sábado, 3 de janeiro de 2015

Prosecco 1000 Bolle Treviso DOC: Ainda sobre o natal e seus vinhos

Passadas as festividades de natal e ano novo, após uma pequena folga, este que vos fala tenta colocar em dia a grande quantidade de vinhos que provamos por aqui, juntamente com as comidas especiais que provei e o carinho de todos que estiveram curtindo a nosso lado este momento tão especial. É difícil até começar o texto sem me emocionar com tudo que passei, afinal a família é tudo que precisamos nesta vida e quando podemos dividir nossos interesses e hobbies então, tudo fica melhor ainda. Hoje falaremos de mais um dos vinhos espumantes que provamos na noite de natal, o Prosecco 1000 Bolle Treviso DOC.


Até pouco tempo atrás, Prosecco era o nome da uva e do vinho espumante (branco) oriundo desta mesma uva, nativa da Itália, mais precisamente nas regiões de Valdobbiadene e Canegliano, no Vêneto. Só que não havia legislação nenhuma, ao contrário de Champagne, que protegesse o vinho espumante italiano de ser copiado mundo afora, desde que se usasse a uva Prosecco. No entanto a Itália deu um passo a frente a poucos anos e, além de proteger seu vinho espumante, passou a utilizar o nome ancestral da uva, agora se chamando Glera, reservando o nome Prosecco para a região demarcada e controlada. O método de produção é o Charmat, onde a segunda fermentação ocorre em grandes tanques de aço inox e não na própria garrafa (como Champagne, por exemplo).

O Prosecco 1000 Bolle Treviso DOC é produzido pela Tenuta Carretta, derivada da palavra carro, que incrivelmente significa pedra, e naturalmente veio a denominar a vinícola uma vez que existe um banco de giz que existe nas proximidades da entrada da Tenuta. A história aqui não é precisa, mas existem registros que datam do início do século XII como o início do cultivo das terras hoje existentes na propriedade. Duzentos anos mais tarde novas parcelas foram adicionadas e as propriedades expandiram. No entanto só em meados dos anos 1980 houve um revival da propriedade se inspirando nas belezas das encostas e o imediato início na produção de vinhos, com respeito as tradições mas com o olho voltado as novidades e tecnologias mais recentes existentes no mercado enológico atual. Finalizamos sobre o vinho espumante, um corte de Glera e Chardonnay. Vamos as impressões?

Na taça o vinho espumante mostrou uma coloração bem clara, tendendo a um prata quase incolor. Bom brilho, ótima transparência, boa formação de perlage, com bolhas pequenas e persistentes, formando boa coroa.

No nariz o vinho espumante apresentou aromas de frutos brancos e cítricos com leve lembrança floral ao fundo.

Na boca o vinho espumante apresentou corpo leve, acidez deliciosa e refrescante e leve dulçor em sua entrada. Retrogosto confirma o olfato e adiciona algo de mel no final, que é de média duração.

Uma ótima opção de vinho espumante, diferente do usual que estamos acostumados por aqui. Deve combinar bem com pratos leves e entradinhas, sendo que se tomado só também seca a garrafa de maneira rápida. Serviu para o início da noite de Natal, com muito papo bom e alguns aperitivos. Recebi esse belo exemplar do Winelands Clube do Vinho, o clube que eu assino e recomendo.

Até o próximo!

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