segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Degustando as novas safras dos vinhos da Vinícola Góes & Venturini!

Em recente viagem a São Roque, no interior paulista, aproveitei a oportunidade e (re)visitei a sede da Vinícola Góes. Eu sei que muitos que leram até esta linha já torceram o nariz quando leram vinho e São Roque na mesma frase. Mas eu já adianto que os vinhos que provei e irei comentar aqui não são feitos no interior paulista, com uvas não viníferas e coisas do gênero. São feitos por uma joint venture entre a vinícola paulista (Góes) e a gaúcha (Casa Venturini), que aos poucos, com produtos de entrada e de média gama, a empresa tem trazido alguns bons caldos pro mercado. 


Como já comentei algumas vezes sobre esta joint venture e inclusive já falei sobre alguns de seus produtos, vou poupar o tempo precioso que vocês, leitores do blog, dispõe e vou direto ao ponto e irei comentar os vinhos que provei e as novidades encontradas.


Comecei a degustação pelo Espumante Vivere Brut, feito a base de 80% Chardonnay (Campanha Gaúcha), 20% Pinot Noir (Serra Gaúcha) pelo método champenoise. Um vinho espumante de coloração palha com reflexos esverdeados, muito límpido e brilhante. Borbulhas em boa quantidade, constantes e pequeninas. No nariz o vinho tinha aromas de pêssego, abacaxi, floral e algo leve de mel. Era possível também sentir um pouco de amanteigado com fermento, lembrando croissant e massa folhada. Na boca o vinho tinha corpo leve para médio, boa acidez com boa formação de borbulhas. O retrogosto confirma o olfato. Final de média duração. Um bom espumante para o dia a dia.


O vinho seguinte da degustação foi o Casa Venturini Chardonnay Reserva 2013, um varietal 100% Chardonnay de uvas provenientes da região da Campanha Gaúcha sem passagem por madeira. Coloração típica amarelo com reflexos dourados, bom brilho e transparência. No nariz frutos cítricos e tropicais marcados: abacaxi e pêssego; com algo de floral. Na boca corpo médio, boa acidez e retrogosto confirmando o olfato. Final de longa duração. Um bom vinho e de custo benefício interessante. 


Passamos então ao Casa Venturini Merlot Reserva 2011, este uma novidade pra mim. O vinho é um varietal 100% de uvas Merlot provenientes de Campos de Cima da Serra, no Rio Grande do Sul e tem passagem por madeira. Na taça o vinho apresentou coloração violácea de média para grande intensidade, algum brilho e pouca transparência. No nariz o vinho mostrou aromas de frutas vermelhas com toques de especiarias e baunilha. Na boca corpo médio, boa acidez e taninos finos e em boa quantidade. Retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração. Grata surpresa, vinho honesto e sem defeitos, deve ir bem com comida.


O próximo da degustação foi o Casa Venturini Cabernet Sauvignon Reserva 2012, este por sua vez um varietal 100% Cabernet Sauvignon de uvas cultivadas nas regiões da Serra Gaúcha, e Campanha Gaúcha e passa por envelhecimento em barricas de carvalho francês. Vinho de coloração violácea de grande intensidade, algum brilho e com pouca transparência. No nariz aromas de frutos vermelhos e escuros com toques especiados e herbáceos. Leve lembrança de baunilha. Na boca corpo médio, boa acidez e taninos macios. Retrogosto confirma o olfato e o final é de média duração. Leve amargor que chega a incomodar um pouco. Não figura entre os meus favoritos.


Ficou reservado para o final um vinho que eu gosto muito, o Casa Venturini Tannat Reserva 2012. É um varietal 100% de uvas Tannat cultivadas na região da Campanha Gaúcha e passa por envelhecimento em barricas americanas de carvalho. O vinho apresenta uma bonita cor violáceo de grande intensidade, pouca transparência e brilho médio. No nariz mostra aromas de frutas vermelhas e escuras, toques de especiarias e lembrança de aromas animais. Na boca um vinho de corpo médio, boa acidez e taninos secos, rústicos e marcantes mas de boa qualidade. Retrogosto confirma o olfato com frutas e especiarias em evidência marcando um final de média para longa duração. Esse vinho se tornou um xodó pra mim, dado que é vinho muito barato e que sempre propicia bom prazer. 

Para quem ainda não conhece estes vinhos nacionais, recomendo que o façam. Se você estiver em um final de semana de bobeira, estiver em Sampa ou proximidades e quiser fazer um passeio bacana e descompromissado com a família, visite a sede da Vinícola Góes em São Roque, aprecie a vista muito bacana, o lago das carpas, almoce em seu restaurante e claro, deguste os vinhos da Casa Venturini, eu recomendo.

Até o próximo!

8 comentários:

  1. Respostas
    1. Eu fui no dia 10 de janeiro, Nádia! E vc?

      Bjo

      Excluir
  2. Fala Victor, tudo maravilha?
    O Chardonnay não passa por madeira mais? Até o 2012 ou 2011, não me recordo, era barricado.

    Abração

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Fala Rodrigo, tudo certo e contigo?

      Então, conversando com o rapaz que me atendeu lá e procurando no site, não consegui a confirmação mas em ambos os casos nada se fala sobre barrica. Eu também estranhei.

      Abraço

      Excluir
  3. Tudo tranquilo Victor,

    Eu visitei a Casa Venturini em Flores da Cunha e a esposa do proprietário explicou sobre este e também outros vinhos, frisando a questão da barrica no Chardonnay. Enfim, se o vinho continua bom, como você falou, é o que importa...rs
    Barricado ou não já é a questão do gosto pessoal

    Abração

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Verdade Rodrigo, e sim, a meu ver o vinho continua muito bom, ainda mais se levarmos em conta o valor.

      Quero muito visitar a vinícola lá em Flores da Cunha, lugar que ainda não passei lá no Sul.

      Abraços

      Excluir
  4. Li o seu post e segui suas dicas e provei todos esses. Da esquerda para a direita, aprovei o 1, 3 e 5.
    O número 5 foi o meu preferido. Obrigada ppelo post com dicas

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Olá Débora, tudo bem?
      Que bom que as dicas foram úteis, continue sempre por aqui e obrigado pelas palavras.

      Excluir