quarta-feira, 8 de julho de 2015

Barbera d’Alba Cascina Ballarin Pilade 2011

Curioso saber que em La Morra todos os chamam de Ballarin, mas o nome correto da família é Viberti. Entretanto, Ballarin tem sido o apelido da família por gerações. O ano de 1928 marca a história da família, pois é quando o bisavô e avô da atual geração, cansados do trabalho em outras propriedades, começam a construir sua própria adega e casa. E por muitos anos, as atividades da empresa foram centradas no cultivo de frutas, uvas, cereais, avelãs, bem como na criação de gado e produção de vinho. A grande transformação e especialização em viticultura começou há 25 anos. Algumas das antigas culturas foram substituídos por vinhas, o armazém foi renovado e em sintonia com uma adega de vinhos, o estábulo e o celeiro, após reformas significativas, tornaram-se quartos de hóspedes e, finalmente, foi construído o que costuma-se chamar de agroturismo para os clientes que quisessem desfrutar da paisagem e mergulhar na natureza.


Hoje na Cascina Ballarin são cultivadas uvas em vinhedos próprios em regiões como La Morra, Monforte d'Alba, Novello e a produção de vinho acontece também em adega própria. O Barolo é o vinho principal, sendo que diferentes tipos de Barolo são produzidos separadamente a partir de diferentes vinhas, a fim de preservar as nuances dos diferentes tipos de solo. Além disso, são produzidos também Barbera d'Alba, Dolcetto d'Alba, Langhe Rosso e Langhe Bianco.

Sobre o Barbera d’Alba Cascina Ballarin Pilade 2011, podemos ainda acrescentar que é um vinho 100% Barbera sendo que passa por envelhecimento de 6 meses em carvalho e posteriores 6 meses em garrafa antes de ser liberado ao mercado. A curiosidade fica por conta do nome Pilade, que é o nome do vinhedo de onde as uvas são oriundas: o nome é homenagem ao antigo dono desta parcela de vinhas. Vamos as impressões?

Na taça o vinho mostrou coloração rubi violácea de média para grande intensidade, ligeiro halo granada, algum brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, espassadas e sem cor também se faziam notar.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas vermelhas maduras, café, especiarias (principalmente doces como cravo e canela) e ago de tostado ao fundo.

Na boca o vinho apresentou corpo médio, boa acidez e taninos extremamente macios. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Mais um vinho italiano delicioso, daqueles pra ficar na memória. Para acompanhar a brincadeira aqui em casa sempre tem uma comidinha, e desta vez fomos de risoto de funghi com medalhão de filé mignon delicinha. Combinação perfeita e mais uma noite de sono com os anjos.

Até o próximo!

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