quarta-feira, 1 de julho de 2015

Réserve des Seigneurs 2012: A hora e a vez da França na #CBE

Preciso confessar uma coisa pra vocês: eu não fui totalmente honesto com vocês no último post. É que o exercício de harmonização que eu fiz nele tinha um outro propósito escondido, que era atender ao tema proposto pela #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs. E como hoje chegamos àquele dia que sempre esperamos com entusiasmo todos os meses, que é o primeiro dia do mês, quando os membros da #CBE - Confraria Brasileira de Enoblogs - numa gostosa brincadeira, postam todos sobre um mesmo tema relacionado ao vinho. Neste mês, o tema foi do amigo Cristiano Orlandi, do bog Vivendo Vinhos. Como sempre, saindo da mesmice o amigo mandou: "Um vinho francês que não seja nem Bordeaux e nem Borgonha". E como por aqui o lema é desafio proposto, desafio aceito, fomos de Réserve des Seigneurs 2012 da região de Côtes du Rhone.


O Réserve des Seigneurs 2012 é produzido pelo Domaine de l'Oratoire Saint Martin, sendo que A maior parte da propriedade está situada no nordeste da aldeia Cairanne, a 200 metros dos montes de Rasteau em um lugar chamado "la montagne", tudo isso dentro da macro região de Côtes du Rhone. O Domaine é comandado por uma família de produtores de vinho por mais de 300 anos. Desde 1984 até os dias atuais, o negócio familiar fica a cargo dos irmãos Frédéric e François Alary, mais de dez gerações depois da fundação da propriedade. E eles trabalham com afinco, visitam os vinhedos várias vezes ao dia durante todas etapas do cultivo a colheita, e principalmente a última, onde experimentam, mastigam, e mais do que tudo, respeitam o tempo de cada uva. Hoje a fazenda conta com 25 hectares de vinhedos nas encostas de Saint Martin, incluindo o "oratoire", construído no meio da vinha, que deu seu nome à propriedade. 

Sobre o Réserve des Seigneurs 2012, podemos ainda acrescentar que o vinho é um blend de 60% Mourvèdre, 20% Grenache e 20% Syrah de vinhas com média de 65 anos aproximadamente. Passa em carvalho francês por 24 meses, sem filtragem ou colagem. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi violácea de grande intensidade, bom brilho e boa limpidez. Lágrimas gordinhas, espassadas, lentas e coloridas fazem parte do conjunto visual também. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos escuros, especiarias (principalmente doces), leve toque floral e algo de tostado no fundo de taça.

Na boca o vinho se mostrou de médio corpo para encorpado, boa acidez e com taninos macios e redondos. Retrogosto confirma o olfato e o final, picante, era de longa e saborosa duração.


Para a harmonização, afinal a brincadeira também envolvia esta "etapa", fizemos um Steak au Poivre que leva no molho, creme de ricota, cebolas roxas, vinho do porto e é flambado no conhaque, além é claro do mix de pimentas rosas e verdes em grãos. A harmonização foi muito boa, tanto vinho como prato cresceram um na companhia do outro. Eu recomendo a prova, do vinho e do prato. Missão dada, missão cumprida mais uma vez. 

Até o próximo!

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