sexta-feira, 19 de junho de 2015

Cascina Del Monastero Barbera D'Alba Lepriè 2010: la bella Italia!

Vez ou outra pinta por aqui um vinho diferente, uvas menos badaladas e produtores nem tão conhecidos assim. Bom, eu sempre estou em busca de algo nestes moldes e quando a indicação é boa, vamos atrás. Eu, como sonhador inveterado que sou, estou sempre sonhando com a Itália (palco do meu casamento e de uma das mais incríveis viagens que já fiz) e por isso mesmo, é sempre uma celebração quando vinhos de lá aparecem por aqui. Eis que hoje é dia do Cascina Del Monastero Barbera D'Alba Lepriè 2010.


O vinho é produzido pela "La Cascina Del Monastero", situada no sopé do Langhe (região do Piemonte), na aldeia de "Annunziata di La Morra", a poucos quilômetros de Alba e os principais centros do Langhe, e uma hora e meia de Milão, Gênova e Turim. A propriedade conta com uma fazenda B & B que oferece muito mais do que apenas alojamento. Em sua chegada, você é transportado no tempo, visitando a esplêndida adega do século 18, onde são produzidos os vinhos. A história de "La Cascina del Monastero" começou em 1926, quando Alessio Grasso, um produtor de vinho de Treiso, tornou-se o proprietário do Cascina Luciani e os vinhedos que cercam a fazenda. Um digno herdeiro do fundador foi encontrado no neto de Alessio Giuseppe, que administra o negócio hoje com sua esposa Velda, e eles estão prontos para um dia passar o leme para seus filhos Loris e Giada, o mais recente na linha de uma família dedicada às colinas do Langhe.

Já sobre o Cascina Del Monastero Barbera D'Alba Lepriè 2010, acrescentamos que é um vinho feito com 100% de uvas Barbera de um vinhedo antigo e que produz pequenas e selecionadas quantidades de uvas. Fica localizado em Perno, um bairro periférico de Monforte d'Alba. Por fim, o vinho passa 12 meses em barricas de carvalho seguidos 3 anos em garrafa. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma bonita cor rubi violácea de média intensidade, algum brilho e boa limpidez. Lágrimas finas, rápidas, bem separadas entre si e sem cor também faziam parte do aspecto visual. 

No nariz o vinho apresentou aromas de frutas vermelhas maduras, tons terrosos e florais e algo de tostado no fundo da taça. 

Na boca o vinho mostrou corpo médio, acidez bem marcante e taninos finos. Retrogosto confirma o olfato e o final era de longa duração.

Um belo vinho sem duvida nenhuma, elegante e rústico e que deve cair bem com a culinária italiana, massas com molhos mais cremosos e risotos. Eu recomendo.

Até o próximo!

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