quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Herdade do Arrepiado Velho Tinto 2012: Versatilidade e bom custo!

Fazia tempo que eu não falava por aqui dos vinhos que, em minha humilde opinião pessoal, são os que consistentemente apresentam as melhores relações custo benefício em se tratando do mercado brasileiro de vinhos finos, que são os vinhos portugueses e mais especificamente, dos vinhos do Alentejo. E eis que voltamos hoje com mais um exemplar que se encaixa perfeitamente nesta categoria, o Herdade do Arrepiado Velho Tinto 2012. Vamos ver o que sabemos sobre ele?


A Herdade do Arrepiado Velho, produtora do vinho, se encontra em Sousel, a cerca de 40 km de Portalegre, no Alto Alentejo e integra a Rota de São Mamede - um dos três caminhos da rota dos vinhos do Alentejo. Foi no ano de 2002 quando os 33 hectares de vinha foram plantados, num terroir que combina, de forma rara, solos xistosos de acentuados declives com temperaturas amenas e abundância de água, características naturais indicadoras de grande potencial. David Both, então o viticultor na época, e António Maçanita, enólogo, juntaram os seus conhecimentos, inovação e dedicação, selecionaram as castas e criaram a já apelidada "Vinha dos 100 pontos". A partir de 2012, a vinha passa a ficar a cargo de Nuno Ramalho, viticultor atual. Apesar de já haver o projeto para uma adega nova, a já existente está equipada com a mais avançada tecnologia disponível e devidamente dimensionada para a atual produção de vinhos, que nascem a partir de enologia moderna combinada de forma sublime, com a tradição portuguesa.

Sobre o Herdade do Arrepiado Velho Tinto 2012, podemos ainda incluir que é um vinho 1005 Touriga Nacional que passa por cerca de oito meses de envelhecimento em barricas de carvalho francês (porcentagem do vinho apenas, pelo que entendi). Vamos as impressões.

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade, bom brilho e quase nenhuma transparência. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramente coloridas também podiam ser notadas nas paredes da taça.

No nariz o vinho mostrou aromas de frutos escuros em compota e toques florais. Leve lembrança de tostado ao fundo da taça.

Na boca o vinho se mostrou de corpo médio para encorpado, acidez viva e taninos macios. Retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Esse vinho foi adquirido no Horti Fruti Oba e foi uma boa pedida por cerca de 40 dinheiros. Acompanhou bem um prato de filé mignon ao molho de páprica (não muito picante) com batatas. Eu recomendo.

Até o próximo!

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