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Monday, April 24, 2017

Cantine Povero Priore Barolo DOCG 2010

Desde o plantio da primeira vinha, a família Povero, proprietária da Cantine Povero, sentiu um forte vínculo emocional e de posse em direção à sua própria terra, juntamente com o orgulho de poder continuar a tradição de seus ancestrais cujas raízes remontam a 1837. Hoje, mais de 150.000 vinhas, mais de 140 km de linhas que cobrem 45 hectares de vinhas situadas em Cisterna d'Alba, Canale d'Alba e San Damiano D'Asti (entre as áreas de Monferrato e Roero no Piemonte - Itália) são o mote da empresa, que evoluiu em termos de distribuição e seus vinhos se tornaram hoje "experiências engarrafadas para o mundo.


Sobre o Cantine Povero Priore Barolo DOCG 2010, podemos ainda acrescentar que é um vinho feito a partir de uvas Nebbiolo com passagem de 36 meses em barricas de carvalho. Sem mais delongas vamos as impressões sobre este grande vinho.

Na taça o vinho apresentou coloração rubi de média intensidade com reflexos granada, algum brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas e incolores.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos secos, flores, alcatrão, fumo, especiarias, terroso e chocolate. Muito complexidade já demonstrada no nariz.

Na boca o vinho apresentou corpo de médio para encorpado, boa acidez (o que o tornou um belo amigo para comida) e taninos marcados mas de boa qualidade. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

O vinho é elegante, complexo e poderoso, como um Barolo que se preze, contando com um bom fator custo benefício em relação a outros irmãos da "sua raça". Se você quer conhecer um Barolo (ou já conhece e gosta), recomendo que prove este. Foi um dos vinhos que embalou as comemorações de abril por aqui.

Até o próximo!

Thursday, May 12, 2016

Fontanafredda Barolo 2009: Peso pesado italiano

Uma comemoração sempre merece um vinho a altura não é mesmo? Embora a data em si soe comercial (Dia das Mães) eu gosto de ter a oportunidade (cada vez mais rara nos dias de hoje) de juntar a família e as pessoas que gostamos para podermos sentar juntos a mesa e mesmo que por alguns breves momentos, compartilhar um a companhia do outro. E eu escolhi um vinho que considero acima da média dos que provamos regularmente, para acompanhar a refeição do domingo. Estou falando do Fontanafredda Barolo 2009.


No coração do Piemonte vitícola - nas colinas do Langhe - a Fontanafredda, produtora do vinho de hoje, nasceu: crônicas da época relatam que "ao fim de 17 de junho de 1858" uma área de 138.82 "giornate Piemontesi" (aproximadamente 54 hectares.) de propriedade de Roggeri Giacomo, filho de Giovanni Battista em Serralunga d'Alba, foi registrado sob a propriedade privada de Vittorio Emanuele II rei da Sardenha. O rei, que estava perdidamente apaixonado por Rosa Vercellana, também conhecido como "La Bela Rusin", uma plebéia e filha de um grande major a serviço de sua majestade, deu toda a parcela de terreno para ela, fazendo-a Condessa de Mirafiori e Fontanfredda um ano depois. A história de Fontanafredda tinha começado, mas não como um negócio propriamente dito, até vinte anos depois, em 1878, graças à clarividência de Emanuele Guerrieri, Conde de Mirafiori, filho do rei e Bela Rusin, um empresário nobre que dedicou sua vida ao vinho com uma abordagem muito moderna.

Já sobre o Fontanafredda Barolo 2009, podemos afirmar que é um vinho feito 100% com uvas Nebbiolo oriundas de vinhedos localizados em toda a área de cultivo de Barolo, que abrange onze aldeias ao sul de Alba. Após a fermentação o vinho passa pelo menos 24 meses em tonéis de madeira eslovena e pelo menos 12 meses em garrafa antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração rubi com reflexos granada de média intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, escassas e mais lentas também faziam parte do conjunto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas florais, de frutos secos (ameixa seca, uva passa, etc.), tabaco e toques terrosos, cravo, canela e algo de chocolate. 

Na boca o vinho mostrou corpo médio+, boa acidez e taninos marcados porém de boa qualidade. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo, saboroso e muito elegante.

Um bom vinho italiano que provamos por aqui, é um Barolo de entrada se assim podemos dizer mas que, se você quer conhecer a tipicidade e se deliciar com um exemplar sem quebrar sua conta bancária, pode apostar. Eu recomendo.

Até o próximo!

Monday, March 16, 2015

La Collina Dei Re Barolo DOCG 2008: O rei foi para a mesa!

Com meu já batido mote "celebrar a vida sempre que possível, não precisamos de outros motivos" inaugurei mais um capítulo por aqui e trouxe pra nossa mesa um vinho que eu tenho uma verdadeira adoração, o Barolo. Considerado por muitos como o rei dos vinhos (ou vinhos dos reis) o Barolo é um vinho produzido na região do Piemonte, na Itália, com uvas Nebbiolo. O escolhido para o dia? O La Collina Dei Re Barolo DOCG 2008. Vejamos o que sabemos sobre ele.


A origem e criação da Azienda Vitivinícola La Collina Dei Re é um pouco confusa pois quanto mais voltamos no passado da história da família de Veglio Osvaldo, mais encontramos raízes na agricultura. Ainda em idos dos anos 1900, era seu avô quem comandava a propriedade, que explorava além do cultivo de vinhas, grãos e criação de animais. Desde então, muitas transformações tecnológicas se passaram por lá mas a empresa continuou nas mãos da família e agregou novas vinhas e outras variedades aos seus Dolcetto, Barbera e Nebbiolo originais. Com a exploração de outros mercados, hoje a maior parte de sua produção se destina às importações.

Para finalizamos, antes das impressões sobre o vinho, alguns detalhes sobre o La Collina Dei Re Barolo DOCG 2008 que podem enobrecer ainda mais nossa discussão até aqui. É feito, como dito anteriormente, com 100% de uvas Nebbiolo e com envelhecimento de 2 anos em barricas de carvalho de 5.000 litros e por 6 meses na garrafa. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi com tendências granada e ligeiro halo aquoso. Lágrimas finas, espassadas e em pouca quantidade também faziam parte do aspecto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos secos como ameixa preta e uvas passa, flores, chocolate e madeira. 

Na boca o vinho se mostrou encorpado, com taninos marcados, firmes e acidez salivante. Retrogosto confirma o olfato e o final era de longa e deliciosa duração.

O vinho é elegante e sutil mas poderoso, como um Barolo que se preze, contando com um bom fator custo benefício em relação a outros irmãos. Se você quer conhecer um Barolo (ou já conhece e gosta), recomendo que prove este. 

Até o próximo!

Friday, June 27, 2014

Vinhedos de Barolo obtiveram o status de Patrimônio Mundial da UNESCO

Os vinhedos usados ​​para produzir os famosos vinhos italianos Barolo e Barbaresco (e suas respectivas DOCG) na região do Piemonte, na Itália, foram nomeados com o status de Patrimônio Mundial da UNESCO. O Comitê do Patrimônio Mundial das Nações Unidas, reunidos em Doha, esta semana, acrescentaram as paisagens e vinhedos do Piemonte (Langhe-Roero e Monferrato) ao seu grupo de elite de lugares e práticas culturais e naturais. A lista inclui as cidades de Barolo, Castiglione Falletto Grinzane Cavour, La Morra, Monforte d'Alba, Novello e Serralunga d'Alba na DOCG Barolo, bem como Barbaresco e Neive na DOCG Barbaresco.

Créditos da imagem: Consórcio Barolo & Barbaresco

Existem hoje 1007 lugares na lista da UNESCO e agora os vinhedos do Piemonte agora se juntam aos de Saint-Emílion em Bordeaux e aos métodos de vinificação tradicionais georgianos na representação dos vinhos por lá. Isso deve incentivar os produtores a assumir a responsabilidade por seu ambiente imediato, persuadi-los a adaptar as práticas vitícolas mais respeitadoras ao meio ambiente, de fato apontar para o cultivo/produção orgânicos. Uma parada para o uso ainda generalizado do herbicida seria um começo óbvio.

O governo da Itália alega que pólen de vinhas foi encontrado na área datando do século 5 AC. O Piemonte ainda era visto como uma das melhores áreas de cultivo de vinha, na Itália, durante o Império Romano. E tem mais, Pietro Ratti, presidente do Consórcio local para Barolo e Barbaresco, disse que a listagem dá "reconhecimento adequado" para os produtores de vinho que têm preservado a paisagem da região e respeitando suas tradições.

A indicação e posterior "eleição" do Piemonte é um bom augúrio para ambos Champagne e Borgonha, que eram foram indicados no início deste ano para também adquirirem o status de Patrimônio Mundial da UNESCO pelo governo francês. Uma decisão é esperada para 2015.

Thursday, June 27, 2013

CascinAdelaide Barolo Amabilin Barbera D'Alba Superiore 2007

Eu e minha esposa temos um pacto, mesmo que silencioso e nunca dito, ele existe. O fizemos para que sempre, mesmo que inconscientemente, celebremos tudo de bom que a vida nos dá. Datas e motivos nunca faltarão para tanto, e na última segunda feira não foi diferente. Em mais uma de nossas celebrações resolvi abrir este vinho especial para que a celebração fosse de fato, mais especial. E acho que acertei.


Localizada no coração da região de Barolo, na Itália, Cascina Adelaide é hoje uma das mais premiadas vinícolas do Piemonte. Com mais de 100 anos de existência, a vinícola combina seu terroir com moderna tecnologia. A extensa lista de premiações a qual a vinícola fora submetida e venceu e/ou se destacou nos últimos anos não deixa dúvida de que ela é uma das vinícolas de maior destaque no cenário Italiano. 

O vinho por sua vez é produzido com uvas 100% Barbera do vinhedo "Preda", um cru em Barolo. Colheita manual, esmagamento quase que simultâneo a chegada das uvas na adega, uso de leveduras indígenas e longa maceração são algumas das técnicas empregadas na produção do mesmo. Depois de fermentado o vinho é colocado nas barricas de carvalho, onde ficam por 12 meses e passam também por fermentação malolática. Segundo o produtor, o vinho pode ser guardado por até 20 anos em condições ideais. Vamos as impressões.

Na taça uma bonita cor rubi violácea de média para grande intensidade, com pouca transparência e muito brilho. Lágrimas finas, de velocidade moderada e ligeiramente coloridas também completavam o aspecto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos maduros, secos (ameixas pretas, uvas passa), toques florais e de canela. 

Na boca o vinho apresentou corpo de médio para encorpado, ótima acidez e taninos finos, polidos e de ótima qualidade. Retrogosto confirma o olfato com frutas secas e canela num final de longa duração.

Um baita vinho sem dúvida nenhuma, trazido pela abflug. Para acompanhar, fizemos um macarrão ao molho de gorgonzola com bifes ao alho e pimenta branca. Casou muito bem. Cada dia que passa os vinhos italianos me fascinam mais e mais. Eu aprovei e recomendo que experimentem.

Até o próximo!