quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Montefino Reserva Tinto 2005

Mudando um pouco o foco das postagens dos últimos tempos, onde falamos em grande maioria de vinhos brancos e espumantes, buscamos um vinho tinto com carácter jovem, frutado, irreverente e sem pesar na hora de bebe-lo face as altas temperaturas que vemos por aqui nas últimas semanas. O escolhido para a tarefa é um portuguesinho do Alentejo que formam pra mim a melhor gama na relação custo x benefício, quando falamos de vinhos europeus. Casam muito bem com meu gosto pessoal, possuem muito carácter e expressão, grande vocação gastronômica e não ferem demais o meu bolso. Mas horas pois, qual o vinho no final das contas? Era o Montefino Reserva Tinto 2005.


O vinho em questão é produzido pela Herdade Monte da Penha, propriedade familiar que possui 139 hectares, dos quais apenas 22 são de vinhas. Está localizada em Portalegre, a capital do Norte Alentejano e foi adquirida por Francisco Fino e sua mulher, Verônica, em meados dos anos 1980. Um pouco da história deste projeto vitivinícola em Portugal pôde ser retirado do próprio site da vinícola: “Desde o início do século XX, altura em que Joaquim da Cruz Baptista planta as primeiras vinhas da “Tapada de Chaves”, que esta família está ligada à concepção de vinhos de elevada qualidade em Portalegre. O sucesso do projeto, iniciado por Joaquim da Cruz Baptista inspirou a sua única filha, Gertrudes, a continuar o seu legado e, de forma apaixonada, a levar este projeto mais além, tornando-se conhecida pela sua experiência e dedicação ao mundo do vinho. Em 1987, o seu filho Francisco Fino, companheiro nos seus projectos vinícolas, decide plantar uma vinha de 12 hectares na sua propriedade. Esta vinha contribuiu para fazer os vinhos, branco e tinto, do “Tapada de Chaves”. Com a venda da “Tapada de Chaves” em finais de 1998, Francisco Fino decide, juntamente com a sua família, partir para um novo projeto, o “Monte Da Penha”.

Sobre o Montefino Reserva Tinto 2005, podemos dizer que é um vinho composto por várias das uvas autóctones da região, a saber: Touriga Nacional, Aragonês, Alicante Bouschet e Trincadeira. Passa ainda um ano em pipas de carvalho francês Allier (250 e 500 litros). Por fim, estagia pelo menos 6 meses em garrafa antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho mostrou uma coloração rubi violácea de média para grande intensidade com tendência ao granada, mostrando halo de evolução. Lágrimas finas, rápidas e incolores também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos de frutos vermelhos maduros, leve toque floral e de especiarias.

Na boca o vinho apresentou médio corpo, taninos finos, macios e acidez ainda viva. Retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Mais um bom vinho português provado por aqui, fez companhia a um belo salmão assado com alcaparras e tomates cereja, purê de mandioquinha e aspargos no vapor. Mais uma noite daquelas de inspiração da minha esposa na cozinha deu nisso. Eu recomendo a prova, do vinho. 

Até o próximo!

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