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Wednesday, November 1, 2017

Santo Tomás Barbera - Merlot Tinta México 2011

No dia de ontem foi comemorado, especialmente nos Estados Unidos, o Halloween, mais comumente conhecido por aqui como "Dia das Bruxas". Originalmente uma tradição atribuída ao povo Celta (embora não haja uma confirmação sobre isso), foi nos Estados Unidos que a comemoração tomou o formato que vemos hoje, com fantasias, doces e travessuras, cultos aos mortos, terror (aqui entende-se como suspense, sustos, monstros, etc.), abóboras e afins tornando-se uma festa de mescla de tradições. Já no México temos a celebração do "Dia de Los Muertos" (Dia dos Mortos), que se inicia no dia 31 também mas que perdura até o dia 2 de Novembro (que coincide com o dia de finados, que celebramos por aqui). É durante esta festa mexicana que crianças e adultos se juntam para beber, cantar, dançar, se fantasiar e enfim, celebrar dias de alegria para receber as almas dos mortos que em teoria voltariam para visitar seus entes queridos. Resolvi que este ano iria aderir a comemoração mexicana e, enquanto minha filha se deleitava com a brincadeira baseada na comoração americana, tomei o vinho mexicano Santo Tomás Barbera - Merlot Tinta México 2011.


O vinho é produzido pela Bodegas de Santo Tomás, bodega esta que tem origem intrinsecamente ligada a missões dominicanas que começaram a chegar na Califórnia nos anos de 1697, como por exemplo, a missão de São Tomás de Aquino, que foi fundada em 1791. Em 1888, Francisco Andonegui e Miguel Ormart fundaram a Bodegas de Santo Tomás e desenvolveram, além da variedade da Missão que havia chegado no final do século 18, ramos de variedades espanholas como Valdepeñas, Palomino e Rosa del Perú. Em 1932, Abelardo Rodríguez comprou a propriedade fazendo o primeiro engarrafamento em 1939 (a primeira planta de engarrafamento é exibida no local). Com uma grande variedade de uvas, em 1988 sob o cuidado do vinicultor Hugo D Acosta, a produção de 300 mil caixas por ano é reduzida para 30 mil, garantindo alta qualidade. A Bodegas de Santo Tomás é atualmente uma empresa dinâmica que comemora 118 anos de vida e sua história continua agora a cargo de Santiago Cosío Pando, fortalecendo e intensificando a imagem do vinho como forma de vida. A empresa produz uma grande variedade de vinhos: Merlot, Cabernet Sauvignon e Chardonnay, entre outros. Hoje, a empresa está comprometida com seu passado, seu presente e seu futuro, é uma empresa histórica.

Falando agora especificamente sobre o Santo Tomás Barbera - Merlot Tinta México 2011, podemos ainda afirmar que o vinho é um blend das uvas Barbera e Merlot com passagem por doze meses em barris de carvalho francês novos, para amadurecimento. Vamos finalmente as impressões?

Na taça o vinho apresentou rubi violácea de média intensidade com halo granada. Lágrimas finas, rápidas e quase sem coloração também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, ervas, terrosos e algo de tostado.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos fininhos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um bom achado e uma boa surpresa de um vinho vindo do México, muito bem feito, sem qualquer ponto que possa desqualificá-lo. Foi bem num rodízio de pizza. Veio na mala, diretamente do México. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Wednesday, July 8, 2015

Barbera d’Alba Cascina Ballarin Pilade 2011

Curioso saber que em La Morra todos os chamam de Ballarin, mas o nome correto da família é Viberti. Entretanto, Ballarin tem sido o apelido da família por gerações. O ano de 1928 marca a história da família, pois é quando o bisavô e avô da atual geração, cansados do trabalho em outras propriedades, começam a construir sua própria adega e casa. E por muitos anos, as atividades da empresa foram centradas no cultivo de frutas, uvas, cereais, avelãs, bem como na criação de gado e produção de vinho. A grande transformação e especialização em viticultura começou há 25 anos. Algumas das antigas culturas foram substituídos por vinhas, o armazém foi renovado e em sintonia com uma adega de vinhos, o estábulo e o celeiro, após reformas significativas, tornaram-se quartos de hóspedes e, finalmente, foi construído o que costuma-se chamar de agroturismo para os clientes que quisessem desfrutar da paisagem e mergulhar na natureza.


Hoje na Cascina Ballarin são cultivadas uvas em vinhedos próprios em regiões como La Morra, Monforte d'Alba, Novello e a produção de vinho acontece também em adega própria. O Barolo é o vinho principal, sendo que diferentes tipos de Barolo são produzidos separadamente a partir de diferentes vinhas, a fim de preservar as nuances dos diferentes tipos de solo. Além disso, são produzidos também Barbera d'Alba, Dolcetto d'Alba, Langhe Rosso e Langhe Bianco.

Sobre o Barbera d’Alba Cascina Ballarin Pilade 2011, podemos ainda acrescentar que é um vinho 100% Barbera sendo que passa por envelhecimento de 6 meses em carvalho e posteriores 6 meses em garrafa antes de ser liberado ao mercado. A curiosidade fica por conta do nome Pilade, que é o nome do vinhedo de onde as uvas são oriundas: o nome é homenagem ao antigo dono desta parcela de vinhas. Vamos as impressões?

Na taça o vinho mostrou coloração rubi violácea de média para grande intensidade, ligeiro halo granada, algum brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, espassadas e sem cor também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas vermelhas maduras, café, especiarias (principalmente doces como cravo e canela) e ago de tostado ao fundo.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos extremamente macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um vinho italiano delicioso, daqueles pra ficar na memória. Para acompanhar a brincadeira aqui em casa sempre tem uma comidinha, e desta vez fomos de risoto de funghi com medalhão de filé mignon delicinha. Combinação perfeita e mais uma noite de sono com os anjos.

Até o próximo!

Friday, June 19, 2015

Cascina Del Monastero Barbera D'Alba Lepriè 2010: la bella Italia!

Vez ou outra pinta por aqui um vinho diferente, uvas menos badaladas e produtores nem tão conhecidos assim. Bom, eu sempre estou em busca de algo nestes moldes e quando a indicação é boa, vamos atrás. Eu, como sonhador inveterado que sou, estou sempre sonhando com a Itália (palco do meu casamento e de uma das mais incríveis viagens que já fiz) e por isso mesmo, é sempre uma celebração quando vinhos de lá aparecem por aqui. Eis que hoje é dia do Cascina Del Monastero Barbera D'Alba Lepriè 2010.


O vinho é produzido pela "La Cascina Del Monastero", situada no sopé do Langhe (região do Piemonte), na aldeia de "Annunziata di La Morra", a poucos quilômetros de Alba e os principais centros do Langhe, e uma hora e meia de Milão, Gênova e Turim. A propriedade conta com uma fazenda B & B que oferece muito mais do que apenas alojamento. Em sua chegada, você é transportado no tempo, visitando a esplêndida adega do século 18, onde são produzidos os vinhos. A história de "La Cascina del Monastero" começou em 1926, quando Alessio Grasso, um produtor de vinho de Treiso, tornou-se o proprietário do Cascina Luciani e os vinhedos que cercam a fazenda. Um digno herdeiro do fundador foi encontrado no neto de Alessio Giuseppe, que administra o negócio hoje com sua esposa Velda, e eles estão prontos para um dia passar o leme para seus filhos Loris e Giada, o mais recente na linha de uma família dedicada às colinas do Langhe.

Já sobre o Cascina Del Monastero Barbera D'Alba Lepriè 2010, acrescentamos que é um vinho feito com 100% de uvas Barbera de um vinhedo antigo e que produz pequenas e selecionadas quantidades de uvas. Fica localizado em Perno, um bairro periférico de Monforte d'Alba. Por fim, o vinho passa 12 meses em barricas de carvalho seguidos 3 anos em garrafa. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor rubi violácea de média intensidade, algum brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas, bem separadas entre si e sem cor também faziam parte do aspecto visual. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas vermelhas maduras, tons terrosos e florais e algo de tostado no fundo da taça. 

Na boca o vinho mostrou corpo médio, acidez bem marcante e taninos finos. Retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um belo vinho sem duvida nenhuma, elegante e rústico e que deve cair bem com a culinária italiana, massas com molhos mais cremosos e risotos. Eu recomendo.

Até o próximo!

Thursday, May 21, 2015

Beni di Batasilo Barbera D'Asti 2012: A vez da Itália na taça

Hoje é dia de um clássico por aqui. Um vinho amplamente encontrado no mercado nacional e que, como um autêntico representante italiano, tem suas características e qualidades bem desenhadas para um vinho do dia a dia. E é produzido por uma gigante do mundo vitivinícola. Pois bem, falaremos hoje do Beni di Batasilo Barbera D'Asti 2012.


O vinho é produzido pela gigante Beni di Batasiolo, que possui vinhedos em todas regiões localizadas dentro da premiada área vitícola de Barolo: Batasiolo, Morino, Cerequio e Brunate em La Morra; Boscareto e a histórica Briccolina em Serralunga d'Alba; Bricco di Vergne e Zonchetta em Barolo; Tantesi e Bussia Bofani em Monforte d'Alba. No antigo dialeto local a palavra "beni" significa uma propriedade, e é essa idéia do vínculo indissolúvel existente entre o agricultor e a sua vinha, que é encapsulado no nome "Beni di Batasiolo". Produz todos os vinhos mais famosos cultivados nesta região, incluindo Barolo, Barbaresco, Barbera d'Alba Sovrana e Dolcetto d'Alba Bricco di Vergne, bem como grandes brancos como Moscato d'Asti Bosc dla Rei, Langhe Chardonnay Morino e Gavi del Comune di Gavi.

Sobre o Beni di Batasilo Barbera D'Asti 2012 podemos acrescentar que é um vinho feito com uvas 100% da DOCG Barbera D'Asti, que após fermentado em tanques de inox por entre 10 a 12 dias, por lá permanece até a fermentação malolática acontecer e posteriormente até ser engarrafado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi violácea de média intensidade com tendências granada. Lágrimas finas, espassadas e incolores também se faziam notar.

No nariz o vinho era essencialmente composto por aromas de frutos vermelhos silvestres, algo de canela e toques terrosos.

Na boca o vinho tinha corpo de leve para médio, acidez gulosa e que fazia salivar de forma constante além de taninos fininhos e delicados. Retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Um bom vinho para o dia a dia, bom companheiro de comida (como a maioria dos vinhos italianos o são) e que caiu super bem com uma massa ao molho bolonhesa. Foi comprado no Pão de Açúcar por R$ 49,99 e por este valor achei uma boa compra.

Até o próximo!

Monday, April 27, 2015

ITBR Importadora e seus belos vinhos italianos no #Encontrodevinhos!

Ainda tentando compartilhar com vocês tudo de interessante que eu vi e degustei na última semana, recheada de eventos como a Expovinis e o Encontro de Vinhos Off em Sampa, volto por aqui pra falar de uns vinhos italianos que eu não conhecia e que são trazidos pela ITBR Importadora e são eles: um Barbera D'Asti, um Dolcetto D'Alba e um Nebbiolo produzidos pela Azienda Agricola Cascina Carlot.


Nos primeiros anos do século XX em Coazzolo, um lugar encantador, localizado entre Monferrato e Langhe (no Piemonte), imersos em uma paisagem maravilhosa, interpretação digna de um grande artista, um bom pai, Mario Mo, fundou com seus filhos uma pequena fazenda: a Azienda Agrícola Cascina Carlot. Localizada em Coazzolo d'Asti, a Azienda Agrícola Cascina Carlot abrange cerca de 7 hectares, com duas sedes cujas caves estão equipadas com as mais modernas ferramentas de vinificação.

Já sobre a ITBR Importadora, podemos ver que é uma empresa nacional cujo foco principal é a culinária e viticultura italianos, onde os produtores são escolhidos com muito rigor, com uma regra básica: produção em baixa escala, com tradição e história que mereça ser conhecida e compartilhada. e me parece que acertaram em cheio com estes vinhos que trouxeram pro Brasil e apresentaram no último Encontro de Vinhos. Vamos falar sobre eles?

O primeiro vinho provado foi o Dolcetto D’Alba DOC, um vinho produzido 100% com uvas Dolcetto sem envelhecimento em carvalho, só alguns meses em aço inox e garrafa antes de ser liberado ao mercado. Um vinho leve, fácil de beber essencialmente frutado (frutas vermelhas), com acidez pujante e taninos fininhos. Me parece que vem para ser um coringa, acompanhando uma comida descompromissada do dia a dia ou mesmo um bom papo.

Partimos então para o Barbera D'Asti DOCG, um vinho também 100% com uvas Barbera que também não tem passagem por madeira, somente tanques e garrafa por até um ano, antes de ser liberado ao mercado. Um pouco mais complexo, este vinho apresentou aromas de frutos silvestres, toques florais e terrosos. Na boca é bem macio e com uma acidez salivante. Imaginei uma massa com molho vermelho acompanhando este vinho. Outra boa opção para o dia a dia.

Por último provamos o Langhe Nebbiolo DOC, um vinho 100% Nebbiolo com uvas mais maduras que os outros vinhos, pelo amadurecimento tardio das mesmas nas vinhas, porém sem passagem por madeira também, só afinamento em tanques e em garrafa. De cor já com tendência granada, o vinho abriu com um intenso floral, frutos secos e algo de terroso. Na boca é tânico, marcado, encorpado, mas também muito saboroso e longo. Este vinho já pede uma carne de caça ou mesmo um risoto mais cremoso.

Ah, como é bom conhecer novos produtores e novos importadores que mais do que trazer vinhos, escolhem a dedo os produtos que mostram pro mercado e que agradam em cheio. Se ainda não provou estes vinhos, tenho certeza de que você deverá procura-los pois valerá a pena. Eu recomendo.

Até o próximo!

Monday, January 26, 2015

La Collina Dei Re Barbera d'Alba 2010

Como bom descendente de italianos que sou, adoro comer uma boa massa. E sempre estamos inovando e tentando, além disso, comer de uma maneira mais racional e saudável. E uma das ferramentas que usamos para tal é assistir programas televisivos de gastronomia e aprender dicas. Não que seja totalmente necessária pois minha esposa tem se mostrado uma cozinheira de mão cheia que deixa muito chef no chinelo. E em uma destas "noites italianas" em casa, surgiu o vinho de hoje, o La Collina Dei Re Barbera d'Alba 2010.


A origem e criação da Azienda Vitivinícola La Collina Dei Re é um pouco confusa pois quanto mais voltamos no passado da história da família de Veglio Osvaldo, mais encontramos raízes na agricultura. Ainda em idos dos anos 1900, era seu avô quem comandava a propriedade, que explorava além do cultivo de vinhas, grãos e criação de animais. Desde então, muitas transformações tecnológicas se passaram por lá mas a empresa continuou nas mãos da família e agregou novas vinhas e outras variedades aos seus Dolcetto, Barbera e Nebbiolo originais. Com a exploração de outros mercados, hoje a maior parte de sua produção se destina às importações. Sobre o La Collina Dei Re Barbera d'Alba 2010, podemos complementar dizendo que é um varietal 100% de uvas Barbera da região de Diano D’alba- Montelupo Albese, sem passagem por madeira. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi violácea de média intensidade com algum brilho e boa transparência. Lágrimas finas, rápidas e incolores também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos e leve toque de especiarias.

Na boca o vinho mostrou corpo médio, acidez deliciosa e salivante e taninos finos. Retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

O vinho foi o fiel escudeiro de uma massa integral tricolore ao molho bolonhesa, com carne moída, manjericão,tomates pelados e cogumelos paris. Sensacional. Eu recomendo a prova.

Até o próximo!

Sunday, December 28, 2014

Confraria Pane, Vinum Et Caseus: Itália em pauta!

Havia algum tempo que, entre muitos entreveiros, a Confraria Pane, Vinum Et Caseus não conseguia datas para se reunir e, mais do que isso, nós também não tínhamos tido oportunidades de casar as agendas e participar das escassas reuniões do ano. Entretanto, com o advento do final do ano, sempre é gostoso reunir as pessoas que gostamos e enfim, a reunião da confraria saiu e pudemos nos juntar a ela.


O presidente da Confraria, Fábio Barnes, e seus vices sempre preparam as reuniões de forma a que um tema seja explorado, sem que haja detrimento dos demais vinhos e/ou pratos degustados durante a noite. Desta vez, o tema seria: "Uma volta pela Itália". Como já é tradição da última confraria do ano, cada um traria um "pratinho" de comida e os vinhos seriam como sempre, as estrelas principais. As escolhas dos vinhos abrangeu principalmente as "grandes regiões" da Itália, a saber: Valpolicella, Toscana e Piemonte. Diferentemente do que costumo fazer, darei maior enfoque aos vinhos em detrimento das comidas, guloseimas e outros, disponibilizados também durante a reunião.


E a viagem começou com o Chianti Classico Principe Corsini Le Corti D.O.C.G 2009, um vinho da conhecida região Toscana de Chianti Clássico, produzido pela Tenuta Villa Le Corti, do grupo conhecido como Principe Corsini. A história de Chianti e Chianti Clássico já foi comentada por aqui e portanto, pouparei-os de meus comentários repetitivos. O vinho é feito com 95% de uvas Sangiovese e os outros 5% preenchidos com as uvas Canaiolo e Colorino. O vinho envelhece parte em cubas de cimento vitrificado e parte em grandes tonéis de madeira (os famosos botti italianos). Na taça o vinho apresentou um vinho rubi de média intensidade, algum brilho e boa transparência. No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias e toques florais. Fundo de taça apresentou também madeira. Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos finos. Retrogosto confirmou o olfato e o final era de média duração. Começávamos bem a noite italiana.


Num segundo ato da noite viajamos a região do Piemonte e a irmã menos famosa da Nebbiolo, a Barbera D'Alba com o Pietro Rinaldi Bricco Cichetta Barbera D'Alba Superiore 2010. Este vinho é um varietal 100% Barbera D'Alba produzido pela Azienda Agrícola Pietro Rinaldi, com uvas provenientes de vinhedos localizados em Madonna di Como, na região de Alba, no Piemonte. Maturação de 70% do vinho em barricas novas de carvalho francês e de 30% em barricas de segundo uso durante 16 meses. Na taça coloração rubi de média intensidade com bom brilho e boa transparência. Aromas de frutos vermelhos, especiarias e ligeira lembrança mineral ao fundo da taça. Corpo médio, boa acidez e taninos macios. Retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração. E mantínhamos o alto nível da noite.


A terceira etapa da noite trouxe um vinho que, quando bem feito, é espetacular. Estávamos agora na região de Valpolicella e o vinho? Um Ripasso da Azienda Agricola Monte del Frá. O Monte del Frá Valpolicella Classico Superiore Ripasso 2009 é composto por um corte de Corvina Veronese (80%) e Rondinella (20%) e é feito pela técnica de ripasso, que consiste em o vinho obtido como Valpolicella passar por um tempo de contato com a borra de vinificação que sobra dos vinhos Amarone, obtendo assim mais estrutura, complexidade e aromas. Na taça o vinho apresentou uma cor violácea de grande intensidade, algum brilho e pouca transparência. No nariz, aromas de frutos frescos e de licor de frutas além de especiarias doces como canela e cravo da índia. Na boca um vinho encorpado, boa acidez e taninos finos. Retrogosto confirma o olfato com uma leve doçura na entrada de boca. Final de longa duração. Estávamos subindo escada a cima, bebê!


O último e derradeiro capítulo da noite reservava uma grata surpresa. Voltaríamos a Toscana e provaríamos um vinho que é dos meus preferidos: o ColdiSole Brunello di Montalcino DOCG 2008, do grande grupo Lionello Marchesi. É um dos grandes vinhos tintos da Toscana e é parte da história destes, sendo o único - em termos de tradição e regulamentos - feito exclusivamente com uvas Sangiovese. Tem passagem de 36 meses em barricas de carvalho e mais 12 meses em garrafa antes de ser liberado ao mercado. Na taça uma coloração rubi com tendência granada, algum brilho e alguma transparência. No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos silvestres, especiarias, couro e toques de baunilha. Na boca o vinho era corpulento, musculoso, taninos mastigáveis e uma acidez incrivelmente deliciosa. Retrogosto confirma o olfato e o final era de longa e saborosa persistência. O ato final não poderia ser melhor.

E assim nos despedíamos de mais um grande encontro da Confraria Pane, Vinum Et Caseus onde pudemos além de conhecer vinhos novos, rever pessoas tão queridas e que já estávamos sentindo muitas saudades. E que venham as próximas reuniões.

Até o próximo!

Wednesday, July 30, 2014

Araldica Piemonte Barbera DOC 2007: A hora e a vez do Piemonte na taça

A Itália é um sonho de consumo desde que comecei a me interessar por vinhos, e depois de minha viagem a Toscana em Abril de 2013, outros pedacinhos do céu, ou melhor, outras regiões vitivinícolas de lá só fazem povoar minhas listas de viagens ideais. Mas como ainda não foi possível passear por lá novamente, vamos fazendo nossa litragem nos vinhos de lá. E o vinho da vez, escalado para esta missão, foi o Araldica Piemonte Barbera DOC 2007.


O grupo de empresas Araldica, que abriga a empresa produtora do vinho em questão, é uma força importante na viticultura, produção e distribuição de vinhos com base na região do Piemonte, no noroeste da Itália. Graças à combinação de uma atitude moderna para produção e comercialização de vinhos mas com o compromisso de produzir vinhos que são a cara do Piemonte, o grupo goza de crescente sucesso internacional. Sua história data desde de 1954 quando um grupo de viticultores plantou a semente do que viria a tornar-se uma árvore majestosa. Desde então, muitos percalços foram superados e o grupo só experimentou crescimento.

Já sobre o vinho em questão, o Araldica Piemonte Barbera DOC 2007, as informações disponíveis não são muitas mas vamos à elas: feito com 100% de uvas Barbera da região do Piemonte, sem informações sobre envelhecimento em carvalho ou alguma outra curiosidade. Vamos às impressões.

Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi com tendência granada, boa transparência e algum brilho. Lágrimas finas, rápidas e incolores preenchiam a taça.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos, especiarias e toques minerais.

Na boca o vinho mostrou corpo médio, boa acidez e taninos finos e suaves. Retrogosto confirma o olfato num final de média duração.

Um bom vinho italiano, honesto e bem gastronômico. Deve ir bem com massas com molho vermelho, bolonhesas e afins. Eu recomendo.

Até o próximo!

Monday, November 11, 2013

Barbera D'Alba DOC Annunziata 2009

Mesmo não tendo a oportunidade de conhecer os lados do Piemonte e proximidades quando estive pela Itália, sempre que provo um bom vinho de lá já fico com saudades da vez que estive por lá. E a cada vinho daquele país que provo, fico cada vez mais apaixonado por ele. Como um país pode ser tão encantador como a Itália? Eu realmente não consigo explicar só em palavras. Mas voltando ao vinho alvo do post de hoje, em um jantar com colegas de trabalho tinha a missão de escolher algo que agradasse a todos e o escolhido na oportunidade foi o Barbera D'Alba DOC Annunziata 2009.


O produtor se chama Rocche Costamagna e está situado na região de Las Moras, no Piemonte. Sua história remonta meados do século 19, quando Luigi Costamagna, filho do fundador Francesco Antonio Costamagna, recebeu a licença para comercializar seus vinhos produzidos em La Morra. Dai pra frente só se fez crescer a reputação de seus vinhos com prêmios e afins. Teve um período de baixa quando se passaram algumas gerações até que em meados da década de 60 o negócio foi retomado com força, novos vinhedos plantados e com uma boa modernização da vinícola. Com a expansão das vendas a o redor do mundo, a Roche Costamagna ficou então conhecida como um dos grandes produtores do Piemonte. O vinho em questão é um 100% produzido com uvas Barbera da região da La Morra. Passa cerca de 12 meses em carvalho esloveno e francês para afinamento. Vamos as impressões.

Na taça uma cor rubi violácea de média intensidade, toques atijolados nas bordas e alguma transparência. Lágrimas finas, rápidas e incolores compunham também o conjunto visual.

No nariz aromas de frutas vermelhas, toques de especiarias e lembrança de aromas terrosos. 

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos finos e macios. Retrogosto confirma o olfato com frutas e toques apimentados. Final de média a longa duração.

Mais um grande vinho italiano, interessantíssimo e que foi muito bem com um risoto parmigiano e medalhões de filé ao gorgonzola. Eu recomendo que provem. Pelo que pude averiguar, é trazido ao Brasil pela Ravin.

Até o próximo!

Thursday, June 27, 2013

CascinAdelaide Barolo Amabilin Barbera D'Alba Superiore 2007

Eu e minha esposa temos um pacto, mesmo que silencioso e nunca dito, ele existe. O fizemos para que sempre, mesmo que inconscientemente, celebremos tudo de bom que a vida nos dá. Datas e motivos nunca faltarão para tanto, e na última segunda feira não foi diferente. Em mais uma de nossas celebrações resolvi abrir este vinho especial para que a celebração fosse de fato, mais especial. E acho que acertei.


Localizada no coração da região de Barolo, na Itália, Cascina Adelaide é hoje uma das mais premiadas vinícolas do Piemonte. Com mais de 100 anos de existência, a vinícola combina seu terroir com moderna tecnologia. A extensa lista de premiações a qual a vinícola fora submetida e venceu e/ou se destacou nos últimos anos não deixa dúvida de que ela é uma das vinícolas de maior destaque no cenário Italiano. 

O vinho por sua vez é produzido com uvas 100% Barbera do vinhedo "Preda", um cru em Barolo. Colheita manual, esmagamento quase que simultâneo a chegada das uvas na adega, uso de leveduras indígenas e longa maceração são algumas das técnicas empregadas na produção do mesmo. Depois de fermentado o vinho é colocado nas barricas de carvalho, onde ficam por 12 meses e passam também por fermentação malolática. Segundo o produtor, o vinho pode ser guardado por até 20 anos em condições ideais. Vamos as impressões.

Na taça uma bonita cor rubi violácea de média para grande intensidade, com pouca transparência e muito brilho. Lágrimas finas, de velocidade moderada e ligeiramente coloridas também completavam o aspecto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos maduros, secos (ameixas pretas, uvas passa), toques florais e de canela. 

Na boca o vinho apresentou corpo de médio para encorpado, ótima acidez e taninos finos, polidos e de ótima qualidade. Retrogosto confirma o olfato com frutas secas e canela num final de longa duração.

Um baita vinho sem dúvida nenhuma, trazido pela abflug. Para acompanhar, fizemos um macarrão ao molho de gorgonzola com bifes ao alho e pimenta branca. Casou muito bem. Cada dia que passa os vinhos italianos me fascinam mais e mais. Eu aprovei e recomendo que experimentem.

Até o próximo!

Tuesday, July 10, 2012

CascinAdelaide Barbera D'Alba Superiore Vigna Preda 2007

Já vi, algumas vezes, uma espécie de "ditado" rondando em emails e redes sociais e dizendo, talvez não com estas exatas palavras, que "a vida é muito curta para bebermos vinhos ruins". Eu tento, na medida do possível, seguir este mantra e descobrir, além de vinhos que caibam no meu orçamento, vinhos que me deem prazer e satisfação. E, mais uma vez, pude encontrar tais atributos no vinho-alvo deste post.


A vinícola Cascina Adelaide se encontra na região do Piemonte, contando com diversos vinhedos em regiões famosas, como Barolo, La Mora, Castiglione Falletto, Costafiore in Diano D'Alba, Ravera e Le Pernici in Novello, dentre os quais se encontram alguns dos melhores Crus da região. Em se tratando do vinho do post, os vinhedos da uva Barbera, responsável por 100% do vinho, estão localizados na região de Preda, onde existe uma predominância de argila e areia no solo, com uma elevação de 340 metros acima do nível do mar. Além disso, o vinho, após a fermentação, tem uma porção transferida para barricas, onde acontece a fermentação malolática. Finalizando o processo, todo o vinho passa por 12 meses de afinamento em barricas. Vamos ao vinho.

Quando colocado na taça, o vinho apresentou uma cor violácea de grande intensidade, bastante brilhante e quase sem transparência. Lágrimas finas, esparsas e lentas com ligeira cor ajudavam a colorir levemente as paredes da taça.

No nariz, o vinho apresentou aromas de frutas vermelhas maduras, quase sendo possível sentir uma "doçura" das mesmas, um bolo de natal (sabe aquele aroma da massa em harmonia com frutas secas/cristalizadas?) com toques de flores e baunilha. Muita elegância e harmonia neste conjunto olfativo.

Na boca, o vinho apresentou corpo médio, boa acidez, taninos finos, redondos e macios. O retrogosto lembra bolo de natal e chocolate aliado a frutas secas. Final de longa duração.

Com o perdão da palavra, mas é um puta vinho! Redondo, macio, pronto pra beber, um conjunto harmonioso, enfim, muita qualidade mesmo. Sei que é trazido pela abflug vinhos, entretanto desconheço valores. Vale degustar, eu recomendo! Esse Marcelo Toledo, como eu já disse algumas vezes, é um apaixonado pelo que faz e não brinca em serviço!

Até o próximo!

Friday, September 30, 2011

E esta inaugurada oficialmente a Confraria do Meio!

Todos que me acompanham no blog já notaram minha paixão por vinhos. E mais do que isso, puderam perceber que percorri um longo caminho em busca de conhecimento neste mundo dinâmico e de muita história, riqueza de detalhes e fontes de informação. E foi neste mar de informações que eu comecei e terminei de fazer o curso de Sommellerie para Enófilos, disponibilizado pela renomada sommeliere Alexandra Corvo em sua escola, a Ciclo das Vinhas. Muito mais do que conhecimento tive a oportunidade de conhecer pessoas únicas, muita diversidade cultural, e mais do que isso, de manter estas amizades. E como até já comentei por aqui, destas amizades surgiu a idéia de, após o término do curso, nos juntarmos numa base mensal para relembramos temas abordados em aula, tomarmos vinho e enfim, nos divertir. Era o embrião do que mais tarde viríamos a batizar de "Confraria do Meio". O nome é inusitado e acho que no momento oportuno virei a explicar, mas para que este post não se torne longo e massante, tomei a liberdade de deixar este assunto para depois.

Depois de muitas idas e vindas, muitos encontros e desencontros, fechamos o que seria a primeira data (28/09/2011) para a confraria se reunir assim como o tema proposto: vinhos italianos. Nesta primeira reunião deixamos o tema assim um pouco mais abrangente para não dificultarmos nenhum dos participantes a adquirir seu vinho e assim por diante. Discutimos muito sobre qual seria o local ideal para nos reunirmos: salão de festas do prédio de algum dos participantes, restaurantes que não cobram rolha, o que fazer? Ao final nosso confrade Attílio conseguiu com que fossemos a Pizzaria Camelo na Rua Pamplona, zona sul de São Paulo, e que não nos fosse cobrada rolha. Estava definida a primeira reunião da confraria.

Sobre a Pizzaria Camelo, vale um adendo. A casa foi fundada em meados da década de 50 quando era conhecida por vender comida árabe. Na década de 60 foi comprada pela família que atualmente dirige o estabelecimento, mas foi com o passar do tempo que o frango a passarinho e a pizza se tornaram os carros chefe do lugar. Dentre as especialidades, a pizza Pacaembu e notadamente o frango a passarinho, são realmente uma tentação a quem não conseguimos resistir, e que juntamente com os vinhos, fizeram parte de nossa esbórnia enogastronômica. Gostaria mesmo de ressaltar que fomos extremamente bem recebidos pelo gerente da casa, o Sr. Cristiano, tomando todo o cuidado com nossos vinhos e deixando um garçom quase que exclusivamente nos servindo por todo o tempo em que estivemos por lá! Realmente o atendimento e o carisma é um diferencial da casa, a qual eu ainda não conhecia mas recomendo fortemente a quem quiser comer uma excelente pizza em um ambiente agradável e acolhedor. Mas sem maiores delongas, vamos aos vinhos. Nas próximas linhas falarei das impressões dos confrades/confreiras sobre os vinhos trazidos em ordem de preferência, de acordo com a "eleição" que fizemos na reunião.

1o lugar - Caldora Yume Montepulciano D'Abruzzo 2004 - Vinho da região de Abruzzo, no centro-sul da Itália com uma coloração bem viva contrastando sua idade já avançada. Aromas de tabaco (muito), defumado, frutas passa, ameixa e menta, mostrando muita complexidade. Na boca tinha acidez muito boa, taninos médios, firmes e ainda marcantes. Muito equilibrado, taninos, álcool e acidez se conversam muito bem. Final médio tendendo para o longo marcando um retrogosto frutado e mentolado. Recebeu 3,5 de 5 possíveis;

2o lugar - Poggio Bertachio Stucchio IGT 2006 - Um 100% Sangiovese proveniente da Úmbria com coloração já tendendo para o atijolado, denotando evolução. Aromas de café torrado, couro, frutas vermelhas, baú velho, madeira, fumo, bastante complexidade aqui também. Taninos finos, marcantes. Boa acidez. Final médio marcado pelo frutado e café. Recebeu 3,5 de 5 possíveis;

3o lugar - Fontalpino Chianti Clássico 2008 - Proveniente da lindíssima região da Toscana esse vinho feito com uvas Sangiovese mostrou uma cor rubi violácea intensa. Mostrou aromas de grama pós chuva, musgo, presunto cru, um toscano da gema. Bem estruturado, tinha taninos finos, boa acidez e final médio com frutas e algo de chocolate. Aqui vale uma ressalva: houve consenso que o segundo e terceiro lugares ficaram empatados pela qualidade apresentada por ambos. Recebeu 3 de 5 possíveis.;

4o lugar - Barbera D'Alba Batasiolo 2007 - Produzido com uvas Barbera cultivadas nas colinas dos arredores da ciadade de Alba, este vinho apresentou uma bonita cor violácea. No nariz, aromas de chiclete, plástico, pimenta, químico (que depois evoluiu para algo como merthiolate) e frutas vermelhas. Taninos discretos, bem finos com uma boa acidez. Álcool espetou um pouco no princípio mas não chegou a incomodar. Final médio com boa presença de frutas. Recebeu 2,5 de 5 possíveis;

5o lugar - Etna Rosso Tenuta delle Terre Nere 2009 - Produzido na Sicília aos pés do vulcão Etna, esse tinto tinha uma cor rubi clara lembrando muito as cores de um Pinot Noir. No nariz apresentava aromas florais (dama da noite), muita mineralidade, esmalte, bolor, e frutas como morangos e cerejas. Em boca era muito tânico e alcoólico, faltando uma acidez um pouco maior, deixando o vinho um pouco desequilibrado. Tinha um final médio que confirmava em parte o nariz. Aqui vale a ressalva de que foi o vinho mais curioso e original da noite. Recebeu 2,5 de 5 possíveis;

6o lugar - Ripasso Valpolicella Superiore Zonin 2009 - Vinho da região do Vêneto, esse exemplar tem um processo curioso de fabricação: o vinho obtido como Valpolicella passa por um tempo de contato com a borra de vinificação que sobrou do Amarone, obtendo assim mais estrutura, complexidade e aromas. Apesar disso, não foi bem o que notamos aqui. O vinho apresentou uma cor roxa, parecendo artificial. No nariz conseguimos notar apenas groselha e bala toffee. Na boca o vinho era magro, alcoólico e com pouquíssima acidez. Final curto, sem muito o que falar. Recebeu 1,5 de 5 possíveis.



E foi assim, com muita diversão, muita comida e bebida boa e excelentes companhias que terminamos a primeira reunião da Confraria do Meio. E é claro que já deixamos marcado para Outubro o próximo desafio da Confraria, onde o tema será: vinhos Argentinos. Aguardaremos ansiosos pelas surpresas que este dia nos revelará.

Até o próximo!

Tuesday, June 14, 2011

Le Orme Barbera d'Asti 2007

Este foi o vinho escolhido para acompanhar o jantar do dia dos namorados. Aliás, eu estava propenso a escrever um post sobre o restaurante escolhido porém eu pretendo experimentar o lugar mais uma vez antes de tecer quaisquer opiniões precipitadas. Voltando ao vinho, este é um exemplar italiano da região do Piemonte e composto com uvas 100% Barbera. Passa por 8 meses em barricas e mais 4 meses em garrafa antes de ser liberado para o mercado. Vamos as impressões.



Na taça apresentou uma bonita cor rubi, transparente e brilhante. Lágrimas finas, rápida e incolores.

No nariz abriu aromas de frutas vermelhas, notadamente cereja, e fundo especiado (pimenta do reino). Leve toque tostado.

Na boca mostrou corpo leve, excelente acidez e taninos finos, fundidos. Retrogosto confirmou o nariz com o frutado, lembrando um pouco de groselha e especiarias. 

Foi uma boa indicação do sommellier local, que ainda indicou um prato que acompanharia com sucesso o vinho: saltimboca com massa na manteiga. Tudo muito gostoso. 

Até o próximo.