terça-feira, 12 de maio de 2015

Ferrari Maximum Brut: Um espumante italiano que é uma "máquina"!

Antes de mais nada eu tenho que pedir desculpas pelo trocadilho infame do título do post. Eu até tentei ser engraçado e fazer uma associação de marcas, mas eu acho que no final não funcionou direito. Entretanto, na falta de uma opção melhor, ficamos assim. Bom, voltando com mais um vinho espumante que me chamou a atenção no stand da Decanter durante a Expovinis, vamos hoje falar de Ferrari Maximum Brut.


A Cantine Ferrari de Trento é o maior nome italiano quando falamos da produção de vinhos espumantes pelo método clássico (tradicional, champenoise e outros nomes associados ao método). Possui mais de um século de história ligada a esta bebida festiva, o vinho espumante, que tem sido a base de todas comemorações e festividades em seu país, a Itália. Foi fundada em 1902 por Giulio Ferrari na região do Trento. Teve seu controle passado a família Lunelli, comerciantes de vinhos na Itália, pouco mais de 50 anos depois e vem escrevendo seu nome no mercado de vinhos de maneira brilhante desde então. Existe ainda o reforço a marca pela associação, mesmo que errônea, a famosa escuderia da fórmula 1 e a marca de carros de luxo também italianos. A curiosidade fica ainda por conta da comparação de tais vinhos, os vinhos espumantes Ferrari, com os champagne franceses, pois os italianos são comumente conhecidos no mercado como os "champagne italianos".

Sobre o Ferrari Maximum Brut podemos ainda acrescentar que é um vinho espumante feito 100% com uvas Chardonnay de vinhedos em Trento, Val d'Adige, Val di Cembra e Valle dei Laghi, entre 300 e 700m de altitude. É um espumante feito com foco para o mercado de restaurantes, dado seu aspecto gastronômico. A segunda fermentação é feita em garrafa e o líquido sagrado fica em contato com as leveduras por 36 meses. Sem maiores delongas, vamos as impressões?

Na taça o vinho espumante apresentou uma coloração amarelo palha com reflexos dourados, bom brilho e boa limpidez. Formação de perlage com pequenas borbulhas, fino e duradouro.

Na nariz o vinho espumante trouxe aromas de frutos frescos tais como maça verde, abacaxi e outros frutos tropicais e cítricos. Toques de mel, nozes e fermento também estão presentes.

Na boca o vinho espumante se apresentou cremoso e muito fresco. O retrogosto confirma o olfato e o final era de longa e saborosa duração.

Um belo vinho espumante, trazido ao Brasil pela Decanter e que é sempre uma boa pedida, embora seu preço possa ser um fator complicador para seu consumo. De qualquer jeito eu recomendo a prova, vale a pena conhece-lo.

Até o próximo!

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