quinta-feira, 30 de outubro de 2014

De Martino Single Vineyard Alto de Piedras Carmenére 2011

Em mais um daqueles dias que merecem um vinho especial, a procura sempre é a parte mais legal. Não que eu tenha tantas opções assim disponíveis em casa nem nada disso, mas é sempre gostoso tentar escolher um vinho que venha bem a calhar com o momento, com a comida que estará a mesa e enfim, com tudo que envolve o ritual de se beber um vinho. Palavras vão e as sensações é que ficam guardadas. E o vinho escolhido então foi o De Martino Single Vineyard Alto de Piedras Carmenére 2011.


A Viña De Martino foi fundada em 1934 por Pietro De Martino Pascualone, que veio da Itália em busca de satisfazer sua paixão pela produção de vinhos. Em sua busca pelo lugar perfeito, ele encontrou a Isla de Maipo, localizada no Vale do Maipo, entre a Cordilheira dos Andes e o Oceano Pacífico. O lugar tem o nome da cidade que, até o início do século XX, estava no meio de vários braços do rio Maipo. Depois de um forte terremoto estas ramificações secaram, deixando apenas um grande braço do rio. Seus vinhedos estão localizados exatamente onde costumava passar um destes braços do rio, que lhe dão características únicas e especiais para área de produção de vinho. Hoje a propriedade cresceu dramaticamente, aumentando para 300 hectares sob manejo orgânico, mantendo a essência de uma vinícola familiar. A terceira e quarta gerações da família De Martino estão atualmente trabalhando na viña.

Sobre o De Martino Single Vineyard Alto de Piedras Carmenére 2011, podemos dizer que é um varietal 100% Carmenére de uvas colhidas no Vale do Maipo, no Chile de vinhas plantadas em 1992. O vinho estagia/envelhece em madeira por dois anos antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor violácea de grande intensidade, muito profunda, com bom brilho e quase sem transparência. Lágrimas médias, de velocidade um pouco mais lentas e bem coloridas também tingiam a taça.

No nariz o vinho abriu com aromas de frutos vermelhos, figo seco, tabaco, especiarias e um quê herbáceo ao fundo que lhe rende certo frescor.

Na boca o vinho se mostrou encorpado, com boa acidez e taninos macios. Retrogosto confirma o olfato e o final é de longa duração.

Mais um belo vinho chileno degustado por aqui, este vindo diretamente do Chile para as nossas taças, agradou em cheio todos paladares aqui em casa. Eu recomendo.

Até o próximo!

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