segunda-feira, 6 de julho de 2015

Dal Pizzol Ancellotta 2011: vinho brasileiro com alma italiana!

Criada em 1974, a Vinícola Monte Lemos, mais conhecida por Dal Pizzol, surgiu a partir de uma proposta diferenciada que privilegia a produção controlada. Comandada pelos irmãos Antônio e Rinaldo Dal Pizzol, a vinícola elabora anualmente 300 mil garrafas (225 mil litros) e tem como enólogo responsável Dirceu Scottá. A vinícola possui uma ampla variedade de produtos nas marcas Dal Pizzol (62% da produção) e Do Lugar (38%). Deste total, 51% são vinhos tintos, 12% vinhos brancos, 32% espumantes e 5% suco de uva. A Dal Pizzol traz consigo uma tradição na vitivinicultura que remonta o Século XIX (1878), quando os primeiros imigrantes da família chegaram ao Brasil, mais precisamente para o sul do país, em Faria Lemos, Rio Grande do Sul.


Sobre o Dal Pizzol Ancellotta 2011, podemos dizer que o vinho é produzido com 100% de uvas Ancellotta, casta esta que tem origem italiana e é pouco plantada e divulgada por aqui, mesmo com toda imigração e antepassados italianos que Bento Gonçalves e região carregam, e que o vinho não passa por madeira, somente estabilização em tanques de inox (15 meses) e depois um curto período em garrafa (3 meses) antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor rubi violácea de média intensidade, ligeiro halo granada, bom brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, lentas, bastante espassadas e com alguma cor também podiam ser notadas.

No nariz o vinho abriu com aromas de frutos vermelhos bem frescos, especiarias, champignon e toques animais.

Na boca o vinho tinha corpo médio, acidez gulosa e taninos finos. O retrogosto confirma o olfato e o final era de média para longa duração. 

Uma ótima opção de vinho nacional que tem aquela alma gastronômica italiana, aquela acidez deliciosa e a vocação para ser o par ideal de um bom prato. No nosso caso, fomos de espaguete integral com molho bolonhesa. Este molho, no entanto, tem uns adicionais como a azeitonas, manjericão, toques de mostarda sem falar na carne que batiza o molho. Prato e vinho deram as mãos e foram felizes para sempre. E nós também, curtindo uma bela refeição.

Até o próximo!

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