segunda-feira, 15 de junho de 2015

Solandes Cabernet Sauvignon Colección Roble 2013: Orgânico hermano

Eu já devo ter dito por aqui que eu não entendo muito de vitivinicultura orgânica, biodinâmica e demais correntes similares mas que, tenho buscado conhecer mais. Até existe muita informação a respeito, mas é preciso filtrar grande parte disso (como quase tudo na internet). De qualquer forma depois de ler e me informar um pouco resolvi conhecer aos poucos estes vinhos "diferentes" do que estamos acostumados e foi ai que me deparei com o Solandes Cabernet Sauvignon Colección Roble 2013. Vamos ver o que podemos falar sobre ele?


A Bodegas Solandes, produtor do vinho, é uma pequena e jovem bodega mendocina, fundada em 2005, que tem como foco principal a produção de vinhos de qualidade, com respeito ao meio ambiente, se utilizando de técnicas de cultivo orgânico. Segundo o produtor, o grande diferencial da bodega foi ter encontrado um lugar único para produzir vinhos de alta qualidade, livre de contaminação, com terra nobre, irrigada pelo rio Atuel (em idioma mapudungún significa "lamento"), rio que nasce puro e de águas limpas advindas do degelo da neve da Cordilheira dos Andes. A área é constituída por pastagens semi-áridas, estepes arbustivas altas e florestas localizadas a 540 metros acima do nível do mar. O canyon do rio Atuel e a biosfera de Ñancuñán circundam e protegem as vinhas e a adega. A área inclusive foi declarada uma Área de Preservação Natural em 1961, juntando-se a rede mundial de Reservas da Biosfera (UNESCO) em 1986. Hoje, uma variedade de castas, como Malbec, Merlot, Cabernet Sauvignon, Syrah e Chardonnay são cultivadas.

Sobre o Solandes Cabernet Sauvignon Colección Roble 2013, podemos ainda acrescentar que apesar de ser denominado varietal, possui em sua composição 95% de Cabernet Sauvignon e 5% de Carmenére e, após fermentação (alcoólica e malolática), passar por 12 meses de envelhecimento em barricas francesas. Vamos as impressões?

Na taça o vinho apresentou uma coloração rubi violácea de média intensidade, bom brilho e alguma limpidez. Lágrimas finas, rápidas e ligeiramamente coloridas compunham também o aspecto visual.

No nariz o vinho apresentou aromas de frutos vermelhos maduros, pimenta, baunilha e leve mentolado ao fundo.

Na boca o vinho mostrou corpo médio, boa acidez e taninos aveludados. Retrogosto confirma o olfato e adiciona um que mineral ao conjunto. Final de média para longa duração.

Um bom vinho, orgânico ou não, mostrou muita qualidade pelo preço pago (algo em torno de 57 reais) e eu recomendo muito a prova. Preciso me aprofundar mais no assunto (vinhos orgânicos) e provar mais.

Até o próximo!

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