terça-feira, 5 de maio de 2015

Chozas Carrascal trouxe ótimos vinhos espanhóis no #EncontrodeVinhos

Ainda tentando colocar em dia todo o o material que eu consegui juntar em épocas de Expovinis, Encontro de Vinhos e por ai vai, achei em meus "papéis de pão" um pouco do que vi e degustei desta ótima Bodega espanhola, a Chozas Carrascal, que estiveram no Encontro de Vinhos e mostraram muita coisa bacana por lá. Vamos lá?

A Chozas Carrascal é uma vinícola que fica nas cercanias de Valência, mais precisamente localizado em San Antonio de Requena a meio caminho entre as cidades de Requena e Utiel. A Chozas Carrascal surigu em 1990, de um ambicioso e excitante projeto da Família Lopez-Peidro: fazer vinhos de qualidade a partir de um único e exclusivo terroir. De lá até a construção da sede, recuperação dos vinhedos e a primeira vinificação se passaram dez anos. A partir de então, houve ainda a ampliação da bodega, criação de museu de rótulos e certificações para que o trabalho decolasse. Os vinhedos estão situados no topo de uma pequena colina entre 750 e 850 metros acima do Mar Mediterrâneo. É surpreendente como sendo tão perto do mar (60 km), o clima característico é claramente continental. Somados a estes fatores temos ainda o terreno calcário que aporta muita personalidade aos vinhos. Como possuem vinhos em diversas linhas em algumas DOs tais como D.O. Pago Chozas Carrascal, D.O.P. Utiel Requena e D.O. Cava, escolhi 3 vinhos que me chamaram a atenção para comentar aqui, como já estou acostumado. Vamos a eles?


O primeiro que irei comentar por aqui é o LAS DOSCES, el blanco joven de Chozas Carrascal, um vinho feito a partir das castas Macabeo e Sauvignon Blanc. Achei curioso o blend e as uvas utilizada, uma vez que costumamos ver a Macabeo sempre no corte de um bom Cava e a Sauvignon Blanc reinando em Bordeaux o no Chile, em menor número na Espanha. De qualquer forma é um vinho para ser consumido jovem e não passa por barricas. Na taça tinha uma bonita coloração amarelo palha com reflexos verdes, bom brilho e boa limpidez. Nos aromas, muita fruta tropical e flores brancas com um toque de mineralidade ao fundo. Na boca tinha corpo médio mas com uma certa untuosidade aliada a um bom frescor. Retrogosto confirma o olfato e o final era de média duração. Delicioso e refrescante, um vinho perfeito para o verão e para acompanhar alguma refeição sem muito peso ou condimentos.


Depois passamos ao LAS DOSCES, el tinto barrica de Chozas Carrascal, um vinho feito a partir das castas Bobal, Tempranillo e Syrah sendo que depois da fermentação tanto o vinho base de Tempranillo como o Syrah passam por envelhecimento (separadamente) de 5 meses em barricas de segundo e terceiro uso culminando com o corte final pré engarrafamento. Na taça uma bonita cor violácea de média para grande intensidade com um bom brilho e boa limpidez. No nariz aromas predominantemente de frutas vermelhas com algo de especiarias e notas de madeira. Na boca tem corpo médio, boa acidez e taninos macios. Retrogosto confirma o olfato e o final era saboroso e longo. Belo vinho para o dia a dia. Beberia de caixas!


Para fecharmos com chave de ouro passamos ao LAS OCHO, cujo nome faz menção as oito variedades de uva neste corte, cuja proporoção entre elas é variável de acordo com a safra. Tais castas são: Bobal, Monastrell, Garnacha Tinta, Tempranillo, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Syrah e Merlot. É um vinho de uma gama superior onde cada variedade é fermentada em separado e depois do corte, 75% do vinho passa por 14 meses em barricas francesas e os outros 25% ficam nos tanques. Após este período, o corte final (das duas partes do vinho) é feito e o mesmo descansa por 12 meses em garrafa antes de ser liberado ao mercado. Na taça o vinho mostrou uma coloração rubi violácea de média para grande intensidade, ligeiro halo de evolução com um bom brilho e bastante limpidez. No nariz percebemos aromas de frutos escuros e vermelhos, baunilha, especiarias e algo de tostado. Na boca é volumoso, taninos marcados mas de boa qualidade, integrados com o vinho e uma acidez que aporta muito frescor ao vinho. Retrogosto confirma o olfato e adiciona algo de capuccino. Final de longa duração. Um belo e complexo vinho, sem dúvidas.

Saldo final? Bons vinhos, boas opções para pessoas que assim como eu, ainda precisam descobrir mais sobre este país, no caso a Espanha, e seus encantadores vinhos que tem aparecido no mercado brasileiro. Eu recomendo.

Até o próximo!

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