sexta-feira, 3 de julho de 2015

Flor D'Englora Garnatxa 2011: A Espanha que surpreende!

A Catalunha é conhecida como “uma região de espírito independente”. Ela está situada a nordeste da Espanha, próximo à França. A região possui 11 denominações de origem, dentre elas está Montsant. Difícil não se impressionar com a beleza de Montsant, uma zona vinícola muito pequena, abaixo do Priorato – e produz vinhos, muitas vezes, mais ousados, interessantes e baratos que seu vizinho. Aqui se produzem tintos excelentes com cortes inovadores que mesclam as uvas nativas (Mas Collet, de Celler, de Capçanes) às tradicionais Garnacha, Cariñena. Tempranillo e Cabernet Sauvignon de uma maneira rica e sofisticada. O solo é pedregoso, rico em xisto, calcário, argila, areia e granito, dando origem a vinhos minerais e poderosos.


A Cellers Baronia del Montsant, que produz o vinho de hoje, está em uma região de paisagens difíceis e tortuosas, embrulhada pelo maciço Montsant. A bodega nasceu em agosto de 1998 na bonita vila de Cornudella de Montsant, em Tarragona. Esta área é reconhecidamente no mundo vitivinictultor como uma área de vinhos tintos, complexos e aveludados, sendo que a orografia característica da região, com inclinações acentuadas, torna difícil e duro o trabalho dos agricultores. Entre as variedades que mais aparecem por lá, podemos citar a Cabernet Sauvignon, Syrah, Merlot, Tempranillo (Ull de Llebre), Cariñena (Samsó) e Garnacha.

Finalmente, sobre o Flor D'Englora Garnatxa 2011, podemos acrescentar que é feito com 100% de uvas Garnacha de vinhas velhas (mais de 35 anos) e que não passa por envelhecimento em barricas de carvalho, somente um tempo em tanques de aço inoxidável. É o vinho mais "jovem" da linha de produtos da Cellers Baronia Del Montsant. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi violácea de média intensidade com ligeiro halo granada. Lágrimas finas, rápidas e incolores também faziam parte do conjunto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas vermelhas, leve toques florais e balsâmico.

Na boca o vinho tinha corpo médio, acidez alegre e viva e taninos finos. Retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração.

Mais um bom exemplar de vinho espanhol que degustamos por aqui, equilibrado e fácil de beber. Boa opção para o dia a dia. Eu recomendo. Ah, e para aqueles que se ligam em pontuações e afins, esta safra levou 90 pontos do Robert Parker.

Até o próximo!


Informações sobre a vinícola e a região retiradas do site da vinícola e da Grand Cru.

2 comentários:

  1. Tenho provado um número bem legal de vinhos espanhois. Tem me agradado bastante. Vou deixar esse no radar. Valeu Victor.

    Abraços

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    1. Rodrigo,

      Eu tb tenho provado e me surpreendido com os espanhóis que tem aparecido por aqui. Obrigado pela audiência.

      Abraços

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