segunda-feira, 25 de maio de 2015

King Estate: Ainda falando sobre o Oregon e o seus vinhos incríveis

Há alguns dias atrás, comentei sobre um Pinot Noir que havia provado de uma região que até então eu não conhecia, o Oregon, nos Estados Unidos (relembrem aqui). Coincidentemente na semana passada, tive a oportunidade de participar de um almoço com o pessoal da vinícola King Estate e conhecer um pouco mais sobre seus vinhos, sua filosofia e mais sobre a região em que se encontram. O almoço degustação foi promovido pela Cantu Importadora, que agora trás os vinhos para o Brasil, na pessoa do seu sommelier consultor Manuel Luz e contou ainda com a presença do VP de de vendas da vinícola, Rick Durette, no gostoso restaurante Baby Beef Rubayat, na região dos Jardins em São Paulo. Vamos ver o que mais eu pude descobrir?

Relembrando um pouco sobre a King Estate: "Embora tendo sua terra sido descoberta em meados de 1990 por Ed King, a Vinícola King Estate foi fundada em 1991 pela família King e continua a ser uma propriedade familiar, administrada e operada pela mesma desde então. Em 1994, mais de 100 hectares foram plantados para se criar o mais diverso vinhedo em relação ao solo e climas disponíveis na região. Mais do que uma adega, a King Estate é tratada como um eco-sistema orgânico. Dispõe de pomares, jardins com vegetais e frutas exuberantes, um restaurante gourmet e a vinícola propriamente dita que é considerada o estado da arte no aspecto tecnológico e de concepção do processo de vinificação."


Somam-se às informações acima o fato de que a propriedade e a maioria de seus vinhedos próprios se encontram na mesma latitude que os vinhedos e vinícolas da região da Borgonha, na França, que é conhecida por sua produção de Pinot Noir e Chardonnay. Estão também na região mais fria e mais ao norte do EUA com relação a produção de vinhos, o que também cria uma atmosfera favorável ao cultivo de Pinot Noir e outras uvas mais sensíveis e de difícil trato. A curiosidade fica por conta de que, embora reconhecidamente produza bons Pinot Noir, são especializados em outra uva, também delicada só que branca: a Pinot Grigio. A intenção aqui é possuir o vinhedo com o maior diversidade de clones possível disponível nos EUA, todos de maneira orgânica. E a curiosidade é que, diferentemente de outros produtores, aqui os Pinot Grigio tem algum contato com madeira para afinamento, ganho de complexidade e longevidade. Diante de tudo isso, só nos resta falar um pouco sobre os vinhos degustados durante o almoço, não é mesmo?


Acrobat Pinot Gris 2013: Da linha de entrada da vinícola, este Pinot Grigio passa por 3 meses em barricas e é fresco, cítrico, leve e macio. Me parece excelente companhia para comida. Testei com frutos do mar e foi bem demais;

King Estate Signature Pinot Grigio 2013: Este Pinot Grigio já é da linha mais intermediária da vinícola e passa 5 meses em barricas de madeira. Um pouco mais gordo que o anterior, já denota aromas de evolução como mel e flores brancas também. Entretanto continua fresco e muito gastronômico;


King Estate Signature Pinot Grigio 2007: Embora seja o mesmo vinho (técnicamente falando) do que o anterior é de uma safra bem mais antiga, mostrando o potencial que a vinícola tem desenvolvido com esta casta lá pelos lados do Oregon. Apresentou uma bonita cor dourada, aromas de mel e flores em contraponto com fruta cítrica bem madura. Untuoso e saboroso, o vinho ainda mantém uma acidez viva e bastante gulosa não demonstrando a idade;


NxNW Red Blend 2012: Começamos os tintos com este blend de diversas uvas tintas ( Merlot, Syrah, Cabernet Sauvignon, e Cabernet Franc) da região de Washington, nos EUA. Também um vinho de entrada, trás aromas de frutas vermelhas e escuras, toques de especiarias e baunilha. Corpo médio, boa acidez e um bom companheiro para carnes em geral. 


NxNW Cabernet Sauvignon 2012: Apesar de ser rotulado como varietal (de acordo com regulamentação local), o vinho conta com a adição de 10% Merlot, 4% Malbec e 1% Petit Verdot no blend para ganho em complexidade, aromas juntamente com envelhecimento de 12 meses em barricas. Um vinho elegante, com aromas de frutos escuros, especiarias, mentolado e chocolate. Médio corpo e taninos macios. Foi um ótimo escudeiro dos cortes de carne que o Baby Beef Rubayat tem a oferecer.


Acrobat Pinot Noir 2012: Pinot Noir de entrada vinícola, assim como o seu irmão Pinot Grigio. Também passa por 6 meses em barricas. É um vinho fresco com frutas vermelhas em evidencia aliadas a toques terrosos e animais. Não é leve mas também não é pesado, assim como muitos Pinots do novo mundo. Boa opção para se conhecer a uva.


King Estate Signature Pinot Noir 2012: Já provado e comentado no post anterior sobre a vinícola, portanto não irei comentar.


Domaine King Estate Pinot Noir 2007: Para fechar, um vinho que, embora não seja trazido para o Brasil, foi a estrela do evento. Somente uvas em perfeito estado de maturidade e sanidade entram neste vinho. Passa por 15 meses de envelhecimento em barricas de carvalho. Um vinho mais corpulento e com taninos mais marcados e presentes. Acidez extremamente viva. Aromas de frutos vermelhos, animais, especiarias, enfim, muita complexidade e elegância. Final longo e saboroso. Um vinho incrível.


Belos vinhos, ótimas companhias e claro, agradabilíssimo local e serviços. A Cantu Importadora acerta em cheio ao trazer tais vinhos para o nosso mercado. Uma boa opção para se conhecer novos lugares produtores. Vai dar o que falar.

Até o próximo!

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