quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Festival do Vinho Sul-Americano: SBAV-SP & CH2A em mais um show!

Em mais uma oportunidade aberta a este que vos fala, pude conferir o que rolou de mais bacana no Festival do Vinho Sul-Americano, organizado pela SBAV-SP (Associação Brasileira dos Amigos do Vinho de São Paulo) com a assessoria da CH2A Comunicação, no último dia 3 de Outubro no Hotel Golden Tulip Paulista Plaza, em São Paulo. A intensão do evento era mostrar toda a diversidade de terroirs e vinhos que podemos encontrar quando falamos de América do Sul. O bacana do evento também era que, alguns dos rótulos degustados podiam ainda ser adquiridos pelo consumidor final, o que fazia com que você acaba-se levando pra casa aquilo que realmente tinha provado e aprovado!


Argentina, Chile e Uruguai são os países da América do Sul mais conhecidos quando falamos em vinhos (o Brasil corre por fora, na minha opinião). Juntos, eles dominam a participação no mercado brasileiro, onde quase 80% dos vinhos finos vendidos são importados. O Chile é o líder de importações seguido da vizinha Argentina, e embora o Uruguai não esteja entre os primeiros colocados do ranking, o Brasil é o mais importante mercado de exportação para o vinho uruguaio. E toda essa miscelânea de rótulos, países, costumes e afins foi mostrado com a participação de grandes importadoras como como Decanter, Interfood, Zahil, Viníssimo e vinícolas de destaque, como a premiada chilena Viña Ventisquero e as brasileiras Miolo, Perini e Aurora entre outras. Em eventos deste porte e com tanta diversidade fica até difícil escolher um ou outro rótulo para falar por aqui, mas vamos tentar.


A Família Cassone, localizada no departamento de Luján de Cuyo em Mendoza na Argentina veio com seu portfólio quase completo, mas o destaque vai para o Cabernet Franc Reserva 2012 da Viña del Fundo, projeto com “foco em terroir” no Chile. Localizada no coração do Vale do Maule, produz vinhos com uvas de vinhedos próprios com mais de 80 anos de idade. Este vinho é um varietal 100% Cabernet Franc que passa 12 meses em barricas novas de carvalho francês. Muito escuro e brilhante, o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias e leve mentolado. Corpo médio, boa acidez e taninos aveludados além de um final saboroso sem qualquer amargor final. Elegância e prazer se associam a este vinho. Para quem é fã principalmente da uva, eu recomendo! Já que falamos de Chile, de lá vem também o grande Artífice Platinum Cabernet Sauvignon 2010, vinho top da vinícola e feito a partir de uvas 80% Cabernet Sauvignon, 15% PetitVerdot e 5% Syrah do Valle de Colchagua. Todo o vinho passa por 12 meses de barricas francesas de primeiro uso. Coloração violácea de grande intensidade e brilhante, aromas de frutos vermelhos e escuros, especiarias e mentolados além do toque tostado. Bom corpo e acidez, taninos marcados mas redondos e prontos pra se beber. Final longo, saboroso e marcante. Vinhaço!


Do Brasil, gratas surpresas. Começo com o Espumante No 1 2008 da Vinícola Perini. É o primeiro espumante vintage da empresa, o que significa que foram selecionadas as melhores uvas da safra para compor este corte de Chardonnay e Pinot Noir em edição especial e limitada de apenas 600 garrafas. Complexo, aromático, evoluído com aromas tostados, frutos secos, florais e com uma acidez muito bacana. Final delicioso. Depois, viajando quase que todo o país e pousando em Pernambuco, tínhamos os rótulos da Vinícola Santa Maria, projeto de portugueses muito interessante em pleno sertão nordestino, onde temos mais de 300 dias de sol por ano. Destaque para um dos poucos lugares no mundo onde, com os devidos controles, é possível se colher mais de uma safra de uva por ano. Espumantes muito frescos e bacanas e vinhos interessantes. No entanto, para não me alongar, vou destacar o Paralelo 8 Premium 2011, tinto produzido a partir do corte das castas Touriga Nacional, Aragonez, Alicante Bouschet, Cabernet Sauvignon e Shiraz. Passa por estágio de 8 meses em barricas francesas novas. Todo este trabalho nos trás um vinho rubi violáceo de grande intensidade, com bom brilho e quase sem transparência. Aromas de frutos vermelhos e especiarias com algo floral. Boa acidez, taninos domados mas presentes e um final longo e saboroso. Dizem as más línguas que é o vinho servido no palácio do planalto, a se confirmar.


Passando ao Uruguai agora trago como destaque o 1752 Gran Tradicion 2010, da Bodegas Carrau. Este vinho é um blend das uvas Tannat, Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc com passagem de 18 meses em barricas. Vinho elegante, macio, violáceo bem escuro e brilhante. Aromas de frutos vermelhos e escuros, especiarias, tabaco e baunilha em um vinho encorpado, de bom frescor e com taninos macios e domados. Final longo e deliciosamente saboroso. Vinhaço.


Para fechar meu relato do evento, nossa última parada foi na Argentina com a Bodega Salentein e seu Numina Gran Corte 2011. O vinho é um corte de várias uvas (64% Malbec, 18% Cabernet Sauvignon, 11% Merlot, 5% Cabernet Franc e 2% Petit Verdot) com passagem de 16 meses em barricas francesas. Vinho violáceo escuro e profundo, aromas de frutos vermelhos e escuros, baunilha, tabaco e especiarias. Encorpado, taninos macios e sedosos, boa acidez com um final longo e saboroso. Outro grande vinho.


Em meio a grandes vinhos, boas conversas, finalizamos mais uma cobertura de evento interessante. Mais um show de organização num local agradável e espaçoso. Parabéns a SBAV-SP e a CH2A.

Até o próximo!

2 comentários:

  1. Victor, muito obrigado por sua visita e também pelas palavras a nosso Cabernet Franc!
    Até o próximo evento!
    Grande abraço,
    Deca e Marcelo

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    1. Deca e Marcelo,

      Muito obrigado a vocês pela atenção dispensada durante o evento. Adorei o vinho e como não queria deixar o espaço aqui muito cansativo, ele foi uma das escolhas certas para figurar dentre meus preferidos.

      Abraços.

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