quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Quinta do Carmo Tinto 2014

Eu tenho a certeza de que todos nós, vez ou outra, passamos por dias mais pesados onde diversas áreas da vida parece que vão entrar em parafuso. No final, conseguimos lidar com tudo mas o que sobre é aquele cansaço mental e físico que sempre pedem um afago na alma. E foi assim que acabei abrindo o vinho Quinta do Carmo Tinto 2014, vinho este feito por uma das mais conceituadas vinícolas de Portugal, a Bacalhôa Vinhos de Portugal.


A vinícola existe desde 1922 mas ganhou um grande impulso com a parceria com o Grupo Francês Lafitte Rothschild e a aquisição de propriedades como a Quinta do Carmo, por exemplo. O Grupo Bacalhôa possui adegas nas regiões mais importantes de Portugal: Alentejo, Península de Setúbal (Azeitão), Lisboa, Bairrada, Dão e Douro, produzindo uma grande variedade de vinhos, dos mais simples aos topo de gama. A Quinta do Carmo está localizada na região do Alentejo, a poucos quilômetros da cidade de Estremoz. É uma propriedade tipicamente alentejana, com uma área total de 1.000ha, onde estão incluídos 100ha de oliveiras, cereais, plantações de sobreiros e florestas. 

O vinho Quinta do Carmo Tinto 2014 é um blend das castas Aragonez (40%), Alicante Bouschet (30%), Trincadeira (20%) e Cabernet Sauvignon (10%). As vinhas que dão origem ao vinho estão instaladas num vale junto ao sopé da Serra D’Ossa em terrenos argilo-xistosos. Cada casta é vinificada separadamente e é utilizada uma vinificação tradicional com fermentações em tanques de aço inox e em lagares com temperatura controlada. No final da fermentação segue-se uma maceração prolongada (7 a 15 dias). Os vinhos estagiam em barricas de carvalho francês durante 12 meses. No final do estágio é feito o lote final do vinho. Vamos ver como foram as impressões sobre ele?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas mais lentas e ligeiramente coloridas também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros bem maduros, baunilha, especiarias e algo de mentolado.

Na boca o vinho se mostrou encorpado com boa acidez e taninos macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo e saboroso.

É como eu sempre digo, os portugueses vivem me surpreendendo positivamente. Este sem dúvida é um vinhaço!! Está entre os melhores que já provei. Não é barato, principalmente aqui no Brasil (este foi comprado na própria vinícola, após visita e degustação) mas vale cada centavo!!

Até o próximo!

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