredes da taça.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas vermelhas e escuras em compota, frutos secos, baunilha, flores e leve toque tostado ao fundo.

Na boca o vinho se mostrou encorpado, denso, de boa acidez e de taninos extremamente macios. Retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duracão.

Recebi mais esse belo exemplar do Winelands Clube do Vinho, o Clube que eu assino e recomendo.
 
Até o próximo!

Monday, June 29, 2015

Arunguá Tannat 2011: Tradição uruguaia posta em prova na taça!

A Bodegas Carrau tem mantido a velha tradição de uma família que a 10 gerações (desde sua Catalunha natal) trabalham em silêncio e com grande convicção na produção de grandes vinhos. Vem abrindo o caminho para um país, o Uruguai, que está se tornando um mistério internacionalmente devido às suas vinícolas familiares de pequeno porte e sua admirada jóia, a uva "Tannat". Em abril de 1752, Don Francisco Carrau comprou o primeiro vinhedo em Vilasar de Mar, na Catalunha, Espanha. O pontapé inicial das Bodegas Carrau havia sido dado. A tradição da viticultura é passada de geração a geração e, em 1930, o herdeiro Juan Carrau resolve se estabelecer no Uruguai. A primeira bodega em solo uruguaio – Santa Rosa – é construída e inaugurada entre 1930/1940, com tecnologia catalã. Hoje, a administração da bodega é feita pela décima geração da família Carrau. Seus vinhedos estão plantados em duas regiões distintas: Las Violetas (Canelones) e Cerro Chapeu.


Já sobre o Arunguá Tannat 2011, podemos acrescentar que o vinho é fruto de muita pesquisa e exploração sobre os melhores solos e parcelas de variedades melhor adaptadas em seus vinhedos cultivados em Las Violetas, tornando este vinho muito particular. Após o a fermentação alcoólica, o vinho é transferido para barricas de carvalho onde acontece a fermentação malolática e posterior envelhecimento por cerca de 18 meses. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração violácea de grande intensidade, algum brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, lentas e bem coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos silvestres, especiarias, chocolate e leve toque floral.

Na boca o vinho se mostrou carnudo, encorpado, taninos quase mastigáveis e uma boa acidez. Retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um belo vinho uruguaio, que mostra toda a potência e elegância que os seus vinhos a partir da uva Tannat podem alcançar. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!



Informações sobre a vinícola retiradas do site do produtor e de www.seloreserva.com.br

Sunday, March 1, 2015

KM 0 Río de La Plata Gran Reserva Pinot Noir: Uruguai para a #CBE

É mais uma vez aquela época do mês em que os enoblogueiros espalhados por este Brasil (e mundo) afora se unirem em mais uma degustação virtual, a já conhecida por aqui #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs. Pela segunda vez desde que entrei para esta turma bacana, tive a honra de escolher o tema, que foi: "um vinho varietal tinto ou branco do Uruguai qualquer, menos Tannat". A minha escolha foi um pouco óbvia: KM 0 Río de La Plata Gran Reserva Pinot Noir. Vamos ver como foi a degustação?


Já cometei algumas vezes por aqui sobre a vinícola e sua história, mas não custa nada relembrar: "A Bodega Irurtia, produtora do vinho em questão, nasceu com a chegada ao Uruguai do imigrante Vasco Don Lorenzo Irurtia nos primeiros anos do século passado. Sua paixão pelos bons vinhos e a dedicação ao trabalho no cultivo da videira dão seus frutos em 1913 com a primeira vindima. A quarta geração da Família Irurtia ainda está estabelecida em Carmelo e hoje administra os negócios da família. Cinco irmãos, filhos e filhas de Dante Irurtia e Estela González assumiram o legado da família e o desafio de ir junto com seus antepassados por uma ​​estrada infinita, através da melhoria da qualidade de seus vinhos com a mesma paixão e dedicação de seus antepassados e a responsabilidade de manter e aumentar o reconhecimento internacional dos vinhos Irurtia, da cidade de Carmelo e do orgulho uruguaio".

Sobre o KM 0 Río de La Plata Gran Reserva Pinot Noir, podemos acrescentar que é um varietal 100% de uvas Pinot Noir da região de Carmelo, no Uruguai que passa por todas etapas de fabricação em tanques, até a fermentação malolática, sendo que após este período, o vinho passa por 12 meses em barricas de carvalho. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bela coloração rubi brilhante e límpida com tendências granada. Lágrimas finas, rápidas, medianamente espassadas e sem cor também compunham o aspecto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos silvestres, terrosos e ervas. Leve toque de baunilha ao fundo.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos finos. Retrogosto confirma o olfato e o final é de longa e saborosa duração.

Tarefa dada é tarefa cumprida, #CBE em dia! Um vinho fresco, complexo e elegante que combina bem tanto com o verão que enfrentamos por aqui quanto com dias mais frios. Recebi mais esse bom vinho do Winelands Clube do Vinho, o Clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

Tuesday, January 27, 2015

Família Irurtia Viñagala Tannat Rosado & Torta Rústica de Ratatouille

Em mais um dia de calor senegalês, destes muitos que se multiplicaram no verão brasileiro, a única vontade que tínhamos era de tomar algo refrescante, de uma comida leve e ficar na frente do climatizador para que de alguma maneira pudéssemos relaxar. E escalamos a nossa seleção para hercúlea tarefa que se aproximava. Fomos de Família Irurtia Viñagala Tannat Rosado & Torta Rústica de Ratatouille.



Como já dito por aqui algumas vezes (mas sempre é bom relembrar), a Bodega Família Irurtia, produtora do vinho em questão, nasceu com a chegada ao Uruguai do imigrante Vasco Don Lorenzo Irurtia nos primeiros anos do século passado. Sua paixão pelos bons vinhos e a dedicação ao trabalho no cultivo da videira dão seus frutos em 1913 com a primeira vindima. A quarta geração da família Irurtia ainda está estabelecida em Carmelo e hoje administra os negócios da família. Cinco irmãos, filhos e filhas de Dante Irurtia e Estela González assumiram o legado da família e o desafio de ir junto com seus antepassados por uma ​​estrada infinita, através da melhoria da qualidade de seus vinhos com a mesma paixão e dedicação de seus antepassados e a responsabilidade de manter e aumentar o reconhecimento internacional dos vinhos Irurtia, da cidade de Carmelo e do orgulho uruguaio.

Se entendi direito o posicionamento das linhas de vinhos da Bodega Familia Irurtia, este Família Irurtia Viñagala Tannat Rosado se encaixa numa linha de entrada e é produzido somente com uvas Tannat que embora seja uma cepa notadamente robusta quando vinificada, como rosé e a temperatura controlada, dá vinhos muito agradáveis e frutados. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração rosa alaranjado, buscando quase um acobreado, brilhante e muito límpido.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos e notas cítricas.

Na boca o vinho se mostrou leve, com boa acidez e uma pequena sensação de taninos, bem fininhos e discretos. Retrogosto confirma o olfato e o final é de média duração.

Um vinho fresco, frutado e que combina bem com o verão que enfrentamos por aqui. Foi um bom companheiro para a torta rústica de ratatouille que minha esposa fez. A receita é da apresentadora Rita Lobo, que tem seu programa Cozinha Prática no canal de tv por assinatura GNT. É uma receita muito simples e deliciosa. 

O Ratatouille é um mix de legumes assados que até já virou tema de um longa metragem animado. Berinjelas em rodelas, abobrinha, pimentão amarelo, cebola, alho poró, dentes de alho, tomates cereja, azeite, sal e pimenta para o recheio. A massa? Manteiga geladíssima com farinha de trigo comum (sem fermento) e sal, fazendo uma farofa sem derreter totalmente a manteiga, um ovo e voilá!

Até o próximo!

Friday, December 5, 2014

Bouza Albariño 2013: Frescor e perfume uruguaios na taça!

É sempre bom reunir amigos, e quando estes amigos são tão adeptos do vinho como você, o bicho pega. É tanta garrafa de vinho diferente que as vezes nem conseguimos tomar notas ou fotografar algumas para colocar por aqui e compartilhar com os leitores. Acontece que este não foi o caso aqui e vamos falar de um vinho que um casal de amigos levou em casa em uma dessas "orgias" enofílicas qualquer. Estou falando do Bouza Albariño 2013.


A Bodega Bouza pode ser considerada uma vinícola boutique dado o tamanho de sua produção e está localizada nas cercanias de Montevidéu, no Uruguai. Nasceu como um empreendimento familiar, impulsionado pelo amor ao campo, seus frutos e pela crença de que o trabalho em pequena escala oferece sempre os melhores resultados, acompanhando todo o processo zelosamente, do vinhedo à taça. Tem vinhedos plantados de Alvarinho e Chardonnay quando falamos de cepas brancas e Tannat, Merlot e Tempranillo, sendo que a primeira (Tannat) é considerada a uva símbolo do Uruguai, dada a maneira com que se adaptou ao terroir de lá e como os uruguaios conseguiram domar a antes selvagem e áspera uva.

Já sobre o Bouza Albariño 2013, podemos acrescentar que é um vinho 100% feito com uvas Alvarinho com uma particularidade: 15% do vinho é fermentado em barricas e onde permanece "sur lie" por cerca de meses antes de se combinarem aos 85% restantes para "formar" o vinho final. Atinge 13,5% de graduação alcoólica. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresenta uma bonita coloração amarelo brilhante com alguns reflexos dourados e bem límpido.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos tropicais (pêssego, maracujá) com toques cítricos e florais.

Na boca o vinho mostrou corpo médio com uma acidez gulosa e salivante. Retrogosto confirma o olfato e o final é de média para longa duração. 

Um delicioso e guloso vinho branco uruguaio que pode muito bem ser bebido só ou acompanhando comida. No encontro de nossa confraria, foi praticamente só e a garrafa secou bem rapidinho. Só me faz reforçar a vontade de visitar o Uruguai e algumas vinícolas por lá. Eu recomendo.

Até o próximo!

Thursday, October 9, 2014

KM 0 Río de La Plata Reserva Tannat Syrah 2012: Um belo vinho uruguaio

Voltando a falar de vinhos de um lugar que ainda tenho vontade de visitar, o Uruguai, país sul americano pequeno em tamanho mas que faz vinhos de grande qualidade. E tem mostrado isso cada vez mais. Hoje veremos que além do bom trabalho solo feito com as uvas Tannat, seus blends também podem impressionar pela elegância com que se apresentam na taça. Hoje é dia de KM 0 Río de La Plata Reserva Tannat Syrah 2012 na taça.



A Bodega Irurtia, produtora do vinho em questão, nasceu com a chegada ao Uruguai do imigrante Vasco Don Lorenzo Irurtia nos primeiros anos do século passado. Sua paixão pelos bons vinhos e a dedicação ao trabalho no cultivo da videira dão seus frutos em 1913 com a primeira vindima. A quarta geração da família Irurtia ainda está estabelecida em Carmelo e hoje administra os negócios da família. Cinco irmãos, filhos e filhas de Dante Irurtia e Estela González assumiram o legado da família e o desafio de ir junto com seus antepassados por uma ​​estrada infinita, através da melhoria da qualidade de seus vinhos com a mesma paixão e dedicação de seus antepassados e a responsabilidade de manter e aumentar o reconhecimento internacional dos vinhos Irurtia, da cidade de Carmelo e do orgulho uruguaio.

Sobre o KM 0 Río de La Plata Reserva Tannat Syrah 2012, basta acrescentar que é um vinho feito a partir de uvas Tannat e Syrah colhidas em um terroir considerado único no Uruguai, bem na nascente do Rio da Prata (daí o nome KM 0 Rio de La Plata) na costa de Carmelo. Envelhecimento de 6 meses em garrafa. Vamos as impressões?


Na taça o vinho apresentou uma bonita cor rubi violácea de grande intensidade, bom brilho e pouca transparência. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também compunham o aspecto visual.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutas vermelhas, especiarias e leve toque floral. 


Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos macios. Retrogosto confirma o olfato e o final é de média para longa duração.

Recebi mais esse belo exemplar do Winelands Clube do Vinho, o Clube que eu assino e recomendo. E o Uruguai vai me deixando com mais vontade de visita-lo.

Até o próximo!

Wednesday, October 8, 2014

Festival do Vinho Sul-Americano: SBAV-SP & CH2A em mais um show!

Em mais uma oportunidade aberta a este que vos fala, pude conferir o que rolou de mais bacana no Festival do Vinho Sul-Americano, organizado pela SBAV-SP (Associação Brasileira dos Amigos do Vinho de São Paulo) com a assessoria da CH2A Comunicação, no último dia 3 de Outubro no Hotel Golden Tulip Paulista Plaza, em São Paulo. A intensão do evento era mostrar toda a diversidade de terroirs e vinhos que podemos encontrar quando falamos de América do Sul. O bacana do evento também era que, alguns dos rótulos degustados podiam ainda ser adquiridos pelo consumidor final, o que fazia com que você acaba-se levando pra casa aquilo que realmente tinha provado e aprovado!


Argentina, Chile e Uruguai são os países da América do Sul mais conhecidos quando falamos em vinhos (o Brasil corre por fora, na minha opinião). Juntos, eles dominam a participação no mercado brasileiro, onde quase 80% dos vinhos finos vendidos são importados. O Chile é o líder de importações seguido da vizinha Argentina, e embora o Uruguai não esteja entre os primeiros colocados do ranking, o Brasil é o mais importante mercado de exportação para o vinho uruguaio. E toda essa miscelânea de rótulos, países, costumes e afins foi mostrado com a participação de grandes importadoras como como Decanter, Interfood, Zahil, Viníssimo e vinícolas de destaque, como a premiada chilena Viña Ventisquero e as brasileiras Miolo, Perini e Aurora entre outras. Em eventos deste porte e com tanta diversidade fica até difícil escolher um ou outro rótulo para falar por aqui, mas vamos tentar.


A Família Cassone, localizada no departamento de Luján de Cuyo em Mendoza na Argentina veio com seu portfólio quase completo, mas o destaque vai para o Cabernet Franc Reserva 2012 da Viña del Fundo, projeto com “foco em terroir” no Chile. Localizada no coração do Vale do Maule, produz vinhos com uvas de vinhedos próprios com mais de 80 anos de idade. Este vinho é um varietal 100% Cabernet Franc que passa 12 meses em barricas novas de carvalho francês. Muito escuro e brilhante, o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias e leve mentolado. Corpo médio, boa acidez e taninos aveludados além de um final saboroso sem qualquer amargor final. Elegância e prazer se associam a este vinho. Para quem é fã principalmente da uva, eu recomendo! Já que falamos de Chile, de lá vem também o grande Artífice Platinum Cabernet Sauvignon 2010, vinho top da vinícola e feito a partir de uvas 80% Cabernet Sauvignon, 15% PetitVerdot e 5% Syrah do Valle de Colchagua. Todo o vinho passa por 12 meses de barricas francesas de primeiro uso. Coloração violácea de grande intensidade e brilhante, aromas de frutos vermelhos e escuros, especiarias e mentolados além do toque tostado. Bom corpo e acidez, taninos marcados mas redondos e prontos pra se beber. Final longo, saboroso e marcante. Vinhaço!


Do Brasil, gratas surpresas. Começo com o Espumante No 1 2008 da Vinícola Perini. É o primeiro espumante vintage da empresa, o que significa que foram selecionadas as melhores uvas da safra para compor este corte de Chardonnay e Pinot Noir em edição especial e limitada de apenas 600 garrafas. Complexo, aromático, evoluído com aromas tostados, frutos secos, florais e com uma acidez muito bacana. Final delicioso. Depois, viajando quase que todo o país e pousando em Pernambuco, tínhamos os rótulos da Vinícola Santa Maria, projeto de portugueses muito interessante em pleno sertão nordestino, onde temos mais de 300 dias de sol por ano. Destaque para um dos poucos lugares no mundo onde, com os devidos controles, é possível se colher mais de uma safra de uva por ano. Espumantes muito frescos e bacanas e vinhos interessantes. No entanto, para não me alongar, vou destacar o Paralelo 8 Premium 2011, tinto produzido a partir do corte das castas Touriga Nacional, Aragonez, Alicante Bouschet, Cabernet Sauvignon e Shiraz. Passa por estágio de 8 meses em barricas francesas novas. Todo este trabalho nos trás um vinho rubi violáceo de grande intensidade, com bom brilho e quase sem transparência. Aromas de frutos vermelhos e especiarias com algo floral. Boa acidez, taninos domados mas presentes e um final longo e saboroso. Dizem as más línguas que é o vinho servido no palácio do planalto, a se confirmar.


Passando ao Uruguai agora trago como destaque o 1752 Gran Tradicion 2010, da Bodegas Carrau. Este vinho é um blend das uvas Tannat, Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc com passagem de 18 meses em barricas. Vinho elegante, macio, violáceo bem escuro e brilhante. Aromas de frutos vermelhos e escuros, especiarias, tabaco e baunilha em um vinho encorpado, de bom frescor e com taninos macios e domados. Final longo e deliciosamente saboroso. Vinhaço.


Para fechar meu relato do evento, nossa última parada foi na Argentina com a Bodega Salentein e seu Numina Gran Corte 2011. O vinho é um corte de várias uvas (64% Malbec, 18% Cabernet Sauvignon, 11% Merlot, 5% Cabernet Franc e 2% Petit Verdot) com passagem de 16 meses em barricas francesas. Vinho violáceo escuro e profundo, aromas de frutos vermelhos e escuros, baunilha, tabaco e especiarias. Encorpado, taninos macios e sedosos, boa acidez com um final longo e saboroso. Outro grande vinho.


Em meio a grandes vinhos, boas conversas, finalizamos mais uma cobertura de evento interessante. Mais um show de organização num local agradável e espaçoso. Parabéns a SBAV-SP e a CH2A.

Até o próximo!

Thursday, September 18, 2014

KM 0 Río de La Plata Reserva Tannat 2012: Músculo e classe Uruguaio

O Uruguai é um país que passou e me fascinar desde que tive a oportunidade de passear e conhecer um pequeno pedaço de lá. E desde então sempre que posso provar um vinho vindo de lá me recordo de como eu ainda preciso voltar e visitar muitas outras partes do país que não pude na primeira vez além é claro das vinícolas de lá que vem mostrando ao mundo como tratar a dura e áspera uva Tannat. E é bem por ai que vamos hoje com o KM 0 Río de La Plata Reserva Tannat 2012.
 
 
A Bodega Irurtia, produtora do vinho em questão, nasceu com a chegada ao Uruguai do imigrante Vasco Don Lorenzo Irurtia nos primeiros anos do século passado. Sua paixão pelos bons vinhos e a dedicação ao trabalho no cultivo da videira dão seus frutos em 1913 com a primeira vindima. A quarta geração da família Irurtia ainda está estabelecida em Carmelo e hoje administra  os negócios da família. Cinco irmãos, filhos e filhas de Dante Irurtia e Estela González assumiram o legado da família e o desafio de ir junto com seus antepassados por uma ​​estrada infinita, através da melhoria da qualidade de seus vinhos com a mesma paixão e dedicação de seus antepassados e a responsabilidade de manter e aumentar o reconhecimento internacional dos vinhos Irurtia, da cidade de Carmelo e do orgulho uruguaio.
 
Sobre o KM 0 Río de La Plata Reserva Tannat 2012, basta acrescentar que é um vinho 100% Tannat colhidas em um terroir considerado único no Uruguai, bem na nascente do Rio da Prata (daí o nome KM 0 Rio de La Plata) na costa de Carmelo. Envelhecimento de 6 meses em garrafa. Vamos as impressões?
 
Na taça o vinho apresentou uma bonita cor violácea de grande intensidade, bom brilho e quase sem transparência. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas tingiam a taça também.
 
No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros maduros e toques florais.
 
Na boca o vinho ser mostrou encorpado, musculoso e suculento. Boa acidez e taninos redondos e macios também se faziam presentes. Retrogosto confirma o olfato e o final é de média para longa duração.
 
Recebi mais esse belo exemplar do Winelands Clube do Vinho, o Clube que eu assino e recomendo. E o Uruguai vai me deixando com mais vontade de visita-lo.
 
Até o próximo!

Tuesday, December 17, 2013

Dominio Cassis Cabernet Franc 2008

A importadora Dominio Cassis começou apenas importando vinhos de sua própria família, vindos do Uruguai, mas com a expansão dos negócios, começou também a comercializar vinhos Chilenos e Argentinos. Sendo assim todos seus vinhos são importados com exclusividade, o que lhes dá a segurança de que ao menos o trabalho com seus vinhos é feito da melhor forma possível. Foi concebida e se tornou realidade nas mãos de Carlos Tomasi e tem o objetivo de produzir vinhos de alta qualidade. A primeira plantação foi no ano de 1999 na zona de "Lomas de La Paloma - Departamento de Rocha", a 10Km do Oceano Atlântico e a 4Km da "Lagoa de Rocha". E é de lá que vem este Dominio Cassis Cabernet Franc 2008.


O vinho em destaque é feito com uvas 100% Cabernet Franc e tem uma produção que podemos considerar baixa, de apenas 2200 garrafas (segundo o próprio produtor). Para envelhecimento e afinamento, o vinho passa por 9 meses em barrica americana e 6 meses em garrafa antes de ser liberado ao mercado. Sem maiores delongas, vamos as impressões sobre o vinho.

Na taça uma bonita cor rubi violácea de média para grande intensidade, alguma transparência e bom brilho. Lágrimas finas, rápidas e praticamente incolores compunham também o conjunto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos negros, especiarias, baunilha e algo de floral. Ao fundo da taça, toques de tostado. Um vinho bem aromático.

Na boca o vinho tinha corpo médio, boa acidez e taninos macios e redondos. Retrogosto confirma o olfato principalmente com frutas e baunilha num final levemente apimentado de média para longa duração.

Mais um excelente vinho de custo benefício incrível. Equilibrado, aromático e macio, muito fácil de beber e que vai bem com comida também. Sinceramente nem esperava tudo isso, mas pude confirmar com meu próprio paladar que o vinho é realmente muito gostoso. Foi comprado no site Sonoma por 40 dinheiros e valeu cada centavo. Eu recomendo.

Até o próximo!