Showing posts with label Trás-os-Montes. Show all posts
Showing posts with label Trás-os-Montes. Show all posts

Friday, October 27, 2017

Quinta do Sobreiró de Cima Touriga Nacional 2015

Hoje trago mais um vinho que provei em Portugal e que, depois de umas andanças pela rede, não encontrei referência ao mesmo no mercado nacional, o que me leva mais um vez a crer que o mesmo ainda não está por aqui, o que é uma pena, em minha opinião. Estou falando do Quinta do Sobreiró de Cima Touriga Nacional 2015.


A Quinta do Sobreiró de Cima está localizada na zona de Valpaços – num dos tesouros insondados do Portugal vitícola, refletindo a grande riqueza e vocação natural do país para a cultura da vinha e do vinho. Com origem em Valpaços, António Teixeira teve um percurso profissional que o levou aos quatro cantos do mundo, contactando com muitos grandes vinhos de castas aclamadas internacionalmente. A implantação da Quinta do Sobreiró de Cima foi um espelho dessas vivências, aliando o melhor ‘terroir’ de Trás-os-Montes às melhores castas que provou, tanto portuguesas como estrangeiras. A Quinta é composta por 2 áreas distintas, uma mais fresca e árida, e outra mais seca e quente. A nova geração da família procura alargar os horizontes deste trabalho precursor e visionário, ao transformar o desígnio e paixão familiar pela terra de origem, levando mais longe o nome da Quinta do Sobreiró de Cima e da Região de Valpaços, através da afirmação em Portugal e no mundo dos seus vinhos.

Falando agora do Quinta do Sobreiró de Cima Touriga Nacional 2015, podemos ainda acrescentar que o vinho é feito com uvas 100% Touriga Nacional oriundas de vinhas plantadas em solos xistosos da Quinta do Sobreiró de Cima, com exposição predominante Sul. A fermentação acontece em cubas inox, com maceração prolongada e posterior estágio nas mesmas até o engarrafamento. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou cor violácea de média para grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, ligeiramente mais lentas e com alguma cor também se desprendiam pelas paredes.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, flores e leve toque especiado.

Na boca o vinho mostrou corpo médio para encorpado, excelente acidez e taninos macios e sedosos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um belo caldo portuga que provamos por aqui, o que só me deixa mais e mais maravilhado com a terrinha e que me faz querer voltar lá por outras diversas vezes. Se tiver oportunidade, prove este vinho, eu recomendo.

Até o próximo!

Tuesday, October 24, 2017

Arribas do Pinhão Grande Reserva Douro 2014

Como vocês devem ter percebido estive um pouco ausente nestes últimos tempos, e conforme já me desculpei com vocês em um de meus posts anteriores, estava de férias e viajando. Sabe como é, limpando a mente e a alma, descansando dos afazeres do dia a dia e praticando uma das atividades que mais gosto, que é viajar. E, finalmente, consegui visitar o país que mais tinha vontade: Portugal. De lá trouxe muitas memórias e estórias, além é claro de alguns vinhos. E este é o caso do Arribas do Pinhão Grande Reserva Douro 2014, este por indicação do primo de minha esposa que vive por lá. Vamos ver o que descobrimos sobre ele e as sensações ao degusta-lo.


A Costa Boal Family Estates, produtora do vinho de hoje, é uma empresa familiar e jovem sob a gerência de António Boal e Raquel Boal, que um dia decidiram sujar suas mãos de terra. Para além das propriedades dos antepassados, situadas na Região Demarcada do Douro, Cima Corgo na localidade de Cabêda, decidiram avançar para a compra de mais sete hectares de vinha desta vez em Trás-os-Montes, Mirandela, nascendo então assim, a marca de vinhos Flor do Tua e Paredes Meias. Estes vinhos têm a sua origem em vinhas com 40 anos, cujas característica dos terrenos e variedades de castas permitem fazer vinhos de alta qualidade.

Falando agora sobre o Arribas do Pinhão Grande Reserva Douro 2014, podemos ainda dizer que o vinho é feito a partir das castas Touriga Nacional e Touriga Franca com estágio de 12 meses em barrica de carvalho francês. Vamos finalmente as impressões?

Na taça o vinho apresentou coloração violácea de grande intensidade com bom brilho e limpidez. Lágrimas mais grossas e lentas com bastante cor também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros maduros, especiarias, flores, chocolate e algo de tostado.

Na boca o vinho se mostrou encorpado com boa acidez e taninos aveludados. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um belo caldo português que provamos aqui. Não achei nenhuma referência a ele no mercado nacional e, como conclusão, entendo que o mesmo não é importado pro Brasil. Deveria. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!