quinta-feira, 12 de maio de 2016

Fontanafredda Barolo 2009: Peso pesado italiano

Uma comemoração sempre merece um vinho a altura não é mesmo? Embora a data em si soe comercial (Dia das Mães) eu gosto de ter a oportunidade (cada vez mais rara nos dias de hoje) de juntar a família e as pessoas que gostamos para podermos sentar juntos a mesa e mesmo que por alguns breves momentos, compartilhar um a companhia do outro. E eu escolhi um vinho que considero acima da média dos que provamos regularmente, para acompanhar a refeição do domingo. Estou falando do Fontanafredda Barolo 2009.


No coração do Piemonte vitícola - nas colinas do Langhe - a Fontanafredda, produtora do vinho de hoje, nasceu: crônicas da época relatam que "ao fim de 17 de junho de 1858" uma área de 138.82 "giornate Piemontesi" (aproximadamente 54 hectares.) de propriedade de Roggeri Giacomo, filho de Giovanni Battista em Serralunga d'Alba, foi registrado sob a propriedade privada de Vittorio Emanuele II rei da Sardenha. O rei, que estava perdidamente apaixonado por Rosa Vercellana, também conhecido como "La Bela Rusin", uma plebéia e filha de um grande major a serviço de sua majestade, deu toda a parcela de terreno para ela, fazendo-a Condessa de Mirafiori e Fontanfredda um ano depois. A história de Fontanafredda tinha começado, mas não como um negócio propriamente dito, até vinte anos depois, em 1878, graças à clarividência de Emanuele Guerrieri, Conde de Mirafiori, filho do rei e Bela Rusin, um empresário nobre que dedicou sua vida ao vinho com uma abordagem muito moderna.

Já sobre o Fontanafredda Barolo 2009, podemos afirmar que é um vinho feito 100% com uvas Nebbiolo oriundas de vinhedos localizados em toda a área de cultivo de Barolo, que abrange onze aldeias ao sul de Alba. Após a fermentação o vinho passa pelo menos 24 meses em tonéis de madeira eslovena e pelo menos 12 meses em garrafa antes de ser liberado ao mercado. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita coloração rubi com reflexos granada de média intensidade, bom brilho e limpidez. Lágrimas finas, escassas e mais lentas também faziam parte do conjunto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas florais, de frutos secos (ameixa seca, uva passa, etc.), tabaco e toques terrosos, cravo, canela e algo de chocolate. 

Na boca o vinho mostrou corpo médio+, boa acidez e taninos marcados porém de boa qualidade. O retrogosto confirma o olfato e o final era longo, saboroso e muito elegante.

Um bom vinho italiano que provamos por aqui, é um Barolo de entrada se assim podemos dizer mas que, se você quer conhecer a tipicidade e se deliciar com um exemplar sem quebrar sua conta bancária, pode apostar. Eu recomendo.

Até o próximo!

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